17 jul
8 maus hábitos que prejudicam a comunicação

CIOs carregam a fama de cometer vários erros no debate com seus pares das áreas de negócios, fora do escopo da TI. Com o objetivo de contornar tal deficiência, muitos executivos procuram lustrar a habilidade de comunicação que têm. O resultado dessa procura é positivo.

Mas a necessidade de aperfeiçoar a comunicação não se encerra nos casos em que o diálogo se estabelece com o público externo. Em eventos com colaboradores internos, acionistas e outros executivos em cargos de liderança, é imprescindível que sejam dominadas as técnicas de persuasão.

Abordagens errôneas e o emprego inconveniente de termos técnicos são muito comuns. Na pior das hipóteses tais fatores têm um poder incalculável de prejuízo à imagem da corporação. Na melhor, apenas a reputação do executivo sairá manchada.

Para minimizar os riscos de tal dano ocorrer, convém evitar:

Abusar do jargão

Aplicar incansavelmente todo o jargão técnico disponível em conversas com profissionais de outras áreas é um dos maiores equívocos. Para muitos executivos de perfil altamente técnico falta a sensibilidade necessária para adequar o discurso à compreensão dos interlocutores. Essa falta de sintonia é um convite à interpretação errônea e amplifica o que é conhecido por ruído (inimigo nº1 de toda comunicação). Por hora, procurar se ater ao nível de compreensão dos outros é o único remédio para evitar tais inconveniências.

Culpar o sistema

Transferir a responsabilidade por eventuais falhas aos CPDs durante conversas com vários participantes causa um efeito grave: irritação e insegurança relativos ao funcionamento do centro ou a atitude do executivo. Aos espectadores externos, com pouco conhecimento em assuntos de ordem técnica, chega apenas a mensagem de que regem problemas ainda sem solução na estrutura de TI. O agravante é que, por vezes, temas de natureza técnica acabam entrando na pauta de encontros corporativos. Cabe ao executivo aplicar um vocabulário acessível e tranquilo.

Se em conversas restritas a palavra “desastres” é corriqueira e todos sabem não se tratar de um apocalipse, o mesmo não pode ser dito quando o termo é proferido para uma audiência em que leigos e técnicos estão juntos. Aproveite para abordar esses temas com questionamentos que possam ser respondidos por membros da equipe técnica presente, mas sem iniciar uma guerra pública. Os efeitos dessa estratégia são múltiplos: levantam uma questão que é solucionável, ao passo que expressa valorização dos funcionários chamados a colaborar na explicação dos “desastres”.

Abusar do tom de marketing

Executivos que passaram por departamentos comerciais e assumiram posições de liderança em TI, dificilmente abandonam o tom comercial em seus comunicados. Aos colegas fica a impressão do executivo quer empurrar algo. Esse tipo de discurso tem receptividade nula em meio aos profissionais de TI. Será um excelente tema nas conversas internas entre esses profissionais para alimentar a ideia sobre “o engravatado que acha que sabe”.

Não perguntar

O bom CIO faz perguntas consistentes e valoriza as respostas. Tal comportamento permite que o assunto debatido seja enriquecido com aspectos antes ignorados. Uma conversa assim fomenta maior integração entre gestores e equipe. Proceder de maneira diferente pode fortalecer a noção do executivo duvidar de sua capacidade de responder.

Excluir os outros

Vários CIOs de excelente formação dispõe de ideias e estratégias de implementação  e execução de projetos consagrados. É preciso abrir espaço para a participação dos argumentos alheios na hora de determinar a maneira pela qual um processo será executado. Responder a quem contribuiu com as sugestões, fundamentando a exclusão da opinião no estabelecimento da estratégia é a maneira correta de harmonizar o ambiente corporativo.

Ameaçar em vez de argumentar

Ao solicitar a contratação de novos funcionários, sugerir a aquisição de novos servidores ou a expansão do orçamento dos departamentos de TI, não fazê-lo em tom de ameaça. Se o caso pede urgência é essa a ideia que deve ser deixada clara, sem partir para previsões das terríveis consequências caso não seja possível realizar os investimentos solicitados. Quem ouve ou lê uma aproximação, tem a sensação de estar sendo pressionado e não tardará a atribuir esse panorama apocalíptico ao despreparo e à falta de providências do próprio CIO.

Nesses casos urgentes, a melhor coisa a fazer é apresentar um elenco de diferentes soluções e tentar, à medida do possível, promover a mais adequada. Qualquer proposta pode ser melhorada se o CIO elencar inclusive a forma que os benefícios vão surtir efeitos positivos por todo a cadeia associada – da corporação aos seus clientes.

Ignorar o core business da empresa

É certo que o campo de maior conhecimento dos CIOs pertence ao universo técnico, característica que os promove às posições que ocupam. Todavia, é necessário ser capaz de expandir o discurso além da zona de conforto e incluir na retórica as informações que são importantes para o faturamento da empresa. Ferramentas de Business Intelligence são um item de TI, mas também aumentam as possibilidades de vender mais. É o que as lideranças da corporação querem ouvir.

Fonte: CIO from IDG/Terra 

12 jul
Você trocaria o tradicional ambiente corporativo por uma startup?

O modelo de trabalho de startups, com ambiente descontraídos e poucas formalidades, tem ganhado cada vez mais adeptos – sobretudo entre o público jovem. Você estaria disposto a trocar o tradicional ambiente corporativo por uma startup?

Pesquisa da Michael Page mostra que para nove em cada dez profissionais a resposta é sim.

Segundo o levantamento da consultoria, sete em cada dez executivos estão dispostos a abrir mão de parte do salário para ter mais flexibilidade de horário e por acreditarem em uma maior qualidade de vida para atuarem em novos modelos de negócio.

Genis Fidelis, gerente da Michael Page, cometna que as startups estão vindo com propostas inovadoras e isso tem chamado muito a atenção de executivos que atuam no mercado tradicional. “Além de modelos disruptivos e dinâmicos, essas empresas oferecem a possibilidade de profissionais se destacarem e crescerem junto com elas. É um tipo de desafio que tem despertado o interesse de muitos executivos, de olho não apenas em remuneração, mas em outros aspectos, como flexibilidade de horários e em estruturas mais enxutas e menos hierarquizadas. Tem sido um diferencial na hora de atrair grandes talentos do mercado”, destaca.

A pesquisa foi realizada em março deste ano contando com a participação de cerca de 1 mil executivos de alta e média gerência para entender a relação desse público com as startups.

O levantamento também procurou saber se os profissionais estariam dispostos a responder para um presidente de startup mais novo que eles. De acordo com 96% dos respondentes, eles se sentiriam bem em lidar com essa questão ante 4% contrários à subordinação de um presidente mais jovem.

A pesquisa buscou entender dos executivos se o perfil profissional deles estava adequado para trabalhar em uma startup. Foram 94% os que se julgaram apropriados para embarcar em um novo modelo de negócios enquanto 6% informaram que não possuem as características ideais para vagas desse gênero.

“Essa pesquisa traz revelações importantes sobre a disposição dos profissionais em atuar num modelo de startup e como eles imaginam que são percebidos pelos líderes dessas empresas. São informações reveladoras e que podem apontar novas tendências no recrutamento e seleção de candidatos.”

Contratação de executivos em startups cresce 50%

As startups não têm poupado esforços para atrair profissionais qualificados. De acordo com dados da Michael Page, a procura por analistas, especialistas, coordenadores e gerentes cresceu 50% até março deste ano frente o mesmo período do ano anterior. Ainda de acordo com a consultoria, os cargos mais demandados foram Customer Hapiness, Marketing de Performance, Marketing de Transformação Digital e User Experience.

“As startups querem profissionais orientados ao desafio e à inovação. Buscam pessoas dedicadas ao negócio e orientadas ao resultado. Os executivos com boa formação técnica, de bons relacionamentos e perfil analítico, são os mais desejados por essas empresas”, explica o consultor. O salário médio para executivos de porte gerencial desses níveis está em torno de R$ 18 mil.

Fonte: Computerworld

05 jul
3 mitos sobre a poupança: a queridinha dos brasileiros pode ser uma armadilha?

Por que os brasileiros amam tanto a poupança?

Para quem não sabe, a poupança tem mais de 150 anos.

E o costume sempre foi: Avôs e avós abriam cadernetas de poupança em nome dos seus netos recém-nascidos, pensando em garantir um futuro melhor para eles, pagar uma faculdade, etc. Além disso, todo o dinheiro aplicado na poupança é destinado ao financiamento imobiliário. Sendo assim, não demorou até a poupança se tornar um sinônimo de patriotismo e responsabilidade social. E graças a todo esse apelo social, e até emocional 75% do brasileiros investem em poupança atualmente, segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Entretanto, com todo esse “glamour” da poupança, alguns mitos começaram a surgir como se fossem verdades. E agora vamos mostrar o que realmente acontece com a poupança.

Mito 1: O dinheiro está protegido da inflação, pelo menos isso ele vai render.

É muito comum você escutar de seus familiares, amigos e até mesmo do gerente do seu banco (que deveria ser um expert em investimentos), exatamente essa frase: “Bote pelo menos na poupança, para corrigir a inflação”. Entretanto, isso é um mito.

Para provar isso, os dados de 2015 são extremamente claros. Enquanto a poupança rendeu 8,15% durante o ano, a inflação passou o valor de 10,6% em 2015. Ou seja, o investidor da poupança no final das contas, acabou perdendo 2,45% do seu poder de compra nesse ano.

Por exemplo:

Uma bolsa feminina custava R$ 100,00 em janeiro de 2018. Mas com a inflação desse ano ela passou a custar R$ 110,60 em dezembro. Mas você decidiu não comprar essa bolsa em janeiro, e depositou os R$ 100,00 na poupança. Em dezembro resolveu que queria comprar a bolsa de presente de natal e foi retirar o dinheiro da poupança, que rendeu 8,15%, ou seja, agora você tinha R$ 108,50.

Isso significa que você perdeu o seu poder de compra, o dinheiro com o qual você comprava a bolsa em janeiro não é mais o suficiente para comprar a bolsa em dezembro. Nesse caso, você precisa de mais R$ 2,10 para comprar o mesmo produto.

Mito 2: A poupança é o investimento mais seguro que existe.

Ao contrário do que a maioria pensa, a poupança não é segurada pelo Governo Federal, e sim pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mesmo o seu banco sendo público ou privado. E o FGC é a mesma entidade que garante investimentos como os CDBs, LCIs, LCAs e LCs. Que muitas pessoas evitam por acreditarem que são investimentos mais arriscados, para perfis mais arrojados. Mas a verdade é que são investimentos que lhe oferecem a mesma segurança da poupança e ainda lhe proporcionam uma rentabilidade muito maior.

O valor garantido pelo FGC é de 250 mil reais por CPF e por instituição financeira. Ou seja, a soma dos seus investimentos em uma mesma instituição financeira tem que estar abaixo desse valor para ser 100% segura e reembolsável.

Mito 3: É o mais barato, outros investimentos só para ricos.

Acredito que esse mito em especial, seja o que mais afasta os brasileiros de outros investimentos. Na teoria a poupança é sim o “investimento” mais barato que existe. Isso porque a maioria dos bancos, diz em seus sites, que não cobra uma taxa mínima para o início da aplicação. O que na prática às vezes não é verdade. Entretanto, existe um investimento que poucas pessoas conhecem.

O nome dele é Tesouro Direto, e é extremamente barato. O valor mínimo para dar início a uma aplicação é de apenas R$ 30,00. Imagine só, com esse valor você se torna um investidor e pode usufruir do investimento mais seguro do Brasil e com uma das maiores rentabilidades em renda fixa.

Mas, por que esses mitos existem?

Segundo uma pesquisa da Standart & Poor’s, que mede o nível de educação financeira em 144 países, o Brasil está em 74º lugar na lista. Ficando atrás até de países pobres, como Togo e Zimbábue. E é principalmente por essa falta de conhecimento do povo brasileiro, que esses mitos sobre a poupança se perpetuam por décadas entre nós.

E como devo proceder?

É simples, fale com seu gerente e mostre um pouco de conhecimento. Apenas lendo esse artigo você já viu que um bom investimento é aquele que tem rentabilidade além da inflação. Diga que quer seu dinheiro aplicado em algo que renda mais que a inflação. E não tenha medo, você já viu que muitos investimentos tem a mesma segurança da poupança.

Além disso, recomendo que procure cursos na área de educação financeira e investimentos. Garanto, que qualquer conhecimento a mais nessas áreas, sempre será um ponto positivo em qualquer coisa que você decida fazer na sua vida.

02 jul
Falar bem não é fácil – mas tem como aprender

“Se ousarmos fazer uma pesquisa como a do The Sunday Times*, sobre a classificação de medos, o da morte não estaria no mais alto grau? Temer a morte abrange os outros medos. Se um inseto causa medo é porque é um causador de morte em potencial. Se ocorre a taquicardia nas alturas, é pela iminência de morte. E qual a ligação da dificuldade de se expressar com a morte? Não seria o medo de ‘ser morto’ por não ser aquela pessoa que os outros esperam que deveríamos ser? ‘Morre’ quem não é aceito, não é incluído, não é ouvido”.
(Rosali Michelsohn, psicoterapeuta)

Alguma vez na vida você já passou por isto: em certa ocasião os holofotes viram pra você, o microfone lhe é passado ou a sua fala é solicitada. A palavra está com você! Mas, nervoso com todos aqueles olhares e expectativas alheias (e as suas próprias), você não a encontra. Eis o medo de falar em público, que, para 43% das pessoas, supera inclusive o medo da morte.

O famoso “branco” na hora de falar em público – situação em que se perde a linha de raciocínio ou se esquece o que precisava ser dito – não acontece por falta de conhecimento, preparo, estudo, ou por falta de saber o que dizer. A situação é completamente relacionada ao nervosismo/ansiedade – são sintomas físicos, a perda de oxigenação no cérebro, a palpitação no peito, a mão suando frio – toda essa aceleração cardíaca faz o pensamento esvair-se. Mas não se irrite como o seu próprio corpo: ele só está tentando lhe proteger.

Muitas pessoas associam a falta de habilidade para enfrentar plateias, palestras e discursos à timidez. Se escondem atrás dessa característica como forma de justificar certa deficiência. Ora, algumas pessoas, obviamente, são mais extrovertidas, comunicativas e expressivas do que outras. Mas o fato é que a timidez não é pretexto para não desenvolver uma boa oratória. Falar bem em público não é um dom divino do qual só alguns escolhidos disfrutam. O ato de esclarecer suas ideias oralmente é uma habilidade completamente capaz de ser treinada e desenvolvida.

Para começar, trace um plano – você pode correr, mas não pode se esconder numa sociedade midiatizada. Alguma hora sua fala será solicitada. Repare que jogadores de futebol são profissionais que, na prática, só precisariam entender de jogar bola. Mas no final de uma partida estão lá os microfones arqueados em direção a eles – o mundo quer ouvir o que Neymar tem a dizer. E ele será julgado pelo tom de voz, pelas expressões corporais e por cada palavra escolhida. O nervosismo, nessa hora, pode ser o pior adversário.

O plano ajuda a não perder de vista os seus objetivos e a ter em mente os obstáculos que precisam ser superados. Por exemplo: quando decidi ser professora, eu sabia que enfrentar plateias era algo que passaria a fazer parte da minha rotina e que, portanto, as doses de ansiedade e nervosismo precisariam ser bem administradas. O plano ajuda a identificar suas fragilidades (É a pronúncia das palavras? É enfrentar o inesperado? É algum problema com a sua voz?) e observar, com clareza, formas de encará-las.

O segundo ponto é o enfrentamento. É claro que estou aqui falando para pessoas com receio leve de falar em público – em níveis maiores pode ser considerado uma fobia e deve ser tratada com especialistas. Mas se você tem só aquela sensação de borboletas no estômago antes de encarar uma palestra e vive se esquivando do convite para soltar a voz, saiba que o mundo – e você – só tem a ganhar quando você decidir se mostrar. É só uma questão de mudar de perspectiva: encare os convites para palestrar, discursar, debater ou dar entrevistas como oportunidades de crescimento. Veja cada uma dessas situações como parte do seu treino para se tornar o profissional que deseja – e não como emboscadas a fim de lhe constranger publicamente.

Essa mudança de concepção nos leva, finalmente, ao terceiro e, para mim, mais importante passo: o autoconhecimento. Traçar um plano e enfrentar suas dificuldades são passos discretos na jornada do autoconhecimento – você vai encarar de frente sua fragilidade humana, seus maiores desejos, suas sensações e percepções pessoais sobre você mesmo. De minha experiência própria posso dizer que estudar, planejar e programar minhas apresentações foi fundamental para diminuir o fator de ansiedade diante dessas situações. Mas não só isso: foi extremamente importante perceber e aceitar que não temos poder nem controle sobre tudo. Uma apresentação em público é quase como uma metáfora da vida: algo pode sair do planejado, e é preciso estar preparado emocionalmente para saber aceitar, contornar e superar.

Abra mão do perfeccionismo (isso não significa ser desleixado) e da relevância que dá a opinião dos outros. Ao falar em público você estará sendo analisado, julgado e exposto, é verdade – mas isso não deve ser uma barreira de impedimento para o seu sucesso. Não deixe que o medo de decepcionar ou não ser aceito fale mais alto que tudo aquilo que você tem a dizer: respira fundo, concentra e solta a voz!

*O resultado de uma pesquisa feita pelo jornal The Sunday Times em 2017 revelou que o medo de falar em público é mais frequente que o medo de insetos e da morte.

18 jun
10 atributos que podem destruir um líder

Liderança, do latim “auctoritas”, que quer dizer ordem e influência, é uma das características mais procuradas pelas empresas nos dias de hoje. Uma pesquisa realizada em 2012 pela Robert Half, empresa que é líder mundial em recrutamento especializado, revelou que 9 em cada 10 empresas brasileiras possuem funcionários com espírito de liderança.

O problema é que, geralmente, o desenvolvimento dessa característica se dá de forma muito rápida. Ou seja, grande parte destes líderes assume a chefia sem preparo. Por isso, muitos deles, mesmo com espírito de liderança, acabam prejudicando a empresa, ao invés de ajudá-la.

O líder é aquele que as pessoas procuram quando há um problema. Por isso, o líder precisa estar preparado. Ele é, geralmente, aquele que todos procuram quando encontram um problema. Se o chefe não estiver preparado para assumir este cargo, há grandes chances de a equipe se desmotivar e o trabalho não gerar bons resultados.

Conheça 10 características que indicam o despreparo de um líder e que podem prejudicar os seus negócios.

10. Não se comunicar bem

A comunicação é um dos principais pilares da liderança. O líder precisa saber comunicar coisas boas e ruins sem ser emotivo demais ou muito agressivo. Alguns líderes são tão rudes que causam medo em seus colaboradores. Além disso, o líder é responsável por fazer a ponte entre os colaboradores e os responsáveis pela empresa e, por isso, precisa adaptar sua forma de se comunicar para as diversas situações.

9. Ser desmotivado

Pior do que um funcionário desmotivado é um líder desmotivado. A motivação é essencial durante a liderança porque garante que os funcionários se sintam seguros e empenhados em dar o melhor pela empresa. Os colaboradores absorvem muito de seu chefe, por isso, mesmo em período de crise, o líder deve assumir uma postura de ânimo para motivar seus funcionários.  Funcionários desmotivados podem piorar a situação de crise em uma empresa.

8. Ser estressado

Tem coisa pior do que trabalhar com gente estressada? Um chefe estressado desanima e entristece sua equipe. Bons líderes sabem o equilíbrio entre ser acelerado e ser estressado ou paranoico. Pessoas estressadas geralmente ficam obcecadas com coisas que não podem controlar, centralizam tudo em si mesmas e se sobrecarregam facilmente. Agora imagine um líder assim!

Vale ressaltar que o estresse não é sinônimo de cansaço, mas é uma defesa natural do organismo, um mecanismo do corpo que indica que algo está errado. Atualmente é classificado pela medicina como síndrome. Por isso, se você acha que está estressado, procure um médico. Além de prejudicar sua equipe, você pode estar prejudicando sua saúde. Mais do que férias, pessoas estressadas precisam de tratamento.

7. Falar muito e ouvir pouco

Um líder precisa estar atento às críticas e necessidades de sua equipe. Saber ouvir é uma característica que melhora os relacionamentos e nos humaniza. Um líder que é capaz de ouvir o que seu funcionário tem a dizer, mesmo que seja algo negativo, sem levar para o lado pessoal, gera confiança e motiva seus colaboradores. Pessoas que falam demais incomodam e atrapalham o ambiente de trabalho. Como líder, procure falar o necessário na hora certa e da maneira certa. Não incomode os funcionários com reclamações ou elogios em excesso e cobre apenas quando preciso.

6. Ser acomodado

O comodismo nos impede de lutar por mudanças e nos torna cegos frente às oportunidades. Pessoas acomodadas geralmente reclamam muito e trabalham pouco. Elas também têm medo da mudança e são inseguras. Chefes acomodados desmotivam a equipe e tornam os resultados positivos mais difíceis de serem alcançados. Além disso, pessoas acomodadas não permanecem muito tempo na liderança. O comodismo torna as pessoas desanimadas e preguiçosas, características que não fazem parte do perfil de um chefe.

5. Ser manipulador

O líder precisa saber a diferença entre influenciar e manipular. Muitos líderes manipulam seus colaboradores e, às vezes, usam de agressões verbais, ameaças e até da força para conseguirem o que se quer. Só precisa manipular aquele que não tem o respeito de sua equipe. O líder deve influenciar seus funcionários a buscarem aquilo que é bom para a empresa, mas sem obrigá-los ou forçá-los a isso.

4. Ser mandão

Liderar não é o mesmo que mandar. Geralmente pessoas mandonas são impacientes e perfeccionistas. O bom líder sabe dar ordens no tempo certo e do jeito certo. Líderes mandões também desanimam os funcionários e prejudicam o ambiente de trabalho, já que se torna mais difícil conviver com uma pessoa que quer o controle das coisas o tempo todo. Como líder, você não precisa provar a sua liderança para ninguém, logo, não precisa dar ordens o tempo todo. Dê liberdade aos seus funcionários e deixe-os assumir o controle também. Administre a equipe e o trabalho e entenda que nem tudo precisa ser do seu jeito. O líder deve ser mais maleável e saber a diferença entre senso de urgência e paranoia.

3. Esquecer-se dos outros

Por mais espírito de liderança que alguém tenha ninguém trabalha sozinho. Nenhum atleta conquistou o ouro sozinho. Nenhum cantor gravou um CD de sucesso apenas com sua voz. O sucesso de um projeto ou de uma empresa não depende apenas de um líder, mas de toda a equipe, de muitas pessoas.  O líder precisa reconhecer a importância e o valor de cada indivíduo da sua equipe. Faz parte do processo de liderar ajudar o outro. O bom líder é aquele que consegue unir sua equipe e mantê-la motivada, mesmo em épocas de crise.

2. Ser arrogante

Uma das características que mais enfraquecem a fugura de um chefe. Pessoas arrogantes não são respeitadas e afastam as pessoas ao invés de aproximá-las. Na maioria das vezes, essas pessoas são frias e abusam da autoridade. Um líder humilde consegue mobilizar sua equipe para alcançar o objetivo proposto. É necessário adotar uma postura próxima do funcionário. Para controlar não precisa desrespeitar, desmerecer ou parecer maior e melhor. A arrogância destrói relacionamentos e empresas. Seja grato, mais aberto à opinião do outro, mais flexível. O líder, muitas vezes, precisa se esquecer de que é líder.

1. Desequilíbrio emocional

A pesquisa da Robert Ralf revelou ainda que 26,4% dos entrevistados apontaram o desequilíbrio emocional como o maior defeito de um líder. Um líder geralmente tem muitas preocupações, é muito atarefado e precisa ser maleável para assumir diferentes posturas em diferentes situações dentro e fora da empresa. Por isso, ele também precisa estar emocionalmente preparado para tudo isso. Líderes muito emotivos ou muito frios costumam destruir suas equipes. É claro que liderar é algo que se aprende na prática, mas o preparo emocional é fundamental. Não pode ser um bom líder quem não é um bom funcionário. Liderança não é algo para se executar apenas no ambiente de trabalho, mas em todas as áreas da vida. Um problema em casa, por exemplo, não pode influenciar o trabalho. O bom líder sabe administrar seus conflitos pessoas e profissionais sem misturá-los. Geralmente, bons líderes também são bons filhos, bons pais, boas mães, bons amigos, bons maridos, boas esposas.

Fonte: Daniel Godri Junior / CIO from IDG

12 jun
6 empresas de tecnologia têm as marcas mais influentes do Brasil

O Google é a marca mais influente no Brasil, de acordo com um ranking da Ipsos divulgado em abril deste ano. Outras cinco empresas de tecnologia – Facebook, Samsung, Microsoft, YouTube e Netflix – aparecem no topo da lista das mais influentes, que também conta com uma brasileira.

Para elaborar o ranking, a empresa de pesquisas ouviu 1 mil pessoas no Brasil entre 22 de janeiro e 02 de fevereiro de 2018.

O levantamento define a influência das marcas considerando a opinião dos consumidores sobre cinco aspectos: Liderança e Inovação, Confiança, Presença, Responsabilidade Social e Engajamento.

Entre as dez  mais influentes no Brasil, quatro têm seu negócio focado na oferta de produtos. As outras seis, em serviços. A Havaianas é a empresa brasileira na lista. De acordo com Steve Levy, CEO da Ipsos Canadá, a falta de companhias nacionais entre as mais influentes também é observada em outros países. Na Itália e Canadá, por exemplo, nenhuma nacional figura entre as dez primeiras.

Confira a seguir as 10 marcas mais influentes no Brasil e por que elas geram esta percepção nos consumidores:

1.Google

44% Liderança e Inovação

31% Confiança

14% Presença

11% Responsabilidade Social

2.Facebook

46% Liderança e Inovação

38% Presença

4% Responsabilidade Social

12% Engajamento

3.Samsung

24% Liderança e Inovação

35% Confiança

23% Presença

17% Engajamento

4.Microsoft

46% Liderança e Inovação

41% Confiança

13% Responsabilidade Social

5.YouTube

43% Liderança e Inovação

20% Confiança

8% Presença

29% Engajamento

6.Netflix

33,4% Liderança e Inovação

27,3% Confiança

12,5% Presença

26,8% Engajamento

7.Nestlé

19% Liderança e Inovação

26% Confiança

35% Presença

20% Responsabilidade Social

8. MasterCard

25% Liderança e Inovação

32% Confiança

28% Presença

15% Responsabilidade Social

9. Havaianas

32% Liderança e Inovação

23% Confiança

32% Presença

13% Responsabilidade Social

10. Danone

30% Liderança e Inovação

30% Confiança

24% Presença

16% Responsabilidade Social

Fonte: Época Negócios

06 jun
Os Millennials e o consumo

Você sabe quem são os Millennials? A geração, nascida entre 1984 e 2000, engloba adultos extremamente conectados e ligados às novas tendências. Por isso, esse grupo representa uma grande oportunidade para o mundo do comércio eletrônico, que deve estar ligado ao seu modo de consumo.

Algumas características dos Millennials são bem específicas, e podem ajudar a sua empresa na tomada de decisões das próximas estratégias. Afinal, este grupo representa, atualmente, 8,3 milhões de consumidores, segundo a empresa Serasa Experian (empresa de análise e informações de crédito).

Portanto, é importante entender o modo como consomem para, então, oferecer produtos e experiências personalizadas.

Compram via Mobile

Os Millennials não só consultam produtos no celular, como fecham compras pela internet. Uma pesquisa divulgada pela Ipsos (instituição de pesquisas de mercado) nos mostra que, nos últimos 12 meses, 20% das compras efetuadas por essa geração em sites estrangeiros foram feitas através de dispositivos mobile.

Em vista disso, é extremamente importante que sua loja virtual seja adaptada para ambiente mobile, oferecendo uma experiência de compra positiva.

São atraídos por bons preços e ofertas

Segundo uma pesquisa divulgada pelo E-commerce Brasil, 64% dos Millennials entrevistados disseram que não se importam de onde venha o produto, desde que o preço seja atrativo.

Por isso, é sempre importante pensar em ofertas atrativas, que impulsionem o consumidor a adquirir na sua loja virtual. Além de ofertas, descontos ou até mesmo frete grátis são excelentes opções.

Dão valor a uma empresa autêntica

Essa geração valoriza a autenticidade e o relacionamento com a marca. Por isso, é muito importante que sua loja virtual seja transparente e relevante, mostrando autoridade no segmento.

Para isso, utilize as redes sociais como um meio de comunicação com o usuário. O blog também é uma excelente opção para quem quer demonstrar relevância no mercado.

Utilizam as redes sociais

Números divulgados pelo blog “Tudo sobre e-commerce” nos mostram que, desta geração, 47% dos consumidores dizem que são influenciados por conteúdos em redes sociais.

Por isso, é necessário que sua marca esteja presente. E ainda mais: é preciso interagir.

Desta forma, este se sentirá engajado com o conteúdo da marca.

Aderem à programas de fidelização 

Dos entrevistados na mesma pesquisa, 80% participam de programas de fidelização. A geração adora a sensação de ser “VIP”. Porém, é importante que esse nível seja compatível com os benefícios oferecidos.

Estimule seu consumidor a voltar a comprar em sua loja para ter benefícios exclusivos.

Preferem marcas que possuem uma missão

Por mais que os Millennials busquem preços baixos e ofertas, muitos entrevistados se dizem dispostos a pagarem mais caro para marcas sustentáveis e humanitárias, que ajudem alguma ONG ou Instituição.

Se sua marca não está engajada em nenhuma causa, essa é uma excelente oportunidade de começar este processo. Além do benefício social, estar apoiando uma instituição pode trazer inúmeras vantagens para sua empresa.

Estão de olho nos preços 

Considerados uma geração inteligente, os Millennials pesquisam muito antes de comprar, e estão sempre à procura da melhor oferta. Segundo o eMarketer, instituto especializado em pesquisas de mercado, 85% dos entrevistados dessa geração se inscrevem em e-mails marketing na esperança de receber descontos em troca. Por isso, é necessário pensar em estratégias que visem os melhores preços e ofertas para esse tipo de consumidor, levando em conta seu modo de consumo.

Compartilham informações sobre a marca

Diferente do consumidor “espectador” do passado, os Millennials interagem com a marca e falam sobre seus produtos e serviços nas redes sociais. Isso pode ter um impacto na sua marca, tanto positivo quanto negativo.

O ponto positivo dessa característica é que um consumidor que ficou satisfeito com seu produto ou serviço e teve uma boa experiência recomendará sua marca para outras pessoas.

São inúmeras as características dessa geração. Porém, quando aplicadas à estratégia de marketing da sua empresa, podem trazer resultado e impacto positivo sobre a conversão em vendas.

 

Fonte: administradores.com

24 maio
20 frases que os empreendedores falam e os investidores não gostam de ouvir

As palavras têm poder! Mais do que isso, se você é um empreendedor pode estimular ou afastar um investidor com uma única frase ou pensamento. Tenha sempre a consciência de que um diálogo inicial corriqueiro pode ser a chave para você conseguir outros contatos e/ou evoluir para uma apresentação do seu negócio.

Sem contar que muitas pessoas geralmente não pensam antes falar! E cometer este erro especialmente em contato com um possível investidor que geralmente tem uma quantidade limitada de tempo para transmitir a sua mensagem, pode definir o futuro do seu negócio.

Minha dica neste sentido é: tenha certeza de que você é o mais claro possível, consistente e vá direto ao ponto. Não enrole, não conte casos, não faça piadas ou brincadeiras (até porque não existe intimidade para isso), enfim, não perca tempo e se distraia com temas secundários, afinal, o que você deseja com o investidor que está a sua frente? Essa deve ser a pergunta.

Veja 20 dicas do que NÃO falar com um investidor e se você já cometeu alguns destes erros ao se comunicar, mude sua abordagem daqui pra frente e verá os resultados da sua nova postura.

1 –Antes de começar, você pode assinar um termo de confidencialidade?

Investidor: Totalmente desnecessário nos primeiros contatos. Isso assusta e afasta.

2 – Nosso amigo em comum me recomendou falar com você.

Investidor: Você realmente conhece a pessoa que está citando ou teve pelo menos alguns minutos de conversa com ele?

3 – Seria incrível contar com seus conhecimentos no negócio!

Investidor: Seja mais específico, em que exatamente?

4 – Talvez possamos tomar um café algum dia?

Investidor: todos já bebem café o suficiente, mas seria bom enviar neste convite datas específicas, então não precisará ir e voltar no assunto.

5 – [O empreendedor manda um e-mail]: Deixe-me saber se você gostaria de receber mais informações e nosso deck.

Investidor: Envie o seu One-Pager ou Deck, seja objetivo e não perca a oportunidade. O investidor pode não abrir um segundo e-mail seu.

6 – O nome da nossa empresa é traktopro.com.br

Investidor: Por que escolher um nome difícil de falar e escrever? O investidor vai esperar que haja um bom motivo e não apenas o que eles poderiam comprar, por exemplo.

7 – Nós somos o X para Y, mas com AI, redes neurais e alguns blocos polvilhados lá, mas utilizando a computação de ponta. Talvez ICO também.

Investidor: Jargão + jargão + jargão = insegurança. Para mostrar domínio e conhecimento técnico nem sempre é necessário usar termos que ninguém vai entender. Se quer vender algo, faça ser compreendido, regra básica.

8 – Somos os primeiros a fazer isso e não temos concorrência.

Investidor: Essa sem dúvida é uma das melhores! Na cabeça do investidor na hora passa “isso não é verdade e acabei de me encontrar com uma dúzia de startups similares com mais tração”.

9 – Estamos em negociações e trabalhamos com muitas empresas no momento, mas não podemos dizer-lhe quem são.

Investidor: Então, um monte de testes gratuitos para 3–6 meses que só irá converter alguns.

10 – Estamos tentando levantar investimento para construir alguns projetos e fazer algumas contratações.

Investidor: Parece um pouco despreocupado, como se você não soubesse o que está fazendo e não tem métricas e muito menos controle.

11 – Basta conseguir 1% do mercado.

Investidor: Para tudo! Qual o mercado? Como foi esse estudo? Qual a validação pra respaldar isso?

12 – Temos muitos investidores interessados nesta rodada de investimento, mas ninguém vai se comprometer até que você confirme sua participação.

Investidor: Cuidado para não falar isso para todos, os investidores se falam.

13 – Temos um investidor líder principal!

Investidor: “Realmente espero que isso seja verdade e que você não esteja “tentando jogar” ou distorcendo a verdade”.

14 – Temos os melhores mentores.

Investidor: Alguns grupos de pessoas com quem você fala esporadicamente.

15 – Estamos projetando US$ 100 milhões de receita em 5 anos.

Investidor: Boa sorte com isso, cuidado com os números exorbitantes e sem fundamento.

16 – Existem outros investidores que você acha que estariam interessados?

Investidor: Não se preocupe, se houver meu interesse, definitivamente vou compartilhá-lo com eles.

17 – Google, Apple, Facebook e/ou Amazon nos adquirirão quando os vencermos porque eles não podem fazer o que fazemos.

Investidor: Claro, claro, você conhece alguém lá? Tem um fundamento mais prático para afirmar isso?

18 – O impossível é só questão de opinião!

Investidor: Não use frases prontas de efeito, seja o mais realista possível. Sonhadores que “viajam” são detectados facilmente.

19 – Vamos crescer muito sem grandes investimentos.

Investidor: Tem certeza? Se não aumentar sua capacidade operacional como vai atender as demandas que vão surgir?

20 – Minha ideia/negócio é incrível e promissor, isso basta.

Investidor: “Ou ele é realmente ingênuo ou prepotente demais para alcançar o que deseja”.

E aí, mais alguma?? Se sim, deixa nos comentários.

Fonte: Startupi

17 maio
Bom senso, empatia e whatsapp: como estamos nos comunicando?

Provavelmente você está lendo este artigo através da tela do seu smartphone, e faz parte de 80% da população que largou o pc pela praticidade de ter, na palma da mão, uma infinita possibilidade de conexões. Pedimos comida pelo ifood, chamamos um Uber, pagamos as contas, perguntamos ao Google o horário de funcionamento do petshop. A tecnologia mudou a forma como nos comunicamos, como nos relacionamos, e, é claro, tudo isso afetou as nossas relações de trabalho.

Faça um cálculo rápido de quantos grupos de WhatsApp você participa para tratar de negócios ou resolver assuntos de trabalho – e aqui entram também os grupos de assuntos acadêmicos, da facul, dos condôminos de um prédio. Eles podem até não superar os grupos de amigos e família, mas certamente afetaram o seu tempo disponível para ser um corpo dócil e produtivo (beijos, Foucault). Recebemos cobrança de chefe, enviamos documentos urgentes, participamos de discussões cheias de “ruído” e pressa, que poderiam ter desfechos diferentes caso fossem conversadas olho no olho.

A rapidez e a possibilidade de aproximar pessoas distantes geograficamente podem ser o nosso bônus, mas, se você pensar um pouco além, estar mais acessível não significa, obrigatoriamente, estar mais disponível. Quando passamos a ficar tão íntimos? Quando tornou-se tão ok mandar Whats à meia noite para o colega de trabalho? Ouvir um áudio em público no meio de uma reunião? Compartilhar print de forma indiscriminada sem considerar o conflito ético aí existente? Quando passamos a achar vantagem receber mensagem de lojas no nosso telefone informando promoções que sequer nos interessam? Quando viramos esse dedo nervoso que compartilha sem checar só pela ânsia de ser o primeiro a dar a notícia (que muitas vezes pouco ou nada tem a ver com os assuntos de trabalho)?

Frequentemente meus alunos perguntam como usar as ferramentas de comunicação, como o WhatsApp, de forma mais eficiente para os negócios. Percebo a decepção quando respondo: não há uma fórmula. Estamos todos ainda tateando. E todo dia há algo novo, uma atualização, um aplicativo, que faz a gente repensar tudo aquilo que acabamos de consolidar. No entanto, somethings never change: nem toda tecnologia do mundo será capaz de acabar com o bom senso. Aposte nele.

O ambiente pode ter mudado para o digital, mas as regras de conduta continuam as mesmas. Bom dia é legal. Bom dia de gif às cinco da manhã, nem tanto. Bom humor é legal. Piada racista, homofóbica, ou que discrimine alguém, não. (Uma dica show é pensar: você faria essa piada pessoalmente?). Ler e não responder, até onde se sabe, não é crime, embora possa parecer rude. Mas antes de julgar, coloque-se no lugar do outro. Não seja o chato clamando por atenção. Para bom entendedor, só um emoji basta.

26 abr
O que leva as pessoas a amarem as marcas

 

Exceder expectativas, definir tendências, compartilhar valores, construir confiança, elevar experiências e respeitar os consumidores são os seis principais fatores que definem o que faz um consumidor amar as empresas. A conclusão é de um estudo realizado pela Oath, subsidiária da Verizon, divulgado nesta quarta-feira (24/04).

Para realizar o levantamento foram analisados dados de mais de 150 mil consumidores em 13 países, incluindo o Brasil. Segundo o estudo, a capacidade de uma marca de exceder as necessidades ao fazer algo que nenhuma outra marca faz (ou ao fazer melhor) é o fator mais forte (30%) de amor pela marca em todo o mundo. Conversar e se posicionar sobre temas que se destacam na atualidade também conta muitos pontos entre os consumidores.

Sessenta e dois por cento dos consumidores dos Estados Unidos esperam que as marcas que eles amam apoiem publicamente a igualdade e a diversidade; no entanto, apenas 25% querem ver o apoio público a um partido político. Cinquenta e nove por cento da geração Y dos Estados Unidos acham que é importante que uma marca apoie as mulheres em posições de liderança e na eliminação das disparidades salariais, em comparação com menos da metade dos Baby Boomers (49%).

Com relação à inovação, o estudo mostra que as marcas que criam novas experiências de interação também desenvolvem laços mais fortes com consumidores. Isso inclui investir em realidade virtual, vídeo 360° e conteúdo em tempo real.

Em conversa com Época NEGÓCIOS, Maya Abinakad, diretora global de marketing da Oath, forneceu mais detalhes sobre a forma como o índice é realizado, os fatores que mensuram o amor de uma pessoa pelas marcas e sobre a importância das empresas de se posicionarem.

 

Exceder expectativas, definir tendências, compartilhar valores, construir confiança, elevar experiências e respeitar os consumidores são os seis principais fatores que definem o que faz um consumidor amar as empresas. A conclusão é de um estudo realizado pela Oath, subsidiária da Verizon, divulgado nesta quarta-feira (24/04).

Para realizar o levantamento foram analisados dados de mais de 150 mil consumidores em 13 países, incluindo o Brasil. Segundo o estudo, a capacidade de uma marca de exceder as necessidades ao fazer algo que nenhuma outra marca faz (ou ao fazer melhor) é o fator mais forte (30%) de amor pela marca em todo o mundo. Conversar e se posicionar sobre temas que se destacam na atualidade também conta muitos pontos entre os consumidores.

Sessenta e dois por cento dos consumidores dos Estados Unidos esperam que as marcas que eles amam apoiem publicamente a igualdade e a diversidade; no entanto, apenas 25% querem ver o apoio público a um partido político. Cinquenta e nove por cento da geração Y dos Estados Unidos acham que é importante que uma marca apoie as mulheres em posições de liderança e na eliminação das disparidades salariais, em comparação com menos da metade dos Baby Boomers (49%).

Com relação à inovação, o estudo mostra que as marcas que criam novas experiências de interação também desenvolvem laços mais fortes com consumidores. Isso inclui investir em realidade virtual, vídeo 360° e conteúdo em tempo real.

Em conversa, Maya Abinakad, diretora global de marketing da Oath, forneceu mais detalhes sobre a forma como o índice é realizado, os fatores que mensuram o amor de uma pessoa pelas marcas e sobre a importância das empresas de se posicionarem.

Como vocês definem o que é amar uma marca? Considerando a perspectiva da empresa e dos consumidores?

Amor à uma marca é similar ao amor a um humano. Diz respeito a saber perdoar, a se sentir feliz, confortável, familiar. É algo que anima, que é real. Se sentir amada faz uma pessoa se sentir conectada, apoiada, ouvida, desafiada, entendida. É nesse aspecto que uma empresa pode conquistar o amor de alguém. Para o nosso estudo, nós definimos seis fatores que constituem essa relação boa. Consideramos as nuances entre indústrias, gerações e mercados. E olhamos como isso se reflete no trabalho de quem realiza o marketing, nas ferramentas que utilizam para atingir o coração dos consumidores, principalmente através do mobile.

O quanto essa relação de amor depende hoje em dia de uma empresa estar bem posicionada no digital?

Estar acessível ao que seus consumidores desejam é um componente valioso para construir uma relação forte, mas que essa relação seja sustentável é preciso entender também o que é mais importante para os seus consumidores. Há momentos onde a customização é mais importante, outros onde o elemento surpresa faz diferença. Então, diríamos que todos os pontos de contato digitais são importantes, mas as marcas devem priorizar esse contato com base naquilo que impulsiona uma relação de amor com os consumidores de um mercado ou categoria específica.

Hoje então precisamos falar muito mais de criar experiências do que fazer marketing?

Não existe uma abordagem única para o marketing. A realidade é que fazer marketing é muito mais do que colocar anúncios na televisão ou no online. Diz respeito a como criar conexões humanas, estimular emoções, escutar os consumidores para conseguir se envolver com eles. Mas levar a experiência para outro nível é algo que se destacou na nossa pesquisa tanto entre os consumidores millenials quanto entre os baby boomers. Estamos aqui falando do modo como a marca é apesentada e “embalada”, como é a experiência da loja, o atendimento ao cliente, o contato nos aplicativos móveis e até mesmo na forma como uma publicidade é feita. As pessoas amam as marcas que transformam o ordinário em memorável.

O estudo defende que as empresas precisam se posicionar a respeito dos temas da atualidade. Podemos falar portanto sobre tomar posições polêmicas em alguns casos. Quais aspectos a empresa deve considerar na hora de conectar a sua marca a uma questão política, social ou cultural?

Os consumidores hoje têm expectativas mais altas. Estão exigindo ações de marcas sobre problemas com os quais se importam e entendem o poder que uma empresa tem de usar sua voz em nome de algo bom. Compartilhar valores aparece como um dos seis principais fatores impulsionadores de amor à marca, confirmando o quão importante isso se tornou na relação. Mas em um mundo extremamente conectado, é mais difícil para as empresas optarem por questões controversas porque se algo der errado, espera-se que a empresa reaja quase que imediatamente. Portanto, na hora de se posicionar, as marcas devem considerar aquilo em que realmente acreditam. Esses valores podem ajudar a moldar tudo o que a organização faz e devem servir como diretriz para seus funcionários. Também é importante que as marcas entendam seus consumidores de uma forma mais profunda. Como parte do nosso estudo, perguntamos aos consumidores o que eles exigem das marcas em questões específicas, como direitos LGBT, igualdade de gênero e sustentabilidade. Mais da metade dos entrevistados espera que as marcas apoiem publicamente e de forma ativa todas essas questões, e esse número é maior entre os consumidores mais jovens. A realidade é que os consumidores querem que as marcas estejam na linha de frente gerando mudanças.

Fonte: Época Negócios

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