fbpx

21 out
Por que um programa de trainee está gerando tanta controvérsia

Estatísticas evidenciam as desigualdades raciais e têm alicerçado a adoção de ações afirmativas em muitos países, inclusive nas empresas. Não deveria ser diferente no Brasil

No dia 18 de setembro, o Magazine Luiza anunciou um programa de trainee exclusivo para profissionais negros. Imediatamente, criou-se uma enorme polêmica nas redes sociais. Entre os argumentos usados por alguns críticos, havia um velho conhecido dos estudiosos de relações raciais e da luta antirracista: a acusação de racismo reverso. Nas redes proliferaram perguntas como “e se o programa fosse voltado unicamente para jovens brancos?”.

Nossa posição é inequívoca: o Programa de Trainee 2021 do Magazine Luíza não é racista. Uma pesquisa do Instituto Ethos, de 2016, mostrava que os negros ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% dos postos de direção nas 500 maiores empresas do Brasil. Na época do levantamento, pretos e pardos correspondiam a 54,9% da população brasileira.

Os afro-americanos constituem cerca de 13% da população dos EUA e ocupam 9,4% dos cargos de direção nas 100 maiores companhias listadas pela revista Fortune, de acordo com informe do The Executive Leadership Council. Assim, para atingir uma representação de negros no mundo empresarial proporcionalmente próxima daquela encontrada nos Estados Unidos, o Brasil deveria contar com cerca de 40% de negros em postos de liderança empresarial, um percentual 8,5 vezes superior aos atuais 4,7%.

A julgar pelos dados do mundo empresarial, a desigualdade racial presente na nação que foi imaginada como uma democracia racial, um paraíso da convivência entre negros e brancos, é substancialmente maior do que a encontrada no país que, juntamente com a África do Sul, representaria o exemplo mais bem-acabado de sociedade racista. Eis uma verdade inconveniente para nós, brasileiros.

Estatísticas como essas evidenciam as desigualdades raciais e têm alicerçado a adoção de ações afirmativas em muitos países, inclusive nas empresas. Não deveria ser diferente no Brasil, país no qual o racismo se entranhou estruturalmente desde a origem colonial escravista e tem se reproduzido com permanências e mutações.

Racismo reverso? Só se nossa formação histórica tivesse sido diferente. Só se os negros tivessem, em algum período, controlado os aparatos político-militares e socioculturais, que os levassem a produzir uma economia baseada no trabalho não-remunerado de pessoas brancas, vendidas como mercadorias no tráfico transatlântico. E se, além de toda a brutalidade física, esses mesmos negros tivessem impetrado aos brancos, por meio de um sistema ideológico, uma violência simbólica equivalente àquela do racismo antinegro, que tentou incutir na população de pretos e pardos um sentimento de inferioridade intelectual e estética.

Há outro velho argumento que se articula à acusação de racismo reverso nesse imbróglio. A alegação de que não existem raças entre os seres humanos e que, portanto, programas como o do Magalu não têm cabimento.

Sabemos que a ideia de raça não possui fundamento científico desde os anos 1960, quando a biologia molecular e a genética das populações desmontaram as bases da raciologia, a pseudociência das raças fundada no século 18. Mas, as descobertas científicas não alteram necessária e imediatamente o imaginário social. “Não, a raça não existe. Sim, a raça existe. Certamente ela não é o que dizem que ela é, mas ela é, contudo, a mais tangível, real, brutal das realidades”, afirmou, em 1972, a socióloga francesa Colette Guillaumin.

Já o racismo moderno se esconde por detrás de noções como etnia, cultura e identidade. Mas a complexidade não se encerra aí. A ideia de racialização tem sido utilizada nos debates socioantropológicos para fazer referência ao que está em disputa em torno da ideia de raça.

RACISMO REVERSO? SÓ SE NOSSA FORMAÇÃO HISTÓRICA TIVESSE SIDO DIFERENTE

Nesse movimento procura-se enfrentar questões como: toda vez que essa ideia é mobilizada, o racismo está presente? E quando é acionada por um grupo que visa não inferiorizar um outro, mas se constituir como força política, reivindicar direitos que lhe foram negados, justamente por terem sido inferiorizados como uma raça? É adequado combater o racismo recorrendo ao vocabulário racial?

Elas não têm uma resposta simples. Mas, se todo racismo é uma forma de racialização, uma vez que recorre ao vocabulário racial, nem toda racialização pode ser taxada de racista simplesmente por lançar mão desse léxico.

Essa complexidade está na base da controvérsia em torno do Programa de Trainee do Magalu, que não é a única companhia a criar um programa desse tipo voltado para jovens negros. No mesmo dia em que seu programa foi anunciado, a multinacional Bayer divulgou uma ação muito semelhante. Tais iniciativas remontam ao início dos anos 2000, quando os principais bancos que operavam no Brasil, em razão de um complexo jogo político, iniciaram esse processo, conforme documentado no livro “Executivos negros: racismo e diversidade no mundo empresarial”.

Desde então, tal prática se disseminou para outros segmentos econômicos, como o da publicidade e o dos grandes escritórios de advocacia. Entre outros fatores, isso se deveu ao ativismo antirracista e aos Termos de Ajustamento de Conduta que vêm sendo pactuados entre empresas e o Ministério Público do Trabalho.

Gestores e lideranças empresariais não podem mais ignorar essa agenda. Ela não tem a abrangência das políticas públicas na promoção da equidade racial, mas são um alento. Permite-nos imaginar novos tempos, muito mais prósperos e justos.

 

Publicado por Jornal NEXO 

15 out
Docência no ensino superior: como se tornar um professor de faculdade

Você tem vontade de ser professor universitário? Seguir a carreira de docência no ensino superior é o desejo de muitos profissionais que amam a vida acadêmica e almejam estabilidade. Se você acabou de sair da graduação e pretende dar aulas em faculdades ou universidades – ou se já tem experiência na área e quer aprimorar seus conhecimentos –, saiba que um curso de especialização pode lhe abrir várias portas.

 

O que é preciso?

A primeira coisa que você deve saber é que o professor universitário não precisa fazer um curso específico para ser admitido em sua profissão. Diferentemente daquilo que ocorre com os profissionais que atuam na educação básica.

Sendo assim, não é necessário cursar uma área de licenciatura ou fazer Pedagogia para ensinar no ensino superior. O que significa que você pode se formar em Direito, Administração, Tecnologia, ou qualquer outra graduação.

Porém, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que regulamenta o sistema educacional no Brasil, cursos de bacharelado não habilitam automaticamente à ministração de aulas. O profissional graduado precisa ter, no mínimo, uma pós-graduação lato sensu (especialização) para atuar como docente no ensino superior privado, bem como uma stricto sensu (mestrado ou doutorado) para atuar como professor efetivo em universidades públicas federais.

Isso quer dizer que, para atuar como professor efetivo em uma faculdade particular ou como professor substituto em uma universidade pública, você precisa aprimorar seus conhecimentos na área de docência com um título de especialista – e daí começar a conquistar seu espaço no meio acadêmico.

Docência inovadora

A docência no ensino superior requer a formação em uma área específica do conhecimento, bem como o domínio de algumas habilidades didático-pedagógicas e, claro, experiência profissional. Além disso, é essencial que os docentes estejam em sintonia com o mundo moderno e aptos para lidar com inovações tecnológicas e metodológicas do setor educacional, tanto em sala de aula quanto no ambiente virtual

Realize monitorias e projetos de pesquisa 

Estas atividades não são pré-requisitos para quem deseja ser professor universitário, porém são importantes para adquirir conhecimento e experiência. Além é claro, de tornarem-se diferenciais no currículo.

Afinal, por meio da monitoria, é possível aprender como desenvolver aulas contando com a ajuda de professores veteranos. Já nos projetos de pesquisa, você adquire práticas científicas que serão bem importantes durante o trabalho profissional.

 

23 set
Para onde olhar, que fundo escolher e outros conselhos para se sair bem numa entrevista de trabalho online

A conversa a distância se torna cada vez mais habitual nos processos seletivos. Uma especialista nos conta como passar uma boa impressão e evitar contratempos

A necessidade de distanciamento social e a expansão do home office tornam cada vez mais habitual que as empresas convoquem os candidatos por chamadas de vídeo. Uma ferramenta que já estamos habituados a utilizar em contextos informais, com amigos ou colegas de trabalho —mas como devemos usá-la corretamente quando há um emprego em jogo?

Pensando naquelas pessoas que precisam encarar pela primeira vez um encontro desse tipo, elaboramos, com a ajuda de uma especialista em seleção de pessoal, um pequeno guia com vários aspectos a levar em conta.

Não subestime esse tipo de contato

A especialista em recrutamento Rosa Urraca lembra que uma entrevista por videochamada tem o mesmo valor e peso para a tomada de decisões que uma entrevista presencial. “.Portanto, a importância que devemos lhe dar deve ser a mesma, e não podemos subestimá-la em nenhum momento, apesar do meio que utilizamos para nos comunicar com nosso interlocutor (neste caso, entrevistador).”

Portanto, assim como fazemos antes de uma prova presencial, devemos nos preparar com cuidado para o momento e inclusive aumentar “nosso interesse e motivação para que a barreira interativa não seja tanta barreira”, afirma a especialista em RH.

Ensaie o olhar e a linguagem corporal

“Se não estivermos acostumados a utilizar esse meio, é recomendável visualizar-se previamente para estarmos seguros de como o entrevistador nos observa e de que nossa imagem está bem enquadrada na tela”, diz Urraca.

Nesse sentido, temos que situar a câmera na altura dos olhos e nos acostumar a dirigir o olhar à frente, e não para baixo, um erro muito habitual nesses casos. Também é aconselhável prestar atenção à nossa linguagem corporal e, como estaremos sentados, mostrar-se ereto. “Assim como numa entrevista presencial, os aspectos-chaves para podemos realizá-la com sucesso são, por um lado, a segurança que manifestamos (olhar nos olhos do interlocutor, postura erguida ou serenidade) e a segurança na transmissão de nossas ideias e conhecimentos”, afirma Urraca. Por outro lado, devemos mostrar motivação pela vaga ou projeto que estamos disputando, e esta “se verá manifestada, de maneira natural, numa expressão facial e corporal entusiasmada, positiva e apaixonada”.

Escolha um lugar neutro

Em uma entrevista por videochamada, tudo o que aparecer na tela será suscetível a ser julgado, então não custa dedicar um tempo para testar os diferentes enquadramentos e que impressões eles podem causar ao nosso interlocutor. O ideal é se situar diante de um fundo neutro, que não distraia a atenção do que importa. A iluminação também é um fator a levar em conta. Neste caso, o ideal é que ela incida de frente sobre nós, evitando o contraluz. Os profissionais também aconselham se situar a uma distância média e ficar bem centrado.

Algumas plataformas de videochamada, como Zoom, permitem modificar o fundo para simular um cenário diferente daquele onde estamos. Nesse caso, por se tratar de uma entrevista de trabalho, e não uma reunião mais informal, Urraca indica optar por um cômodo concreto, e não um ambiente fictício: “Considero que seja mais real estar localizado em um espaço que ofereça naturalidade, mas ao mesmo tempo ‘neutralidade’, para que o entrevistador não se veja influenciado pelo que o cômodo onde estamos transmite.”

Adapte seu vestuário ao estilo da empresa

O fato de não irmos até a sede da companhia não significa que não devamos planejar a roupa que vestiremos durante a entrevista. Segundo Urraca o que devemos fazer é “analisar a vaga de trabalho que estamos disputando e nos vestir de acordo com ela. Para isso, procuraremos informação prévia sobre a empresa, seus funcionários etc., e, mesmo se não pudermos ter acesso a isso, é preciso cuidar ao máximo da impressão que geramos ao interlocutor”.

Além de nos adaptarmos ao estilo de vestimenta da empresa em questão —mais ou menos formal— também se deve levar em conta que vamos ficar na frente de uma câmera. É recomendável, por exemplo, evitar objetos de listras que provoquem o temido efeito moiré, ou as cores muito escuras, que tendem a absorver a luz.

Tenha um plano B para um possível contratempo

Durante a pandemia, com o aumento das reuniões por videoconferência, sucedem-se as imagens de interrupções caseiras de entrevistas ou reuniões. A especialista em RH indica que, se temos que encarar uma entrevista de trabalho, “devemos, por todos os meios, evitar que isto aconteça, controlando todos os fatores que estão em jogo: preparar previamente a conexão, reservar esse tempo para estarmos sozinhos sem interrupções etc.”.

Mesmo assim, é possível, por exemplo, que a conexão à Internet falhe, então “o ideal é estarmos preparados para o que possa ocorrer e oferecer ao entrevistador outro meio para poder supri-lo: entrevista telefônica, via WhatsApp, outras plataformas disponíveis… Ou seja, propor de maneira ativa uma solução rápida para que o entrevistador não deixe de valorizar nosso interesse a todo momento por essa vaga ou projeto”, explica Urraca.

Publicado por El País

14 set
Como ler mais na era das redes sociais?

São muitas distrações para aqueles que desejam mergulhar em um bom livro. Tem como melhorar essa realidade e ler mais?

“Tédio. Falta de criatividade. Confusão. Burrice. Conformismo. Desliga a televisão e vá ler um livro!”, falava o comercial da MTV exibido entre 2004 e 2005. A campanha a favor da leitura pode estar defasada do ponto de vista tecnológico — os celulares se tornaram os grandes inimigos da leitura –, mas a provocação continua relevante.

O Brasil é um dos países que mais dedicam tempo a internetredes sociais e aplicativos de celular. Segundo a quarta edição da pesquisa “Retratos da Leitura“, realizada em 2016 pelo Instituto Pró-Livro, a média de livros lidos por ano no país é de 2,43 por pessoa.

Para Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro, o índice é preocupante. “Infelizmente, estamos abaixo da média de países vizinhos nossos da América Latina como Argentina, Chile e Uruguai. Quando falamos dos EUA e de países da Europa e da Ásia, ficamos ainda mais para trás.”

Segundo Tavares, o número pequeno é consequência da falta de políticas públicas voltadas para o incentivo a leitura, cenário que melhorou nos últimos governos mas que segue defasado.

Ainda segundo a pesquisa, jovens são os que mais leem no Brasil+ O alto índice de leitura na juventude tem relação com as leituras obrigatórias nas escolas, mas não é só isso que explica o fenômeno. “Na Bienal do Livro de São Paulo, recebemos milhares de alunos de escola públicas. Eles ficam encantados com os livros, curiosos para descobrir o que há dentro das páginas”, relata Tavares.

Para o presidente da CBL, a criação de um hábito de leitura é fundamental para quem deseja ler. “Quem tem o hábito da leitura sempre vai encontrar um livro para ler”, afirma. Se os seus dias de leitor ficaram na juventude ou você não lê mais como antigamente, Gama aponta alternativas para driblar o celular e voltar a devorar páginas (de livros, não apenas de internet).

De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura”, 56% da população brasileira se declara como “leitora”

A sociedade dos leitores

A leitura pode ser um hábito solitário, mas isso não significa que não seja possível compartilhar a experiência com outras pessoas. Com o distanciamento social, o famoso — e antigo — clube do livro voltou com tudo.

Além dos clubes dos livros virtuais, outra prática que vem ganhando muita adesão são os clubes de leituras de editoras, onde é possível assinar um pacote e receber a cada mês um livro novo selecionado para você.

Circuito Ubu, clube de assinatura da editora Ubu, promete livros que dialoguem com debates contemporâneos da sociedade. Para Florencia Ferrari, diretora editorial da Ubu, os clubes oferecem uma experiência literária diferente para os leitores, criando uma comunidade de conhecimento no caminho.

“Uma das características desse modelo de negócio é que você não é escolhido pelo leitor, você entra dentro da casa da pessoa. Elas são surpreendidas por assuntos que talvez não escolhessem naturalmente.”

A curadoria de editoras talvez não seja a porta de entrada para quem não tem o costume de ler, mas pode ser útil para aqueles que já leem, mas desejam ler mais. “O clube em si não vai fazer milagre. Mas uma cultura de regularidade, de hábito de leitura, acaba contaminando a pessoa”, diz Ferrari.

Na área de assinantes do site, é possível encontrar textos de apoio, entrevistas e palestras relacionadas ao livro do mês. Além disso, os leitores interagem no grupo de Facebook da editora, combinam leituras e — em um passado recente — podiam ir juntos a cursos que a Ubu oferece para os assinantes.

Existem também as assinaturas desvinculadas de editoras. Como é o caso do “Clube do livro 451“, organizado pela revista Quatro cinco um; o “Leiturinha“, clube com o foco em literatura infantil; e a TAG, que seleciona livros focados em áreas como a de negócios. Nesse modelo, a curadoria oferta livros que já estão no mercado brasileiro — mas que não se encontram no radar das pessoas.

Segundo Ferrari, essas assinaturas (de editoras ou independentes) são capazes de criar um incentivo de comunidade: “As pessoas recebem o mesmo livro ao mesmo tempo, isso cria uma relação de pertencimento, coisa que você não tem normalmente com a compra do livro individual. É uma forma de incentivar”.

Tem que correr, tem que suar, tem que malhar

Duas vezes finalista do Prêmio Jabuti na categoria Formação de Novos Leitores e dona do canal de YouTube “Ler Antes de Morrer” — que conta com quase meio milhão de inscritos –, Isabella Lubrano faz resenhas de livros e dá dicas de como melhorar hábitos de leitura.

Parte da onda de BookTubers — YouTubers focados em livros — que abalou o mercado editorial brasileiro, seu principal conselho para aqueles que buscam aprimorar sua leitura é criar uma rotina. “Eu comparo o hábito de fazer leitura com o hábito de fazer exercício. Da mesma forma que não queremos nos exercitar, não queremos ler. Mas é preciso criar resistência.”

Para ela, é por meio da disciplina que se cria o condicionamento físico para vencer a falta de concentração. Uma rotina diária, com metas de leitura e objetivos claros pode ajudar, mas a YouTuber alerta que o momento perfeito para ler jamais vai existir: “Não fica esperando cair do céu o tempo livre, você tem que criar esse tempo na sua vida”. Para ela, é preciso priorizar o hobby se você deseja ler.

A Bíblia é o gênero mais lido pelos brasileiros, seguido por livros religiosos, contos e romances

Como driblar a tecnologia

Pesquisas apontam que os hábitos digitais estão prejudicando hábitos de leitura. Isso é especialmente verdade para jovens, que cada vez mais estão desacostumados com textos longos e críticos. Afinal, mensagens e textos curtos e rápidos dominam a internet.

As pessoas estão tendo cada vez mais dificuldades em se concentrar e processar textos complexos. É como se a habilidade de leitura se atrofiasse com o uso continuo e ininterrupto do celular, explica a neurocientista cognitiva Maryanne Wolf — que dá aulas na Universidade da Califórnia em Los Angeles — em entrevista a BBC Brasil.

Existem inúmeros formatos, jeitos e maneiras de se ler, mas o celular ainda é capaz de atrapalhar todas as alternativas. Felizmente, a vida real ainda não é um episódio de Black Mirror e é possível sobreviver a tentação dos Googles e Facebooks da vida.

Um ambiente tranquilo para ler pode solucionar seus problemas. Estabelecer horários e locais para ler pode ajudar, desde que o celular, e qualquer outro dispositivo eletrônico que não um e-reader, fique longe do alcance.

Se a coceira para checar o feed do Instagram for forte, é sempre possível usar o feitiço contra o feiticeiro. Entender como e onde o seu tempo no celular é gasto é o primeiro passo para uma leitura sem interrupções.

Aplicativos como Toggl, para iOs e o Social Fever, para Android, indicam quanto tempo alguém passa em cada rede social ou aplicativo. Com essas informações em mão, é possível traçar um plano.

As novas versões do sistema iOS vem com ferramentas que podem auxiliar o uso moderado do celular e existem os apps que emitem um alerta quando muito tempo é dedicado à um aplicativo; outros chegam a bloquear outros apps para que não sejam utilizados.

Outra ótima opção é comprar um eReader. Leves e práticos, os aparelhos são perfeitos para acomodar bibliotecas inteiras na palma da mão — e é comum ouvir compradores recentes se gabarem de como eles passaram a ler bem mais devido a praticidade do device.

Você já ouviu a palavra do livro?

Mesmo com diversas opções, ainda existem aqueles que se encontram sem tempo — ou sem paciência — para as páginas a serem enfrentadas em um livro. Para essas pessoas, a solução pode ser consumir literatura em um formato diferente.

O audiobook ainda é novo no Brasil, mas com o boom dos podcasts e um consumo cada vez mais alto de serviços de streaming de música, o futuro onde livros são escutados já é realidade.

Storytel, empresa sueca de audiobook, chegou ao Brasil ano passado e busca popularizar o formato que ainda engatinha por aqui. André Palme, o Country Manager da empresa no país, afirma que o perfil consumidor de audiobooks são de jovens, na faixa de 25-34 anos, que não tem o costume de ler livros.

“Nos audiobooks, falamos com um público que não lê muito, mas que usa outras mídias e vê no áudio uma maneira de consumir entretenimento.” Palme acredita que o áudio — multitarefa e presente no dia a dia das pessoas — tem a capacidade de romper certas bolhas, que por fatores históricos e comerciais, o livro não consegue romper. Além de criar um interesse posterior de compra e leitura do produto físico

Para ele, a literatura em áudio também oferece uma certa democratização. “As pessoas podem não saber ler ou podem ler e não entender, mas quando você conta uma história na oralidade, elas entendem.”

 

Publicado por Revista Gama

29 jul
Millennials são os menos dispostos a voltar ao escritório

Você está confiante para retornar ao ambiente de trabalho em meio à pandemia? A resposta varia de geração para geração no Brasil, segundo dados coletados pelo LinkedIn em junho. Cerca de um terço dos “millennials” — nascidos entre 1981 e 1996 — se sentem obrigados a comparecer ao escritório ou admitem voltar “por alguns dias” apesar da crise sanitária. A porcentagem é menor entre os mais velhos: corresponde a cerca de um quinto tanto entre a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) quanto entre os Baby Boomers (entre 1946 e 1964).

Por outro lado, os millennials estão menos dispostos a retornar quando tiverem permissão dos empregadores. Apenas 12% manifestaram esse desejo, enquanto a proporção chega a 26% entre profissionais da geração X e 28% entre os Baby Boomers.

Independentemente da idade, as principais preocupações sobre o retorno ao escritório são o contato com pessoas que não estão levando a sério as medidas de prevenção (57%), o perigo da proximidade física com colegas e clientes (41%) e o risco de contágio em espaços compartilhados de alimentação ou descanso (31%).

Quase 30% dos profissionais brasileiros têm comparecido ao seu local de trabalho durante a pandemia de Covid-19, revelou uma pesquisa conduzida pelo LinkedIn com cerca de 1,2 mil pessoas entre 1º e 14 de junho no país. A sensação de segurança, contudo, varia segundo idade do profissional e o porte do empregador. Confira alguns destaques do levantamento:

– Funcionários de grandes empresas são os que se sentem mais obrigados a voltar ao escritório apesar da crise sanitária. Cerca de 29% veem o retorno como compulsório, enquanto a proporção é de 15% entre aqueles que trabalham empresas de médio porte e de 7% entre empregados em pequenos negócios.

– Os profissionais mais velhos estão mais dispostos a voltar ao escritório assim que seus empregadores permitirem. Cerca de 28% dos Baby Boomers e 26% dos representantes da geração X gostariam de voltar, enquanto apenas 12% dos millennials manifestam a mesma disposição.

– Quando o assunto são os riscos envolvidos no transporte público, os mais jovens estão mais preocupados. Cerca de 47% dos millennials têm medo do contágio em ônibus e metrôs. A média nacional, independentemente da geração, é de 29%.

 

Publicado por LinkedIn Notícias 

 

10 jul
Home Office life: como conciliar a vida pessoal e profissional?

Conciliar o home office e a vida pessoal pode ser um grande desafio, especialmente durante a pandemia. A quarentena impõe uma forma totalmente nova de vivência e uma quebra brusca na rotina para muitos.

Como dividir as horas do dia entre o que será a vida pessoal e profissional? Como definir esse limite?

Existem muitas vantagens dessa nova realidade: mais comodidade, menos trânsito e estresse; menos gastos com transporte; estar mais próximo a família; ter mais tempo para si mesmo; horários flexíveis e alimentação mais saudável caseira, fugindo de marmitas e fast foods.

Como também tem suas desvantagens: custos com montagem da estrutura de um escritório em casa; sensação de estar trabalhando mais que o normal; quebra de rotina, horários desregulados; conciliar trabalho x família (dar atenção, brincar com o filho (a); ficar na mesma postura por horas na frente das telas, pode causar problemas físicos e mental, diminuindo o desempenho; ambiente de trabalho confinado, sem interação pessoal e sem a separação mental entre ambiente de pessoal e profissional.

A resposta é: encontre o equilíbrio. É preciso ter em mente que existem dificuldades na adaptação desse “novo normal”, e tudo bem.

Aqui vão algumas dicas para criar uma rotina inteligente, ser disciplinado e produtivo no home office sem deixar de lado sua vida pessoal:

 Planejar, planejar e organizar

A chave é planejar seus horários o máximo que puder e, ao mesmo tempo, manter certa flexibilidade. Comece o dia como se o trabalho fosse externo – tome um banho e vista uma roupa específica para trabalhar, mas nada de desconforto, afinal você está em casa.

 Foco e rotina

Classifique as atividades por ordem de prioridade de acordo com os objetivos que você deve atingir naquele dia de trabalho. Não deixe a televisão ligada e fuja de tudo que possa servir como distração.

Tudo bem dividido

Separe uma área da casa que será seu canto de trabalho, se não houver um cômodo para servir de escritório, escolha um local no qual seja possível manter a postura e evite lugares confortáveis, como o sofá ou cama. Isso ajuda a separar mentalmente seus momentos de trabalho e os de relaxar.

Faça pausas de 15 minutos durante o expediente para sentar em algum lugar mais confortável, brincar com seu animal de estimação, com seu filho (a). Além disso, defina momentos para as refeições e prepare-as com calma.

Não trabalhe o tempo todo. Siga seu horário de expediente para começar e encerrar. Desligue o computador e, se possível, o celular corporativo, e viva sua vida em família e tire seu tempo para aquele hobby, assistir Netflix e ler aquele livro que tanto gosta.

09 jul
#TBT do tempo em que a gente podia se aglomerar e ficar pertinho dos amigos

#TBT do tempo em que a gente podia se aglomerar e ficar pertinho dos amigos.  Saudades, não é?

Da pizzada no começo das aulas

Das palestras mais incríveis

Com os melhores palestrantes

Das ações de valorização da vida

De matar a saudade no primeiro dia de aula

 

08 jul
Como manter (e ampliar) seu networking na quarentena?

Procurar emprego pode ser uma jornada longa, extenuante e cheia de reviravoltas. Que tal uma bússola?

O isolamento forçado pela pandemia criou um paradoxo aparentemente insolúvel: estamos mais distantes, mas precisamos uns dos outros como nunca. Uma pesquisa da consultoria Robert Half mostrou que 41% dos profissionais brasileiros qualificados — e atualmente empregados — têm buscado novas oportunidades de trabalho. Diante da escalada do desemprego, eles não estão errados: faz sentido ligar o radar e fortalecer nossas redes de contatos caso o pior aconteça.

Mas como investir em relacionamento se as interações humanas seguem tão dificultadas pela pandemia? A quarentena não terminará por extinguir a chance de criar novos vínculos ou aprofundar contatos já iniciados com outros profissionais?

Para Maurício Cardoso, cofundador do Clube do Networking, o cenário não é tão desanimador quando parece. “Na verdade não estamos vivendo um ‘isolamento social’ e sim um ‘distanciamento físico’, o que significa que continuamos a nos relacionar socialmente”, diz ele. As interações podem e devem seguir muito ativas; o que mudou foi o espaço e o formato em que elas se dão.

“Enviar um e-mail, uma mensagem ou comentar uma postagem de um amigo é um ato muito simples que pode ajudar a manter o contato social”, explica Maurício. “A questão é saber usar a tecnologia para criar confiança”.

Como compensar a falta de “olho no olho”?

A habilidade de se comunicar de forma consistente, clara e empática pela internet será uma competência essencial para sobreviver ao novo normal. “Sempre atribuímos a afetividade das nossas relações ao olho no olho, ao sorriso, ao abraço, mas em um momento em que nada disso é possível, tudo se ressignifica”, explica Laís Ribeiro, sócia do LIDE Futuro. “Precisamos ter consciência de que os tempos mudaram e que precisaremos de atitudes diferentes para criar laço com o outro”.

A quarentena é um período em que as pessoas estão dentro de suas casas e sem realizar deslocamentos, o que garante um pouco mais de disponibilidade nas suas agendas. Saber aproveitar essa oportunidade é essencial para ter conversas mais frequentes ou até mais longas. “No ambiente doméstico, as pessoas também mais próximas da sua intimidade, distantes da formalidade dos trajes e escritórios, o que proporciona uma ótima equação para acionar e construir conexões”, diz Laís.

Na falta do “olho no olho”, é importante prestar atenção à sua postura nas conversas por vídeo. A dica de Vitor Silverio, gerente de recrutamento da Robert Half, é olhar diretamente para a câmera, para evitar o desagradável efeito de “olhar desviado”, tão comum em videoconferências.

Também é importante compensar a falta da presença física com uma dose extra de foco e atenção ao outro. O ideal é manter desligadas as notificações para evitar distrações, interrupções. “A empatia, a escuta e a capacidade de entender a visão do outro serão cada vez mais importantes para gerar confiança”, explica Vitor.

Outro desafio é lidar com o conhecido cansaço gerado pelas videoconferências. Segundo Laís, o segredo é descontrair ao máximo. “Não convide o contato para uma reunião, proponha sempre um café ou um happy hour virtual”, explica. “E não se preocupe com a formalidade, fique à vontade abrir sua câmera em um lugar em que você fica confortável”.

Também é importante lembrar que todos estão em seu ambiente doméstico e que o vídeo pode ser invadido por interrupções dos filhos ou algum barulho na rua — e está tudo bem. Na verdade esses elementos até ajudam a humanizar a conversa.

Investir em temas leves também ajuda a minimizar a distância e tornar a conversa mais agradável. “Evite pautas duras ou tópicos chatos”, recomenda Laís. “Pergunte verdadeiramente como a pessoa está se sentindo, troque experiências desse período de quarentena, compartilhe seu otimismo, estabeleça gatilhos emocionais, porque é a partir desses lugares que as conexões acontecem”.

Regras “clássicas” não mudaram com a pandemia

Ainda que a crise tenha imposto desafios inéditos para o networking, os princípios que norteiam as boas relações profissionais continuam intactos. Ser interessante, e não interesseiro, é a regra de ouro para estabelecer relacionamentos duradouros em qualquer contexto.

Isso significa que enxergar as suas conexões como pessoas reais, e não como peças em um jogo de xadrez, continua sendo a única forma de crescer de forma sustentável na carreira.

“É importante conhecer profissionais que podem ajudar você, mas sempre lembrando que você também tem que estar disponível”, explica Andrea Greco, fundadora da Conecte-se. “Networking não é algo em que só um dos lados sai beneficiado, é uma via de mão dupla”.

Isso significa que, com ou sem pandemia, é importante se colocar à disposição do outro sem esperar nada em troca. O que também significa se despir de preconceitos e lembrar que não há cargo, empresa ou área de atuação que determine o valor de uma pessoa.

Apostar em conteúdo relevante e útil sobre a sua área de atuação também continua valendo. “É importante usar as redes sociais para compartilhar pontos de vista e informações que agreguem algo para os seus contatos”, diz Andrea. “Fazer conteúdo é uma forma de criar pontes com outros profissionais que estão com dúvidas ou buscam conhecimentos sobre a sua área de atuação”.

Investir nas estratégias “clássicas” ajuda não só a preservar antigos contatos como também a inaugurar conexões com profissionais que você nunca chegou a conhecer no mundo pré-Covid.

A última regra de ouro que não mudou com a pandemia: quem não é visto não é lembrado. “O que muda é que agora precisamos nos expor ainda mais, afirma Maurício, do Clube do Networking. Segundo ele, é preciso marcar (ainda) mais presença nas redes sociais, participar de grupos e fóruns online e impulsionar a sua marca profissional na internet.

Alguns erros também permanecem “clássicos”…mas suas consequências podem piores

Os especialistas com que conversei foram unânimes na descrição dos erros mais comuns do networking: ligar só para pedir favor, entupir a caixa de e-mail alheia com “propagandas” suas, tentar vender o seu produto no primeiro contato, ligar em horários inadequados, ser egocêntrico, falar apenas de si e não se interessar pelo outro. Essas sempre foram e continuam sendo práticas a evitar.

O detalhe é que o distanciamento físico forçado pela pandemia e pode incrementar os efeitos nocivos desses deslizes para a sua imagem profissional. Isso porque a comunicação se tornou 100% digital — portanto, muito mais suscetível a desencontros frequentes e duradouros.

O maior risco está em tentar usar a internet para fazer uma “comunicação em massa”, diz Laís, da LIDE Futuro. “Não há nada mais falho que as comunicações ‘Ctrl+C, Ctrl+V’, que demonstram claramente a falta de interesse e cuidado na tentativa de construir esse contato”, diz ela. “Existem aquelas pessoas com que estamos começando a construir um relacionamento e do nada vamos parar na sua lista de transmissão do WhatsApp, uma enxurrada de informações então começa a ser enviada, em larga escala, sem saber se aquilo interessa a todos os destinatários”.

Em resumo: qualquer estratégia que trate as pessoas como massa será ineficaz na construção de relacionamento. “Um passo mal pensado e acelerado demais neste momento não só impede o avanço, mas fecha uma porta”, diz Laís. O pior erro é esquecer que, longe ou perto de você, há um ser humano do outro lado.

Fonte: LinkedIn

23 jun
Descubra como tecnologia e empreendedorismo são aliadas ao sucesso

Sebastião Gomes tem 61 anos e herdou do pai uma loja que conseguiu construir. Faz dela até hoje seu próprio negócio e segue vendendo os mesmos produtos artesanais de outrora. O que mudou, no entanto, foi a forma de administrar as vendas. “Antes, era tudo no papel. Agora vai tudo pro celular ou computador”, afirma o empreendedor sobre o uso dos novos recursos da tecnologia.

Ele, que vende produtos de couro em geral, como bolsas, sapatos e chapéus, explica que a internet lhe deu mais opções para aumentar seu rendimento. A investida tem feito seu negócio render financeiramente ainda mais e, com a ajuda de seu filho, Sebastião adere a ferramentas como Facebook, Instagram e Google ADS.

Liana Silva, de 36 anos, também é dona de um negócio. Ela explica que tem começado a aderir aos poucos a algumas tecnologias e que isso vai de acordo com as suas necessidades. “Não dá para investir em tudo. Mas a gente precisa se atualizar mesmo”, afirma.

Ela revela que antes só vendia seus produtos artesanais à vista, mas com chegada do “dinheiro de plástico” precisou ter uma maquineta. “Nem todo mundo queria pagar à vista e eu tava começando a perder vendas. Por conta disso, resolvi  comprar uma maquineta e isso me ajudou bastante”, garante a microempreendedora.

Tecnologia e vendas juntas

As histórias de Sebastião e Liana coincidem com as de vários empreendedores e microempresários que visam continuar no mercado em meio às instabilidades financeiras. A grande novidade do mundo atual é que a tecnologia e as vendas estão diretamente ligadas em um vínculo que deve se fortalecer com o tempo.

O fato é que o mundo interconectado exige que os vendedores se atualizem e mudem a sua forma de empreender. Nesse sentido, a tecnologia tem se mostrado cada vez mais como grande benefício capaz de auxiliar na performance empresarial e alcance de resultados.

Velhas empresas, novos caminhos

Muitos profissionais, no entanto, ainda resistem a tais mudanças. Para muitos, isso se deve à dificuldade em entender o que deve ser feito para alcançar um resultado mais positivo. É aí que se faz necessária a atualização para aprimorar o que já existe, inovar com novas formas de vendas e manter uma boa relação com o público-alvo.

Agregar tecnologia ao negócio permite novas formas de contato com o cliente, inovações de dinâmicas para entender suas preferências e até mesmo boas estratégias para tomar decisões com precisão.

Dê boas vindas ao sucesso com negócios online!

Alguns recursos resultantes da tecnologia surgem como fortes aliados. Conheça alguns deles:

  • Uso de aplicativos – Serve para facilitar a comunicação, gerenciamento e otimização de tempo. Essas são algumas das vantagens que ferramentas e aplicativos visam auxiliar. As funções de algumas ferramentas podem otimizar de forma direta ou indireta os processos internos da empresa.  E o que é melhor, o negócio pode ser acompanhado remotamente.

  • Loja virtual – Uma loja virtual ganha a vantagem de estar sempre aberta, seja de madrugada ou em feriados.Chega também como um “plus” no quesito em fornecer serviços que trazem comodidade a clientes de rotina corrida e não conseguem fazer compras em horário comercial. Uma loja virtual é a forma mais prática de expandir o negócio, no intuito de torná-lo ainda mais conhecido.

  • Marketing de conteúdo- Essa é uma das mais eficazes formas de consolidar a marca no mercado e conquistar mais clientes. Apostar no marketing de conteúdo é uma alternativa para divulgar produtos ou serviços, promover o engajamento do seu público-alvo, melhorar a presença digital da sua empresa, além de abrir espaço para a ampliação do networking.

  • Ferramentas de gestão empresarial- São as ferramentas que permitem uma melhor organização e otimização da equipe e de seu trabalho como gestor. Assim como os aplicativos que mencionamos acima, existem softwares capazes de facilitar o controle de setores como: estoque, vendas, relatórios e vários outros.

De uma maneira geral, é preciso cuidado e atenção no atendimento tanto presencial quanto remotamente. A tecnologia veio para ficar e nos auxiliar, mas o bom e velho toque humano permanece sendo essencial para um relacionamento próximo com clientes.

08 jun
A volta às aulas na China pós-quarentena pelo relato de uma brasileira

Rebecca Steinhoff, que vive com a família no país, conta como foi a readaptação da escola à nova realidade de distanciamento e higiene

Estudantes fazem distanciamento social ao hastearem a bandeira chinesa na escola, em Taiyuan. A retomada das aulas presenciais no país começou em abril. Foto: China News Service via Getty Images

Moramos na China há seis anos e meio, na cidade de Changzhou, na província de Jiangsu. A cidade tem cerca de 6 milhões de habitantes, fica a 700 quilômetros de Wuhan e a uns 200 quilômetros de Xangai. Ainda assim, é considerada uma cidade de interior. Meu marido, Rafael, trabalha em uma empresa que tem negócios de importação com a China e, como ele passava mais tempo aqui do que no Brasil, decidimos nos mudar para cá com nossas duas filhas no Natal de 2013. Na época, Sarah estava com 5 anos e Valentina com 3.

Hoje, Sarah cursa o quinto ano e Valentina o quarto, em uma escola tradicional chinesa — elas duas são as únicas estrangeiras. A escola fica dentro de um condomínio e é de graça para quem mora lá. Nós pagamos uma taxa equivalente a cerca de R$ 150 por mês por aulas no período integral, das 7 horas às 16 horas. Ao todo, são 2.400 alunos. O ano letivo começou em setembro do ano passado e estava tudo indo muito bem, até a tradicional pausa por causa do Ano-Novo Chinês, quando as pessoas costumam viajar e se deslocar muito. É o principal feriado do país. Até então, em dezembro, não se falava muito sobre o novo coronavírus.

No começo de janeiro, quando os casos começaram a se espalhar, ficamos preocupados e compramos muita comida e máscaras. O álcool já estava em falta. Imediatamente foi decretado lockdown em nossa cidade — estava tudo fechado, apenas farmácia e supermercados abertos. Parecia um apocalipse. Aqui em Changzhou, os condomínios são como prefeituras e têm o poder de ditar normas. O nosso tem três prédios e cerca de 30 casas. Foi proibida a entrada de visitantes e determinado que apenas uma pessoa da família poderia sair para supermercado ou farmácia durante duas horas por dia. Éramos, e ainda somos, obrigados a usar máscara e medir a temperatura antes de sair do condomínio. Recebemos um cartão onde está carimbado o horário que saímos e temos de voltar dentro de duas horas. E medir a temperatura de novo.

Era previsto que as aulas voltassem no meio de fevereiro, mas, em razão da pandemia, foram substituídas por aulas on-line. Ficamos 65 dias em lockdown absoluto. Até que, com o controle dos casos, as medidas extremas foram afrouxando. Meu condomínio, por exemplo, liberou as pessoas para saírem de casa por mais do que duas horas, mas receber visitas está proibido até hoje. Existe um controle intenso da movimentação das pessoas.

Quando nossa cidade zerou o número de novos casos, a vida foi voltando ao novo normal, com restaurantes reabrindo, comércio, lojas, shoppings. Mas, quando recebi o comunicado de que as aulas presenciais seriam retomadas, fiquei tensa, chorei e não queria mandar as meninas para a escola. Cogitamos não mandá-las nos primeiros 15 dias — com a ideia de que, se algo mais sério acontecesse, seria nesse período —, mas depois avaliamos que, se elas não voltassem, isso não seria muito bem-visto pela comunidade e minhas filhas poderiam sofrer algum tipo de bullying, ainda mais por serem estrangeiras. Seria como se nós não confiássemos na segurança da escola. Aqui na China, se a criança falta a um dia de aula, a escola liga para saber a razão.

Com o comunicado de volta às aulas veio uma lista de acessórios de higiene que as crianças precisam levar todos os dias e que eu apelidei de “kit pandemia”: uma toalha de rosto; uma toalha para colocar embaixo da bandeja de comida, pois agora as refeições são feitas na sala de aula; lenço de papel; lenço umedecido; um frasco de álcool em gel; um frasco de álcool em spray; saco de lixo; talheres para o almoço; e máscaras para trocar durante todo o período. As de tecido são proibidas, e os alunos precisam usar os modelos N95 ou a máscara cirúrgica, todas descartáveis.

“Mesmo a escola sendo desinfetada todos os dias, as crianças precisam limpar com álcool sua mesa e cadeira antes de sentar. As salas passaram a ter mesas individuais. Os amiguinhos não podem tirar a máscara nem ter qualquer contato físico entre si”

O rigor com a segurança das crianças começa antes mesmo de sair de casa. Tenho de medir a temperatura das meninas e informar por meio do QR code do aplicativo do colégio. Até 36,9 graus as crianças podem ir para a escola, se der 37 a recomendação é ficar em casa. Antes da pandemia, os pais podiam entrar no condomínio onde fica a escola para deixar as crianças na porta. Agora, não mais — foram organizadas filas do lado de fora, e as crianças entram sozinhas. Antes de entrar, no entanto, elas passam pelo scanner de temperatura corporal para uma nova checagem.

Mesmo a escola sendo desinfetada todos os dias, as crianças precisam limpar com álcool sua mesa e cadeira antes de sentar. As salas com cerca de 45 alunos foram reorganizadas. As mesas eram duplas, agora são separadas e ficam mais distantes umas das outras. Os amiguinhos não podem tirar a máscara nem ter qualquer contato físico entre si. Antes que digam que é um absurdo, as crianças sabem que isso não será para sempre e estão seguindo as novas regras sem estresse.

Durante o dia, a professora volta a medir a temperatura dos alunos — repete isso pelo menos três vezes. Se alguma criança medir mais do que 37,1 ela é retirada da sala até a temperatura baixar. Se chegar a 37,8, ela é encaminhada para o ambulatório da escola. É a professora quem faz a troca das máscaras dos alunos: com luvas, ela retira e descarta a máscara para que a criança não leve as mãos ao rosto. Tudo com muito cuidado. A Sarah já mediu mais do que 37 graus e foi retirada da sala algumas vezes. As aulas de educação física também foram adaptadas — a caminhada substituiu a corrida, pois as crianças não podem correr usando máscara.

Também não podem mais jogar futebol, mas podem pular corda. Nos primeiros dias de volta às aulas, as professoras explicaram tudo sobre o vírus, os riscos, o que está acontecendo aqui e no mundo. E explicaram também o porquê de todo aquele rigor nos procedimentos, a importância de medir a temperatura e o que fazer caso algum colega apresentasse febre. As professoras falaram até mais do que nós contamos para as crianças. E elas chegaram em casa muito tranquilas, sem medo, sem pânico.

Além do rigor dentro da escola, a cada 15 dias nós temos de mandar um relatório para o colégio com os dados da temperatura de todos em casa, se saímos da cidade ou do país, se tivemos contato com alguém infectado, se tivemos algum sintoma. São dezenas de perguntas para que eles tenham total controle do ambiente das crianças. Apesar de meu desespero inicial, elas adoraram voltar para a escola e entenderam que esse controle é necessário. No dia 15 de maio completou um mês do início das aulas dentro desse “novo normal”. Já não estou mais neurótica, me sinto segura e bem mais tranquila.

Por Época 

05 jun
Como sobreviver ao eterno ‘home office’

Vestir uma roupa como se de fato fôssemos ao escritório e diferenciar vida profissional e privada são dois aspectos fundamentais para que o trabalho em casa seja uma experiência positiva.

 

Imagem: SR GARCÍA

O home office veio para ficar. Embora o confinamento termine, muitos empregados não voltarão ao escritório. Trabalharão em casa ou no lugar onde estiverem. Antes de a covid-19 ter entrado em nossas vidas, a porcentagem de pessoas que faziam home office diariamente na Espanha mal superava os 4%, segundo o Eurostat.

É provável que o número de trabalhadores que se juntarão a essa nova rotina será muito maior quando estes tempos estranhos terminarem, por decisão das empresas ou dos próprios profissionais. Trabalhar em casa tem suas vantagens: poupamos tempo e gastos no deslocamento e desfrutamos de maior flexibilidade horária.

No entanto, para algumas pessoas isso pode ser um fardo, e não apenas pelas dificuldades que podem encontrar em casa com a família. Podemos nos acostumar com o home office e até tirar proveito dele se soubermos incorporar alguns hábitos simples, como reconhecem os profissionais que estão há anos nessa dinâmica.

O primeiro passo é organizar nossa agenda como se estivéssemos no escritório. Temos que revisar quais são as coisas importantes que devemos fazer, mas sem nos esquecer de reservar um tempo para responder e-mails, pensar ou comer tranquilamente. Muitas organizações caem no risco da reunionite digital, ou seja, o excesso de reuniões ou de chamadas telefônicas a qualquer hora e o consequente estresse.

“Como não existe a barreira ou a desculpa das viagens ou das reuniões presenciais, supõe-se que todos podem se reunir a qualquer momento, mas não é assim”, diz o diretor de uma empresa de telecomunicações. Precisamos aprender a gerenciar nosso tempo e estabelecer limites para que nossa jornada não seja de 24 horas. Se queremos ser produtivos, precisamos descansar e trabalhar de maneira saudável.

Outro ponto fundamental para viver melhor o home office é incorporar hábitos simples para que nossa mente aprenda a passar do modo trabalho ao modo vida pessoal. Por um lado, devemos escolher um espaço para trabalhar, mesmo que seja no canto de uma mesa se nossa casa for muito pequena. Por outro lado, “precisamos nos vestir como se esperássemos uma visita”, explica Javier de Alfonso, empreendedor da vocesenlared.com, que faz home office desde 1995. Com estes dois passos simples conseguimos que nossa cabeça aprenda a desconectar do trabalho sem precisar sair de casa.

As relações pessoais também serão afetadas pelos novos hábitos. Não será tão fácil tomar um café com os colegas ou uma cerveja depois do expediente. No entanto, existe a possibilidade de gerar novas relações de maneira digital. Silvia Carrillo, especialista sênior de marketing da SAP, uma empresa de tecnologia que incentiva o home office entre seus funcionários há quase duas décadas, afirma que esse modelo facilita o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. “Quando cheguei, nenhum colega da minha equipe estava na Espanha.

Meu ambiente de trabalho passou a ser 100% virtual.” Carrillo diz que essa circunstância obriga a se comunicar “de outra forma”. Trata-se de sermos mais expressivos nas mensagens escritas para que o emissor capte bem o conteúdo. Também são organizados eventos na SAP para fazer com que as pessoas se sintam mais próximas. Por exemplo, são realizadas comemorações por ocasião do Natal ou do Halloween, quando todos se fantasiam ou buscam algo para surpreender os colegas. “Outro dia organizaram uma festa surpresa para uma colega norte-americana que ia ter um filho, um chá de bebê”, explica Carrillo.

Foi uma reunião virtual, durou menos de uma hora e mais de 50 pessoas participaram. Entre outras coisas, foram organizados jogos digitais. Em um deles os funcionários tinham que adivinhar o preço de alguns produtos infantis ou reconhecer quem era quem através de fotografias que mostravam aos colegas de quando eram pequenos. São alguns exemplos de iniciativas que podem substituir a necessidade de proximidade entre os colegas e que podem ser compatibilizadas com as carregadas agendas de trabalho.

Para que o home office tenha o sucesso desejado é necessário que conviva com as experiências presenciais. Às vezes, a inércia pode nos levar a ficar em casa, mas temos que nos forçar a sair nos fins de semana, ver os amigos e ter certas rotinas de esporte ou de caminhadas diárias. O trabalho é uma parte importante de nossa vida e pode ser gratificante se desfrutarmos das vantagens de trabalhar em casa.

 

Cinco dicas para neófitos em um novo modelo de home office

• Organizar a agenda, reter o que é importante e dedicar tempo a outras atividades relevantes. Não cair na reunionite virtual, ou seja, chamadas a qualquer momento do dia.

• Definir truques para diferenciar muito bem o modo trabalho do modo vida pessoal quando estivermos em casa.• Gerar novas interações com os colegas.

• Devemos continuar nos encontrando de maneira virtual.• Ver os amigos, se obrigar a sair de casa nos fins de semana… É preciso criar vida para além da tela do computador ou do telefone celular.

• Tomar consciência e desfrutar das vantagens que o home office oferece: flexibilidade, economia de gastos e de tempo no transporte e maior liberdade para compatibilizar as atividades familiares.

Por: El País

01 jun
US colleges urged to sharpen online teaching for next year

Improving remote learning may be smartest move universities can make, quality chief advises

While publicly dangling possibilities and preparations for campus reopenings, US colleges must keep a serious internal focus on strengthening their remote learning options, their chief quality assurance advocate is warning.

US colleges appear to be making good progress towards online proficiency, said Judith Eaton, president of the Council for Higher Education Accreditation. But the former chancellor of the Minnesota State Colleges and Universities system added in an interview: “This is an opportunity to develop. From my perspective, there are several things that need to be addressed as we’re going forward.”

A small but growing number of US colleges and universities have already acknowledged that they will spend at least part of the fall semester without their students on campus.

Yet even as medical professionals have expressed scepticism about the safety of holding large gatherings in coming months, the majority of institutions outwardly have been putting more emphasis on their ideas for reopening their campuses – with details of physical distancing and facilities disinfecting – than on their strategies for improving the online educational experience.

In a conference call with Mike Pence, the US vice-president, and Betsy DeVos, the US education secretary, several university presidents reportedly emphasised their hopes for legal protections in the likely event that their reopened campuses spread coronavirus infections.

Dr Eaton said of online options: “We don’t know for sure, but it’s starting to look like we’re going to need to be more reliant on that in the fall.”

For colleges, however, the urgency of resuming in-person instruction is clear. Many students have been demanding it and have been threatening to skip the autumn semester or to press for substantial tuition fee reductions if their only options are online. Institutions of all sizes have been warning of serious financial troubles if that happens, with hundreds already beginning to make salary or staffing cuts.

Yet establishing a high-quality online operation – covering the full range of academic and administrative needs – demands dedicated commitment, said Paul LeBlanc, president of Southern New Hampshire University, whose 140,000-student operation is almost entirely remote.

“To do online well, and to mount a major effort, requires investment at the precise moment that they don’t have the resources,” said Dr LeBlanc, a leading expert who is being besieged by other institutions’ requests for advice.

One of the most serious threats to almost any US university under financial stress is the potential loss of accreditation, which the US Education Department requires for an institution’s students to be eligible for federal loans and grants.

The department has been waiving or extending many accreditation-related deadlines and requirements for in-person instruction, and the accrediting agencies whose judgement it officially recognises have been postponing inspection visits or conducting some aspects remotely.

But according to Dr Eaton, it is not clear how strictly accreditors will treat any online programmes that, by the autumn, remain little more than teachers talking to their students over Zoom or similar platforms.

Such questions are only beginning to be raised by accrediting agencies in their group discussions, said Dr Eaton, whose association serves as their umbrella advocacy organisation. “We’re just starting to get into this area,” she said.

Dr Eaton said she had no comment on the quality of online instruction in the current spring semester, when colleges and universities were quickly forced to shut campuses by the surprise spread of the coronavirus.

But by the fall, she said, “the academic experience needs to be a robust one – it needs to be fully engaged; it needs sophisticated platforms; it needs creativity in offerings; it needs in-depth counselling, advising, academic support for students.”

Dr LeBlanc said those institutions and students with the least resources would suffer the most in the transition. “One of the things we’re seeing with the pandemic is a very sharp light being cast on privilege and inequity,” he added. “And that’s certainly true of higher education right now.”

Nevertheless, some federal policies may be making that problem even worse. Congressional Democrats have been criticising Ms DeVos for actions that they claim include garnishing the wages of student loan borrowers during the pandemic, and directing institutional relief money towards colleges she favours, and away from those serving undocumented immigrants.

 

By: The World University Rankings

23 maio
Coronavírus: quem está ganhando dinheiro com a epidemia

A disseminação do novo coronavírus tem causado um terremoto nos mercados globais nos últimos dias, mas algumas empresas têm, pela natureza de seus negócios, conseguido ir bem nas bolsas com a crise.

Entre elas, estão empresas que fabricam vacinas, desinfetantes e máscaras, mas também as que têm como foco os serviços remotos ou de entrega.

Laboratórios farmacêuticos e empresas de biotecnologia que estão realizando ensaios clínicos para desenvolver uma vacina específica contra esse vírus dispararam nas bolsas.

As ações da Inovio Pharmaceuticals dobraram de valor depois que a empresa anunciou que iniciará testes clínicos de sua vacina em humanos no próximo mês nos Estados Unidos.

Mas há outras empresas que se beneficiaram indiretamente da disseminação do vírus, como as provedoras de teleconferência, educação e entretenimento online, já que alguns países, como Japão e Itália, fecharam escolas e algumas empresas, como o Google e Twitter, pediram que seus funcionários trabalhem de casa.

Ilustração do coronavírusDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEntre as empresas que se beneficiaram com a disseminação do coronavírus, estão as que fabricam vacinas, desinfetantes e máscaras

Em diferentes partes do mundo, as pessoas optam por evitar locais públicos, à medida que os casos de pessoas infectadas (cerca de 90 mil no mundo) e as mortes (mais de 3 mil) aumentam, de acordo com o relatório mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para dar conta dessa nova realidade, a empresa de investimentos MKM Partners criou um “índice de ficar em casa”, cujo objetivo é acompanhar a trajetória de empresas que se beneficiam da disseminação do vírus.

No entanto, mesmo as empresas que ganham com a crise da saúde não estão livres de turbulências repentinas, já que os desdobramentos da situação surgem a todo momento.

E nem o corte de meio ponto nas taxas de juros anunciado na terça-feira (03/03) pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, conseguiu reverter significativamente o pessimismo nos mercados.

Em meio à incerteza, segue uma lista de empresas que demonstraram uma tendência positiva.

Serviço de teleconferência na ChinaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAs empresas que prestam serviços de teleconferência, saúde e educação online foram beneficiadas

As empresas que fornecem serviços de teleconferência, saúde e educação online foram beneficiadas.

Inovio: o valor de suas ações mais que dobrou desde o início da epidemia. Sua vacina, chamada INO-4800, foi desenvolvida usando DNA de vírus em vez do método tradicional que funciona com base em experimentos com vírus inativados.

Moderna: as ações subiram 42% quando a empresa anunciou o envio de uma vacina experimental contra o coronavírus ao Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas nos Estados Unidos para ensaios clínicos em seres humanos.

Novavax: quando relatou o progresso de sua pesquisa em busca de uma vacina há algumas semanas, suas ações subiram imediatamente 20%.

Regeneron Pharmaceuticals: trabalhando no desenvolvimento de um tratamento para o coronavírus, foi uma das empresas do índice S&P 500, de Wall Street, que teve um aumento de 10% no preço de suas ações na semana passada, enquanto o restante dos papéis caiu acentuadamente na pior semana dos mercados globais desde a crise de 2008.

Top Glove: maior fabricante mundial de luvas médicas.

K12: especializada em serviços de educação online para crianças. Na semana passada, suas ações registraram um salto de 19%.

Zoom Video: fornece serviços de videoconferência para empresas.

Teladoc: seu serviço é conectar pacientes e médicos online. Suas ações subiram quase 10% na semana passada e 50% até agora este ano.

Netflix: as ações da empresa registraram alta nos últimos dias. Até agora neste ano elas acumulam um aumento perto de 15%.

Cientista de laboratório de Moderna, Estados Unidos.Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionInvestidores estão apostando em empresas que desenvolvem vacinas e serviços para quem não pode sair de casa

No índice “fique em casa”, a MKM Partners incluía o Facebook, a desenvolvedora de videogames Activision Blizzard, a fabricante de equipamentos de ginástica Peloton e o serviço de entrega de alimentos GrubHub , além da Netflix e da Amazon.

Em um relatório, a empresa de investimentos diz que está prestando atenção aos produtos ou empresas que “poderiam se beneficiar potencialmente em um mundo de indivíduos em quarentena”.

Os analistas do UBS Global Wealth Management publicaram que as empresas dedicadas ao comércio eletrônico ou à entrega de alimentos podem experimentar um aumento em seus usuários, pois as pessoas evitam sair de casa.

Gel desinfetante de mãosDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionNos Estados Unidos, a venda de desinfetantes para as mãos aumentou em 70%

Vendas de desinfetantes para as mãos disparam

A demanda por desinfetantes para as mãos está aumentando em diferentes partes do mundo.

Segundo dados publicados na terça-feira pela empresa de pesquisa de mercado Kantar, as vendas de desinfetantes para as mãos no Reino Unido registraram um aumento de 255% em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Nos Estados Unidos, a venda de desinfetantes para as mãos aumentou em 70%.

Algumas redes de farmácias americanas impuseram um limite de vendas de dois desinfetantes por cliente.

CoronavírusDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionBrasil já tem quatro casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus

Os consumidores asiáticos também passaram a estocar produtos de higiene pessoal após o surto e na Itália, onde há mais de 2 mil casos, a venda de sabonetes disparou.

Por outro lado, as ações da empresa 3M, que fabrica máscaras entre outros produtos, tiveram comportamento irregular, apesar de o governo dos EUA ter anunciado um novo contrato com a companhia.

 

Publicado por: BBC Brasil

06 maio
Coloca o fone e mantenha-se informado

5 podcasts para ficar atualizado

Imagina o tanto de tempo que você usa diariamente lavando as louças, fazendo o almoço, arrumando a casa, dando banho no cachorro, tomando banho e preso no trânsito? Agora imagina usar esse tempo valioso para manter-se informado com os mais diversos assuntos? Os podcasts estão com tudo e são uma forma de absorver conteúdos de forma prática e dinâmica.

Muitas pessoas não têm tempo para ler posts, ebooks e assistir vídeos, ou então estão sobrecarregados do trabalho e faculdade e precisam ser mais dinâmicas. Independente do contexto, estar sempre e informado com assuntos relevantes é fator de crescimento pessoal e profissional. Os podcasts vêm como uma solução em meio a correria do dia a dia e abrem inúmeras possibilidades de expansão de conhecimento.

Mas afinal, o que é um Podcast?

Podcast é um material entregue na forma de áudio, muito semelhante a um rádio. A diferença é que fica disponível para escutar quando quiser e não é um programa ao vivo.

Eles ser dos variados temas e abordagens, que servem coma uma nova maneira de entregar conhecimento. Eles são práticos, gratuitos, podem ser escutados em qualquer lugar.

Os podcasts podem ser ouvidos em aplicativos de plataforma de streaming de áudio (Spotify, Sound Cloud e Deezer), aplicativos agregadores de podcasts (Podcast & Radio Addict, Pocket Casts, WeCast, Overcast), bem como online no site de quem está produzindo o material, em alguns casos.

Por isso, nós do iCEV listamos alguns podcasts que tratam de assuntos relevantes que irão contribuir para você aprender mais e criar um repertório extenso de informação e conhecimento. Agora é só colocar o fone.

Café da Manhã

O Café da Manhã é um podcast do jornal Folha de São Paulo, que apresenta de forma rápida e pontual aquilo que você precisa saber antes de começar o seu dia.
Os episódios vão ao ar de segunda a sexta-feira, com duração média de 30 minutos.

 

 

 

 

Durma com essa

É o podcast do Jornal Nexo, trata do fato mais instigante do dia e vai ao ar no fim da tarde, começo da noite, abordando acontecimentos do Brasil e do mundo.
Os episódios vão ao ar de segunda a quinta-feira, com duração média de 15 minutos.

 

 

 

 

Mamilos

O Mamilos é um podcast que discute temas atuais e, na maioria das vezes, muito polêmicos, mas apresentando diferentes argumentos e visões sobre economia, política, comportamento, educação, ciência, saúde e outros.
Os episódios vão ao ar toda sexta-feira, com duração média de 90 minutos.

 

 

 

 

Braincast

Traz temas atuais e com foco, principalmente, em assuntos relacionados a criatividade, inovação, tecnologia, negócios, cultura digital e entretenimento.
Os episódios vão ao ar toda quinta-feira, com duração média de 90 minutos.

 

 

 

 

Nerdcast

Une informação e entretenimento, com assuntos como empreendedorismo, história, ciência, cinema, quadrinhos, literatura, tecnologia, games e outros.
Os episódios vão ao ar toda sexta-feira, com duração média de 90 minutos.

09 abr
Qual é a diferença entre surto, epidemia, pandemia e endemia ?

Segundo a OMS , estamos vivendo uma pandemia. Assim também foram denominadas a gripe espanhola e a gripe suína.  Saiba a diferença das classificações:

Surto

Acontece quando há um aumento inesperado do número de casos de determinada doença em uma região específica. Em algumas cidades, a dengue, por exemplo, é tratada como um surto e não como uma epidemia, pois acontece em regiões específicas (como um bairro).

Epidemia

Uma epidemia irá acontecer quando existir a ocorrência de surtos em várias regiões. A epidemia a nível municipal é aquela que ocorre quando diversos bairros apresentam certa doença, a nível estadual ocorre quando diversas cidades registram casos e a nível nacional, quando a doença ocorre em diferentes regiões do país. Exemplo: Em fevereiro deste ano, vinte cidades haviam decretado epidemia de dengue.

Pandemia

A pandemia, em uma escala de gravidade, é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se estende a níveis mundiais, ou seja, se espalha por diversas regiões do planeta. Em 2009, a gripe A (ou gripe suína) passou de uma epidemia para uma pandemia quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a registrar casos nos seis continentes do mundo. E em 11 de março de 2020 o COVID19 também passou de epidemia para uma pandemia.

Endemia

A endemia não está relacionada a uma questão quantitativa. É uma doença que se manifesta com frequência e somente em determinada região, de causa local. A Febre Amarela, por exemplo, é considerada uma doença endêmica da região norte do Brasil.

 

08 abr
7 coisas que as pessoas mentalmente fortes evitam fazer

Torne-se seu próprio treinador de força mental

Ninguém é imune a tempos difíceis. Mais cedo ou mais tarde, a vida vai lhe dar algumas bolas curvas. Como você reage a essas situações diz muito sobre você.

Bons hábitos mentais e uma visão positiva da vida permitem que a força mental se desenvolva. Você pode se tornar muito mais forte do que pensa.

Existem algumas coisas que pessoas mentalmente fortes simplesmente não fazem, como:

Envolver-se em conversas negativas

O diálogo interno negativo é onde a sua ruína começa. Drena seu espírito e sua confiança. Imagine ter alguém que o seguisse o dia todo e sussurrasse coisas negativas em seu ouvido incessantemente. Isso deixaria você louco. O diálogo interno negativo também o deixa louco.

Repetir erros

Erros rapidamente se tornam hábitos.  Você tem um amigo que sempre procrastina até o último minuto e sofre repetidamente por isso?

Desistir diante do desconforto

As pessoas mentalmente fracas cedem ao desconforto mais rapidamente do que aquelas que são mentalmente fortes. Lidar com o desconforto pode impedir que você gaste dinheiro que não deveria.

Concentrar-se em qualquer coisa fora de seu controle

Qual é o ponto de se preocupar com coisas que você não pode controlar? É uma perda de tempo, energia e foco. Reconheça o que você pode e não pode controlar.

Ruminar o passado

Talvez você devesse ter escolhido uma faculdade melhor, ou um cônjuge diferente, ou ter pedido a paixão do ensino médio pelo baile. Acabou e você não está se saindo bem com seu arrependimento.

Evitar a verdade

Pessoas mentalmente fortes podem lidar com a verdade e buscam a verdade. Pessoas mentalmente fracas evitam a verdade. Em vez disso, eles buscam conforto.Você não pode melhorar a si mesmo ou tomar boas decisões sem ter um bom entendimento da verdade.

Evitar a responsabilidade

Pessoas mentalmente fortes querem assumir a responsabilidade por seus resultados na vida. Se você é responsável, pode melhorar. Se a culpa é de outra pessoa, você é apenas uma vítima e tem menos chances de tomar uma ação produtiva.

Fonte: Medium

Tem uma pergunta?
Nós estamos aqui para ajudar. Envie-nos um e-mail ou ligue-nos para (86) 3133-7070
Entrar em contato!
© 2017 iCEV Instituto de Ensino Superior