15 jan
Pós-graduação ou MBA? Conheça as diferenças entre os cursos

Faz tempo que a graduação deixou de ser o ponto final da vida acadêmica. Afinal, ter um curso superior não é mais um diferencial, mas quase pré-requisito para um profissional de sucesso. Mas, na hora de se especializar, surge a dúvida: que tipo de curso fazer? Qual é a diferença entre pós-graduação, especialização e MBA? Aliás, tem diferença mesmo?

Todo MBA é uma pós, mas nem toda pós é um MBA – só para começar a história. Cursos de pós-graduação são todos aqueles que vêm depois da graduação. Entre eles, há dois tipos: os stricto sensu, que são o mestrado, o doutorado e o pós-doutorado; e os lato sensu, que são a especialização (que muita gente chama de pós) e o MBA. Esses últimos têm o mesmo peso acadêmico, mas perfis diferentes.

MBA tem um foco em gestão, negócios, empresa. É procurado por quem quer se preparar para ser líder ou gestor. Já a especialização é um aprofundamento em uma área. Outra diferença entre os cursos de especialização e MBA é a duração. Enquanto a carga horária do primeiro é de cerca de 360 horas, a do segundo pode passar de 400.

Entenda os cursos:

MBA – Master Business Administration: em tradução literal do inglês, Mestre em Negócios e Administração. Mas, no Brasil, esse curso é lato sensu, ou seja, não tem nível de mestrado. Trata-se de uma especialização focada em negócios e mercado. É indicado para líderes ou gestores em formação ou com carreira consolidada.

Pós-graduação lato sensu ou especialização: É um aprofundamento numa área específica. O curso é indicado para profissionais que procuram um diferencial e desejam focar sua atuação no mercado.

Pós-graduação stricto sensu: é direcionada para o aspecto acadêmico das áreas profissionais, e consiste nos mestrados, doutorados e pós-doutorados.

08 jan
Como a meditação pode te ajudar a estudar melhor

Você já pensou em melhorar sua concentração e usar técnicas para estudar melhor? A meditação é uma alternativa para que os momentos de estudo sejam mais produtivos, evitando a perda de tempo com dispersões.

A prática da meditação pode trazer diversos benefícios nos estudos, pois ajuda a ampliar a memorização e a concentração. Sim! Apenas alguns minutos de meditação por dia podem trazer um grande diferencial para os seus resultados e melhorar bastante seu desempenho.

Com um pouquinho de paciência e mente aberta, a meditação é um hábito que entrará na sua vida para revolucionar, basta persistir. Quer saber como estudar melhor? Veja os benefícios da meditação e dicas para que seus minutinhos de introspecção sejam ainda mais valiosos!

Benefícios gerais da meditação

Antes de saber exatamente como estudar melhor, vale entender que essa conhecida técnica milenar será capaz de afastar males como estresse, ansiedade, depressão e insônia. E tudo isso atrapalha bastante quem precisa de energia, concentração e boa memória, não é verdade?
Acalma a mente

A prática meditativa age, primeiramente, buscando aquietar a sua mente. Você já tentou se concentrar em uma leitura e, de repente, os pensamentos atrapalham o que está lendo?

Eles parecem não parar um segundo! São ideias desconexas e despertam distrações desnecessárias. A meditação ajuda a silenciá-los, controlando a chegada dos pensamentos naqueles instantes em que você não os deseja.

Aumenta a lucidez e concentração

O controle dos pensamentos traz mais lucidez para quem medita. É possível separar o que é imaginação do que é real, por exemplo. Isso ajuda na concentração e na desconstrução de padrões irrelevantes de mentes “falantes demais”.

Se a mente está quieta, a assimilação de informações e conteúdos é melhor, os exercícios são realizados de maneira mais fácil e a fadiga pode ser evitada.

Proporciona paciência e equilíbrio

A meditação traz mais paciência, até para os mais ansiosos. Nos minutos em que você tirar para praticá-la em seu dia, começará a perceber que é mais prudente ir com calma, que não adianta correr e se estressar tanto para alcançar seus objetivos.

Isso será bastante positivo na correria do dia a dia. Muitas vezes, é inevitável pensar: “Eu não tenho paciência nem para começar a meditar.” Mas acredite em você! Faça um pequeno esforço, e, no futuro, ele será recompensador.

Já tentou estudar e sentiu que não absorvia nada? Daí uma angústia enorme tomou conta de você e fez com que você quisesse desistir? A sensação de que o relógio está correndo e você não está avançando é terrível.

Entender que tudo tem o seu tempo é mais um benefício da meditação. Essa sensatez e harmonia são fundamentais para muitos setores da vida, especialmente quando precisamos de compreensão com nós mesmos e com aqueles que nos rodeiam.

Não deixar que as emoções atrapalhem nossos objetivos é um ganho incrível! E mais ainda nos estudos.

Dicas para começar a meditar

Tudo bem, vamos com calma: não precisa começar de qualquer jeito. Alguns passos podem facilitar a sua relação com a prática e também com sua insegurança. É bem comum nos perguntarmos, durante a meditação, se estamos fazendo tudo certo.

Faça uma breve pesquisa sobre as formas de meditar, conheça as diferentes técnicas, e, então, já poderá se lançar à prática meditativa.

1. Escolha o melhor horário

Você precisará de disciplina, por isso é importante pensar em um momento que não atrapalhe a sua rotina e que você não seja perturbado por outros afazeres também.

Estabelecer um horário fixo ajuda na prática rotineira. O momento pode ser exatamente antes de começar os estudos, por exemplo.

Algumas pessoas indicam as manhãs como o melhor horário, pois sua mente ainda estará leve, sem o acúmulo de acontecimentos do dia. Isso contribui para manter o foco mais facilmente.

2. Encontre um local tranquilo

Evitar as distrações no lugar em que for meditar é importante. Quando somos iniciantes, a concentração ainda está baixa, por isso devemos evitar as possíveis chances de interrupções.

Observe se a iluminação do local está ajudando ou atrapalhando. Se é agradável permanecer ali por alguns minutos. Você pode acender um incenso ou colocar uma música relaxante para tocar, o que também pode ajudá-lo a relaxar.

3. Comece aos poucos

Os minutinhos que você dedica à meditação, quando se é iniciante, não precisam ser longos. Já existem técnicas contemplativas de apenas um minuto que se mostram bastante efetivas.

Então, não exagere. Sobretudo nos primeiros dias. Você pode acabar se aborrecendo e abandonar a técnica antes que ela lhe traga benefícios. Uma boa dica para quem está começando é não ultrapassar os cinco minutos diários.

4. Concentre-se na sua respiração

Quando estamos nervosos, ansiosos ou mesmo com medo, respirar fundo nos ajuda bastante. A respiração também será útil para “domar” a mente falante e inquieta, pois o oxigênio que inspiramos atua como um calmante.

Uma das técnicas de meditação envolve a respiração profunda com pausas.

Inspire, visualizando seu corpo preenchido de ar; retenha o ar por alguns segundos e expire, visualizando os pensamentos negativos sendo eliminados junto ao ar expelido. E, sempre que os pensamentos surgirem para atrapalhar esse processo, foque novamente na respiração.

5. Evite as cobranças

O momento de meditar deve proporcionar relaxamento, não cobranças. Todo começo pode se mostrar um pouco complicado. Eventualmente, pode parecer que não vamos conseguir ou que estamos fazendo algo errado.

Deixe esses pensamentos irem embora com a expiração e persista. A mudança não vem de um dia para o outro, ela chega aos poucos. E, quando você menos esperar, os benefícios já terão tomado conta de você.

Fonte: Ascom iCEV

 

18 dez
Bem-vindos ao mundo pós-digital

Cada vez que a humanidade dá um salto tecnológico, a primeira reação é de surpresa

A Era Pós-Digital é, basicamente, a realidade em que vivemos hoje, na qual a presença da tecnologia digital é tão ampla e onipresente que, na maior parte do tempo, nem notamos que ela está lá. Só percebemos sua existência quando por algum motivo ela nos faz falta. E essa total ubiquidade da tecnologia digital provoca impactos em todos os aspectos da vida.

Cada vez que a humanidade dá um salto tecnológico, a primeira reação é de surpresa e medo. Mas, depois que a inovação é absorvida, as pessoas aprendem a otimizar suas possibilidades. Na história isso se repetiu várias vezes: com o fogo, a agricultura, o metal e a eletricidade. Só que agora o digital está em tudo e em todos. E, como diria Clay Shirky, a revolução não acontece quando a sociedade utiliza novas ferramentas, e sim quando adota novos comportamentos.

Falo com alguém do outro lado do planeta e mando um WhatsApp para o amigo que está sentado ao meu lado no sofá. Tudo o que era grátis está ficando pago e o que era pago ficando grátis. Na Era Digital achavam que o futuro era baseado na convergência e no multimídia. Agora, no Pós-Digital, está cada vez mais claro que o caminho é o da divergência e da unimídia. A regra de transmissão da informação mudou de unidirecional para multidirecional. A recepção não é mais passiva, é interativa, porque a mídia digital é mais do que um novo canal de comunicação, é um novo ambiente de relação com os consumidores e possui um componente de engajamento que faz toda a diferença.

Estamos num mundo de relações fugazes. Na Era Pós-Digital, precisamos agir rápido se quisermos continuar relevantes. Tudo agora é mais veloz e mutante, refletindo a realidade social. O ciclo de formação e popularização dos fatos, notícias e tendências está cada vez mais curto. Pessoas trocam de amores, amizades, empregos e marcas como quem troca de tênis.

Viver, produzir e se perpetuar na Era Pós-Digital não é mais questão de utilizar ferramentas ou armas digitais, e sim de possuir uma alma digital. Ela deve ir muito além de sites, blogs ou páginas no YouTube, mais que e-commerce ou redes sociais. Estamos falando de uma outra dimensão do envolvimento digital, aproveitando a onisciência, a onipotência e a onipresença que ele proporciona. Precisamos abraçar o big data e os algoritmos, incentivar o home office e as reuniões por videoconferência, implementar sistemas colaborativos e generativos, eliminar estruturas piramidais para operar em rede, rever hierarquias de poder e estabelecer o diálogo em todos os aspectos da comunicação com o mercado.

Estamos num ponto de inflexão para uma nova era de total revolução em tudo o que fazemos, mas ainda com paradigmas e certezas que nos seguram no passado. Enormes transformações estão vindo rapidamente em nossa direção. A Era Pós-Digital é como uma estrada cheia de curvas em que é preciso combinar velocidade e cautela, atenção ao presente e visão de futuro, adaptabilidade e constância. Se não acendermos os faróis altos para ver o que está longe, a chance de dar de cara com um barranco é enorme. O desafio é antever as próximas que se apresentam na estrada. Por isso, dirijam com atenção, e bem-vindos à Era Pós-Digital!

Por por Walter Longo – presidente da Grey Brasil, mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm e autor do livro Marketing e Comunicação na Era Pós-Digital (Editora HSM). Fonte: Revista Galileu

11 dez
8 palestras do TED que vão te inspirar

O TED Talks é uma conferência em que grandes pensadores se reúnem para apresentar teorias, ideias e pesquisas sobre diversos assuntos — muitas vezes inspiradores. Selecionamos algumas palestras para te motivar (e quem sabe restaurar sua fé na humanidade).

O drama silencioso da fotografia, por Sebastião Salgado
Nessa palestra, o brasileiro faz uma reflexão sobre seus anos de trabalho com a fotografia e o impacto que ele teve na sociedade. Salgado também apresenta algumas fotos do projeto Gênesis, que levou mais de uma década para ser finalizado, e o trabalho de restauração que faz em sua fazenda.

Sim, eu tive câncer. Mas isso não diz quem eu sou, por Debra Jarvis
Debra Jarvis já trabalhava há muito tempo com pacientes com câncer quando foi diagnosticada com a doença. A ironia do destino não abalou Jarvis, que nessa palestra do TED conta que sua vida é muito mais do que ter tido câncer — difícil é fazer os outros entenderem.

Caçar dinossauros me mostrou nosso lugar no Universo, por Kenneth Lacovara
O paleontólogo Kenneth Lacovara conta sobre sua descoberta: um saurópode de 77 milhões de anos e a coloca em perspectiva com a existência de seres humanos. Segundo ele, “há um mundo infinito de histórias que poderiam ter existisdo. Temos apenas e, puxa, como ela é boa!”.

Como a curta vida de meu filho fez a diferença, por Sarah Gray
O bebê de Sarah Gray foi diagnosticado ainda no útero com anencefalia (condição terminal), mas sua perda não fez com que a mulher parasse de viver: ela doou os órgãos do feto para a ciência e hoje motiva quem teve uma perda a viver o luto, mas ter esperança.

Três lições de sucesso de uma mulher de negócios árabe, por Leila Hoteit
Ser mulher e árabe é enfrentar um sistema opressor e machista todos os dias. A engenheira, ativista e mãe, Leila Hoteit, conta sobre sua trajetória e dificuldades de se mostrar competente em Abu Dhabi, e dá ideias motivadoras para ajudar quem deseja prosperar no mundo moderno.

Caminhar como uma ação revolucionária de autocuidado, por T. Morgan Dixon e Vanessa Garrison
“Quando mulheres negras caminham, mudanças ocorrem,” afirmam T. Morgan Dixon e Vanessa Garrison, fundadoras da organização sem fins lucrativos GirlTrek. Seu objetivo é diminuir as mortes de mulheres negras e construir grupos, por meio da educação e de questões como o autocuidado.

O poder revolucionário da diversidade de pensando, por Elif Shafak
Nascida na Turquia, Elif Shafak sentiu na pele como a perda de diversidade pode trazer perdas gigantescas para a sociedade, ainda mais vivendo sob um regime autoritário. Nessa palestra, a escritora mostra como a pluralidade é essencial se queremos construir um mundo bom para todos e que “ninguém nunca deveria se calar diante o medo da complexidade”.

O impulso que os estudantes precisam para superar obstáculos, por Anindya Kundu
Para o sociólogo Anindya Kundu, determinação e força estão longes de serem os únicos fatores que interferem na educação da população mais pobre. Nessa apresentação, o especialista conta histórias de sucesso de alunos que aprenderam a superar obstáculos e desenvolveram sua capacidade de ação.

Fonte: Galileu

04 dez
Redes sociais e o risco diário da intolerância

No mundo em que vivemos atualmente, as redes sociais como Facebook, Twitter etc, fazem parte do nosso cotidiano. Mais do que “redes sociais”, estas plataformas eletrônicas – criadas inicialmente para ser uma espécie de diário pessoal daqueles que possuem uma conta – são hoje as maiores distribuidoras de “conteúdo” do mundo. E por conteúdo, entenda-se desde notícias jornalísticas compartilhadas por perfis oficiais de grandes conglomerados de comunicação, até mesmo, pensamento individuais.

Por conta disso, essas plataformas são fonte inesgotável de informação de diversos posicionamentos políticos, sociais e religiosos. Ora, levando esta breve reflexão em consideração, nós, seus usuários estaríamos suscetíveis aos mais antagônicos posicionamentos sobre um mesmo tema, gerando um questionamento e aberturas sem precedentes. Mas será que é isso mesmo que acontece?

Outro dia mesmo me deparei com a seguinte situação: Diante do julgamento do ex-presidente Lula, muitos de meus amigos de redes sociais utilizaram seus perfis para expressar aquilo que pensam sobre o tema. Ao me deparar com uma frase que considerei absurda, me peguei apertando o botão unfollow, ou seja, eu e aquela pessoa continuaríamos amigos, mas a partir daquele momento, suas atividades não seriam mais mostradas em meu feed de notícias. Na prática, continuaríamos amigos, mas eu não estava interessada em nada do que ele tinha a falar?

Minha própria atitude me causou espanto instantâneo: como eu iria ser amiga de alguém cuja opinião não me interessa? Será que eu me tornei o tipo de gente que só pode ser amigo daqueles com quem concordam? Ou pior, daqueles que concordam com a MINHA opinião?

Fui um pouco mais longe e pensei: não seriam as redes sociais o ambiente ideal para a armadilha do Viés de Confirmação?

Conceitualmente o viés de confirmação refere-se a um tipo de pensamento seletivo onde tende-se a dar uma maior atenção àquilo que confirma as suas respectivas crenças e de ignorar e desvalorizar qualquer ponto que as contradiga. Como um aspecto do viés cognitivo, trata de padrões de distorção de julgamento onde não existe uma tomada de decisão racional, também chamado de irracionalidade. Nesse tipo de comportamento a carga emocional é um fator determinante na escolha das provas para comprovar uma afirmação.

Mas a seleção é justamente o ponto focal das redes sociais: escolhemos quem seguir, quais veículos de informação poderão ou não nos encaminhar conteúdo de informação e quais amigos devem aparecer em nossos feeds de notícia. Ao fazermos isso incorremos diariamente em uma armadilha de confirmação: somente veículos de informação condizentes com nossa posição social e política irão nos atingir, e assim, somente uma versão dos fatos será de nosso conhecimento, o que, por sua vez, irá confirmar nossas antigas crenças e verdades, chegando ao ponto de nos fazer acreditar que somente aquela versão importa.

Assim, ao invés do território fértil de opiniões, e espaço ideal para debates, as redes sociais, por escolha nossa, tornam-se, a cada dia, uma armadilha da irracionalidade e do radicalismo, levando a movimentos perigosos.
Cabe a nós então, trazer para o consciente essa ação quase automática de somente seguir aqueles com quem concordamos e deixar entrar em nossa página diária de informações os múltiplos pensamentos da sociedade. Cabe a nós fazermos o inverso para que não tornemos o nosso mundo uma bolha de confirmação.

A fim de curiosidade, em relação àquela amiga que dei unfollow, voltei atrás, me permiti saber de suas opiniões políticas totalmente opostas às minhas, mas que fazem dela um ser muito interessante, e que certamente me fazem refletir, mesmo que seja para continuar discordando.

27 nov
“Em tempos de crise, inovar é a única saída”

Peter Kronstrøm, do Copenhagen Institute for Futures Studies, fala sobre tecnologia, trabalho e energia

Quando uma sociedade passa por uma grande crise, é comum olhar para os avanços tecnológicos como uma ameaça e, para o futuro, com uma lente de pessimismo. Por isso mesmo, é bom ouvir quem enxerga essa realidade com novos olhos. Peter Kronstrøm, líder do Copenhagen Institute for Futures Studies na América Latina, tem esse perfil. O dinamarquês, que vive na América Latina há quase dez anos e se debruça sobre o estudo do futuro, é sem dúvida um otimista. “Muito do otimismo que estava aqui em 2008 e 2009 desapareceu, e acho isso desnecessário. Esse momento é como um marco zero, é necessário também para mudar para algo melhor”, diz ele.

A próxima revolução que veremos, defende Kronstrøm, será na matriz energética. Novas tecnologias vão mudar a forma como a sociedade gera, armazena e comercializa a energia elétrica. Ele também projeta que a sustentabilidade se tornará, cada vez mais, uma questão importante para o modelo de negócios das empresas. Sobre o futuro do trabalho, ele diz que as tecnologias poderão substituir 60% dos profissionais, mas defende que isso não será ruim – “os humanos terão mais tempo para o trabalho intelectual e criativo”.

O Instituto Copenhagen diz que as mudanças na matriz energética serão a principal revolução dos próximos 10 anos. De que forma isso pode afetar nossas vidas?
Cada vez mais vamos usar formas renováveis de energia, que ficarão mais baratas e acessíveis. Também acreditamos que a geração de energia cada vez mais será feita pelo próprio consumidor em suas casa ou nos meios de transporte. Isso vai demandar uma revisão da infraestrutura de distribuição e geração de energia e só será possibilitado pelos avanços tecnológicos. Um dos projetos que estamos vendo é o Hyperloop, um meio de transporte que vai gerar mais energia do que usa, devolvendo parte dela para a sociedade.

Em que estágio de desenvolvimento está o Brasil nesse cenário?
O Brasil é um dos países mais sustentáveis em geração de tecnologia. Aproximadamente 60% da energia gerada no Brasil vem de fontes renováveis – as hidrelétricas. O Brasil está muito à frente dos demais nesse sentido, mas é claro, os avanços maiores nessa nova matriz energética virão dos países que estão mais dispostos a investir em infraestrutura, a facilitar o desenvolvimento de carros elétricos e que tenham uma atitude avançada de governo para ajudar a fazer essa revolução acontecer. Para que essa revolução aconteça, precisamos de muito mais parcerias entre governo e setor privado.

Qual país lidera esse movimento?
É difícil citar um país. Os escandinavos e a Austrália, por exemplo, investem muito nisso. Mas vários outros países estão dando importância a este assunto, como a China, que tem investido bastante em fontes renováveis de energia, como a energia solar.

Esse esforço tem a ver com questões como as mudanças climáticas e o Acordo de Paris, ou é o lado econômico que tem incentivado os avanços?
Não, o mundo não está nem aí para as mudanças climáticas. Mas todos sabemos que há problemas muito grandes a respeito do consumo e geração de energia. O que estamos felizes em ver no Instituto Copenhagen é que a sustentabilidade e a energia limpa começam a ser vistas como um ótimo modelo de negócio. A energia solar está cada vez mais barata, assim como outras formas de energia renovável. Passou a ser um bom negócio — que também vai salvar nosso planeta. Ser sustentável está virando um ótimo negócio. Os países que lideram essa transição também estão ganhando economicamente com essa mudança.

E o que falta para que mais empresas passem a enxergar a sustentabilidade como modelo de negócio?
Mais consciência. E acho que isso tem que vir da iniciativa privada, não podemos esperar que os governos do mundo inteiro façam as mudanças necessárias. É necessário que haja uma discussão entre o setor privado e o setor público para criar o novo sistema de infraestrutura de energia que queremos no futuro.

As empresas brasileiras já entenderam isso, ou ainda pensam que a sustentabilidade é apenas um discurso bonito, separado do modelo de negócio, só um custo a mais?
Cada vez mais as empresas estão vendo como isso pode se tornar um modelo de negócios, como isso pode criar um resultado positivo também financeiramente. Mas muitas empresas também apostam no chamado “green washing”, fazem iniciativas pequenas e dizem que agora são completamente sustentáveis. Não dá mais para fazer isso. Ainda há muito a fazer, mas sou otimista, acho que estamos avançando. As empresas estão entendendo que não é só mais um custo chato, mas como algo necessário.

Outra pesquisa do Instituto Copenhagen diz que a tecnologia pode substituir até 60% da força de trabalho atual. Isso deixaria muitas pessoas sem emprego? Como lidar com isso?
Não, pelo contrário. Quanto mais empresas usam a tecnologia e a robótica, mais elas crescem e mais podem continuar contratando. Acho fundamental não olhar para as novas tecnologias como uma ameaça que vai tirar os empregos. A tecnologia vai tirar os trabalhos chatos das mãos dos humanos, e nós vamos mudar a nossa capacidade de trabalhar, fazendo funções muito mais criativas e intelectuais e nos ocupando com coisas mais criativas, que as máquinas não conseguem fazer. Da mesma forma que alguns trabalhos que fazemos hoje serão substituídos por robôs, vão surgir outros empregos, que nem podemos imaginar. Nossa estimativa é de que hoje 5 milhões de pessoas se sustentam só postando e vendendo coisas pela internet. Se você falasse há 50 anos que em 2017 cinco milhões de pessoas se sustentariam só filmando elas mesmas e postando em uma coisa que se chamaria internet, ninguém teria acreditado.

Como a inteligência artificial poderá mudar nossas vidas, e qual será o impacto na economia?
Penso mais na inteligência artificial como uma ferramenta tecnológica, como uma extensão do nosso cérebro. No longo prazo, vai tornar nossas vidas muito mais fáceis. Essa tecnologia vai revolucionar várias áreas, como energia e saúde.

O senhor tem uma visão bastante otimista…
Sim, eu tenho uma visão mais otimista do que pessimista. Eu hoje quero uma inteligência artificial que olhe meus emails e me diga o que é importante, o que eu tenho de fazer e onde tenho que estar em cada momento. É o que toma mais tempo do meu dia, e é muito chato. Daqui a pouco teremos alguma tentativa de fazer isso, que vai ser ruim no começo, mas que vai melhorar com o tempo. Claro que poderemos ter alguns exemplos de mau uso da tecnologia, mas sempre foi assim na história humana. As facas, por exemplo, podem ser usadas para comer ou para fazer coisas muito ruins.

O que as empresas precisam fazer para lidar com esse futuro?
O valor mais importante para as empresas é detectar a mudança muito rápido e conseguir lidar com essa mudança. Os humanos e as empresas que conseguirem se adaptar a essas mudanças e que conseguirem mudar rápido serão líderes.

O Brasil vive uma crise econômica. Isso freou a capacidade de inovação das empresas?
Não, pelo contrário. Uma das coisas que eu percebo nos brasileiros é a abertura ao novo, a curiosidade e a vontade de se reinventar. Quando há uma crise, temos de colocar todas as forças na inovação, porque a única resposta agora é criar novas soluções. Não podemos usar ferramentas antigas para solucionar problemas novos. Por isso precisamos inovar. Especialmente em tempos de crise, inovar é a única saída.

Fonte: Época Negócios

24 nov
5 motivos para você ser iCEV em 2018

 

1 – Somos método inovador
Nossa metodologia é eficiente e está baseada em técnicas adotadas pelas mais renomadas universidades do mundo, como Harvard. Apostamos no aluno como protagonista do processo de aprendizagem.

 

2 – Somos ensino para o presente e para o futuro
No iCEV, você será preparado para as exigências do mercado. No curso de Direito, preparação para a OAB e concursos. No curso de Administração, planejamento de carreira e formação de empreendedores.

 

3 – Somos professores capacitados
Um time de professores que aliam conhecimento acadêmico e experiência de mercado está lhe esperando para fazer de você o profissional do futuro.

 

4 – Somos além do básico
Com um tutor em sala de aula, focado em elaborar relatórios, mapas mentais e planos de estudo, você terá aproveitamento máximo nos estudos.

 

5 – Somos interdisplinaridade
As ações da nossa Escola de Direito Aplicado e da nossa Escola de Negócios e Gestão estarão integradas, provando que o conhecimento é plural, assim como o mercado e você.

20 nov
Negros e negras brasileiros que deveriam ser mais estudados nas escolas

“Parece que os negros não têm passado, presente e futuro no Brasil. Parece que sua história começou com a escravidão, sendo o antes e o depois dela propositalmente desconhecidos.”

Quem afirma é o antropólogo Kabengele Munanga, professor do Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências e Humanidades da USP. Não à toa, o Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, é baseado na história envolta em mistérios e lendas de Zumbi dos Palmares, escravo que liderou um quilombo em Alagoas no século 17.

Considerado o maior herói do movimento negro brasileiro, Zumbi teria sido assassinado em 20 de novembro de 1695. A data, porém, só foi descoberta em 1970 e só em 2003 foi incluída no calendário escolar.

Ainda assim, é constante a reclamação, por parte de ativistas, de que negros e negras proeminentes na história brasileira continuam sendo deixados de lado nas aulas de História. Conheça alguns deles.

Zumbi dos Palmares

No século 17, Zumbi foi capturado por bandeirantes ainda bebê e entregue ao padre Antônio Melo, em Porto Calvo, região do Rio São Francisco. Sabe-se que ele foi batizado pelo padre com o nome de Francisco, mas a data exata de seu nascimento não é conhecida.

Com 15 anos, Zumbi conseguiu fugir para o Quilombo dos Palmares, atual região de Alagoas. No quilombo – uma das comunidades livres fundadas por escravos que conseguiram fugir dos seus senhores -, o adolescente adotou o nome de Zumbi, que significa “espectro, fantasma ou deus” no idioma quimbundo.

O Quilombo dos Palmares foi o maior das Américas, abrigando cerca de 20 mil habitantes em 11 povoados.

“Zumbi liderou a luta contra a escravidão e reuniu não apenas muitos negros que fugiam das senzalas, mas também indígenas e brancos insatisfeitos com o regime escravista”, disse Kabengele Munanga à BBC Brasil.

Zumbi foi o último líder do Quilombo dos Palmares e chefiou a luta de resistência contra os portugueses, que durou 14 anos e terminou com sua morte, em 1695.

Mesmo carente de armas, o Quilombo dos Palmares tinha uma eficiente organização militar. A comunidade resistiu a 15 expedições oficiais da Coroa.

Na décima sexta expedição, depois de 22 dias de luta, Zumbi foi capturado, morto e esquartejado por bandeirantes. Sua cabeça foi enviada para o Recife, onde ficou exposta em praça pública até se decompor.

Dandara dos Palmares

Assim como Zumbi, não há registros do local nem da data de nascimento Dandara. Acredita-se que ela foi levada para o Quilombo dos Palmares ainda criança. Lá teria aprendido a caçar, lutar capoeira e manusear armas. Foi uma das líderes do exército feminino em Palmares e mulher de Zumbi, com quem teve três filhos.

Depois que o Quilombo foi tomado pelos portugueses,em fevereiro de 1694, Dandara cometeu suicídio para não ser capturada e voltar à escravidão.

Milton Santos

Milton Santos nasceu em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, na Bahia. Filho de dois professores primários, ele tornou-se um dos geógrafos negros mais conhecidos no mundo.

Sua formação, no entanto, não era em Geografia, e sim em Direito, pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Santos foi o precursor da pesquisa geográfica na Bahia e, na década de 1990, tornou-se o único pesquisador brasileiro a ganhar o Prêmio Vautrin Lud, considerado o Nobel de Geografia. No mesmo período, ganhou um Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, pelo livro A Natureza do Espaço.

Após o golpe militar de 1964, o baiano foi perseguido e preso pelo regime, por ter sido representante da Casa Civil na Bahia durante o curto governo de Jânio Quadros. Com ajuda do consulado da França, conseguiu asilo político na Europa.

O geógrafo deu aulas e fundou laboratórios na França, na Inglaterra, na Nigéria, na Venezuela, no Peru, na Colômbia e no Canadá. Ele conseguiu retornar ao Brasil somente nos anos 1980.

Apelidado de “Cidadão do mundo”, Milton Santos recebeu vinte títulos de Doutor Honoris Causa de universidades da América Latina e da Europa, publicou mais de 40 livros e mais de 300 artigos científicos. Morreu em 24 de junho de 2001.

Machado de Assis

Filho de um mulato pintor de paredes e de uma imigrante portuguesa que trabalhava como lavadeira, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. A escravidão foi abolida somente 49 anos após o seu nascimento.

Por causa do preconceito racial, ele teve acesso limitado ao ensino e se tornou autodidata. No seu primeiro trabalho, em uma padaria, aprendeu com a patroa a ler e traduzir em francês.

Aos 17 anos, se tornou tipógrafo na Imprensa Nacional. Passou a colaborar para diversas revistas aos 19 anos e, pouco depois, trabalhou para jornais como Correio Mercantil e Diário do Rio de Janeiro.

Machado de Assis só se tornou um escritor conhecido a partir de 1872, com a publicação do romance Ressurreição. Ele foi eleito o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. O livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881, é considerado sua maior obra e uma das mais importantes em língua portuguesa.

O romancista morreu em 29 de setembro de 1908.

Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu em 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro, neto de escravos e filho de professores.

Em 1897, menos de dez anos após o fim da escravidão, ele foi aceito na importante escola de Engenharia do Rio de Janeiro – o único negro da sala. No entanto, ele abandonou a universidade em 1902 para cuidar do pai, que sofria de uma doença mental.

Lima Barreto tornou-se funcionário público para sustentar a família e, nas horas vagas, escrevia reportagens para o jornal carioca Correio do Amanhã, denunciando o racismo e a desigualdade social no Rio de Janeiro.

Um dos principais romances brasileiros, O Triste Fim de Policarpo Quaresma, foi o segundo romance publicado por Barreto.

Ele morreu em 1922, aos 41 anos, considerado louco. Deixou uma obra de dezessete volumes e nunca recebeu nada para escrever nenhum deles.

Seu reconhecimento como escritor veio somente após a morte. Em 2017, foi o homenageado da Feira Literária de Paraty, um dos maiores eventos da literatura brasileira.

Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus nasceu em 1914, em Sacramento, Minas Gerais. De família pobre, ela cursou somente os primeiros anos do primário, e se mudou para São Paulo em 1937, onde trabalhou como doméstica e catadora de papel.

Nesse período, ela mantinha consigo inúmeros diários onde relatava o seu dia a dia como moradora da favela do Canindé.

Em 1958, ao fazer uma reportagem no Canindé, o jornalista Audálio Dantas conheceu Carolina e leu seus 35 diários. Dois anos depois, ele publicou um dos diários com o título de Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada. A obra vendeu mais de 100 mil exemplares em 40 países e foi traduzida em 13 línguas.

Em 1961, Carolina de Jesus lançou Casa de Alvenaria: Diário de uma Ex-favelada e, no ano seguinte, publicou Pedaços da Fome, seu único romance.

Depois de desentendimentos com editores, em 1969, a escritora saiu de São Paulo e mudou-se para um sítio. Morreu em 1977, aos 62 anos, de volta à pobreza.

Abdias do Nascimento

Neto de escravos, Abdias do Nascimento nasceu em uma família em 1914, na cidade de Franca, em São Paulo. Ele começou a trabalhar aos 9 anos e, para conseguir se mudar para São Paulo, se alistou no Exército.

Nascimento teve que abandonar a instituição, no entanto, ao entrar para o movimento da Frente Negra Brasileira, que realizava protestos em locais públicos contra o racismo.

Em 13 de outubro de 1944, ele criou o Teatro Experimental do Negro, junto com outros artistas brasileiros. Escritores da época, como Nelson Rodrigues, escreveram peças teatrais especialmente para o grupo, que também se dedicou a alfabetizar ex-escravos e transformá-los em atores.

Durante a ditadura militar, Nascimento foi preso e enviado ao exílio. Ele retornou ao Brasil somente em 1981.

Além de ator, teatrólogo e ativista, Abdias Nascimento foi deputado federal pelo Rio de Janeiro logo após o final do regime militar. Na década de 1990, foi eleito senador, sempre com a plataforma da luta contra o racismo.

Ele faleceu em 24 de maio de 2011, aos 97 anos.

Teodoro Sampaio

Quem passa pela movimentada rua Teodoro Sampaio, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, geralmente não sabe a importância do homem que dá nome à via. Filho de uma escrava e de um padre, Teodoro Sampaio nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, em 1855.

Seu pai, o padre Manoel Sampaio, o levou para o Rio de Janeiro criança e o matriculou no regime de internato no Colégio São Salvador. Em 1877, ele se formou engenheiro.

Por anos, ele trabalhou como professor de matemática e desenhista do Museu Nacional para poupar dinheiro e comprar a alforria de sua mãe e irmãos.

Em 1879, Sampaio participou da expedição científica ao Vale do São Francisco para estudar os portos do Brasil e a navegação interior. Ele ajudou a fundar o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em 1894, e a Escola Politécnica da USP, em 1930.

Morreu no Rio de Janeiro em 1937.

Sueli Carneiro

Aparecida Sueli Carneiro Jacoel nasceu em São Paulo, em junho de 1950. É a mais velha dos sete filhos de uma costureira e de um ferroviário. Doutora em filosofia pela USP, foi a única negra no curso de graduação da Universidade, na década de 1970.

Hoje, ela é uma das mais importantes pesquisadoras sobre feminismo negro do Brasil. Seu nome e ativismo foram relacionados à formulação da política de cotas e à lei antirracismo.

Em 1988, Sueli fundou o Geledés – Instituto da Mulher Negra, uma organização política de mulheres negras contra o racismo e sexismo. É uma das maiores ONGs de feminismo negro do país. Entre os vários serviços prestados pelo instituto, está o de assistência jurídica gratuita a vítimas de discriminação racial e violência sexual.

Ainda em 1988, Carneiro foi convidada para integrar o Conselho Nacional da Condição Feminina. É vencedora de três importantes prêmios sobre feminismo e direitos humanos: Prêmio Benedito Galvão, Prêmio Direitos Humanos da República Francesa e Prêmio Bertha Lutz.

André Rebouças

Neto de uma escrava alforriada e filho de Antônio Pereira Rebouças, um advogado autodidata que se tornou conselheiro de D. Pedro 2º, André Rebouças nasceu em 1838, em Cachoeira, Bahia, em uma família classe média negra em ascensão no Segundo Reinado.

Por causa da posição atípica de sua família para a época, André e seus seis irmãos receberam uma boa educação. O menino e um de seus irmãos, Antônio Rebouças, se tornaram importantes engenheiros e abolicionistas.

Como engenheiro, seu maior projeto foi o da estrada de ferro que liga Curitiba ao porto de Paranaguá, considerado, até hoje, uma realização arrojada.

Como abolicionista, ele criou, junto de Machado de Assis, Joaquim Nabuco e outros abolicionistas importantes da época, a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão.

Após o fim da escravidão, no entanto, a monarquia também chegou ao fim. Com a proclamação da República, em 1889, a família de D. Pedro 2º e pessoas ligadas a ele, como a família Rebouças, tiveram que partir para o exílio.

André nunca mais retornou ao Brasil. Em 09 de maio de 1898, deprimido com o exílio, o engenheiro se jogou de um penhasco perto de onde vivia, em Funchal, na Ilha da Madeira.

Algumas capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba, têm avenidas e túneis chamados de Rebouças em homenagem ao engenheiro negro.

Fonte: BBC Brasil

13 nov
Como o cérebro funciona durante o vestibular?

Entenda como ocorrem as conexões cerebrais e quais partes do órgão são ativadas no período em que o candidato faz a prova

A organização do cérebro humano não é estática. Suas conexões se movimentam o tempo todo, de acordo com a atividade a ser realizada. Foi essa conclusão a que chegou uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Stanford. Durante testes de memória, por exemplo, identificaram que a atividade cerebral ocorreu de forma mais integrada com relação ao estado de repouso. E, quanto maior a rapidez e a precisão na realização da tarefa, mais integrado o cérebro parecia.

Imagine, então, o nível de atividade cerebral durante uma prova de vestibular, em que a pressão e a ansiedade são constantes. “Nesta situação, não apenas o cérebro reage, mas ele se comunica com outros órgãos do corpo, o que denominamos de eixos. Existe o eixo hipotalámo-hipófise-supra-renal, por exemplo, que fica mais ativado frente a uma situação estressante.

Essa ativação leva à produção de noradrenalina, aumenta a pressão arterial, a frequência cardíaca e respiratória e há aumento também do cortisol que, em excesso, pode prejudicar, inclusive, a nossa capacidade de memorizar”, explica Flavio Shansis, médico psiquiatra e professor da Graduação em Medicina na Unisinos. Talvez seja por isso que tanta gente tem “branco” no momento da prova.

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De acordo com ele, as áreas ditas mais nobres do cérebro são ativadas durante o vestibular, dentre as quais o corte pré-frontal é bem importante. “Existem áreas mais relacionadas à memória, ao processamento de dados, que são mais estimuladas quando colocadas em demanda.

Estudos mostram que áreas nobres, como o corte pré-frontal, por exemplo, são ativadas quando são desafiadas, e isso é mostrado em exames de neuroimagem funcional. Portanto, provavelmente, no momento de uma prova, essas e outras áreas serão mais demandadas”, explica Shansis. Áreas da memória, como o hipocampo, também podem ser mais ativadas em situações que requeiram evocação de conhecimentos anteriormente adquiridos, que é o caso do vestibular.

E como as conexões cerebrais não são estáticas, é possível aprimorá-las para obter um melhor desempenho no vestibular. A leitura e os exercícios de memória podem não apenas aumentar as conexões, como torná-las mais eficientes. Dormir bem também é fundamental, pois a falta de sono diminui a criatividade, a concentração, o aprendizado e a capacidade de planejar e resolver problemas, deixando o raciocínio lento.

Veja, a seguir, quais partes do cérebro são acionadas durante o vestibular:

Fonte: Revista Galileu

06 nov
Ferramentas que vão te ajudar nos estudos para o vestibular

Aplicativos e tutoriais te ajudam a estudar de graça na internet e no celular

Quando os livros e apostilas não parecem mais o suficiente para sua salvação no vestibular e no Enem, a internet entra em cena para organizar seus estudos e ensinar tudo o que você precisa saber na hora da prova. Com um pouco de foco, os apps e canais do Youtube que separamos nessa lista devem facilitar a rotina de qualquer vestibulando:

1. Ligado no Enem
App com mais de 140 horas de cursos com professores de cursinho preparatório, divididos por matérias do ensino médio. Disponível para Android, iOS, Windows Phone e outros celulares.

2. Me Salva!
Canal de vídeo com aulas curtas sobre os principais temas do vestibular e playlists de “extensivos” para estudar todas as disciplinas do ensino médio.

3. Geekie Games
Com resumos, aulas em forma de vídeo e simulados do Enem, o aplicativo foi desenvolvido para Android e pode ser usado em tablets.

4. Oficina do Estudante
O canal explica como fazer uma boa redação, comenta os livros que caem no vestibular e separa aulas de todas as matérias do ensino médio.

5. App Prova Enem
Criado por uma startup de professores, o app oferece questões divididas por área de conhecimento e organiza um ranking de estudos. Disponível para celulares ou navegação no computador.

6. Descomplica
Vídeos sobre atualidades, dicas de como organizar os estudos e outros temas que costumam cair nas provas do Enem.

7. EstudaVest
Questões e simulados de vestibulares e do Enem, disponível para todos os celulares e também na internet.

8. Aula Livre
Vídeos dinâmicos organizados pelas matérias tradicionais do ensino médio.

9. Youtube Educação
A ferramenta do Youtube ajuda a buscar vídeos e tutoriais de ensino médio e fundamental em português.

10. Edu.app
Dedicado aos estudos do Enem, reúne as principais videoaulas da ferramenta Youtube Edu. Disponível para Android.

11. FGV Ensino Médio Digital
Curso online da Faculdade Getúlio Vargas, com vídeos divididos pelos temas mais comuns em provas de vestibular.

12. O Matemático
Matemática, física, estatística e tudo o que você tem dificuldade de entender sobre números.

13. Aula De
Todas as matérias do vestibular ensinadas em vídeo por um time animado de professores.

Fonte: Revista Galileu

09 out
20 aplicativos para facilitar a vida dos universitários

São tantas as tarefas com as quais um estudante precisa lidar dentro da faculdade que, às vezes, parece impossível lidar com todas de uma vez. No entanto, a tecnologia pode ser muito útil para ajudar a conciliar todos os estudos, bem como fornecer materiais de estudo e ferramentas úteis para ajudar em trabalhos – tudo que um universitário precisa para aproveitar a faculdade ao máximo.

Para ajuda-lo, selecionamos 20 aplicativos, divididos em categorias, que com certeza facilitarão seu dia a dia. Confira a lista!

Organização

1. Any.do

Se organizar é fundamental para qualquer estudante e, por isso, o any.do é um aplicativo que faz a diferença. O software criar listas de tarefas e ainda permite que os usuários as sincronizem com seus dispositivos, para acessá-lo de qualquer lugar.

2. Mailbox

Estudantes costumam receber muito e-mails e pode ficar difícil se encontrar em meio a tantas mensagens. O Mailbox permite que o usuário trabalhe com vários e-mails de uma vez, organize-os em pastas e crie lembretes, para que nenhuma mensagem importante passe despercebida.

3. Dropbox

Ter um backup de seus arquivos acessível de qualquer lugar é o sonho de todo o estudante. Isso já se tornou realidade por meio do Dropbox, que armazena dados na nuvem, permitindo que você acesse seus arquivos de qualquer lugar – e sem limite de armazenamento.

4. Google Drive

Com o Google Drive também é possível gerenciar todos os dispositivos do Google em um só lugar, consequentemente conseguindo ver seus arquivos de maneira fácil e rápida. Por também possuir armazenamento na nuvem, o Google Drive permite que seu conteúdo seja acessado de qualquer lugar, basta conseguir uma conexão de internet.

5. Studious

Diga adeus à velhas agenda de papel. Com o Studious é possível reunir todas as informações necessários para seus estudos, como horários de aulas, prazos para trabalhos e matérias de aulas. Outra vantagem é que o aplicativo cria lembretes sobre suas tarefas para que você não perca nenhum prazo.

6. Self Control

A distração causada pela internet é um dos fatores que mais prejudicam os estudantes. Nesse caso, o Self Control pode ajudar a manter o foco e inclusive se organizar melhor. O aplicativo bloqueia seus sites favoritos por determinados períodos de tempo, para que você não desvie sua atenção das aulas ou outras tarefas importantes.

7. Clear

Em muitos casos, são tantas atividades de que um estudante precisa manejar que uma lista de tarefas apenas não é suficiente. Quando isso acontece, o Clear pode ser a melhor solução. Ele permite criar diversas listas de tarefas ao mesmo tempo e sincronizá-las, para que o estudante tenha a dimensão de tudo o que precisa fazer ao longo do dia.

Materiais de estúdio

8. Scribd

O Scribd reúne milhares de livros digitais, sobre diversos temas, em um só lugar. Como é acessado por pessoas de todo o mundo, é possível encontrar livros raros, artigos manuscritos e muitos outros documentos interessantes, que não estariam a disposição de outra maneira. Ainda é possível selecionar seus artigos favoritos e criar a própria biblioteca, que está à disposição para ser acessada de qualquer lugar.

9. Mathway

O Mathway simplifica muitos problemas de estudantes da área de exatas. Sua função é encontrar a solução de problemas matemáticos e ainda fornecer o passo a passo da resposta correta. Ideal para os problemas e trabalhos mais difíceis.

10. Chegg

O gasto com livros didáticos é um dos maiores investimentos dos estudantes durante as aulas. Para diminuir esse custo é possível contar com o Chegg. Através dele o estudante pode alugar livros didáticos por um preço menor que o necessário para comprá-los, o que garante uma boa economia.

11. TED

Poucos sites reúnem tanto conteúdo útil e inspirador quanto o TED. Com palestras sobre diversos temas, o site pode oferecer ótimas dicas para seus estudos e colaborar para a formação acadêmica.

12. iTunes U

O diferencial do iTunes U são suas parcerias: ele contém videoaulas de algumas das mais conceituadas universidades do planeta, como Yale, MIT, Oxford e Cambridge. Uma ótima oportunidade para aprender mais e ter novas ideias!

Idiomas

13. Dictionary. Com

Para estudantes que tenham aulas de inglês na graduação, o Dictionary.com é uma excelente opção de aplicativo, pois é um dicionário online bastante completo. Como diferencial, ele possui gírias e palavras menos conhecidas do idioma, além de funções como a chance de saber o que outros usuários estão procurando e se atualizar sobre as novas tendências de vocabulário da língua inglesa.

14. The Oxford Dictionary

Um dos dicionários mais conceituados em inglês, o Oxford Dictionary também tem sua versão mobile. É uma ótima ferramenta para quem está procurando por uma fonte confiável, que ainda oferece diversos recursos como a pronúncia das palavras e as variantes britânicas e americanas.

15. Duolingo

Esse aplicativo é ideal para estudantes que desejem aprender novos idiomas. Com o Duolingo é possível estudar Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Holândes, Dinamarquês, Sueco, Inglês e até mesmo Português. Isso é possível graças à metodologia do software, que trabalha com testes e brincadeiras que seguem a lógica de um jogo, tornando o aprendizado mais divertido.

Ferramentas para trabalho

16. Feed. Ly

Notícias são as melhores maneiras de estudar sobre atualidades, porém, é difícil encontrar tempo para acompanhar todos os jornais. O Feed.ly serve justamente para isso: com ele é possível programar seus sites favoritos e suas áreas de interesse. Sempre que houver uma notícia relacionada, ele seleciona os links e cria um lembrete par que você se mantenha bem informado.

17. CliffsNotes

Nem sempre é possível acompanhar toda a carga de leitura demandada pelas aulas. Para isso existe o CliffNotes, aplicativo que reúne resumos de livros, lista de personagens e até mesmo informações em áudio para que você possa fazer suas provas e trabalhos mesmo que não tenha conseguido ler o livro.

18. Easy Bib

Precisa usar uma citação de um livro, mas não sabe qual é a bibliografia? O Easy Bib resolve esse problema! Basta digitar o nome do livro ou procurar seu código de barras para ter todas informações necessárias para a bibliografia, como nome do autor, ano de publicação e editora.

19. RealCalc Scientific Calculator

Útil para estudantes da área de exatas que precisam fazer cálculos específicos. O RealCalc faz cálculos como uma calculadora científica, o que perfeito para obter resultados precisos em tempo rápido.

20. Snap2PDF

Muitas vezes, ao encontrar textos online, estudantes se deparam com formatos de arquivo que não abrem em qualquer dispositivo e acabam causando transtornos. O Snap2PDF é uma boa maneira de contornar esse problema, afinal, com apenas uma foto ele converte para qualquer texto para o PDF, formato aceito pela maioria dos aparelhos.

Fonte: TecMundo

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