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09 abr
4 estratégias para fazer mais no trabalho em menos tempo

É possível que mais de uma vez seu dia de trabalho tenha se estendido muitas horas além do planejado. Talvez isso aconteça com frequência, e você sinta o peso do relógio nos ombros.

Por que o dia não tem mais de 24 horas? É uma pergunta bastante comum quando as pressões do trabalho — sejam exigidas pela empresa ou autoimpostas — estão o tempo todo nos assombrando.

É aí que entra o desafio da produtividade. Como fazer mais coisas em menos tempo?

Amantha Imber, fundadora da empresa de consultoria australiana Inventium, dedicada a fornecer assessoria em ciências comportamentais, criou quatro estratégias que podem ajudar a administrar o tempo de forma mais eficaz para ter uma melhor qualidade de vida.

Nos últimos três anos, Imber entrevistou pessoas de diferentes áreas de trabalho para tentar descobrir como podemos estruturar nossos dias de modo a tirar mais proveito deles.

Nessas conversas, ela ouviu várias vezes que não é saudável deixar que as prioridades de outras pessoas determinem as suas.

“A produtividade não tem a ver com quantas horas você trabalha ou quantas tarefas pendentes você pode tirar da sua lista”, afirma Imber em entrevista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

“Trata-se de fazer o que você precisa para trabalhar de maneira eficiente.”

A seguir, confira quatro estratégias utilizadas por pessoas altamente produtivas, segundo os estudos realizados por Imber.

1. Alinhe o trabalho com seu ‘cronotipo’

O “cronotipo” é simplesmente uma forma de se referir ao relógio biológico. Tem a ver com nosso ciclo natural de sono-vigília que tem duração de 24 horas.

Como cada pessoa tem seu próprio cronotipo, é importante determinar quais são seus momentos de maior e menor energia ao longo do ciclo.

Homem olhando pela janela de escritório
Cronotipo é a predisposição natural que cada indivíduo tem de sentir picos de energia ou cansaço, de acordo com a hora do dia

De acordo com Imber, cerca de 10% das pessoas são “cotovias” que se sentem mais dispostas pela manhã.

No outro extremo do espectro, estão os 20% da população chamados de “corujas”, aqueles que trabalham melhor à noite.

A maioria das pessoas se encontra, no entanto, em algum ponto intermediário. Normalmente, sentem um pico de energia antes do meio-dia, uma queda depois do almoço e um segundo estímulo no fim da tarde.

Aqui, o fundamental é que você organize o seu dia levando em conta seu relógio biológico, de forma que as atividades que exigem maior concentração ou que são mais relevantes sejam realizadas nos momentos em que sua energia está em alta — e que você deixe as atividades mais rotineiras (como responder e-mails, por exemplo) para quando sua energia cai.

2. Planeje a jornada de trabalho no fim do dia anterior

Um dia produtivo não acontece por acaso. Requer planejamento. Se escrevermos o que queremos fazer, quando e onde, é muito mais provável que os objetivos sejam alcançados.

Reunião
Um planejamento meticuloso é o segredo para aproveitar ao máximo o seu dia

Uma maneira eficaz de fazer isso é anotar suas três prioridades para o dia seguinte, ou seja, aquelas coisas que você não pode deixar de fazer.

O próximo passo é completar a lista de tudo que tem pela frente, de preferência hora a hora.

Também é conveniente acrescentar no final pequenas tarefas que podem ser feitas entre reuniões ou em qualquer intervalo.

No fim das contas, o que mais ajuda é um planejamento cuidadoso.

3. Desenvolva rituais

São rituais relacionados a onde e quando trabalhar de acordo com o tipo de tarefa.

Ao fazer isso de forma consistente, seu cérebro irá associar esses sinais físicos e temporais a essas tarefas.

Por que o tempo e o espaço são importantes?

Basicamente porque nos ajudam a mudar a “chave” mental. Por exemplo, há pessoas que, quando precisam resolver problemas complexos ou desafios criativos, usam certos trajetos para caminhar e pensar.

Homem descansando no escritório
Uma pequena pausa pode ajudar a recarregar as energias

Outros preferem dividir as tarefas entre um espaço do escritório e outro, o que ajuda a quebrar a monotonia e também influencia a atitude com que abordamos determinados desafios.

E se você trabalha de casa, isso ajuda a definir o que fazer em que cômodo. Ou dividir o espaço entre manhã e tarde.

 

O importante é criar rituais fazendo o mesmo tipo de atividade no mesmo lugar ou à mesma hora.

Por exemplo, você pode participar de reuniões por videoconferência no quarto, responder e-mails na sala e se concentrar em uma poltrona.

Depois de praticar por algumas semanas, você terá gerado um fluxo que torna mais fácil atingir os objetivos em menos tempo.

4. Evite bloquear 100% a agenda

Um dia completamente bloqueado na agenda pode dar uma falsa sensação de produtividade. Você não terá tempo para resolver imprevistos, momentos de criatividade ou contato social com membros de sua equipe.

 

Se sua agenda parece estar sempre cheia, programe deliberadamente um tempo para não fazer nada.

Você pode usar esse tempo para tarefas inesperadas que surgem ao longo do dia ou para fazer uma pequena pausa que pode ajudá-lo a arejar a cabeça e seguir em frente com mais energia.

Publicado por BBC

06 abr
Atenção concurseiros: País tem mais de 80 concursos abertos para preencher 4,3 mil vagas; veja lista

Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. No processo seletivo aberto pelo Ministério da Cidadania, são 89 vagas com salários de até R$ 8.300,00.

Pelo menos 83 concursos públicos estão com inscrições abertas no país nesta segunda-feira (5). São mais de 4,3 mil vagas em disputa.

Há cargos disponíveis para todos os níveis de escolaridade. Além de vagas para preenchimento após o término do processo seletivo, há oportunidades para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

No processo seletivo aberto pelo Ministério da Cidadania, por exemplo, são 89 vagas para contratação por tempo determinado, com salários de até R$ 8.300,00. Veja aqui o edital.

Nesta terça-feira (6), iniciam as inscrições para o concurso do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça. São 107 vagas para profissionais de nível superior na área de engenharia e arquitetura. Os salários variam de R$ 6.242,41 a R$ 8.293,82. Veja aqui o edital.

Na quarta-feira (7), serão abertas as inscrições para o concurso do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). São 165 vagas, com salários de até R$ 7.620,37 em funções de nível superior em Brasília, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Veja aqui o edital.

Nesta segunda-feira, pelo menos 9 concursos abrem o prazo de inscrições. Veja abaixo:

Prefeitura de Aparecida do Taboado (MS)

  • Inscrições: até 09/04/2021
  • 30 vagas
  • Salários de até R$ 2.122,99
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Cunha Porã (SC)

  • Inscrições: até 05/04/2021
  • 2 vagas (professores de inglês)
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Formiga (MG)

  • Inscrições: 05/04/2021
  • 6 vagas (enfermeiros)
  • Salários de até R$ 2.122,99
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Maquiné (RS)

  • Inscrições: até 09/04/2021
  • 2 vagas (instalador hidráulico)
  • Salários de até R$ 2.292,97
  • Cargos de nível fundamental
  • Veja o edital

Prefeitura de União do Oeste (SC)

  • Inscrições: 05/04/2021
  • 4 vagas (professores)
  • Salários de até R$ 1.831,71
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Hospital Ophir Loyola (HOL-Paraná)

  • Inscrições: até 07/04/2021
  • 41 vagas
  • Salários de até R$ 1.858,41
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Mambaí (GO)

  • Inscrições: até 07/04/2021
  • 52 vagas
  • Salários de até R$ 3.641,02
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins (CBM – TO)

  • Inscrições: até 12/04/2021
  • 115 vagas
  • Salários de até R$ 4.805,62
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)

  • Inscrições: até 16/04/2021
  • 11 vagas
  • Salários de até R$ 1.700,03
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Publicado por G1

05 abr
5 apps para organizar melhor seu tempo

Se você organizar melhor o seu dia, terá mais tempo para estudar e para dedicar a atividades de lazer! Fica a dica.  Dá uma olhada em alguns aplicativos que podem te ajudar nisso. Vai valer a pena, viu?

 HabitNow

Ajuda a definir hábitos e tarefas diferentes, metas diárias, semanais ou mensais.

 

 

 

Rescuetime

Permite entender e otimizar de modo fácil como você e seu grupo gastam seu tempo e atenção

 

 

Pocket

Permite salvar e organizar artigos, vídeos e outros conteúdos para acompanhar depois

 

 

TOGGL

Ajuda a registrar o tempo de tarefas cotidianas, monitorar a produção diária e os resultados do trabalho.

 

 

Pomodoneapp

Possibilita criar e completar tarefas, com temporizador de contagem regressiva de produtividade, no método Pomodoro.

12 mar
10 coisas que aprendi escrevendo a dissertação do mestrado – Por Nazareno Rêis

 

 

Enquanto escrevia a minha dissertação de mestrado, felizmente defendida e aprovada, confirmei algumas suspeitas. Não apenas sobre o tema objeto da minha pesquisa, mas também sobre coisas importantes a respeito do ato de escrever.

Tomei nota de algumas dessas coisas:

 

1 – O tema da pesquisa é sempre muito maior do que pensamos inicialmente

Os gregos antigos imaginavam que o sol era do tamanho de um pé humano. Hoje sabemos que ele é mais de 100 mil vezes maior que a Terra. O que mudou de lá para cá? A quantidade de pesquisa e conhecimento acumulada, é claro. Guardadas as proporções, é mais ou menos isso que acontece com quem se propõe a escrever uma dissertação de mestrado.

 

Frequentemente subestimamos aquilo que não conhecemos bem, outras vezes nos perdemos em sonhos ou ideias difusas e muito abstratas, quando contemplamos algo com atenção. É bom sonhar, mas a ciência e a pesquisa não casam bem com abordagens oníricas.

 

Carlos Salas, um mestre da boa escrita, disse que o cérebro é um animal dentro de outro animal, e que é preciso domá-lo, se quisermos fazer ele trabalhar para nós em algo concreto. A pesquisa é um processo de investigação externa, mas também de domesticação dos impulsos internos da nossa mente, em busca de uma visão equilibrada do mundo.

 

Li em algum lugar que Eça de Queirós teria dito que as páginas mais bem escritas em língua portuguesa seriam aquelas do capítulo sete de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, quando Machado de Assis descreve um delírio do protagonista. “Mutatis mutandis”, é a descrição de um mestrando contemplando seu tema.

 

Primeiro, Brás se transforma num gordo barbeiro chinês; depois, ele vira um livro hirsuto; e, finalmente, volta à sua forma humana, agora montado num hipopótamo que regressa ao começo dos tempos e vai galopando com Brás no lombo rumo ao futuro, passando pelo Éden e outras paragens, conversando com a Natureza em pessoa, até chegar no século final, quando o hipopótamo na verdade se revela como Sultão, o gato de estimação de Brás, brincando com uma bola de papel.

 

Assim também acontece com o tema de pesquisa: primeiro temos uma visão fantástica dele, que nos leva a lugares fabulosos e a soluções rápidas e extraordinárias; à medida que avançamos no processo de filtragem, começamos a perceber as suas formas mais prosaicas e, quando finalmente estamos diante do problema de pesquisa, que é o tema em carne e osso, vemos que o factível está muito aquém do sonho, porém é muito mais palpável. O problema de pesquisa é o gato Sultão brincando com a bola de papel.

 

2- Conhecer a fundo o tema é fundamental

Catão disse: “rem tene, verba sequentur”. Ou seja, tenha a coisa e a palavra se seguirá naturalmente. A dissertação não é um texto ficcional (pelo menos, não deve ser). Assim, não é dado ao autor muita margem para invenção.

 

A maior parte do tempo, ele deve regurgitar as suas leituras, embora isso deva ter um quê de originalidade. Conhecer o tema previamente e de modo seguro é fundamental para que a escrita tenha fluência e sinceridade. Quando tentei escrever alguns capítulos sem ter lido bem os assuntos, surpreendi-me inventando coisas, fantasiando e tentando encaixar frases que me pareciam mais imprescindíveis do que a verdade. Logo apaguei tudo e voltei à leitura.

 

Percebi que não estava preparado para escrever sobre aquilo. O pior é que isso acontece com indesejável assiduidade. Basta baixar um pouco a guarda e a Quimera se senta ao lado. A melhor forma de evitar isso é manter-se em contato cerrado com boas leituras, fazer-se acompanhar dos que já se ocuparam eficazmente do tema de interesse.

 

3 – É bom ter pessoas para conversar sobre o texto

 

É estranho pensar o seguinte: ninguém jamais viu diretamente o próprio rosto, nem ouviu a própria voz à distância. Claro, podemos dizer que já nos vimos no espelho ou alguma superfície polida qualquer; ou que já ouvimos uma gravação da nossa própria voz. Isso pode ser verdade, mas prova apenas que vimos ou ouvimos um registro externo da nossa imagem e da nossa voz.

 

Isso é outra coisa, somos seres relacionais. Precisamos do outro para sermos quem somos e nos compreendermos. A linguagem, ela mesma, é um tabuleiro de símbolos em que cada lance só faz sentido se houver um interlocutor para apreciá-lo e respondê-lo com outro lance apropriado. A execução da escrita, em grande medida, apresenta-se como um monólogo imerso em uma confusa polifonia; à nossa cabeça vêm, nessa hora, intuições mais ou menos inexplicáveis, memórias de leituras anteriores e de conversas sobre o tema, clichês que nos obsedam há anos, enfim o fluxo de consciência em toda a sua riqueza e ambiguidade.

 

Ao trocarmos ideias com um interlocutor qualificado — pode ser o(a) orientador(a), um(a) colega, ou outro alguém capaz — temos oportunidade de refinar ideias próprias, que nos ocorrem de modo aparentemente inextricável. Eventualmente, isso é tão bom que, apenas no esforço para explicarmos uma passagem do texto que estamos escrevendo, nós mesmos constatamos imediatamente algumas inconsistências ou obscuridades que precisam de correção. Ou seja, o outro é o espelho de que precisamos para nos vermos.

4 – A rotina leva à inspiração

 

Um pequeno progresso é um progresso. Não dá para escrever um texto de aproximadamente cem páginas, com qualidade, em apenas poucos dias. A ideia de que a dissertação decorre de uma gestação longa com um parto rápido é muito atraente, mas dificilmente realizável.

 

Na prática, a escrita de uma dissertação se parece mais com o gotejamento de uma nascente do que com uma borrasca no meio da noite. A questão da página em branco já foi resolvida por Hemingway. Ele disse que contra ela só há um remédio: começar a escrever. Simples, porém, difícil. Mas é isso mesmo. Ninguém pode escrever um trabalho, medíocre ou brilhante, se não começar, e se não continuar até o fim. A disciplina é inspiradora.

 

 

5 – Convém respeitar o leitor e estabelecer um vínculo honesto com ele

 

A escrita é uma forma de comunicação interpessoal. Uma das mais importantes, por sinal. Mas, por alguma razão, ela não é compreendida assim à primeira vista, e não é raro que seja usada como instrumento de tortura do leitor (e não me parece uma boa ideia torturar a Banca). Ninguém levaria a sério alguém que, numa conversa, começasse a falar coisas sem sentido ou totalmente fora de propósito (e, pior, não parasse de falar). Mas, na escrita, talvez por falta do item 3 (acima), pode-se acreditar que é possível essa viagem psicodélica em prejuízo do coitado do leitor.

 

Se não nos policiarmos rigidamente, começamos a escrever coisas completamente despropositadas apenas para preencher os espaços em branco da tela e avolumar o trabalho final. É preciso sempre voltar ao texto, relê-lo com cuidado e se colocar no lugar do leitor, para expurgar essas alucinações importunas. Fazendo isso, muitas vezes percebemos que castigo imerecido estávamos impondo ao benevolente indivíduo que se dispôs a ler o nosso trabalho. Em outras palavras, para bem escrever, é preciso deixar de escrever ou apagar muita coisa.

 

 

6 – A dissertação lembra um conto ou uma novela, nunca um romance

 

A informação hoje não é matéria escassa. Pelo contrário, há informação demais disponível para o pesquisador — especialmente em ciências sociais —, quando se faz um recenseamento bibliográfico. Por isso, é preciso não escrever demais, nem falar de coisas impertinentes. Uma dissertação de mestrado, como ensinam os metodologistas, deve concentrar-se em apenas um problema central, embora circundado por subproblemas.

 

Abrir muitas frentes de trabalhos pode ser um erro terrível — que infelizmente quase todos cometemos, e cujo remédio é a releitura e o enxugamento. O que mais se deve evitar é lançar questões para os quais ou não haverá solução no texto, ou, se houver, será pobre demais. Assim, o melhor é evitar referências que não levarão a lugar algum — confesso que não consegui seguir à risca essa verdade. Tchekhov, o mestre da narrativa curta, disse que “se uma espingarda aparece num conto, ela tem que disparar”.

 

Isso também ocorre com a dissertação. Cada elemento que aparece no texto deve ser funcional.  Desde as palavras utilizadas, às frases, aos períodos, aos parágrafos, aos itens, até aos capítulos, tudo deve estar numa boa harmonia, colaborando para a solução do problema de pesquisa. Se uma passagem do texto nos soa esquipática, provavelmente é mesmo.

 

7 – A intertextualidade é o meio ambiente da pesquisa em direito

 

Cada texto que escrevemos é uma releitura da realidade, iluminada pelos textos com os quais tivemos contato anterior. A originalidade total não existe. Particularmente no campo do direito, a pesquisa é muito dependente de textos. Embora haja amplas possibilidades de pesquisa jurídicas diretas sobre a realidade, com dados, números, estatísticas e até experimentos, a verdade é que nossa academia ainda é profundamente dominada pela cultura da pesquisa bibliográfica e da escrita intertextual.

 

Logo, é muito importante ler bons textos para produzir bons textos. Afinal, a escrita é, em grande medida, a imitação do que se leu. A escolha correta das leituras, com a ajuda do orientador, é fundamental. Por um lado, isso evita leituras desnecessárias e, por outro, constitui a comunidade de ideias da qual queremos fazer parte.

 

8 – Um lugar para escrever é indispensável

 

“Grandes coisas acontecem quando o homem e a montanha se encontram”, essa frase, de William Blake, é tão boa que se tornou lugar-comum, e não raro a ouvimos até em filmes de comédia. O que Blake quis dizer foi que a paz das montanhas oferece ao sujeito a atmosfera necessária para pensar densamente em coisas grandes, para além do ramerrão.

 

De fato, a Bíblia é cheia de passagens em que inspirações, visões, conversas diretas com Deus ocorreram no cume de algumas montanhas (Tabor, Horebe, Sinai, Carmelo, Oliveiras, etc.). O pensamento pagão também compartilha da ideia de que a montanha é inspiradora. Basta pensar no Monte Parnaso. Mas não é preciso subir uma montanha para encontrar um lugar inspirador.

 

Felizmente, com as tecnologias que temos hoje, dá para transformar o quarto de um apartamento num ambiente estimulante para o pensamento. Cada um saberá como fazer isso. Eu, particularmente, gosto de que seja algo próximo à Natureza e que tenha uma mesa cheia de papel e canetas. Seja como for, o importante é que o espaço da escrita seja bem delimitado do resto da vida diária.

 

9 – Escrevemos enquanto dormimos

 

Realmente não sabemos nada sobre como o nosso cérebro trabalha. É um estranho que habita em nós e, no entanto, é também o responsável por quem somos. O certo é que ele não segue um padrão celetista de horário de trabalho.

 

Qualquer pessoa que esteja lendo e pensando fixamente sobre um problema certamente tem um caso para contar sobre lampejos que surgiram “do nada” e que pareciam muito interessantes para se perderem. Isso acontece, suponho, porque o cérebro é caprichoso e se parece com aqueles heróis aposentados de filme de ação, que apenas se dispõem a voltar ao trabalho depois de muita insistência da frágil vítima que dele precisa. Mas quando voltam … vêm com tudo.

 

Durante o sono, muitos insights acabam ocorrendo e alguns deles permanecem em nossa memória tão logo acordamos. Nem tudo é brilhante, claro, mas muitas coisas dessas reminiscências do sono podem ser aproveitadas. Para isso, é muito importante também ter um caderno de notas, de modo a poder anotar essas ideias tão logo surjam, porque elas são muito fugazes.

 

10 – Tudo é história

 

Ninguém ainda inventou uma forma melhor de comunicação de um tema do que a narrativa, ou “contação” de história (storytelling). Em português não temos bem estabelecida a diferença de vocábulos para designar uma narrativa real e outra fictícia. É verdade que Câmara Cascudo defendeu o uso da distinção entre “história” e “estória”, como no inglês history/story, mas isso não é sempre praticado.

 

O certo é que mesmo a narrativa de um fato real, que deve ser o caso de uma pesquisa científica, pode se beneficiar dos recursos técnicos e estilísticos da boa literatura de ficção. Não é porque se trata de uma pesquisa que a escrita precisa ser aborrecida. Acho até que, pelo contrário, não deve ser.

 

Além disso, a situação daquele que está escrevendo uma dissertação lembra bastante a de um romancista, embora naturalmente haja diferenças de método, de propósitos e de limites para ambas as tarefas. Para tornar a produção da dissertação um trabalho prazeroso e entregar ao leitor algo bem legível, não vejo por que não se possa empregar, de forma prudente, algumas estratégias de storytelling.

 

Creio que isso melhora muito o clima da escrita e da leitura. Por fim, embora não tenha escrito um romance, durante todo o trabalho me lembrei muito da lição de E. L. Doctorow: “Escrever um romance é como dirigir um carro à noite. Você só consegue enxergar até onde a luz dos faróis alcança, mas pode fazer a viagem inteira assim”.

 

23 dez
Sem tempo, irmão

Logo nas primeiras páginas do clássico “Alice no País das Maravilhas”, um coelho branco chama a atenção da jovem protagonista ao passar por ela enquanto retira um relógio do bolso do colete e resmunga “ai, ai, vou chegar atrasado demais”. O animal, que acaba levando Alice a se enfiar por uma toca desconhecida, hoje é visto como símbolo da pressa e da falta de tempo para completar atividades diárias, sentimentos que são também bastante humanos.

De fato, cada vez mais gente vem se sentindo na pele do coelho eternamente apressado, vendo o tempo escorrer pelos dedos em meio à rotina, num momento em que parece impossível se desconectar totalmente do trabalho, das pessoas ou de tudo mais que está acontecendo pelo mundo. O resultado é que, ao final do dia, sobram umas poucas horas para aproveitar o tempo livre.

® Christian Marclay / White Cube

Pode parecer até um certo lugar comum dizer que somos muito mais ocupados hoje do que no passado, mas, de acordo com a psicóloga e escritora britânica Claudia Hammond, essa afirmação não é necessariamente verdadeira. Segundo ela, as pesquisas feitas na década de 1950 sobre o uso do tempo não tinham resultados muito diferentes de estudos recentes a respeito do tema, feitos antes da pandemia. Então, se as pessoas têm em média tanto tempo livre hoje quanto naquela época, a diferença está na qualidade desse tempo.

Sentimos que estamos mais ocupados por causa do desaparecimento dos limites entre trabalho e vida social

“Sentimos que estamos mais ocupados por causa do desaparecimento dos limites entre trabalho e vida social. Só de saber que seu chefe pode te enviar um email ou uma mensagem de texto tarde da noite, você já fica menos à vontade”, diz a psicóloga, autora do livro “Time Warped: Unlocking the Mysteries of Time Perception” (tempo distorcido: destravando os mistérios da percepção do tempo), sem tradução para o português.

Esses limites entre trabalho e tempo de lazer ficaram ainda mais turvos com o isolamento social, que obrigou muita gente a bater cartão direto da sala de casa. A mudança pode acabar mexendo de forma significativa no tempo à disposição para o lazer pela primeira vez desde a década de 1950. Hammond evoca alguns estudos recentes que mostram que, embora o período de trabalho oficial não tenha mudado na maioria dos casos, as pessoas hoje gastam sim mais tempo exercendo suas atividades profissionais. Isso porque, estando sempre dentro de um mesmo ambiente, redobra a dificuldade de se desligar.

A sensação de que nosso tempo está encolhendo não tem tanto a ver com o tiquetaquear dos ponteiros do relógio, mas com a nossa percepção da passagem das horas, esta sim subjetiva. De acordo com a professora de psicologia da Unesp, Mary Okamoto, o home office abrupto e em massa promovido pela pandemia retirou várias das bases da nossa rotina, como os ambientes externos que frequentávamos diariamente e as divisões do tempo em atividades curtas: pegar um ônibus, sair para o almoço, pausar para um cafezinho. Com a mudança, passamos a sentir falta de prazos mais definidos e estranhamos a permanência num único lugar, o que nos força a fazer um novo planejamento do cotidiano.

Para a professora Martha Hübner, do Instituto de Psicologia da USP, a pandemia tornou a experiência do tempo mais pessoal, pois cada um está passando por ela em seu próprio ambiente, com regras — ou a falta delas — estabelecidas de forma individual. “A noção de tempo mudou. Está mais confusa, ilógica, menos unânime. Em geral, a pessoa trabalha mais, se cansa mais, vive menos e, no fim do dia, não percebe que não fez nada daquilo que queria.”

® Christian Marclay / White Cube
® Christian Marclay / White Cube

Sem tempo desde sempre

Essa sensação de falta de tempo, no entanto, não é nova. Ela pode até ter se acelerado com a pandemia, mas vinha se fortalecendo desde o início da produção industrial, lá no século 18. “Nós já tínhamos essa sensação de que o tempo é curto, que passa muito rápido. Você termina o dia e sente que não conseguiu concluir todas as atividades que estavam planejadas”, aponta Okamoto.

Além disso, não precisar pegar trânsito ou enfrentar o transporte público lotado todos os dias é certamente uma vantagem, mas que pode ser contrabalanceada por outros aspectos não tão bons assim. Um exemplo é a questão tecnológica. Tarefas simples como entrar num sistema profissional ou fazer um download podem levar muito mais tempo em casa, distante dos recursos de um escritório profissional.

E, por incrível que pareça, também há um estímulo social para estar sempre com pressa: ser apressado pode ser “cool”. Uma pesquisa conduzida em 2017 por professores das universidades de Columbia, Harvard e Georgetown concluiu que pessoas muito ocupadas nos parecem inacessíveis e acabam ganhando um status superior quando comparadas àquelas com mais tempo para gastar. Ou seja, o tempo delas, escasso, nos parece mais valioso do que o dos pobres mortais que podem se dar ao luxo de passear no shopping durante um dia de semana.

 “Estar sempre ocupado é uma espécie de medalha de honra”, explica Hammond. “Em parte por esse motivo, nos pressionamos a ser bons em tudo, desde aprender uma nova língua a servir refeições incríveis.” Segundo conta a escritora, um exemplo desse fenômeno é o Reino Unido, que, durante o lockdown, viveu uma febre por aprender a fazer pão sourdough caseiro. “Havia a sensação de que era preciso usar bem esse tempo, em vez de simplesmente passar por ele, o que não teria sido nenhum problema.”
® Christian Marclay / White Cube

Em busca do tempo perdido

Em 1973, o escritor alemão Michael Ende (1929-1995) — autor de “A História Sem Fim”, que deu origem ao clássico da Sessão da Tarde — já estava preocupado com a questão do tempo. Em “Momo e o Senhor do Tempo”, ele criou uma fábula sobre um mundo em que economizar tempo significa se livrar de todas as atividades que pareçam supérfluas, como se divertir, criar peças artísticas ou dormir. Só que, na narrativa, o tempo economizado jamais era recuperado.

A história deixa claro que o autor entendia a subjetividade do tempo psicológico, que fica evidente em uma de suas falas mais conhecidas: “Calendários e relógios existem para medir o tempo, mas isso significa pouco. Todos sabemos que uma hora pode parecer uma eternidade ou sumir num instante, dependendo de como a gastarmos.”

 Uma hora pode parecer uma eternidade ou sumir num instante, dependendo de como a gastarmos

Realmente, nossa percepção da passagem do tempo muda de acordo com a situação em que nos encontramos. Atividades prazerosas parecem passar voando, enquanto algo que consideramos pouco interessante, ou chato mesmo, leva uma eternidade para acabar. Da mesma forma, ter compromissos demais ao longo de um mesmo dia deixa a impressão de que não há tempo suficiente para nada.

No entanto, há formas de evitar ou reduzir essa sensação de falta de tempo. Uma delas é criar cronogramas detalhados das atividades do dia, mesmo que eles fiquem só dentro da cabeça. É o que explica Alberto Filgueiras, professor do Instituto de Psicologia da Uerj. “Para pessoas que estão fazendo home office, o ideal é escolher que rotina você quer levar, organizar mentalmente o dia. Quanto mais organizado você for, mais vai ser capaz de lidar com a situação e controlar o uso do seu tempo.”

® Christian Marclay / White Cube
® Christian Marclay / White Cube

Mudança de foco

Claudia Hammond sugere que, mesmo em home office, o trabalhador deve ser rígido com os horários de entrada e saída, evitando ao máximo ultrapassá-los. Para desestressar, uma boa ideia é encontrar uma atividade prazerosa que preencha uma pausa de 15 minutos bem no meio de uma tarde desgastante de trabalho. “Pessoalmente, gosto de jardinagem. Agora uma tempestade está roncando lá fora, mas, quando o tempo está bom, passo alguns minutos cuidando das flores e sentindo ondas de relaxamento caindo sobre mim.” Ela reforça que as pessoas não devem se sentir culpadas por parar de trabalhar por alguns instantes, já que a atividade é essencial para manter a saúde mental e ajuda até a aumentar a produtividade.

Procurar outras atividades para não passar tempo demais debruçado sobre uma mesma coisa pode até tornar mais longa nossa percepção do tempo, de acordo com a psicóloga Mary Okamoto. O ritmo do trabalho é diferente daquele do lazer e, em meio à mesmice dos dias vividos na quarentena, alternar esses dois é uma maneira de estabelecer uma rotina diversificada e superar a impressão de que passamos todo o tempo fazendo uma mesma coisa. Só não vale tentar sobrepor o trabalho no computador com a leitura de notícias na internet, pois nesse caso não há uma quebra no padrão das atividades, que continuam bastante semelhantes.

 Para quem é obrigado a ficar quase sempre em casa, a dica da professora Martha Hübner é procurar se deslocar dentro do imóvel, trabalhando cada dia, ou até em diferentes horários num mesmo dia, em cômodos diferentes. Isso traria uma mudança visual com potencial para estimular as sensações de mudança e passagem de tempo.

Um problema em meio a isso tudo é que o ser humano tende a achar que, no futuro, terá mais tempo e se organizará melhor do que hoje — pensamento que, aliás, quase nunca se reflete na realidade. Para evitar se sobrecarregar com compromissos a longo prazo — e ter certeza de que vale a pena dizer sim — a sugestão de Hammond é se perguntar: eu precisaria ou gostaria de fazer isso, caso a atividade acontecesse amanhã? Se a resposta for não, não há mal algum em jogar a toalha.

“É preciso aceitar que os compromissos nunca vão acabar, e está tudo bem. Canos estouram, pessoas ficam doentes, coisas inesperadas acontecem. Sempre poderíamos estar fazendo algo mais, mas talvez devêssemos nos permitir descansar. Ou seja, desistir daquilo que não nos traz prazer.”

® Christian Marclay / White Cube

Dicas para lidar melhor com o tempo

  • Organize o dia. Mesmo que você não se dê bem com planilhas, listar as atividades diárias mentalmente te dá maior controle sobre o uso do tempo.
  • Não passe tempo demais trabalhando. Seja rígido com seus horários de entrada e saída, mesmo em home office.
  • Dê uma pausa curta no trabalho para fazer algo que te satisfaça, como cuidar das plantas. Isso ajuda a baixar a ansiedade.
  • Não trabalhe o tempo todo num só lugar. A mudança de ambientes pode ajudar o cérebro a ter uma noção melhor do tempo que passa.
  • Para não se sobrecarregar de compromissos, opte sempre por aqueles que sejam necessários e que te deem alguma satisfação no final do dia.

17 dez
#TBT de eventos do ano

Já tá batendo a saudade, não é?

E tome #TBT!  Parece até que essas coisas aconteceram há anos, né?  Mas foi em 2020 mesmo!  Confere aí alguns dos eventos que rolaram esse ano nos nossos cursos.

 

The Game Jam 

o Global Game Jam em Teresina foi um S-U-C-E-S-S-O! Do Piauí para o mundo, vários jogos criados do zero saíram daqui no fim de semana para uma plataforma global (tudo criado em 48h).  Baita orgulho!

 

 

 

 

 

 

 Pizzada iCEV

Saca só a nossa Pizzada de volta às aulas para os veteranos e calouros mais maravilhosos desse mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Prêmio Excelência iCEV

 

O Excelência iCEV é um projeto que visa premiar e reconhecer práticas que se destacaram durante o ano letivo por iniciativa de alunos e professores. O iCEV premiou uma galera que fez a diferença em 2019.

 

 

 

 

 

Semana da Mulher iCEV

Respeita a voz delas! A semana foi toda dedicada a semana da mulher.  As meninas e meninos se reuniram para falar da diferença entre ASSÉDIO e CANTADA, num bate-papo com vários relatos e discussões muito importantes.

 

 

 

 

 

 

 

Palestra Mauricio Benvenutti

Crises mudam o rumo de profissões, indústrias e economias inteiras! Essa foi uma das várias lições que a gente aprendeu ontem na palestra online do Mauricio Benvenutti . O iCEV foi um dos apoiadores da superaula “Como agir em momentos de crise”. Deu pra entender muita coisa sobre o contexto que estamos vivendo, viu?

 

 

 

 

 

1º Workshop iCEV de Tecnologias Empreendedoras

Que desafios o mercado traz para o futuro? A revolução já está acontecendo! A prova disso é participar de um congresso sem sair de casa. Já pensou? Foi assim o 1º Workshop iCEV de Tecnologias Empreendedoras, totalmente on-line!⠀

Discussões, oficinas e atividades de alto nível foram trazidas por convidados incríveis, para ajudar a transformar ideias em negócios. ⠀

 

 

 

The Summit 2020

Claro que estaríamos novamente na maior experiência de tecnologia, gestão e inovação do Piauí, o Teresina Summit! É uma experiência completa de muito network e conexões para o futuro.

O evento desse ano foi totalmente online e gratuito. O Teresina Summit 2020 veio para consolidar o Piauí na rota dos eventos de empreendedorismo, inovação, gestão e tecnologia do Brasil.

 

 

 

iCEV Talks LGPD

 

As áreas do Direito, Tecnologia e Administração reunidas:isso é que interdisciplinaridade! O papo sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, no iCEV Talks.

 

 

 

 

 

 

I Seminário de Pesquisa de Direito iCEV

A palestra de abertura do I Seminário de Pesquisa de Direito foi pra todo mundo! O encontro foi com André Luiz Souza Coelho, professor de Teoria do Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

10 nov
O que é inovação? Conceitos, Exemplos e como aplicar

Necessidade de todo empreendedor, a inovação é um fenômeno da economia a partir do qual a humanidade tem transformado sua relação com a realidade. Considere, por exemplo, a nossa condição atual.

Podemos acompanhar um importante julgamento da mais alta corte americana e, simultaneamente, um concerto em Tóquio — de pijamas, sem sair da cama!

É evidente que isso é resultado dos esforços humanos em refinar a tecnologia e os processos de produção que já existem. Mas por que fazer isso? Afinal, se nós pensarmos em um mercado estável, a simples manutenção produtiva é suficiente para atender qualquer demanda, não é?

Bem, não exatamente.

A dinâmica do mercado não é simples, e os múltiplos fatores que se traduzem em ação humana são matéria de uma disciplina muito robusta.

Por exemplo: o crescimento populacional no mundo é apenas um dos elementos importantes de se avaliar antes de investigarmos progressos. Em outras palavras, as demandas, no mínimo, variam.

Portanto, aparentemente, a estabilidade econômica é impossível. Contudo, se quiséssemos saber de onde surge a inovação, poderíamos considerar uma estabilidade hipotética. Assim, pense, por exemplo, em uma indústria produtora de arroz. A demanda é estável, a produção atende à necessidade dos consumidores e ambas as partes subsistem nessa relação.

Nesse cenário, por que inovar, isto é, por que criar qualquer alteração dessa dinâmica, se ela é aparentemente perfeita?

Não há razões, e está claro.

Apenas uma coisa criaria necessidade de transformação: uma falta.

Assim, se falta algo, isso significa que a estrutura é imperfeita, o que dá origem a emergência de novos padrões.

Seria isso inovação?

Neste artigo, você vai entender o que há de mais importante sobre esse conceito fundamental do mercado.

Vamos abordar teorias, exemplos, a relação da inovação com a tecnologia e como qualquer empreendedor pode se valer dessas informações para inovar em seus negócios. Acompanhe a leitura e confira!

O que é inovação nas organizações

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Vale reforçar o que já dissemos: a estrutura do mercado não é simples. São muitos os detalhes que merecem atenção para que possamos descobrir coisas significativas sobre qualquer uma das manifestações da economia. Uma dessas manifestações é a inovação, fenômeno por meio do qual toda a rotina humana se torna mais prática, veloz e impactante.

Assim, se quisermos descobrir o que é inovação nas organizações, primeiro precisamos entender qual a função de uma organização na sociedade. Desse modo, é possível compreendermos por que ela evolui, e então ficará claro que ela só evolui porque inova. Acompanhe a seguir uma observação objetiva sobre alguns fatos da nossa economia.

O papel das organizações na sociedade de mercado

Uma empresa existe, necessariamente, na condição de concentradora de recursos humanos, a fim de promover soluções ao mercado. Isso significa que empreender é resolver problemas, correto? Portanto, é necessário que haja problemas a serem resolvidos para que as organizações tenham espaço no sistema econômico.

Uma vez que uma empresa se mostra capaz de resolver um problema comum, ela então encontra uma estabilidade transitória. Tal estabilidade está na sua capacidade de satisfazer continuamente uma necessidade. Isso quer dizer, portanto, que, se a solução for definitiva e a demanda for pequena, essa estabilidade tem curta duração e a empresa perde utilidade.

A estabilidade de um sistema aparentemente só pode ser perturbada por uma presença exterior. O sistema, em si mesmo, não pode produzir suas próprias necessidades. Afinal, ele só existe para atendê-las, não para provocá-las. No entanto, dada a atual configuração econômica, todo sistema nasce necessariamente defasado, com prazo de validade.

Aqui temos um fator fundamental para entendermos não apenas como surge a necessidade de inovação, mas também como, de modo geral, opera nossa sociedade de mercado. Nenhuma empresa nasce para acabar em alguns anos. Do contrário, toda empresa tem, implicitamente, o desafio da auto permanência.

Nesse caso, a fim de se manter competitivo, todo empreendedor precisa eventualmente se deparar com as perguntas “que problema meu negócio busca resolver?”, “por quanto tempo meu negócio pode resolver esse problema?” e “como escalar a solução do meu negócio?”

Essa investigação é suficiente para dar maior noção ao empreendedor sobre o potencial lucrativo de sua empresa. Isso porque qualquer solução surge invariavelmente com o pressuposto de que deve ser superada, e qualquer empresa que busca longevidade precisa estar atenta a esse fato. Mas por que é assim?

Como surgem novas demandas

Desenvolvimento organizacional (1946)

Vamos voltar ao exemplo da indústria produtora de arroz. Se sua estrutura é hipoteticamente perfeita, por que então alterá-la, ou seja, para que inovar? A resposta está em um fato notável: mercados e organizações são meios humanos! E como sabemos, tudo nesse meio é transitório, inclusive condições perfeitas para satisfação de demandas.

Sendo assim, se, por qualquer razão, alguém dentro desse sistema supostamente perfeito pensasse “como podemos produzir mais no mesmo espaço de tempo?”, imediatamente teríamos um novo problema a ser resolvido. Afinal, por meio dessa observação, percebe-se que falta algo — nesse caso, agilidade.

Publicado por Startse

03 nov
Sistema Único de Saúde (SUS): estrutura, princípios e como funciona

O que é o Sistema Único de Saúde (SUS)?

O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da Atenção Primária, até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Com a sua criação, o SUS proporcionou o acesso universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros, desde a gestação e por toda a vida, com foco na saúde com qualidade de vida, visando a prevenção e a promoção da saúde.

A gestão das ações e dos serviços de saúde deve ser solidária e participativa entre os três entes da Federação: a União, os Estados e os municípios. A rede que compõe o SUS é ampla e abrange tanto ações quanto os serviços de saúde. Engloba a atenção primária, média e alta complexidades, os serviços urgência e emergência, a atenção hospitalar, as ações e serviços das vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental e assistência farmacêutica.

AVANÇO: Conforme a Constituição Federal de 1988 (CF-88), a “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. No período anterior a CF-88, o sistema público de saúde prestava assistência apenas aos trabalhadores vinculados à Previdência Social, aproximadamente 30 milhões de pessoas com acesso aos serviços hospitalares, cabendo o atendimento aos demais cidadãos às entidades filantrópicas.

Estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS)

O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto pelo Ministério da Saúde, Estados e Municípios, conforme determina a Constituição Federal. Cada ente tem suas co-responsabilidades.

Ministério da Saúde

Gestor nacional do SUS, formula, normatiza, fiscaliza, monitora e avalia políticas e ações, em articulação com o Conselho Nacional de Saúde. Atua no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) para pactuar o Plano Nacional de Saúde. Integram sua estrutura: Fiocruz, Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, Inca, Into e oito hospitais federais.

Secretaria Estadual de Saúde (SES)

Participa da formulação das políticas e ações de saúde, presta apoio aos municípios em articulação com o conselho estadual e participa da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para aprovar e implementar o plano estadual de saúde.

Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

Planeja, organiza, controla, avalia e executa as ações e serviços de saúde em articulação com o conselho municipal e a esfera estadual para aprovar e implantar o plano municipal de saúde.

Conselhos de Saúde

O Conselho de Saúde, no âmbito de atuação (Nacional, Estadual ou Municipal), em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.

Cabe a cada Conselho de Saúde definir o número de membros, que obedecerá a seguinte composição: 50% de entidades e movimentos representativos de usuários; 25% de entidades representativas dos trabalhadores da área de saúde e 25% de representação de governo e prestadores de serviços privados conveniados, ou sem fins lucrativos.

Comissão Intergestores Tripartite (CIT)

Foro de negociação e pactuação entre gestores federal, estadual e municipal, quanto aos aspectos operacionais do SUS

Comissão Intergestores Bipartite (CIB)

Foro de negociação e pactuação entre gestores estadual e municipais, quanto aos aspectos operacionais do SUS

Conselho Nacional de Secretário da Saúde (Conass)

Entidade representativa dos entes estaduais e do Distrito Federal na CIT para tratar de matérias referentes à saúde

Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)

Entidade representativa dos entes municipais na CIT para tratar de matérias referentes à saúde

Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems)

São reconhecidos como entidades que representam os entes municipais, no âmbito estadual, para tratar de matérias referentes à saúde, desde que vinculados institucionalmente ao Conasems, na forma que dispuserem seus estatutos.

Princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)

Universalização: a saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e cabe ao Estado assegurar este direito, sendo que o acesso às ações e serviços deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo, raça, ocupação ou outras características sociais ou pessoais.

Equidade: o objetivo desse princípio é diminuir desigualdades. Apesar de todas as pessoas possuírem direito aos serviços, as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas. Em outras palavras, equidade significa tratar desigualmente os desiguais, investindo mais onde a carência é maior.

Integralidade: este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a reabilitação. Juntamente, o princípio de integralidade pressupõe a articulação da saúde com outras políticas públicas, para assegurar uma atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e qualidade de vida dos indivíduos.

Princípios Organizativos

Regionalização e Hierarquização: os serviços devem ser organizados em níveis crescentes de complexidade, circunscritos a uma determinada área geográfica, planejados a partir de critérios epidemiológicos e com definição e conhecimento da população a ser atendida.

A regionalização é um processo de articulação entre os serviços que já existem, visando o comando unificado dos mesmos.

Já a hierarquização deve proceder à divisão de níveis de atenção e garantir formas de acesso a serviços que façam parte da complexidade requerida pelo caso, nos limites dos recursos disponíveis numa dada região.

Descentralização e Comando Único: descentralizar é redistribuir poder e responsabilidade entre os três níveis de governo. Com relação à saúde, descentralização objetiva prestar serviços com maior qualidade e garantir o controle e a fiscalização por parte dos cidadãos. No SUS, a responsabilidade pela saúde deve ser descentralizada até o município, ou seja, devem ser fornecidas ao município condições gerenciais, técnicas, administrativas e financeiras para exercer esta função. Para que valha o princípio da descentralização, existe a concepção constitucional do mando único, onde cada esfera de governo é autônoma e soberana nas suas decisões e atividades, respeitando os princípios gerais e a participação da sociedade.

Participação Popular: a sociedade deve participar no dia-a-dia do sistema. Para isto, devem ser criados os Conselhos e as Conferências de Saúde, que visam formular estratégias, controlar e avaliar a execução da política de saúde.

Responsabilidades dos entes que compõem o SUS

União

A gestão federal da saúde é realizada por meio do Ministério da Saúde. O governo federal é o principal financiador da rede pública de saúde. Historicamente, o Ministério da Saúde aplica metade de todos os recursos gastos no país em saúde pública em todo o Brasil, e estados e municípios, em geral, contribuem com a outra metade dos recursos. O Ministério da Saúde formula políticas nacionais de saúde, mas não realiza as ações. Para a realização dos projetos, depende de seus parceiros (estados, municípios, ONGs, fundações, empresas, etc.). Também tem a função de planejar, elabirar normas, avaliar e utilizar instrumentos para o controle do SUS.

Estados e Distrito Federal

Os estados possuem secretarias específicas para a gestão de saúde. O gestor estadual deve aplicar recursos próprios, inclusive nos municípios, e os repassados pela União. Além de ser um dos parceiros para a aplicação de políticas nacionais de saúde, o estado formula suas próprias políticas de saúde. Ele coordena e planeja o SUS em nível estadual, respeitando a normatização federal. Os gestores estaduais são responsáveis pela organização do atendimento à saúde em seu território.

Municípios

São responsáveis pela execução das ações e serviços de saúde no âmbito do seu território.  O gestor municipal deve aplicar recursos próprios e os repassados pela União e pelo estado. O município formula suas próprias políticas de saúde e também é um dos parceiros para a aplicação de políticas nacionais e estaduais de saúde. Ele coordena e planeja o SUS em nível municipal, respeitando a normatização federal. Pode estabelecer parcerias com outros municípios para garantir o atendimento pleno de sua população, para procedimentos de complexidade que estejam acima daqueles que pode oferecer.

Carta dos direitos dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)

A “Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde” traz informações para que você conheça seus direitos na hora de procurar atendimento de saúde. Ela reúne os seis princípios básicos de cidadania que asseguram ao brasileiro o ingresso digno nos sistemas de saúde, seja ele público ou privado.

  • Todo cidadão tem direito ao acesso ordenado e organizado aos sistemas de saúde.
  • Todo cidadão tem direito a tratamento adequado e efetivo para seu problema.
  • Todo cidadão tem direito ao atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação.
  • Todo cidadão tem direito a atendimento que respeite a sua pessoa, seus valores e seus direitos.
  • Todo cidadão também tem responsabilidades para que seu trata- mento aconteça da forma adequada.
  • Todo cidadão tem direito ao comprometimento dos gestores da saúde para que os princípios anteriores sejam cumpridos.

Fonte: Ministério da Saúde

21 out
Por que um programa de trainee está gerando tanta controvérsia

Estatísticas evidenciam as desigualdades raciais e têm alicerçado a adoção de ações afirmativas em muitos países, inclusive nas empresas. Não deveria ser diferente no Brasil

No dia 18 de setembro, o Magazine Luiza anunciou um programa de trainee exclusivo para profissionais negros. Imediatamente, criou-se uma enorme polêmica nas redes sociais. Entre os argumentos usados por alguns críticos, havia um velho conhecido dos estudiosos de relações raciais e da luta antirracista: a acusação de racismo reverso. Nas redes proliferaram perguntas como “e se o programa fosse voltado unicamente para jovens brancos?”.

Nossa posição é inequívoca: o Programa de Trainee 2021 do Magazine Luíza não é racista. Uma pesquisa do Instituto Ethos, de 2016, mostrava que os negros ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% dos postos de direção nas 500 maiores empresas do Brasil. Na época do levantamento, pretos e pardos correspondiam a 54,9% da população brasileira.

Os afro-americanos constituem cerca de 13% da população dos EUA e ocupam 9,4% dos cargos de direção nas 100 maiores companhias listadas pela revista Fortune, de acordo com informe do The Executive Leadership Council. Assim, para atingir uma representação de negros no mundo empresarial proporcionalmente próxima daquela encontrada nos Estados Unidos, o Brasil deveria contar com cerca de 40% de negros em postos de liderança empresarial, um percentual 8,5 vezes superior aos atuais 4,7%.

A julgar pelos dados do mundo empresarial, a desigualdade racial presente na nação que foi imaginada como uma democracia racial, um paraíso da convivência entre negros e brancos, é substancialmente maior do que a encontrada no país que, juntamente com a África do Sul, representaria o exemplo mais bem-acabado de sociedade racista. Eis uma verdade inconveniente para nós, brasileiros.

Estatísticas como essas evidenciam as desigualdades raciais e têm alicerçado a adoção de ações afirmativas em muitos países, inclusive nas empresas. Não deveria ser diferente no Brasil, país no qual o racismo se entranhou estruturalmente desde a origem colonial escravista e tem se reproduzido com permanências e mutações.

Racismo reverso? Só se nossa formação histórica tivesse sido diferente. Só se os negros tivessem, em algum período, controlado os aparatos político-militares e socioculturais, que os levassem a produzir uma economia baseada no trabalho não-remunerado de pessoas brancas, vendidas como mercadorias no tráfico transatlântico. E se, além de toda a brutalidade física, esses mesmos negros tivessem impetrado aos brancos, por meio de um sistema ideológico, uma violência simbólica equivalente àquela do racismo antinegro, que tentou incutir na população de pretos e pardos um sentimento de inferioridade intelectual e estética.

Há outro velho argumento que se articula à acusação de racismo reverso nesse imbróglio. A alegação de que não existem raças entre os seres humanos e que, portanto, programas como o do Magalu não têm cabimento.

Sabemos que a ideia de raça não possui fundamento científico desde os anos 1960, quando a biologia molecular e a genética das populações desmontaram as bases da raciologia, a pseudociência das raças fundada no século 18. Mas, as descobertas científicas não alteram necessária e imediatamente o imaginário social. “Não, a raça não existe. Sim, a raça existe. Certamente ela não é o que dizem que ela é, mas ela é, contudo, a mais tangível, real, brutal das realidades”, afirmou, em 1972, a socióloga francesa Colette Guillaumin.

Já o racismo moderno se esconde por detrás de noções como etnia, cultura e identidade. Mas a complexidade não se encerra aí. A ideia de racialização tem sido utilizada nos debates socioantropológicos para fazer referência ao que está em disputa em torno da ideia de raça.

RACISMO REVERSO? SÓ SE NOSSA FORMAÇÃO HISTÓRICA TIVESSE SIDO DIFERENTE

Nesse movimento procura-se enfrentar questões como: toda vez que essa ideia é mobilizada, o racismo está presente? E quando é acionada por um grupo que visa não inferiorizar um outro, mas se constituir como força política, reivindicar direitos que lhe foram negados, justamente por terem sido inferiorizados como uma raça? É adequado combater o racismo recorrendo ao vocabulário racial?

Elas não têm uma resposta simples. Mas, se todo racismo é uma forma de racialização, uma vez que recorre ao vocabulário racial, nem toda racialização pode ser taxada de racista simplesmente por lançar mão desse léxico.

Essa complexidade está na base da controvérsia em torno do Programa de Trainee do Magalu, que não é a única companhia a criar um programa desse tipo voltado para jovens negros. No mesmo dia em que seu programa foi anunciado, a multinacional Bayer divulgou uma ação muito semelhante. Tais iniciativas remontam ao início dos anos 2000, quando os principais bancos que operavam no Brasil, em razão de um complexo jogo político, iniciaram esse processo, conforme documentado no livro “Executivos negros: racismo e diversidade no mundo empresarial”.

Desde então, tal prática se disseminou para outros segmentos econômicos, como o da publicidade e o dos grandes escritórios de advocacia. Entre outros fatores, isso se deveu ao ativismo antirracista e aos Termos de Ajustamento de Conduta que vêm sendo pactuados entre empresas e o Ministério Público do Trabalho.

Gestores e lideranças empresariais não podem mais ignorar essa agenda. Ela não tem a abrangência das políticas públicas na promoção da equidade racial, mas são um alento. Permite-nos imaginar novos tempos, muito mais prósperos e justos.

 

Publicado por Jornal NEXO 

15 out
Docência no ensino superior: como se tornar um professor de faculdade

Você tem vontade de ser professor universitário? Seguir a carreira de docência no ensino superior é o desejo de muitos profissionais que amam a vida acadêmica e almejam estabilidade. Se você acabou de sair da graduação e pretende dar aulas em faculdades ou universidades – ou se já tem experiência na área e quer aprimorar seus conhecimentos –, saiba que um curso de especialização pode lhe abrir várias portas.

 

O que é preciso?

A primeira coisa que você deve saber é que o professor universitário não precisa fazer um curso específico para ser admitido em sua profissão. Diferentemente daquilo que ocorre com os profissionais que atuam na educação básica.

Sendo assim, não é necessário cursar uma área de licenciatura ou fazer Pedagogia para ensinar no ensino superior. O que significa que você pode se formar em Direito, Administração, Tecnologia, ou qualquer outra graduação.

Porém, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que regulamenta o sistema educacional no Brasil, cursos de bacharelado não habilitam automaticamente à ministração de aulas. O profissional graduado precisa ter, no mínimo, uma pós-graduação lato sensu (especialização) para atuar como docente no ensino superior privado, bem como uma stricto sensu (mestrado ou doutorado) para atuar como professor efetivo em universidades públicas federais.

Isso quer dizer que, para atuar como professor efetivo em uma faculdade particular ou como professor substituto em uma universidade pública, você precisa aprimorar seus conhecimentos na área de docência com um título de especialista – e daí começar a conquistar seu espaço no meio acadêmico.

Docência inovadora

A docência no ensino superior requer a formação em uma área específica do conhecimento, bem como o domínio de algumas habilidades didático-pedagógicas e, claro, experiência profissional. Além disso, é essencial que os docentes estejam em sintonia com o mundo moderno e aptos para lidar com inovações tecnológicas e metodológicas do setor educacional, tanto em sala de aula quanto no ambiente virtual

Realize monitorias e projetos de pesquisa 

Estas atividades não são pré-requisitos para quem deseja ser professor universitário, porém são importantes para adquirir conhecimento e experiência. Além é claro, de tornarem-se diferenciais no currículo.

Afinal, por meio da monitoria, é possível aprender como desenvolver aulas contando com a ajuda de professores veteranos. Já nos projetos de pesquisa, você adquire práticas científicas que serão bem importantes durante o trabalho profissional.

 

23 set
Para onde olhar, que fundo escolher e outros conselhos para se sair bem numa entrevista de trabalho online

A conversa a distância se torna cada vez mais habitual nos processos seletivos. Uma especialista nos conta como passar uma boa impressão e evitar contratempos

A necessidade de distanciamento social e a expansão do home office tornam cada vez mais habitual que as empresas convoquem os candidatos por chamadas de vídeo. Uma ferramenta que já estamos habituados a utilizar em contextos informais, com amigos ou colegas de trabalho —mas como devemos usá-la corretamente quando há um emprego em jogo?

Pensando naquelas pessoas que precisam encarar pela primeira vez um encontro desse tipo, elaboramos, com a ajuda de uma especialista em seleção de pessoal, um pequeno guia com vários aspectos a levar em conta.

Não subestime esse tipo de contato

A especialista em recrutamento Rosa Urraca lembra que uma entrevista por videochamada tem o mesmo valor e peso para a tomada de decisões que uma entrevista presencial. “.Portanto, a importância que devemos lhe dar deve ser a mesma, e não podemos subestimá-la em nenhum momento, apesar do meio que utilizamos para nos comunicar com nosso interlocutor (neste caso, entrevistador).”

Portanto, assim como fazemos antes de uma prova presencial, devemos nos preparar com cuidado para o momento e inclusive aumentar “nosso interesse e motivação para que a barreira interativa não seja tanta barreira”, afirma a especialista em RH.

Ensaie o olhar e a linguagem corporal

“Se não estivermos acostumados a utilizar esse meio, é recomendável visualizar-se previamente para estarmos seguros de como o entrevistador nos observa e de que nossa imagem está bem enquadrada na tela”, diz Urraca.

Nesse sentido, temos que situar a câmera na altura dos olhos e nos acostumar a dirigir o olhar à frente, e não para baixo, um erro muito habitual nesses casos. Também é aconselhável prestar atenção à nossa linguagem corporal e, como estaremos sentados, mostrar-se ereto. “Assim como numa entrevista presencial, os aspectos-chaves para podemos realizá-la com sucesso são, por um lado, a segurança que manifestamos (olhar nos olhos do interlocutor, postura erguida ou serenidade) e a segurança na transmissão de nossas ideias e conhecimentos”, afirma Urraca. Por outro lado, devemos mostrar motivação pela vaga ou projeto que estamos disputando, e esta “se verá manifestada, de maneira natural, numa expressão facial e corporal entusiasmada, positiva e apaixonada”.

Escolha um lugar neutro

Em uma entrevista por videochamada, tudo o que aparecer na tela será suscetível a ser julgado, então não custa dedicar um tempo para testar os diferentes enquadramentos e que impressões eles podem causar ao nosso interlocutor. O ideal é se situar diante de um fundo neutro, que não distraia a atenção do que importa. A iluminação também é um fator a levar em conta. Neste caso, o ideal é que ela incida de frente sobre nós, evitando o contraluz. Os profissionais também aconselham se situar a uma distância média e ficar bem centrado.

Algumas plataformas de videochamada, como Zoom, permitem modificar o fundo para simular um cenário diferente daquele onde estamos. Nesse caso, por se tratar de uma entrevista de trabalho, e não uma reunião mais informal, Urraca indica optar por um cômodo concreto, e não um ambiente fictício: “Considero que seja mais real estar localizado em um espaço que ofereça naturalidade, mas ao mesmo tempo ‘neutralidade’, para que o entrevistador não se veja influenciado pelo que o cômodo onde estamos transmite.”

Adapte seu vestuário ao estilo da empresa

O fato de não irmos até a sede da companhia não significa que não devamos planejar a roupa que vestiremos durante a entrevista. Segundo Urraca o que devemos fazer é “analisar a vaga de trabalho que estamos disputando e nos vestir de acordo com ela. Para isso, procuraremos informação prévia sobre a empresa, seus funcionários etc., e, mesmo se não pudermos ter acesso a isso, é preciso cuidar ao máximo da impressão que geramos ao interlocutor”.

Além de nos adaptarmos ao estilo de vestimenta da empresa em questão —mais ou menos formal— também se deve levar em conta que vamos ficar na frente de uma câmera. É recomendável, por exemplo, evitar objetos de listras que provoquem o temido efeito moiré, ou as cores muito escuras, que tendem a absorver a luz.

Tenha um plano B para um possível contratempo

Durante a pandemia, com o aumento das reuniões por videoconferência, sucedem-se as imagens de interrupções caseiras de entrevistas ou reuniões. A especialista em RH indica que, se temos que encarar uma entrevista de trabalho, “devemos, por todos os meios, evitar que isto aconteça, controlando todos os fatores que estão em jogo: preparar previamente a conexão, reservar esse tempo para estarmos sozinhos sem interrupções etc.”.

Mesmo assim, é possível, por exemplo, que a conexão à Internet falhe, então “o ideal é estarmos preparados para o que possa ocorrer e oferecer ao entrevistador outro meio para poder supri-lo: entrevista telefônica, via WhatsApp, outras plataformas disponíveis… Ou seja, propor de maneira ativa uma solução rápida para que o entrevistador não deixe de valorizar nosso interesse a todo momento por essa vaga ou projeto”, explica Urraca.

Publicado por El País

14 set
Como ler mais na era das redes sociais?

São muitas distrações para aqueles que desejam mergulhar em um bom livro. Tem como melhorar essa realidade e ler mais?

“Tédio. Falta de criatividade. Confusão. Burrice. Conformismo. Desliga a televisão e vá ler um livro!”, falava o comercial da MTV exibido entre 2004 e 2005. A campanha a favor da leitura pode estar defasada do ponto de vista tecnológico — os celulares se tornaram os grandes inimigos da leitura –, mas a provocação continua relevante.

O Brasil é um dos países que mais dedicam tempo a internetredes sociais e aplicativos de celular. Segundo a quarta edição da pesquisa “Retratos da Leitura“, realizada em 2016 pelo Instituto Pró-Livro, a média de livros lidos por ano no país é de 2,43 por pessoa.

Para Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro, o índice é preocupante. “Infelizmente, estamos abaixo da média de países vizinhos nossos da América Latina como Argentina, Chile e Uruguai. Quando falamos dos EUA e de países da Europa e da Ásia, ficamos ainda mais para trás.”

Segundo Tavares, o número pequeno é consequência da falta de políticas públicas voltadas para o incentivo a leitura, cenário que melhorou nos últimos governos mas que segue defasado.

Ainda segundo a pesquisa, jovens são os que mais leem no Brasil+ O alto índice de leitura na juventude tem relação com as leituras obrigatórias nas escolas, mas não é só isso que explica o fenômeno. “Na Bienal do Livro de São Paulo, recebemos milhares de alunos de escola públicas. Eles ficam encantados com os livros, curiosos para descobrir o que há dentro das páginas”, relata Tavares.

Para o presidente da CBL, a criação de um hábito de leitura é fundamental para quem deseja ler. “Quem tem o hábito da leitura sempre vai encontrar um livro para ler”, afirma. Se os seus dias de leitor ficaram na juventude ou você não lê mais como antigamente, Gama aponta alternativas para driblar o celular e voltar a devorar páginas (de livros, não apenas de internet).

De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura”, 56% da população brasileira se declara como “leitora”

A sociedade dos leitores

A leitura pode ser um hábito solitário, mas isso não significa que não seja possível compartilhar a experiência com outras pessoas. Com o distanciamento social, o famoso — e antigo — clube do livro voltou com tudo.

Além dos clubes dos livros virtuais, outra prática que vem ganhando muita adesão são os clubes de leituras de editoras, onde é possível assinar um pacote e receber a cada mês um livro novo selecionado para você.

Circuito Ubu, clube de assinatura da editora Ubu, promete livros que dialoguem com debates contemporâneos da sociedade. Para Florencia Ferrari, diretora editorial da Ubu, os clubes oferecem uma experiência literária diferente para os leitores, criando uma comunidade de conhecimento no caminho.

“Uma das características desse modelo de negócio é que você não é escolhido pelo leitor, você entra dentro da casa da pessoa. Elas são surpreendidas por assuntos que talvez não escolhessem naturalmente.”

A curadoria de editoras talvez não seja a porta de entrada para quem não tem o costume de ler, mas pode ser útil para aqueles que já leem, mas desejam ler mais. “O clube em si não vai fazer milagre. Mas uma cultura de regularidade, de hábito de leitura, acaba contaminando a pessoa”, diz Ferrari.

Na área de assinantes do site, é possível encontrar textos de apoio, entrevistas e palestras relacionadas ao livro do mês. Além disso, os leitores interagem no grupo de Facebook da editora, combinam leituras e — em um passado recente — podiam ir juntos a cursos que a Ubu oferece para os assinantes.

Existem também as assinaturas desvinculadas de editoras. Como é o caso do “Clube do livro 451“, organizado pela revista Quatro cinco um; o “Leiturinha“, clube com o foco em literatura infantil; e a TAG, que seleciona livros focados em áreas como a de negócios. Nesse modelo, a curadoria oferta livros que já estão no mercado brasileiro — mas que não se encontram no radar das pessoas.

Segundo Ferrari, essas assinaturas (de editoras ou independentes) são capazes de criar um incentivo de comunidade: “As pessoas recebem o mesmo livro ao mesmo tempo, isso cria uma relação de pertencimento, coisa que você não tem normalmente com a compra do livro individual. É uma forma de incentivar”.

Tem que correr, tem que suar, tem que malhar

Duas vezes finalista do Prêmio Jabuti na categoria Formação de Novos Leitores e dona do canal de YouTube “Ler Antes de Morrer” — que conta com quase meio milhão de inscritos –, Isabella Lubrano faz resenhas de livros e dá dicas de como melhorar hábitos de leitura.

Parte da onda de BookTubers — YouTubers focados em livros — que abalou o mercado editorial brasileiro, seu principal conselho para aqueles que buscam aprimorar sua leitura é criar uma rotina. “Eu comparo o hábito de fazer leitura com o hábito de fazer exercício. Da mesma forma que não queremos nos exercitar, não queremos ler. Mas é preciso criar resistência.”

Para ela, é por meio da disciplina que se cria o condicionamento físico para vencer a falta de concentração. Uma rotina diária, com metas de leitura e objetivos claros pode ajudar, mas a YouTuber alerta que o momento perfeito para ler jamais vai existir: “Não fica esperando cair do céu o tempo livre, você tem que criar esse tempo na sua vida”. Para ela, é preciso priorizar o hobby se você deseja ler.

A Bíblia é o gênero mais lido pelos brasileiros, seguido por livros religiosos, contos e romances

Como driblar a tecnologia

Pesquisas apontam que os hábitos digitais estão prejudicando hábitos de leitura. Isso é especialmente verdade para jovens, que cada vez mais estão desacostumados com textos longos e críticos. Afinal, mensagens e textos curtos e rápidos dominam a internet.

As pessoas estão tendo cada vez mais dificuldades em se concentrar e processar textos complexos. É como se a habilidade de leitura se atrofiasse com o uso continuo e ininterrupto do celular, explica a neurocientista cognitiva Maryanne Wolf — que dá aulas na Universidade da Califórnia em Los Angeles — em entrevista a BBC Brasil.

Existem inúmeros formatos, jeitos e maneiras de se ler, mas o celular ainda é capaz de atrapalhar todas as alternativas. Felizmente, a vida real ainda não é um episódio de Black Mirror e é possível sobreviver a tentação dos Googles e Facebooks da vida.

Um ambiente tranquilo para ler pode solucionar seus problemas. Estabelecer horários e locais para ler pode ajudar, desde que o celular, e qualquer outro dispositivo eletrônico que não um e-reader, fique longe do alcance.

Se a coceira para checar o feed do Instagram for forte, é sempre possível usar o feitiço contra o feiticeiro. Entender como e onde o seu tempo no celular é gasto é o primeiro passo para uma leitura sem interrupções.

Aplicativos como Toggl, para iOs e o Social Fever, para Android, indicam quanto tempo alguém passa em cada rede social ou aplicativo. Com essas informações em mão, é possível traçar um plano.

As novas versões do sistema iOS vem com ferramentas que podem auxiliar o uso moderado do celular e existem os apps que emitem um alerta quando muito tempo é dedicado à um aplicativo; outros chegam a bloquear outros apps para que não sejam utilizados.

Outra ótima opção é comprar um eReader. Leves e práticos, os aparelhos são perfeitos para acomodar bibliotecas inteiras na palma da mão — e é comum ouvir compradores recentes se gabarem de como eles passaram a ler bem mais devido a praticidade do device.

Você já ouviu a palavra do livro?

Mesmo com diversas opções, ainda existem aqueles que se encontram sem tempo — ou sem paciência — para as páginas a serem enfrentadas em um livro. Para essas pessoas, a solução pode ser consumir literatura em um formato diferente.

O audiobook ainda é novo no Brasil, mas com o boom dos podcasts e um consumo cada vez mais alto de serviços de streaming de música, o futuro onde livros são escutados já é realidade.

Storytel, empresa sueca de audiobook, chegou ao Brasil ano passado e busca popularizar o formato que ainda engatinha por aqui. André Palme, o Country Manager da empresa no país, afirma que o perfil consumidor de audiobooks são de jovens, na faixa de 25-34 anos, que não tem o costume de ler livros.

“Nos audiobooks, falamos com um público que não lê muito, mas que usa outras mídias e vê no áudio uma maneira de consumir entretenimento.” Palme acredita que o áudio — multitarefa e presente no dia a dia das pessoas — tem a capacidade de romper certas bolhas, que por fatores históricos e comerciais, o livro não consegue romper. Além de criar um interesse posterior de compra e leitura do produto físico

Para ele, a literatura em áudio também oferece uma certa democratização. “As pessoas podem não saber ler ou podem ler e não entender, mas quando você conta uma história na oralidade, elas entendem.”

 

Publicado por Revista Gama

29 jul
Millennials são os menos dispostos a voltar ao escritório

Você está confiante para retornar ao ambiente de trabalho em meio à pandemia? A resposta varia de geração para geração no Brasil, segundo dados coletados pelo LinkedIn em junho. Cerca de um terço dos “millennials” — nascidos entre 1981 e 1996 — se sentem obrigados a comparecer ao escritório ou admitem voltar “por alguns dias” apesar da crise sanitária. A porcentagem é menor entre os mais velhos: corresponde a cerca de um quinto tanto entre a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) quanto entre os Baby Boomers (entre 1946 e 1964).

Por outro lado, os millennials estão menos dispostos a retornar quando tiverem permissão dos empregadores. Apenas 12% manifestaram esse desejo, enquanto a proporção chega a 26% entre profissionais da geração X e 28% entre os Baby Boomers.

Independentemente da idade, as principais preocupações sobre o retorno ao escritório são o contato com pessoas que não estão levando a sério as medidas de prevenção (57%), o perigo da proximidade física com colegas e clientes (41%) e o risco de contágio em espaços compartilhados de alimentação ou descanso (31%).

Quase 30% dos profissionais brasileiros têm comparecido ao seu local de trabalho durante a pandemia de Covid-19, revelou uma pesquisa conduzida pelo LinkedIn com cerca de 1,2 mil pessoas entre 1º e 14 de junho no país. A sensação de segurança, contudo, varia segundo idade do profissional e o porte do empregador. Confira alguns destaques do levantamento:

– Funcionários de grandes empresas são os que se sentem mais obrigados a voltar ao escritório apesar da crise sanitária. Cerca de 29% veem o retorno como compulsório, enquanto a proporção é de 15% entre aqueles que trabalham empresas de médio porte e de 7% entre empregados em pequenos negócios.

– Os profissionais mais velhos estão mais dispostos a voltar ao escritório assim que seus empregadores permitirem. Cerca de 28% dos Baby Boomers e 26% dos representantes da geração X gostariam de voltar, enquanto apenas 12% dos millennials manifestam a mesma disposição.

– Quando o assunto são os riscos envolvidos no transporte público, os mais jovens estão mais preocupados. Cerca de 47% dos millennials têm medo do contágio em ônibus e metrôs. A média nacional, independentemente da geração, é de 29%.

 

Publicado por LinkedIn Notícias 

 

10 jul
Home Office life: como conciliar a vida pessoal e profissional?

Conciliar o home office e a vida pessoal pode ser um grande desafio, especialmente durante a pandemia. A quarentena impõe uma forma totalmente nova de vivência e uma quebra brusca na rotina para muitos.

Como dividir as horas do dia entre o que será a vida pessoal e profissional? Como definir esse limite?

Existem muitas vantagens dessa nova realidade: mais comodidade, menos trânsito e estresse; menos gastos com transporte; estar mais próximo a família; ter mais tempo para si mesmo; horários flexíveis e alimentação mais saudável caseira, fugindo de marmitas e fast foods.

Como também tem suas desvantagens: custos com montagem da estrutura de um escritório em casa; sensação de estar trabalhando mais que o normal; quebra de rotina, horários desregulados; conciliar trabalho x família (dar atenção, brincar com o filho (a); ficar na mesma postura por horas na frente das telas, pode causar problemas físicos e mental, diminuindo o desempenho; ambiente de trabalho confinado, sem interação pessoal e sem a separação mental entre ambiente de pessoal e profissional.

A resposta é: encontre o equilíbrio. É preciso ter em mente que existem dificuldades na adaptação desse “novo normal”, e tudo bem.

Aqui vão algumas dicas para criar uma rotina inteligente, ser disciplinado e produtivo no home office sem deixar de lado sua vida pessoal:

 Planejar, planejar e organizar

A chave é planejar seus horários o máximo que puder e, ao mesmo tempo, manter certa flexibilidade. Comece o dia como se o trabalho fosse externo – tome um banho e vista uma roupa específica para trabalhar, mas nada de desconforto, afinal você está em casa.

 Foco e rotina

Classifique as atividades por ordem de prioridade de acordo com os objetivos que você deve atingir naquele dia de trabalho. Não deixe a televisão ligada e fuja de tudo que possa servir como distração.

Tudo bem dividido

Separe uma área da casa que será seu canto de trabalho, se não houver um cômodo para servir de escritório, escolha um local no qual seja possível manter a postura e evite lugares confortáveis, como o sofá ou cama. Isso ajuda a separar mentalmente seus momentos de trabalho e os de relaxar.

Faça pausas de 15 minutos durante o expediente para sentar em algum lugar mais confortável, brincar com seu animal de estimação, com seu filho (a). Além disso, defina momentos para as refeições e prepare-as com calma.

Não trabalhe o tempo todo. Siga seu horário de expediente para começar e encerrar. Desligue o computador e, se possível, o celular corporativo, e viva sua vida em família e tire seu tempo para aquele hobby, assistir Netflix e ler aquele livro que tanto gosta.

09 jul
#TBT do tempo em que a gente podia se aglomerar e ficar pertinho dos amigos

#TBT do tempo em que a gente podia se aglomerar e ficar pertinho dos amigos.  Saudades, não é?

Da pizzada no começo das aulas

Das palestras mais incríveis

Com os melhores palestrantes

Das ações de valorização da vida

De matar a saudade no primeiro dia de aula

 

08 jul
Como manter (e ampliar) seu networking na quarentena?

Procurar emprego pode ser uma jornada longa, extenuante e cheia de reviravoltas. Que tal uma bússola?

O isolamento forçado pela pandemia criou um paradoxo aparentemente insolúvel: estamos mais distantes, mas precisamos uns dos outros como nunca. Uma pesquisa da consultoria Robert Half mostrou que 41% dos profissionais brasileiros qualificados — e atualmente empregados — têm buscado novas oportunidades de trabalho. Diante da escalada do desemprego, eles não estão errados: faz sentido ligar o radar e fortalecer nossas redes de contatos caso o pior aconteça.

Mas como investir em relacionamento se as interações humanas seguem tão dificultadas pela pandemia? A quarentena não terminará por extinguir a chance de criar novos vínculos ou aprofundar contatos já iniciados com outros profissionais?

Para Maurício Cardoso, cofundador do Clube do Networking, o cenário não é tão desanimador quando parece. “Na verdade não estamos vivendo um ‘isolamento social’ e sim um ‘distanciamento físico’, o que significa que continuamos a nos relacionar socialmente”, diz ele. As interações podem e devem seguir muito ativas; o que mudou foi o espaço e o formato em que elas se dão.

“Enviar um e-mail, uma mensagem ou comentar uma postagem de um amigo é um ato muito simples que pode ajudar a manter o contato social”, explica Maurício. “A questão é saber usar a tecnologia para criar confiança”.

Como compensar a falta de “olho no olho”?

A habilidade de se comunicar de forma consistente, clara e empática pela internet será uma competência essencial para sobreviver ao novo normal. “Sempre atribuímos a afetividade das nossas relações ao olho no olho, ao sorriso, ao abraço, mas em um momento em que nada disso é possível, tudo se ressignifica”, explica Laís Ribeiro, sócia do LIDE Futuro. “Precisamos ter consciência de que os tempos mudaram e que precisaremos de atitudes diferentes para criar laço com o outro”.

A quarentena é um período em que as pessoas estão dentro de suas casas e sem realizar deslocamentos, o que garante um pouco mais de disponibilidade nas suas agendas. Saber aproveitar essa oportunidade é essencial para ter conversas mais frequentes ou até mais longas. “No ambiente doméstico, as pessoas também mais próximas da sua intimidade, distantes da formalidade dos trajes e escritórios, o que proporciona uma ótima equação para acionar e construir conexões”, diz Laís.

Na falta do “olho no olho”, é importante prestar atenção à sua postura nas conversas por vídeo. A dica de Vitor Silverio, gerente de recrutamento da Robert Half, é olhar diretamente para a câmera, para evitar o desagradável efeito de “olhar desviado”, tão comum em videoconferências.

Também é importante compensar a falta da presença física com uma dose extra de foco e atenção ao outro. O ideal é manter desligadas as notificações para evitar distrações, interrupções. “A empatia, a escuta e a capacidade de entender a visão do outro serão cada vez mais importantes para gerar confiança”, explica Vitor.

Outro desafio é lidar com o conhecido cansaço gerado pelas videoconferências. Segundo Laís, o segredo é descontrair ao máximo. “Não convide o contato para uma reunião, proponha sempre um café ou um happy hour virtual”, explica. “E não se preocupe com a formalidade, fique à vontade abrir sua câmera em um lugar em que você fica confortável”.

Também é importante lembrar que todos estão em seu ambiente doméstico e que o vídeo pode ser invadido por interrupções dos filhos ou algum barulho na rua — e está tudo bem. Na verdade esses elementos até ajudam a humanizar a conversa.

Investir em temas leves também ajuda a minimizar a distância e tornar a conversa mais agradável. “Evite pautas duras ou tópicos chatos”, recomenda Laís. “Pergunte verdadeiramente como a pessoa está se sentindo, troque experiências desse período de quarentena, compartilhe seu otimismo, estabeleça gatilhos emocionais, porque é a partir desses lugares que as conexões acontecem”.

Regras “clássicas” não mudaram com a pandemia

Ainda que a crise tenha imposto desafios inéditos para o networking, os princípios que norteiam as boas relações profissionais continuam intactos. Ser interessante, e não interesseiro, é a regra de ouro para estabelecer relacionamentos duradouros em qualquer contexto.

Isso significa que enxergar as suas conexões como pessoas reais, e não como peças em um jogo de xadrez, continua sendo a única forma de crescer de forma sustentável na carreira.

“É importante conhecer profissionais que podem ajudar você, mas sempre lembrando que você também tem que estar disponível”, explica Andrea Greco, fundadora da Conecte-se. “Networking não é algo em que só um dos lados sai beneficiado, é uma via de mão dupla”.

Isso significa que, com ou sem pandemia, é importante se colocar à disposição do outro sem esperar nada em troca. O que também significa se despir de preconceitos e lembrar que não há cargo, empresa ou área de atuação que determine o valor de uma pessoa.

Apostar em conteúdo relevante e útil sobre a sua área de atuação também continua valendo. “É importante usar as redes sociais para compartilhar pontos de vista e informações que agreguem algo para os seus contatos”, diz Andrea. “Fazer conteúdo é uma forma de criar pontes com outros profissionais que estão com dúvidas ou buscam conhecimentos sobre a sua área de atuação”.

Investir nas estratégias “clássicas” ajuda não só a preservar antigos contatos como também a inaugurar conexões com profissionais que você nunca chegou a conhecer no mundo pré-Covid.

A última regra de ouro que não mudou com a pandemia: quem não é visto não é lembrado. “O que muda é que agora precisamos nos expor ainda mais, afirma Maurício, do Clube do Networking. Segundo ele, é preciso marcar (ainda) mais presença nas redes sociais, participar de grupos e fóruns online e impulsionar a sua marca profissional na internet.

Alguns erros também permanecem “clássicos”…mas suas consequências podem piores

Os especialistas com que conversei foram unânimes na descrição dos erros mais comuns do networking: ligar só para pedir favor, entupir a caixa de e-mail alheia com “propagandas” suas, tentar vender o seu produto no primeiro contato, ligar em horários inadequados, ser egocêntrico, falar apenas de si e não se interessar pelo outro. Essas sempre foram e continuam sendo práticas a evitar.

O detalhe é que o distanciamento físico forçado pela pandemia e pode incrementar os efeitos nocivos desses deslizes para a sua imagem profissional. Isso porque a comunicação se tornou 100% digital — portanto, muito mais suscetível a desencontros frequentes e duradouros.

O maior risco está em tentar usar a internet para fazer uma “comunicação em massa”, diz Laís, da LIDE Futuro. “Não há nada mais falho que as comunicações ‘Ctrl+C, Ctrl+V’, que demonstram claramente a falta de interesse e cuidado na tentativa de construir esse contato”, diz ela. “Existem aquelas pessoas com que estamos começando a construir um relacionamento e do nada vamos parar na sua lista de transmissão do WhatsApp, uma enxurrada de informações então começa a ser enviada, em larga escala, sem saber se aquilo interessa a todos os destinatários”.

Em resumo: qualquer estratégia que trate as pessoas como massa será ineficaz na construção de relacionamento. “Um passo mal pensado e acelerado demais neste momento não só impede o avanço, mas fecha uma porta”, diz Laís. O pior erro é esquecer que, longe ou perto de você, há um ser humano do outro lado.

Fonte: LinkedIn

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