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22 out
O que eu preciso para empreender? O iCEV Explica!

iCEV

Aqui estão informações importantíssimas sobre empreendedorismo. Para empreender, você tem que entender as competências dos empreendedores, das pessoas que têm alta performance no mundo dos negócios. Então é relevante demais que você precisa, você que quer empreender, ou já tem um negócio precisa desenvolver ainda mais as habilidades.

Quais são essas habilidades?

Tem que ser determinado, ser focado, ser equilibrado racionalmente e emocionalmente, tem que entender de pessoas, de números. Então empreender exige muito conhecimento, e falando em conhecimento, é muito importante entender isso como empreendedor. O empreendedor que realmente quer ter resultado, ele vai entender sobre o assunto, não só na parte pessoal, mas também na parte de negócios, na parte de mercado.

Mudanças de mercado

Falando em mercado, temos visto mudanças muito grandes nos últimos 12 meses, principalmente decorrente desse processo de pandemia. Os negócios se tornam cada vez mais digitais, as pessoas buscam cada vez mais inova e mudar. É muito importante entender essa dinâmica e como se posicionar como dono de um negócio ou de um futuro negócio. Se  você vai empreender é imprescindível entender que o mercado lá fora é muito nervoso, é muito dinâmico e vai exigir que você compreenda como é que a coisa acontece.

Estude sobre seu negócio

Busque informações de negócios, não basta só pensar “ah, vou abrir um negócio, tenho algumas competências e habilidades e vai dar certo”, não… tem que entender isso como uma conjuntura maior. É muito importante estudar e entender sobre gestão sobre empreendedorismo, pra ter maiores possibilidades de bons resultados.

Temos as habilidades emocionais, as habilidades socioemocionais, as habilidades técnicas. Quanto mais você faz investimento pra se tornar melhor em cada uma dessas dimensões, mais preparado você vai para o mercado, porque o mercado está cheio de concorrentes e eles estão se preparando, a todo momento inovando e mudando.

A dinâmica é nervosa

Você vai enfrentar outros empreendedores, que são seus concorrentes, você tem que ir preparado para poder exatamente conseguir vencer essa batalha de inovação, mudanças, tecnologia. O ponto chave: nós temos aqui no Brasil muitas empresas de sucesso, muitos casos de empreendedorismo de sucesso, como Magazine Luiza, que é liderado por uma mulher incrível, que tem uma história fantástica, temos a Chilli Beans, do Caito Maia, empreendedores como o Jorge Paulo Lemann que tem uma história incrível e tem várias empresas numa holding.

Muita gente fala “ah, não vou empreender porque é desafiador”, é desafiador, mas é interessante quando você conhece e tem bons resultados. Se inspire nas histórias deles, entenda o que foi que eles fizeram, o que eles aprenderam.

 

Esse conteúdo deste artigo foi produzido pelo professor Me. Thiago Rodrigo, coordenador do curso de Administração do iCEV

21 out
Marketing interativo: exemplos de empresas que o estão usando com sucesso

Escola de negócios e gestão

Envolver o seu público-alvo pode melhorar os resultados e ajudar a sua marca. Com os exemplos de marketing interativo que reunimos nesta postagem, você se inspirará para criar suas próprias experiências.

Aumentar o envolvimento do seu público-alvo pode melhorar os seus resultados e ajudar a sua marca a se destacar. Com os exemplos de marketing interativo que reunimos neste post, você poderá se inspirar para criar as suas próprias experiências.

No mundo digital de hoje, é mais importante que nunca se destacar em meio à multidão e impressionar o seu mercado-alvo.

Isso porque se você não fizer todo o possível para se diferenciar, será colocado de lado.

É por isso que o marketing interativo é tão útil.

Ele não apenas chama a atenção de seus clientes e leads, mas também possibilita que a sua marca mostre o seu lado criativo.

Neste post, vamos falar sobre esse tipo de marketing digital e por que ele é tão importante.

Além disso, traremos alguns exemplos de marketing interativo que a equipe da Rock Content considera alguns dos melhores.

 

O que é marketing interativo?

Marketing interativo é qualquer tipo de marketing que possibilita ao seu público interagir com o conteúdo escrito ou visual.

Isso pode ser algo tão simples como um quiz online ou envolvente como uma experiência multimídia presencial.

O motivo pelo qual esse tipo de marketing vem ganhando popularidade é que ele exige que a sua buyer persona dê um passo à frente e se envolva com a sua marca.

Isso significa que, em vez de apenas ler um post de blog ou ver a descrição de um produto, as pessoas têm a opção de usar seu tempo e ação em troca do valor que você está oferecendo mediante o seu conteúdo interativo.

➤ Por exemplo, talvez você queira atrair um comprador específico para o seu e-commerce.

Para despertar a sua atenção, você oferece um cupom de 15% de desconto para quem responder a um questionário de cinco perguntas sobre as preferências de produto.

Enquanto você coleta ativamente dados sobre o seu comprador ideal, ele recebe o desconto ao concluir o questionário. É uma situação em que todos ganham!

Mas os quizzes online não são a única maneira de atrair clientes.

Existem diversos outros meios, como infográficos, apresentações de slides, jogos, transmissões ao vivo, vídeos, áudio e muito mais.

Resumindo: o marketing interativo rompe o status quo e convida o seu público a se envolver com sua marca em troca de algo de valor.

O que torna o marketing interativo especial?

O marketing interativo é especial porque não há limites para o que você pode fazer.

Com uma equipe criativa, você pode tornar quase todas as campanhas de marketing tradicionais em uma experiência que ajuda a destacar sua marca.

envolvimento do cliente é muito importante e as empresas que adotam uma abordagem interativa muitas vezes veem um nível significativamente mais elevado.

Por quê? Você está orientando o cliente por meio de ações que quer que execute, em vez de esperar que ele faça isso por conta própria.

Marcas que são capazes de criar esses tipos de campanhas interativas também costumam ter muito mais seguidores fiéis.

A razão por trás disso pode variar, mas o consenso geral é que campanhas de marketing memoráveis ​​ficam com os consumidores por mais tempo, o que facilita lembrar o nome da empresa ao procurar um determinado produto ou serviço.

Os 11 melhores exemplos de marketing interativo

Agora que você já sabe o básico do que é marketing interativo e os benefícios de trabalhar com ele, vamos nos aprofundar com alguns exemplos de empresas que estão executando-o corretamente.

Aqui estão 11 exemplos favoritos de marketing interativo da nossa equipe da Rock Content.

1. Experiência musical interativa — Clash Up by Eko

Dar ao público uma maneira de brincar com música ou recursos multimídia é quase sempre um sucesso.

A razão disso é que ele oferece aos indivíduos uma maneira de passar o tempo sendo criativos, o que, por sua vez, cria melhor reconhecimento da marca.

Nós adoramos como o Clash Up by Eko lançou uma página interativa permitindo aos usuários criarem mixagens de diferentes artistas, de vários gêneros, em uma única faixa.

Não foi apenas uma excelente promoção para as suas várias séries multimídia, mas também deu um reconhecimento adicional aos artistas que estavam utilizando a experiência interativa.

2. Realidade virtual — Santa Sleigh Ride da Coca-Cola

Quem disse que as experiências interativas estão limitadas apenas ao acesso à web?

A Coca-Cola já é um nome conhecido, mas eles começaram a entreter famílias durante a temporada de férias de 2015, oferecendo um passeio de trenó interativo com o bom velhinho.

O público pôde acessar o conteúdo usando um dispositivo Oculus, um headset que permite que os usuários vejam muito dos conteúdos de realidade virtual.

A coisa toda foi um sucesso — tanto para a marca de refrigerantes quanto para a Oculus.

O melhor de tudo foi que a ação foi memorável para aqueles que participaram e provavelmente pegarão uma lata de Coca na próxima vez que precisarem matar a sede.

3. QR codes em locais públicos — L’Oréal Mobile Taxi Shops

Quando se trata de marketing interativo, o QR Code é um dos métodos mais simples e eficazes de usar.

A L’Oréal arriscou ao criar uma experiência chamada Mobile Taxi Shops. Eles adicionaram QR Codes especificamente no interior dos táxis de grandes cidades.

Quando um consumidor escaneava o código com um smartphone, ele era levado a uma página de download de um aplicativo de e-commerce.

A marca obteve enormes resultados que levaram à expansão de uma campanha de marketing semelhante em outras áreas de alto tráfego.

4. Chatbot — Alexa

É difícil imaginar a Alexa da Amazon como um chatbot, mas isso é o que ela é essencialmente para a mega varejista on-line.

Quando um cliente faz uma pergunta sobre um produto específico, ela oferece conselhos e opções para comprar aquele item com comandos de voz.

Esse é um bom exemplo de como o marketing interativo está se tornando uma parte envolvente de nossa vida cotidiana.

O que começou como uma forma de aumentar as vendas para a Amazon, agora é parte integrante de como administramos nossas casas, nos mantemos organizados e nos envolvemos com a inteligência artificial em todas as interações cotidianas.

5. Evento virtual — Retomada da NBA durante o lockdown

Para muitas empresas, a pandemia foi um grande catalisador para o envolvimento em eventos virtuais.

No entanto, a forma como o basquete profissional fez isso foi um excelente exemplo de como dar aos clientes-alvo uma experiência interativa e, ao mesmo tempo, manter a marca viva.

Utilizando a plataforma Microsoft Teams, eles foram capazes de oferecer aos fãs uma maneira de assistir aos jogos da NBA ao vivo enquanto eles aconteciam.

Em troca, imagens ao vivo da webcam dos torcedores foram transmitidas nas arquibancadas para dar aos jogadores a sensação de jogar na frente de uma multidão real.

Durante um momento complexo que poderia ter dificultado a interação com seus times favoritos, os fãs tiveram uma experiência interativa memorável.

6. Ebook interativo — Think City da IBM

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Ler um relatório de uma empresa de tecnologia pode ser algo difícil.

Na verdade, mesmo aqueles que realmente gostam dessas coisas, às vezes ficam um pouco entediados.

É por isso que o Think City da IBM é um exemplo incrível de conteúdo interativo.

Usando animações e um caminho interativo, o público pode selecionar diferentes setores clicando nos prédios ilustrados.

Nesses caminhos, existem milhares de informações excelentes sobre como a empresa está ajudando a tornar esses nichos um lugar melhor.

É uma maneira muito legal de pegar o que poderia ser um simples ebook em texto e transformá-lo em algo a mais.

7. Treinamento — Canva’s Design School

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Sempre há algo que o seu cliente-alvo adoraria experimentar usando o seu produto, mas ele simplesmente não tem certeza de como chegar lá.

O Canva tem feito um excelente trabalho ao combinar marketing interativo com uma abordagem educativa por meio de sua Design School.

Com diversos cursos diferentes, a empresa oferece treinamento de design gráfico gratuito para todos os que desejam aprender.

Além disso, eles deixam claro que as técnicas não se destinam apenas ao uso em sua plataforma. Em vez disso, eles se aplicam a todo o meio.

No entanto, eles oferecem incentivos para aqueles que preferem usar sua ferramenta para facilitar.

Essa é uma ótima combinação realmente memorável para a maioria das buyer personas.

8. Experiência interativa personalizada — MyHeritage’s Deep Nostalgia

Todos nós temos alguém em nossas vidas de quem sentimos muita falta — seja um pai, avô, amigo, ou quem quer que seja importante para nós.

MyHeritage pegou este conceito unificador e o transformou em uma fantástica experiência de marketing interativo.

Os usuários são incentivados a criar uma conta e fazer upload de fotos de seus entes queridos.

Em troca, a imagem fica animada.

Para aqueles que podem estar há décadas sem ver um ente querido em forma de vídeo, essa pode ser uma experiência muito comovente e memorável.

9. Show interativo — Pokémon Day com Post Malone

O que acontece quando você combina uma das maiores marcas de animação do mundo com uma estrela internacional da música?

A equipe do Pokémon fez exatamente isso ao criar um show interativo especial para promover o seu vigésimo quinto aniversário.

No entanto, esse não foi apenas o lançamento de um vídeo.

Houve todo um evento de transmissão ao vivo com o cantor como personagem de desenho animado, enquanto outros famosos monstros digitais da marca agraciavam a tela.

Para as crianças e aqueles que estão prontos para relembrar uma grande parte de sua infância, esse foi um evento imperdível.

10. Sugestões de produtos personalizados — Quiz interativo do Yummly

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Para ajudar os usuários a encontrar as receitas certeiras com base no gosto pessoal, o site de comida criou um quiz interativo.

Os participantes têm a opção de selecionar seus tipos de culinária favoritos e, em seguida, responder a uma série de perguntas.

Depois, ele gera uma lista com os melhores resultados da plataforma de receitas que certamente irão agradar os paladares. 

Claro, o melhor aspecto de tudo isso é que o Yummly não tem apenas algumas opções.

Eles realmente mergulham fundo nas sugestões que vão muito além dos pratos tradicionais e nível de habilidade culinária para oferecer aos usuários uma combinação que com certeza vão adorar.

11. Infográficos interativos — Ion by Rock Content

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Claro, temos que mencionar nosso próprio Ion by Rock Content nesta lista.

Não estamos dizendo que somos tendenciosos, mas particularmente amamos como essa parte de nossa equipe é capaz de criar infográficos incríveis que incluem elementos interativos para melhor engajamento.

Desde itens básicos como cronogramas a elementos que incluem vídeo, quizzes e muito mais, as páginas de infográfico estão longe de ser chatas.

E são uma ótima maneira de garantir que as informações mais importantes de uma marca sejam claras e concisas.

Conclusão: esses exemplos de marketing interativo inspiraram você?

Como você pôde verificar, o conteúdo interativo é uma excelente opção para garantir que as suas campanhas de marketing se destaquem das demais.

Quer você o esteja usando para testar seu público para melhorar o reconhecimento da marca ou apenas para sair na frente da concorrência, dar aos usuários algo para se envolver é uma forma infalível de obter bons resultados.

 Publicado Rock Content 

21 out
Qual o problema dos cursos de Direito a distância?

Escola de direito aplicado

O problema não é a EaD, mas a falta de regulação e fiscalização, que tem permitido a operação de instituições com foco no lucro

Circula a notícia de que tramitam no MEC, em fase final, vários pedidos de autorização de cursos de Direito na modalidade a distância (EaD). Esses processos teriam recebido avaliações favoráveis, realizadas virtualmente pelo Inep. Durante a pandemia, as avaliações in loco teriam sido simplificadas, com a substituição por entrevistas online e verificação das instalações por câmeras. Dessa forma caminham para a abertura de milhares de vagas, que concorrerão com a já abundante oferta no ensino jurídico presencial.

Reagindo a essa perspectiva preocupante, vozes da área jurídica pronunciaram-se contrariamente, alegando que o ensino a distância rebaixaria a qualidade da formação. O argumento procede, mas por razões mais profundas que aquelas que vêm sendo invocadas. A educação a distância vem sendo utilizada há décadas em todo o mundo com excelentes resultados, quando oferecida com seriedade e responsabilidade acadêmica. O grande problema no Brasil não é a EaD, em si, mas a falta de regulação e fiscalização, que tem permitido a operação de instituições com foco principal no lucro, sem compromisso com a qualidade da oferta.

Em relação à regulação da EaD, o MEC havia estabelecido exigências que permitiam acompanhamento estatal, tais como polos presenciais com estrutura mínima. Mas elas vêm sendo seguidamente relaxadas. Desde 2017, o credenciamento especial para EaD e a autorização de novos cursos foram facilitados e passou a ser permitida a criação de novos polos sem vistoria prévia (Decretos nº 9.235/17 e 9.057/17 e Portaria MEC nº 11/2017). Se a educação superior já tinha virado um negócio, com a EaD alargada pelo afrouxamento dos freios regulatórios, o negócio escalou exponencialmente, sem qualquer garantia de qualidade.

As matrículas no ensino superior cresceram, no Brasil, de 2,37 para 8,6 milhões em vinte anos, de 1999 e 2019. Isso é positivo e segue tendência observada nos países desenvolvidos nas últimas décadas, que elevaram a escolaridade de sua população buscando aumentar a produtividade no trabalho. Além disso, trata-se de meta prevista no Plano Nacional de Educação, tanto o de 2014 (Lei n. 13.005), como o anterior, de 2001 (Lei n. 10.172). O problema, portanto, não está na expansão, mas no fato que ela vem sendo feita, na maioria dos casos, à margem de qualquer garantia de qualidade.

O crescimento das matrículas no período recente revela outro componente alarmante da educação mercantilizada: a crescente cartelização do setor privado. Dos 6,5 milhões de matrículas (76,1% do total) que o sistema privado oferece, mais da metade (53%) está concentrada em apenas 10 grupos empresariais do setor educacional, como demonstra a tabela 1.

Tabela 1: Matrículas, novos ingressos e número de instituições privadas de educação superior (IES) em 2019

2019 Matrículas   (milhões) Matrículas % Novos ingressos(milhões) Novos  ingressos% Número de IES Número de IES%
Setor privado
10 maiores grupos 3,46 52.8% 1,96 63.6% 307 13.2%
Outras IES privadas 3,09 47.2% 1,12 36.4% 2.021 86.8%
Total do setor privado 6,55 100% 3,08 100% 2.328 100%

Fonte: Levantamento dos autores com base nos microdados do Inep (Censo da Educação Superior 2019)

Esse processo continua em marcha. Contabilizadas as recentes aquisições, apenas 4 grupos privados (Kroton, Unip, Uniasselvi e Estácio) detêm cerca de 33% do total de alunos matriculados no ensino superior privado do país. E a estratégia de cartelização está inequivocamente correlacionada à utilização de EaD. Um indicador disso é que 76,3% do total de alunos matriculados em EaD no país em 2019 estavam concentrados em IES desses 10 maiores grupos educacionais.

Na área de Direito, em que 90% dos alunos frequentam instituições particulares, ainda não são oferecidos cursos na modalidade EaD. Mas o ensino presencial é igualmente cartelizado, com um terço dos estudantes de Direito das IES particulares matriculados em apenas 8 grupos privados, como mostra a tabela 2.

Tabela 2: Matrículas, novos ingressos e número de IES no curso de Direito em 2019

2019 Matrículas(milhares) Matrículas % Novos ingressos (milhares) Novos  ingressos% Número de IES % Número de IES
  Setor privado
8 grupos privados 257,1 34,2% 97,3 40,9% 240 21,0%
Outras IES privadas 495,6 65,8% 140,8 59,1% 902 79.0%
Total do setor privado 752,7 100% 238,1 100% 1,125 100%

Fonte: Levantamento dos autores com base nos microdados do Inep (Censo da Educação Superior 2019)

Na estratégia de expansão lucrativa, os cursos de Direito em EaD seriam uma “fronteira comercial” a abrir. Vale lembrar que, a despeito dos milhares de vagas disponíveis e das dificuldades para aprovação nos exames da OAB e nos concursos públicos, os cursos de Direito seguem com alta demanda. Portanto, o cenário que se desenha é o de um novo filão para as “fábricas de diplomas”.

Para que não se diga que se trata de preconceito, vale examinar os dados das avaliações educacionais realizadas pelo Inep, nos marcos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), instituído pela Lei n. 10.861/2004.

O desempenho dos alunos de Direito do Enade 2018 são claramente distintos quando se comparam os tipos de instituições em que se formaram. Enquanto  nenhum aluno das Instituições Federais e apenas 11% dos alunos das Instituições públicas Estaduais fazem um curso com conceito Enade insuficiente (1 ou 2, numa escala de 1 a 5), cerca de um terço dos alunos das IES particulares estão em cursos com conceito Enade insuficiente.

O retrato é similar para outros cursos de alta demanda, como por exemplo Pedagogia ou Serviço Social. Em Pedagogia, em que 55,5 % dos alunos estavam na modalidade EaD em IES integrantes do bloco dos 10 maiores grupos privados, 65% desses alunos estavam em cursos com conceito Enade insuficiente comparado com 22,2% dos alunos de todos os cursos de presenciais. A situação é ainda mais dramática para Serviço Social, em que 62,4% de todos os alunos do país estavam fazendo EaD nos 10 maiores grupos educacionais, sendo que 93,1% desses alunos em cursos com Enade insuficiente.

Esse não é um dado fortuito, mas o retrato de uma tendência de queda de desempenho dos alunos no Enade e de evasão nos cursos de IES com grande número de alunos. Isso vem se agravando no país, à medida em que se expande essa EaD como estratégia mercantil dos grandes grupos privados, conforme demonstrado no trabalho “Tendências de precarização do ensino superior no país.”

Voltando ao ponto inicial, entendemos que a deficiência de conhecimento dos formandos não é um problema intrínseco à modalidade EaD, que vem sendo utilizada com qualidade há décadas por importantes instituições em todo o mundo, tais como a UNED (Espanha) e a Open University (UK). Também no Brasil há inúmeros exemplos de boas práticas, como no consórcio Cederj, que congrega todas as universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ, UERJ, UFF, UNIRIO, UENF e UFRRJ) com cerca de 35 mil alunos na modalidade EaD. A comparação do desempenho desses estudantes por curso no Enade do ciclo 2017-2019 revelou níveis equivalentes entre a modalidade EaD e a presencial.

Os dados sobre Pedagogia e Serviço Social são alarmantes para as perspectivas dos cursos de Direito, na medida em que estão associados à estratégia de expansão comercial baseada na utilização maciça de EaD em cursos com alta procura e baixo custo, por não demandarem laboratórios experimentais.

Nesse contexto, a entrada dos cursos de Direito na modalidade EaD tem tudo para ser desastrosa, se não for precedida de uma revisão das regras de autorização de curso, além da supervisão dos cursos em andamento, em função de inúmeros indícios de práticas abusivas em EaD no país.

 

Publicado por JOTA 

18 out
Brasil participa de conferência global contra ransomware na Casa Branca

Escola de tecnologia aplicada

Representantes de 30 países, entre eles o Brasil, se reuniram dia 13 de outubro, para uma conferência virtual convocada pela Casa Branca, nos Estados Unidos, dando início a um debate sobre medidas internacionais de combate ao ransomware. Mas dois países estratégicos estão fora do encontro: Rússia e China.

O encontro vai ter seis sessões e vai durar dois dias. Apenas a primeira delas foi aberta à mídia. As outras cinco sessões serão fechadas e vão abordar temas como resiliência nacional (liderado pela Índia), combate ao financiamento ilícito (liderado pelo Reino Unido), interrupção e outros esforços de aplicação da lei (liderado pela Austrália) e diplomacia (liderado pela Alemanha). Não foi revelada em qual sessão o Brasil estará presente.

Questionado sobre a ausência da Rússia, um alto funcionário da Casa Branca, sob a garantia do anonimato, disse que há um grupo de especialistas dos EUA e do Kremlin discutindo diretamente ransomware e outros ataques cibernéticos. “Esperamos que o governo russo trate da atividade criminosa de ransomware proveniente de atores dentro da Rússia”, disse o funcionário. Não houve uma explicação oficial para a ausência da China.

A Conferência global contra ransomware estabeleceu quatro objetivos: melhorar a detecção desses crimes cibernéticos, aumentar a resiliência de redes e empresas públicas e privadas a ataques, acabar com a impunidade que protege as criptomoedas, normalmente usadas para o pagamento de resgates, e aumentar a cooperação internacional no combate ao cibercrime.

As perdas econômicas globais causadas por ataques de ransomware aumentaram em 2020, de acordo com estimativas do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos e chegaram a US$ 400 milhões. E só aumentam. Tanto que os prejuízos somaram US$ 81 milhões no primeiro trimestre.

Publicado por Convergência Digital

14 out
Você sabe o que é o conceito de Computação em Nuvem? O iCEV Explica!

iCEV

Computação em Nuvem está muito presente hoje no nosso dia a dia: quando você acessa o e-mail do seu celular ou arquivos no seu smartphone; quando você está acessando a sua TV na Netflix para assistir um vídeo; a partir do momento que você está com sua conta do Nubank, todos esses dados e arquivos estão armazenados em nuvem.

 

Então o que é que é Computação em Nuvem?

A nuvem é, nada mais nada menos, do que você deixar de ter seu servidor dentro do seu Data Center da sua empresa, para esse servidor estar em um provedor de nuvem. Hoje os principais provedores de nuvem são a Amazon (AWS), que iniciou esse mercado, a Google Cloud, Oracle e a Azure, são os principais.

 

Qual a grande vantagem deste ambiente?

A escalabilidade, ou seja, em qualquer situação eu consigo aumentar meus recursos computacionais, coisa que eu não posso quando eu estou dentro de um ambiente on premise, dentro da minha empresa.

Se eu compro um servidor para a minha empresa, e eu preciso aumentar a quantidade de memória, a quantidade de disco, isso é inviável, eu teria que comprar um segundo servidor.

Dentro de um ambiente de Cloud Computing, consigo aumentar isso com um clique de mouse, arrastando.

Outra grande vantagem é a alta disponibilidade desse ambiente, então consigo rodar uma aplicação, na hora que eu crio a aplicação eu digo “olha, essa aplicação vai estar rodando em 2, 3, 4 instâncias ao mesmo tempo”. Caso uma dessas instâncias cair, ele é iniciado automaticamente, isso traz uma grande vantagem para os meus recursos computacionais, que é chamado de resiliência.

 

Zona de alta disponibilidade

Todos os provedores de nuvem estão altamente preparados em casos de contratempos, eles têm um recurso chamado de “zona de alta disponibilidade”.

Eles colocam os Data Centers deles, espalhados geograficamente no mundo em réplicas, então aquele meu dado que está num Data Center é replicado em um segundo Data Center. A partir do momento que cair esse Data Center principal, um Data Center secundário passa a funcionar.

 

Existe segurança em um ambiente de nuvem?

Muita! Existe muita segurança em ambiente de nuvem. Existe replicação, existe alta disponibilidade. A falha de segurança é dos administradores que usam esse ambiente.

O mercado de computação em nuvem está em voga. A maioria das empresas estão jogando suas aplicações neste ambiente.

 

O Engenheiro de Software é fundamental

 

Aí é onde entra a importância do papel do Engenheiro de Software preparar suas aplicações para este ambiente em nuvem, entender as arquiteturas de microsserviços, entender como funciona os recursos de container, docker e as estruturas de kubernets.

A dica é: Preparem as suas aplicações para esse ambiente, isso é extremamente importante.

 

O assunto desse iCEV Explica foi produzido pelo professor Me. Luciano Aguiar, do curso de Engenharia de Software.

14 out
Em El Salvador, McDonald’s agora aceita pagamentos com Bitcoin

Escola de negócios e gestão

No país, a criptomoeda agora é uma moeda oficial, ao lado do Dólar Americano

Recentemente, El Salvador reconheceu o Bitcoin como moeda corrente do país, ao lado do Dólar Americano. Com isso, o McDonald’s passou a aceitar pagamentos feitos com a criptomoeda em suas lojas salvadorenhas, segundo informou o jornalista Aaron van Wirdum“Acabei de entrar em um McDonald’s em San Salvador para ver se poderia pagar meu café da manhã com Bitcoin, esperando ouvir um não. Mas eis que imprimiram um ticket com QR que me levou a uma página da web com fatura do Lightning, e agora estou desfrutando do meu tradicional café da manhã!”, tweetou.

O McDonald’s consegue aceitar criptomoedas no pagamento contando com a rede de pagamentos Bitcoin Lightning e com o processador de pagamentos OpenNode, segundo informa a Vice.

Um porta-voz da OpenNode confirmou que o McDonald’s apoia a decisão de El Salvador, e que agora está trabalhando com “todos os tipos de grandes empresas” para tornar “os pagamentos diários em Bitcoin eficientes e escalonáveis” em até dois meses. Algumas dessas empresas “são empresas multibilionárias”.

Como ressalta o jornalista Aaron van Wirdum, nem todos os lugares do país já estão adaptados à novidade. Ele também tentou pagar uma compra em Bitcoin no Walmart, mas seu pedido foi negado.

Publicado por B9

13 out
The $150 Million Machine Keeping Moore’s Law Alive

Escola de tecnologia aplicada

ASML’s next-generation extreme ultraviolet lithography machines achieve previously unattainable levels of precision, which means chips can keep shrinking for years to come.

Each machine is roughly the size of a bus. Shipping their components requires 40 freight containers, three cargo planes, and 20 trucks.PHOTOGRAPH: ASML

INSIDE A LARGE clean room in rural Connecticut, engineers have begun constructing a critical component for a machine that promises to keep the tech industry as we know it on track for at least another decade.

The machine is being built by ASML, a Dutch company that has cornered the market for etching the tiniest nanoscopic features into microchips with light.

ASML introduced the first extreme ultraviolet (EUV) lithography machines for mass production in 2017, after decades spent mastering the technique. The machines perform a crucial role in the chipmaking ecosystem, and they have been used in the manufacture of the latest, most advanced chips, including those in new iPhones as well as computers used for artificial intelligence. The company’s next EUV system, a part of which is being built in Wilton, Connecticut, will use a new trick to minimize the wavelength of light it uses—shrinking the size of features on the resulting chips and boosting their performance—more than ever before.

The current generation of EUV machines are already, to put it bluntly, kind of bonkers. Each one is roughly the size of a bus and costs $150 million. It contains 100,000 parts and 2 kilometers of cabling. Shipping the components requires 40 freight containers, three cargo planes, and 20 trucks. Only a few companies can afford the machines, and most of them go to the world’s big three leading-edge chipmakers: the world’s leading foundry, Taiwan-based TSMC, as well as Samsung, in South Korea, and Intel.

“It is really an incredible machine,” says Jesús del Alamo, a professor at MIT who works on novel transistor architectures. “It’s an absolutely revolutionary product, a breakthrough that is going to give a new lease of life to the industry for years.”

In Connecticut, a giant hunk of aluminum has been carved into a frame that will eventually hold a mask, or “reticle,” that moves with nanometer precision while reflecting a beam of extreme ultraviolet light. The light pinballs off several mirrors shaped and polished with astonishing precision to etch features just a few dozen atoms in size onto future computer chips.

The finished component will be shipped to Veldhoven in the Netherlands by the end of 2021, and then added to the first prototype next-generation EUV machine by early 2022. The first chips made using the new systems may be minted by Intel, which has said it will get the first of them, expected by 2023. With smaller features than ever, and tens of billions of components each, the chips that the machine produces in coming years should be the fastest and most efficient in history.

ASML’s latest EUV machine promises to keep alive an idea that has come to symbolize the march of progress—not just in chipmaking, but in the tech industry and the economy at large.

EUV system
Only a handful of companies can afford ASML’s giant machine, and China has been blocked from purchasing them altogether. PHOTOGRAPH: ASML
FEATURED VIDEO

Computer Scientist Explains Machine Learning in 5 Levels of Difficulty

 

In 1965, Gordon Moore, an electronics engineer and one of the founders of Intel, wrote an article for the 35th anniversary issue of Electronics, a trade magazine, that included an observation that has since taken on a life of its own. In the article, Moore noted that the number of components on a silicon chip had roughly doubled each year until then, and he predicted the trend would continue.

A decade later, Moore revised his estimate to two years rather than one. The march of Moore’s law has come into question in recent years, although new manufacturing breakthroughs and chip design innovations have kept it roughly on track.

EUV uses some extraordinary engineering to shrink the wavelength of light used to make chips, and it should help continue that streak. The technology will be crucial for making more advanced smartphones and cloud computers, and also for key areas of emerging technology such as artificial intelligence, biotechnology, and robotics. “The death of Moore’s law has been greatly exaggerated,” del Alamos says. “I think it’s going to go on for quite some time.”

Amid the recent chip shortage, triggered by the pandemic’s economic shock waves, ASML’s products have become central to a geopolitical struggle between the US and China, with Washington making it a high priority to block China’s access to the machines. The US government has successfully pressured the Dutch not to grant the export licenses needed to send the machines to China, and ASML says it has shipped none to the country.

“You can’t make leading-edge chips without ASML’s machines,” says Will Hunt, a research analyst at Georgetown University studying the geopolitics of chipmaking. “A lot of it comes down to years and years of tinkering with things and experimenting, and it’s very difficult to get access to that.”

Each component that goes into an EUV machine is “astonishingly sophisticated and extraordinarily complex,” he says.

Making microchips already requires some of the most advanced engineering the world has ever seen. A chip starts out life as a cylindrical chunk of crystalline silicon that is sliced into thin wafers, which are then coated with layers of light-sensitive material and repeatedly exposed to patterned light. The parts of silicon not touched by the light are then chemically etched away to reveal the intricate details of a chip. Each wafer is then chopped up to make lots of individual chips.

Shrinking the components on a chip remains the surest way to squeeze more computational power out of a piece of silicon because electrons pass more efficiently through smaller electronic components, and packing more components into a chip increases its capacity to compute.

Lots of innovations have kept Moore’s law going, including novel chip and component designs. This May, for instance, IBM showed off a new kind of transistor, sandwiched like a ribbon inside silicon, that should allow more components to be packed into a chip without shrinking the resolution of the lithography.

But reducing the wavelength of light used in chip manufacturing has helped drive miniaturization and progress from the 1960s onwards, and it is crucial to the next advance. Machines that use visible light were replaced by those that use near-ultraviolet, which in turn gave way to systems that employ deep-ultraviolet in order to etch ever smaller features into chips.

A consortium of companies including Intel, Motorola, and AMD began studying EUV as the next step in lithography in the 1990s. ASML joined in 1999, and as a leading maker of lithography technology, sought to develop the first EUV machines. Extreme ultraviolet lithography, or EUV for short, allows a much shorter wavelength of light (13.5 nanometers) to be used, compared with deep ultraviolet, the previous lithographic method (193 nanometers).

But it has taken decades to iron out the engineering challenges. Generating EUV light is itself a big problem. ASML’s method involves directing high-power lasers at droplets of tin 50,000 times per second to generate high-intensity light. Lenses absorb EUV frequencies, so the system uses incredibly precise mirrors coated with special materials instead. Inside ASML’s machine, EUV light bounces off several mirrors before passing through the reticle, which moves with nanoscale precision to align the layers on the silicon.

“To tell you the truth, nobody actually wants to use EUV,” says David Kanter, a chip analyst with Real World Technologies. “It’s a mere 20 years late and 10X over budget. But if you want to build very dense structures, it’s the only tool you’ve got.”

12 out
Como o Data Mining pode ajudar no seu negócio?

Escola de tecnologia aplicada

Se a sua empresa gera um grande volume de dados e quer usá-los a favor do seu negócio, é bem importante saber o que é Data Mining.

Em tradução literal, Data Mining significa mineração de dados. Consiste em usar a tecnologia para realizar a análise de grandes quantidades de dados, a fim de identificar padrões consistentes e extrair insights para aprimoramento dos processos.

O Data Mining pode ser utilizado em diferentes segmentos e vertentes dentro de um mesmo negócio, por exemplo, vendas, marketing, finanças etc.

Ao fazer a mineração de dados e transformá-los em informações, é possível tomar decisões mais assertivas e ter insights que podem ajudar no crescimento da empresa.

O que é Data Mining?

Data Mining, em português, mineração de dados, é um processo pelo qual se realiza a análise de grandes quantidades de dados. 

O Data Mining permite filtrar do Big Data informações que realmente serão úteis para o propósito que pretende alcançar.

Em outras palavras, a mineração de dados identifica padrões, que literalmente são “minerados do mar de dados” gerados por uma empresa.

As informações extraídas do Data Mining são importantes aliadas para tomada de decisões em um negócio. Com essa base, é possível identificar problemas e também diversas oportunidades de negócios e de crescimento.

Para que serve o Data Mining?

Mas saber o que é Data Mining consiste também em entender para que esse processo serve.

O Data Mining serve para transformar dados brutos em informações de valor para uma empresa. 

A sua alta capacidade analítica, que é determinada por algoritmos de Inteligência Artificial e de Machine Learning, faz conexões e correlações entre os dados, identifica padrões e anomalias.

Uma vez que os dados são transformados em informações, essas podem servir como base para o planejamento estratégico do seu negócio.

O Data Mining serve, por exemplo, para identificar padrões de comportamento dos consumidores.

Com essa resposta nas mãos, a sua empresa pode criar uma série de ações para aprimorar o relacionamento com os clientes, tais como, otimizar o atendimento, melhorar as campanhas de marketing, entre outras.

Quais as etapas do Data Mining?

A explicação do que é Data Mining só fica completa quando se entende as etapas que compõem esse processo, que são:

  1. Definição do objetivo
  2. Seleção dos dados
  3. Limpeza dos dados
  4. Aplicação das técnicas de mineração
  5. Avaliação dos resultados obtidos
  6. Utilização das informações

1. Definição do objetivo

A primeira etapa do Data Mining consiste em definir qual o objetivo do processo. Ou seja, é alinhar essa busca por informações aos objetivos estratégicos da empresa.

Para encontrar uma boa definição você pode, por exemplo, se basear em metas e indicadores que precisam ser melhorados.

2. Seleção dos dados

Com base no que foi determinado da etapa anterior, agora é preciso definir de onde os dados serão extraídos, ou seja, de qual fonte eles serão retirados.

É possível, por exemplo, fazer uma análise do CRM utilizado na sua empresa e extrair os dados gerados para usar como base nas suas tomadas de decisão.

3. Limpeza dos dados

Uma vez definida a origem, que deve estar alinhada com o objetivo, chega o momento de fazer a limpeza dos dados.

De uma maneira simples, consiste em selecionar apenas os dados condizentes com o propósito em questão, eliminando aqueles que não têm potencial para trazer os resultados pretendidos.

Lembre-se que isso tudo será feito com a ajuda da tecnologia. Considerando que o Data Mining visa analisar grandes quantidades de dados, isso não é possível de ser feito de outra forma, ou seja, apenas por interação humana.

4. Aplicação das técnicas de mineração

Esta fase consiste na aplicação de técnicas de mineração, que são metodologias baseadas em algoritmos que vão fazer a identificação de padrões, correlações e outras análises dos dados.

As técnicas de mineração são variadas. Entre as que podem ser aplicadas estão a regra de associação, redes neurais artificiais, árvores de decisão etc.

5. Avaliação dos resultados obtidos

Agora os dados foram transformados em informações. Com isso, é chegado o momento de fazer uma boa avaliação do que foi extraído.

Analisando as informações geradas pela mineração de dados é possível, por exemplo, traçar planos estratégicos para aumentar o nível de satisfação dos clientes e, com isso, contribuir para o crescimento da empresa.

6. Utilização das informações

Feita a avaliação do que foi extraído no processo de Data Mining, a última etapa consiste em usar os insights gerados, transformá-los em ações e, dessa forma, solucionar problemas e/ou aprimorar processos.

Sobre isso, é importante sempre manter o foco no objetivo principal que foi definido na primeira etapa, pois a mineração de dados realizada foi baseada nessa definição.

Quais técnicas podem ser utilizadas no Data Mining?

Na quarta etapa deste artigo sobre o que é Data Mining, mencionamos a aplicação de técnicas de mineração.

A fim de deixar esse conceito mais claro, vamos explanar um pouco algumas das técnicas que costumam ser mais utilizadas:

  • Regra de associação: faz a associação entre dois ou mais itens e contribui para encontrar padrões e tendências;
  • Redes neurais artificiais: técnica usada para identificar as relações entre os dados;
  • Árvores de decisão: gera inúmeras possibilidades de escolha para uma mesma questão a ser resolvida.

Como o Data Mining pode ajudar uma empresa?

Agora que você sabe o que é Data Mining e as etapas que compõem esse processo, é bem importante conhecer em quais pontos a mineração de dados pode ajudar a sua empresa.

O Data Mining pode ser visto como um importante diferencial competitivo. Entre as diversas possibilidades, esse processo ajuda a:

  • melhorar os serviços prestados tendo como base o comportamento dos clientes;
  • ter bases mais concretas para tomada de decisões;
  • tirar proveito maior dos dados que são gerados pela sua empresa;
  • identificar novas oportunidades de negócios;
  • fazer previsões de mercado.

Em quais áreas a mineração de dados pode ser utilizada? Exemplos de Data Mining

O Data Mining pode ser utilizado em diferentes segmentos, ou departamentos dentro de uma mesma empresa.

Quanto aos ramos de atuação, pode ser utilizado, por exemplo, na área de segurança pública, saúde, pesquisas científicas, telecomunicações, finanças, agricultura etc.

Na sua empresa, você pode utilizar a mineração de dados para melhorar os processos de vendas, marketing, captação de clientes, telemarketing, atendimento ao cliente etc.

 

Blog da Zendesk

08 out
iCEV Explica –  Marco legal das Startups

iCEV

Hoje nós viemos falar sobre o marco legal das Startups, essa nova lei que veio para criar um ambiente favorável para esse novo modelo de negócios, desburocratizando, reduzindo os custos e gerando mais investimentos para esse tipo de empresas.

Nomenclatura do termo “Startup”

O que significa Startup perante essa nova lei? No normativo legal, Startup são modelos de negócios voltados para produtos ou serviços inovadores que tenham renda de até R$ 16 milhões\ano e elas também têm que ter pelo menos 10 anos de CNPJ ativos.

Também ficou mais fácil constituir uma sociedade anônima, isso porque agora não precisa mais fazer o registro de publicação impresso, agora se pode fazer eletrônico, o que diminuiu os custos. Vale ressaltar que isso é apenas para empresas que tenham o faturamento anual de 78 milhões\ano.

Outro ponto importante é que antes as Startups tinham que ter pelo menos dois diretores, e agora, para ser sociedade anônima, basta um. Isso facilita bastante.

 

Investidores anjos

Os investimentos de inovação foram facilitados, ou seja, agora as Startups podem ter investimentos tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica.

Então, aí já tem a facilidade dos investidores anjos, isso porque o investidor ele pode, sim, investir nas Startups sem ter essa responsabilidade legal se caso uma empresa vier a falir, ou coisa do tipo.

 

Investimento em inovação

As empresas que são obrigadas a ter investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento, elas também podem, agora, investir em Startups. Elas podem lançar também editais de aceleração, editais de fomento de ideias para Startups.

 

Ambientes regulatórios experimentais

O que são os ambientes regulatórios experimentais? São os chamados Sandbox  – são quando empresas testam produtos ou serviços tecnológicos e inovadores com menos restrições regulatórias. Esses programas já existiam, o Banco Central por exemplo, tinha muito esse tipo de programa, editais para Sandbox. Porém, agora tem uma maior segurança jurídica pra esse tipo de programa e muitas outras empresas podem vir a lançar mais programas desse tipo.

 

Startups podem participar de licitações 

Essa legislação também criou uma modalidade diferenciada para licitação, pois agora órgãos públicos podem contratar empresas inovadoras, com ou sem risco tecnológico

O que significa esse risco tecnológico? Risco tecnológico, segundo a lei, são aquelas contratações que podem ou não gerar um produto final. As Startups são modelos de negócios de riscos.

Todas essas medidas favorecem o segmento. Cada vez mais podem haver cooperações entre órgãos públicos e Startups.

 

O assunto desse iCEV Explica foi produzido pela doutoranda em Administração, Diana Beatriz.

 

 

06 out
Facebook vai investir US$ 50 milhões na construção “responsável” do “metaverso”

iCEV

Fundo será usado pelos próximos dois anos para pesquisa externas e criação do programa, de olho na compatibilidade e na inclusão

Enquanto lida com os desdobramentos de mais uma crise em torno da relação de suas plataformas com a saúde mental dos usuários, o Facebook se prepara para dobrar a aposta nas trocas online que promove com o metaverso, aparentemente sua proposta final com a realidade virtual. Para tornar isso possível é preciso dinheiro, porém, e é nesse intuito que a companhia anunciou nesta segunda-feira (27) a criação de um novo fundo voltado ao projeto – com a premissa de uma construção “responsável”, ainda por cima.

De acordo com o anúncio oficial, o fundo é batizado oficialmente de XR Programs and Research Fund e conta com US$ 50 milhões para gastos em “programas e pesquisa externa” em torno do programa nos próximos dois anos. O ponto mais interessante, porém, é que com a criação do investimento a companhia enfim dá uma definição mais precisa ao metaverso, chamando-o da “próxima plataforma computacional” com “espaços virtuais que você pode criar e explorar com outras pessoas”, mesmo não estando fisicamente presente com as mesmas. Tudo a partir de uma oferta variada de produtos e serviços do próprio Facebook.

A empresa ainda comenta que a meta final do fundo é garantir que o metaverso seja construído de maneira que seja compatível com outros serviços e com pilares de inclusividade, privacidade, segurança e o que é descrito como “oportunidade econômica” para todos os interessados. Haverão conversas com reguladores, pesquisadores e parceiros da indústria sobre o programa, mas o Facebook já confirmou parcerias com organizações como a Women in Immersive Tech, Africa No Filter e a Electric South, além de se comprometer a “facilitar pesquisas externas e independentes” por grupos como a Universidade de Hong Kong e a Universidade Nacional de Cingapura.

Todas essas informações buscam reforçar a manobra da companhia para uma posição mais transparente – o que soa como necessário dado todo o escrutínio atual de seus aplicativos na esfera pública – mas o curioso aqui é o volume investido. Como bem nota o The Verge, ainda que US$ 50 milhões seja bastante, ele é muito pouco dentro do que o Facebook declara de lucro a cada trimestre e, por isso, parece até pouco a ser gasto para um projeto que é visto como algo de tamanha importância pelo CEO Mark Zuckerberg.

Publicado por B9

05 out
Você sabe mesmo como a Bolsa funciona?

Escola de negócios e gestão

Todo dia tem notícia fresquinha sobre o que aconteceu na Bolsa. Basta abrir o portal mais próximo para ler que ela subiu, caiu, que as ações de tal empresa valorizaram, e que as de outras despencaram.

Aí aparecem aqueles termos e siglas que fazem parte de um vocabulário meio desconhecido para a maioria das pessoas. Tem units, share, day trade, PN, ON, BDR, e nos piores dias um circuit breaker.

Então começa a complicar um pouco, né? Mas dá pra dizer sem risco: todo mundo pode aprender sobre a Bolsa deixando o economiquês de lado.

O que tudo isso significa na prática? Como ela funciona? O que significa investir em ações ou ser acionista de uma empresa?

Imagine um grande mercado de rua.

Vendedores oferecem seus produtos, os consumidores avaliam tudo e compram alguns. Depois esses clientes também podem vender os produtos, comprar outros, e assim por diante. A Bolsa de Valores funciona mais ou menos assim.

Os clientes são os investidores. 

Eles vão para a Bolsa em busca de ativos para comprar e vender. É possível comprar um produto por um preço e vender por outro preço no futuro – que pode estar maior ou menor do que o valor original, dependendo da variação do mercado.

Tem várias maneiras de participar desse mercado. 

Existem estratégias com diferentes graus de complexidade, mas o princípio é sempre o mesmo: os investidores tentam fazer negociações que rendam mais dinheiro.

Não existe nenhum pré-requisito. 

É preciso abrir uma conta em uma instituição que faça a ponte entre as pessoas e a Bolsa, como as corretoras de valores. Quem tem uma conta nelas pode ver os produtos de investimento da B3, a Bolsa de Valores brasileira, e fazer suas compras e vendas.

Entender o seu perfil de risco é essencial. 

Mais conservador ou mais arriscado? Assim você consegue fazer as melhores escolhas pro seu dinheiro, e as corretoras te avisam caso algum investimento não se encaixe no seu perfil.

As ações são o tipo de investimento mais conhecido. 

Uma ação nada mais é do que um pedacinho de uma empresa que está na Bolsa – e investir nela é comprar esses pedacinhos. As empresas usam o dinheiro que recebem da venda de ações para executar melhorias, expansões e continuar os planos para ter um negócio ainda mais bem sucedido.

Como consigo faturar com isso, então?

Comprando e vendendo ações: 

Imagine que você comprou ações de uma empresa valendo R$ 10. O negócio está indo super bem, o mercado está favorável, e, depois de um tempo, essas ações passam a valer R$ 11. Quem comprou ações no preço antigo pode agora vender pelo preço novo. Nesse caso, o investimento rendeu 10%.

Mas lembre-se sempre do risco. 

A pessoa que comprou as ações por R$ 10 espera que elas se valorizem, mas nem sempre é isso que acontece. Pode ser que o preço caia, suba de novo, estabilize, caia novamente… A Bolsa oscila e é influenciada por diversos fatores, tanto de economia, quanto das próprias atividades das empresas.

Por isso é importante estudar bem:

Conheça a fundo a empresa em que você está escolhendo investir. Leia os materiais publicados pela empresa para os seus acionistas, acompanhe notícias sobre ela e sobre o mercado em que ela atua, e se informe sobre seus valores e atividades.

Investimento responsável. 

Sabendo dos riscos, este pode ser um caminho incrível pro futuro do seu patrimônio. Mas é essencial tomar todos os cuidados e se munir de informações antes de escolher seu investimento. Se você pretende ser sócio de um negócio, tem que conhecer onde está colocando seu dinheiro.

 

Publicado por Blog Nubank

04 out
Traídos na própria casa poderão ser indenizados por danos morais

Escola de direito aplicado

A traição vai custar ao bolso do marido infiel R$ 20 mil, valor fixado para a indenização

Uma decisão inédita do Tribunal de Justiça de São Paulo poderá servir de base em ações similares para garantir às pessoas que forem vítimas de traição dentro da própria casa uma indenização por danos morais. Esse foi o entendimento da 4ª Câmara de Direito Privado do TJSP, que manteve decisão do juiz Cassio Ortega de Andrade, da 3ª Vara Cível de Ribeirão Preto. O magistrado condenou um homem a indenizar a ex-esposa por ter levado a amante para a casa onde vivia com a família e ali consumado a traição. As informações são do UOL.

A decisão foi divulgada na semana passada e vai custar ao bolso do marido infiel R$ 20 mil, valor fixado para a indenização. No caso em questão, a ação foi movida pela ex-mulher, que vinha desconfiando das traições do companheiro e pediu a ajuda de vizinhos no sentido de que fornecessem imagens das câmeras de suas residências para comprovar a sua tese.

Foi por meio dessas imagens que ela descobriu que o ex-marido havia levado a amante para a residência em que o casal vivia com os três filhos. A constatação teria causado, na avaliação do desembargador Natan Zelinschi de Arruda, “enorme angústia e desgosto”, atingindo a “honra subjetiva” da à mulher. Ainda segundo a tese da defesa, a simples traição ou relação extraconjugal não justificaria uma indenização, mas, “diante da insensatez do réu ao praticar tais atos no ambiente familiar, onde as partes moravam com os três filhos comuns”, a vítima acabou exposta a situação vexatória.

A decisão foi unânime em julgamento que teve a participação de outros dois desembargadores.

Publicado por Blog O Liberal 

01 out
Você sabe o que é o direito ao esquecimento? O iCEV te explica!

iCEV

O direito ao esquecimento nada mais é do que a prerrogativa que o indivíduo detém de tutelar informações suas que estão ao alcance da coletividade.

Isto, quando estas implicam algum prejuízo na projeção da sua imagem perante terceiros.

O direito ao esquecimento tem como origem as condenações criminais de ex-detentos e hoje está em vigor no Brasil a aplicação, ou não, o direito ao esquecimento na seara cível.

Direito ao esquecimento não é apagamento de informações

O termo “direito ao esquecimento” induz a uma ideia simplista do instituto, a uma ideia errônea de que ele só poderia ser efetivado por meio do mero apagamento de informações, o que não é verdade, ele não busca reescrever a história, então precisamos entender qual o seu real fundamento jurídico positivo.

Em verdade, não é somente a privacidade, mas sim a autodeterminação informativa. Isto porque a privacidade é dotada de uma função restritiva, uma função preservativa, das informações não serem repassadas à coletividade.

Já a autodeterminação informativa tem uma função construtiva, de realmente reescrever a identidade do indivíduo perante à coletividade.

Qual o real desafio para a efetivação do direito ao esquecimento no Brasil?

O equilíbrio dos interesses em jogo: de um lado nós temos a autodeterminação informativa e temos a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, muito caras à sociedade brasileira no contexto democrático, por isso, sempre valorizadas.

No entanto, não existem direitos absolutos, dessa forma deverá ser realizada a ponderação nos casos concretos, para que eles se equilibrem e coexistam e o direito ao esquecimento consiga, por fim, ser efetivado.

Para isso, deve se ver e as informações tem um impacto maior para a coletividade ou para o indivíduo, caso sejam retiradas ou atualizadas.

 

Caso emblemático sobre direito ao esquecimento 

No Brasil, há um caso emblemático que envolve o direito ao esquecimento e que foi julgado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal. Trata-se do caso Aída Cury, no qual foi ajuizado uma ação de reparação contra a TV Globo por veicular o conhecido crime tratando das vítimas e dos fatos e fotos reais.

O início do julgamento do caso Aída Cury nos tribunais superiores se deu no Superior Tribunal de Justiça, no qual foi reconhecido que existe sim direito ao esquecimento no Brasil, mas que ele não seria aplicado a esse caso concreto.

 

O Tema 786

Já no STF, foi reconhecido a repercussão geral “Tema 786”, nele, a Procuradoria Geral de Justiça opinou pela seguinte tese:

Existe direito ao esquecimento, como advindo da dignidade da pessoa humana, do direito à privacidade, mas que esse deve ser sim ponderado, conforme dito anteriormente, com direito à informação e com direito à liberdade de imprensa.

Nesse sentido, também votaram os Ministros do Supremo Tribunal Federal, como o presidente Luiz Fux, que entendeu que existe sim o direito ao esquecimento que ele é advindo da dignidade da pessoa humana e que poderá ser aplicado no Brasil, contudo, por ser um fato notório e de domínio público o caso Aída Cury também não seria alvo deste instituto.

 

Incompatibilidade com a Constituição

Apesar disso, o julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal entendeu e fixou como tese a de que o direito ao esquecimento, entendido como o poder de obstar a divulgação de dados verídicos, é incompatível com a Constituição.

Embora seja legítima a preocupação dos Ministros com alguma espécie de censura que pudesse a vir ser concretizada desde o primeiro grau de jurisdição, é factível que o direito ao esquecimento, é sim, consequência do direito a dignidade da pessoa humana, do direito da personalidade e do direito da autodeterminação informativa.

Por isso, esse aspecto em si da tese foi bastante criticado por muitos doutrinadores e juristas. Apesar do teor desse julgamento, ainda é possível que se pleiteie o reconhecimento do direito ao esquecimento no caso concreto, ainda mais no que se referia ao direito ao esquecimento no ambiente digital.

Já que não há apreciação desse específico tema pelo Supremo Tribunal Federal e nele, há outras alternativas, que não a exclusão de dados, para que seja o instituto efetivado, como a desindexação de links ou a mera atualização ou adição de informação.

 

 

O assunto desse iCEV Explica foi produzido pela tutora Rayssa Nascimento.

 

 

01 out
Reforma administrativa é aprovada em comissão especial da Câmara

Escola de direito aplicado

Entre as principais mudanças estão a avaliação de desempenho e regras para convênios com empresas privadas

Foto: Gustavo Sales / Câmara dos Deputados

A reforma administrativa (PEC 32/2020) foi aprovada com 28 votos a favor e 18 contra, depois de mais de seis horas de reunião na comissão especial da Câmara dos Deputados, na quinta-feira (23/9).

Entre as principais mudanças apresentadas pelo relator, Arthur Maia (DEM-BA), estão a avaliação de desempenho de servidores, as regras para convênios com empresas privadas e gestão de desempenho.

Os membros da oposição atrasaram o máximo que puderam a votação do parecer de Maia. A sétima e última versão do substitutivo retirou algumas concessões que haviam sido feitas aos partidos contrários à PEC.

O relator manteve, por exemplo, os instrumentos de cooperação com empresas privadas, uma das principais críticas da oposição, que entende que os convênios poderiam desviar recursos da Saúde e da Educação e prejudicar a qualidade de serviços públicos.

Os oposicionistas também criticaram o trecho do texto que trata de regras para contratações temporárias, por até dez anos. Maia destacou que os contratos temporários terão processo seletivo impessoal, ainda que simplificado, e os contratados terão direitos trabalhistas. O processo seletivo simplificado só é dispensado em caso de urgência extrema.

Como os partidos de oposição, que somam 145 votos, fecharam questão contra a reforma, haverá uma margem apertada para a votação da em plenário, onde são necessários 308 votos.

A Comissão ainda precisa analisar 21 destaques e, depois de finalizada essa etapa, o texto segue para o plenário.

Ao comentar nesta semana sobre o trâmite do texto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que “espera que o texto saia da comissão redondo” de forma a facilitar o processo deliberativo, uma vez que será preciso contar com votos apenas da base e dos partidos independentes para aprovar a PEC.

Publicado por Jota Info 

27 set
Anatel marca leilão do 5G para 4 de novembro

Escola de tecnologia aplicada

Nesta última sexta-feira (24), o conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou as regras gerais para a implementação do 5G no Brasil e marcou a data do leilão da tecnologia para o dia 4 de novembro.

Na reunião extraordinária foram discutidos os últimos ajustes para a licitação das radiofrequências 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Este será o maior leilão já realizado pela instituição.

Anatel marca leilão do 5G para 4 de novembro.

A decisão prevê que as operadoras envolvidas comecem a oferecer o sinal de 5G até 31 de julho de 2022. Os prazos estipulados são os seguintes:

  • 5G disponível nas capitais brasileiras até 31 de julho de 2022;
  • Em cidades com mais de 500 mil habitantes até 31 de julho de 2025;
  • Em municípios com mais de 200 mil habitantes até 31 de julho de 2026;
  • Cidades com mais de 100 mil habitantes até 31 de julho de 2027;
  • Enquanto nas com mais de 30 mil habitantes até 31 de julho de 2028.

Durante a reunião, o conselho da Anatel afirmou que a Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE) – órgão que será criado com funcionários dos Ministérios da Educação e Comunicações – deverá acompanhar a obrigação das operadoras fornecerem internet para as escolas públicas do país.

O processo do edital foi iniciado em 12 de novembro de 2020, quando encaminhado para deliberação pelo Conselho Diretor. Em 25 de fevereiro de 2021, a proposta foi aprovada pelo colegiado e, em seguida, encaminhada à apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU) – que deliberou sua aprovação com sete votos a favor em 25 de agosto de 2021.

Papel das operadoras

As operadoras de telefonia que comprarem as radiofrequências devem seguir uma série de exigências. Os arrematadores das frequências 3,5 GHz, por exemplo, deverão se responsabilizar pela criação da rede privada de 5G do governo federal que será utilizada pelos órgãos públicos, no entanto, a Anatel ampliou o prazo para o feito.

Além disso, as operadoras responsáveis por essa que será a mais concorrida das frequências por ser a mais utilizada no mundo e que afeta diretamente o consumidor final, também devem:

  • Expandir 13 mil quilômetros de cabos de fibra ótica nos leitos dos reios da região Norte;
  • Realizar a troca da faixa de 3,5 GHz que é responsável pela transmissão de TV via parabólica, migrando os usuários para banda Ku e distribuindo kits para conversão.

O restante de todas as operadoras que participarem do leilão do 5G devem investir em instalação de rede 4G em munícipios com mais de 600 habitantes, ampliar a cobertura nas estradas do país e fomentar o roaming nacional obrigatório.

Publicado por Olhar Digital 

23 set
Nova lei do superendividamento: um respiro para o consumidor

Escola de direito aplicado

A sanção da lei 14.181/21 contribui para uma necessária evolução do mercado de crédito, bancário e financeiro para o paradigma do crédito responsável.

Sancionada no dia 1/7/21, a lei 14.181/21 atualiza o Código de Defesa do Consumidor para estabelecer um novo regime jurídico de prevenção e tratamento do superendividamento no Brasil.

Não se trata de uma espécie de falência da pessoa física, mas sim de uma verdadeira política pública de fomento à concessão de crédito de maneira responsável, de educação financeira e de promoção de conciliação através de planos de pagamento, preservando-se a renda necessária para manutenção do consumidor superendividado e sua família com dignidade.

O projeto de lei, elaborado por renomada comissão de juristas presidida pelo Ministro Herman Benjamin e relatada por Claudia Lima Marques (UFRGS), foi apresentado ao Senado ainda em 2012. A proposta foi subsidiada pela experiência do Projeto Piloto desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, com destaque para a atuação das magistradas Clarissa Costa de Lima e Karen Bertoncello. A sua aprovação nesse momento de pandemia e por unanimidade, após amplo debate no Congresso Nacional, surge como uma possível resposta ao grave problema social e econômico, que corresponde à exclusão do mercado – morte civil – de milhões de consumidores superendividados.

Segundo estudo da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) e do Instituto do Capitalismo Humanista, a nova legislação pode inserir na economia brasileira mais de R$ 350 bilhões de reais, sem ampliar o gasto público. É relevante a atuação do Poder Público para harmonizar as relações de consumo e permitir o resgate dos consumidores superendividados ao mercado, beneficiando a economia nacional.

Em resumo, a lei 14.181/21:

Protege apenas o consumidor pessoa natural e de boa-fé, viabilizando o pagamento das suas dívidas com a preservação de uma renda mínima digna, a ser avaliada no caso concreto, o mínimo existencial;
Estabelece como direito básico do consumidor a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e ambiental, de prevenção e tratamento extrajudicial e judicial das situações de superendividamento;

Promove a revisão e a repactuação (e não o perdão) da dívida, passando da cultura da dívida para a cultura do pagamento;
Descreve condutas que são vedadas ao fornecedor de produtos e serviços de crédito, prevenindo o superendividamento, fomentando as práticas de crédito responsável, de avaliação de riscos e informações claras e adequadas ao consumidor.
E reforça a proibição de algumas práticas abusivas (arts. 54-C e 54-G do CDC):

Indicar que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor;
Ocultar ou dificultar a compreensão sobre os ônus e os riscos da contratação do crédito ou da venda a prazo ou não entregar ao consumidor cópia da minuta e do contrato;
Assediar ou pressionar o consumidor para contratar o fornecimento de produto, serviço ou crédito, principalmente se se tratar de consumidor idoso, analfabeto, doente ou em estado de vulnerabilidade agravada ou se a contratação envolver prêmio;

Condicionar o atendimento de pedidos do consumidor ou o início de tratativas de composição amigável ou repactuação de dívidas à renúncia ou à desistência de ações, ao pagamento de honorários advocatícios ou a depósitos judiciaiS;
Cobrar quantias que tenham sido contestadas pelo consumidor em compra realizada com cartão de crédito (CDC, art. 54-G, I) ou dificultar o bloqueio da utilização fraudulenta do cartão de crédito ou similar;
Para evitar que as dívidas se eternizam em execuções judiciais sem efetividade e promover o pagamento aos credores, o Código de Defesa do Consumidor agora prevê as seguintes ferramentas jurídicas:

Avaliação criteriosa e responsável de risco na concessão do crédito;
Direito à informação adequada e clara ao consumidor – considerada sua idade – sobre a natureza e a modalidade do crédito oferecido, sobre todos os custos incidentes e sobre as consequências genéricas e específicas do inadimplemento, bem como sobre a identidade do agente financiador;
Exercício do direito de arrependimento de contratos de crédito quando o consumidor de arrepender, no prazo legal, da compra do bem financiado (automóveis, por exemplo, na forma do art. 54-F, § 1º, CDC) ou quando houver inexecução de qualquer das obrigações e deveres do fornecedor de produto ou serviço do bem financiado (CDC, art. 54-F, § 2º);

Instauração de processos de repactuação de dívidas, a pedido do consumidor, para que em audiência conciliatória todos os credores de dívidas de consumo, inclusive operações de crédito, compras a prazo e serviços de prestação continuada, (CDC, art. 104-A), obrigatoriamente participem da elaboração de um plano de pagamento, para que os débitos sejam quitados em 5 anos, preservado o mínimo existencial para a subsistência do consumidor e sua família e eventuais garantias de pagamento.

Se a conciliação for inexitosa, o juiz instaurará processo por superendividamento para revisão e integração dos contratos e repactuação das dívidas remanescentes mediante plano judicial compulsório e procederá à citação de todos os credores cujos créditos não tenham integrado o acordo porventura celebrado (CDC, art. 104-B).
O plano judicial compulsório assegurará aos credores o valor do principal devido, corrigido monetariamente por índices oficiais de preço e preverá a liquidação total da dívida, mas somente após a quitação do plano de pagamento consensual, também em, no máximo, 5 (cinco) anos.

A lei ainda impõe uma moratória, assim prevê o pagamento da primeira parcela até 180 dias depois da homologação judicial. A instituição de núcleos de conciliação e mediação de conflitos oriundos de superendividamento reunindo os credores das dívidas de consumo contribui com o desafogamento do Poder Judiciário, na medida em que ações e execuções individuais que perpetuam no tempo sem perspectiva de um resultado efetivo passam a ser solucionadas em bloco, envolvendo diversos credores em uma mesma composição amigável, seja nos CEJUSCs dos Tribunais, nos PROCONs, nas Defensorias Públicas.

A nova lei não protege o consumidor cujas dívidas tenham sido contraídas mediante fraude ou má-fé, sejam oriundas de contratos celebrados dolosamente com o propósito de não realizar o pagamento ou decorram da aquisição ou contratação de produtos e serviços de luxo de alto valor.

Prevalece a boa-fé, via de mão dupla, que deve ser observada tanto por consumidores quando fornecedores no mercado. A atualização do CDC segue as diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), do Banco Mundial e de outras organizações internacionais para a proteção financeira do consumidor. É preciso lembrar que a ordem econômica “tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social” (Art. 170 da Constituição Federal de 1988).

Apesar dos vetos às regras sobre crédito consignado, que esperamos sejam revertidas pela sabedoria do Parlamento, as mudanças aprovadas após dez anos de estudos e lutas atualizam o Código de Defesa do Consumidor de acordo com a vitória na ADIn 1591, conhecida como ADIN dos Bancos, e segundo as melhores práticas mundiais.

A sanção da lei 14.181/21 contribui para uma necessária evolução do mercado de crédito, bancário e financeiro para o paradigma do crédito responsável e reforçam a boa-fé que deve guiar as relações de consumo, valorizando o microssistema do CDC e a retomada da economia brasileira com mais dignidade do consumidor. Devolve-se ao  superendividado a possibilidade de gestão do seu patrimônio, a dignidade de saldar as suas dívidas e  reingressar no mercado de consumo, beneficiando a todos.

Publicado por Blog Migalhas

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