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28 mar
7 novas profissões que surgirão com o Metaverso

Essas novas profissões apenas a superfície. Existem diversas outras que surgirão e já estão surgindo.

 

A principal dificuldade ao falar sobre o metaverso é que ele ainda não existe, mas com certeza os investimentos das gigantes de tecnologia nesse projeto mudarão essa situação em pouco tempo.

Loucura para uns e realidade para outros, a verdade é que cada vez mais empresas — e até mesmo governos — estão investindo na criação desse novo mundo.

Metaverso já é tendência e realidade em várias empresas, como Nvidia e Microsoft. Imagem: Divulgação/Microsoft

No entanto, o fato é que o metaverso exige mais conhecimentos de algumas áreas do que as profissões e no-hall, ou seja, pessoas com domínio prático técnico de um assunto, do que temos hoje.

Em outras palavras, como você perceberá ao longo do texto, essa nova tecnologia está criando algumas das profissões que nossos filhos e netos irão trabalhar.

Ignorar as mudanças pode ser letal.

O que é metaverso?

Ao contrário do que muitos acham, o metaverso está longe de só ter utilidade para tornar jogos mais divertidos. Por esse motivo, antes de ficar por dentro das novas profissões que a tecnologia irá criar, é importante ter bem claro do que se trata o metaverso.

Primeiramente, não é novidade que, de fato, o metaverso ganhou enorme popularidade em 2021. No entanto, o termo é mais antigo do que pode se pensa.

O metaverso foi colocado em pauta pela primeira vez em 1992, a partir do autor Neal Stephenson. Ele descreveu a tecnologia sendo um mundo virtual 3D vivido através de avatares de pessoas reais.

Confuso? A imagem abaixo, divulgado pelo “Microsoft Teams” lançado no evento Ignite 2021, ajuda a exemplificar.

Microsoft quer entrar no metaverso com avatares 3D no Teams | Downloads | TechTudo

Microsoft Teams terá reuniões virtuais em ambientes 3D — Foto: Divulgação/Microsoft

Resumidamente, uma vez que é um “universo imersivo 3D”, a tecnologia une reúne três tipos de realidade: a virtual, a aumentada e a mista.

Antes de prosseguir, confira algumas definições rápidas: 

  • Realidade Virtual (VR): é um ambiente totalmente artificial, onde há imersão total em um ambiente virtual.
  • Realidade aumentada (AR): diferente da VR, aqui os objetos virtuais sobrepostos ao ambiente do mundo real. Ou seja, o mundo real é aprimorado com objetos digitais. Um ótimo exemplo é o famoso game Pokémon Go.
  • Realidade mista (MR): trata-se de um ambiente virtual combinado com o mundo real. Em outras palavras, ele une as tecnologias VR + AR, tornando possível interagir com o mundo real e um ambiente virtual.

Um exemplo de MR foi uma feira de automóveis, realizada na cidade de Fortaleza – CE. Nela, o visitante era capaz de fazer um passeio virtual com o uso dos óculos VR. O dispositivo era conectado a um celular, unindo o ambiente atual com elementos virtuais. Com isso, ao passar por determinadas localidades da cidade o usuário era capaz de sentir os aromas dos lugares visitados.

Bom, e o metaverso com isso? É que ele é uma realidade Estendida (XR), uma mistura de todos os itens acima. Confuso? Veja só: diferente da realidade mista, no metaverso é realmente como se o mundo real fosse um imersivo em 3D!

Pegando como exemplo o Microsoft Teams, no metaverso os avatares podem pegar emprestado a voz do participante e reagir com os mesmos movimentos da boca enquanto a pessoa fala.

Veja alguns casos do que pode ser considerado metaverso:

  • Imersão em diferentes mundos;
  • Quebra de barreiras geográficas com interação por avatares 3D;
  • Realização “físicas” de coisas que só estão no imaginário;
  • Espaços virtuais nos quais você pode construir cenários e interagir com pessoas;
  • Experiência sensorial de estar em algum local do qual você realmente não se encontra.

O uso crescente dessas tecnologias exigirá adaptação dos profissionais e das empresas, além de demandar novos conhecimentos, habilidades, condutas e dinâmicas sociais. Com tantas novidades, muitos podem sentir até mesmo insegurança sobre o futuro do próprio trabalho e da própria profissão.

Quais são as profissões específicas que o metaverso está criando?

Agora que já entendeu as principais mudanças que a inovação envolve, confira algumas das profissões que estão sendo criadas pela demanda da tecnologia:

1. Desenvolvedor de ecossistemas:

O Metaverso não surgirá por conta própria, por pura boa vontade do tipo Zuck. Como é de se imaginar, o desenvolvedor metaverso será o grande responsável pela construção de um ecossistema imersivo 3D.

Aqui se inclui desenvolvimento de leis, regulamentos, diretrizes… de fato, é realmente como se fosse criado tudo que existe no mundo real. A profissão não é nada fácil. Podemos comparar tamanha dificuldade com a que a indústria automobilística tem enfrentado na transição para veículos elétricos autônomos.

Ecosystem Developer, como é o nome que você pode se deparar por ai que também se refere à profissão, será o responsável por coordenar parceiros e governos para garantir que as várias funcionalidades criadas sejam possíveis em larga escala. Além disso, também é ele quem vai buscar investimentos governamentais em infraestrutura e incentivar toda a comunidade de participantes.

Um ponto importantíssimo é que os desenvolvedores de ecossistema do metaverso precisarão se concentrar na interoperabilidade, ou seja, nas necessidades dentro do metaverso (on-chain) e também fora dele (off-chain).

Como é algo extremamente complexo, pessoas com anos de experiência governamental/lobbying e um profundo conhecimento do metaverso tendem a ser esses futuros profissionais.

2. Especialista em cibersegurança:

O metaverso é — e será cada vez mais — o alvo perfeito para ataques cibernéticos e fraudes: avatares hackeados, roubo de NFT, vazamentos de dados biométricos, fones de ouvido hackeados… as possibilidades de as coisas darem errado são quase incontáveis!

Esses profissionais vão ser responsáveis por bloquear ataques em tempo real e garantir que leis e protocolos são reconsiderados e adequados.

Com um mundo totalmente novo e imersivo, é apenas uma questão de tempo até que violações virtuais se tornem processos judiciais do mundo real.

3. Storyteller destinado ao metaverso:

Primeiramente, sorytelling é a habilidade de contar histórias utilizando enredo elaborado, uma narrativa envolvente envolvendo os recursos audiovisuais. A técnica ajuda a promover pessoas e negócio, fazendo uma venda de forma indireta através da persuasão.

O storyteller é o nome dado para quem faz o storytelling.

Ao contrário do que muitos podem imaginar, um dos principais objetivos do storytelling é entregar um conteúdo ao “alvo”, seja um cliente ou potencial cliente. No meio corporativo, esse conceito serve para chamar a atenção do cliente, atraí-lo para a sua marca, criar uma conexão e estabelecer um relacionamento mais concreto e duradouro.

O profissional storyteller do metaverso será a responsável por projetar missões imersivas para os participantes.

Parece bobagem mas não é: à medida que a economia da experiência do usuário e o conceito de gamificação continuam ganhando força, é lógico que o metaverso vai necessitar ter grandes histórias, ajustadas à tecnologia, com as quais possamos aprender grandes lições.

Para se ter uma ideia da importância e usabilidade, o treinamento de militares, sessões de psicologia e até mesmo uma simulação de cirurgia precisará desse profissional.

4. Especialista em bloqueio de anúncios:

Como o Facebook (atual Meta), Instagram e YouTube ganham dinheiro? Não é por doações governamentais: eles vendem anúncios!

O Metaverso provavelmente será executado de uma maneira muito, muito semelhante. Portanto, assim como já ocorre hoje em muitos sites, a venda de anúncios vai existir, também, no mundo imersivo.

No entanto, a invasão pode ser detida. Assim como o modelo AdBlock Plus, o profissional especialista em bloqueio de anúncio será o responsável por desenvolver plug-ins que podem impedir que os anúncios apareçam.

Para a capacitação na área, será muito preciso ter conhecimento em codificação e acesso ao código-fonte do metaverso. Sem dúvidas, com o passar do tempo, a tendência é que falte profissional especialista em bloqueio de anúncios para a demanda.

5. Advogados especialistas em smart contracts:

Primeiramente, é preciso saber que os smart contracts (contratos inteligentes) são contratos digitais programáveis que se executam automaticamente, sem necessidade de intervenção humana. E por quê isso é importante? Pois os metaversos dentro de uma rede blockchain usarão os smart contracts para funcionar.

De fato, o metaverso terá implicações em todos os aspectos de nossa sociedade, incluindo entretenimento, publicidade e economia. Os dois com universos andando juntos, e isso significa que os desafios jurídicos para empreendedores e usuários serão ainda mais complexos.

Aqui estamos falando de algo complexo, relacionado até mesmo à análise de taxas de transação virtual, privacidade e proteção de dados, cumprimento dos direitos autorais e dos usuários como consumidor.

Outro ponto interessante a se notar é que, conforme as transações passem a aumentar, os mineradores de dados precisarão de um apoio para analisar e criar melhores taxas dentro do blockchain. E, claro, o advogado especialista nos contratos inteligentes serão requisitados.

6. Estrategista digital do metaverso:

As ideias são baratas. A execução é cara.

Assim que tivermos um metaverso em pleno funcionamento, a capacidade de planejar e implementar todas as questões de funcionalidades em um mundo totalmente virtual será absolutamente indispensável para a maioria das empresas.

À medida que os CEOs definem uma visão e uma estratégia para a criação e o crescimento das receitas para os seus negócios, o Planner, ou estrategista digital do metaverso, precisará direcionar um portfólio estratégico de oportunidades, desde a prova da ideia até o processo de implantação.

Em outras palavras, esse profissional será o responsável pela estratégia de todo o portfólio de oportunidades. Sendo assim, caberá a esse profissional identificar oportunidades de mercado, conduzir cases, influenciar roteiros, desenvolver métricas, etc.

7. Estilista de modo digital:

Além do metaverso usar criptomoedas para negociação, também usam os NFTs (tokens não fungíveis), os ativos digitais únicos.

Para ficar mais fácil, os NFTs registro digital da posse de determinado bem, seja ele real ou virtual. No metaverso, o NFT pode representar personagens do jogo, terrenos, poderes mágicos, móveis, avatares de pessoas reais, e tudo que for exclusivo.

Com a evolução dos NFTs, alguns designers vão se especializar em desenvolver produtos para o mundo virtual, sejam “skins” (roupas para avatares) ou acessórios. Ou seja, será preciso estilistas de criação do look dos avatares pessoais e de produtos.

Existirá uma enorme oportunidade para os cabeleireiros virtuais, maquiadores digitais, figurinistas 3D e outros profissionais dos cursos de Estética e Cosmética, Design, Artes Visuais e Figurinistas.

Bobeira para uns, oportunidade para outros

A vida ao vivo num mundo em 3D está virando realidade. O grande objetivo do metaverso é melhorar não só a experiência das redes sociais, mas capacitar toda essência do “eu digital” e a personalização.

A chegada da Internet 5G, os novos celulares cada vez mais potentes e os programas de inteligência artificial estão colocando para o dia a dia os sistemas imersivos que antes só eram possíveis de se imaginar em filmes e séries.

Essas novas profissões apenas a superfície. Existem diversas outras que surgirão e já estão surgindo.

Você pode até não gostar da ideia, mas no futuro teremos ainda mais a criação de recursos e uso criativos desse espaço.

Publicado por Livecoins 

21 mar
Entenda o que é Web3 e tudo o que é preciso saber sobre o conceito

Cunhado em 2014 pelo britânico Gavin Wood, o termo coloca em perspectiva uma internet descentralizada.

Na Web3, blockchain é um conceito importante de tecnologia para que a descentralização faça sentido (Crédito: Getty Images)

Conseguir equilibrar o melhor das duas fases anteriores da internet, essa é a proposta da Web3 que se baseia na premissa de descentralização. O termo foi utilizado pela primeira vez em 2014 por Gavin Wood. O britânico é cofundador da rede de blockchain Ethereum.

Se na Web 1.0 a premissa era o compartilhamento de informações e na Web 2.0 o foco foi a importância do conteúdo gerado pelo usuário, a ideia por trás da Web3 é juntar a descentralização, permitida pela blockchain e fortalecer ainda mais o conteúdo desenvolvido pelos usuários.

Porém, apesar de pressupor uma evolução das outras fases anteriores, ela não necessariamente será uma continuidade, alerta Ricardo Cavallini, global faculty da Singularity University. “Considerando que um dos principais elementos deste mundo é o NFT, que apesar de usar criptomoedas e blockchain não é nada descentralizado, fica claro o quanto a realidade de Web3 está distante”, pontua.

No ano passado, a expressão Web3 esteve entre as mais comentadas na internet junto com Metaverso e NFT. Uma característica também importante da Web3 é um número maior de mecanismos que garantam aos usuários transparência na coleta e destinação de seus dados.

O que é Web3?

De acordo com Cavallini, “mais do que uma evolução (a próxima versão, três ponto zero), se trata de uma remodelagem da internet, baseada em blockchain, tokenização e descentralização. Aproveito para fazer um parênteses aqui, a frase acima em si mostra bem a necessidade dos executivos ficarem em dia com as novidades. Perceba que para entender Web3 é preciso conhecer outras coisas que muita gente ainda não entende, nem a tecnologia, tampouco o conceito.”

A Web 3.0 é a mesma coisa que Web3?

“O nome se confunde com um conceito antigo chamado Web 3.0, a tal web semântica. Acho que a grande diferença desta buzzword é que tenho a sensação que ela não surgiu para vender livros, palestras, artigos ou especialistas. Sinto que a força da Web3 vem de um desejo mais puro de corrigir os problemas atuais da internet”, diz Cavallini.

Qual a importância da distribuição no conceito?

 

Elon Musk já criticou algumas vezes o termo que remete à internet descentralizada (Crédito: Getty Images)

Para Cavallini, do entendimento que a internet foi para um caminho com monopólios, fake news e discurso de ódio, é importante estar atento para não replicar tudo isso ao buscar uma nova web descentralizada. “Quando surgiu, uma das principais descrições da internet era que ela era distribuída. Pense no Brasil, um país onde Facebook virou sinônimo de internet, comerciantes dependem do Instagram e 99% dos smartphones têm um WhatsApp instalado.”

Elon Musk e Jack Dorsey já fizeram piada com o termo
Os bilionários Elon Musk e Jack Dorsey já fizeram piada com a expressão Web3 e criticaram o envolvimento de empresas de capital de risco como Andreessen Horowitz no que alguns chamam de nova versão da internet. “Você não pode possuir a Web3, escreveu Dorsey no Twitter. “No final das contas, é uma entidade centralizada com um nome diferente. Saiba antes no que está se envolvendo…”, disse Dorsey.

Publicado por Forbes

 

07 mar
Lugar de mulher é na Tecnologia, sim!

As mulheres vêm reconquistando seu espaço e ganhando notoriedade no mercado tão aquecido de Tecnologia da Informação

Patrícia Muniz é a única mulher num setor com mais de 60 homens, ela assume um cargo de liderança como coordenadora de governança em Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça do Piauí.

 “Em todos os lugares que trabalhei sempre fui a única mulher. Não me senti discriminada por conta do meu gênero, tanto na universidade como na profissão, inclusive sou muito paparicada e bem acolhida por ser uma “peça rara”. Me sinto muito realizada na carreira, tem dificuldades, como toda profissão, mas a realidade já é muito boa e as possibilidades bastante atraentes”, contou a especialista em computação.

Patrícia Muniz – coordenadora de governança em TI

Mas por que isso acontece? Por que num setor tão grande ela é a única mulher?
Essa é uma realidade da área de Tecnologia, ainda predominantemente masculina, que muitos tentam entender.

A fatia geral das mulheres no mercado de trabalho, em 2020, foi de apenas 12%*. Mas as mulheres estão conquistando mais espaço, nos últimos cinco anos a participação feminina na tecnologia cresceu 60%**. As projeções também são favoráveis, segundo o Ipea*, em 10 anos a participação das mulheres na tecnologia deve superar a dos homens.

Na verdade, as mulheres estão REconquistando seu espaço, há algumas décadas elas eram muito presentes e foram fundamentais para a criação do primeiro computador, da linguagem de programação, nos games e até na conquista espacial. Então por que a participação feminina foi diminuindo ao longo do tempo na tecnologia?

As mulheres foram pioneiras na programação de computadores

Programadoras eram consideradas a aposta para o futuro. (Publicação Cosmopolita – 1967)

Sim, é isso mesmo!
Na década de 1950, de 30 a 50% dos programadores eram mulheres e essa era vista como uma carreira natural para o gênero. Como fica claro na publicação “Computer Girls”, de 1967.

 

Antes disso, na década de 40, foi criado o ENIAC, primeiro computador eletrônico de grande escala. No seu projeto, a tarefa cansativa e tediosa de calcular e criar programas para ele era considerada “trabalho feminino” e foi executada por Jean Bartik e um grupo de mulheres.

No entanto, essas mulheres não foram nomeadas em fotos da imprensa, e muito menos convidadas para o jantar de celebração do feito histórico.

A partir daí, a programação estava sendo reconhecida como intelectualmente exaustiva, com isso os salários estavam subindo significativamente. Então, mais homens se interessaram pela carreira e formaram organizações profissionais, desencorajando a contratação de mulheres.

Ou seja, a diminuição da participação feminina na tecnologia tem pouco a ver com habilidades intelectuais, mas sim com corporativismo.

 “A gente tem uma ideia de que as mulheres sempre foram uma minoria na tecnologia, mas não é verdade. Isso acaba sendo um ciclo vicioso: poucas mulheres se viram na área tecnológica porque não receberam incentivo, isso impacta para que as meninas também não se vejam e não tenham tantos exemplos no seu convívio social e isso vai se perpetuando”, explicou Alane Marie, Doutoranda em Computação pela Universidade Federal do Paraná e influencer digital.

 

Alane Marie – doutoranda em ciência da computação pela UFPR. Entrevista exclusiva concedida ao iCEV

Exatas não são um problema para as mulheres!

Então, de onde surgiu o estigma de que mulheres não são boas em ciências exatas?

Segundo um estudo da Associação Americana de Pesquisas Educacionais***, a diferença de desempenho em ciências exatas começa lá na Educação Infantil, como reflexo direto dos estereótipos culturais de diferenças de gênero.

Essa relação, plenamente cultural, sobre habilidades natas superiores masculinas em relação a cálculos é desbancada por comprovações científicas. Estudos**** comprovam que do ponto de vista de matéria cinzenta, branca, conexões neuronais e da espessura do córtex cerebral, o cérebro de uma mulher e de um homem não são diferentes, mesmo por algumas diferenças anatômicas em determinadas áreas em função do sexo. O cérebro é, na verdade, um mosaico com elementos tanto femininos quanto masculinos.

As operadoras de computador mulheres programam o ENIAC, o primeiro computador digital eletrônico, conectando e desligando cabos e ajustando os switches.

Em nações com os maiores níveis de igualdade de gênero, a diferença no desempenho matemático desaparece, como no caso da Islândia. Ou seja, expectativas mais baixas em relação às garotas, inclusive de autopercepção, podem influenciar as habilidades futuras e, principalmente, na escolha de sua profissão.

Unidas e ocupando mais espaços

A associação entre tecnologia e masculinidade continua a distanciar as meninas da Tecnologia da Informação. Como reverter isso?

“É divulgando que a gente atrai, inspirando pelo exemplo, conhecendo outras mulheres da área e criando uma rede de apoio para fazerem elas se interessarem mais”, disse Alane.

Essas redes de apoio, referidas pela doutoranda em computação, estão cada vez mais presentes por meio de eventos e grupos de mulheres na computação em todo o mundo, que criam um ambiente seguro para relatar, trocar experiências e debater sobre a tecnologia.

Regla Bel – Estudante do 5º período de Engenharia de Software do iCEV

“Quando a gente cria essa união e essa noção de que a gente não tá sozinha, que a gente pode se fortalecer isso dá um outro ânimo”, completa a doutoranda da UFPR.

A estudante de Engenharia de Software da faculdade iCEV, Regla Bel, ainda está no 5º período e já participa ativamente de grupos, como exemplo a PyLadies Teresina, vinculado à PyLadies internacional.

“Tem muitos grupos, eventos e comunidades que pedem união das mulheres, pra gente ter uma voz mais ativa . O negócio é chamar as mulheres, porque hoje, mais que nunca, a tecnologia e a sociedade estão precisando dessa força feminina unida e forte”, diz a estudante de tecnologia.

Conheça alguns grupos e eventos de mulheres na tecnologia:

Meninas Digitais – Promovida pela Sociedade Brasileira de Computação

Emílias – Projeto da UFPR que visa incentivar a tecnologia como opção de carreira para meninas, além de apoiar as que já estão no ensino superior.

Grace Hopper Celebration – Uma das maiores conferências internacionais de mulheres na tecnologia

PyLadies – O PyLadies é uma comunidade mundial com o propósito de instigar mais mulheres a entrarem na área tecnológica.

O mercado da tecnologia cheio de oportunidades para elas

Regla Bel não se formou ainda, mas já está envolvida com projetos de programação front-end, design, gerenciamento e pesquisa de mercado na Startup Fábrica de Gênios. Além disso, ela tem seu próprio projeto de Startup – Conquer Time, que foi desenvolvido dentro do iCEV e foi ganhador de uma mentoria com o Sebrae-PI.

 “As tecnologias estão sempre se atualizando e o mercado em constante mudança, então o mais importante é você aprender a aprender. Se você conseguir manter essa adaptabilidade, consegue um bom posicionamento no mercado de trabalho. Eu vejo a engenharia de Software com um papel de destaque, porque não é só a aptidão com as habilidades técnicas, mas também a gente tem aquela conversa com a parte de mercado e negócios”, disse a estudante.

 

Regla está envolvida com projetos de programação front-end, design, gerenciamento e pesquisa de mercado na Startup Fábrica de Gênios.

Mulheres que fizeram história na tecnologia

A evolução da área está repleta de mulheres que tiveram contribuições fundamentais:

Joan Clarke

Joan Clarke foi integrante da GC&CS e atuante na Hut 8, a equipe dedicada a decifrar códigos enviados pelo Kriegsmarine, a marinha nazista. Ela era amiga do Alan Turing, e foi graças a sua liderança numa das equipes da quebra de código da Enigma que eles conseguiram interceptar vários navios nazistas. Ela foi tão protagonista nessa história quanto ele.

 

 

Ada Lovelace

A matemática que criou o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, sendo a primeira programadora da história. Lovelace foi a primeira pessoa programadora de todos os tempos, e não apenas a primeira mulher a escrever um código. Tudo isso aconteceu muito antes de conceber a ideia de existir um computador, no século XIX.

 

 

Grace Hopper

Hopper foi uma analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos nas décadas de 1940 e 50, ela desenvolveu a linguagem de programação Flow-Matic, que foi a primeira delas a ser adaptada para o idioma inglês. Ela também é apontada como a autora do termo “bug”, que é usado para designar uma falha em códigos-fonte.

 

 

Annie Easley

Mulher negra, matemática e cientista da computação da NASA. Com apenas 22 anos, foi contratada pela NASA, na época chamada NACA. Começou sua carreira como matemática e engenheira da computação no laboratório de propulsão de voo. Ela é conhecida como uma das mães da pesquisa espacial em códigos de computador. Annie liderava uma equipe de cientistas responsável por lançar o projeto centauro, considerado um dos mais importantes projetos da NASA até hoje, que deu continuidade para o lançamento de foguetes e sondas espaciais.

 

Carol Shaw

Ela é considerada a primeira mulher que começou a trabalhar com o desenvolvimento de jogos digitais. Shaw criou softwares para games e consoles, sendo pioneira na geração procedural de conteúdo, ou seja, o aumento gradual da dificuldade nos níveis do jogo, uma fase era totalmente diferente da outra, conceito utilizado até hoje nos maiores títulos de jogos. Com isso, a engenheira da computação foi uma das primeiras colaboradoras da Atari, trabalhando também em empresas como a Activision.

 

 

Referências

Dados referente ao ano de 2020 da pesquisa feita pela empresa de Tecnologia Revelo 

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) – Portal do Fundo de Amparo ao Trabalhador (mte.gov.br)

Pesquisa mostra tendência de crescimento na participação do brasileiro no mercado de trabalho (ipea.gov.br)

 https://www.oecd.org/pisa/keyfindings/pisa-2012-results-gender-eng.pdf

https://timeline.com/women-pioneered-computer-programming-then-men-took-their-industry-over-c2959b822523

What Programming’s Past Reveals About Today’s Gender-Pay Gap – The Atlantic

Sex beyond the genitalia: The human brain mosaic | PNAS

07 mar
Usuários de criptomoedas de games ultrapassam pela primeira vez os de DeFi

Segundo especialistas, mercado ainda não entende as propostas dos diferentes tipos de ativos digitais

Dados observados pela empresa de pesquisa de blockchain CryptoRank mostram que usuários de criptomoedas de games ultrapassaram em 2021, pela primeira vez, os de finanças descentralizadas (DeFi). No ano passado, carteiras ativas únicas ligadas a tokens de games responderam por 49% da indústria de blockchain.

“Gaming se tornou uma das áreas de maior crescimento no mercado cripto. A primeira onda de jogos são os play-to-earn (P2E, ou jogue para ganhar), como Axie [Infinity] e DeFi Kingdoms, porque eles são fáceis de lançar e necessitam de mecânicas e gráficos menos intensos”, afirmou em e-mail Ilan Solot, sócio do Tagus Capital Multi-Strategy Fund.

Segundo o especialista, o grande apelo dos jogos play-to-earn é participar da economia do jogo de alguma maneira, então muitos usuários de DeFi, principalmente provedores de liquidez, entraram rapidamente. “Há muita sobreposição”, apontou.

Fortuna dos tokens de games 

No mês passado, em post publicado no blog da gestora de ativos Arca, Jeff Dorman apontou que, embora o setor de jogos esteja “bombando” e seja considerado à prova de crises, as fortunas dos tokens de games e as moedas de outros sub-setores continuam atreladas ao Bitcoin (BTC), possivelmente devido à falta de conhecimento do varejo e de novos investidores profissionais.

“Por conta dos altos faturamentos e rendimentos, muitos ativos digitais deveriam ser os favoritos dos consumidores, e não se comportar como empresas de tecnologia sem lucro. Mas o mercado parece não estar pronto para colocar, de um lado, tokens de empresas de jogos que se comportam bem em crises (como o AXS) e exchanges com alto fluxo de caixa (como o FTT, SUSHI) e, de outro, protocolos sem fluxo de caixa (como o BTC) e produtos em fase inicial com pouca geração de taxas (como o SOL, AVAX)”, afirmou Dorman.

Publicado por InfoMoney

22 fev
7 tendências de APIs no mundo corporativo em 2022

A construção e implementação de APIs (interface de programação de aplicação) de diferentes serviços em negócios vem se tornando um dos principais serviços oferecidos por empresas para seus clientes. Mas esse tipo de implementação ainda é muito novo, fazendo com que muitos executivos ainda não saibam qual estratégia executar em seu plano de ação.

Segundo um estudo desenvolvido pelo analista independente da indústria de software e especialista em APIs, Randy Heffner, em parceria com Kleber Bacili, fundador e CEO da Sensedia, essas previsões são complicadas, já que o futuro é virtualmente imprevisível e a verdadeira transformação digital pressupõe estar preparado para a rápida mudança em modelos de negócios e operações.

“Na era digital, o melhor planejamento é aquele que habilita com que o negócio mude rapidamente. E para construir uma estrutura que esteja preparada para mudanças, é preciso que seu software seja pensado para mudar também” afirma Kleber Bacili.

Outra constatação feita no estudo é que o mercado anda a passos largos em direção a um caminho sem volta: o modelo de negócios abertos está, cada vez mais, se tornando um modelo de negócios tradicional. E é aqui que entram as APIs, que viabilizam com que o mundo open e todas essas transformações aconteçam.

E é dentro disso que as estratégias líderes deste setor entram em ação. Confira elas a seguir:

Negócios abertos estão se tornando negócios normais

O open banking foi um dos primeiros sinais de um novo mundo de APIs abertas. (Divulgação/Open Banking)

Para muitos executivos, o open banking foi o primeiro sinal de que um novo modelo de negócios estava se desenvolvendo. Por mais que algumas empresas tenham suas APIs abertas há mais de dez anos, como Google e Twitter, por exemplo, o senso comum entre grande parte dos gestores, até o momento, era de que APIs seriam algo tecnológico demais, específico para startups ou companhias de tecnologia.

Porém, este senso comum está errado. À medida que o número de APIs abertas de grandes empresas cresce, é possível assimilar o fato de que os negócios abertos estão se tornando negócios normais.

Quando uma empresa torna o negócio aberto como seu modo normal de negócios, as APIs disponíveis permitem que sua organização prospere à medida que as cadeias de valor, os modelos de negócios e a concorrência mudam e evoluem continuamente.

De negócios abertos para negócios open-ended

Os Open-ended business (negócios abertos, em tradução livre), além de criarem valores para a empresa como um todo, também contribuem para identificar oportunidades com base nas competências, capacidades e ativos individuais do negócio, seja ele digital ou físico.

Um negócio aberto se beneficia muito de uma arquitetura de software forte, que o torna aberto para conexões diretas e dinâmicas com vários ecossistemas, e permite que o negócio seja rapidamente reconfigurado para atender às oportunidades.

Plataformas de negócios e produtos de APIs se tornam centrais

Apesar dos produtos de APIs serem importantes para negócios abertos, a mudança para esta categoria aumenta a visibilidade dos produtos de API à medida que começam a pensar em suas iniciativas como uma plataforma capaz de englobar modelos e oportunidades corporativos diversas.

DevOps se expande para governança adaptativa

Plataformas de negócios e produtos de API deixam claro um ponto muito importante: o software de uma empresa é o seu negócio. Com isso, a importância do design e da governança de programas baseados em domínio, aumenta.

O gerenciamento de API se expande além do REST

As empresas interagem por meio de processos e fluxos orientados a eventos, bem como trocando dados e transações. Portanto, as plataformas de negócios abertas precisarão de modelos de interconexão baseados em eventos e outros, além do modelo de solicitação-resposta das REST APIs.

Low-code e aplicações nativad de nuvem conferem agilidade na implementação

O uso de aplicações de nuvem também é uma estratégia lider em API. (Imagem: Reprodução: Pexels/Maksim Goncharenok)

Para lidar com a escassez de habilidades e permitir com que as APIs atendam à cenários variados, sua arquitetura deve permitir uma implementação contínua e completa de API, de low-code até microsserviços em cloud e tudo o que estiver no caminho entre eles.

As arquiteturas de segurança de APIs ficam mais seguras e fortes

À medida que as APIs ganham visibilidade, produtos e estratégias para protegê-las recebem cada vez mais investimento e inovação. Por isso, a criação de uma arquitetura de confiabilidade-zero, em que qualquer novo sistema conectado a operação principal deve ser autenticado, garante proteção contra invasões, o uso não autorizado de funções e possíveis violações de privacidade.

Publicado por Canaltech

14 fev
Pesquisa prevê carência de 408 mil profissionais de TI em 2022

Já faz algum tempo que o setor de tecnologia da informação (TI) enfrenta déficit de profissionais. No Brasil, essa carência deve ser de mais de 408 mil postos de trabalho até 2022. Com isso, as perdas acumuladas entre 2010 e 2020 já alcançam os R$ 167 bilhões. Os dados são da Softex, uma organização social voltada ao fomento da área de TI que integra o Projeto TechDev Paraná.

Atualmente, o Brasil é o 10º maior mercado do mundo no setor. Na América Latina é o líder e responde por 40% do total, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Então, o país precisa enfrentar a falta de mão de obra qualificada para não perder a oportunidade de ser referência na área.

Uma das iniciativas nesse sentido é o TechDev Paraná, lançado em novembro de 2020, que busca promover o ecossistema de tecnologia e inovação. “Para isso, conecta empresas, universidades, instituições de ciência e tecnologia, e o setor público”, aponta Lucas Ribeiro, diretor-presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR).

 

Nesse contexto, o Projeto criou duas pesquisas para identificar gargalos e demandas em recursos humanos do setor. Uma delas vai mapear as vagas existentes e onde a carência de trabalhadores da área é recorrente. As empresas participantes respondem a um formulário sobre formas de recrutamento e manutenção de pessoal, e outros aspectos da gestão de pessoas. A outra quer investigar as competências de hard e soft skills requeridas.

Para Ribeiro, o diagnóstico vai permitir que empreendedores e gestores públicos estabeleçam ações mais efetivas em prol do desenvolvimento do segmento. Ele destaca o protagonismo do Paraná nesse cenário e avalia que a participação das empresas nas pesquisas é fundamental.

Ribeiro aponta que, de acordo com Acate Tech Report 2020, o Paraná é o segundo Estado brasileiro em faturamento em TI. “No último período, registrou crescimento de 25,4%. É, ainda, o segundo em número de novos profissionais formados”, diz. Os setores que se destacam na geração de empregos de TI são agricultura e pecuária, alimentos e smart grid (gestão automatizada do setor elétrico).

Treinamento corporativo

Uma das medidas tomadas pelas empresas para enfrentar a falta de profissionais especializados é a oferta de formação a colaboradores que as companhias já têm. Entre as áreas mais presentes nessas iniciativas estão a computação em nuvem, a análise de dados, a robótica e a inteligência artificial.

Imagem: Reprodução/Pexels/Christina Morillo

Como o Brasil forma anualmente cerca de 45 mil especialistas em tecnologia e há 70 mil novas vagas por ano, segundo dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), cursos e treinamentos internos se tornaram a estratégia mais adotada pelas organizações. Algumas têm universidades corporativas que permitem realocação mais ágil.

Profissionais de diferentes setores, como administração, comunicação, sustentabilidade, Recursos Humanos e outros, podem ser aproveitados em outras funções. Esse investimento reflete a expectativa de que o déficit de profissionais vai crescer ainda mais nos próximos anos. Os números já mostram a tendência: nos três primeiros meses de 2021, foram contratados 41 mil profissionais de TI no país. Em todo o ano de 2020, foram 47 mil.

Publicado por CanalTech 

09 fev
O impacto positivo dos videogames na visão e na atenção

Se você tem dificuldade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, ignorar as distrações do dia a dia e priorizar sua lista de afazeres, pasme — os videogames podem ser um grande aliado.

Pesquisas recentes sugerem que certos jogos podem tornar sua mente mais afiada, reforçar sua memória de trabalho, melhorar seu foco, suas habilidades espaciais e até mesmo sua visão.

Ou seja, talvez a prática não seja tão “perda de tempo” como alguns pais imaginam.

“Como mãe de três filhos, eu pensava a mesma coisa. Como cientista no laboratório, fiquei muito surpresa ao descobrir que alguns videogames têm efeitos positivos no cérebro e no nosso comportamento”, diz a neurocientista cognitiva Daphné Bavelier, cuja pesquisa usou eletrodos presos ao couro cabeludo de jogadores para entender o que acontece no cérebro enquanto se joga videogame.

Foco nos jogos de ação

Mas, para obter esse tipo de resultados positivos, o tipo de jogo é fundamental. Os games de ação — aqueles que envolvem tomar decisões rápidas, navegar em diferentes ambientes e encontrar alvos visuais — parecem oferecer os benefícios cognitivos mais significativos.

“Jogos de tiro em primeira e terceira pessoa realmente reforçam o quão bem você presta atenção. Eles também melhoram o quão bem você enxerga ou escuta — o que chamamos de percepção. E revelam ainda uma melhora acentuada na cognição espacial e na memória de trabalho e na capacidade multitarefa”, afirma Bavelier.

“Na verdade, são benefícios que têm potencial de uso no dia a dia.”

O que acontece é que, ao jogar esses games, você está treinando seu cérebro.

“Nós ativamos uma rede de áreas no córtex frontal, outras no córtex parietal — uma rede que é conhecida por ser responsável pela atenção descendente. Essa rede fica mais reforçada e muito mais eficiente no processamento de informações”, explica a neurocientista.

Homem jogando videogame

Pesquisas mostram que os chamados jogos de tiro em primeira pessoa (FPS, na sigla em inglês) podem melhorar significativamente a atenção

 

Um estudo de 2003 descobriu não apenas que jogadores de videogame eram melhores em resolver quebra-cabeças visuais do que aqueles que não jogavam — como foram necessários apenas 10 dias de prática de videogame para melhorar o desempenho destes últimos.

Ainda mais surpreendente, os jogos de ação também demonstraram aumentar a massa cinzenta em uma área associada ao raciocínio abstrato e à resolução de problemas.

Em relação à visão, um estudo recente revelou que jogar 50 horas de games de ação por nove semanas – um pouco menos de 1 hora por dia – melhora a sensibilidade ao contraste.

Em outras palavras, você é mais capaz de distinguir entre tons de cinza, o que é útil quando você está dirigindo à noite ou em outras situações de baixa visibilidade. E a sensibilidade ao contraste parece piorar naturalmente à medida que envelhecemos.

Infelizmente você não obtém todos estes benefícios jogando games mais calmos — é importante que sejam jogos de ação.

“Fazemos estudos de treino em laboratório, em que pedimos que os participantes pratiquem jogos de tiro em primeira ou terceira pessoa ou outros tipos de jogos, como jogos de simulação social ou jogos de quebra-cabeça. E descobrimos que apenas aqueles que treinavam jogos de tiro em primeira e terceira pessoa apresentavam essa atenção aprimorada”, revela a neurocientista.

Mas não precisam ser necessariamente jogos violentos.

Em um estudo, por exemplo, participantes foram convidados a jogar um game que envolvia resolver enigmas e coletar moedas como recompensa. Eles jogaram 30 minutos por dia durante 3 meses. Ao final do estudo, o hipocampo, a parte do cérebro que é vital para a memória, havia sido aprimorado.

Dicas para iniciantes

Se você não tem familiaridade com o mundo dos games, uma boa forma de começar a aprimorar sua atenção, segundo Bavelier, pode ser com jogos de carros.

“O tipo de jogo em você precisa visar uma tarefa, mas ao mesmo tempo haja distrações ou obstáculos que você precisa evitar, pontos que você precisa coletar… Isso tem a mesma mecânica que coloca à prova sua atenção”, explica.

E você não precisa passar muito tempo jogando para obter os benefícios.

“Não existe uma dose ideal, o melhor é a prática distribuída (de partidas curtas). Então, uma sessão de cerca de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, durante um período de dez a 15 semanas”, sugere.

 Publicado por BBC Brasil 

13 jan
5 motivos para você fazer Engenharia de Software em 2022

Inscrições abertas no iCEV para 2022.1

Considerada uma das melhores áreas de TI

O Engenheiro de Software projeta e guia o desenvolvimento de programas, aplicativos e sistemas, de forma que atendam aos requisitos e cumpram determinadas funções, ou seja, os engenheiros dessa área são responsáveis por criar plataformas digitais, jogos, e sistemas específicos. O leque de atuações é muito amplo, eles também podem administrar bancos de dados, considerados uma riqueza para as empresas, em tempos atuais informação para comunicação direcionada é tudo! São muitos os motivos para você fazer Engenharia de Software em 2022!

 

Remunerações atrativas

O Brasil está entre os países que mais investem em software no mundo! O salário médio de um Engenheiro de Software, no país, é de R$ 9.480 por mês,303% acima da média salarial brasileira.

Praticamente todos os setores da economia direcionam seus negócios para a plataforma digital, gerando muitas oportunidades para um engenheiro de software recém-formado.

A carreira também pode ser o caminho para uma nova Startup: para quem tem veia empreendedora, desenvolver uma nova ideia de negócios a partir de soluções tecnológicas pode ser bastante lucrativo.
Confere só:

Desenvolvedor Full Stack – Responsável por desenvolver códigos para a execução das funções de uma aplicação na internet.
Média salarial mensal: 11 mil reais
Pentester – Profissional encarregado de conduzir testes de segurança em uma infraestrutura para prevenir invasões e exposições de dados.
Média salarial mensal: 11 mil reais
Arquiteto de soluções – Responsável pelo desenvolvimento, adequação e integração de novas soluções personalizadas para as empresas.
Média salarial mensal: 10 mil reais
Desenvolvedor Front-End – Responsável pela experiência do usuário na Web, tendo a função desenhar e desenvolver páginas na internet.
Média salarial mensal: 8 mil reais
Especialista em Machine Learning – Tem como função desenvolver cálculos, simular cenários de decisão e avaliar os resultados gerados pela simulação.
Média salarial mensal: 7,1 mil reais
People Analytics – Responsável pelo processo de coleta, análise e geração de insights baseados em dados para a gestão de pessoas.
Média salarial mensal: 5,5 mil reais
Analista Martech – Responsável por estabelecer a integração entre a tecnologia e o marketing, aliando as demandas de vendas e marketing da empresa.
Média salarial mensal: 4,8 mil reais
*Informações: Estadão

Muitas oportunidades de carreiras para um Engenheiro de Software

A formação em Engenharia de Software desdobra-se em diversas possibilidades, sendo uma das áreas mais requisitadas no mercado de trabalho atualmente e uma das grandes apostas para o futuro,segundo o CareerCast, site especializado em carreiras de tecnologia.

O mercado de TI, em constante expansão, exige cada vez mais profissionais, o que gera mais empregabilidade e possibilidade de atuação em empresas de todos os portes, inclusive com ótimas remunerações e oportunidades de ascensão.

 

Primeiro e únicoÚNICO curso de Engenharia de Software do Piauí é aqui no iCEV!

Nós temos o ÚNICO, primeiro e melhor curso de Engenharia de Software do Piauí! A meta é que o estudante seja disputado no mercado da Tecnologia. Aqui o aluno estará apto a entrar no mercado, mas também pronto para pesquisar inovações, aliando conhecimento e prática, ele escolhe o caminho, ou os caminhos para seguir. Os alunos aprendem aqui a encarar problemas tecnológicos de maneira criativa e inovadora, propondo soluções de software integradas e harmonizadas ao ambiente corporativo.

No iCEV os estudantes têm contato com a prática muito cedo. Logo no começo eles começam a entender sobre Fundamentos de Game Design, Desenvolvimento para dispositivos móveis, aprendem linguagem de Programação Python e Algoritmos.

iCEV tem parceria com Academias internacionais

O iCEV investe em internacionalização, estreitando os laços com grandes Players do mercado mundial de Tecnologia, assim como Red Hat e Orecle.
Assim, os alunos aprendem a teoria e fomentam conhecimento no mercado com ferramentas, ambientes e práticas da indústria da Tecnologia.

Red Hat Academy – programa da Red Hat, maior empresa de Software Livre do Mercado Mundial. O estudante iCEV tem acesso aos cursos da trilha de Administração de Sistemas Operacionais, Desenvolvimento de Middleware e Cloud Computing, assim como um desconto de 50% nas provas de certificação.

Mais sobre a Red Hat – A gigante da tecnologia tem no portfólio soluções que vão desde sistemas operacionais para servidores, servidores de aplicações, até ferramentas de alta disponibilidade de aplicações como o OpenShift. Em 2018 ela foi comprada pela IBM por USS$ 34 milhões de dólares.

Oracle Academy – O estudante iCEV tem disponível toda a trilha de curso de desenvolvimento: Java Fundamentals, Java Foundations, Java Programming e Artificial Intelligence with Machine Learning in Java.

Mais sobre a Oracle – É um dos maiores provedores de nuvem do mundo, disponibiliza desde serviços de nuvem como de infraestrutura como serviço, banco de dados, inteligência artificial, até mesmo ambiente para desenvolvimento de aplicações Low Code.

Inscreva-se agora! Acesse vestibular.somosicev.com

 

10 jan
HD com US$ 350 milhões em Bitcoin vai para o lixo no Reino Unido

Britânico diz que jogou fora por engano o disco rígido – e tenta obter permissão das autoridades para procurá-lo em aterro sanitário; entenda o caso:

Em agosto de 2013, o inglês James Howells resolveu arrumar seu home office e jogar fora coisas que não usava mais – o que, como ele trabalha com TI, significava um amontoado de cabos, periféricos velhos e/ou quebrados, como um mouse e dois HDs externos. Um dos discos rígidos estava em branco, e o outro tinha um backup com arquivos de um laptop
que Howells não usava mais (ele tinha derrubado limonada na máquina, que parou de funcionar).

Ele jogou o HD em branco num saco de lixo. Antes de ir dormir, pensou melhor e decidiu pegar de volta o disco para ver o que tinha dentro, e apagar de forma segura (simplesmente deletar arquivos não faz com que eles sejam realmente removidos do disco). O problema é que, de manhã, sua esposa Hafina tirou o lixo – e com ele, o HD.

Nenhum dos dois percebeu de imediato, mas o disco jogado fora não era aquele em branco, mas o outro. E dentro dele, além de arquivos diversos, havia 7.500 bitcoins – que, naquela época, já valiam US$ 6 milhões. Então os dois foram até o aterro sanitário da cidade (Newport, no País de Gales) pedir permissão para tentar recuperar o disco de alguma forma.

Alegando questões sanitárias, as autoridades da cidade não permitiram que Howells tivesse acesso ao lixão, mas disseram que devolveriam o HD a ele caso o encontrassem. Nos anos seguintes, ele assistiu horrorizado à cotação do bitcoin disparar. Em 2018, as criptomoedas contidas naquele disco já valiam mais de US$ 100 milhões. Pela cotação atual, são quase US$ 350 milhões. O HD é muito provavelmente o objeto mais valioso já jogado no lixo.

 

Howells apelou à prefeitura de Newport, prometendo doar 25% do valor para um fundo de combate à pandemia de Covid-19. Nada feito. A essa altura da história, o caso dele já tinha ficado famoso. Durante a pandemia, os bitcoins gravados no disco chegaram a valer US$ 533 milhões. Howells apresentou um projeto de escavação que custaria US$ 5 milhões – pagos por ele e por dois investidores, que aceitaram participar em troca de uma parte do dinheiro. Mas nem assim obteve permissão para procurar o bendito HD.

 

Ele voltou a minerar criptomoedas, mas nunca conseguiu chegar nem perto do que tinha: conforme aumenta a quantidade de bitcoin já minerado, vai ficando cada vez mais difícil minerar mais. Hoje minerar milhares de bitcoins, como Howells conseguiu fazer nos primórdios dessa criptomoeda, exigiria uma bateria de servidores com alto poder de processamento e levaria muito tempo.

É uma característica auto-limitante embutida no sistema (90% dos 21 milhões de bitcoins possíveis já foram minerados, mas os 10% restantes deverão levar 100 anos).

Howells continua tentando convencer as autoridades da cidade a permitir a escavação, na esperança de que um dia seu disco seja encontrado e funcione. É uma esperança remota – mas que certamente vale US$ 350 milhões.

Publicado por Superinteressante 

07 jan
IA, Machine Learning e games: um mundo para lá de bilionário

O mercado de games deve movimentar 2,3 bilhões de dólares em receita até o final deste ano, valor 5,1% maior que em 2020. E quem compra um game quer mais explorar a jornada oferecida, do que pensar em como o jogo foi criado. Mas para chegar ao consumidor, o game passa por diversos processos para a criação de fases e de perfil dos personagens que usam tecnologia avançada para tornar a experiência mais real, dinâmica e atrativa. E há um mundo por trás do universo dos jogos que passa por:

1- Machine Learning: Este processo, também conhecido como aprendizagem de máquinas, se dá pelo aprendizado automático baseado em padrões. A partir de um tempo observando acontecimentos, a máquina começa a entender padrões e aprende com eles. No caso dos games, o sistema computacional joga milhares de vezes e aprende, por eliminação dos erros, quais passos seguir e qual a melhor maneira de agir de acordo com as fases e desafios, como qual o momento de pular, atirar, se defender e interagir com o jogador que estará do outro lado da tela.

2- Reinforcement Learning: A aprendizagem por reforço é quando a inteligência artificial aprende com base na repetição, ou seja, são feitos testes insistentemente. O jogo treina o que aprendeu no primeiro passo de machine learning e vai aperfeiçoando suas habilidades para chegar cada vez mais próximo da perfeição. Em 2019, programadores britânicos criaram uma “equipe” de algoritmos no jogo de tiro Quake III Arena e, por meio do reinforcement learning, formaram um esquadrão de IA dominante que venceu 75% dos jogos contra os humanos, mesmo depois de 12 horas de treino das pessoas envolvidas no teste.

3- DLSS: O Deep Learning Super Sampling, tecnologia da Nvidia, parceira do SAS, é uma técnica implementada nos jogos que promete rodá-los em resoluções mais altas sem exigir tanto da placa de vídeo. Quando um usuário deseja jogar em uma tela 4K, por exemplo, e aproveitar todos os gráficos do jogo, o visor precisa mostrar mais de 8 milhões de pixels que devem ser atualizados por, pelo menos, 60 vezes a cada segundo, exigindo muito da placa gráfica. O DLSS ajuda seu computador ou videogame a otimizar esse processo e gerar uma imagem com resolução maior do que a inicial, tornando a experiência melhor para todos os usuários, mesmo que não tenham a placa ideal para tal jogo.

4- Análise de desempenho: Assim como em esportes de alta performance, como futebol, atletismo e corrida, os jogadores de games online também estão sujeitos a uma avaliação da sua atuação durante as partidas. Através da análise de dados, as equipes podem definir quais estratégias serão colocadas em prática durante as rodadas seguintes do campeonato, quais treinos devem ser aplicados e quais foram as maiores deficiências do time nas exibições anteriores e que poderiam prevenir a vitória. Além disso, a análise de dados auxilia na gravação de partes específicas do jogo que servirão como base de estudo para os times.

“O mundo dos games segue em expansão e nós, do SAS, temos acompanhado essa evolução aplicando analytics em todas as fases, desde a análise do mercado já existente para a criação de jogos que tenham sucesso, durante a fase de concepção, desenvolvimento e testes, na definição da melhor estratégia de lançamento, nas avaliações de feedback dos usuários, na melhoria da experiência do usuário, ou seja, durante todo o processo” destaca Eduardo Hellas, Engenheiro de Sistemas do SAS.

Publicado por Convergência Digital 

27 dez
O que é NFT? Conheça a tecnologia que permite comprar um meme

Memes, tuítes, obras digitais… Entenda como as pessoas passaram a comprar e vender esses itens por milhões de dólares.

Era uma vez um gatinho pixelado, que voava pelo espaço sideral ao som de uma musiquinha chiclete seguido por um arco-íris. O nome dele era Nyan Cat – um meme que fez bastante sucesso há cerca de 10 anos. Em fevereiro de 2021, ele voltou a ser notícia por um motivo peculiar: foi vendido pela bagatela de 590 mil dólares.

Como assim, um meme foi vendido? Sumiu da internet?

Não. Se você digitar “Nyan Cat” no Google agora, vai encontrar imagens, gifs, vídeos, tudo normal. Isso porque o que foi comprado nessa transação não é todo e qualquer Nyan Cat que exista por aí e sim, o original.

Pense assim: se você fosse comprar a Mona Lisa, estaria pagando pelo quadro original – aquele que fica pendurado no museu, com certificado de autenticidade, considerado pelos especialistas como a verdadeira e original Mona Lisa.

Mas isso não significa que não existam réplicas e versões da Mona Lisa por aí. Seu vizinho pode ter um pôster dela pendurada na parede, sua mãe pode ter um cartão-postal com a imagem do quadro, um amigo pode ter ido até o Museu do Louvre e tirado uma foto dela.

Tobias Rothe via Giphy.com

Mas a Mona Lisa original é única. Essa só você vai ter.

A mesma coisa vale pra quem comprou o meme do Nyan Cat. Existem inúmeras réplicas desse meme. Mas o original, aquele que deu origem a todas as cópias, é só do comprador.

Mas como garantir que o que está sendo comprado é o meme original?

O que permite isso é algo chamado NFT.

O que é NFT?

NFT é uma sigla para non-fungible token – ou token não-fungível. De forma simplificada, o NFT é um código de computador que serve como autenticação de um arquivo – a garantia de que ele é único.

Esse é o significado de não-fungível, aliás. Na economia, ativos fungíveis são aqueles cujas unidades possa, ser trocadas sem alterar o valor. Por exemplo: você pode trocar uma nota de R$ 50 por cinco notas de R$ 10 reais e elas continuarão valendo a mesma coisa.

Um ativo não-fungível, por outro lado, tem propriedades únicas a ele, nenhum outro é igual. Existe apenas uma Mona Lisa – podem haver cópias, versões, mas aquele quadro, com aquelas características e aquele valor é único. Você não pode trocar a Mona Lisa por nenhum outro quadro e dizer que eles são equivalentes, certo?

O NFT, portanto, é esse token, ou chave, completamente único que é vendido junto ao arquivo e garante a autenticidade dele.

Ou seja: a pessoa que comprou o Nyan Cat não recebeu um gif do gatinho ou o link do vídeo. Ela recebeu o arquivo original do meme com o NFT, o código que garante sua exclusividade.

Em abril, foi anunciado que o vídeo “Leave Britney Alone”, um meme de 2007, foi vendido como NFT por quase US$ 45 mil. Mas antes disso, em fevereiro, uma transação balançou o mundo da arte: uma colagem digital do artista norte-americano Beeple foi vendida por mais de US$ 69 milhões em um leilão.

A obra digital Everydays: The First 5000 Days, do artista Beeple

Essa obra não existe fisicamente. O comprador recebeu um arquivo criptografado com a imagem original e as linhas de código do NFT. Como cada NFT é totalmente único, ele serve como um certificado de posse e de autenticidade. É como se ele tivesse a Mona Lisa autêntica – se a Mona Lisa só existisse dentro do computador.

Como funciona a compra e venda de NFTs?

Não basta fazer um Pix para o vendedor. As transações de NFTs acontecem por meio de uma tecnologia chamada blockchain.

De forma simples, o blockchain é um sistema que permite rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informações pela internet. São pedaços de código gerados online que carregam informações conectadas.

É esse sistema que permite as transações das criptomoedas – como o bitcoin, por exemplo.

Basicamente, toda vez que há uma movimentação, ela fica registrada numa espécie de documento oficial, mantido por milhares de computadores ao redor do mundo e que pode ser acessado por qualquer pessoa.

Por que isso importa? Porque o principal valor dos NFTs é baseado na confiança da autenticidade. Esse registro coletivo e facilmente acessível torna mais difícil a tarefa de fraudar informações de compra e venda. A posse dos NFTs fica com todo o histórico computado.

Hoje em dia, os NFTs mais comuns são comercializados através da rede Ethereum, uma das criptomoedas mais famosas que existem.

Para quê comprar algo que pode ser visto de graça?

A resposta para isso depende do valor que você atribui à originalidade. Ver a Mona Lisa original é a mesma coisa que ver uma réplica pendurada na sua parede? Para algumas pessoas, até pode ser.

O ponto é que peças digitais sempre foram muito fáceis de serem copiadas e replicadas. Boa parte dos criadores nunca ganha dinheiro nenhum com aquilo que fizeram.

Os NFTs mudam esse cenário. Pode continuar sendo fácil copiar uma imagem ou um vídeo, mas o NFT em si, aquele código único e com compra e venda registrada, é único. A colagem digital do Beeple pode ser vista no Google da mesma forma que a Mona Lisa. Mas o dono sabe que o dele é o original.

Isso gera escassez. E, para o mercado, quando algo é escasso e a sociedade atribui valor, as negociações se tornam mais competitivas.

Os NFTs têm grandes entusiastas e grandes críticos. Alguns investidores acreditam que eles tendem a se valorizar, enquanto outros defendem que, em algum momento, o mercado não verá mais valor.

Afinal, valor é algo relativo. E dinheiro, cada vez mais, toma formas únicas e originais. Até um meme da internet pode valer milhões.

Publicado por Blog Nubank 

20 dez
Ameca, o robô humanoide que impressiona por semelhança com humanos

Imagem do robô "acordando para a vida" revelada esta semana viralizou e chama a atenção pelo realismo das expressões. Modelo servirá como base de teste para inteligência artificial, e será vendido por cerca de R$ 745.000 cada.

Uma empresa de robótica chamada Engineered Arts, sediada no Reino Unido, divulgou um vídeo em que apresenta Ameca: um impressionante robô humanoide com expressões faciais assustadoramente realistas.

De acordo com a empresa, sua criação “representa a vanguarda da tecnologia de robótica humana”, tendo sido projetada especificamente como uma plataforma para o desenvolvimento de futuras tecnologias de robótica. “Inteligência artificial e sistemas de aprendizado de máquina podem ser testados e desenvolvidos no Ameca”, diz o material de divulgação.

Por enquanto, o robô acinzentado não é capaz de andar. “Há muitos obstáculos a serem superados antes que Ameca consiga andar”, explica a empresa. “Caminhar é uma tarefa difícil para um robô e, embora tenhamos feito pesquisas sobre isso, não criamos um humanoide ambulante completo”.

No entanto, isso pode mudar com o tempo, já que, segundo a desenvolvedora, a arquitetura modular do robô permite futuras atualizações, tanto físicas quanto de software, para aprimorar suas habilidades.

Robô foi criado para servir de plataforma de aplicação de algoritmos de Inteligência Artificial

Todas essas “caras e bocas” que o robô é capaz de fazer são ferramentas importantes para facilitar a interação homem-máquina. E esse é o objetivo da Engineered Arts. “Ameca é a plataforma perfeita para desenvolver a interação entre nós humanos e qualquer metaverso ou reino digital”, diz o site do produto.

Robô humanoide Ameca é uma plataforma para aplicação de sistemas de inteligência de máquinas. Imagem: Engineered Arts

Isso significa que cientistas que trabalham com o desenvolvimento de sistemas de Inteligência Artificial podem usá-la como instrumento de aplicação de seus algoritmos. “IA geralmente é apenas um código de computador, o que não é tão dramático quanto nossos personagens realistas. Mas é usado para reconhecimento de fala e reconhecimento facial/de objetos, com os quais nossos robôs podem ser programados”, explica a empresa.

 Para isso, Ameca está disponível tanto para venda quanto para locação. Como os valores não foram divulgados pela Engineered Arts, os interessados devem entrar em contato para solicitar orçamento e mais informações.

Veja o que se sabe sobre o Ameca:

  • Projeto levou 15 anos de trabalho.
  • Seu preço será de cerca de 100 mil libras, equivalente a R$ 745.000.
  • Robô pode ser utilizado para o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial e machine learning.
  • Hardware e software que permitem atualização constante.
  • Divisão em módulos. Segunda a empresa, é possível ter apenas “uma mão” o “braço” do modelo, não há necessidade de ter o robô completo para funcionar.
  • Conexão em nuvem: todos os dados do robô ficam disponíveis remotamente.
  • Movimentos suaves e realistas que buscam estabelecer um “relacionamento instantâneo com pessoas”, segundo a fabricante.

Publicado por Olhar Digital 

14 dez
Tecnologia no combate a violência contra a mulher

Entre 2020 e 2017, o índice de mulheres que foram mortas pela condição de ser mulher ou em situação de violência aumentou em 50% – é o que aponta o Anuário da Segurança Pública do Estado do Piauí (SSP-PI).

De acordo com a assistente social, Caroline Leal, uma das formas de combater a violência de gênero é criando cada vez mais mecanismos para oferecer segurança eficiente à mulher. Uma estratégia nesse sentido vem sendo estudada há três anos pela professora Ana Paula Cavalcanti. Em sua pesquisa, ela articula como a inteligência artificial pode ser uma ferramenta no enfrentamento à violência contra a mulher.

Na pesquisa de Ana Paula, que é doutora em Ciência da Computação, a tecnologia pode auxiliar a identificar a violência contra à mulher no momento em que ela está ocorrendo durante uma ligação telefônica. Desse modo, através da inteligência artificial, é possível notificar os órgãos de segurança para que possam ser tomadas ações o mais rápido possível. “É uma forma de agir antes que a vítima sofra o crime de feminicídio”, ressalta a professora.

Inteligência artificial para resolver problemas sociais 

“Os dados são assustadores: em 2020 foram registrados uma denúncia de violência doméstica por minuto, foram 230.160 casos de lesão corporal dolosa por violência domésticas na polícia civil,  81,5% dos feminicídios são cometidos por companheiros ou ex-companheiros. Imaginem os outros casos que não são denunciados e registrados. Precisamos debater esses temas mesmo, usar Inteligência Artificial para resolver os problemas sociais”, diz a pesquisadora.

O projeto envolve inteligência artificial para identificar e reconhecer através da voz da mulher e análise da ligação se ela está passando por algum tipo de agressão. “Características na voz, energia e a intensidade da fala são verificadas para poder prestar o socorro”, explica Ana Paula. É uma forma da tecnologia contribuir para uma questão social.

A pesquisadora explica que a tecnologia está pautada na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Isso porque, algumas informações não precisam necessariamente serem repassadas aos órgãos de segurança, como dados pessoais ou íntimos das mulheres. A intenção, segundo Ana Paula, é relatar apenas a agressão para que a violência seja interrompida. “É uma forma de que essas informações sejam tratadas de forma 100% anônima”, explica.

“Podemos por meio dessa IA classificar cenas acústicas por meio das análises dos sinais produzidos pelo som. Utilizamos deep learning e mel-spectogram para a detecção de violência física e reconhecimento de atores de uma cena acústica de violência. Tudo isso em modelos de dispositivos móveis”.

O estudo envolve a transformação digital em curso em uma sociedade midiada. Esse debate fez parte do I Congresso iCEV de Direito, Negócios e Tecnologia.

Publicado por O Estado do Piauí

16 nov
Polícia faz operação nacional contra pirataria de games

 

 

Uma ação nacional contra pirataria de games, batizada de “Operação Brick”, apreendeu máquinas, suspendeu sites e bloqueou perfis em plataformas de comércio eletrônico nesta quarta-feira (10).

A operação foi liderada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil de São Paulo, e cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão no bairro da Penha, na Zona Leste da cidade de São Paulo, e em Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista. Os endereços foram identificados a partir de um trabalho de inteligência policial.

O material apreendido foi colocado à disposição da perícia técnica. Os envolvidos poderão ser punidos por violação de direitos autorais, um crime que prevê pena de reclusão de dois a quatro anos e multa. Além disso, os acusados também podem ser indiciados por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Operação Brick

Equipamentos apreendidos serão examinados por perícia técnica e não poderão ser mais utilizados para cometer crime de pirataria.

Equipamentos apreendidos serão examinados por perícia técnica e não poderão ser mais utilizados para cometer crime de pirataria.

 

A palavra “brick” em inglês significa tijolo. O termo é utilizado por jogadores de video game para designar equipamentos inutilizados. De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, o nome da operação reflete um de seus principais objetivos, que é “tornar inservíveis os consoles adaptados para prática de pirataria, bem como indisponíveis os serviços criminosos que violam os direitos autorais.”

A ação contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas vinculado à Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A operação nacional também envolve a participação de policiais civis do Mato Grosso do Sul.

Publicado por Tecmundo 

18 out
Brasil participa de conferência global contra ransomware na Casa Branca

Representantes de 30 países, entre eles o Brasil, se reuniram dia 13 de outubro, para uma conferência virtual convocada pela Casa Branca, nos Estados Unidos, dando início a um debate sobre medidas internacionais de combate ao ransomware. Mas dois países estratégicos estão fora do encontro: Rússia e China.

O encontro vai ter seis sessões e vai durar dois dias. Apenas a primeira delas foi aberta à mídia. As outras cinco sessões serão fechadas e vão abordar temas como resiliência nacional (liderado pela Índia), combate ao financiamento ilícito (liderado pelo Reino Unido), interrupção e outros esforços de aplicação da lei (liderado pela Austrália) e diplomacia (liderado pela Alemanha). Não foi revelada em qual sessão o Brasil estará presente.

Questionado sobre a ausência da Rússia, um alto funcionário da Casa Branca, sob a garantia do anonimato, disse que há um grupo de especialistas dos EUA e do Kremlin discutindo diretamente ransomware e outros ataques cibernéticos. “Esperamos que o governo russo trate da atividade criminosa de ransomware proveniente de atores dentro da Rússia”, disse o funcionário. Não houve uma explicação oficial para a ausência da China.

A Conferência global contra ransomware estabeleceu quatro objetivos: melhorar a detecção desses crimes cibernéticos, aumentar a resiliência de redes e empresas públicas e privadas a ataques, acabar com a impunidade que protege as criptomoedas, normalmente usadas para o pagamento de resgates, e aumentar a cooperação internacional no combate ao cibercrime.

As perdas econômicas globais causadas por ataques de ransomware aumentaram em 2020, de acordo com estimativas do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos e chegaram a US$ 400 milhões. E só aumentam. Tanto que os prejuízos somaram US$ 81 milhões no primeiro trimestre.

Publicado por Convergência Digital

14 out
Você sabe o que é o conceito de Computação em Nuvem? O iCEV Explica!

Computação em Nuvem está muito presente hoje no nosso dia a dia: quando você acessa o e-mail do seu celular ou arquivos no seu smartphone; quando você está acessando a sua TV na Netflix para assistir um vídeo; a partir do momento que você está com sua conta do Nubank, todos esses dados e arquivos estão armazenados em nuvem.

 

Então o que é que é Computação em Nuvem?

A nuvem é, nada mais nada menos, do que você deixar de ter seu servidor dentro do seu Data Center da sua empresa, para esse servidor estar em um provedor de nuvem. Hoje os principais provedores de nuvem são a Amazon (AWS), que iniciou esse mercado, a Google Cloud, Oracle e a Azure, são os principais.

 

Qual a grande vantagem deste ambiente?

A escalabilidade, ou seja, em qualquer situação eu consigo aumentar meus recursos computacionais, coisa que eu não posso quando eu estou dentro de um ambiente on premise, dentro da minha empresa.

Se eu compro um servidor para a minha empresa, e eu preciso aumentar a quantidade de memória, a quantidade de disco, isso é inviável, eu teria que comprar um segundo servidor.

Dentro de um ambiente de Cloud Computing, consigo aumentar isso com um clique de mouse, arrastando.

Outra grande vantagem é a alta disponibilidade desse ambiente, então consigo rodar uma aplicação, na hora que eu crio a aplicação eu digo “olha, essa aplicação vai estar rodando em 2, 3, 4 instâncias ao mesmo tempo”. Caso uma dessas instâncias cair, ele é iniciado automaticamente, isso traz uma grande vantagem para os meus recursos computacionais, que é chamado de resiliência.

 

Zona de alta disponibilidade

Todos os provedores de nuvem estão altamente preparados em casos de contratempos, eles têm um recurso chamado de “zona de alta disponibilidade”.

Eles colocam os Data Centers deles, espalhados geograficamente no mundo em réplicas, então aquele meu dado que está num Data Center é replicado em um segundo Data Center. A partir do momento que cair esse Data Center principal, um Data Center secundário passa a funcionar.

 

Existe segurança em um ambiente de nuvem?

Muita! Existe muita segurança em ambiente de nuvem. Existe replicação, existe alta disponibilidade. A falha de segurança é dos administradores que usam esse ambiente.

O mercado de computação em nuvem está em voga. A maioria das empresas estão jogando suas aplicações neste ambiente.

 

O Engenheiro de Software é fundamental

 

Aí é onde entra a importância do papel do Engenheiro de Software preparar suas aplicações para este ambiente em nuvem, entender as arquiteturas de microsserviços, entender como funciona os recursos de container, docker e as estruturas de kubernets.

A dica é: Preparem as suas aplicações para esse ambiente, isso é extremamente importante.

 

O assunto desse iCEV Explica foi produzido pelo professor Me. Luciano Aguiar, do curso de Engenharia de Software.

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