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16 abr
10 dicas essenciais de gestão empresarial

No momento atual, em que ainda buscamos nos recuperar de uma das piores crises financeiras da história do país, proprietários de empresas de todos os portes precisam estar atentos à gestão empresarial. Os pequenos e médios empresários requerem uma atenção ainda maior, uma vez que decisões equivocadas podem significar a paralisação de um negócio promissor.

Este post tem o objetivo listar algumas dicas que são essenciais para a gestão empresarial e para a manutenção de seu estabelecimento. Se você é um pequeno ou médio empreendedor, este post é indicado para você. Confira!

 

A gestão empresarial em pequenas empresas

Administrar uma pequena empresa no Brasil nunca foi tarefa fácil. A complexidade fiscal, as dificuldades iniciais para a constituição de uma empresa e a altíssima carga tributária sempre foram empecilhos para os novos empreendedores.

Atualmente, devido à turbulência que estamos vivenciando, esse trabalho ficou ainda mais complicado. Além dessas dificuldades, ainda temos que nos adaptar a uma economia fragilizada.

Mas é preciso enfrentar as adversidades e perceber que crise também é um momento de oportunidades. Sendo assim, mostraremos 10 dicas essenciais de gestão empresarial:

1. Mapeie seu negócio

O primeiro ponto que deve ser avaliado profundamente pelo gestor é o mapeamento de seu negócio — qual o modelo que você quer implantar e como vai fazer para conseguir alavancar a sua ideia.

Reflita sobre seus eventuais concorrentes e analise seus fornecedores. Essa preocupação deverá ser constante, uma vez que o mercado possui um dinamismo muito intenso.

Garanta um plano de negócios bem formulado, com planejamento de ações e métricas claras. Pense em ações diárias, semanais e mensais — o foco é essencial nesse momento de múltiplas ideias.

2. Avalie seus clientes, o mercado e sua localização

Ajudando a mapear o seu negócio, avalie seus potenciais clientes e o mercado do qual você fará parte. Veja quais serão seus concorrentes e como eles têm trabalhado. Tente mensurar a quantidade e qualidade de seus clientes, observando se o modelo de negócio que você está pensando está de acordo com o local onde pensa em se estabelecer.

Estude com profundidade a sua localização. Nas grandes cidades é fundamental que se tenha um local de estacionamento para receber seus consumidores.

Faça um levantamento sobre as tendências de consumo nos arredores do estabelecimento. Atualmente, os modismos têm tido vida curta e tendências rapidamente se tornam ultrapassadas. Por isso, análises de longo prazo são essenciais nesse momento.

3. Monte uma boa equipe

A montagem de uma boa equipe também é uma dica essencial para a boa gestão empresarial. Mesmo havendo a necessidade de poucos auxiliares, procure pessoas que você tenha afinidade.

Dependendo do porte de seu negócio, familiares podem ser contratados, mas devem entender que no ambiente de trabalho as relações familiares não devem interferir. O que deve prevalecer é a qualificação da pessoa e como ela está desempenhando a função que lhe foi direcionada.

Tenha sempre uma postura de liderança. Aja com assertividade e justiça. Não aceite falhas de conduta e sempre dê exemplos motivacionais e inspiradores. Procure manter um bom clima organizacional mesmo nos momentos de maiores dificuldades.

4. Seja um bom gestor

Administre bem a sua empresa, independentemente de seu porte, tentando manter todas as suas obrigações em dia.

Relacione-se com seus colaboradores da melhor forma possível. Tenha um envolvimento cordial e próximo com eles. Dê autonomia, mas acompanhe de perto as atividades de cada membro da equipe.

Elogie em público o bom desempenho individual e, havendo a necessidade de uma crítica ou advertência, faça-a reservadamenteTransmita segurança e autoridade para todos, sem que haja qualquer tipo de intimidação. A relação líder-liderado deve ser a mais tranquila e transparente possível.

5. Controle sua vida financeira

Mantenha um controle rigoroso sobre a sua vida financeira. Não misture a sua vida financeira pessoal com a sua vida financeira empresarial. Separe-as e mantenha-as independentes.

Siga sempre as orientações dos consultores financeiros, evitando entrar no cheque especial e exceder no cartão de crédito. Isto é importante para a sua empresa e também para você, como pessoa física.

Tenha controle dos gastos e somente faça investimentos dentro da sua capacidade de pagamento. Fuja dos juros bancários e das instituições financeiras.

6. Avalie constantemente seus produtos

Seus produtos e serviços precisam ser constantemente avaliados. Seus clientes têm mantido a regularidade de compras? Há questionamentos sobre a qualidade ou sobre a modernidade de suas mercadorias?

Faça uma pesquisa. Utilize as conversas informais com seus consumidores para medir o grau de satisfação dos mesmos. Use as redes sociais para criar um relacionamento mais informal e contínuo.

Compare seus itens de comercialização com os de seus concorrentes. Faça prospecções na região onde você está estabelecido. Fidelizar os seus clientes é um passo importantíssimo para fazer sua empresa crescer.

7. Tenha uma boa comunicação

Tanto internamente quanto externamente, tenha uma comunicação direta, clara e abrangente. Dentro da empresa, faça reuniões de avaliação e de definição de metas. Estabeleça prioridade de ações e de procedimentos. Seja eficiente na divulgação e acompanhe sempre que possível o desempenho de seus colaboradores.

Externamente, faça um marketing dentro de suas possibilidades. Normalmente, as pessoas imaginam marketing como sendo uma atividade para grandes empresas. Na verdade, qualquer divulgação é uma ação de marketing e serve para difundir sua empresa e seus produtos e serviços.

Uma prática simples e que traz um bom retorno para os pequenos negócios é o boca a boca. Estimular essa prática entre os seus clientes é uma ótima medida. Utilizar outros canais como prospectos, faixas e mensagens em redes sociais ou em aplicativos de relacionamento também ajudam.

 

8. Seja um hábil negociador

Desenvolva e aprimore a habilidade de negociar. Isso vale para as negociações com clientes, fornecedores e colaboradores.

Tenha sempre em mente que todos precisam estar satisfeitos com os acordos. Se um estiver se sentindo prejudicado, mais cedo ou mais tarde o relacionamento irá se deteriorar.

Aprenda técnicas de condução de reunião ou de discussão. Procure entidades ou classes voltadas para a atividade comercial que você está conduzindo. Há consultores que podem auxiliá-lo na melhoria do seu perfil negociador.

9. Tenha a tecnologia da informação como parceira

Utilize a tecnologia da informação como aliada em suas atividades. Hoje em dia, as pessoas têm preferido não usar dinheiro em espécie. Instale máquinas para pagamento com cartões de crédito e débito em sua empresa. Facilite a forma de pagamento para seus clientes.

Divulgue seu negócio nas redes sociais e lembre-se de manter as suas informações sempre atualizadas. Cadastre os endereços eletrônicos de seus clientes, registre o número de seus celulares e envie promoções/informações via SMS e WhatsApp. sempre com critério para não se tornar invasivo. Os smartphones estão nas mãos da maioria das pessoas, saiba desfrutar dessa oportunidade!

Tenha um cadastro de seus principais clientes. Tente pegar as datas importantes como nascimento e casamento, envie uma mensagem específica nestes dias. Fique próximo dos seus consumidores, mesmo que virtualmente. Isto agrega no seu relacionamento com eles.

10. Seja inovador

Como dito em outro tópico, os modismos estão cada vez mais intensos e com uma vida útil mais curta. Avalie as tendências do mercado. Antecipe, dentro do possível, e lance produtos e serviços inovadores.

Obviamente isto dependerá do ramo de atividade que você estiver trabalhando. Sempre há o que inovar. Procure sempre reduzir seus custos, uma vez que qualquer redução de preço é absolutamente relevante para os consumidores.

Fique atento aos avanços tecnológicos. A geração milênio que está atuante no momento não adquire quase nada que não esteja sendo comentado nas redes sociais. Fique atento ao Facebook, Twitter e Instagram. Estas ferramentas fazem parte do dia a dia das novas gerações e são potenciais reservatórios de ideias, tendências e objeções.

Publicado por Blog Beblue

29 mar
10 livros para quem quer empreender

Segundo a co-fundadora do Nubank, Cristina Junqueira.

Para se aventurar no mundo do empreendedorismo, você precisa estruturar as ideias e planejar os passos.  Foi o que fez a co-fundadora do Nubank antes de abrir a empresa. Cristina Junqueira indica 10 livros que a ajudaram nesse processo.

1 – Blink – A decisão num piscar de olhos

Por que nem sempre tomamos as melhores decisões? Quando seguir nossa intuição? O autor, Malcolm Gladwell, usa dados e pesquisas científicas para responder a essas perguntas.

 

 

2 – Execução: A disciplina para atingir resultados

Não importa se você comanda uma empresa ou ainda está no início da carreira: existe uma maneira de realizar o melhor trabalho possível. Livro de Larry Bossidy e Ram Charan.

 

 

 

3 – Fora de série -Outliers

Dos Beatles a campeões de matemática: o que pessoas com grandes conquistas têm de diferente? O que podemos aprender com suas histórias? O livro é do autor  Malcolm Gladwell

 

 

 

 

4 – Quem é promovido, quem não é e por quê

Nem sempre dedicação, competência e resultados bastam. O livro fala sobre como lidar com a frustração, encontrar oportunidades e ser bem-sucedido. O autor do livro é Donald Asher.

 

 

 

5 – Os 5 desafios das equipes: Uma história sobre liderança

Todas as equipes sofrem de cinco disfunções e nem sempre conseguem superá-las. O autor, Patrick Lencioni, descreve modelos para ultrapassar esses desafios.

 

 

 

6 – Grandes Decisões Sobre Pessoas

Encontrar talentos, trazê-los e manter essas pessoas engajadas é essencial – e o livro traz conceitos e ferramentas práticas para todas essas etapas. O autor do livro é Cláudio Fernández.

 

 

 

 

7 – Careerealism: The Smart Approach to a Satisfying Career

Por que tantas pessoas são infelizes no trabalho e como fazer dele algo prazeroso? Essa é a principal questão que a autora, O’Donnell, responde ao abordar sucesso profissional.

 

 

 

8 – De que Cor é o seu Pára-Quedas

Best-seller há quase 30 anos, ele traz dicas e lições sobre como se preparar para encontrar um emprego, trocar de cargo e até mesmo mudar de carreira.  O autor do livro é Richard N. Bolles.

 

 

 

9 – Faça acontecer: mulheres, trabalho e a vontade de liderar

Uma executiva do Facebook, Sheryl Sandberg, usa exemplos pessoais e do mercado para encorajar as mulheres a buscarem seus objetivos profissionais.

 

 

 

10 – Como avaliar a sua vida?

O best-seller usa grandes empresas para refletir sobre carreira, relações pessoais e felicidade. Afinal, qual é a medida do sucesso? Um livro de Clayton M. Christensen  e  James Allworth.

19 mar
Indicadores no Day Trade, como utilizar?

Ao utilizar um indicador no gráfico, se pergunte: como ele me ajudará a tomar decisões? Se você não sabe ao certo como aquele indicador pode te ajudar, de nada adianta tê-lo no gráfico

Sempre que vemos a foto de um trader, ele está em frente a muitos monitores, olhando vários gráficos e informações para tomar suas decisões. Hoje, contamos com a ajuda de diversos indicadores, que, a partir de cálculos sobre o preço, volume ou outros dados, conseguem indicar uma possível direção do mercado.

Para isso, o trader deve conhecer o mercado em que atua e as ferramentas de análise disponíveis.

Ter indicadores é muito bom, eu mesma utilizo médias móveis no meu operacional para tomar decisões na hora de comprar ou vender um ativo. Contudo, quando era iniciante, me senti perdida!

A verdade é que existem muitos indicadores. Quando somos iniciantes, não sabemos qual utilizar e acabamos com o gráfico cheio deles, o que acaba nos atrapalhando. Não conseguimos ganhar dinheiro dessa forma.

Ao utilizar um indicador no gráfico, se pergunte: como ele me ajudará a tomar decisões? Se você não sabe ao certo como aquele indicador pode te ajudar, de nada adianta tê-lo no gráfico.

Outro ponto importante é entender como o indicador funciona. Isso não quer dizer que você precisa entender cálculos complexos. Afinal, os indicadores já entregam o resultado pronto. Mas é necessário saber como interpretar os resultados para que eles te ajudem a ter uma decisão assertiva.

Para quem realiza day trade, ter poucos indicadores é o mais recomendado. Em operações rápidas, por exemplo, ter muitos indicadores atrapalha na tomada de decisão – não há tempo de analisar todos rapidamente para fazer nossas operações.

Outro erro muito comum que vejo em traders iniciantes (e que eu já cometi) é utilizar muitos indicadores com o mesmo propósito.

Por exemplo, utilizar o indicador de médias móveis, que é um indicador de tendência, e o HiLo, que também é um indicador de tendência, pode deixar o trader confuso. Por isso, é importante entender qual o indicador é mais indicado para seu operacional.

No entanto, o que nos leva a utilizar muitos indicadores quando somos iniciantes é o fato de não sabermos o que estamos fazendo. Tudo que ouvimos dos outros sobre indicadores nos faz querer colocá-los no gráfico e utilizar.

Queremos ter certeza que vai dar tudo certo. Nosso cérebro quer buscar a certeza e acreditamos que os indicadores vão nos trazer essa certeza. Mas a verdade é que os indicadores também falham. Temos que aprender a assumir os riscos a cada operação realizada.

Com o tempo, passei a entender que menos é mais: o simples funciona! Você não precisa de várias telas, nem de muitos indicadores.

Um day trader precisa de agilidade para executar suas ações, tem que pensar rápido, pois o mercado muda a todo momento, não há tempo para avaliar todos os indicadores. Hoje, utilizo apenas duas médias móveis para o meu operacional.

Existem também estratégias de operações que não utilizam indicadores. Mas, hoje, a maioria dos traders utiliza algum indicador para tornar sua estratégia mais assertiva. Ao utilizar indicadores para day trade em suas operações, os traders conseguem se aproximar dos resultados esperados.

Quando iniciamos, é importante testar todos os indicadores e conhecê-los o máximo possível. Porém, o mais importante é avaliar se os resultados estão acontecendo e se a sua gestão de risco está adequada.

Não existe melhor indicador. Existe aquele que é ideal para seu operacional, que te ajuda a tomar decisões e, na maior parte das operações, te traga lucro.
Os indicadores nos fornecem informações sobre como fluem os preços. Sendo assim, ele só vai te indicar algo depois que o preço já se formou. Logo, os indicadores também podem ser um pouco tardios em relação a um movimento que já aconteceu.

Mesmo assim, indicadores são uma das ferramentas mais utilizadas no day trade ou até mesmo em operações de longo prazo. Existe facilidade em acessar plataformas que ofereçam uma variedade de indicadores.

Deixo aqui uma lista com os três principais indicadores que acho que todo trader deveria conhecer:

1. Médias Móveis

É um indicador de tendência que vai atualizando os preços conforme o mercado vai se movendo durante o dia. É simples e muito utilizado!

2. Bandas de Bollinger

As bandas avaliam se o preço do momento está próximo ou distante do seu desvio-padrão. Como o mercado tende a fazer correções, nos aproveitamos desse comportamento para fazer operações (esse foi o primeiro indicador que utilizei).

3. MACD

Ele analisa as disparidades entre duas médias móveis exponenciais, ou seja, a divergência de preço. Seu uso também facilita a percepção de tendências e, com isso, ampara as decisões de compra e venda.

Publicado por InfoMoney

11 mar
Imposto de Renda 2021: regras são divulgadas pela Receita Federal

A Receita Federal divulgou as principais informações da declaração do Imposto de Renda 2021 — como o piso de rendimentos para declarar, as faixas de renda e alíquotas e o prazo para declaração, entre outras informações relevantes. Veja, a seguir, quais são elas.

Novas regras para o Imposto de Renda 2021

As principais mudanças na declaração do IR 2020 é em relação ao auxílio emergencial. Segundo a Receita Federal, todos os valores recebidos do auxílio emergencial são rendimentos tributáveis e devem ser declarados no Imposto de Renda, na ficha Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica.

Além disso, os beneficiários do auxílio que receberam, no ano, mais de R$ 22.847,76 em rendimentos tributáveis em 2020 terão que devolver o auxílio emergencial ao governo. As informações de como devolver foram disponibilizadas em um novo site.

Este artigo será atualizado com mais novidades divulgadas pela Receita Federal.

Quem precisa declarar o IR em 2021?

Para 2021, a declaração do Imposto de Renda é obrigatória para os brasileiros que tiveram, em 2020, mais de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis — salários, férias, horas extras, pensões, benefícios do INSS, entre outros rendimentos. Quem recebeu menos que isso está isento de declarar o IR.  Em 2020, o piso de rendimentos também era de R$ 28.559,70.

Além disso, também precisa declarar o IR 2021 quem:

  • Obteve receita bruta superior a R$ 142.798,50 com atividade rural;
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superiores a R$ 40.000;
  • Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
  • Teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);

Faixas de renda e alíquotas do IR 2021

As faixas de renda que determinam qual alíquota será aplicada sobre os rendimentos tributáveis para cada pessoa não mudou neste ano.

Veja, a seguir, a nova tabela de faixas de renda:

Base de cálculo Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R$)
Até R$ 22.847,76 Isento R$ 0,00
De R$ 22.847,77 até R$ 33.919,80 7,5% R$ 1.713,58
De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 15% R$ 4.257,57
De R$ 45.012,61 até R$55.976,16 22,5% R$ 7.633,51
Acima de R$ 55.976,16 27,5% R$ 10.432,32

Entenda como a tabela do IRPF funciona e cada informação dela aqui.

Prazo para declaração do IR 2021

Em 2021, a declaração do IRPF deverá ser feita entre 1o de março e 30 de abril de 2021 — como nos anos anteriores, são dois meses para acertar as suas contas com a Receita Federal, entre março e abril.

Vale lembrar que, neste ponto, 2020 foi um ano atípico: por conta da pandemia do Covid-19, o prazo foi estendido até o mês de junho.

Lotes da restituição do Imposto de Renda 2021

Neste ano, o cronograma de restituição do IR foi antecipado, tal como no ano passado — serão cinco lotes pagos entre maio e setembro. Veja o cronograma completo de pagamentos.

No total, serão 5 lotes. Eles são pagos de acordo com a data de entrega da declaração. Ou seja: quanto antes for entregue a declaração, antes é paga a restituição — exceto algumas categorias que têm prioridade legal: contribuintes com 60 anos ou mais, com prioridade especial aos maiores de 80 anos; portadores de deficiência física ou moléstia grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

 

Publicado por Blog Nubank

16 fev
O caso que virou Wall Street do avesso

Se você acompanha o mundo das finanças, talvez tenha se deparado nas últimas duas semanas com o caso da GameStop – uma loja de jogos americana que virou personagem principal em uma espécie de guerra na bolsa de valores americana.

No meio do economiquês e dos termos super técnicos do mercado de ações, muita gente até ouviu falar desse caso, mas não entendeu totalmente o que aconteceu.

A gente explica em português claro a seguir.

 

Era uma vez uma empresa chamada GameStop

Ela era uma loja de videogames muito famosa nos anos 90. Com o avanço do mercado online, no entanto, acabou ficando pra trás. Nos últimos anos, vinha registrando prejuízo e anunciou o fechamento de várias lojas físicas.

Só que, do nada, o preço das suas ações começou a aumentar. E não foi pouco: só em janeiro, foi mais de 1500% de valorização. As ações da GameStop saltaram de cerca de 19 dólares pra quase 400 dólares.

Daí você pode estar pensando: “Ah, essa empresa deve ter feito um anúncio grande, mudou o negócio, fez o mercado ficar otimista”.

A resposta é não. Essa valorização insana da GameStop aconteceu sem que ela tenha feito nenhum movimento específico – ela foi arquitetada por um grupo de investidores dentro de um fórum online que resolveu apostar na direção contrária de alguns fundos bilionários.

O que aconteceu, exatamente?

Para entender essa história, é preciso saber que existem duas principais formas de negociar ativos na Bolsa. Elas se chamam long e short.

  • Operar em long é quando você compra uma ação apostando que ela vai subir. Ou seja, você compra por um preço e pretende vender por um preço mais alto. Outro termo pra isso é “operar comprado”.
  • Operar em short é justamente o contrário: você negocia uma ação apostando que ela vai cair. Isso também é chamado de “operar vendido”.

O primeiro caso é fácil de entender. Mas o segundo é um pouco mais complicado. Afinal, por que alguém negociaria uma ação apostando que ela vai se desvalorizar?

Basicamente, essas ações em short estão sendo alugadas. Um fundo pega ações emprestadas de outros investidores. Esse fundo vende essas ações pelo preço de hoje, já planejando comprar novamente no futuro por mais barato e devolver pro dono original. Os fundos que fazem previsões de que essas ações vão cair e que eles poderão lucrar se operarem elas em short.

E a GameStop nisso tudo? Lembra que ela vinha tendo resultados fracos já há algum tempo? Isso a tornou um dos alvos favoritos dos fundos pra operar em short. De forma simples, alguns fundos tinham ações da GameStop aos montes nessa situação de “aluguel”. Como a empresa andava mal das pernas, a expectativa é que as ações iam cair e os fundos lucrariam.

Nisso entram aqueles investidores que resolveram subverter o sistema. Eles se organizaram dentro de uma comunidade do Reddit, um dos maiores fóruns online do mundo, pra comprar em massa as ações da GameStop.

O que aconteceu foi o efeito clássico da oferta e demanda. Quando muita gente começa a comprar um produto (nesse caso, as ações da GameStop), o preço sobe. E todos aqueles fundos que apostavam na queda passaram a ver sinais de prejuízo – afinal, se as ações se valorizam, eles se tornam obrigados a comprá-las por mais caro do que haviam vendido.

A partir disso, começou uma espécie de bola de neve. Alguns fundos começaram a recomprar as ações antes que elas subissem ainda mais, o caso ganhou atenção da mídia e os papéis da GameStop dispararam. Muitos investidores que tinham alugado suas ações para os fundos pediram elas de volta, obrigando quem estava em posição vendida a recomprar os ativos muito mais caros.

Esse fenômeno todo tem um nome: short squeeze. Esse é o nome que se dá quando uma empresa com muitas ações shorteadas começa a se valorizar. Basicamente, a aposta dos fundos sai pela culatra e eles são obrigados a assumir o prejuízo.

Tem ainda mais um fator pra complicar a história. Pelas regras da bolsa americana, os fundos que estavam operando essas ações em short precisavam ter uma espécie de garantia proporcional ao valor das ações. Como o preço disparou, os fundos foram obrigados a desembolsar mais dinheiro pra essa garantia. Segundo a S3, uma empresa de análises, as perdas chegaram à marca de US$ 20 bilhões.

Quais são as consequências disso tudo?

A resposta mais simples é que ainda é cedo pra dizer. Esse caso fascinou muita gente. Tem algo de romântico na ideia de pessoas comuns que se uniram para apostar contra fundos bilionários.

Só que nem tudo são flores. O fato é que não só os fundos perderam dinheiro: as ações da GameStop caíram depois da alta e, nessa “brincadeira”, ja começaram a surgir relatos nos Estados Unidos de pequenos investidores que perderam muito dinheiro.

Ou seja: antes de achar que é a sua oportunidade de entrar numa dessas e sair milionário, pense muito bem: bolsa de valores é coisa séria e as pessoas ganham, mas também perdem muito dinheiro. Investir com cautela e ir aprendendo com o tempo é muito melhor do que fazer apostas arriscadas.

E agora? Pode ser que os fundos precisem modificar a estratégia que usam no mercado. Pode ser que tudo volte ao normal. Mas o caso da GameStop deve entrar para a história como uma das situações mais inusitadas que a bolsa já viveu.

 

Publicado por: Blog Nubank

06 jan
Inovação: 9 tendências para 2021

#1: Cocriação e Colaboração

A cocriação é a prática de empresas que buscam a inovação por meio do engajamento e da participação de pessoas, através de construções coletivas de soluções.

No mundo atual, a preocupação de entender o público alvo e fornecer soluções adequadas trouxe o cliente para o centro do planejamento, de modo que ele é atuante nos processos de inovação.

Isso faz da cocriação uma forma de encontrar novas soluções por meio da inteligência coletiva, trazendo benefícios para todas as partes envolvidas no processo.

#2: Valorização da empatia

A crise econômica e social da pandemia do Covid-19 provocou uma reflexão na sociedade, já que diversas pessoas adaptaram seu estilo de vida para essa nova realidade.

Por isso, este é o momento em que muitas empresas mostram empatia pelo consumidor. A ideia é que as marcas sejam ativas em proporcionar momentos de felicidade e tenham compromissos sociais com o bem estar dos clientes.

Por exemplo, a vinícola Rosé All Day, na França, realizou uma campanha para presentear um casal com uma lua de mel dos sonhos no ano que vem. Esse tipo de iniciativa traz à tona um maior humanismo e solidariedade das empresas com o próximo.

#3: Experiência do Cliente

A tendência é que as marcas procurem oportunidades para incluir práticas agradáveis aos seus produtos, serviços e campanhas. O objetivo é proporcionar níveis de satisfação mais saudáveis e felizes entre os clientes, proporcionando a aproximação com a empresa.

Por exemplo, a pizzaria Domino’s usou drones para entregar descontos de pizza em apartamentos de São Paulo, trazendo uma experiência criativa para se comunicar com o público durante o isolamento social.

Dessa forma, o encantamento durante a jornada do cliente se tornou um diferencial extremamente competitivo nos dias atuais.

#4: Novos Hábitos de Saúde


O mundo precisou se adaptar rapidamente para conter o coronavírus, sendo assim o isolamento social foi ampliado e as pessoas se preocuparam mais com a saúde mental e física.

Devido à essa mudança, surgiu a importância de alterar velhos hábitos e introduzir práticas cotidianas que proporcionam maior higiene e segurança.

Nesse momento, a população está procurando fortalecer o sistema imunológico através da alimentação saudável, exercícios físicos regulares e práticas de autoconhecimento, como meditação e terapia.

#5: Meio Ambiente e Tecnologia verde

O desenvolvimento sustentável do planeta sempre foi pauta em relevantes discussões, e no mundo do “novo normal”, todos os setores estão atentos às novas transformações que otimizam resultados e garantem  manutenção da natureza.

Muitas empresas estão adaptando sua postura, como a Natura que conquistou grande visibilidade com esse propósito de fornecer produtos sustentáveis ao mercado brasileiro, além de cativar novos clientes que estão cada vez mais engajados na causa de proteção do meio ambiente.

#6: Integração da mídia social com a rede social

As mídias sociais são espaços para a distribuição de conteúdo e divulgação de marcas, enquanto redes sociais são canais de amizade e networking. Embora sejam serviços diferentes, eles estão cada vez se  complementando mais.

As empresas estão atentas a esse movimento, já que, segundo uma pesquisa realizada pela consultoria americana ComScore, os brasileiros gastam cerca de 1 hora e 22 minutos do dia usando as redes sociais. como Facebook, Twitter, Instagram e jogos online.

Por conta disso, nas atuais plataformas digitais, é possível comprar e vender produtos e serviços, criar ou consumir conteúdo ao mesmo tempo que se relaciona com quem você gosta.

#7: Trabalho e Educação Remotos e mais flexíveis

O trabalho remoto já era realidade em alguns trabalhos ligados aos serviços. Devido ao isolamento social, muitas empresas se adaptaram rapidamente em trabalhar de forma remota e perceberam que esse modelo proporciona, muitas vezes, redução de custos e maior produtividade.

Neste contexto, o mercado da educação viverá uma grande transformação, como aumento das aulas virtuais, sejam elas ao vivo ou gravadas.

Professores, alunos e, principalmente, instituições de ensino se adaptarão em uma nova realidade digital que transformará todo o modelo de educação que existiu durante dois séculos.

#8: Conectividade & Infotech

A 4ª Revolução Industrial está acontecendo rapidamente, mudando as dinâmicas dos negócios, das cadeias de valor, da gestão do conhecimento, da formação e educação de pessoas.

Nesse contexto, a expansão das redes de conexão, chips inteligentes e supercomputadores estão movimentando o mercado e alterando velhos hábitos de consumo e interação entre as pessoas.

Essa conectividade está sendo implantada nos serviços de educação (a ampliação das plataformas de ensino), uso da logística (soluções integradas que se comunicam em tempo real) e internet das coisas (relógios, geladeiras e diversos produtos ganham conectividade).

#9: Novos Modelos de Negócios

Como em todos os momentos de mudança, algumas empresas estão fechando as portas, enquanto outras aumentam os ganhos.

Nesse cenário, um restaurante sueco encontrou uma maneira diferente de manter o negócio. O estabelecimento serve apenas um cliente por vez no meio do campo, em uma experiência que contrasta com opções de outros locais, como os restaurantes com cabines individuais criados em Amsterdã.

É notável que esse cenário de adaptação para nova realidade, traz consigo transformações que emergem para construção de novos modelo de gestão e de negócios.

Publicado por Umbora

30 dez
Planejamento de vendas para 2021: veja o passo a passo para estruturar o seu

Saiba quais números acompanhar, como definir objetivos e quais tendências observar no seu planejamento de vendas para 2021

Durante esse ano extremamente atípico, é provável que as coisas não tenham saído conforme o planejado na maioria das empresas. Ainda assim, chegamos ao fim do ano um pouco mais familiarizados com os desafios, ainda que os tempos sejam de incerteza.

Nesse contexto, é preciso revisitar os aprendizados que 2020 trouxe e traçar um planejamento de vendas para o próximo ano. Sim, você não deve esperar que 2021 chegue para se preocupar com isso!

Neste artigo, vamos te mostrar como tirar o máximo de proveito de tudo o que aconteceu em 2020 para planejar um 2021 de sucesso para a sua empresa.

Acompanhe!

Quais números observar antes de construir o planejamento de vendas para 2021?

O primeiro passo para estruturar o planejamento de vendas do próximo ano é entender o que aconteceu no ano que termina. É essencial olhar para trás e relembrar todas as ações, investimentos, eventos, mudanças e novidades que fizeram parte de 2020 e influenciaram as vendas – de forma positiva ou negativa.

Comece por um olhar mais amplo pelos números do ano, depois coloque-os em contraste com as taxas de conversão e avalie a evolução delas ao longo do período. Vamos falar em detalhes sobre cada etapa desse diagnóstico a seguir:

1. Métricas de volume

As métricas de volume são basicamente os números que a sua empresa alcançou em 2020, como:

  • Leads gerados;
  • Oportunidades trabalhadas em vendas;
  • Novos clientes;
  • Valor total vendido no ano.

Esses números não significam muita coisa quando vistos individualmente, então é preciso compará-los com outros. Um ponto de partida pode ser comparar os volumes do ano anterior com os de 2020, se você tiver esses dados. Contudo, tenha em mente que o número absoluto ser maior ou menor não quer dizer crescimento ou diminuição real.

Você pode ter gerado mais Leads em 2020, mas ter fechado menos vendas. Ou seja, o aumento não significou resultados melhores no fim das contas. Por isso, ter os números em mãos é importante, mas o que vai dar significado a eles são as taxas de conversão.

2. Taxas de conversão

Para essa etapa, separe os resultados do seu funil de 2020. Vamos olhar para duas taxas de conversão, principalmente: Leads em oportunidades e oportunidades em vendas.

Esses índices vão colocar os números absolutos em perspectiva. É com eles que vamos entender se a geração de Leads foi suficiente, se a qualificação está funcionando, se há algum gargalo em vendas e como podemos melhorar o processo de ponta a ponta.

Se você já fazia um bom trabalho de acompanhamento de métricas, compare as taxas de conversão de 2020 com as de 2019 e procure identificar em quais quesitos os resultados foram melhores, piores ou se mantiveram estáveis. Isso vai ajudar muito a criar o planejamento de vendas para 2021, sabendo das estratégias que deram certo e os erros que devem ser evitados.

Para empresas que ainda não têm histórico de métricas, é mais importante ainda documentar essas taxas de conversão para fazer as previsões para 2021 e ter base para comparação.

3. Evolução ao longo do tempo

Com os números e as taxas de conversão em mãos, é hora de adicionar mais uma variável à análise: o tempo. Estamos falando em dividir o seu ano em alguns períodos, como trimestres (quarters) ou semestres e verificar a evolução dos resultados.

Isso significa também confrontar os resultados de cada período. Compare os trimestres e busque entender o que aconteceu em cada momento, o que influenciou aqueles resultados. O que deu mais certo? O que não foi legal?

Essa análise também vai ajudar a identificar sazonalidades no seu ano. Em alguns segmentos, as vendas só ganham força depois do Carnaval. Em outros, os meses de férias escolares são os melhores em faturamento. Entender como o seu público se comporta é fundamental para o planejamento comercial do próximo ano, especialmente na definição das metas de vendas.

Em resumo, para realizar um diagnóstico completo de 2020, colete suas métricas do ano inteiro, calcule as taxas de conversão em cada etapa do funil e visualize o comportamento das suas vendas ao longo do ano. Com esse diagnóstico, você terá mapeado os erros e acertos e poderá iniciar o seu plano estratégico para 2021.

Onde conseguir as informações para o planejamento de vendas?

Antes de partir para a prática, vamos responder uma dúvida muito comum: “qual a melhor forma de acompanhar meus resultados?”.

Se a sua empresa ainda utiliza planilhas e documentos avulsos, será muito difícil conseguir todos os dados que listamos acima para construir seu diagnóstico. Outro ponto que fica mais complexo é a própria análise dos números e taxas de conversão: esses relatórios precisarão ser feitos à mão.

A melhor maneira de controlar seu processo comercial e analisar seus resultados é usando um CRM. Para 2021, se você não utilizou a ferramenta, infelizmente o seu diagnóstico e planejamento de vendas vão ser um pouquinho mais trabalhosos.

Mas, vale a pena incluir no plano a adoção de um CRM, de preferência antes de 2021 começar, para já entrar em janeiro com o pé direito.

Além do CRM, aqui estão sugestões de outras ferramentas que são muito importantes para alcançar resultados melhores em 2021:

  • Um software de automação de marketing, como o RD Station Marketing;
  • Google Analytics;
  • Software ERP, para controle financeiro.

Você também pode considerar contar com uma ferramenta de BI, para facilitar a visão dos dados e relatórios.

Na prática: como fazer o planejamento de vendas para 2021

Agora que já falamos sobre a importância de um diagnóstico para basear os próximos passos, vamos nos aprofundar no planejamento de vendas.

Podemos dividir um planejamento em dois grandes momentos: definição dos objetivos macro – que incluem a estratégia comercial para 2021 e a previsão de vendas – e os objetivos micro, que dizem respeito à operação, ao dia a dia.

Tenha objetivos macro

Nessa etapa, estamos nos referindo aos objetivos principais, aqueles que vão direcionar suas ações ao longo de 2021. Em geral, as empresas conectam seus objetivos macro à ideia de aumentar as vendas, gerar mais receita, trazer mais clientes.

Esse pode ser o objetivo principal para o seu 2021. Porém, é essencial olhar para o diagnóstico de 2020 para descobrir como alcançá-lo. Se você quer vender mais, temos pelo menos duas hipóteses: ou será preciso gerar mais Leads, ou aumentar as taxas de conversão de Leads em oportunidades e de oportunidades em clientes.

Você encontrará essa resposta no diagnóstico. Onde estão os gargalos do processo? O volume de Leads foi baixo? A qualificação foi ineficiente? Os vendedores performaram abaixo do esperado?

Com o seu objetivo em mãos, você poderá definir a estratégia comercial para 2021 e fazer uma previsão de vendas para cada período do ano.

Definidos os objetivos macro, o próximo passo é desdobrá-los em objetivos micro.

Defina objetivos micro

Como falamos há pouco, os objetivos micro são relativos à operação. Eles são todos os degraus que o seu time precisa subir em direção ao objetivo principal, são o caminho.

Podemos falar que são objetivos micro:

  • Treinar o time comercial;
  • Investir em novas rotinas de gestão;
  • Reformar o escritório para acomodar melhor a operação;
  • Organizar o processo comercial com um CRM;
  • Diversificar os canais de aquisição de clientes;
  • Melhorar a percepção da marca pelo público etc.

Lembre-se de atrelar seus objetivos micro ao alvo principal, e de criar planos de ação para cada item.

Por exemplo: se o seu objetivo macro é aumentar o volume de Leads no topo do funil, e um dos objetivos micro é diversificar os canais de aquisição, o plano de ação vai envolver pesquisar, estudar e testar os canais que deseja utilizar. Além de capacitar pessoas do time para trabalhar com eles, contratar ou demitir pessoas e definir métricas e prazos para mensurar os resultados.

Com isso, fica claro para todos os envolvidos quais serão seus papéis dentro de cada objetivo!

Também é importante detalhar no plano o que cada micro objetivo vai demandar, em termos de recursos:

  • Dinheiro;
  • Pessoas;
  • Tempo;
  • Ferramentas;
  • Mudanças de processos;
  • Acesso a dados.

Assim, será mais simples priorizar os objetivos e evitar o desperdício de recursos. Por fim, defina como cada micro objetivo será acompanhado e mensurado, especialmente aqueles que se relacionam diretamente à performance do time.

Recomendamos determinar entre 4 e 5 KPIs para seguir cada um dos seus objetivos macro, como ticket médio, duração do ciclo de vendas, taxas de conversão e o volume de ligações realizadas pelos vendedores.

Nos objetivos micro, escolha indicadores derivados desses KPIs, como o ticket médio das oportunidades no funil, o tempo médio esperado de fechamento e a média de ligações que cada vendedor consegue fazer semanalmente.

Esteja atento às mudanças causadas pela pandemia

Não há como negar que a pandemia afetou a maior parte dos segmentos de mercado. Cresceram as vendas pela internet, inclusive no B2B, o que forçou negócios a adaptarem seus modos de vender.

Se as vendas pela internet aumentaram consideravelmente, a interação entre vendedores e possíveis clientes se tornou mais digital mesmo entre as empresas mais resistentes. De tendência, a transformação digital em vendas se tornou uma realidade. Por isso, leve em consideração que em 2021 pelo menos uma parte das vendas deve seguir sendo feita de maneira remota.

Além disso, é preciso levar em conta a nova realidade vivida pelos clientes. Empresas precisarão diminuir gastos, possivelmente trabalhando com orçamentos limitados em 2021. Nesse contexto, pode fazer sentido uma revisão da sua política de preços. Flexibilidade para lidar com os tempos incertos também é desejável.

Fique de olho nas tendências

Na hora de fazer o planejamento de vendas, fique atento também às tendências para o próximo ano. A tecnologia, por exemplo, deve ser ainda mais fundamental. Ao mesmo tempo, nesse contexto em que muitas interações são digitais, oferecer um atendimento humanizado e personalizado pode ser um diferencial.

Além das vendas à distância e das interações mais humanizadas, omnichannel, multichannel, social selling e transformação digital são outras apostas para o próximo ano. Falamos com mais detalhes sobre isso no post Tendências de vendas: 5 novidades que devem impactar a área comercial em 2021.

E você, já começou seu planejamento de vendas para 2021?

Publicado por Redes Digitais 

22 dez
“A sociedade quer empresas que fazem parte da solução, não do problema”

Para Ricardo Voltolini, da consultoria Ideia Sustentável, mais do que deixar de impactar, empresas vão precisar regenerar o meio ambiente

Ricardo Voltolini (Foto: Divulgação)

Não é segredo para ninguém que o comportamento das pessoas tem influenciado cada vez mais os rumos dos negócios em todo o mundo. Com a ameaça do aquecimento global no centro das discussões, companhias dos mais diversos segmentos passaram a tratar o tema da sustentabilidade com mais atenção, assumindo compromissos e revendo posturas até outrora aceitáveis.

Nessa nova era dos negócios, o propósito deve vir antes do lucro. “Evidentemente não existe propósito sem lucro”, pondera Ricardo Voltolini, fundador da consultoria Ideia Sustentável e um dos convidados do Bayer Life, evento promovido pela empresa alemã com o objetivo discutir a transformação digital e o futuro do trabalho.

“A sociedade quer empresas que fazem parte da solução, não do problema. Mais do que deixar de impactar, as empresas vão precisar regenerar o meio ambiente. Vão precisar tornar os ecossistemas melhores do que encontraram”, explica Voltolini, um dos mais respeitados especialistas em sustentabilidade corporativa do Brasil.

De acordo com o consultor, a proteção dos recursos naturais não é mais apenas um discurso de ambientalistas radicais. Hoje, a causa conta com o apoio até de grandes investidores, como Larry Fink, Chairman e CEO do Black Rock, um dos maiores fundos de investimentos do mundo, que afirmou em uma carta recente aos seus acionistas que “no futuro, uma maior transparência nas questões de sustentabilidade será um componente importante da capacidade de cada empresa para atrair capital”.

Para Barbara Dunin, diretora de Relações Institucionais da Rede Brasil do Pacto Global, a nova postura dos investidores tem sido decisiva para a reorganização dos negócios dentro das corporações, que cada vez mais vêm alinhando os seus projetos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU. Atualmente, já são mais de 10 mil empresas signatárias no mundo – 700 só no Brasil.

“Eles perceberam que é possível equilibrar o tripé da sustentabilidade, cuidando dos aspectos sociais e ambientais, sem abrir mão da parte econômica”, diz. “Está claro que esta é uma agenda universal, importante para todas as pessoas, em todo o mundo. As ODSs são apenas uma ferramenta de planejamento para que as empresas possam traçar um caminho mais sustentável.”

Este é, sem dúvida, um caminho sem volta no mundo dos negócios. Por mais que ainda exista certa desconfiança por parte de alguns empresários mais tradicionais, grandes empresas já começam a apresentar metas ousadas para os próximos anos.

Na Bayer, que lançou recentemente sua nova visão “Saúde para todos. Fome para ninguém”, o objetivo é garantir, até 2030, o acesso à saúde para ao menos 100 milhões de pessoas em países em desenvolvimento, incluir, através da tecnologia, 100 milhões de pequenos agricultores, além de trabalhar pela redução de 30% nas emissões de gases de efeito estufa na agricultura mundial. É o capitalismo dando a sua contribuição para um mundo melhor.

 

Publicado por Época Negócios

15 dez
Bitcoin hits an all-time high of just under $20,000

Prague, Czech Republic – January 1, 2000: Golden Bitcoins on a gold background .Photo (new virtual money )

Bitcoin just hit another milestone in its impressive 2020 run. The cryptocurrency surged 9% to a new all-time high of about $19,860 on Monday, topping the previous peak of $19,783 from December 2017.

It’s been a wild year for bitcoin, which has soared more than 175% since the end of 2019. Prices plunged below $4,000 in March as markets around the globe plummeted due to the Covid-19 economic crisis.
But bitcoin has rallied sharply in the past few months as the dollar has weakened. Crucially, the cryptocurrency has also skyrocketed into the mainstream.
Payments giants Square (SQ) and PayPal (PYPL) both now allow their customers to buy and sell bitcoin. Money management giant Fidelity is launching a bitcoin fund for wealthy investors. Bitcoin futures contracts are even trading on the Chicago Mercantile Exchange.
Prominent investment managers Paul Tudor Jones, Stanley Druckenmiller and Mike Novogratz are bullish on bitcoin as well.
In other words, the days of bitcoin being considered just a fringe investment are over. The cryptocurrency has gone legit.
“This rally is driven by smart and institutional money and not built solely on retail over-speculation,” said Guy Hirsch, managing director for the US at eToro, brokerage and trading firm, in an e-mail to CNN Business. “So many more individuals and asset managers are now buying in.”
The amount of bitcoin currently in circulation is now worth more than $365 billion.
Bitcoin also got a recent boost after a top strategist at BlackRock (BLK), the world’s largest asset management firm, suggested that bitcoin could one day replace gold as a safe-haven currency of choice.
The epic rise in bitcoin has also fueled even more dramatic spikes in smaller cryptocurrencies such as ethereum, XRP, litecoin and Stellar as of late. That may continue.
“Bitcoin hitting a new all-time high…will likely spur a tidal wave of retail investment that pushes bitcoin much higher in short order,” said Denis Vinokourov, head of research at digital assets prime broker Bequant, in an e-mail to CNN Business.
“However, it is unlikely that this inflow will be limited to bitcoin only,” he added. “The ease of access to other assets is much more straightforward than what it was during the last bull run.”
By CNN Business

13 nov
Enjoei.com, startup que nasceu como blog, convence e chegará à B3 valendo R$ 2 bi

A oferta movimentou R$ 1,1 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e a startup estreia com um valor de mercado de R$ 2 bilhões

Nascido como um blog em 2009, pelo qual eram vendidas roupas usadas a amigos, num modelo de brechó virtual, a startup Enjoei.com engatou sua história com investidores na pegada da “economia circular”, um importante pilar quando se trata de sustentabilidade. A oferta movimentou R$ 1,1 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e a startup estreia com um valor de mercado de R$ 2 bilhões. O debute da ação na B3, batizada de “Enju”, está marcada para a próxima segunda-feira, dia 09.

A ação foi precificada na oferta em R$ 10,25, piso da faixa indicativa de preço. Segundo uma fonte, a demanda superou em três vezes a oferta, exatamente quando outras empresas estão postergando operações, diante da seletividade do mercado.Fundada por Ana Luiza McLaren e Tiê de Lima, a Enjoei nasceu em forma de blog, por meio do qual o casal usava para vender roupas usadas próprias e de amigos, como um brechó virtual.

Desde o início, adotava uma linguagem próxima e bem-humorada, o que foi mantido ao longo dos anos. Hoje, a Enjoei.com traz como grande atrativo, especialmente ao público jovem, além da linguagem, muitas lojas de famosos. E se antes se vendia apenas peças de roupas usadas, hoje em dia é um grande marketplace que se vende de tudo (de segunda mão, é claro). Ventiladores, peças dignas de um antiquário, livros, videogames (dos mais novos ao saudosista Atari).

Enfim, tudo dos recursos que irão ao caixa da empresa, R$ 618,84 milhões, o objetivo é utilizá-los para a expansão da marca e da base de usuários da Companhia, investimentos em políticas comerciais com foco em melhoria de conversão e recorrência, expansão do time para desenvolvimento do produto e soluções fintech.”No Enjoei os usuários podem comprar e vender através de uma plataforma que inspira o engajamento e a descoberta. Nossa plataforma é comparável a navegar em uma rede social, com o benefício de estimular a oferta de produtos entre usuários.

A compra e venda acontecem com segurança e facilidade, uma vez que todos os produtos e todas as pessoas estão conectadas pelas nossas soluções de oferta, entrega e pagamento. Além disso, destinamos a cada cliente um espaço exclusivo onde ele pode criar a sua “lojinha” e oferecer os itens a amigos e outros usuários da plataforma. Desde o lançamento do Enjoei até 30 de junho de 2020, conectamos 1,5 milhão de compradores com 1,9 milhão de vendedores em nossa plataforma”, segundo o prospecto da oferta.Foram coordenadores da oferta os bancos BTG Pactual, Bradesco BBI, JPMorgan, XP E UBS.

04 nov
O que é Marketing Experiencial e como as marcas estão usando essa estratégia?

O Marketing Experiencial aumenta o engajamento e melhora o alcance orgânico da marca por meio de experiências valiosas . Saiba como!

Experiência. Já há algum tempo, esse é o segredo por trás de toda campanha de marketing de sucesso.

Sua importância é fácil de entender: consumidores modernos, cada vez mais acostumados a processos de compra rápidos e eficientes, preferem marcas que oferecem as melhores experiências de conteúdo.

Assim, é possível estabelecer conexões fortes e duradouras, ampliando o alcance da marca por meio de recomendações e feedbacks positivos.

Nesse cenário, não é mais suficiente contar com produtos e serviços de qualidade. O necessário, hoje, é adotar uma estratégia com foco no Marketing Experiencial.

Mas o que esse conceito quer dizer? Será que essa abordagem pode realmente trazer benefícios significativos para a sua empresa? Neste conteúdo, você vai ver:

Continue a leitura para aprender mais!

O que é o Marketing Experiencial?

Marketing Experiencial é uma estratégia que tem como objetivo o engajamento do consumidor por meio de experiências com a marca.

A ideia é focar o prazer da buyer persona, gerando um sentimento positivo em relação à marca. Nesse contexto, os produtos e serviços oferecidos são secundários.

Uma campanha que use esse tipo de marketing pode tomar formas diversas. Em eventos, por exemplo, esse conceito é somado ao de live experience, que representa uma abordagem bastante interessante para a maximização do engajamento dos leads.

Dessa forma, uma ação de Marketing Experiencial pode envolver, por exemplo, uma visita virtual por um museu, embora ela não precise se limitar ao ambiente digital.

Você pode usar sua criatividade para criar vivências em locais estratégicos, como eventos esportivos, concertos, instalações artísticas etc.

As opções são diversas, e, neste conteúdo, vamos mostrar exemplos que demonstram isso. Independentemente de qual modelo você escolha, porém, há algumas questões que não podem ser desconsideradas.

A primeira é: a ação deve estimular a participação ativa e o engajamento do consumidor.

Em outras palavras, não faz sentido conduzir um evento que interesse à persona se ela o frequentar apenas como ouvinte. Assim, você deve fazer com que o público-alvo tenha a possibilidade de realmente sentir-se parte da experiência — mais ou menos como funciona com o marketing de interação.

Outro ponto fundamental é a promoção dos valores e das mensagens da marca. Como dissemos, produtos e serviços não têm tanto espaço nesse tipo de abordagem, mas a identidade profunda da marca deve ser trabalhada de forma ampla. A ideia é criar uma imagem duradoura e positiva nas mentes das pessoas.

Mais um aspecto que deve ser levado em consideração ao se pensar em Marketing Experiencial é o valor gerado no longo prazo. Muitas marcas desenvolvem campanhas lindas, mas malsucedidas, pois criam valor apenas de curto prazo.

Quais são os benefícios do Marketing Experiencial?

Sem dúvida, o maior benefício do Marketing Experiencial é o engajamento. Afinal, ele representa a produção de experiências interativas e de imersão, tornando mais natural e fluido o diálogo do lead com a marca.

Então, enquanto se entretém os consumidores, cria-se a oportunidade de transmitir a mensagem que você deseja com pouco ruído ou interferência. Isso é fundamental para lidar com o consumidor 4.0, cuja atenção é muito difícil de atrair e reter.

Outra característica desse público, conforme apontado pelo professor Philip Kotler em seu livro sobre marketing 4.0, é a tendência a dar e receber feedback, comentando sobre o negócio com amigos e influenciadores — o que é um dos principais canais para a geração de novas oportunidades.

Assim, se sua estratégia de Marketing Experiencial for sólida, ela vai transformar leads em consumidores satisfeitos e, consequentemente, ampliar o alcance de sua empresa de modo orgânico.

As vantagens disso não se limitam às métricas de marketing. As vendas, por exemplo, são diretamente impactadas por ações do tipo.

Os próprios consumidores confirmam isso. 74% deles dizem que engajar-se com campanhas de experiência amplia suas chances de realizar uma compra.

Impacto do branding na intenção de compra
Fonte:  Single Grain 

Esse é um processo contínuo, pois clientes satisfeitos geram mais clientes satisfeitos. Um estudo mostrou que entre 50% e 80% do boca a boca é motivado por campanhas de Marketing Experiencial.

Portante, basicamente, três benefícios justificam o investimento nesse tipo de estratégia. O primeiro é o alto potencial de engajamento, que leva a melhores resultados tanto de marketing como de vendas.

O segundo é a geração de conexões duradouras. Já o terceiro é a possibilidade de expansão do alcance da marca sem a necessidade de investimento em publicidade.

Como grandes marcas estão usando o Marketing Experiencial em suas estratégias?

Agora você já sabe o que é Marketing Experiencial e entende seus principais benefícios. Mesmo assim, não há nada melhor para compreender um conceito por completo do que ver a sua aplicação.

É por isso que selecionamos alguns exemplos de campanhas de sucesso. Use-as como inspiração para criar suas próprias ideias!

Heineken

A Heineken é uma das empresas que atingiram a excelência na realização de campanhas de Marketing Experiencial.

Para isso, a cervejaria não hesita em usar o apelo de um de seus principais parceiros comerciais: a Liga dos Campeões da Europa, que é o torneio de futebol mais importante do continente.

Como patrocinadora do evento, a empresa já promoveu várias campanhas, como a transmissão pública dos jogos e surpresas para os fãs do esporte.

Com isso, ainda que sem mencionar seu produto de maneira direta, ela consegue relacionar o consumo de futebol com o consumo de Heineken, gerando gatilhos de compra.

Uma das ações mais significativas da Heineken em termos de experiência do consumidor foi a Heineken Experience, localizada em sua fábrica mais antiga, em Amsterdam. Na foto, repare em como o ambiente estimula a interação dos visitantes.

Heineken Experience

Sendo uma marca global, porém, é óbvio que suas ações não se restringem a seu país de origem. Um dos exemplos mais bem-sucedidos disso ocorreu em 2016 aqui no Brasil, como parte da ativação para a final da Liga dos Campeões da Europa.

Os alvos eram casais em um restaurante na cidade de São Paulo. Quando os homens recebiam o cardápio, liam uma mensagem que os convidava a assistir à partida em um espaço temático. Em troca, suas namoradas ganhariam um fim de semana em um spa.

Nomeada “O clichê”, a campanha, que tem uma importante quebra de expectativa, também serviu para posicionar a Heineken como uma empresa contra estereótipos de gênero e preconceitos. Veja o vídeo abaixo para entender melhor:

Volkswagen

Também europeia, a Volkswagen é outro grande exemplo de sucesso no uso do Marketing Experiencial. Aqui, o mais curioso é que a ação nem menciona carros, o que causaria estranhamento, se fosse uma campanha de marketing mais tradicional.

Em vez de produtos ou serviços, a empresa decidiu focar algo que é comum e agrada a todos: a diversão. Assim nasceu “A Teoria da Diversão”.

De acordo com a empresa alemã, a ideia era provar que as pessoas encontram mais motivação para mudar suas atitudes e tomar melhores decisões quando o processo é divertido.

Para isso, a Volkswagen instalou um piano gigante nas escadas comuns de uma estação de metrô em Estocolmo, que ficavam ao lado de uma escada rolante.

A ideia, claro, era encorajar as pessoas a economizar energia e priorizar atividades físicas. Ao pisar os degraus transformados em teclas, elas subiam a escada escutando suas próprias notas.

Os resultados comprovaram a Teoria da Diversão: enquanto durou a campanha, as escadas convencionais foram 66% mais usadas que sua versão rolante.

Sem sombra de dúvida, as pessoas que passaram por ali tiveram uma experiência única e memorável, mas será que essa ação teve relevância para o público em geral?

Sim, pois a Volkswagen sabia o que estava fazendo. Todas as intervenções foram gravadas e transformadas em vídeos que rapidamente viralizaram, tornando a ação muito famosa na internet.

Red Bull

O exemplo da Red Bull que separamos para esta lista é muito emblemático, por ser uma das ações mais inovadoras já realizadas sob a lógica do Marketing Experiencial. Além disso, este é um exemplo de campanha exclusivamente online, transmitida ao vivo por streaming.

O projeto girou em torno de Felix Baumgartner, um paraquedista de coragem, energia e paixão pelos esportes radicais, conceitos que têm tudo a ver com a identidade da Red Bull.

A ideia, então, não era nada menos do que quebrar o recorde mundial de queda livre ao saltar desde a estratosfera, a uma altura de 39 quilômetros do solo. Felix também se tornou a primeira pessoa a ultrapassar a velocidade do som sem a ajuda de um motor.

Muito aguardado, mais de 8 milhões de pessoas assistiram ao evento ao vivo, todas ansiosas para saber o resultado da aventura. Com o sucesso do pouso, o público celebrou e, certamente, associou a marca a um sentimento extremamente positivo.

Além disso, é claro, o vasto material em vídeo e fotos poderia ser usado para novos propósitos, gerando ainda mais conteúdo para a Red Bull, como no vídeo abaixo

Se você deseja manter conexões lucrativas e duradouras com seus clientes, é a hora de começar a pensar no Marketing Experiencial como um elemento-chave para a sua estratégia.

Além de otimizar o engajamento e facilitar a conversão dos leads, esse tipo de campanha gera autoridade para a marca e abre espaço para novas oportunidades.

 

Publicado por Rock Content

30 out
Especialistas em comportamento apontam 10 tendências de consumo

A Consumidor Moderno ouviu experts no assunto para entender os principais movimentos que irão nortear a sociedade e as relações de consumo nos próximos cinco anos. Confira

Com o surgimento de novas tecnologias, hábitos e costumes, acompanhar e se adaptar às mudanças que regem o comportamento das pessoas é fundamental para a sobrevivência de um negócio. “Manter-se informado sobre as tendências que prometem se tornar fortes nos próximos anos é vital para se certificar de que você fará as escolhas estratégicas, desenvolverá produtos e serviços adequados – e em tempo”, explica Iza Dezon, pesquisadora de tendências de comportamento e representante da consultoria Peclers Paris no Brasil.

Já a futurista Jaqueline Weigel, CEO da W Futurismo, explica que as organizações em geral já têm a inovação na pauta, mas apenas com a preocupação de manter o negócio que existe ou acompanhar a onda do momento. “No passado, ser maior era a grande qualidade. Hoje, no entanto, a qualidade está em ser ágil e rápido em todos os sentidos. Estar atento é o mínimo”, diz ela.

Para Jaqueline, olhar para fora do negócio com radares de busca é premissa para a continuidade. “Empresas com foco no mundo interno tendem a não entender o que o consumidor precisa, e é ele, hoje, quem decide que tipo de negócio continua e que tipo de negócio passará a ser dispensado até 2025”, insiste. Para a especialista, as empresas que antecipam futuros e fazem da ruptura uma vantagem competitiva na linha do tempo serão os grandes players do mercado.

“Por hora, falamos de inovação, e já não basta mais, porque a maioria dos negócios vem fazendo apenas inovação incremental, que é só uma resposta ao mercado em mudança. O assunto agora é transformação”, diz.

1. CIDADANIA PLANETÁRIA

Consumidores de diferentes partes do mundo desejam o mesmo: consumo consciente, empresas éticas, conveniência e personalização. Essa reorientação da nossa visão de mundo, na qual comunidades locais e globais se misturam, é chamada de cidadania planetária. Para Jaqueline, o segredo é pensar globalmente e agir localmente. “Esta tendência provoca o desenvolvimento de produtos e serviços com um padrão global (global standard), que precisarão estar em todos os mercados de forma similar, rápida e barata. Hoje, vemos empresas como Airbnb, Uber e WeWork olhando nessa direção. São pioneiras que inspiram vários outros negócios”, diz Jaqueline.

2. SOCIAL SHAME

Consumir em excesso, comprar sem checar a origem, trabalhar demais, fumar, beber e dirigir e usar plástico estão entre os comportamentos considerados hoje cafonas. E isso faz com que as empresas que vendem produtos para esses públicos revejam seus modelos para que não sigam perdendo mercado. Há, também, o movimento dos consumidores que se organizam em tribos e geram oportunidades para a criação e o crescimento de negócios até então marginalizados ou de acesso restrito, como produtos naturais, orgânicos e veganos.

“O impacto da tendência envolve a diminuição ou até a extinção de negócios nocivos, a revisão de produtos e de processos e a pilotagem de negócios que deixam de vender um item e criam algo muito mais adequado, seja no mesmo segmento, seja em outro. Já vemos negócios caminhando neste sentido, como as boutiques orgânicas, que ampliam seu portfólio com produtos, restaurante e serviços de entrega em casa”, diz Jaqueline.

3. PÓS-HUMANIZAÇÃO

O novo ser do planeta transcende e não aceita mais o que chamávamos de ‘normal’. Ele é questionador, integrativo, informado, holístico. Não é mais razoável manter uma vida em torno de si mesmo sem pensar nos impactos de tudo na sociedade e no planeta em que vivemos. Estamos em um processo de libertação de qualquer status quo ou padrão, que nos aprisiona em idade, sexo, cor, religião ou nacionalidade”, diz Jaqueline. Segundo ela, o “novo humano” vive bem sozinho; medita; se alimenta bem e precisa consumir produtos e serviços que vão até ele, de forma fácil e acessível.

O novo ser do planeta transcende e não aceita mais o que chamávamos de ‘normal’. Ele é questionador, integrativo, informado, holístico. Não é mais razoável manter uma vida em torno de si mesmo sem pensar nos impactos de tudo na sociedade e no planeta em que vivemos. Estamos em um processo de libertação de qualquer status quo ou padrão, que nos aprisiona em idade, sexo, cor, religião ou nacionalidade

“Tudo que faz a vida ficar simples, higiênica em termos éticos e permita tempo pessoal livre e conforto”, diz Jaqueline, a qual ressalta que nunca antes tantas pessoas buscaram desenvolvimento espiritual, ética, consciência e meditação como hoje. “Por isso, tende a ganhar força a procura por produtos pensados de forma interativa. Os negócios devem dar atenção ao fato de que agora ‘ser’ é mais importante do que ‘ter’, e que cada vez mais as pessoas vão se ver livres de amarras financeiras. Nos próximos anos, tudo o que puder ajudar as pessoas a transcender será de grande valor”.

4. LONGEVIDADE

O envelhecimento da população brasileira está aceleradíssimo. E, para Iza Dezon, quem deixar de olhar para essa parcela da população e não se adequar a esse processo não só perderá oportunidade de conquistar esse mercado crescente como acabará praticando o preconceito do “idatismo”. “A longevidade vai impactar a forma como olhamos para nós mesmos e como lidamos com o coletivo. Mas ela vai afetar principalmente a maneira como a gente oferece produtos e serviços, e em todos os sentidos. A tendência vai motivar discussões e impactar soluções voltadas à ergonomia, à acessibilidade e à empatia. Algumas empresas já estão voltando seu olhar à longevidade e traçando uma estratégia completa, que integra produto, serviço, comunicação e política interna. A Natura, por exemplo, já vem abordando a questão da longevidade, assim como a L’Oréal (que recentemente ganhou, inclusive, um prêmio em Cannes) e a Vodafone”, cita Iza.

5. HIPERECOLOGIA

A degradação do planeta é real, tangível, e o consumidor está finalmente percebendo as consequências disso. Portanto, nos próximos anos, será necessário ir além da transformação dos nossos hábitos cotidianos e entender que as mudanças para um futuro mais verde precisam ser estruturais e industriais; ou seja, devem acontecer em profundidade e em grande escala.

“A tendência da hiperecologia vai provocar o comprometimento de comunidades e envolver a coletividade de segmentos que não estão acostumados a trabalhar com seus concorrentes”. As escolhas do consumidor vão obrigar os fornecedores e as marcas a reagirem e a saírem do estado passivo, forçando-os a voltar seu olhar para essa necessidade.

“A ação Black Supermarket do Carrefour na França sobre a conscientização de alimentos orgânicos indicou o quanto a empresa, em nível global, está alinhada à tendência da hiperecologia. Além disso, notamos um forte movimento das grandes empresas que estão se unindo às startups para poder fazer essas mudanças”.

6. A REINVENÇÃO DA NARRATIVA SOBRE O AFETO

A forma de abordar o amor, após movimentos como “chega de fiu-fiu, #metoo e ni una menos”, precisa ser repensada. “Nos próximos anos, a atenção deve se voltar à preocupação de como a gente vai se expressar, comunicar e retratar o amor e o afeto. O mundo inteiro despertou e reagiu em prol da segurança das mulheres, e essa bandeira tende a se manter cada vez mais firme. Trata-se, principalmente, de como a gente estabelece um diálogo mais amoroso, que não seja nem na situação de ataque nem na situação de vítima.

Esta mudança deve impactar, especialmente, as narrativas e como vamos retratar a mulher e a relação afetiva” diz Iza. Segundo ela, essa análise é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa e de qualquer sociedade.

“A tendência deve ganhar mais força daqui para a frente, mas já tenho notado um movimento muito interessante na Rede Globo, com programas que mostram como essa discussão é necessária e urgente, como em Segunda Chance, Toda Forma de Amor e na novela Amor de Mãe. Essa abordagem tem-se mostrado mais forte no universo sociocultural. Agora é hora de as marcas reagirem”, indica Iza.

7. HIPERPERSONALIZAÇÃO

Antes da internet, a referência de consumo era a mesma para todos. Ou seja, havia uma espécie de padronização dos desejos. Porém, com a ampliação dos canais de comunicação e de consumo, a busca pela individualização ganhou força. No contexto tecnológico atual e com a moeda de troca sendo o engajamento, o mercado busca cada vez mais informações para fornecer produtos e serviços personalizados.

Esse conhecimento vai além do histórico de navegação, de relacionamentos ou de consumo e deve, em breve, chegar até o nível genético. Empresas como a 23andMe e a FullDNA, por exemplo, fazem o mapeamento genético acessível, já trazendo informações valiosas, mas que em breve poderão desbloquear uma nova onda, com personalizações até medicinais.

8. ÉTICA DIGITAL

With great power comes great responsibility”. Diante de todas as mudanças que estão por vir, a confiança será um dos pilares estratégicos para a nova economia dos próximos anos. Com tantos dados disponíveis e com a abundância do poder computacional, Machine Learning e IA se tornam necessários nas estratégias digitais; afinal a utilização ética e transparente dos dados e dos insights gerados por eles gera confiança – palavra que deve pautar as relações de consumo daqui para frente.

9. PRESSÃO SUSTENTÁVEL

De acordo com a TrendWatching, a busca por um consumo mais sustentável está chegando a um momento crítico. E quais são as expectativas futuras? Uma mudança moral para os consumidores. Pois quando as alternativas ecológicas são tão disponíveis e acessíveis quanto as outras, não há razão para não optar por elas. Dê uma olhada em três momentos icônicos de consumo ecológico.

Em 2008, a Tesla lançou o Roadster, um supercarro elétrico de US$ 100.000. Status ecológico! Em 2016, a Adidas firmou parceria com a Parley for the Oceans para produzir uma linha de tênis de edição limitada feita de plástico oceânico reciclado, com uma edição de apenas 50 pares. Status ecológico! Também em 2016, o Momofuku Nishi de Nova York se torna o primeiro restaurante do mundo a oferecer “Impossible Burger”, que tem a aparência de carne, o sabor de carne, mas é feito a partir de plantas. Mais status ecológico!

10. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

As marcas estão assumindo um novo formato em meio ao avanço digital. Como prova disso, o ramo de influenciadores virtuais vem crescendo consideravelmente no mercado. Este ano, uma agência de notícias chinesa lançou sua segunda âncora virtual de notícias. Outro exemplo é a Lil Miquela, uma influenciadora virtual do Instagram, que estrelou ao lado da supermodelo Bella Hadid em uma campanha da Calvin Klein.

De acordo com a TrendWatching, no futuro os consumidores estarão mais atentos às marcas que se incorporam por meio de novos personagens e avatares virtuais, permitindo que eles habitem os canais digitais de maneiras mais ricas, imersivas e humanas. Cada vez mais os consumidores estão se acostumando a relacionamentos significativos com entidades movidas à Inteligência artificial, e esta tendência deve crescer cada vez mais.

23 out
5 livros escritos por vencedores do Nobel de Economia

Toda lista nasce incompleta. Essa que virá a seguir não foge à regra. Ela também não é definitiva – eu mesmo vou me arrepender dentro de alguns minutos depois de entregar essa lista ao Nexo por deixar de fora Sir Arthur Lewis e a dupla Esther Duflo e Abhijit Banerjee. Há economistas absolutamente fenomenais, como Paul Samuelson, que estão de fora da minha lista pelo simples fato de que seria impossível escolher um único livro seu: a obra completa têm rigorosamente o mesmo alto nível. Outros ficaram de fora pelo simples fato de eu não ter tido a chance de conhecer suas obras, mas apenas fontes secundárias ou relatos biográficos. Ah, a lista também não traz necessariamente os títulos mais famosos de seus autores.

Incompleta, não-definitiva e meio indie… que lista é essa, afinal? Bem, ela é apenas a minha lista de favoritos neste campo do qual sou apaixonado. Resultado do que li e do que estudei. Me diverti revisitando os livros e espero que ela seja tão agradável de ler como foi de escrever.

Investment in Human Capital: The Role of Education and Research
Theodore Schultz (The Free Press, 1971)

Desde sempre, a economia se preocupa com a formação de capital, sua taxação, a forma ótima de organização do Estado, o desemprego, os fatores condicionantes dos preços, as taxas de juros, a moeda. Ganhador do Nobel em 1979, foi Schultz quem, muito antes de ser modinha, chamou a atenção para o que ele (e Gary Becker) chamaram de “capital humano”. A escola, o ensino superior e o ensino técnico e profissionalizante aumentam nosso capital: ficamos mais produtivos. Em agregado, uma sociedade com pessoas mais produtivas é uma sociedade mais desenvolvida. Quando Schultz começou a falar em educação nesses termos, nos anos 1940, ninguém discutia o assunto. Mesmo nas duas décadas seguintes, enquanto ele aprimorava seu trabalho e chegava a prestigiosa função de chefe do departamento econômico da Universidade de Chicago, o tema ainda não “colava” entre os economistas.

Neste livro, escrito de forma direta ao ponto, Schultz consolida dados, fatos e teoria comprovando que melhores níveis de educação aumentam o bem-estar e a produtividade individual e coletiva. Sem crescimento do capital humano, os trabalhadores estariam condenados a tarefas árduas e basicamente manuais – e a riqueza ficaria ainda mais concentrada com os poucos detentores de imóveis. Para fechar, Schultz era um leitor voraz de literatura: que economista (ainda hoje!) seria capaz de amarram seu tema de pesquisa com William Faulkner?

Instituições, mudança institucional e desempenho econômico
Douglass C. North (Trad. Alexandre Morales, Três Estrelas, 2018)

Instituições importam. Mas a história, e a trajetória histórica das nações também. Neste curto, porém extraordinário livro, Douglass North, Nobel de 1993, traz estudos de casos (do teclado mais popular, modelo QWERTY, ao constitucionalismo ocidental) e amplo substrato literário para embasar seus achados teóricos. “O que acontece quando se impõe um conjunto de regras comum a duas sociedades diversas?” é uma das várias perguntas que North responde na obra originalmente publicada em 1990. Nesse sentido, ele ensina que instituições não podem ser tocadas, sentidas ou mensuradas, porque são constructos sociais. Mas elas cumprem um papel fundamental: são o fator determinante subjacente do desempenho das economias em longo prazo.

North também ensinou neste livro que é possível ser economista e saber escrever bem. Qualquer terráqueo que já tenha se aventurado por um artigo de um economista médio sabe do que estou falando. São raros os estudiosos da área que sabem comunicar adequadamente suas ideias, atingindo um público amplo e difuso (como Keynes sempre ensinou: é preciso sempre convencer as pessoas!). North é um dos que sabiam escrever realmente muito bem.

Nudge: Como tomar melhores decisões sobre saúde, dinheiro e felicidade
Richard Thaler e Cass Sunstein (Trad. Ângelo Lessa, Objetiva, 2019)

Em “Nudge”, o leitor encontra casos práticos de como pequenas alterações – institucionais, processuais, burocráticas – geraram alterações profundas nos cursos da história. A partir do desenho de incentivos que permitem dar um empurrão corretivo, a economia comportamental busca reduzir desperdício e otimizar rotinas e procedimentos. Vale principalmente para a administração pública, mas também para a vida cotidiana das pessoas. Foi um livro especialmente influente durante os anos Barack Obama nos EUA e ainda estava na moda quando estudei em Columbia (antes de Thaler ganhar o Nobel, em 2017). “Nudge” é uma verdadeira “joia”, disse outro Nobel de Economia, o psicólogo (pois é) Daniel Kahneman, cujo “Rápido e devagar” bem poderia estar nesta lista aqui…

Narrative Economics: How Stories Go Viral and Drive Major Economic Events
Robert J. Shiller (Princeton University Press, 2019)

Ter uma boa ideia basta? Bem, se você só dividi-la com seus amigos, não. Eu sei que em tempos de bolhas sociais, presidentes sectários e pregação para convertidos, a própria sugestão de buscar gente que pensa diferente e dialogar parece tão antiquada quanto telefone fixo. Mas no campo da política econômica, em países democráticos, essa ainda é a regra, felizmente. Nobel de 2013, Shiller trata de como são formadas as narrativas e por que elas importam, algo que sabemos desde Aristóteles. “Nós não sonhamos com equações e geometria. Nós sonhamos com histórias”, diz Shiller, que neste livro tão rico ainda envereda por neurociência, mercado financeiro e pesquisas com amplas bases de dados.

O preço da desigualdade
Joseph Stiglitz (Bertrand, 2012)

A pequena cidade de Gary, onde nasceu o Nobel de 2001, só existe porque foi fundada por uma megacompanhia privada do começo do século passado, a United States Steel Corporation. Quando perdeu interesse na produção local, a US Steel partiu e Gary ficou abandonada, com desemprego, pobreza, criminalidade e baixa autoestima generalizada. Stiglitz estudou economia tendo a infância sempre em mente: o mercado simplesmente livre não pode ser a resposta automática para tudo, como se fosse um dogma. Neste livro, Stiglitz aprofunda seus estudos sobre a desigualdade (antes do tema ganhar grande dimensão, dois anos mais tarde, com Thomas Piketty). A imbricada relação entre as elites financeiras e o Estado gera incentivos perversos, que concentram ainda mais a renda – menos impostos para os mais ricos (pense em Trump pagando apenas 750 dólares de imposto de renda), caríssimo e complexo acesso a hospitais, educação desigual, intolerantes distorções étnicas. Stiglitz aponta para os riscos de turbulência política que essa desigualdade crescente em países ricos capitalistas poderia trazer (vide Brexit, Trump, Le Pen). E defende um modelo distinto, de redistribuição e novos incentivos em políticas públicas. Se você souber ler em inglês, a edição original está bem mais barata do que a tradução para o português, da lusitana Bertrand.

Publicado por Jornal NEXO 

16 out
Pix: O que é, como se cadastrar e quais as principais novidades do novo sistema?

Novo meio de transações do Banco Central já tem milhões de chaves inscritas, mas por quê? Quais os maiores atrativos?

Pix, novo sistema de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central (BC) , começa a funcionar no dia 16 de novembro, mas o número de chaves já cadastradas impressiona. Em três dias após a liberação, logo no começo de outubro, já são 16,6 milhões de cadastros pelos canais digitais dos principais bancos e fintechs do Brasil. O que explica esse sucesso? Confira os principais pontos, saiba como se cadastrar e veja as novidades mais vantajosas para você.

O  Pix  permitirá pagar boletos, contas de luz, impostos ou compras, sendo mais um meio de pagamento para os brasileiros e uma nova forma de transferir dinheiro, como são atualmente TED e DOC. Ele terá a grande vantagem das operações em qualquer hora do dia, sete dias por semana, e com a promessa de mais rapidez. Usando apenas o aplicativo da instituição financeira em que você tem conta, será possível realizar transações em menos de 10 segundos, garante o BC.

O novo sistema será oferecido às pessoas e às empresas pelos bancos, os meios de pagamentos, como PicPay e Mercado Pago , e as fintechs, como o Nubank , por exemplo. Assim como hoje estão liberadas as opções de TED e DOC, o Pix deverá aparecer para o usuário como uma forma de pagar uma conta, um boleto, serviço ou mesmo transferir dinheiro para alguém.

Na prática, ele será uma função que vai aparecer no aplicativo do banco ou instituição financeira em que você tem conta na hora de fechar uma transação. Com a conta cadastrada, bastará escolher o Pix como forma de realizar a operação desejada. Não há e nem haverá um aplicativo exclusivo para o Pix. Ele estará disponível no aplicativo dos bancos e nas demais instituições aptas a fazer cadastro.

Como aderir ao Pix?

Para aderir, a primeira coisa a ser feita é criar a chave Pix, usando os canais de atendimento do banco ou instituição financeira em que você tem conta. Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e todas as instituições com mais de 500 mil clientes são obrigadas a oferecer a nova forma de pagamentos. Ao todo, segundo o BC, mais de 600 instituições estão autorizadas a fazer o cadastro.

Para criar a chave Pix , basta usar uma das quatro formas de identificação disponíveis: CPF/CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou ainda a chave aleatória (endereço virtual de pagamento, o EVP). A última opção é a única forma de receber um Pix sem precisar informar seus dados pessoais. A chave aleatória funcionará como login e será um conjunto de números, letras e símbolos gerados de modo aleatório para identificar a conta de destino do dinheiro.

Como cadastrar a chave Pix?

O registro da chave deve ser feito em um dos canais de acesso (aplicativo ou site) da instituição onde o cliente tem conta. Para isso, é preciso confirmar a posse da chave e vincular à conta do Pix, ou seja, se identificar e comprovar que aquele e-mail, por exemplo, é de fato seu.

Em cadastros com o telefone celular como chave, o usuário recebe um código por SMS. Ele deve ser inserido no aplicativo da instituição financeira para que a identificação seja confirmada.

Buscando prevenir golpes e fraudes , o BC destaca que não faz essas confirmações por ligações telefônicas nem por links enviados por SMS ou por e-mail. Não passe seus dados pessoais por telefone para cadastrar sua chave nem clique em links que prometem isso, já que o Banco Central e as instituições permitidas a cadastrar não utilizam esses meios de identificação para o Pix.

Simplificação dos pagamentos

Um dos principais objetivos do Pix é simplificar o processo das transações, já que não será preciso ter muitas informações sobre o destinatário dos recursos, como número da conta, agência, CPF e nome completo, como funciona atualmente. Com o Pix, será preciso apenas informar a chave Pix no momento da transação, que poderá ser feita nas 24 horas do dia, 7 dias por semana, com todas as operações concluídas em apenas 10 segundos.

Não é obrigatório cadastrar uma chave Pix para fazer uso do novo sistema. Quem preferir, pode seguir informando todos os dados da conta antes de concluir uma operação, como hoje acontece com as TEDs e os DOCs.

Tenho conta em mais de um banco, posso cadastrar quantas chaves?

Para as pessoas físicas, o limite é de 5 chaves por conta de sua titularidade. Se você tem uma conta no Itaú e outra no Nubank, por exemplo, poderá ter 10 chaves. É permitido se cadastrar usando diferentes e-mails e telefones celulares. As pessoas jurídicas têm direito a 20 chaves por conta.

Cada chave serve para apenas uma conta, então não é possível vincular uma mesma chave para diferentes contas de sua titularidade, ou seja, não dá, por exemplo, para usar seu CPF no momento de cadastrar sua chave no Itaú e repetir o processo no Nubank. Para quem busca receber todas as transferências em apenas uma conta, no entanto, a chave não importa e será possível vincular todas a essa única conta.

Qual o custo do Pix?

Para o uso mais corriqueiro, envolvendo as transferências entre pessoas físicas e os pagamentos de pessoas físicas para empresas, o Pix será totalmente gratuito.

Para microempreendedores individuais (MEIs), compras e transferências também serão gratuitas, mas as vendas com finalidade comercial, por exemplo, poderão ser tarifadas.

Transações entre empresas permitem que as instituições financeiras cobrem uma taxa.

As transações terão limite de valor?

De acordo com o Banco Central, não há um limite definido, mas as instituições financeiras poderão estipular um teto para transações gratuitas. Esse limite não poderá ser menor do que o valor máximo permitido (sem tarifa) em outras opções de pagamentos.

O Pix é seguro?

Todas as informações pessoais são protegidas pelo sigilo bancário e as medidas de segurança que já adotadas pelas instituições financeiras em TEDs e DOCs serão mantidas no Pix, sem nenhuma diferença.

Será possível sacar dinheiro em espécie pelo Pix?

Em 2020, não. Uma das principais medidas do novo modelo de transações deverá ser lançada oficialmente apenas no ano que vem, quando será possível sacar dinheiro em estabelecimentos comerciais cadastrados, como lojas.

Quais as principais vantagens do Pix em relação ao atual modelo?

Para o BC, os três principais diferenciais são:

  1. Permitir transações 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana;
  2. Concluir transações em apenas 10 segundos; e
  3. Estar isento das tarifas, no caso das pessoas físicas e MEIs.

 

Publicado por Economia IG

 

01 out
Entenda o impacto dos juros baixos nas suas finanças

Você sabe a diferença entre juros reais e nominais? Ou sabe o que acontece com seus investimentos quando esses juros sobem ou descem? Preparei um conteúdo especial para te ajudar a entender os vais e vens da política de juros e como isso afeta o seu bolso:

Juros nominais

É a taxa de rendimento declarada do seu investimento, em contrato, sem descontar a perda causada pela inflação.

Juros reais

É a taxa de juros nominal, menos a taxa da inflação. Representa quanto seu investimento rendeu de fato, já que desconta a perda causada pela inflação enquanto seu dinheiro ficou investido.

O problema de termos uma taxa de juros baixa, fenômeno recente na economia brasileira, é que algumas vezes o investimento de renda fixa pode acabar rendendo menos que inflação, quando a taxa de juros reais fica negativa. Confira o exemplo abaixo para entender melhor:

Considere um investimento de R$100,00 feito no início deste ano:

Rendimento fixo

Com um rendimento de 2% ao ano, que é a taxa atual da Selic (a taxa básica de juros no Brasil) ao fim deste ano você teria 102,00.

Inflação no período

Nesse mesmo período, considerando uma inflação de 4% (meta para 2020), os produtos que custavam R$100,00 em janeiro, custarão R$104,00 em dezembro.

Resultado após 1 ano

Se tivesse feito esse investimento, após um ano você teria perdido R$2,00 em poder de compra.

Para quem sempre optou por poupança ou investimentos de renda fixa, este é um cenário ideal para começar a diversificar os investimentos em busca de maior rentabilidade.

25 set
Veja como estruturar seu Planejamento Comercial para 2021

Já sabe como estruturar seu planejamento comercial para 2021? Descubra como estruturar seu plano para a retomada

Depois de um primeiro semestre nebuloso, a economia brasileira começa a dar sinais de melhora.

Mesmo com a queda do PIB no primeiro semestre, o Brasil figura entre os emergentes que menos sofreram prejuízos financeiros com a crise, tendo melhores perspectivas de recuperação econômica para o próximo ano.

Por que falar sobre planejamento comercial de 2021 agora?

Desde a data de publicação deste artigo, ainda faltam  meses para acabar o ano, então por que falar sobre o planejamento comercial em 2021?

Com o fim do ano chegando, é fundamental que as empresas já comecem a formular quais serão seus objetivos para continuar crescendo em 2021. Ou mesmo retomar o crescimento após o impacto da quarentena.

Algumas lideranças do mercado já estão preparando seus setores de geração de receita para já chegarem no próximo ano armados das estratégias, táticas e métodos necessários para a retomada.

Por isso, se você ainda não está se planejando para 2021, é melhor começar agora. E, para te ajudar nesse processo, separamos o planejamento comercial em 5 etapas:

  • Definição de objetivos;
  • Definição de estratégias;
  • Definição de táticas;
  • Operação comercial;
  • Métodos de controle e manutenção.

Essa divisão vai ajudar que você consiga cobrir todos os pontos para chegar mais preparado no início do próximo ano. Descubra o que cada uma dessas fases representa:

1. Definição de objetivos

Para começar o planejamento comercial para 2021, é necessário pensar se perguntar primeiro: quais serão os planos para o ano que vem?

Você quer aumentar as vendas simplesmente? Precisa melhorar a taxa de conversão? Seu processo ainda não é escalável o suficiente?

Essas são algumas perguntas que você, como gestor de vendas, pode se perguntar para começar o planejamento para 2021. Caso você atue diretamente nas vendas, também é muito importante ter objetivos para continuar se aprimorando.

Afinal, o modelo de empresa escalável não deve partir apenas da gestão. A própria equipe de vendas pode contribuir para a melhor gestão do processo ao controlarem seus próprios números e conseguir melhores resultados.

Quais KPIs seguir?

Existe uma diversidade de indicadores que podem te ajudar a medir os resultados do seu próximo ano, mas o importante é que você não se perca em meio aos números.

Para manter o foco no seu planejamento, é importante definir algumas métricas primárias que vão orientar seu desempenho geral e métricas secundárias que vão te ajudar a fazer análises mais aprofundadas.

Dessa forma, se uma métrica primária não for atendida, você pode olhar para as métricas secundárias para entender o que pode ter acontecido.

Exemplificando melhor como essas métricas conversam entre si, pense que cada métrica primária é o disjuntor geral de um apartamento e cada métrica secundária é um disjuntor dos componentes elétricos de cada apartamento.

Se houver apagão em um dos apartamentos, você vai saber que houve algum problema. Contudo, sem os disjuntores dos componentes elétricos, vai demorar muito mais tempo para entender onde que esse problema surgiu.

Então você precisa de ambos, primeiro para saber quando ocorrer algum “apagão” na sua equipe e, depois, para entender o motivo do “apagão”.

Exemplos de métricas

Para ajudar no seu planejamento comercial para 2021, separamos alguns exemplos de métricas para você acompanhar as vendas.

Lembrando que esses indicadores podem mudar dependendo do seu modelo de negócio e, principalmente de quais objetivos você busca mais.

Volume de vendas

  • Número de oportunidades geradas por marketing;
  • Taxa de conversão dos vendedores;
  • Ticket Médio.

Duração do ciclo de vendas

  • Média de abordagens por negócio;
  • Tempo médio de cada etapa da venda;
  • Perfil dos clientes atendidos.

Taxa de conversão de vendas

  • Taxa de conversão de cada etapa;
  • Taxa de conversão de cada vendedor;
  • Motivos de perda.

2. Definição das estratégias

Certo, agora que você já tem seus objetivos, chega o momento de traçar quais estratégias você pode utilizar para cumprir com esses objetivos.

Seja aumentar as vendas, diminuir o ciclo ou aumentar a eficiência da equipe, você precisa pensar em como é possível colocar isso em prática.

Assim como em qualquer modelo de negócio, as estratégias vão variar muito de acordo com o tipo de cliente que você busca atrair, qual a sua cobertura atual e qual produto ou serviço você está ofertando.

Tenha um conhecimento aprofundado do seu cliente

Em tempos que se fala tanto em sucesso do cliente, isso não deveria se novidade, mas a melhor forma de conseguir fazer sua empresa crescer é entender para quem você está vendendo.

Por mais que a sua carteira tenha clientes de diversos segmentos, comece a buscar por padrões que mostram quais clientes estão trazendo mais lucro e quais ficam mais satisfeitos com seus serviços.

Depois que definir seu Perfil de Cliente Ideal, comece a entender como ele se comporta, onde ele costuma frequentar e quais são os assuntos de interesse dele. Assim, sua equipe de vendas pode encontrá-los com mais facilidade e agir de forma mais eficiente com essas contas.

Veja o que os outros estão fazendo

Caso esteja buscando uma expansão de um segmento ou região que você ainda não conhece, veja o que a concorrência está fazendo e converse com parceiros que atuem no mesmo mercado.

Sua empresa não precisa ser pioneira em tudo. Aprender com a experiência de outros negócios vai te revelar algumas estratégias já comprovadas que vão guiar sua estratégia e te oferecer melhores oportunidades de sucesso.

Organize a casa

Antes dar um passo rumo a um novo mercado, certifique-se que você realmente tem tudo organizado na sua equipe de vendas.

Você tem visibilidade real sobre os resultados do seu time? Todos os dados estão corretamente preenchidos? Você tem os colaboradores certos para a estratégia que você busca.

Dimensionar a equipe de vendas e, antes disso, ter visibilidade sobre a performance de cada membro são dois fatores importantes para o sucesso da sua estratégia.

Defina metas SMART

Não podemos esquecer que as metas precisam estar em dia para que sua equipe possa se manter motivada a sempre ir além todo mês.

Um método muito utilizado é pensar em métricas SMART:

  • S (específica);
  • M (mensurável);
  • A (atingível);
  • R (relevante);
  • e T (temporal).

Não vamos entrar em maiores detalhes aqui, até para o texto não ficar tão longo, mas, em linhas gerais, recomendamos para que você:

  • analise os resultados do passado;
  • entenda a curva padrão de crescimento/queda em cada período;
  • e pense até onde é possível ir com o seu time sem colocar expectativas inatingíveis ou abstratas demais.

Defina métricas de sucesso

Independente da estratégia escolhida no seu planejamento comercial em 2021, é importante que você tenha números que mostrem se a sua estratégia foi implementada com sucesso ou não.

Também é interessante que você separe alguns indicadores diferentes daqueles definidos nos objetivos. Afinal, uma estratégia pode ser bem implementada e ainda assim não conseguir os resultados que você buscava.

Um exemplo é o projeto de implantação de um CRM para aumentar as vendas. Se as vendas aumentaram, mas ninguém atualiza a plataforma, não foi o CRM que ajudou nesse resultado.

Agora que você tem as suas estratégias, chega hora de definir as táticas que vão oferecer a estrutura para seu negócio.

3. Definição das táticas

Seu planejamento já tem objetivos e as estratégias para tornar os objetivos possíveis, agora chega a hora de pensar na estrutura que vai apoio a esse processo.

Afinal, fazer planos é a parte “fácil”, por assim dizer. A realidade sempre foge das nossas expectativas e é por isso que você precisa ter táticas para blindar seu planejamento comercial dos imprevistos que vão aparecer.

Nesse contexto, principalmente quando pensamos em empresas em crescimento, estamos falando principalmente da padronização de processos.

O motivo disso é porque toda área tem a sua rotatividade. Pessoas entram e saem de uma empresa, mas é crucial que os processos não sejam repensados a cada alteração na equipe.

E é nesse ponto que surgem táticas para garantir que os processos vão se manter. Abaixo vamos deixar algumas táticas que podem te ajudar:

Estruturação do backoffice de vendas

Qual é o principal objetivo da área de vendas? Vender, certo? Mas sabemos que a área comercial vai muito além da negociação.

Agendar visitas, controle de estoque, geração de contratos, validação de crédito entre outras atividades vistas como burocráticas também fazem parte da rotina de vendas.

Creio que você não queira que seus melhores vendedores passem o dia preenchendo a papelada em vez de visitar clientes, certo? Então é aí que entra o backoffice.

Os funcionários que trabalham na “retaguarda” do processo de vendas fornecem todo o apoio para que a equipe do frontoffice possa se preocupar com a negociação somente.

Dessa forma, eles são uma opção para que processos sejam respeitados sem que isso prejudique os resultados da equipe de vendas.

Definir um plano de remuneração consistente

Sua equipe de vendas precisa sempre estar motivada para que as metas continuem a ser batidas. Essa não é uma tarefa fácil de cumprir e apenas aumentar a remuneração para garantir que a equipe fique motivada é um caminho arriscado no longo prazo.

Por isso, você precisa de uma política bem definida e que ainda sim motive seu time. Uma comissão agressiva ajuda a tornar a busca por resultados mais atraente, porém, sem um valor fixo, a rotatividade da equipe pode aumentar, dificultando a busca por resultados.

Outros fatores poderão entrar nessa dinâmica, como média do mercado, nível de senioridade da equipe e complexidade do produto, por isso é interessante comparar seu modelo com o de outros parceiros de mercado para verificar o que funciona melhor no seu negócio.

Padronização do processo comercial

Como falamos, a padronização é essencial para blindar sua empresa de imprevistos. Por isso, contar com ferramentas para padronização do processo comercial é mais do importante.

Essa organização pode se dar por meio de um funil de vendas, onde cada oportunidade deverá seguir uma sequência de atividades, mas os meios para estruturar esse funil são inúmeros.

Planilhas de Excel da equipe, sistemas de gestão de projetos e CRMs são alguns exemplos de plataformas que podem te ajudar nesse processo.

Então, agora que vimos todo o planejamento comercial mais teórico para 2021, chega o momento de irmos para a parte prática: a rotina da operação comercial.

4. Operação comercial

Não é apenas a parte administrativa que precisa de planejamento. A operação também precisa estar bem equipada de dados, técnicas e métodos para saber lidar bem com cada situação.

Dessa forma, existem algumas atividades que os vendedores podem se usar para orientar melhor a sua rotina:

Estudo do perfil do cliente

Não é fácil ser vendedor. Vendedores muitas vezes são vistos com suspeitas, como alguém que vai te passar a perna e vender algo que você não precisa.

Sabendo dessa suspeita, como eu faço para meus potenciais clientes confiarem mais em mim? Saiba tudo sobre ele antes de começar qualquer conversa.

Se você já tem alguma experiência com um segmento ou um perfil de cliente específico, sabe que muitas vezes as necessidades se repetem. Por mais que cada empresa tenha seu cenário com aquele problema, a solução acaba sendo similar em muitos casos.

E, uma vez que você enxerga esses padrões, fica muito mais fácil gerar autoridade e até se aproximar do seu cliente. Ao saber de antemão como você pode ajudá-lo, fica muito mais fácil vender a solução.

Mapeamento de objeções

Assim como as necessidades se repetem muito, as objeções também costumam apresentar padrões entre si.

É esperado que muitos clientes reajam com desconfiança dos vendedores num primeiro momento e se você trabalha na linha de frente deve estar acostumado com algumas frase como:

  • Não temos orçamento para isso neste momento;
  • Não é prioridade;
  • Estamos desenvolvendo isso internamente.

Esses são alguns exemplos de objeções comuns, mas elas podem se multiplicar dependendo do seu segmento de atuação. E como você lida com elas? Planejando com antecedência

Como queremos mostrar neste texto, o vendedor também pode se preparar mapeando cada objeção e ensaiando alguns métodos para contorná-las. Assim, ele fica pronto para lidar com qualquer situação.

Técnicas de persuação

Se você já conhece o Livro As Armas da Persuasão do Cialdini, já deve conhecer o termo “gatilhos mentais“. Eles são nada mais do que técnicas para ativar o instinto do cliente e fazer com que ele agilize a negociação.

Como o mérito deste artigo não é falar sobre cada um dos gatilhos, vamos apenas deixar uma lista com alguns exemplos de gatilhos:

  • Reciprocidade: você faz algum favor para o cliente e ele se sente forçado a retribuir;
  • Compromisso: seu cliente já demonstrou algum compromisso, então agora ele tem que cumprir com o prometido;
  • Prova social: outras pessoas já usaram o produto/serviço e já aprovaram, logo a solução é segura;
  • Autoridade: sua empresa possui uma série de certificados e é especialista naquele segmento, sendo a escolha mais segura;
  • Escassez: uma condição especial precisa ser aproveitada em um determinado tempo ou não estará mais disponível.

Esses são apenas alguns exemplos de gatilhos mentais que você pode usar no dia a dia. Por isso é sempre bom estudar outras técnicas que podem te ajudar nesse processo.

E falando em estudo, vamos para a última seção do planejamento comercial para 2021.

Métodos de controle e manutenção

Falamos neste artigo que o planejamento nem sempre sai como esperado. Por isso, além da estrutura para manter a operação funcionando corretamente, é importante contar com métodos para garantir que, de tempos em tempos, você corrigirá os erros existentes nos processos.

Lembrando que isso não significa que você deva microgerenciar sua equipe, ainda mais numa área tão competitiva como a de vendas.

Existem algumas formas mais produtivas de garantir que o planejamento está sendo seguido da forma correta. Conheça alguns exemplos:

Capacitação do time

Pior do que perder um profissional bem capacitado é ficar preso a uma equipe acomodada. Então é fundamental que você treine sua equipe de tempos em tempos para garantir que eles estão seguindo as diretrizes definidas no início do planejamento.

Exemplos de ações de capacitação são:

  • Escuta da gravação das ligações;
  • Role play de vendas;
  • Treinos com colaboradores mais experientes.

Vincular metas aos relatórios

Sua equipe não preenche o sistema comercial como deveria ou os dados chegam inconsistentes com o balanço do mês?

Nesse caso, seguir a filosofia do “se não está registrado, então não existe” pode ser a melhor saída. Ao colocar a importância dos dados para a equipe, é essencial que ela não sirva apenas como uma orientação, mas uma obrigatoriedade.

Isso também não quer dizer que seus colaboradores tenham que ser forçados a lidar com toda a burocracia. Automatizar o registro de tarefas manuais ou contar com um backoffice podem ser algumas soluções para melhor a produtividade da equipe enquanto mantém os relatórios bem atualizados.

Disponibilize dashboards para o time

Resultados só podem ser medidos com números. Então não basta apenas fazer com que a sua equipe os registre, mas garantir que sua equipe lute por eles.

Disponibilize relatórios que mostrem que o esforço dos colaboradores está resultando no crescimento pessoal deles e da área com um todo.

Como gestor, você também precisa ter seu próprio painel para acompanhar no dia a dia.

Já tem tudo o que precisa para o planejamento comercial de 2021?

Esperamos que essas dicas te ajudem a se preparar melhor para a retomada no próximo ano. Lembrando que é sempre importante levar em consideração as especificidades do seu segmento para considerar cada ação.

 

Publicado por Rock Content 

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