16 nov
Sete em cada 10 pequenos empreendedores acreditam que 2019 será melhor para os negócios

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados apontam o ano de 2018 como pior para a os negócios. Mas quando o assunto é o futuro, a maioria (67%) tem expectativa positiva e acreditam que 2019 será um ano melhor. Apenas 9,9% estão pessimistas e acham que próximo ano será pior. Os empresários do Norte do país mostraram-se mais otimistas em relação ao próximo ano, se comparados aos entrevistados das demais regiões. A expectativa mais negativa partiu principalmente dos empreendedores com nível de escolaridade alta (superior ou mais), enquanto que a positiva está acentuada entre os com menos estudo (até ensino médio).

Para 29,8% dos entrevistados o problema que mais prejudicou sua empresa em 2018 foi a corrupção, enquanto 19,7% dos empresários se queixaram da taxa de juros e 18,7% apontaram os elevados níveis de desemprego como o vilão para seus negócios.

Os MEI foram os que mais reclamaram da falta de trabalho no setor, enquanto as empresas de pequeno porte (EPP) e microempresas (ME) citaram a corrupção e a recessão como principais problemas. Empresários do sexo masculino e acima dos 35 anos acusaram a corrupção, enquanto a mulheres disseram as altas taxas de juros e o desemprego foram mais prejudiciais para seu empreendimento este ano. E para os mais jovens, a alta taxa de juros foi seu maior problema.

O combate à corrupção, para 39% dos 5.870 empresários entrevistados, principalmente MEI, deve ser a principal preocupação do governo em 2019. Outros 28,4% empreendedores, a maioria EPP e com maior grau de escolaridade, avaliam ser mais importante estimular o crescimento econômico. Já o combate à inflação foi citado por 14,5% dos entrevistados e o corte de gastos por 15,1%.

As eleições deste ano também trouxeram otimismo para 41,8% dos empresários dos pequenos negócios, dos segmentos do Comércio, Indústria e Serviços, que acreditam que o pleito trará grandes mudanças no país. Outros 23,9% avaliam que haverá poucas mudanças e 22,6% não creem em modificações no cenário atual. Os mais pessimistas (27%) são os MEI. O Norte lidera entre os otimistas (49%), seguido pelo Centro-Oeste (45%), Sul (43%), Nordeste (38%) e o Sudeste (37%), região também onde estão aqueles que não vislumbram mudanças relevantes (26%).

 Fonte: Época Negócios

15 out
Compramos produtos ou valores?

As mídias sociais, os influenciadores e as portas abertas para o mundo, fazem com que muitos clientes estejam muito mais críticos e antenados não só ao produto que desejam consumir, mas a tudo o que está relacionado a ele: o que o constrói, o que dá luz, brilho e rótulo a história. Sua visão o leva a patamares muito mais analíticos, mesmo sem perceber, mesmo sem ele se atentar a isso.

Muitos clientes não aceitam mais o simples produto do catálogo, o oferecido cotidianamente. Ele quer e consumirá o produto que lhe parecer superior, que comprovar excelência e personalidade, que se apresentar alinhado aos seus princípios. Aceitará a mesma “receita” de anos, mas só se nesta mesma receita ele sinta que o mesmo produto não tenha só “corpo”, tenha alma, essência e missão.

Hoje, a escolha do cliente evoluiu dos critérios básicos, conhecidos, às novas percepções. A excelência no atendimento, a apresentação impecável do produto, um bom cardápio, a agilidade, os valores justos, uma gestão inovadora e criativa, fazem parte do capítulo nomeado como imprescindível. Um novo cenário se constrói, começando por respostas básicas sobre os diferenciais que dão vida e sentido ao negócio por de traz de um rótulo.

Qual a postura da marca frente a comunidade? Quanto a marca e, consequentemente, o dono desta marca pratica o bem, não só aos seus, mas ao seu entorno, a sua equipe, à natureza, ao meio ambiente? Quanto sustentável a marca se tornou? Quem fala bem desta marca, deste negócio ou produto? Quanto a marca e o dono da marca se apresentam politicamente corretos? Quanto respeitosa ele se apresenta a diversidade, a inclusão, e de que modo se mostra partidária a essa bandeira? Quanto a marca, o produto remete a memórias afetivas, a palavras e cenas de encanto? Quanto adquiri-la se traduz em um melhor estilo de vida? E claro, mais umas dezenas de perguntas, que em milésimo de segundos se transformam em um filminho na mente, e promovem a grande resposta: de quem comprar?

Assim, compramos o sorriso, a paixão, a emoção. Compramos memórias afetivas, respeito, alianças, crença e missão. Compramos tudo de bom que toca o nosso coração em um segundo quando a vontade de comprar surge em nossa mente, seja o que for, do mais complexo ao mais simples, do mais caro ao baratinho. Compramos produtos? Ao meu ver, creio que tudo, menos produtos. Compramos o que nos encanta de verdade, muito além de um rótulo ou um nome. Compramos experiências, o que nos faz sentir melhor e mais feliz!

Então vamos lá filosofar, sentir que por trás da mecânica do ato existe muito mais alma e emoção do que possa se imaginar!

#JuntasSomosMaisFortes, criativas e imbatíveis!

*Por Valéria Vicenti, embaixadora da RME na China.

Fonte: Startupi

09 out
4 passos para cultivar cultura de inovação em uma empresa

O discurso, muita empresa parece já saber: é preciso se abrir para o ecossistema, ter maior flexibilidade nos processos, incentivar a cultura do erro (rápido) e trabalhar em colaboração. O que a executiva Glaucia Alves de Costa defende, porém, é que grandes empresas ainda precisam estabelecer processos básicos de inovação antes de conseguirem gerar impactos radicais. Para a diretora de inovação da Deloitte Brasil, muitas empresas ainda veem a inovação “como gasto” e a fazem para gerar marketing ou como “alavanca empresarial”.

“Transformação digital é muito mais sobre implementar uma gestão de mudança do que adquirir tecnologia.” É preciso, segundo Glaucia, desenvolver uma cultura onde as pessoas sejam capazes de inovar, tenham permissão de errar, consigam trabalhar com flexibilidade e sem hierarquia rígida. É essa cultura, defende, que irá gerar o cenário para o surgimento de inovações incrementais (relacionadas a melhorias de processos, serviços ou produtos). Só depois de criá-las, é que a empresa conseguirá ter ferramentas eficazes para inovar de forma mais radical, gerando produtos ou criando novos mercados. “Grandes corporações ainda precisam de processos estruturados para inovarem.”

Em palestra realizada no 3º Fórum de Gestão e Governança da Fundação Dom Cabral (FDC), Glaucia indicou quatro passos para uma empresa criar uma cultura de inovação:

1) Promova o entendimento e colaboração
“Os funcionários precisam entender o porquê precisam mudar a forma de trabalhar. Não dá para esperar que as pessoas que estão acostumadas com o dia a dia da empresa fiquem olhando para o que ocorre fora dela. É preciso criar motivações e mecanismos para que isso ocorra.”

2) Desenvolva talentos e capacidades
“A empresa não pode deixar só para o funcionário a responsabilidade de correr atrás de atualização e novos conhecimentos. Se a empresa se interessa que seus funcionários tenham novas ideias, precisa incentivar isso de alguma forma.”

3) Pratique o Role Modeling
“Cansei de ver organizações falando ‘somos empreendedores’ no mesmo momento em que definia todas as suas metas com objetivos de curto prazo. Assim, todo mundo ficará preocupado em resolver aquilo que é mais urgente.”

4) Crie mecanismos de reforço
“Uma empresa que promove quem não erra, não vai inovar. É preciso que os sistemas formais da organização reforcem o comportamento que a companhia espera de seus funcionários. Ninguém nunca vai deixar de usar um modelo de gestão porque ele se esgotou. Deixamos de usar quando existe algo muito melhor no lugar.”

Fonte: Época Negócios

 

02 out
O que é Gestão de Clientes e porque é bom para as empresas que ‘fazem direito’

“Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito”, disse Philip Dormer Stanhope, 4º Conde de Chesterfield (estadista britânico do século XVIII). Traduzindo para um estilo mais direto: fazer as coisas direito deveria ser o único jeito de fazer as coisas. Mas, infelizmente, nem todos vivem por esse princípio.

Gestão de Clientes é um conjunto de práticas destinadas a melhorar a relação com os clientes, compreendê-los e oferecer soluções personalizadas. Mais do que isso, é uma estratégia que uma empresa decide assumir e que coloca o cliente no centro da organização. O foco está nele e em como a empresa pode fazer para atendê-lo da melhor maneira.

Essa é a teoria, mas, na prática, a “síndrome de não fazer direito” assola o mercado. Especificamente, muitas empresas investem em tecnologias como CRM para Vendas ou Marketing Digital, mas não fazem a lição de casa para ter o resultado esperado.

Como a Gestão de Clientes deve funcionar

Saber gerir clientes é um dever de pequenas, médias e grandes organizações, até mesmo das startups. Tudo começa por saber quem é o cliente. Diversas informações são oferecidas por consumidores e muitas vezes não são devidamente coletadas pelas empresas. Poucas delas conseguem coletar e organizar dados básicos como nome, endereço, telefone e e-mail.

Além disso, deveriam saber quais são os produtos ou serviços adquiridos por cliente, seus pontos de contato preferidos com a empresa, dúvidas e reclamações, entre outros. Perceba que todas essas informações são individuais. Não são médias, não são “principais”, ou “típicas”, são exclusivas de cada cliente.

E quando uma empresa se propõe a tratar seus clientes de forma personalizada, a partir do conhecimento do histórico de relacionamento e dos feedbacks recebidos, ela precisa de uma boa preparação. “Tratar clientes diferentes de forma diferente” parece óbvio, mas envolve dois grandes desafios para qualquer empresa:

1º: Clientes diferentes? Como assim?

Isso significa classificar os clientes em grupos definidos pela própria empresa, de forma adequada ao seu negócio e mercado. Para chegar nisso, é preciso ter a informação necessária muito bem organizada e em seguida definir os critérios de classificação.

Qualquer pessoa na empresa deve saber responder, preferencialmente de cabeça, “Quem são nossos dez melhores clientes?”. Melhor ainda, deve saber porque são esses dez. E isso – claro – tem de estar alinhado com a estratégia e as metas da empresa. Não conheço muitas organizações onde isso acontece. E você?

2º: Tratar de forma diferente

Sabendo quem são os melhores clientes, quais são os mais promissores (com maior potencial) e porque queremos conquistar e mantê-los, começa o segundo desafio – tratá-los de forma diferente.

Isso não significa discriminar ou se relacionar bem com os melhores clientes e mal com os demais. Toda empresa tem que estar comprometida com a qualidade de sua oferta e com a ética de seus negócios.

Tratar diferente significa conhecer o valor e as necessidades de cada cliente (ou grupo de clientes) e oferecer produtos, serviços e atendimento personalizados. O desafio é ajustar a oferta e o próprio custo de cada interação ao valor atual e o valor que se espera no futuro de cada cliente ou grupo. Isso não acontece ‘como mágica’ depois de instalar um software de CRM ou um novo pacote de Marketing Digital.

Como se preparar

As “novidades” tecnológicas levaram muitas empresas a implementar pacotes de software sem antes fazer um bom planejamento. E essas companhias se veem diante de uma enxurrada de informações e sem saber o que fazer com elas.

Portanto, é essencial que a empresa já tenha seus processos muito bem definidos e uma base sólida antes de adotar novas tecnologias. É necessário, também, definir como os resultados serão mensurados, quais problemas as ferramentas de tecnologia precisarão resolver na empresa e quais nem dependem desses recursos.

Definir estratégia, redesenhar processos e fazer um roadmap para o futuro, incluindo a tecnologia, não precisa ser um exercício demorado. O importante é fazer uma boa preparação para a Gestão de Clientes e ter ciclos rápidos de implementação. Ao final de uma jornada bem-sucedida, sempre ouvimos dos nossos clientes: “investir nessa preparação foi a melhor coisa que a gente fez!”

*Por Fernando Pierry — sócio fundador da PRG BRASIL.
Fonte: administradores.com

 

24 set
Apps: onde os negócios realmente acontecem

A mania e os acessos a apps continua a crescer. O fenômeno é mundial. De acordo com o portal App Annie, que monitora esse universo, apenas no último trimestre do ano passado, foram 27 bilhões de downloads, 7% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Ainda segundo o estudo, o gasto com aplicativos cresceu 20%, quebrando recorde e atingindo a cifra de US$ 17 bilhões. O Brasil, assim como os demais países emergentes, ocupa posição de destaque neste cenário – já temos mais downloads na Google Store que os EUA.

E pensar que os apps surgiram recentemente por aqui e que a procura por serviços mobile no Brasil sofreu um boom há cinco anos, alavancado principalmente pelos aplicativos de taxi, entrega de comida, varejo e serviços bancários, cada vez mais populares entre os brasileiros. Apesar disso, foi nos últimos dois anos que os investimentos das marcas em desktop passaram a migrar de forma mais acentuada para o marketing de aplicativos.

A realidade e o potencial do mercado de apps já vem despertando a atenção do mercado publicitário por aqui.  Os aplicativos são o lugar onde os negócios acontecem e os números provam – o mercado de anúncios pagos para atração e retenção de usuários passou a movimentar mais de US$ 3 bilhões por ano no Brasil. O valor chega a US$ 4,8 bilhões em gastos com publicidade em apps na América Latina – ou seja, representamos cerca de 70% desse montante.

Recente estudo feito pela plataforma de mensuração de aplicativos AppsFlyer, revela o amadurecimento dos apps do ponto de vista do marketing. Entre 2016 e 2018, o volume de instalações não orgânicas – aquelas vindas de anúncios ou posts pagos passou de 18% para 37%, enquanto que as orgânicas caíram de 82% para 63%. O que significa dizer que cada vez mais os aplicativos investem em publicidade para atrair ou reter instalações – de 2017 para 2018 houve aumento de 62% em campanhas de retargeting de usuários.

Não se trata apenas de reflexos trazidos pela mudança de comportamento do consumidor, cada vez mais conectado e plugado nas telinhas dos dispositivos móveis. Mas uma percepção dos anunciantes de que visibilidade, apesar de importante, não é suficiente. É preciso performar, converter os anúncios em ROI e KPI’s, gerar negócios – sendo eles na aquisição, mas principalmente e aqui está o maior desafio, na retenção de usuários para seu app.

Segundo recente estudo que fizemos na Applift, o brasileiro tem, em média, 36 apps instalados nos seu smartphone. Desse total, um em cada quatro (25%) nunca foram usados apesar de baixados. E pior, a cada 30 dias um app perde cerca de 90% da base que acabou de criar de usuários e outros 23% abandonam o app logo após a instalação.

Além da maciça presença do público, da audiência crescente e do grande potencial ainda a ser desbravado neste universo, o setor de aplicativos oferece ainda a oportunidade de explorar nichos de mercado mais assertivos, localizando e impactando de forma mais certeira, o target a ser alcançado.

A mania e os acessos a apps continua a crescer. O fenômeno é mundial. De acordo com o portal App Annie, que monitora esse universo, apenas no último trimestre do ano passado, foram 27 bilhões de downloads, 7% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Ainda segundo o estudo, o gasto com aplicativos cresceu 20%, quebrando recorde e atingindo a cifra de US$ 17 bilhões. O Brasil, assim como os demais países emergentes, ocupa posição de destaque neste cenário – já temos mais downloads na Google Store que os EUA.

E pensar que os apps surgiram recentemente por aqui e que a procura por serviços mobile no Brasil sofreu um boom há cinco anos, alavancado principalmente pelos aplicativos de taxi, entrega de comida, varejo e serviços bancários, cada vez mais populares entre os brasileiros. Apesar disso, foi nos últimos dois anos que os investimentos das marcas em desktop passaram a migrar de forma mais acentuada para o marketing de aplicativos.

A realidade e o potencial do mercado de apps já vem despertando a atenção do mercado publicitário por aqui.  Os aplicativos são o lugar onde os negócios acontecem e os números provam – o mercado de anúncios pagos para atração e retenção de usuários passou a movimentar mais de US$ 3 bilhões por ano no Brasil. O valor chega a US$ 4,8 bilhões em gastos com publicidade em apps na América Latina – ou seja, representamos cerca de 70% desse montante.

Recente estudo feito pela plataforma de mensuração de aplicativos AppsFlyer, revela o amadurecimento dos apps do ponto de vista do marketing. Entre 2016 e 2018, o volume de instalações não orgânicas – aquelas vindas de anúncios ou posts pagos passou de 18% para 37%, enquanto que as orgânicas caíram de 82% para 63%. O que significa dizer que cada vez mais os aplicativos investem em publicidade para atrair ou reter instalações – de 2017 para 2018 houve aumento de 62% em campanhas de retargeting de usuários.

Não se trata apenas de reflexos trazidos pela mudança de comportamento do consumidor, cada vez mais conectado e plugado nas telinhas dos dispositivos móveis. Mas uma percepção dos anunciantes de que visibilidade, apesar de importante, não é suficiente. É preciso performar, converter os anúncios em ROI e KPI’s, gerar negócios – sendo eles na aquisição, mas principalmente e aqui está o maior desafio, na retenção de usuários para seu app.

Segundo recente estudo que fizemos na Applift, o brasileiro tem, em média, 36 apps instalados nos seu smartphone. Desse total, um em cada quatro (25%) nunca foram usados apesar de baixados. E pior, a cada 30 dias um app perde cerca de 90% da base que acabou de criar de usuários e outros 23% abandonam o app logo após a instalação.

Além da maciça presença do público, da audiência crescente e do grande potencial ainda a ser desbravado neste universo, o setor de aplicativos oferece ainda a oportunidade de explorar nichos de mercado mais assertivos, localizando e impactando de forma mais certeira, o target a ser alcançado.


*Por Marcus Imaizumi, head de operações da Applift no Brasil e Latam
Fonte: startupi.com

 

20 set
7 atitudes do profissional de alta performance

Diante da era da transformação nas empresas, onde a necessidade de mudanças de cultura comportamental e de estrutura se fazem cada vez mais presentes, é importante que os profissionais estejam atentos às atitudes que garantam excelência no trabalho e que o qualificam de forma positiva.

As empresas precisam cada vez mais de profissionais que colaborem com vantagem competitiva diante de um cenário de maior concorrência e crise, onde somente o profissional de alta performance eleva a chances de apresentar este diferencial. Sendo assim, contam com profissionais que:

1) São proativos – Ter iniciativa é um valor importante para o profissional de alta performance. Ao fazer não só aquilo que lhe é pedido, mas sim, tudo o que precisa ser feito, o profissional demonstra que é capaz de analisar o trabalho como um todo e de pensar de forma estratégica, prevendo os próximos passos e diminuindo riscos;

2) Sabem receber feedbacks – É importante saber ouvir o retorno do seu líder sem pré-julgamentos e entender quais aspectos do seu trabalho são positivos e quais podem ser aprimorados. Trabalhando juntos e avaliando onde a mudança será melhor aproveitada, o trabalho com certeza irá render mais;

3) Busquem a excelência – Profissionais que buscam alta performance realizam as tarefas com zelo, dedicação e disciplina. Esses atributos reunidos são de extrema importância para quem busca ser o melhor naquilo que faz;

4) Aceitem bem as mudanças – Num mundo tão veloz quanto o nosso é preciso estar apto às mudanças e aos novos modos de operação. É normal ao ser humano se sentir desconfortável diante de mudanças muito bruscas, mas, ao entender que são melhorias e que os processos são adaptáveis, a alta performance no trabalho irá despontar;

5) Desenvolvam a inteligência emocional – Nem sempre é possível trabalhar apenas ao lado de pessoas que gostamos ou fazer apenas as tarefas que consideramos agradáveis. Assim como na vida social, no ambiente de trabalho também é preciso saber lidar com as situações adversas, não se deixando influenciar pelo pessimismo e outros sentimentos que não o ajudarão a crescer;

6) Trabalhem bem em equipe – Estar preparado para o diálogo, para ouvir novas ideias ou contrariedades é fundamental no ambiente corporativo. Aliado à inteligência emocional, o trabalho em equipe flui e apresenta resultados satisfatórios para o funcionário e para a empresa;

7) Orientam-se por resultados – Ao lembrar que o foco no ambiente de trabalho é cada vez mais os resultados apresentados – e não o bater cartão em horário estipulado – pensar no que se quer atingir com cada ação é outro atributo importante de quem deseja se destacar nas empresas.

Por Claudia Santos, especialista em gestão estratégica de pessoas.
Fonte: administradores.com

11 set
Entenda os termos mais utilizados no mundo das startups

Muitos termos utilizados no ecossistema das startups fogem do conhecimento da maioria das pessoas. Para facilitar a leitura e a compreensão, apresentamos a seguir  alguns dos termos mais usados no ramo e seus respectivos significados.

Termos mais usados no mundo das startups

Aceleradora – Organização de capital privado que apoia startups com grande potencial de crescimento. Em alguns casos, oferece apoio financeiro, em outros, dá suporte e estrutura para o desenvolvimento do negócio, com mentores e outros profissionais.

Bootstrapping – Esse termo é utilizado para demonstrar que a startup utiliza recursos próprios ou de seus clientes (e não de investidores).

Business Model Canvas – Recurso utilizado por empreendedores para demonstrar em um quadro todos os itens estratégicos do negócio. Lá estão demonstrados os riscos, oportunidades, custos, etc.

Contrato de Vesting – Investimento que garante para quem coloca recursos, a participação nos lucros da empresa e também em suas ações.

Crowdfunding – Financiamento coletivo, realizado via de regra pela internet e por pessoas físicas. O investidor apresenta seu projeto e estabelece um valor e data para alcançar a meta.

Fundo de investimento – Os fundos representam várias pessoas interessadas em investir em novos empreendimentos. Os valores investidos pelos fundos costumam ser de milhões de US$.

Incubadora – As incubadoras são geralmente ligadas às universidades ou órgãos governamentais que apoiam as empresas iniciantes.

Investidor Anjo – O investidor anjo é uma pessoa física que aporta capital em empresas iniciantes em troca de participação no controle da empresa.

MVP – (Minimum Viable Product) – Versão protótipo que serve para testar se o modelo de negócio de uma empresa é viável no mercado.

Pitch – Discurso que a empresa (ou o empreendedor) faz para os investidores, para conseguir investimentos.

Pivotar –  Significa mudar a estratégia e o rumo de uma empresa.

Rodada de investimento – É o momento que o empreendedor consegue apoio financeiro para desenvolver ou expandir seu negócio.

Scale up – Termo utilizado para empresas que crescem ao menos 20% ao ano, durante três anos consecutivos.

Unicórnio – Companhias que se desenvolvem com muita velocidade e alcançam avaliações de US$ 1 bilhão.

Valluation – Processo de estimar o valor de uma empresa no mercado.

Venture Capital (VC) – Essa é o termo utilizado para descrever o capital de investidores de risco. Os ventures capitals costumam apoiar startups já reconhecidas no mercado, e que pretendem expandir suas operações.

Fonte: Dinheirama

04 set
Super lista de livros básicos e avançados de empreendedorismo

Ler é um dos melhores hábitos que os empreendedores têm para conseguir evoluir. Lembre-se que todo livro tem as melhores ideias do autor, ali estão compactados os grandes aprendizados no respectivo tema escritos para lhe ajudar. Os amantes do tema empreendedorismo, ou empreendedores em potencial e até para quem está na jornada fica a grande dúvida: já que existem MUITOS livros, o que eu leio?

Pensando nisso, resolvi fazer uma lista definitiva de livros dividida em duas partes:

Básicos – mais voltados a quem está começando e querendo conhecer mais do assunto;

Avançados – que discutem questões do empreendedorismo com profundidade, mais voltado a quem já está empreendendo.

Em ambas tem uma grande variedade assuntos que envolvem o tema, desde histórias, investimento, estratégias, primeiros passos, técnicas e afins. A lista contém o nome do livro, do autor e uma breve descrição do que você vai encontrar na literatura.

Básicos

Satisfação Garantida – Tony Hiesh: mistura a história de uma dos maiores empreendedores de todos os tempos com dicas de como construí grandes negócio que muitos querem trabalhar e se espelham;

A Revolução das Startups – Bruno Perin: apresentação de como funciona o mundo das Startups e todas as suas possibilidades;

Startup Weekend – Marc Nager: A história de como eles criaram um dos eventos mais diferenciados do mundo das Startups e o que aprenderam disso;

Design Thinking – Tim Brown: apresenta um dos conceitos mais utilizados e inovadores dos últimos tempos pelas Startups;

Startup Lean – Eric Ries: É o mais famoso livro das Startups. Eric é considerado o pai delas e escreveu esta obra que é considerada obrigatória para os amantes do tema;

Business Model Generation – Alexander Osterwalder: É o segundo livro mais famoso das Startups. Apesar de ele falar sobre como construir modelos de negócio e ser o grande percursor do Canvas, também aborda outros pontos do empreendedorismo;

A Startup de 100 dólares – Chris Guillebeau: Esse acredito ser o livro mais divertido de Startups que eu já li. A história é muito interessante sobre como pessoas transformaram hobbies e descobriram negócios no dia-a-dia. O foco aqui são negócios pequenos, que começaram com muito pouco e foram crescendo, alguns preferiram se manter pequenos. Uma leitura divertidíssima e valiosa;

Empreendedorismo – Marcelo Nakagawa: Um dos melhores livros que já li para quem está começando um negócio e não entende nada de empreendedorismo. Ele é o melhor manual para aquela pessoa que está curiosa sobre o tema ou realmente quer começar uma empresa e precisa de uma boa base de conhecimento;

Se eu soubesse aos 20 – Tina Seeling: Uma professora contando sobre suas experiências ao ensinar empreendedorismo e o que aprendeu no contato com tantas pessoas empreendedoras. É bastante agradável de ler e passa lições valiosas. (altamente indicado para professores);

Nas asas de um sonho – Elias Awad: Aquela história inspiradora de empreendedorismo de um brasileiro que alcançou coisas incríveis. É motivador para qualquer um que busque seguir este caminho de empreender;

Em frente – Howard Schultz: A história de recuperação da Starbucks na íntegra, uma narrativa muito interessante do ponto de vista de liderança e intraempreendedorismo. Prepare-se para tomar uns mil cafés enquanto lê este livro, rs;

Sem Dinheiro – Bruno Perin: É um livro de empreendedorismo puro, curto e rápido de ler com foco em dicas de como você consegue criar um negócio com muito pouco dinheiro;

Um passarinho me contou – Biz Stone: a história de como foi criado o twitter a importância da criatividade e inovação na criação de novos negócios;

Comece algo que faça a diferença – Blake Mycoskie: Uma história muito inspiradora do criador da Toms que utilizou o conceito one-to-one, cada alpargata comprada ele doaria uma para uma criança carente. É gostoso para pensar mais nos motivos de empreender;

Os 15 maiores erros de novos empreendedores – João Cristofolini e Bruno Perin: neste livro digital é apresentado os principais pontos que normalmente as pessoas que estão começando a empreender erram, ele é construído através da prática dos autores com vários exemplos;

A Economia dos Desajustados – Alexa Clay: contando lições de piratas da Somalia, a outros improváveis exemplos, o livro é cheio de lições relevantes empreendedoras em aspectos inesperados;

Sim a desordem – Frank Barret: conta lições boas de gestão para empreendedores através da comparação com o Jazz;

Lições de um empreendedor rebelde – Yvon Chouinard: sobre a famosa história da empresa Patagonia e um empreendedor com causa, preocupado com a questão do meio ambiente quando a maioria ainda nem pensava no assunto;

Por trás do Alibaba – Porter Erisman: conta os bastidores vividos de dentro de uma dos principais integrantes do sucesso do Alibaba, uma história rica em lições e muito envolvente.

Avançados

O Jogo das Startups – William Draper: conta bastante de como começou esse movimento todo de Startups e as relações com os investidores;

Deconding Sillicon Valey – Michelle Messina: mostra como é o estilo de pensamento das pessoas no Vale do Silicio com várias dicas para empreendedores(as);

Estratégia boa, estratégia ruim – Ricahrd Rumelt: Esse é o melhor livro de estratégia que existe, o conceito dele é ótimo e também bastante revelador. Vai revolucionar um pouco a mente das pessoas que leem já entendem um pouco do tema;

O Manual das Startups – Steve Blank e Bob Dorf: Também um dos maiores nomes sobre o tema, são cruciais as dicas sobre as falhas e acertos de um grande número de Startups. É o livro mais completo do tema, porém muito denso;

O lado difícil das situações difíceis – Ben Horowitz: apresenta as piores situações que os empreendedores precisam lidar, muito voltado para negócios que estão bem avançados;

Lições de 1 bilhão – Paul B. Carroll: conta cases de grandes negócios que falharam e as maiores lições que eles deixaram para empreendedores;

Transformative Entrepreneurs – Jeffrey A. Harris: revela os principais pensamentos de empreendedores que causaram grandes transformações no mundo;

The Founders Dilemmas – Noam T. Wasserman: o livro mais completo sobre os principais dilemas que um empreendedor vai passar na sua jornada e as melhores considerações para saber lidar com isso;

Criatividade S.A – Edwin Catmull: as histórias de bastidores da Pixar com lições valiosíssimas de gestão e incentivo a inovação;

A mentalidade do fundador – Chris Zook: apresenta boas dicas de empreendedorismo através do ponto de vista de investidores;

Sprint – Jake Knapp: técnica aplicada para auxiliar empreendedores a tirarem suas ideias da mente e conseguirem crescimento mais rápido;

Organizações Exponenciais – Salim Ismail: é um grande livro que mostra lições das Startups que crescem com mais velocidade e entenderam esse novo jeito de pensar negócios;

Oportunidades Exponenciais – Peter Diamandis: apresenta diversas oportunidades latentes nesse novo contexto e também as novas ferramentas que existem para empreender;

Receita Previsível – Aaron Ross: dedicado ao novo jeito de pensar vendas neste momento, muito necessário para empreendedores pensarem nas equipes comerciais.

Por Bruno Perin.
Fonte: Startupi

27 ago
8 características que devem ser priorizadas pelos bons gestores

Não existe uma fórmula pronta para se tornar um bom gestor, cada situação pede características diferentes e próprias do negócio que dificilmente poderão ser utilizadas em outros ramos. Mas, existem dois pontos imprescindíveis para uma gestão adequada: paixão por aquilo que se faz e capacidade de resiliência.

Ter paixão pelo negócio é imprescindível para vencer as barreiras diárias e principalmente para motivar a equipe. Uma pessoa que não acredita e não defende o projeto no qual faz parte não consegue enfrentar todas as barreiras, o que reflete diretamente na produtividade.

Outro ponto importante, a resiliência, é a capacidade de se adaptar a diversas situações mesmo que adversas. Em cada situação e até mesmo nas mudanças de equipe, deverá ocorrer adaptação na postura do profissional, de forma que não haja prejuízo nos processos de trabalho.

São oito as características que devem ser priorizadas pelos bons gestores:

Capacidade de mediar e resolver conflitos – é saber ouvir e mediar os conflitos logo que surgem, mas não se deve tomar partido e buscar que as respostas para os conflitos ocorram naturalmente, trazendo ganhos para corporação. Tenha uma postura racional evitando reações que prejudiquem o clima. Discussões ríspidas e muito emocionais devem ser controladas.

Iniciativa e pró-atividade – Em qualquer empresa, ter iniciativa e pró-atividade proporciona destaque, mostra o quanto você é engajado e quer crescer. O gestor, por sua vez, não se preocupará apenas com os demais funcionários, mas com todos os concorrentes que existem no setor de atuação. Agir é imprescindível para fazer os resultados aparecerem;

Autoconfiança – O profissional que quer tomar a frente de uma equipe precisa confiar em si mesmo para tomar decisões, arriscar e buscar novas formas de solucionar um problema que envolve vários setores.

Capacidade de reter talentos – Mais do que se esforçar para manter talentos na sua empresa, é imprescindível cativá-los e dar aos mesmos ambições e segurança para que eles queiram continuar no projeto e, principalmente, almejem crescer, para isso incentive a aprender e estar perto do núcleo de decisões do negócio.

Saber delegar o operacional – Um gestor tem como função gerenciar as ações, e se ficar se dedicando às questões operacionais perderá tempo e principalmente não estará preparado para sua real função. Delegue tarefas operacionais.

Conexões e Criatividade – O gestor deve estar atento às inovações e mudanças do mundo, e saber aplicar essas inovações ao cotidiano da empresa e ao seu campo de atuação levando a um retorno imediato.

Controle – O gestor não pode esquecer que ele está no comando, e que é possível e aceitável delegar as funções, mas não é adequado entregar todo o processo nas mãos da equipe, por mais competente e confiável que ela seja. Portanto, esteja na frente, crie métodos que possibilite a visibilidade de todos os projetos em andamento, com o bom e velho relatório.

Aprendizagem Contínua – O bom profissional busca se capacitar, mas se não possuir algumas das características citadas, aprenda e se especialize para então desenvolvê-las e aprimorá-las com o conhecimento adquirido.

Por Ricardo M. Barbosa, diretor executivo da Innovia Training & Consulting.
Fonte: CIO from IDG

21 ago
Tecnologia dita novo tipo de seleção natural entre as empresas

O que você suspeita é fato: as maiores companhias de cada setor se distanciam cada vez mais de seus rivais e ficam com a maior parte de receitas, lucros e avanços de produtividade.

Economistas já deram muitas explicações para esse cenário. Pode ser resultado da opção dos executivos de alta qualidade, que migram para essas empresas; da automação, que gera um desequilíbrio na produtividade; da mania de fusões e aquisições; ou da falta regulamentação antitruste.

No entanto, novos dados sugerem que o segredo do sucesso das Amazons, Googles e Facebooks da vida —para não mencionar empresas como o Walmart, CVS e UPS, que as precederam— está no quanto investem na própria tecnologia.

Há diferentes formas de gastar com tecnologia da informação. Durante as primeiras décadas da revolução dos computadores pessoais, a maioria das empresas comprava hardware e software genérico. Depois, com o advento da nuvem, passaram a recorrer a serviços fornecidos por empresas como Amazon, Google e Microsoft.

O investimento em tecnologia da informação que resulta na contratação de desenvolvedores e na criação de softwares exclusivamente usados por uma empresa é uma vantagem competitiva crucial.

Isso é diferente da maneira usual pela qual compreendemos pesquisa e desenvolvimento, porque o software de que estamos falando é usado somente pela empresa que o cria —não é parte dos produtos desenvolvidos para os seus clientes.

Os grandes vencedores atuais apostaram tudo nisso, diz James Bessen, economista que leciona na escola de direito da Universidade de Boston.

Companhias de tecnologia como Google, Amazon, Facebook e Apple —além de outros gigantes como a General Motors e a Nissan, no campo automobilístico, e a Pfizer e a Roche, no setor farmacêutico— criaram software e até hardware próprios, inventando e aperfeiçoando seus processos, em vez de alinharem seus modelos de negócios à ideia de algum desenvolvedor externo.

O resultado é a economia de hoje, e o problema da economia de hoje é a desigualdade de renda entre empresas, semelhante à existente entre pessoas: alguns poucos monopolizam os ganhos, enquanto muitos ficam cada vez mais para trás.

Será que um dia chegaremos ao momento em que as maiores empresas serão não só dominantes como onipotentes?

Determinar de que maneira as empresas investem, medindo o que Bessen define como “intensidade de tecnologia da informação”, é relevante não só nos Estados Unidos mas em outros 25 países, diz Sara Calligaris, economista da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Ao comparar as empresas de melhor desempenho em cada setor e seus concorrentes menores, existe uma disparidade no crescimento da produtividade que não para de aumentar.

O resultado é, se não uma economia em que o “ganhador leva tudo”, ao menos uma economia em que “o ganhador leva a maior parte”.

Para Bessen, a disparidade na produtividade se correlaciona ao avanço nos gastos com tecnologia da informação exclusiva. Em 1985, as empresas dedicavam cerca de 7% de seu investimento líquido (que inclui software, novas edificações, pesquisa e desenvolvimento) à tecnologia da informação exclusiva, de acordo com o Serviço de Análise Econômica do governo americano.

Em 2016, cerca de 24% do investimento líquido das empresas americanas foi dedicado a isso, o que significa quase US$ 250 bilhões em um ano, e quase se equipara aos desembolsos em pesquisa e desenvolvimento e bens de capital.

Esse cenário também tem implicações nos salários. A alta na disparidade salarial de 1978 em diante pode ser atribuída quase inteiramente aos avanços registrados nas empresas mais produtivas, porque os salários nas menos produtivas se mantiveram estáveis.

Quando novas tecnologias eram desenvolvidas no passado se difundiam para outras empresas com rapidez suficiente para que a produtividade crescesse em setores inteiros. Samuel Slater, o “pai da revolução industrial dos Estados Unidos”, conseguiu, quase sem ajuda, levar a tecnologia dos teares mecânicos ingleses para seu país ao trabalhar como aprendiz em uma tecelagem inglesa.

Há 20 anos, empresas podiam adotar o Microsoft Office ou o software da Adobe para editoração e, imediatamente, desordenar o mercado diante de companhias maiores que demoraram mais a se adaptar às novas tecnologias.

O que vemos hoje é “a desaceleração daquilo que chamamos de ‘máquina da difusão’”, disse Calligaris. Uma explicação é que as coisas se tornaram complicadas demais. Dependemos de muito mais tecnologia, e essa tecnologia está ligada aos engenheiros, trabalhadores, sistemas e modelos de negócios construídos em torno dela, diz Bessen.

Enquanto no passado teria sido possível licenciar, roubar ou copiar a tecnologia alheia, hoje em dia a tecnologia não pode ser separada dos sistemas dos quais é parte.

Pense no sistema de inteligência artificial do Facebook, desenvolvido dentro da empresa, com muito investimento, para acionar sua rede social, mas depois transferido com relativa facilidade ao Instagram. O Instagram poderia ter desenvolvido algo equivalente por sua conta? O Snap e o Twitter podem tentar copiar alguns aspectos do processo, mas não têm capacidade suficiente para cloná-lo.

E quanto à Amazon?

Sim, você pode criar um negócio usando os serviços de computação em nuvem da marca e usar a plataforma logística da empresa para vendas no site dela. Mas o programa que a Amazon desenvolveu para possibilitar a Amazon Web Services, serviço de computação em nuvem, e seu mercado de varejo não está disponível para outras empresas.

O Walmart construiu um sofisticado sistema logístico em torno de leitores de códigos de barras, que permitiu à empresa superar os rivais menores no varejo. A companhia jamais vendeu essa tecnologia a qualquer concorrente.

Porém, não basta gastar dinheiro com tecnologia. “No varejo, a Sears era a maior cliente da IBM, nos anos 1980”, diz Bessen. “A empresa investia bastante em tecnologia da informação, mas se provou incapaz de concorrer com o Walmart e seus sistemas.”

Parte do problema com a abordagem da Sears talvez estivesse em que ela optou por recorrer a uma empresa externa de tecnologia para fazer o trabalho, em lugar de cuidar disso —e construir sozinha a infraestrutura de talentos, sistemas e conhecimento institucional necessários.

Bessen diz não acreditar que a atual vantagem dos gigantes se deva à diferenças na regulamentação, porque as maiores empresas estão se tornando mais produtivas em muitos países —tanto nos EUA quanto na Europa.

Não está claro por quanto tempo o fenômeno estimulará o crescimento desigual. Mas, à medida que os gigantes da tecnologia caminham rumo a um monopólio, vale a pena questionar se a moderna tecnologia da informação criou uma espécie de lei natural, que determina que estamos destinados a adquirir todos os nossos produtos e serviços de apenas um punhado de ultragigantes.

The Wall Street Journal, traduzido do inglês por Paulo Migliacci

Fonte: Folha de São Paulo.

14 ago
As 10 séries favoritas dos empreendedores

Intrigas, mistério, truques e empreendedorismo. O mercado de séries está repleto de exemplos que podem inspirar os donos de empresas. Para descobrir os títulos preferidos dos empreendedores, uma pesquisa ouviu mais de 90 empresários e chegou às 10 séries mais vistas. Eles contam, ainda, por que você também deveria assistir. Confira abaixo:

1- O Sócio

A cada episódio, o investidor americano Marcus Lemonis ajuda pequenas empresas a superarem suas fraquezas e conseguirem recuperar negócios à beira da falência. O apresentador investe pessoalmente nas empresas e já aplicou mais de US$ 7 milhões. Depois de comprar uma participação, ele faz uma revolução para tirar o projeto do buraco.

Por que você deveria assistir?

“A visão de empreendedor é expandida para novos horizontes a cada episódio. Deixando o telespectador ansioso para ver os resultados das ações que foram implantadas nas empresas e de ver novas empresas com dificuldades serem “salvas” pelo programa.” – Jonas Máximo, 31 anos, fundador da Max Sushi.

“A série nos coloca em choque com a realidade que muitos empreendedores de pequeno e médio porte enfrentam ao misturar as finanças pessoais com jurídicas. Além disso, mostra o choque de gestão que um sócio profissional pode impor a uma empresa pequena: conseguimos enxergar como alguém de fora pode imaginar ajustes e simplificações de processo que culminam em grandes ganhos de escala e lucro para a empresa.”  – Luiz Francisco Salles, 35 anos, sócio da ShoeShop.

“A série é uma inspiração para aqueles que desejam sempre melhorar seu negócio. Ela apresenta diversos meios para salvar um negócio diferente a cada episódio e, por isso, traz respostas para nós, empreendedores, com novas ideias, e serve como uma lição para quem atua neste ramo e enfrenta desafios diariamente.” – Victor Jacques, 36 anos, fundador da ToyShow Colecionáveis.

2 – House of Cards

A saga de um político americano ao posto de homem mais poderoso do mundo é a trama de House of Cards. A série é exibida pelo Netflix e já ganhou vários prêmios. No elenco, Kevin Spacey, Robin Wright e Kate Mara.

Por que você deveria assistir?

“Apesar de mostrar ambição excessiva pelo poder, mostra a importância de articulações, parcerias, network e estratégia.” – Luis Lourenço, 24 anos, sócio da Plug CRM.

“Indicaria esta série a outros empreendedores por mostrar o jogo de poder e influência em alto nível, além de demonstrar a importância de dominar técnicas avançadas de negociação.” – Guilherme Reitz, 30 anos, da Axado.

3 – Suits

As jogadas e negociatas que acontecem em um escritório de advocacia são o mote desta série. Os personagens mostram como poder e inteligência são usados para conseguir o que se quer.

Por que você deveria assistir?

“Suits aborda, em muitos momentos, a importância de quebrar as regras sem desrespeitar a lei. Todo caso de sucesso tem por trás uma pessoa que enxerga possibilidade onde todos veem obstáculos. Mesmo em cenários áridos e nas crises, as possibilidades são infinitas.” – Roney Giah, 41 anos, sócio da Doiddo Filmes.

“É um verdadeiro MBA em negociação. Harvey Specter é um bem-sucedido sócio de um escritório de advocacia em Nova York e conduz suas negociações com um brilhantismo único. Ele mostra que autoconfiança e ter pessoas brilhantes ao lado são fundamentais para o sucesso”, Rodrigo Paolucci, 29 anos, da SambaAds.

4 – Shark Tank

A série americana mostra empreendedores tentando convencer um grupo de investidores a comprarem sua ideia. Os casos são reais e mostram como o pitch rápido e preciso é importante.

Por que você deveria assistir?

“No universo empreendedor tão importante quanto ter uma ótima ideia e uma excelente execução é saber vendê-la em poucos instantes. É isso que ensina o programa Shark Tank.” – Bruno Sanovicz, 24 anos, da Kidint.

“É uma escola para entender a cabeça dos investidores. Os episódios mostram como investidores de sucesso avaliam os empreendedores, quais os critérios que valorizam e o porque fariam ou não o investimento.” – Thiago Burgers, 35 anos, fundador da PIC-ME.

5 – Breaking Bad

Um professor de química descobre uma doença e resolve transformar sua vida. Ele usa seus conhecimentos em química para produzir a melhor droga da região.

Por que você deveria assistir?

“Por mais que trate de um tema polêmico, a série aborda alguns desafios frequentes para empreendedores, como gestão de qualidade, concorrência, escalabilidade, cadeia produtiva e segredo industrial.” – Gean Chu, 26 anos, fundador da Los Paleteros

“Ele se mostra ser capaz de fabricar o melhor produto do mercado, porém, é péssimo em empreender. A maior parte de suas tentativas são frustradas por não saber comercializar adequadamente o produto. Moral da série: Não adianta ter o melhor produto, se não souber vender.” – Marcelo Salomão Guimarães, 37 anos, da Gigatron Franchising

6 – Mad Men

A série se passa nos anos 1960 e retrata o dia a dia de uma agência de publicidade. A vida pessoal e profissional de Don Draper acompanha as mudanças no mercado e na vida dos americanos no período.

Por que você deveria assistir?

“É legal para ver como as marcas conversam com os consumidores, como são criadas campanhas de marketing, como conquistar clientes, a importância de relacionamentos e a politicagem que existe no mundo dos negócios.” – Guilherme Campos, 31 anos, fundador da Dr. Jones.

7 – The Office

É uma comédia que mostra o dia a dia de uma equipe dentro do escritório. As situações, muitas vezes bizarras, são paródias do que muitos funcionários enfrentam na vida real em suas empresas.

Por que você deveria assistir?

“A série The Office mostra o que “não” se deve fazer na rotina de uma empresa. Apesar de parecerem absurdas ou impossíveis, as situações cômicas mostradas ocorrem com muito mais frequência do que imaginamos. O ponto alto da série é como o exemplo de uma liderança confiável e comprometida pode reunir pessoas tão diferentes em uma única direção.” – Rodrigo Vanzan, 35 anos, da 4Buzz.

8 – Silicon Valley

A série americana conta a história de seis programadores que tentam construir uma carreira de sucesso no maior polo de empreendedorismo e startups do mundo, o Vale do Silício, na Califórnia.

Por que você deveria assistir?

“O seriado conta a história de uma startup que nasce, consegue funding e começa a escalar. O empreendedor pode aprender bastante sobre os processos de buscar investimento e de gestão com o seriado.” – Tallis Gomes, 28 anos, fundador do Easy Taxi, eGenius e Singu.

9 – Gigantes da Indústria

A série mostra como grandes inventores e empreendedores construíram as maiores indústrias do mundo. Entre os exemplos estão John D. Rockefeller, Andrew Carnegie, J.P. Morgan e Henry Ford.

Por que você deveria assistir?

“Apresenta empreendedores audaciosos e inovadores que, em busca do sonho americano, correram riscos imensuráveis e aproveitam as oportunidades com visão, inovação e engenhosidade. Na essência, o empreendedor é a pessoa que tem capacidade de idealizar e realizar coisas novas.” – Leila Oda, 54 anos, da Terra Madre – Orgânicos e Saudáveis.

“A série trata do período mais inventivo da indústria moderna, com lendários empreendedores como Ford, Rockefeller e Morgan, que não somente criaram algumas das empresas mais valiosas do mundo moderno como inovaram em processos e formatos de desenvolvimento, produção e vendas de seus produtos e serviços.” – Fabio Neves, 34 anos, do iPed.

10 – Game of Thrones

Planejamento, metas, desafios, complicações e intrigas políticas são alguns dos principais alicerces de “Game of Thrones”, série criada com base na adaptação dos livros de George R. R. Martin.

Por que você deveria assistir?

“Um ponto muito evidente na série que podemos levar para os negócios é que conhecimento e networking são fortes armas. Seja muito bem informado e, quando possível, esteja à frente da concorrência.” – Gabriel Marquez, 26 anos, da Conube.

“É totalmente imprevisível, mostra diferentes tipos de poder e o cenário muda de uma hora para a outra, como no empreendedorismo.” – Amanda de Almeida Cassou, 24 anos, fundador do Gallerist.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

09 ago
De pai para filho: empreendedorismo é coisa de família?

Uma das tarefas dos pais, talvez a principal delas, é ensinar aos filhos como sobreviver. E, para isso, a maioria acaba servindo de modelo, afinal, é pelo exemplo que se forma uma pessoa. Não é à toa que muitos filhos vão além e seguem as profissões dos pais. Mas e quando o pai é um empreendedor?

Esse é o caso do empresário Aldo Zerbinatti Neto e de seus irmãos, Luís Fontes Neto e Osnir Zerbinatti Júnior. Os três trabalham na Osnir Hamburger, lanchonete fundada pelo pai, Osnir Zerbinatti, há 49 anos na zona sul de São Paulo.

Como o negócio é anterior ao próprio nascimento (Aldo é de 1972 e a lanchonete de 1969), ele conta que passou a infância vendo o pai trabalhar. “Eu ficava vendo ele prensar hamburguer e aquilo me deixava alucinado, pois entrava uma bolinha de carne, ele a apertava e virava um hamburguer. Era algo mágico”, relembra.

Aos poucos a participação de Aldo na Osnir Hamburger foi crescendo. Ciente de que um dos filhos poderia assumir o negócio, o pai passou a instruí-lo em todos os afazeres do estabelecimento. Isso porque, de acordo com Osnir, “se um dia você mandar na lanchonete, nenhum funcionário poderá rir da sua cara”.

“Então, aos 14 anos, ele me ensinou a fazer o sorvete e o hamburguer, a trabalhar na chapa, atender no caixa, lavar copos… até passar pano no chão eu aprendi. Fiz um treinamento com o meu pai e foi muito bom”, conta Aldo, revelando não ter certeza se iria ficar no negócio da família.

“Eu não sabia o que queria da minha vida. Era aquele cara de 18 anos que pensava em fazer direito ou administração, pois não gostava muito de exatas”, admite. A mudança ocorreu em 1990, quando a caminho da faculdade ouviu o pai dizer que, por conta da falta de dois funcionários do turno da noite, iria dobrar o expediente.

“Aquilo mexeu tanto comigo que larguei tudo e a partir dali comecei a tocar a lanchonete no dia a dia. O sangue falou mais alto. Tanto que estou aqui há 28 anos”, celebra o empresário, que é responsável pelas compras e vendas do negócio enquanto os irmãos cuidam das tarefas de escritório e atendimento ao público.

Mas não foi simples entrar para Osnir Hamburger. Ciente de que estaria convivendo na esfera profissional com o pai, Aldo decidiu estabelecer limites. Por exemplo, no trabalho ele chama o pai de seu Osnir. E, apesar de sócios, reconhece a existência de uma hierarquia, onde ele é empregado e o pai, patrão.

O respeito também foi conquistado no cotidiano. Entendendo o negócio pro dentro, ele e os irmãos passaram a dar ideias para o crescimento da lanchonete, que salto de 30 para 150 lugares e se tornou um dos pontos mais tradicionais da zona sul da capital paulista.

Mas depois de tanto tempo, como Aldo enxerga o lado empreendedor do pai?

“Meu pai é bem descontraído. Ele é a cara da lanchonete. Está com 82 anos e trabalha aqui todos os dias. Seu Osnir é o primeiro a chegar, pois gosta de ver o horário em que cada um chega. E ele fica até umas 18h em pé – ele não senta!”, diz o filho orgulhoso, salientando que até hoje o pai chama os clientes pelo nome.

“Muitos pedem para tirar fotos com ele. Obviamente que a lanchonete é um negócio, mas para o meu pai, hoje em dia, ela também é um lazer. É uma paixão – não só dele, como nossa também”. Prova de que empreendedorismo pode ser mais ensinado.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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