17 jul
8 maus hábitos que prejudicam a comunicação

Escola de negócios e gestão

CIOs carregam a fama de cometer vários erros no debate com seus pares das áreas de negócios, fora do escopo da TI. Com o objetivo de contornar tal deficiência, muitos executivos procuram lustrar a habilidade de comunicação que têm. O resultado dessa procura é positivo.

Mas a necessidade de aperfeiçoar a comunicação não se encerra nos casos em que o diálogo se estabelece com o público externo. Em eventos com colaboradores internos, acionistas e outros executivos em cargos de liderança, é imprescindível que sejam dominadas as técnicas de persuasão.

Abordagens errôneas e o emprego inconveniente de termos técnicos são muito comuns. Na pior das hipóteses tais fatores têm um poder incalculável de prejuízo à imagem da corporação. Na melhor, apenas a reputação do executivo sairá manchada.

Para minimizar os riscos de tal dano ocorrer, convém evitar:

Abusar do jargão

Aplicar incansavelmente todo o jargão técnico disponível em conversas com profissionais de outras áreas é um dos maiores equívocos. Para muitos executivos de perfil altamente técnico falta a sensibilidade necessária para adequar o discurso à compreensão dos interlocutores. Essa falta de sintonia é um convite à interpretação errônea e amplifica o que é conhecido por ruído (inimigo nº1 de toda comunicação). Por hora, procurar se ater ao nível de compreensão dos outros é o único remédio para evitar tais inconveniências.

Culpar o sistema

Transferir a responsabilidade por eventuais falhas aos CPDs durante conversas com vários participantes causa um efeito grave: irritação e insegurança relativos ao funcionamento do centro ou a atitude do executivo. Aos espectadores externos, com pouco conhecimento em assuntos de ordem técnica, chega apenas a mensagem de que regem problemas ainda sem solução na estrutura de TI. O agravante é que, por vezes, temas de natureza técnica acabam entrando na pauta de encontros corporativos. Cabe ao executivo aplicar um vocabulário acessível e tranquilo.

Se em conversas restritas a palavra “desastres” é corriqueira e todos sabem não se tratar de um apocalipse, o mesmo não pode ser dito quando o termo é proferido para uma audiência em que leigos e técnicos estão juntos. Aproveite para abordar esses temas com questionamentos que possam ser respondidos por membros da equipe técnica presente, mas sem iniciar uma guerra pública. Os efeitos dessa estratégia são múltiplos: levantam uma questão que é solucionável, ao passo que expressa valorização dos funcionários chamados a colaborar na explicação dos “desastres”.

Abusar do tom de marketing

Executivos que passaram por departamentos comerciais e assumiram posições de liderança em TI, dificilmente abandonam o tom comercial em seus comunicados. Aos colegas fica a impressão do executivo quer empurrar algo. Esse tipo de discurso tem receptividade nula em meio aos profissionais de TI. Será um excelente tema nas conversas internas entre esses profissionais para alimentar a ideia sobre “o engravatado que acha que sabe”.

Não perguntar

O bom CIO faz perguntas consistentes e valoriza as respostas. Tal comportamento permite que o assunto debatido seja enriquecido com aspectos antes ignorados. Uma conversa assim fomenta maior integração entre gestores e equipe. Proceder de maneira diferente pode fortalecer a noção do executivo duvidar de sua capacidade de responder.

Excluir os outros

Vários CIOs de excelente formação dispõe de ideias e estratégias de implementação  e execução de projetos consagrados. É preciso abrir espaço para a participação dos argumentos alheios na hora de determinar a maneira pela qual um processo será executado. Responder a quem contribuiu com as sugestões, fundamentando a exclusão da opinião no estabelecimento da estratégia é a maneira correta de harmonizar o ambiente corporativo.

Ameaçar em vez de argumentar

Ao solicitar a contratação de novos funcionários, sugerir a aquisição de novos servidores ou a expansão do orçamento dos departamentos de TI, não fazê-lo em tom de ameaça. Se o caso pede urgência é essa a ideia que deve ser deixada clara, sem partir para previsões das terríveis consequências caso não seja possível realizar os investimentos solicitados. Quem ouve ou lê uma aproximação, tem a sensação de estar sendo pressionado e não tardará a atribuir esse panorama apocalíptico ao despreparo e à falta de providências do próprio CIO.

Nesses casos urgentes, a melhor coisa a fazer é apresentar um elenco de diferentes soluções e tentar, à medida do possível, promover a mais adequada. Qualquer proposta pode ser melhorada se o CIO elencar inclusive a forma que os benefícios vão surtir efeitos positivos por todo a cadeia associada – da corporação aos seus clientes.

Ignorar o core business da empresa

É certo que o campo de maior conhecimento dos CIOs pertence ao universo técnico, característica que os promove às posições que ocupam. Todavia, é necessário ser capaz de expandir o discurso além da zona de conforto e incluir na retórica as informações que são importantes para o faturamento da empresa. Ferramentas de Business Intelligence são um item de TI, mas também aumentam as possibilidades de vender mais. É o que as lideranças da corporação querem ouvir.

Fonte: CIO from IDG/Terra 

16 jul
A mistificação do Direito

Escola de direito aplicado

Juristas gostam de raciocinar a partir de casos hipotéticos, então comecemos com um: imaginem que a polícia descobre que determinada pessoa praticou um crime bárbaro. A descoberta ocorreu porque os policiais conseguiram, no curso de uma investigação, interceptar uma ligação entre o criminoso e sua esposa, na qual ele confessava, sem margens para dúvidas, que havia praticado o crime. Aquela era a única prova material que a polícia conseguira em meses de investigação. Finalmente, a justiça poderia ser feita. Só havia um problema: a polícia havia interceptado a ligação sem ter pedido a um Juiz que a autorizasse previamente.

Aquele criminoso, se não existirem outras provas, provavelmente será absolvido. O direito brasileiro não admite provas que tenham sido obtidas por meio de interceptação telefônica não autorizada judicialmente. Policiais, promotores, advogados e – principalmente – juízes poderão ouvir a gravação, saber do que se trata, ter certeza que nela consta uma confissão expressa de crime, e ainda assim deverão concordar que o criminoso sem escrúpulos não poderá ser condenado.

Pessoas comuns, diante disso, ficam consternadas. Será que é correto deixar que um assassino ou um corrupto saia impune de um tribunal por conta de uma pequena minúcia técnica em um processo criminal? O formalismo jurídico, com suas regras, seus procedimentos, suas milhares de brechas para nulidades e vícios, não é, afinal de contas, um tipo de artificialismo imoral?

Os juristas tentam encontrar – ou formular – justificativas morais para situações como essa. Eles argumentam, por exemplo, que os formalismos são uma salvaguarda do cidadão em face do arbítrio do Estado. Pequenas violações de garantias, que muitos gostam de chamar de “fundamentais”, acabarão se transformando em violações progressivamente mais graves. O cidadão comum que consentiu com uma pequena violação, acabará sendo, posteriormente, vítima de outra.

É melhor absolver um culpado do que condenar um inocente, dizem os juristas. As garantias – e nulidades que muitas vezes dela decorrem – tentam assegurar que poucos inocentes serão injustamente condenados. Idealmente, que nenhum será. Se alguns culpados serão soltos como decorrência, paciência. É o preço a se pagar.

Mas será mesmo? Nosso criminoso hipotético havia confessado o crime, e ninguém tinha dúvidas quanto a isso. Será moralmente correto deixá-lo livre em nome de supostos inocentes que poderiam ser condenados num futuro que não sabemos se chegará?

A resposta do Direito é “sim”. Ou melhor: “não importa”. O cidadão comum vê com estranhamento as formalidades jurídicas porque encara problemas como o do criminoso hipotético a partir de seu julgamento moral sobre o caso. E o julgamento moral do cidadão comum, corretamente, considera que um criminoso confesso deve ser punido, e que é injusto não fazê-lo.

Contudo, é esse tipo de julgamento moral que o Direito tenta afastar do raciocínio jurídico. Na lógica dos juristas, a avaliação moral das circunstâncias de um caso pode ser relevante no momento da criação de uma lei. Mas, uma vez promulgada, cabe aos profissionais do Direito aplicá-la, de acordo com os cânones de interpretação jurídica que aprenderam em seus livros de doutrina e nas decisões judiciais anteriores. Não é seu papel avaliar moralmente a situação. Seria melhor que o Direito fosse mais flexível em termos de obtenção de provas por meio de interceptação telefônica? Até poderia ser. Mas ele, atualmente, não é, e o juiz, ainda que triste e resignado, deverá curvar-se à lógica do direito.

Não é lógico, do ponto de vista moral, que um criminoso seja punido? Até pode ser, mas os juristas costumam objetar que o Direito tem a sua própria lógica. O mundo do Direito é um mundo paralelo, com suas próprias regras, suas próprias leis e seus próprios critérios do que é certo e do que é errado.

Isso não significa, então, que deveríamos abrir mão do Direito, e deixar que nosso julgamento moral e nosso senso de justiça decidam os casos, à medida que eles surjam? Existem várias razões – alguns diriam racionalizações – para termos um sistema de normas com as características do Direito. Ele pode servir para diminuir os conflitos sociais que surgiriam das divergências sobre a interpretação de uma norma moral. Ele pode facilitar a coordenação social entre pessoas que pensam e agem de maneiras distintas. Ele pode conferir segurança e previsibilidade às relações entre cidadãos. As razões são muitas.

Mas quero chamar atenção, aqui, não para a estranheza gerada no cidadão comum pela diferença entre a lógica artificial do direito e o nosso próprio senso de moral e justiça. Quero chamar atenção para o fenômeno inverso: a substituição do nosso senso de moral e justiça pela lógica artificial do direito. Em outras palavras: a falta de estranhamento diante do Direito.

A lógica implacável do Direito pode levar a decisões que contradizem o que achamos correto, tudo o mais considerado. O cidadão comum que esteja convencido da importância do Direito aceitaria o resultado com um certo sentimento de resignação. Infelizmente, pensa ele, esse é o preço que temos que pagar. Mas algumas pessoas, ao invés de um sentimento de resignação ou de revolta contida, passam a equiparar a sua própria regra moral com a regra do Direito. Não há mais a sensação de estranhamento diante do conflito entre consciência moral e regras jurídicas porque não há mais diferença entre consciência moral e regras jurídicas. Uma absolvição jurídica é também uma absolvição moral.

O filósofo inglês Jeremy Bentham ficava horrorizado diante da imensa complexidade do direito inglês, com seus métodos artificiais de prova, suas leis prolixas e obscuras, e seu excesso de formalismo. Mas, como nota H.L.A. Hart, Bentham ficava ainda mais horrorizado com a facilidade com que juristas aceitavam os abusos do Direito e propagavam a “enervante superstição” de que esses abusos eram “naturais e inevitáveis” (Essays on Bentham: Studies in Jurisprudence and Political Theory. Oxford: Oxford University Press, 1982, p. 26).

A mistificação do Direito denunciada por Bentham podia ser vista no uso recorrente de expressões que o filósofo chamava de “passion-kindling appellatives” e “imposter terms“: expressões que tinham um sentido mais emocional do que descritivo. Bentham citava o uso da expressão “manutenção da lei e da ordem” – ao invés da simples “aplicação da lei” – como uma dessas expressões, mas podemos encontrar outras: as regras processuais que não são simples regras, mas, sim, “garantias fundamentais”; a não observância de uma dessas regras, que não é vista apenas como uma nulidade, mas também como uma violação ao “Estado de Direito”.

Mistificar o Direito, assim, é elevá-lo à condição de regra moral natural que uma criação humana imperfeita não deveria ter. A existência do Direito pode ser necessária, mas a sua mistificação definitivamente não é. O criminoso hipotético, cuja confissão foi interceptada em um ato ilegal da Polícia, não deve ser condenado, segundo o Direito. Isso não significa que não devamos impor-lhe o castigo da reprovação moral e, a depender do caso, política, que sua conduta merece.

Diante da prova cabal de um crime, que consequências o criminoso deveria sofrer? Se a prova foi obtida de maneira ilegal, ele não deveria ser punido pelo Direito. Isso significa que não deva ser punido na esfera moral e política? Algumas pessoas, críticas da suposta sanha justiceira do cidadão comum, parecem crer que não. Estes, no entanto, não percebem que, por trás de um alegado compromisso sentimental com o Estado de Direito, estão reprimindo sua própria sensibilidade moral em nome da mistificação de uma criação humana importante, útil, porém falível e parcial. No mundo paralelo do Direito, deve vigorar a estrita lógica jurídica; no mundo da moral e da política, não.

(Artigo originalmente publicado aqui)

13 jul
“Vai advogar ou fazer concurso?” Nem um, nem outro!

Escola de direito aplicado

O início de tudo

Quando entramos no curso de Direito, somos ensinados que podemos escolher dois caminhos:

  • Estudar para passar em algum (qualquer) concurso ou;
  • Seguir a carreira de advogado

A primeira opção, considerada a melhor por grande parte (senão a maioria) dos aspirantes juristas, costuma atrair muito pelo apelo a estabilidade, a uma “vida ganha” e a um salário relativamente alto para o mercado jurídico. Claro, existem aqueles que seguem realmente sua vocação no serviço público e o prestam de maneira magistral, com bom gosto e um sentimento de realização profissional incrível. Agora, via de regra, são aqueles apelos que direcionam a massa de concurseiros que, se não descobrirem a vocação após a aprovação para os cargos públicos que virão a ocupar, tendem a cair na perversa rotina do funcionalismo público de má vontade que prejudica tanto a eles próprios quanto ao país como um todo.

A segunda opção, por sua vez, acaba se tornando uma ótima alternativa para aqueles que não são tão apegados a uma rotina 100% fixa de trabalho e que têm certa facilidade em defender os interesses de outras pessoas. Com um currículo bem tecnicista e programado quase que inteiramente para aplicação nua e crua da letra da lei (e dos entendimentos cada vez mais fluidos dos diversos tribunais), os cursos de Direito parecem muito mais inclinados a formarem algo similar com “operador do Direito” do que efetivamente um militante dos interesses alheios legítimos que escuta, compreende, orienta e busca soluções para os conflitos daqueles que o procuram – qualidades que, estas sim, eu identifico como essenciais a um advogado.

Longe de mim querer simplificar e colocar todos os navegantes de cada um desses caminhos em um mesmo barco. Sei que existem milhares de diferenças relacionadas a áreas, nichos, segmentos, personalidade, etc, que fariam qualquer simplificação desse tipo cair por terra. Fato é que, existem esses dois caminhos e existem distintas razões para que as pessoas optem por um ou por outro, só fiz enumerar algumas delas.

Meu objetivo aqui, na verdade, é apontar uma terceira alternativa. Um caminho que escolhi e que é muito pouco explorado, ainda que tenha um potencial de transformação enorme. Falo aqui do empreendedorismo no Direito. Vale lembrar que empreendedorismo é

“(…) o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal”

Ok, empreendedorismo. Mas no Direito?

Isso mesmo! Um mercado que movimenta em torno de 50 bilhões de reais e 100 milhões de processos por ano; além de contar com mais de 1 milhão de atores no setor privado e 440 mil no setor público; e ainda impactar significativamente todas as outras esferas (econômicas ou não) da sociedade não pode se dar ao luxo de não contar com agentes transformadores que busquem soluções para os problemas dele.

Muitos acreditam que o único modo de empreender no Direito é criando seu próprio escritório de advocacia. Bem, se aventurar na constituição de uma sociedade de advogados é com certeza desafiador e intrigante, envolve autonomia, controle do seu próprio horário e gestão. Ainda assim, esse é só um dos caminhos que um profissional graduado no Direito pode optar para empreender em sua área.

Em um mercado tão robusto, o que não faltam são problemas a serem resolvidos! Ainda que muitas as empresas e setores governamentais já se dediquem de maneira exaustiva a solucioná-los, os desafios são enormes e extremamente diversificados. O próprio Jusbrasil se propõe a fazer isso, conectando pessoas à Justiça por meio do acesso à informação jurídica e da intermediação do contato de consulentes com advogados. Outras empresas tentam atacar problemas como a morosidade do aparato judicial, a falta de dados estatísticos confiáveis, a dificuldade de comunicação com clientes, a gestão e a produção desse número absurdo de peças processuais feitas todos os dias, dentre outros tantos que permeiam o mundo do Direito.

Hoje, contamos ainda com ferramentas poderosas para atacar de maneira mais efetiva esses diversos problemas. Avanços tecnológicos ligados à massificação da internet e ao crescimento da capacidade computacionaldos aparelhos conectados à rede abrem margem para todo um novo universo de possibilidades para exercer a criatividade desses desbravadores de novos caminhos – que chamamos aqui de empreendedores.

Alguns exemplos de empreendimentos tecnológicos no Direito

Como disse, são muitas as possibilidades nesse meio ainda muito pouco explorado. Mas como os principais players desse mercado estão atuando hoje?

Algumas empresas têm trabalhado com a intermediação da contratação de advogados, tanto para clientes finais como para outros advogados. Outras ainda têm se proposto a fornecer uma plataforma para a resolução online de conflitos, evitando até mesmo a judicialização de controvérsias, contribuindo para o avanço das formas consensuais de resolução de conflitos e para a diminuição do enorme estoque de processos pendentes no país.

A coleta, armazenamento e processamento de bases enormes de dados (fenômeno popularmente chamado big data), ao ser aplicada ao Direito, abre portas para a chamada jurimetria. Essa nova área se propõe a traçar perfis detalhados de tribunais, juízes e mesmo de advogados, a fim de conferir um subsídio muito mais sólido para que juristas tomem decisões acerca de seus casos.

O big data, aplicado em conjunto com inteligência artificial e aprendizado de máquina, tem transformado a análise de licitações pelo TCU e a fiscalização de doações eleitorais TSE. Existem ainda uma série de possibilidades com essas tecnologias aplicadas ao setor público e o próprio STF tem investido nelas para agilizar a tramitação dos processos que chegam na Suprema Corte.

O blockchain promete ser uma alternativa muito mais viável para a validação de documentos públicos nos próximos anos, além de permitir a criação de contratos auto-executáveis e inteligentes (os chamados smart contracts). Ele também tem sido utilizado cada vez mais para validação de todo tipo de transação de valores, inclusive de moedas.

Essas e outras soluções tecnológicas prometem revolucionar o Direito e, ao mesmo tempo, ampliar significativamente as áreas de atuação dos empreendedores jurídicos e o próprio acesso à Justiça!

Fonte: Kadu Mourão*/JusBrasil

(*) Kadu Mourão é graduando em Direito pela UFMG, entusiasta em Direito e Tecnologia.

 

 

12 jul
Você trocaria o tradicional ambiente corporativo por uma startup?

Escola de negócios e gestão

O modelo de trabalho de startups, com ambiente descontraídos e poucas formalidades, tem ganhado cada vez mais adeptos – sobretudo entre o público jovem. Você estaria disposto a trocar o tradicional ambiente corporativo por uma startup?

Pesquisa da Michael Page mostra que para nove em cada dez profissionais a resposta é sim.

Segundo o levantamento da consultoria, sete em cada dez executivos estão dispostos a abrir mão de parte do salário para ter mais flexibilidade de horário e por acreditarem em uma maior qualidade de vida para atuarem em novos modelos de negócio.

Genis Fidelis, gerente da Michael Page, cometna que as startups estão vindo com propostas inovadoras e isso tem chamado muito a atenção de executivos que atuam no mercado tradicional. “Além de modelos disruptivos e dinâmicos, essas empresas oferecem a possibilidade de profissionais se destacarem e crescerem junto com elas. É um tipo de desafio que tem despertado o interesse de muitos executivos, de olho não apenas em remuneração, mas em outros aspectos, como flexibilidade de horários e em estruturas mais enxutas e menos hierarquizadas. Tem sido um diferencial na hora de atrair grandes talentos do mercado”, destaca.

A pesquisa foi realizada em março deste ano contando com a participação de cerca de 1 mil executivos de alta e média gerência para entender a relação desse público com as startups.

O levantamento também procurou saber se os profissionais estariam dispostos a responder para um presidente de startup mais novo que eles. De acordo com 96% dos respondentes, eles se sentiriam bem em lidar com essa questão ante 4% contrários à subordinação de um presidente mais jovem.

A pesquisa buscou entender dos executivos se o perfil profissional deles estava adequado para trabalhar em uma startup. Foram 94% os que se julgaram apropriados para embarcar em um novo modelo de negócios enquanto 6% informaram que não possuem as características ideais para vagas desse gênero.

“Essa pesquisa traz revelações importantes sobre a disposição dos profissionais em atuar num modelo de startup e como eles imaginam que são percebidos pelos líderes dessas empresas. São informações reveladoras e que podem apontar novas tendências no recrutamento e seleção de candidatos.”

Contratação de executivos em startups cresce 50%

As startups não têm poupado esforços para atrair profissionais qualificados. De acordo com dados da Michael Page, a procura por analistas, especialistas, coordenadores e gerentes cresceu 50% até março deste ano frente o mesmo período do ano anterior. Ainda de acordo com a consultoria, os cargos mais demandados foram Customer Hapiness, Marketing de Performance, Marketing de Transformação Digital e User Experience.

“As startups querem profissionais orientados ao desafio e à inovação. Buscam pessoas dedicadas ao negócio e orientadas ao resultado. Os executivos com boa formação técnica, de bons relacionamentos e perfil analítico, são os mais desejados por essas empresas”, explica o consultor. O salário médio para executivos de porte gerencial desses níveis está em torno de R$ 18 mil.

Fonte: Computerworld

11 jul
7 conselhos para você melhorar o desempenho no trabalho e da sua carreira

iCEV

Você já parou para pensar se tem alta performance no seu trabalho? Na sua vida pessoal? Na sua vida relacional? Na sua qualidade de vida? Vivemos em uma sociedade onde a cobrança por resultados e desempenho tem se tornado cada vez mais frequente. Às vezes nem sabemos ao certo o que é alta performance, mas sabemos que é preciso alcançá-la.

O que é alta performance, afinal?

Segundo os dicionários, alta performance é atingir o seu potencial ao máximo e poder desfrutar de tudo que suas habilidades podem proporcionar. Ter alta performance implica produtividade e entrega de resultados.

Fruto da minha própria experiência e vivência listei sete segredos da alta performance que compartilho aqui, para que você, leitor, possa desenvolver uma mente de alta performance.

São eles:

1 – Clareza nos objetivos

Você pode não saber para onde REALMENTE DESEJA ir, mas precisa definir com clareza para onde está indo. Procure sempre definir seu rumo e manter isso claro em sua mente. Você verá que vai chegar lá muito mais frequentemente e muito mais rápido.

2 – O poder do aqui e agora

É necessário ter consciência de seu momento e da sua presença física e temporal. Como saberemos se estamos presentes em determinadas situações, ou não? O meio mais simples para isso é perguntarmos:

Em quais níveis de presença emocional e física, estou neste exato momento?

Imagine uma escala de 1 a 10. Imaginou?

3- Motivação com disciplina

Motivação é aquela força interior que todos temos e que se modifica ao longo da vida, nos direcionando para os nossos objetivos.

Disciplina é capacidade do ser humano de se manter focado naquilo que é necessário para alcançar um objetivo traçado. Ou seja: a pessoa sabe o que precisa fazer e o faz com toda a dedicação até que sua meta seja alcançada.

4- Foco no positivo

Aquilo em que você coloca o seu foco tende a aumentar na vida e a afetar a maneira como você percebe a realidade.

Foco total na ação positiva, emoções positivas, pensamentos e crenças positivas, linguagem positiva, resultados positivos.

5 – “Mindset”/Feedback

Nosso mindset – define nosso nível de empenho, em nossas ações na busca de melhores resultados. Tudo começa em nossa mente. Nossas crenças, valores, regras e necessidades, nos definem. Definem quem somos.

Tenha maturidade e principalmente profissionalismo para receber Feedbacks em algo que você fez ou desempenhou. Você só tem a ganhar com isso, renovando suas habilidades e aprimorando cada vez mais suas tarefas.

Lembre de situações em que você deu o seu melhor. Alta performance, significa ser o seu melhor.

6 – Resiliência

Uma pessoa que tem resiliência é alguém que sabe superar as dificuldades e desafios que se apresentam. Se você sabe superar a si mesmo, seus diálogos internos negativos, suas crises pessoais, você já está na metade do caminho para atingir seus objetivos.

7 – Sentir gratidão

Reconheça o poder da gratidão em todos momentos e conquistas, até pelas pequenas coisas. Comece a agradecer e ficará impressionado como terá mais coisas para ser grato. A gratidão é um processo poderoso de transformar sua energia e conquistar o que você quer.

E por fim, quando estamos em um estado de alta performance, somos capazes de influenciar os outros. Podemos transmitir nosso entusiasmo através de nossa presença. Automaticamente, as outras pessoas também se tornarão entusiasmadas, e terão uma alta performance.

Mãos à obra, não é só pensar em fazer, planejar o fazer, falar que vai fazer é fazer. Então comece a agir. Cresça. Desafie-se. Busque e alcance o sucesso.

Fonte: Ana Slaviero*/ IDG Now

(*) Ana Slaviero é especialista em transição de carreiras, palestrante e coach 

 

10 jul
Futuro do pagamento móvel dispensará uso de senhas e cartões de crédito

Escola de tecnologia aplicada

Pagamentos digitais em breve serão feitos com qualquer coisa, dos nossos celulares e relógios inteligentes até geladeiras e carros, incluindo nosso próprio corpo ou o ambiente. O benefício disso é duplo: mais opções de pagamento e compras mais rápidas, mais convenientes e mais seguras. Usando novos dispositivos conectados, biometria e lojas adaptadas (como a Amazon Go) tudo ao nosso redor vai gerenciá-los.

Uma desvantagem? Pode tornar-se tão fácil gastar dinheiro que você desperdiçará todo o seu salário sem perceber (e isso é exatamente o que os varejistas esperam que você faça em compras por impulso).

Entretanto, conforme mostra o CNet, este admirável mundo novo dos pagamentos digitais sem cartões de crédito ou senhas não chegará da noite para o dia. Devido à rígida estrutura regulatória do setor financeiro, veremos nossos rituais de pagamento mudarem de forma incremental à medida que as regras evoluem para acompanhar avanços tecnológicos.

A disponibilidade de redes de pagamento móvel como a Apple Pay e a Samsung Pay são apenas o começo. Dar permissão para efetuar um pagamento ainda atrasa o processo de compra. Mas comprar está ficando mais rápido graças a tecnologias biométricas de todo tipo.

Selfie Pay

Se você se interessou pelo “selfie pay” da Mastercard ou pelo Face ID da Apple, já está familiarizado com os fundamentos dos pagamentos biométricos que estão tomando forma. A biometria facial ou por digitais é questão de segurança e também de conveniência. Segundo pesquisa realizada pela Mastercard com a Universidade de Oxford, 93% dos consumidores preferem usar biometria a senhas tradicionais ou PINs.

Leitura biométrica de veias

Uma empresa britânica, a Sthaler, está testando uma autenticação biométrica chamada Fingopay: o leitor cria um mapa 3D de veias de um dedo, criando uma chave pessoal mais segura do que apenas usar uma impressão digital, já que cada veia do dedo é única e as chances de que duas pessoas tenham a mesma estrutura são de 3,4 bilhões para uma.

As biometrias são consideradas seguras porque são totalmente exclusivas. É verdade que as impressões digitais e o reconhecimento facial foram falsificados no passado. Mas é provável que isso se torne mais difícil de ser feito à medida que a tecnologia se torna mais precisa e refinada, como acontece com o sistema de leitura de veias de Sthaler.

Futuro promissor

Os experimentos do Amazon Go, porém, ainda não foram para além de Seattle, e como isso vai funcionar em escala é uma questão. Trata-se de uma tecnologia complexa. Mas a Amazon não é a única empresa que quer fazer isso acontecer. Um supermercado britânico está testando um aplicativo feito com a Mastercard que permite digitalizar e pagar por itens com o celular enquanto se anda pela loja em experiência similar.

Aos poucos as coisas estão saindo do papel. E, em breve, talvez ninguém tenha mais que esperar em longas filas para pagar pelo que comprou.

Fonte: IDG Now

 

05 jul
3 mitos sobre a poupança: a queridinha dos brasileiros pode ser uma armadilha?

Escola de negócios e gestão

Por que os brasileiros amam tanto a poupança?

Para quem não sabe, a poupança tem mais de 150 anos.

E o costume sempre foi: Avôs e avós abriam cadernetas de poupança em nome dos seus netos recém-nascidos, pensando em garantir um futuro melhor para eles, pagar uma faculdade, etc. Além disso, todo o dinheiro aplicado na poupança é destinado ao financiamento imobiliário. Sendo assim, não demorou até a poupança se tornar um sinônimo de patriotismo e responsabilidade social. E graças a todo esse apelo social, e até emocional 75% do brasileiros investem em poupança atualmente, segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Entretanto, com todo esse “glamour” da poupança, alguns mitos começaram a surgir como se fossem verdades. E agora vamos mostrar o que realmente acontece com a poupança.

Mito 1: O dinheiro está protegido da inflação, pelo menos isso ele vai render.

É muito comum você escutar de seus familiares, amigos e até mesmo do gerente do seu banco (que deveria ser um expert em investimentos), exatamente essa frase: “Bote pelo menos na poupança, para corrigir a inflação”. Entretanto, isso é um mito.

Para provar isso, os dados de 2015 são extremamente claros. Enquanto a poupança rendeu 8,15% durante o ano, a inflação passou o valor de 10,6% em 2015. Ou seja, o investidor da poupança no final das contas, acabou perdendo 2,45% do seu poder de compra nesse ano.

Por exemplo:

Uma bolsa feminina custava R$ 100,00 em janeiro de 2018. Mas com a inflação desse ano ela passou a custar R$ 110,60 em dezembro. Mas você decidiu não comprar essa bolsa em janeiro, e depositou os R$ 100,00 na poupança. Em dezembro resolveu que queria comprar a bolsa de presente de natal e foi retirar o dinheiro da poupança, que rendeu 8,15%, ou seja, agora você tinha R$ 108,50.

Isso significa que você perdeu o seu poder de compra, o dinheiro com o qual você comprava a bolsa em janeiro não é mais o suficiente para comprar a bolsa em dezembro. Nesse caso, você precisa de mais R$ 2,10 para comprar o mesmo produto.

Mito 2: A poupança é o investimento mais seguro que existe.

Ao contrário do que a maioria pensa, a poupança não é segurada pelo Governo Federal, e sim pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mesmo o seu banco sendo público ou privado. E o FGC é a mesma entidade que garante investimentos como os CDBs, LCIs, LCAs e LCs. Que muitas pessoas evitam por acreditarem que são investimentos mais arriscados, para perfis mais arrojados. Mas a verdade é que são investimentos que lhe oferecem a mesma segurança da poupança e ainda lhe proporcionam uma rentabilidade muito maior.

O valor garantido pelo FGC é de 250 mil reais por CPF e por instituição financeira. Ou seja, a soma dos seus investimentos em uma mesma instituição financeira tem que estar abaixo desse valor para ser 100% segura e reembolsável.

Mito 3: É o mais barato, outros investimentos só para ricos.

Acredito que esse mito em especial, seja o que mais afasta os brasileiros de outros investimentos. Na teoria a poupança é sim o “investimento” mais barato que existe. Isso porque a maioria dos bancos, diz em seus sites, que não cobra uma taxa mínima para o início da aplicação. O que na prática às vezes não é verdade. Entretanto, existe um investimento que poucas pessoas conhecem.

O nome dele é Tesouro Direto, e é extremamente barato. O valor mínimo para dar início a uma aplicação é de apenas R$ 30,00. Imagine só, com esse valor você se torna um investidor e pode usufruir do investimento mais seguro do Brasil e com uma das maiores rentabilidades em renda fixa.

Mas, por que esses mitos existem?

Segundo uma pesquisa da Standart & Poor’s, que mede o nível de educação financeira em 144 países, o Brasil está em 74º lugar na lista. Ficando atrás até de países pobres, como Togo e Zimbábue. E é principalmente por essa falta de conhecimento do povo brasileiro, que esses mitos sobre a poupança se perpetuam por décadas entre nós.

E como devo proceder?

É simples, fale com seu gerente e mostre um pouco de conhecimento. Apenas lendo esse artigo você já viu que um bom investimento é aquele que tem rentabilidade além da inflação. Diga que quer seu dinheiro aplicado em algo que renda mais que a inflação. E não tenha medo, você já viu que muitos investimentos tem a mesma segurança da poupança.

Além disso, recomendo que procure cursos na área de educação financeira e investimentos. Garanto, que qualquer conhecimento a mais nessas áreas, sempre será um ponto positivo em qualquer coisa que você decida fazer na sua vida.

02 jul
Falar bem não é fácil – mas tem como aprender

Escola de negócios e gestão

“Se ousarmos fazer uma pesquisa como a do The Sunday Times*, sobre a classificação de medos, o da morte não estaria no mais alto grau? Temer a morte abrange os outros medos. Se um inseto causa medo é porque é um causador de morte em potencial. Se ocorre a taquicardia nas alturas, é pela iminência de morte. E qual a ligação da dificuldade de se expressar com a morte? Não seria o medo de ‘ser morto’ por não ser aquela pessoa que os outros esperam que deveríamos ser? ‘Morre’ quem não é aceito, não é incluído, não é ouvido”.
(Rosali Michelsohn, psicoterapeuta)

Alguma vez na vida você já passou por isto: em certa ocasião os holofotes viram pra você, o microfone lhe é passado ou a sua fala é solicitada. A palavra está com você! Mas, nervoso com todos aqueles olhares e expectativas alheias (e as suas próprias), você não a encontra. Eis o medo de falar em público, que, para 43% das pessoas, supera inclusive o medo da morte.

O famoso “branco” na hora de falar em público – situação em que se perde a linha de raciocínio ou se esquece o que precisava ser dito – não acontece por falta de conhecimento, preparo, estudo, ou por falta de saber o que dizer. A situação é completamente relacionada ao nervosismo/ansiedade – são sintomas físicos, a perda de oxigenação no cérebro, a palpitação no peito, a mão suando frio – toda essa aceleração cardíaca faz o pensamento esvair-se. Mas não se irrite como o seu próprio corpo: ele só está tentando lhe proteger.

Muitas pessoas associam a falta de habilidade para enfrentar plateias, palestras e discursos à timidez. Se escondem atrás dessa característica como forma de justificar certa deficiência. Ora, algumas pessoas, obviamente, são mais extrovertidas, comunicativas e expressivas do que outras. Mas o fato é que a timidez não é pretexto para não desenvolver uma boa oratória. Falar bem em público não é um dom divino do qual só alguns escolhidos disfrutam. O ato de esclarecer suas ideias oralmente é uma habilidade completamente capaz de ser treinada e desenvolvida.

Para começar, trace um plano – você pode correr, mas não pode se esconder numa sociedade midiatizada. Alguma hora sua fala será solicitada. Repare que jogadores de futebol são profissionais que, na prática, só precisariam entender de jogar bola. Mas no final de uma partida estão lá os microfones arqueados em direção a eles – o mundo quer ouvir o que Neymar tem a dizer. E ele será julgado pelo tom de voz, pelas expressões corporais e por cada palavra escolhida. O nervosismo, nessa hora, pode ser o pior adversário.

O plano ajuda a não perder de vista os seus objetivos e a ter em mente os obstáculos que precisam ser superados. Por exemplo: quando decidi ser professora, eu sabia que enfrentar plateias era algo que passaria a fazer parte da minha rotina e que, portanto, as doses de ansiedade e nervosismo precisariam ser bem administradas. O plano ajuda a identificar suas fragilidades (É a pronúncia das palavras? É enfrentar o inesperado? É algum problema com a sua voz?) e observar, com clareza, formas de encará-las.

O segundo ponto é o enfrentamento. É claro que estou aqui falando para pessoas com receio leve de falar em público – em níveis maiores pode ser considerado uma fobia e deve ser tratada com especialistas. Mas se você tem só aquela sensação de borboletas no estômago antes de encarar uma palestra e vive se esquivando do convite para soltar a voz, saiba que o mundo – e você – só tem a ganhar quando você decidir se mostrar. É só uma questão de mudar de perspectiva: encare os convites para palestrar, discursar, debater ou dar entrevistas como oportunidades de crescimento. Veja cada uma dessas situações como parte do seu treino para se tornar o profissional que deseja – e não como emboscadas a fim de lhe constranger publicamente.

Essa mudança de concepção nos leva, finalmente, ao terceiro e, para mim, mais importante passo: o autoconhecimento. Traçar um plano e enfrentar suas dificuldades são passos discretos na jornada do autoconhecimento – você vai encarar de frente sua fragilidade humana, seus maiores desejos, suas sensações e percepções pessoais sobre você mesmo. De minha experiência própria posso dizer que estudar, planejar e programar minhas apresentações foi fundamental para diminuir o fator de ansiedade diante dessas situações. Mas não só isso: foi extremamente importante perceber e aceitar que não temos poder nem controle sobre tudo. Uma apresentação em público é quase como uma metáfora da vida: algo pode sair do planejado, e é preciso estar preparado emocionalmente para saber aceitar, contornar e superar.

Abra mão do perfeccionismo (isso não significa ser desleixado) e da relevância que dá a opinião dos outros. Ao falar em público você estará sendo analisado, julgado e exposto, é verdade – mas isso não deve ser uma barreira de impedimento para o seu sucesso. Não deixe que o medo de decepcionar ou não ser aceito fale mais alto que tudo aquilo que você tem a dizer: respira fundo, concentra e solta a voz!

*O resultado de uma pesquisa feita pelo jornal The Sunday Times em 2017 revelou que o medo de falar em público é mais frequente que o medo de insetos e da morte.

21 jun
#tbt iCEV: Relembre os momentos que marcaram o primeiro semestre!

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1. Aí sim, hein!

As aulas no iCEV iniciaram no mês de fevereiro, com toda a comunidade acadêmica cheia de expectativas! A programação da primeira semana foi montada para ambientar alunos e professores. A aula magna foi com o professor Rafael Fonteles, sócio-licenciado do Grupo Educacional CEV. Os alunos conheceram e ouviram também os professores Bruno Agrélio, presidente do iCEV, Alysson Nunes e Victor Almeida, coordenadores dos cursos de Direito e Administração, respectivamente. Teve apresentação, entrega de chromebook e carta para o futuro, quem lembra?

2. Um juiz desses, bicho…

Já no início do semestre o iCEV mostrou a que veio, inaugurando o curso de Jurisprudência do Direito Constitucional, com o professor e juiz federal Pedro Felipe. O curso teve uma proposta metodológica totalmente diferentona, inspirada na metodologia da Universidade de Harvard – as aulas eram estudos de casos concretos e botou todo mundo para aprender a analisar e argumentar! Ah, o professor Felipe foi um fofo do começo ao fim, trocando mensagem no whats com a turma e acompanhando o desempenho de cada um a cada encontro <3

3. É diva que chama?

Outro curso que veio para balançar as estruturas foi o “Expedições pelo mundo da cultura”, com a profa-fada Danny Barradas. Os encontros começaram em março e ocorreram em um sábado de cada mês, sempre trazendo obras clássicas da literatura para serem discutidas entre os alunos – Danny usa a ficção para abordar e discutir temas como empatia, preconceito, bullying, consciência da morte, busca por status e outros. A gente não pode esquecer, né? “A literatura existe para irrigar o direito”.

 

4. Hoje é dia de pizza, bb

A pizzada já é uma tradição aqui nas nossas escolas e ocorre sempre em momentos importantes: Início de período, final das provas ou encerramento de disciplina – a gente só quer um motivo pra comemorar! Foi assim que no final do primeiro bimestre os alunos foram pegos de surpresa com uma mesa repleta de pizzas para todos os gostos! Levanta aí a mão só quem saiu da dieta.

5. Job aprovado com sucesso

Em abril, a turma de Administração teve uma aula-prática com uma regra clara: desenvolver uma campanha para promover o turismo piauiense. O cliente fictício era nada menos que o Governo do Estado – o exemplo foi extraído de um briefing real da agência do professor Acácio Veras. A turma soltou a criatividade e deu asas a imaginação! O que eles não sabiam é que seriam julgados por duas avaliadoras de peso: Luri Almeida, redatora publicitária mais premiada do estado e Luana Sena, jornalista e professora da casa.

6. Com Supremo, com tudo

Quase no finalzinho de abril, a Escola de Direito Aplicado foi palco de um debate de gigantes. A mesa-redonda “O Supremo e a crise” contou com a participação dos juízes federais Nazareno Reis, Adonias Ribeiro, além dos professores Álysson Nunes, Horácio Neiva, Milton Gustavo e um convidado super especial: o professor doutor Nelson Juliano, da UFPI. Não sobrou pra ninguém: o STF teve suas decisões avaliadas, discutidas e debatidas pelos participantes do evento, com intervenções a todo instante da plateia iCEV, ansiosa por também dar a sua opinião. O comportamento foi destacado pelo convidado da UFPI, surpreendido: “Para além dos debatedores, a participação da turma impressiona pela qualidade das críticas e densidade de argumentos”.

7. Quem sabe faz ao vivo

Em abril teve também um sábado todinho dedicado a apresentar nossa instituição para os futuros vestibulandos! Coordenadores, professores e alunos do iCEV participaram do 9º Painel de Profissões do CEV Colégio – evento já consagrado que apresenta as instituições de ensino superior para os alunos do Ensino Médio. Oficinas sobre Direito e Justiça, “como criar um App” e “meu primeiro negócio digital” fizeram a cabeça dos participantes!

8. Pós-graduandos passando no seu feed

2028.1 foi também início de uma nova fase profissional na vida dos nossos alunos de pós-graduação. Abril foi o mês de dar start aos aguardados MBAs do iCEV, além dos cursos de especialização em Tecnologia e também Direito. A pós-graduação em Business Data Science dominou as expectativas, pois é a primeira na área no estado do Piauí. Na pós de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, o destaque ficou para a parceria com a Esmatra – Escola da Associação dos Magistrados. E os MBAs em marketing, com foco na prática e no mercado? Que tiro foi esse, gente?

9. Cola aqui que é sucesso

Em maio, a OAB Piauí sediou o II Congresso de Estudos Políticos e Constitucionais, um dos mais importantes eventos acadêmicos de todo o estado. E adivinha quem estava lá no meio? Isso mesmo, a Escola de Direito Aplicado do iCEV. Os professores Álysson Nunes, Horácio Neiva e Milton Gustavo presidiram mesas e debateram com palestrantes de todo o país sobre diversos temas relacionados aos 30 anos da Constituição Federal de 1988 – eixo central do congresso. Ah, vale lembrar que a conferência de abertura foi com o professor Ronaldo Macedo, titular da USP, professor da FGV e procurador de justiça de São Paulo – e, não menos importante, orientador do nosso mestre Horácio no seu doutorado #sustenta

 

10. Mundoposto, Resorting e Oficina de Inverno

O primeiro semestre foi repleto de aulas-shows com empresários e empreendedores de sucesso na nossa turma de Administração. Aliando prática e conhecimento, nossos professores trouxeram convidados de peso para contar os seus relatos de como montaram o próprio negócio do zero. Teve gente enaltecendo nosso “mermã”, gente que criou um novo lifestyle e até quem fez nevar em Teresina. Relembre!

19 jun
Seis chaves para ser feliz, segundo a Universidade de Harvard

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Parece cada vez mais claro que a nova febre do ouro não está ligada a ficar milionário ou encontrar a fonte da juventude eterna. O tesouro mais cobiçado de nossos tempos é a felicidade, um conceito abstrato, subjetivo e difícil de definir, mas que está na boca de todos. Como ser feliz é até objeto de estudo da prestigiosa Universidade Harvard.

Alguns dos estudantes de psicologia dessa universidade americana têm sido um pouco mais felizes há vários anos, não apenas por estudar numa das melhores faculdades do mundo, mas também porque de fato aprenderam com um curso. Seu professor, o doutor israelense Tal Ben-Shahar, é especialista em psicologia positiva, uma das correntes mais presentes e aceitas no mundo e que ele próprio define como “a ciência da felicidade”. De fato, Ben-Shahar diz que a alegria pode ser aprendida, do mesmo modo como uma pessoa aprende a esquiar ou a jogar golfe: com técnica e prática.

Com seu best-seller Being Happy e suas aulas magistrais, os princípios tirados dos estudos de Tal Ben-Shahar já deram a volta ao mundo sob o lema “não é preciso ser perfeito para levar uma vida mais rica e mais feliz”. O secreto parece estar em aceitar a vida tal como ela é; isso, segundo Ben-Shahar, “o libertará do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas”.

Embora mais de 1.400 alunos já tenham passado por seu curso de Psicologia da Liderança, ainda seria o caso de fazer a pergunta: será que alguma vez temos felicidade suficiente? “É precisamente a expectativa de sermos perfeitamente felizes que nos faz ser menos felizes”, ele explica.

Seguem os seis conselhos principais do professor para ajudar as pessoas a se sentirem afortunadas e contentes:

1. Perdoe seus fracassos. E mais: festeje-os! “Assim como é inútil se queixar do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremos nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria”, diz o especialista. Temos que nos dar o direito de ser humanos e perdoar nossas fraquezas. Ainda em 1992, Mauger e seus colaboradores estudaram os efeitos do perdão, constatando que os baixos níveis de perdão estão relacionados à presença de transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.

2. Não veja as coisas boas como garantidas, mas seja grato por elas. Coisas grandes ou pequenas. “Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e sempre estarão aqui têm pouco de realista.”

3. Pratique esporte. Para que isso funcione, não é preciso malhar numa academia até se cansar ou correr 10 quilômetros por dia. Basta praticar um exercício suave, como caminhar em passo rápido por 30 minutos diários, para que o cérebro secrete endorfinas, essas substâncias que nos fazem sentir-nos “drogados” de felicidade, porque na realidade são opiáceos naturais produzidos por nosso próprio cérebro, que mitigam a dor e geram prazer. A informação é do corredor especialista e treinador de easyrunning Luis Javier González.

4. Simplifique, no lazer e no trabalho. “Precisamos identificar o que é verdadeiramente importante e nos concentrar sobre isso”, propõe Tal Ben-Shahar. Já se sabe que quem tenta fazer demais acaba conseguindo realizar pouco, e por isso o melhor é se concentrar em algo e não tentar fazer tudo ao mesmo tempo. O conselho não se aplica apenas ao trabalho, mas também à área pessoal e ao tempo de lazer: “É melhor desligar o telefone e se desligar do trabalho nessas duas ou três horas que você passa com a família”.

5. Aprenda a meditar. Esse simples hábito combate o estresse. Miriam Subirana, doutora pela Universidade de Barcelona, escritora e professora de meditação e mindfulness, assegura que “no longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida, superar as crises com mais força interior e ser mais elas mesmas baixo qualquer circunstância”. Ben-Shahar acrescenta que a meditação também é um momento conveniente para orientar nossos pensamentos para o lado positivo; embora não haja consenso de que o otimismo chegue a garantir o êxito, ele lhe trará um grato momento de paz.

6. Treine uma nova habilidade: a resiliência. A felicidade depende de nosso estado mental, não de nossa conta corrente. Concretamente, “nosso nível de felicidade vai determinar aquilo ao qual nos apegamos e a força do sucesso ou do fracasso”. Isso é conhecido como locus de controle, ou “o lugar em que situamos a responsabilidade pelos fatos” – um termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Rotter em meados do século 20 e muito pesquisado com relação ao caráter das pessoas: os pacientes depressivos atribuem seus fracassos a eles próprios e o sucesso a situações externas à sua pessoa, enquanto as pessoas positivas tendem a pendurar-se medalhas no peito, atribuindo os problemas a outros. Mas assim perdemos a percepção do fracasso como “oportunidade”, algo que está muito relacionado à resiliência, conceito que se popularizou muito com a crise e que foi emprestado originalmente da física e engenharia, áreas nas quais descreve a capacidade de um material de recuperar sua forma original depois de submetido a uma pressão deformadora. “Nas pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo de enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e recuperar-se, saindo delas fortalecido e com mais recursos”, diz o médico psiquiatra Roberto Pereira, diretor da Escola Basco-Navarra de Terapia Familiar.

Fonte: El País

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