16 jan
Direito: conheça áreas promissoras para os recém-formados

Escola de direito aplicado

Os recém-formados no curso de Direito encontram atualmente variadas oportunidades de trabalho no mercado nacional. Além dos setores mais tradicionais, como o civil e o criminal, existem novos segmentos que estão “aquecidos” e demandam por mão de obra. Direito da internet, Direito desportivo e Direito do petróleo e gás são exemplos dessas novas áreas de atuação no setor jurídico que advogados interessados em boa remuneração podem procurar.

A seguir conheça melhor um pouco mais sobre esses novos segmentos do Direito.

Direito da Internet (Ciberdireto)

No país ainda existem poucas leis relacionadas à segurança da informação na internet. Mas os advogados que forem atuar nesse setor vão, por exemplo, focar na reparação de dano moral decorrente de delitos cometidos online, como a divulgação indevida de de fotos e vídeos íntimos de uma pessoa sem autorização, crimes cometidos contra a honra de alguém em redes sociais, casos de pirataria etc.

Direito do Entretenimento

Neste setor, o advogado vai trabalhar na regulamentação de grandes eventos, como shows e festivais, na elaboração de contratos de artistas e licenças para o evento ocorrer. Há também possibilidade de atuação no ramo dos direitos autoriais e liberdade de expressão.

Direito de Petróleo e Gás (Direito Ambiental)

Os advogados que atuam nessa área vão trabalhar com a regulamentação e exploração de matizes energéticas, como petróleo e gás, por exemplo. Neste caso, o profissional precisa entender sobre o funcionamento do pagamento de royalties no país. Porém, há a possibilidade de atuação em questões como as indenizações por danos ambientais.

Direito Desportivo

Para esse segmento, o advogado deve estar apto a tratar de relações existentes nas atividades desportivas, como, por exemplo, a venda de um jogador de futebol para um novo time. Então, ele deve entender questões como pagamento de multas e indenizações, penalidades dadas a atletas que cometeram alguma infração durante uma competição etc.

Direito Societário

Nesta área, o profissional irá se especializar em aquisições e funções de empresas, por exemplo. Ou seja, o advogado precisará tratar de conflitos entre sócios, como controle de participação de cada um, e atuação de acionistas.

Segundo os especialistas, todas essas áreas irão, nos próximos anos, demandar por mão de obra, mas somente os mais especializados estarão aptos a conquistar os melhores cargos. Por isso, Ahmed indica aos envolvidos no setor muito estudo.

Hoje, temos desde os cursos de extensão, mais curtos, que dão ao advogado o primeiro conhecimento com a matéria, até os mestrados e doutorados. Há também um fortalecimento dos mestrados profissionalizantes, que tem perspectiva diferente do acadêmico, pois tem um perfil mais orientado na atuação no mercado e trabalho.

Fonte: Extra

15 jan
Pós-graduação ou MBA? Conheça as diferenças entre os cursos

iCEV

Faz tempo que a graduação deixou de ser o ponto final da vida acadêmica. Afinal, ter um curso superior não é mais um diferencial, mas quase pré-requisito para um profissional de sucesso. Mas, na hora de se especializar, surge a dúvida: que tipo de curso fazer? Qual é a diferença entre pós-graduação, especialização e MBA? Aliás, tem diferença mesmo?

Todo MBA é uma pós, mas nem toda pós é um MBA – só para começar a história. Cursos de pós-graduação são todos aqueles que vêm depois da graduação. Entre eles, há dois tipos: os stricto sensu, que são o mestrado, o doutorado e o pós-doutorado; e os lato sensu, que são a especialização (que muita gente chama de pós) e o MBA. Esses últimos têm o mesmo peso acadêmico, mas perfis diferentes.

MBA tem um foco em gestão, negócios, empresa. É procurado por quem quer se preparar para ser líder ou gestor. Já a especialização é um aprofundamento em uma área. Outra diferença entre os cursos de especialização e MBA é a duração. Enquanto a carga horária do primeiro é de cerca de 360 horas, a do segundo pode passar de 400.

Entenda os cursos:

MBA – Master Business Administration: em tradução literal do inglês, Mestre em Negócios e Administração. Mas, no Brasil, esse curso é lato sensu, ou seja, não tem nível de mestrado. Trata-se de uma especialização focada em negócios e mercado. É indicado para líderes ou gestores em formação ou com carreira consolidada.

Pós-graduação lato sensu ou especialização: É um aprofundamento numa área específica. O curso é indicado para profissionais que procuram um diferencial e desejam focar sua atuação no mercado.

Pós-graduação stricto sensu: é direcionada para o aspecto acadêmico das áreas profissionais, e consiste nos mestrados, doutorados e pós-doutorados.

11 jan
Cinco tendências tecnológicas para priorizar em 2018

Escola de tecnologia aplicada

2018 será um ano de muitos desafios macroeconômicos e políticos no Brasil. Embora exista, de fato, um cenário político e econômico de incertezas, as empresas têm investido intensamente em novas tecnologias como forma de criar diferenciação, aumentar competitividade, reduzir custos e fidelizar e atrair clientes – cada vez mais exigentes e digitais. Prova disso é que, globalmente, os investimentos em TI devem crescer acima de 4% em 2018, sendo que boa parte desse investimento será direcionado à digitalização dos negócios.

Nesse cenário, quais temas devemos priorizar na previsão de investimentos? O que é relevante para manter-se competitivo em uma sociedade com consumidores cada vez mais conectados? Apresento a seguir uma reflexão sobre cinco tendências tecnológicas que requerem atenção de líderes e profissionais envolvidos na transformação digital de seus negócios:

1) Network is back

Tratada como um tema menos sexy nos últimos anos, as redes IP nunca foram tão críticas para o sucesso dos negócios como agora. Ao mesmo tempo, são cada vez mais pressionadas a serem mais eficientes e inteligentes. As redes que suportarão a digitalização das empresas serão intuitivas – aprendendo, adaptando, automatizando e protegendo constantemente – para que possam também defender-se contra um cenário de ameaças cada vez mais complexas. A combinação de Machine Learning, serviços cognitivos, Software Defined Infrastructure (SDI) e Virtualização cria um cenário perfeito para a implementação de redes que antecipem ações e interrompam ameaças de segurança, ao mesmo tempo em que evoluem e aprendem. Em 2018, veremos as primeiras implementações de redes baseadas na intenção.

2) Explosão da Internet das Coisas (IoT)

71% das empresas acredita que IoT atingirá um nível de relevância alto ou muito alto nos próximos três a cinco anos, de acordo com o IoT Snapshot, pesquisa realizada pela Logicalis sobre a maturidade do mercado brasileiro de internet das coisas. Além disso, 68% delas investiram mais em IoT em 2017, frente à 2016, segundo a pesquisa. Não há dúvidas de que 2018 será um ano extremamente importante para IoT, pois haverá popularização das redes de conectividade para sensores (redes LPWA em frequência licenciada, como LTE CAT M1, e não licenciada, como LoRa, SigFox), o surgimento e o amadurecimento de inúmeras startups com soluções inovadoras para IoT (do Agronegócio ao varejo) e será o início da implementação do plano nacional de IoT no Brasil, que, entre outros fatores relevantes, como o lançamento de novas PPPs (parcerias público privadas) para temas de cidades inteligentes, impulsionarão a adoção da tecnologia.

3) Segurança, segurança… e segurança

Os departamentos de TI e de cibersecurança enfrentarão novos desafios e ameaças no próximo ano. Embora em queda, o custo médio global de uma violação de dados está em torno de US$ 3,6 milhões e o tamanho das brechas de segurança cresce anualmente a uma taxa de 2%. À medida que a inteligência artificial e o Machine Learning amadurecem e passam a afetar diversas indústrias, também desempenham um relevante papel na segurança cibernética. Poderemos prever e identificar ataques com mais agilidade e precisão. Espera-se também que as empresas tomem ações mais preventivas para evitar ataques ransomware, como o WannaCry. A preocupação de segurança em IoT se mantém, embora novas tecnologias de proteção das redes de TI e TA (tecnologia de automação), autenticação e criptografia de sensores/devices se tornarão mais acessíveis e validadas. Mesmo assim, ouviremos falar com mais frequência sobre ataques de IoT botnets e IoT-based ransomware.

4) Convergência Blockchain/IoT

O Blockchain tem despontado como uma tecnologia capaz de prover uma infraestrutura segura para a próxima geração de sistemas IoT, uma vez que dispõe da capacidade de rastrear bilhões de dispositivos e promover o processo de transações e a coordenação deles. A sua abordagem descrentralizada pode ajudar a eliminar pontos únicos de falhas, fazendo com que os dados e as transações sejam mais seguras. Uma das aplicações do Blockchain, os contratos inteligentes (Smart Contracts), por exemplo, constituem uma funcionalidade que pode operar com internet das coisas e controlar transações de objetos no mundo físico, potencializando a criação de uma nova economia descentralizada e compartilhada. Veremos, ao longo de 2018, o amadurecimento da convergência entre Blockchain e IoT e o surgimento dos primeiros serviços baseados nessa tendência.

5) Inteligência Artificial aplicada

Machine Learning, computação cognitiva e, de forma mais ampla, a inteligência artificial estão em alta e com boa razão: o potencial dessas tecnologias hoje nos parece quase ilimitado. Se combinados à IoT, veremos com rapidez a ficção científica dos filmes transformada em realidade.

À medida que a inteligência artificial evolui, surgem novas aplicações avançadas: Deep Learning, Probabilistic Programming, Automated Machine Learning, Digital Twin, entre outras. Mas o que vemos agora e, provavelmente, em 2018, serão aplicações bem “pé no chão” da tecnologia, como data-driven machines, chatbots e sistemas de linguagem natural aplicados ao dia a dia das empresas com maior intensidade.

Por: Lucas Pinz, diretor de tecnologia da Logicalis
Fonte: CIO from IDG

10 jan
Dicas de empreendedorismo com Jorge Paulo Lemann

Escola de negócios e gestão

Todo jovem empreendedor, certamente, pode percorrer seu caminho coletando aprendizados e ensinamentos de outros empresários. Para isso, todas as dicas de empreendedorismo são sempre muito bem-vindas. E, quem melhor para deixar legados no setor do que o homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann?

Em um momento em que o país estava em uma considerável crise, a fortuna de Lemann não parava de crescer. Seu patrimônio está avaliado em cerca de US$ 30 bilhões, divididos entre ações da maior cervejaria do mundo, a AB InBev, e empresas como a Heinz e a rede Burger King.

Fica bastante evidente que todos podem aprender com o sólido modelo de gestão e a visão desse grande empresário. Neste post, separamos algumas dicas preciosas de Lemann para você levar como ensinamentos na sua vida de empreendedor. Confira!

Tenha um sonho grande

Em suas palestras, Lemann sempre contou que seu sonho sempre foi maior do que sua empresa. “Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno”, dizem ele e seus sócios. Porém, é preciso saber a diferença entre sonhar alto e sonhar o impossível.

Para que seu sonho se encaixe na primeira categoria, estipule seus objetivos e esteja ciente de que eles podem ser alcançados, mesmo que seja difícil. Não existem limites para quem trabalha duro e corre atrás das suas metas. O fundamental é que a gestão de negócios e o foco nas decisões acompanhem os sonhos.

Metas de longo prazo e realistas ajudam o empreendedor a organizar sua estrutura no presente e buscar maneiras para alcançar os objetivos no futuro, mesmo que suas ideias voem além do que as pessoas acham possível.

Equilibre vida profissional e pessoal

O que Lemann garante que fez parte da evolução dos seus negócios foi saber ter um equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Durante as horas de trabalho, ele buscava sempre contratar e formar pessoas dedicadas, de confiança e com objetivos parecidos com o seu.

Logo, ele sempre delegou tarefas e nunca foi muito centralizador. Isso dá autonomia para as pessoas resolverem pequenos problemas (além de ganharem novas oportunidades) e mais tempo para o empreendedor. O segredo talvez seja uma mistura entre disciplina pessoal, regras com base no que se quer alcançar e formação de times que possam transformar um negócio.

Aprenda com seus erros

Lemann, que já foi campeão de tênis em Wimbledon, começou a jogar com 11 anos de idade. E foi bem cedo que aprendeu a lidar com fracassos. Toda vez que perdia uma partida, em vez de se lamentar, procurava se preparar para lidar com as possíveis novas derrotas e aprender com o que não tinha dado certo.

Com essa lição, ele destaca que sem esforços os resultados não aparecem. Em analogia ao esporte, ressalta como cada etapa na vida do empresário é fundamental, a fim de olhar para o que foi feito e melhorar para a próxima vez.

Fonte: Ascom iCEV

09 jan
Não pedi esse cartão de crédito! E agora?

Escola de direito aplicado

Você está recebendo na sua casa cartão de crédito que nunca solicitou ao banco ou à operadora de cartão? Se sim, saiba que o envio de cartão não solicitado ou não autorizado, mesmo que bloqueado, ao endereço do cliente é considerado prática comercial abusiva! Por este motivo, o consumidor tem direito a indenização por danos morais.

Essa prática é bastante comum e gera uma enorme chateação ao consumidor, que não entende porque o cartão chegou, se estressa por ser desrespeitado, se sente angustiado e se vê sem ter o que fazer. Em geral, os envios são rotineiros: após um cartão, o banco envia outro, e outro,… E a chateação só aumenta!

Por gerar essa angústia desnecessária, decorrente da prática abusiva, os bancos devem indenizar os consumidores em danos morais. Além disso, podem ter que indenizar também por danos materiais, caso o consumidor tenha gasto ou perdido algum valor com esse envio (gastos com ligação telefônica para o banco, por exemplo).

Por não ser um direito muito conhecido e difundido, não há tantas ações tratando sobre esse tema. Mas você, caro leitor, a partir de agora é sabedor que pode ajuizar uma ação de indenização por danos morais, caso seja vítima dessa prática. Então, faça valer seus direitos: leve sua documentação ao advogado de sua confiança, explique a situação e diga que quer demandar contra o banco.

Leve o cartão enviado para seu endereço, a correspondência em que ele veio, seus documentos pessoais e comprovante de endereço para o advogado. Aproveite e passe essa informação importantíssima para quem você conhece: compartilhe esse artigo! Afinal, ser moralmente indenizado pelo envio não solicitado de cartão de crédito é seu direito!

08 jan
Como a meditação pode te ajudar a estudar melhor

iCEV

Você já pensou em melhorar sua concentração e usar técnicas para estudar melhor? A meditação é uma alternativa para que os momentos de estudo sejam mais produtivos, evitando a perda de tempo com dispersões.

A prática da meditação pode trazer diversos benefícios nos estudos, pois ajuda a ampliar a memorização e a concentração. Sim! Apenas alguns minutos de meditação por dia podem trazer um grande diferencial para os seus resultados e melhorar bastante seu desempenho.

Com um pouquinho de paciência e mente aberta, a meditação é um hábito que entrará na sua vida para revolucionar, basta persistir. Quer saber como estudar melhor? Veja os benefícios da meditação e dicas para que seus minutinhos de introspecção sejam ainda mais valiosos!

Benefícios gerais da meditação

Antes de saber exatamente como estudar melhor, vale entender que essa conhecida técnica milenar será capaz de afastar males como estresse, ansiedade, depressão e insônia. E tudo isso atrapalha bastante quem precisa de energia, concentração e boa memória, não é verdade?
Acalma a mente

A prática meditativa age, primeiramente, buscando aquietar a sua mente. Você já tentou se concentrar em uma leitura e, de repente, os pensamentos atrapalham o que está lendo?

Eles parecem não parar um segundo! São ideias desconexas e despertam distrações desnecessárias. A meditação ajuda a silenciá-los, controlando a chegada dos pensamentos naqueles instantes em que você não os deseja.

Aumenta a lucidez e concentração

O controle dos pensamentos traz mais lucidez para quem medita. É possível separar o que é imaginação do que é real, por exemplo. Isso ajuda na concentração e na desconstrução de padrões irrelevantes de mentes “falantes demais”.

Se a mente está quieta, a assimilação de informações e conteúdos é melhor, os exercícios são realizados de maneira mais fácil e a fadiga pode ser evitada.

Proporciona paciência e equilíbrio

A meditação traz mais paciência, até para os mais ansiosos. Nos minutos em que você tirar para praticá-la em seu dia, começará a perceber que é mais prudente ir com calma, que não adianta correr e se estressar tanto para alcançar seus objetivos.

Isso será bastante positivo na correria do dia a dia. Muitas vezes, é inevitável pensar: “Eu não tenho paciência nem para começar a meditar.” Mas acredite em você! Faça um pequeno esforço, e, no futuro, ele será recompensador.

Já tentou estudar e sentiu que não absorvia nada? Daí uma angústia enorme tomou conta de você e fez com que você quisesse desistir? A sensação de que o relógio está correndo e você não está avançando é terrível.

Entender que tudo tem o seu tempo é mais um benefício da meditação. Essa sensatez e harmonia são fundamentais para muitos setores da vida, especialmente quando precisamos de compreensão com nós mesmos e com aqueles que nos rodeiam.

Não deixar que as emoções atrapalhem nossos objetivos é um ganho incrível! E mais ainda nos estudos.

Dicas para começar a meditar

Tudo bem, vamos com calma: não precisa começar de qualquer jeito. Alguns passos podem facilitar a sua relação com a prática e também com sua insegurança. É bem comum nos perguntarmos, durante a meditação, se estamos fazendo tudo certo.

Faça uma breve pesquisa sobre as formas de meditar, conheça as diferentes técnicas, e, então, já poderá se lançar à prática meditativa.

1. Escolha o melhor horário

Você precisará de disciplina, por isso é importante pensar em um momento que não atrapalhe a sua rotina e que você não seja perturbado por outros afazeres também.

Estabelecer um horário fixo ajuda na prática rotineira. O momento pode ser exatamente antes de começar os estudos, por exemplo.

Algumas pessoas indicam as manhãs como o melhor horário, pois sua mente ainda estará leve, sem o acúmulo de acontecimentos do dia. Isso contribui para manter o foco mais facilmente.

2. Encontre um local tranquilo

Evitar as distrações no lugar em que for meditar é importante. Quando somos iniciantes, a concentração ainda está baixa, por isso devemos evitar as possíveis chances de interrupções.

Observe se a iluminação do local está ajudando ou atrapalhando. Se é agradável permanecer ali por alguns minutos. Você pode acender um incenso ou colocar uma música relaxante para tocar, o que também pode ajudá-lo a relaxar.

3. Comece aos poucos

Os minutinhos que você dedica à meditação, quando se é iniciante, não precisam ser longos. Já existem técnicas contemplativas de apenas um minuto que se mostram bastante efetivas.

Então, não exagere. Sobretudo nos primeiros dias. Você pode acabar se aborrecendo e abandonar a técnica antes que ela lhe traga benefícios. Uma boa dica para quem está começando é não ultrapassar os cinco minutos diários.

4. Concentre-se na sua respiração

Quando estamos nervosos, ansiosos ou mesmo com medo, respirar fundo nos ajuda bastante. A respiração também será útil para “domar” a mente falante e inquieta, pois o oxigênio que inspiramos atua como um calmante.

Uma das técnicas de meditação envolve a respiração profunda com pausas.

Inspire, visualizando seu corpo preenchido de ar; retenha o ar por alguns segundos e expire, visualizando os pensamentos negativos sendo eliminados junto ao ar expelido. E, sempre que os pensamentos surgirem para atrapalhar esse processo, foque novamente na respiração.

5. Evite as cobranças

O momento de meditar deve proporcionar relaxamento, não cobranças. Todo começo pode se mostrar um pouco complicado. Eventualmente, pode parecer que não vamos conseguir ou que estamos fazendo algo errado.

Deixe esses pensamentos irem embora com a expiração e persista. A mudança não vem de um dia para o outro, ela chega aos poucos. E, quando você menos esperar, os benefícios já terão tomado conta de você.

Fonte: Ascom iCEV

 

21 dez
8 tendências que impactarão o mercado de tecnologia em 2018

Escola de tecnologia aplicada

A Dell Technologies elaborou uma ampla análise para projetar quais serão os maiores impactos de tecnologias emergentes em 2018. Os prognósticos são baseados na visão das principais lideranças das empresas que compõem o grupo — Dell, Dell EMC, Pivotal, RSA, SecureWorks, Virtustream e VMware — que relacionaram como inteligência artificial (IA), realidade aumentada/virtual, e avanços emergentes em aplicações de Internet das Coisas e cloud computing devem impactar o mercado no próximo ano.

Segundo Luis Gonçalves, vice-presidente sênior de vendas da empresa, nos próximos anos vamos ver essas tecnologias ganharem força e se tornarem cada vez mais comuns, com impacto nos negócios, criação de novas profissões e contribuição para o desenvolvimento da sociedade. De acordo com o executivo, no caso específico do Brasil, em razão do custo da mão de obra, deficiências de capacitação e de competividade, a tendência das empresas é concentrar o foco nas tecnologias mais voltadas ao engajamento do cliente, tais como big data, analytics e inteligência artificial.

“Do ponto de vista econômico, já não é mais a banda larga [que determina a necessidade das empresas de modernizar suas infraestruturas de TI], mas ter capacidade para processar um volume maior de dados, de maneira mais rápida, a um custo menor”, diz Gonçalves. Ele observa que em uma década a capacidade de processamento, armazenamento e transmissão de dados cresceu dez vezes. “Por isso, as empresas precisam modernizar e preparar a infraestrutura atual de TI para suportar novas cargas de trabalho e avançar na transformação digital dos negócios. Ou seja, otimizar a infraestrutura para torná-la mais eficiente e o processo de entrega de serviços mais simples, transparente, ágil e inteligente.”

Além de preparar desde já a infraestrutura, Gonçalves ressalta que, para enfrentarem o desafio de adaptar suas operações para a nova era da interação homem-máquina, as empresas terão também de aprimorar as suas capacidades no desenvolvimento de aplicações e qualificar a força de trabalho para essa nova realidade.

A análise lista, a seguir, as principais tendências que devem direcionar as estratégias das empresas em 2018:

1. Inteligência Artificial executará “tarefas de raciocínio” em alta velocidade

Nos próximos anos, a inteligência artificial vai mudar a forma como as pessoas trabalham com dados, não apenas em sua curadoria. As empresas aproveitarão a IA para fazer “tarefas de raciocínio” orientadas por dados, reduzindo significantemente o tempo que desperdiçam debatendo o escopo, cenários e testes de cada inovação. Isso dará mais liberdade para que tomem decisões e avancem com maior velocidade, evitando que novas boas ideias sejam desperdiçadas.

Ainda que muitos teóricos acreditem que a IA irá substituir empregos, novas tecnologias podem, inclusive, criar novas posições, desencadeando novas oportunidades. É esperado o aumento de demanda por um novo perfil de profissionais de TI, focado em treinamento e aperfeiçoamento de inteligência artificial. Esses profissionais serão responsáveis por definir os parâmetros para o que deve e não deve ser classificado para um resultado de negócios, determinar as regras de engajamento, e critérios sobre o que constitui ‘recompensa’, como exemplo de atividades. Uma vez que isso aconteça, a tecnologia poderá recomendar oportunidades comerciais positivas com muita agilidade.

2. Inteligência será incorporada à IoT

Em 2018, acontecerá um avanço significativo na incorporação de inteligência quase instantânea em veículos, organizações, casas e cidades conectadas. Com o custo de processamento de energia diminuindo, em breve, haverá 100 bilhões de dispositivos conectados e, rapidamente, 1 trilhão. A magnitude da combinação de dados, poder de processamento com o poder da Inteligência Artificial, vai ajudar as máquinas a orquestrarem melhor os recursos físicos e humanos. As pessoas devem evoluir para ‘condutores digitais’ com a tecnologia funcionando como uma extensão delas mesmas.

3. Headsets com realidade aumentada

Também não demorará até que a linha que separa a realidade “real” e a aumentada comece a diminuir. A viabilidade comercial da realidade aumentada (RA) já é evidente. Por exemplo, equipes de trabalhadores da construção civil, arquitetos e engenheiros usam headsets RA para visualizar novas construções, coordenar esforços com base em uma visão única de desenvolvimento e realizar treinamento remoto dos trabalhadores. Esta tecnologia irá redimensionar a eficiência humana ao aproveitar seu conhecimento para proporcionar uma evolução da força de trabalho. Outro campo onde será possível esperar grandes impactos é na área de entretenimento e nas arenas esportivas, que devem oferecer cada vez mais experiências imersivas.

4. Clientes e empresas estarão cada vez mais próximos

O estudo mostrou que 45% dos líderes de médias e grandes organizações acreditam que elas poderão estar defasadas no prazo de 5 anos e 78% avaliam que startups representem ameaça aos seus negócios. Nunca foi tão importante colocar a experiência do cliente em primeiro lugar. No próximo ano, as empresas usarão análise preditiva, aprendizagem de máquina e inteligência artificial para entender as necessidades dos clientes e, até mesmo, antevê-las. Os serviços de atendimento ao cliente serão o pivô da mistura entre homem e máquina, com o atendimento humano interagindo com agentes virtuais inteligentes, como um time, para oferecer a melhor experiência.

5. Imparcialidade garantida pela tecnologia

Durante a próxima década, tecnologias emergentes, como realidade virtual e IA, vão ajudar as pessoas a encontrar e agir em relação à informação sem interferência de emoções ou preconceitos externos, ao mesmo tempo em que as capacitará para exercer o julgamento humano quando apropriado. A inteligência artificial será utilizada em processos de recrutamento e para realizar promoções de cargos, enquanto a realidade virtual será utilizada em entrevistas para assegurar oportunidades exclusivamente por mérito, mascarando a identidade do candidato com um avatar.

6. Crescimento do eSports no mercado de mídia e entretenimento

O mercado gamer será impactado por novos dispositivos de realidade virtual e computação de alta definição, com milhares de jogadores e espectadores sintonizados nas batalhas virtuais. Além disso, o fenômeno de eSports aponta para uma tendência mais ampla que impacta, inclusive, atividades humanas. Os esportes tradicionais, por exemplo, terão parte de suas atividades digitalizadas, buscando monitoramento a partir da análise de dados para melhorar o desempenho e criar novas experiências para o público.

7. Migração para a “meganuvem”

Em 2018, as empresas devem mover-se com maior agilidade em direção a uma abordagem multi-cloud que integrará os modelos público e privado, hospedados, gerenciados e SaaS. No entanto, à medida que mais aplicativos e cargas de trabalho estarão divididas em várias nuvens, o gerenciamento se tornará um desafio.

A meganuvem irá tecer várias nuvens privadas e públicas para comportar-se como um sistema coerente e holístico, que oferecerá uma visão unificada e inteligente de todo um ambiente de TI. Para tornar a meganuvem possível, será preciso criar inovações de nuvens múltiplas em rede (para mover dados entre nuvens), armazenamento (para direcionar dados para a nuvem correta), computação (para utilizar o melhor processamento e aceleração para as cargas de trabalho), orquestração (para ligar redes, armazenamento e computação em conjunto entre nuvens) e, como nova oportunidade, os clientes terão de incorporar Inteligência Artificial e aprendizado de máquina para trazer a automação e insights para esse ambiente de TI de próxima geração. Armazenamento em nuvem: Entenda com a SONDA os 9 maiores erros e aprenda a evitá-los Patrocinado

8. Desafios de segurança

Neste mundo cada vez mais interligado, a dependência de terceiros nunca foi maior e as organizações contam com sistemas altamente interconectados. Essa arquitetura traz novos desafios de segurança, uma vez que as invasões e ataques podem ter pequenos sistemas ou dispositivos como portas de acesso.

Devido à relação cada vez mais entrelaçada entre pessoas e máquinas, pequenas falhas podem causar grandes impactos de segurança. Por isso, será um ano em que as empresas vão priorizar a implementação de ferramentas de segurança cibernética e tecnologias efetivas para proteção de dados e evitar ameaças.

Fonte: IDG Now

21 dez
Cinco regrinhas para gerir melhor o seu tempo em 2018

Escola de negócios e gestão

Se uma das suas resoluções de Ano Novo é parar de procrastinar e ser mais produtivo, cuidado. Suas melhores intenções podem ser rapidamente subvertidas por sua rotina de trabalho.

Na opinião do especialista Jason Womack, autor do livro “Your Best Just Got Better: Work Smarter, Think Bigger, Make More”, mudar a forma como fazemos o nosso trabalho para melhorar a nossa produtividade é uma tarefa difícil, porque nossos processos tornam-se hábitos. E, em muitos casos, esses hábitos nos fizeram bem sucedidos (mesmo que, muitas vezes, tenham nos levado ao limite da sanidade).

“Um gerente de nível médio, por exemplo, tem provavelmente o hábito de viver movido pelo alerta de e-mail e do Whatsapp”, diz Womack, e ele provavelmente foi recompensado por sua capacidade de resposta. “Será difícil mudar seu hábito de resposta pavloviana.”

O maior erro que os profissionais cometem quando se trata de gestão de tempo continua sendo usar o seu tempo para atividades que não merecem dois minutos de atenção.

“Eles continuam escrevendo um e-mail mesmo já tendo respondido à pergunta na linha de assunto. Prolongam a conversa ao telefone depois de já terem abordado a finalidade da chamada. Permanecem na sala de reuniões após os pontos do encontro já terem sido cobertos.”

Para impedir que você cometa os mesmos erros, Womack preparou cinco dicas de gerenciamento de tempo que considera mais eficazes para o aumento da produtividade.

1. Atenha-se à regra de 15 minutos

Womack recomenda organizar o seu dia de trabalho em pedaços de 15 minutos. Segundo o especialista porque 15 minutos é tempo suficiente para fazer alguma coisa e curto o suficiente para organizar o seu dia. Se você trabalha oito horas por dia, você tem 32 períodos de 15 minutos. A jornada de trabalho de 10 horas rende 40 períodos de 15 minutos.

Quando você tem que agendar uma reunião ou conferência que pode ter uma hora de duração, Womack recomenda iniciá-la 15 minutos após a hora e terminá-la na hora. Ele acredita que as pessoas podem realizar em 45 minutos (isto é, três períodos de 15 minutos) tudo o que pensam precisar de 60 minutos para fazer. Uma reunião de 45 minutos obriga você a ter foco e ir direto ao ponto e ainda rende 15 minutos extras para cuidar de outro item da sua lista de afazeres.

2. Saiba dar uma tarefa por concluída

Continuar a trabalhar em algo quando já se fez o que essencialmente era para ter sido feito é uma significativa perda de tempo que a maioria dos profissionais sequer tem consciência.

3. Elimine as distrações

O conselho Womack é para evitar distrações específicas. Se seu gerente está propenso a interrompê-lo com perguntas, antecipe-se a ele. Transforme em rotina abordá-la para dar feedback de suas atividades, em horários mais tranquilos para ele, logo no início do dia.

Outra dica de Womack: Se você precisa fazer uma pergunta rápida para alguém, e deseja evitar o risco de ser pego em uma conversa prolongada em torno o assunto, ligue para a pessoa alguns minutos antes da hora cheia. Há uma grande chance desta pessoa não ter tempo para bate-papo, também, por conta de um compromisso pré-agendado.

4. Identifique verbos que precisam de atenção

Womack recomenda organizar sua lista de afazeres em torno de verbos, como elaboração, revisão, preparação e programação. Essas são tarefas que você pode geralmente completar em um período de 15 minutos e que ajudam a mover um projeto maior para a frente, diz ele.

Se você tem uma grande variedade de verbos em sua lista de afazeres, tais como planejar, discutir, criar ou implementar, tente substituí-los por etapas da ação, acrescenta Womack. Isso vai ajudá-lo a reduzir a sensação de estar sobrecarregado.

5. Esteja preparado para um bônus de tempo

A próxima vez que você descobrir que seu voo atrasou ou o seu médico está atrasado, não fique irritado. Você acabou de ganhar um “bônus”. Se você levar algum trabalho com você onde quer que vá, como sugere Womack, você terá a chance de realizá-lo – responder a um e-mail, retornar uma ligação, revisar uma proposta ou elaborar um plano.

Fonte: Cio.com.br

19 dez
Juíza autoriza contribuição sindical por inconstitucionalidade na reforma trabalhista

Escola de direito aplicado

A contribuição sindical tem natureza parafiscal, sendo, portanto, tributo. Desta forma, qualquer alteração, como a de torná-la facultativa, deve ser feita por lei complementar e não pela lei ordinária 13.467/17, que instituiu a reforma trabalhista. Assim entendeu a juíza do Trabalho Patrícia Pereira de Sant’anna, titular da 1ª vara de Lages/SC, ao deferir liminar em ACP para conceder a um sindicato da região serrana o direito de continuar descontando dos trabalhadores de uma entidade educacional a contribuição sindical.

A ação civil pública foi ajuizada pelo Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar da Região Serrana – SAAERS em face de instituição educacional a fim de que fosse determinado o recolhimento em favor do sindicato a partir de março de 2018.

Ao analisar o pedido, a juíza observou que a reforma trabalhista pretendeu alterar substancialmente o sistema sindical brasileiro, e, entre as alterações, está a contribuição sindical (antigo imposto sindical, instituído pela CLT em 43), a qual foi tornada facultativa. Sant’anna destacou, no entanto, que a contribuição tem natureza parafiscal, conforme já decidiu o STF e outros tribunais brasileiros. Isto porque parte dela, 10%, é revertida aos cofres da União, para a Conta Especial Emprego e Salário. A tal instituto, portanto, afirma a juíza, aplicam-se o disposto nos arts. 146 e 149 da CF, os quais estabelecem que cabe a lei complementar definição de tributos e que compete à União instituir contribuições sociais.

“Assim, qualquer alteração que fosse feita no instituto da contribuição sindical deveria ter sido feita por Lei Complementar e não pela Lei nº 13.467/2017, que é Lei Ordinária. Existe, portanto, vício constitucional formal, de origem, impondo-se a declaração da inconstitucionalidade de todas as alterações promovidas pela Lei Ordinária nº 13.467/2017 no instituto da contribuição sindical.”

Hierarquia das normas

Além deste fator, destacou a juíza, a lei ordinária infringe o disposto no art. 3º do Código Tributário Nacional, que é lei complementar e estabelece que o tributo “é toda prestação pecuniária compulsória”. “Lei Ordinária não pode alterar o conteúdo de Lei Complementar. Presente, portanto, a ilegalidade da Lei Ordinária nº 13.467/2017, infringindo o sistema de hierarquia das normas do Estado Democrático de Direito”.

Assim, foi deferida a tutela de urgência. A juíza salientou que a alteração compromete sobremaneira a fonte de renda da entidade sindical, podendo prejudicar a sua manutenção e, por conseguinte, o seu mister constitucional de defesa da categoria, não podendo o autor aguardar o trânsito em julgado.

Esclarecimento

Ao fim de sua decisão, Sant’anna registrou que não se trata de ser a favor ou contra a contribuição sindical, mas sim de “questão de inconstitucionalidade, de ilegalidade da lei e de segurança jurídica”. “Tivessem sido observados o sistema constitucional brasileiro e a correta técnica legislativa, nenhuma inconstitucionalidade ou ilegalidade haveria.”

“Hoje, a discussão é sobre a contribuição sindical, de interesse primeiro e direto dos sindicatos. Amanhã, a inconstitucionalidade pode atingir o interesse seu, cidadão, e você pretenderá do Poder Judiciário que a Carta Magna seja salvaguardada e o seu direito, por conseguinte, também. Está, neste ponto, o motivo pelo qual o Poder Judiciário aparece, neste momento político crítico de nosso País, como o guardião da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, pela declaração difusa da inconstitucionalidade.”

Fonte: migalhas.com.br

18 dez
Bem-vindos ao mundo pós-digital

iCEV

Cada vez que a humanidade dá um salto tecnológico, a primeira reação é de surpresa

A Era Pós-Digital é, basicamente, a realidade em que vivemos hoje, na qual a presença da tecnologia digital é tão ampla e onipresente que, na maior parte do tempo, nem notamos que ela está lá. Só percebemos sua existência quando por algum motivo ela nos faz falta. E essa total ubiquidade da tecnologia digital provoca impactos em todos os aspectos da vida.

Cada vez que a humanidade dá um salto tecnológico, a primeira reação é de surpresa e medo. Mas, depois que a inovação é absorvida, as pessoas aprendem a otimizar suas possibilidades. Na história isso se repetiu várias vezes: com o fogo, a agricultura, o metal e a eletricidade. Só que agora o digital está em tudo e em todos. E, como diria Clay Shirky, a revolução não acontece quando a sociedade utiliza novas ferramentas, e sim quando adota novos comportamentos.

Falo com alguém do outro lado do planeta e mando um WhatsApp para o amigo que está sentado ao meu lado no sofá. Tudo o que era grátis está ficando pago e o que era pago ficando grátis. Na Era Digital achavam que o futuro era baseado na convergência e no multimídia. Agora, no Pós-Digital, está cada vez mais claro que o caminho é o da divergência e da unimídia. A regra de transmissão da informação mudou de unidirecional para multidirecional. A recepção não é mais passiva, é interativa, porque a mídia digital é mais do que um novo canal de comunicação, é um novo ambiente de relação com os consumidores e possui um componente de engajamento que faz toda a diferença.

Estamos num mundo de relações fugazes. Na Era Pós-Digital, precisamos agir rápido se quisermos continuar relevantes. Tudo agora é mais veloz e mutante, refletindo a realidade social. O ciclo de formação e popularização dos fatos, notícias e tendências está cada vez mais curto. Pessoas trocam de amores, amizades, empregos e marcas como quem troca de tênis.

Viver, produzir e se perpetuar na Era Pós-Digital não é mais questão de utilizar ferramentas ou armas digitais, e sim de possuir uma alma digital. Ela deve ir muito além de sites, blogs ou páginas no YouTube, mais que e-commerce ou redes sociais. Estamos falando de uma outra dimensão do envolvimento digital, aproveitando a onisciência, a onipotência e a onipresença que ele proporciona. Precisamos abraçar o big data e os algoritmos, incentivar o home office e as reuniões por videoconferência, implementar sistemas colaborativos e generativos, eliminar estruturas piramidais para operar em rede, rever hierarquias de poder e estabelecer o diálogo em todos os aspectos da comunicação com o mercado.

Estamos num ponto de inflexão para uma nova era de total revolução em tudo o que fazemos, mas ainda com paradigmas e certezas que nos seguram no passado. Enormes transformações estão vindo rapidamente em nossa direção. A Era Pós-Digital é como uma estrada cheia de curvas em que é preciso combinar velocidade e cautela, atenção ao presente e visão de futuro, adaptabilidade e constância. Se não acendermos os faróis altos para ver o que está longe, a chance de dar de cara com um barranco é enorme. O desafio é antever as próximas que se apresentam na estrada. Por isso, dirijam com atenção, e bem-vindos à Era Pós-Digital!

Por por Walter Longo – presidente da Grey Brasil, mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm e autor do livro Marketing e Comunicação na Era Pós-Digital (Editora HSM). Fonte: Revista Galileu

14 dez
Artigo: o Bitcoin pode transformar a humanidade?

Escola de tecnologia aplicada

Você já deve ter ouvido da quantidade de gente que tem ganhado dinheiro com Bitcoin, mas eu preciso lhe contar sobre o lado oculto da história — do qual a maioria das pessoas não quer ouvir falar.

Há muito tempo, a Internet era um território sem lei e ainda em 1994, quando comecei a usá-la, era possível encontrar praticamente qualquer coisa à venda na rede. Com a popularização da tecnologia e a universalização do acesso, vieram as leis e o estado com suas regras. Para que a liberdade fosse restabelecida sem as amarras do mundo real, os verdadeiros “donos” criaram uma nova rede: a Deep Web, acessível apenas por meio de um navegador específico. Nela, os hackers e as pessoas que queriam negociar coisas ilegais podiam fazê-lo novamente, sem a mão pesada da sociedade. Só faltava uma coisa: o dinheiro. Como operar as transações sem deixar rastros na superfície?

Foi aí que quatro piratas digitais usando um pseudônimo, tiveram uma idéia: criar um problema matemático em que cada solução levaria o dobro do tempo da anterior para ser encontrada. Além disso, desenvolveram um jogo em que a primeira pessoa que descobre a resposta tem o direito de anotá-la em um arquivo, com seu número único, e pode transferi-la para outra pessoa, via internet. Simples? Pois isso é o Bitcoin.

Por muitos anos, cada “solução” para o problema não valeu mais do que alguns centavos, mas serviu para resolver o maior problema da Deep Web e permitiu que bens e serviços ilegais pudessem ser livremente transacionados, como acontecia no início da Internet. O que muita gente percebeu foi que isso tinha um potencial muito maior; essa ideia de compartilhar um problema e um arquivo com as regras e respostas sobre ele, seguida da validação dos dados e da disseminação pela rede poderia mudar a forma como a humanidade lida com a informação.

Lembra do episódio em que uma modelo, depois de ter sido gravada fazendo sexo na praia, exigiu que os vídeos fossem retirados da rede e conseguiu graças à ação da Justiça? No caso dos Bitcoins, cumprir essa decisão seria impossível. Não há quem processar ou mandar prender, porque a informação está desmembrada e integrada ao mesmo tempo. Cada parte pode, de forma independente, remontá-la. Isso pode salvar a humanidade do seu maior problema: o poder e o controle do estado sobre a transferência de valores.

Imagine a situação hipotética de todo mundo adotar o Bitcoin: será impossível que os órgãos de controle e regulação imponham a cobrança de impostos; um juiz não terá absolutamente nenhum poder para retirar qualquer centavo de ninguém, nem poderá exigir a identidade de uma determinada conta — que é anônima mas absolutamente rastreável, para garantir que não ocorra o roubo das moedas. Nossa sociedade caminha para um ambiente anárquico sem precedentes na história recente, talvez mais justo do que nunca, onde o mérito e o conhecimento superarão o poder, os interesses individuais e a caneta.

Não acredito na intenção do Bitcoin, e por isso aposto em tecnologias criadas para o bem como o Ethereum — países com ideias progressistas, como o Canadá, cogitam usá-lo para anotar toda a sua constituição e eventualmente tornar obsoleta a profissão mais conflitante da nossa sociedade: os políticos. Mas se você pretende mesmo investir em Bitcoin, esteja preparado para, de uma hora para outra, vê-lo valer nada. O valor de mercado dele será ditado por uma das leis mais antigas do mundo — a da oferta e procura —, com possibilidade de ganhos excelentes para quem não tem pressa. Enquanto isso, aguardemos os feitos dos piratas do passado ajudarem a melhorar nosso futuro.

Por Piero Contezini, empreendedor, cofundador e CEO da Asaas.
Fonte: IDG Now

Tem uma pergunta?
Nós estamos aqui para ajudar. Envie-nos um e-mail ou ligue-nos para (86) 3133-7070
Entrar em contato!
© 2017 iCEV Instituto de Ensino Superior