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09 mar
Estratégia Omnichannel: uma nova experiência de consumo

Omnichannel é uma estratégia de uso simultâneo e interligado de diferentes canais de comunicação, com o objetivo de estreitar a relação entre online e offline, aprimorando, assim, a experiência do cliente.

Essa tendência do varejo permite a convergência do virtual e do físico

O que é omnichannel?

A estratégia omnichannel se baseia no uso simultâneo e interligado de diferentes canais de comunicação, com o objetivo de estreitar a relação entre online e offline, aprimorando, assim, a experiência do cliente.

Se destrincharmos o termo omnichannel temos o prefixo “omni”, que em Latim transmite o sentido de tudo e inteiro. Já “channel” é uma palavra inglesa que pode ser traduzida para o português como canal.

Ou seja, o significado mais próximo seria algo no sentido de todos os canais.

Porém, isso não é o suficiente para entendermos sobre o poder e abrangência desse termo.

Quando nos limitamos apenas a semântica da palavra podemos acabar confundindo omnichannel com multichannel e crosschannel – outros termos também muito usados.

Todos dizem respeito a experiência do usuário com os canais oferecidos pelas marcas. Por isso, podem transmitir a falsa sensação de terem o mesmo significado.

Para que isso não aconteça, separamos abaixo cada um dos termos com as suas respectivas definições e exemplos. Confira:

Multichannel

Quando falamos em multichannel nos deparamos com o prefixo “multi” que faz referência a muito ou muitos.

Um exemplo de uma estratégia multichannel é quando uma empresa oferece vários canais de compra, como site, aplicativo e lojas físicas.

Porém, eles não estão conectados. Os vendedores que trabalham na loja física não sabem sobre as compras que foram realizadas pelo aplicativo e/ou no site e viceversa.

Existe uma competição entre os canais de compra e não há uma troca de informações entre eles.

Crosschannel

O prefixo “cross” em português significa cruzar.

Em uma estratégia crosschannel os canais de uma marca podem se cruzar da seguinte forma: a compra pode ser realizada de forma online no site e a retirada do produto adquirido ser feito na loja física.

Dessa maneira, não existe competição entre os canais, uma vez que eles passam a se complementar.

Omnichannel

Como falamos no início do post, o prefixo “omni” faz referência a todos, no caso, todos os canais de uma empresa estão conectados.

Você pode, mesmo estando dentro da loja física, utilizar o aplicativo da marca para verificar se existe o produto específico que deseja.

Se encontrá-lo pelo aplicativo, pode fazer o pedido com um dos vendedores da loja física e optar por receber a entrega em casa.

Reparou como todas as opções de compra estão interligadas de forma simultânea?

Assim, um canal ajuda o outro a oferecer uma experiência de compra cada vez melhor e a estreitar ainda mais as relações online e offline.

Por que se fala tanto em omnichannel?

A estratégia de transformar o consumo em uma experiência única e cada vez mais prática é um desafio que várias empresas estão tentando alcançar. Isso porque os consumidores estão mais exigentes e querem mais comodidade.

Oferecer canais online para compras e relacionamento com o cliente não é mais uma novidade, mas sim um requisito para as marcas que querem continuar sobrevivendo em um mercado tão competitivo.

Como vimos, o omnichannel oferece uma nova e mais completa experiência de compra para o usuário e por isso, esse termo é tão usado ultimamente.

Mesmo já sendo praticado por algumas marcas, essa estratégia ainda é relativamente recente e pode ser o diferencial que o seu negócio precisa para se destacar frente a concorrência.

Benefícios de uma estratégia omnichannel

Investir em uma experiência melhor para os seus clientes possibilita diversos benefícios afinal, todo esse trabalho tem o objetivo de deixá-los mais satisfeitos.

Ao deixá-los felizes, o seu negócio tem mais chances de melhorar:

  • os serviços oferecidos;
  • as vendas;
  • o processo de fidelização;
  • e a imagem da sua marca.

Com essa estratégia todos os pontos de contato com o cliente são desenvolvidos de forma a otimizar esses processos. E isso representa um ganho valioso para a sua empresa que poderá crescer a partir de toda essa análise.

Como transformar o seu negócio em omnichannel?

Agora que você já conhece mais sobre a estratégia omnichannel e as suas vantagens, vamos aprender como aplicá-la em seu negócio.

Como já falamos aqui no post, o objetivo é melhorar a satisfação dos clientes. E para conquistar esse desafio, o primeiro passo é conhecer a persona do seu negócio.

Com ela criada, será possível saber inúmeras informações, entre elas, os seus hábitos de compra. Esse conhecimento permitirá que a sua empresa compreenda melhor as demandas desses clientes e ofereça algo realmente valioso e adequado.

Isso feito, já é possível ir para o próximo passo: integrar os canais da sua empresa. Com os canais definidos é preciso personalizá-los de acordo com as informações obtidas na construção da persona.

Essa integração significa alinhar o meio online com o offline de modo que não existam lacunas para o usuário e, claro, entre as áreas da sua empresa (vendas, marketing, suporte, etc). Só assim será possível oferecer uma verdadeira experiência omnichannel.

Depois disso, chegamos ao momento de testar tudo o que já foi feito. Além de conferir o funcionamento, também é necessário avaliar a qualidade da integração e dos canais.

Para isso, peça ajuda das pessoas que apresentam um perfil adequado com o da sua persona – afinal tudo o que foi feito foi pensando para ela – para testar as implementações.

Seguindo esses passos, você consegue diminuir os riscos e falhas da sua estratégia omnichannel e ainda pode descobrir se é necessário alguma alteração antes de lançá-la no mercado.

Quais os principais desafios do omnichannel?

No tópico anterior, abordamos como colocar em prática a estratégia omnichannel em seu negócio e queremos deixar claro aqui que não é algo fácil. Integrar os canais e oferecer uma experiência excelente para os clientes é um desafio e tanto.

Além de depender de tecnologia para essa integração, também é necessário de um conhecimento profundo sobre o negócio e de um acompanhamento atento de todas os setores.

Soma-se ainda a esse desafio a satisfação dos clientes. Algo delicado que envolve a expectativa e a opinião deles em relação a sua empresa.

Para se ter uma ideia do quão difícil é isso, na pesquisa Omnichannel Customer Service Gap da Zendesk foi apontado que 87% dos respondentes acreditam que as marcas precisam trabalhar mais para criar uma experiência sem obstáculos para os seus consumidores.

Entre as descobertas, vimos que o omnichannel é um desafio, mas que se for bem elaborado pode proporcionar resultados incríveis para o seu negócio e o tão sonhado diferencial no mercado.

Fonte: Rock Content 

03 mar
Estas 10 startups brasileiras estão, aos poucos, mudando o país para melhor

10 empreendimentos de impacto social foram selecionados na última edição do 100 Startups to Watch, lista que seleciona as startups mais atraentes do país e que está com inscrições abertas. Veja quais são essas startups:

Fernando Ott e Renata Chemin, sócios do Polen: app de doações está na lista

Usar biomassa para absorver o petróleo. Tornar a vida mais acessível. Fazer doações serem um procedimento simples e transparente. Comprar comida de melhor qualidade por um menor preço. Já pensou? Todas essas ideias já estão acontecendo.

A seleção é uma amostra do que o Brasil tem de mais promissor em inovação. As empresas selecionadas demonstram potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar indústrias. Seus produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o seu crescimento.

Veja quais são as 10 startups brasileiras que estão, aos poucos, mudando o país para melhor:

1 – Biosolvit

A startup Biosolvit é especializada em remediação ambiental. O negócio desenvolveu um absorvedor orgânico de petróleo a partir do resíduo de palmeira. A biomassa é uma barreira natural que consegue absorver todo o petróleo e ainda reaproveitá-lo.

A Biosolvit já negocia com uma petroleira francesa a utilização de seus absorvedores e realizou as primeiras exportações do Xaxim da Palmeira, sua outra linha de produto. A startup de impacto social fica em Volta Redonda, na região do Médio Paraíba Fluminense.

2 – TiX

TiX Tecnologia Assistida, antigamente conhecida como Geraes, foi criada em 2009. A startup de impacto social é focada em acessibilidade digital para pessoas com deficiência. O empreendimento de Belo Horizonte começou levando acessibilidade ao transporte público e passou para áreas como inclusão escolar.

Em 2018, a TiX começou suas operações nos Estados Unidos com o nome Key2Enable. A startup se tornou parte do portfólio da Singularity University.

3 – Gove

Gove, antigamente chamada de Muove Brasil, é um negócio de impacto social para ajudar lideranças municipais de pequeno e médio porte a transformarem suas administrações em organizações mais eficientes. O modelo do negócio é de software como um serviço (SaaS).

Criada em 2015, a Gove já participou de uma aceleração pela rede social Facebook e recebeu capital semente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

4 – Livox

Usado por mais de 20 mil brasileiros com dificuldades de comunicação (como vítimas de traumatismos neurológicos ou de paralisia cerebral), o Livox é um aplicativo que usa símbolos e figuras interativas para traduzir sentimentos e pedidos dos usuários.

A plataforma foi criada pelo pernambucano Carlos Pereira, pai de Clara, uma menina de 9 anos de idades que sofreu paralisia cerebral durante o parto. Presente em países da África e do Oriente Médio, a startup tem como principal cliente a prefeitura do Recife. O modelo de negócios é baseado na venda de licenças — o valor pode ser descontado do Imposto de Renda de empresas que apoiam instituições sem fins lucrativos.

5 – Raízs

Comprar comida orgânica costuma ser tão saudável quanto caro. A startup Raízs parece ter achado uma solução para isso, ao eliminar intermediários entre o produtor e o consumidor e usar tecnologias — como a inteligência artificial — para prever a demanda dos clientes e a produtividade dos agricultores.

O resultado é um negócio que vende itens 30% mais baratos que no supermercado, paga 18% acima da média para quem planta e ainda fica com 22% do valor da entrega.

6 – Ribon

O aplicativo de doações Ribon é uma plataforma que permite a milhares de pessoas doarem diariamente para ONGs do mundo todo. Agora, a startup de impacto social irá se monetizar por meio de um modelo de assinatura.

O usuário assina um dos pacotes disponíveis e recebe mensalmente ribons, moedas virtuais usadas no aplicativo. Os usuários doam seus ribons para as quatro causas disponíveis na plataforma: água potável, medicamentos, nutrição infantil e saúde básica. A partir de R$ 10, o usuário já pode assinar um pacote de 10.000 ribons.

7 – Signa

Nascida em Florianópolis em 2016, a Signa busca resolver a falta de oportunidades para surdos brasileiros se capacitarem a partir da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A Signa é uma plataforma online adaptada, com cursos produzidos didaticamente em libras e com legendas. A startup de impacto social afirma preparar surdos para o mercado de trabalho, oferecendo a oportunidade de aprender o conteúdo de interesse. O negócio teve apoio de entidade como Start-Up Brasil, Start-Up Chile, Wow! Aceleradora e Seed.

8 – Sumá

Da terra para a nuvem, a Sumá é uma solução online que capacita o agricultor familiar. Seu objetivo é apoiar o desenvolvimento desse empreendedor, alinhando seu trabalho com as expectativas dos compradores regulares de alimento, como indústrias, hospitais e refeitórios. O negócio também recebeu um investimento do BID.

9 – Guia de rodas

Guia de Rodas é um aplicativo com diversos roteiros acessíveis para usuários de cadeira de rodas. A comunidade no app está mapeando a acessibilidade no mundo e “ajudando milhões de pessoas com dificuldade de locomoção a sair de casa”, segundo a própria startup.

10 – Polen

Polen é uma solução para facilitar o apoio de empresas a causas sociais. O caminho para conectar empresas e causas sociais no Polen passa por compras no comércio eletrônico. Ao colocar produtos no carrinho, o usuário recebe uma mensagem de que parte do valor será subsidiado pela empresa e irá para alguma causa social. O consumidor pode escolher entre algumas opções de doação. O Polen reúne mais de 300 ONGs.

Fonte: Época Negócios

20 fev
Qual a diferença entre custo e despesa?

Salário de funcionário é custo ou despesa? E o aluguel do escritório? Entender a diferença vai te ajudar a organizar os gastos da sua empresa.

 

Custo e despesa são pagamentos que as empresas precisam fazer. Saber a diferença entre eles ajudam a organizar os valores que entram e que saem do caixa, mantendo as contas em dia e priorizando gastos quando for necessário.

Entenda, abaixo, a diferença entre custo e despesa.

O que é custo?

É considerado custo todo valor gasto com recursos e serviços para que haja a produção de algo.

Por exemplo, é indispensável ter tecido e equipamentos para que peças de roupa sejam fabricadas. Além disso, as mesmas precisam ser etiquetadas e embaladas para irem à venda. Tudo o que é fundamental para que se crie um produto é tido como custo.

 Outros exemplos de custo:

  • Salário dos funcionários (mão de obra);
  • Gastos com ingredientes para a fabricação do produto;
  • Equipamento e manutenção dos mesmos;

O que é despesa?

Entende-se por despesa todos os gastos com bens e serviços que têm relação com a administração da empresa. Ou seja, contas de luz, água, telefone – necessários para manter a estrutura da companhia funcionando, mas que não contribuem diretamente na produção de novos itens.

Exemplos de despesa:

  • Aluguel do prédio;
  • Gastos com publicidade;
  • Computadores e materiais de escritório para uso dos colaboradores;
  • Impostos;
  • Publicidade (divulgação do produto).

Vale lembrar também que tanto os custos como as despesas podem ser classificadas em fixas e variáveis.

Custos e despesas fixos

Gastos que não variam de acordo com o volume de mercadoria produzido ou vendido.

Custos e despesas variáveis

Gastos que variam conforme o volume produzido ou vendido, como por exemplo a contratação de funcionários temporários para vendas durante as festas de fim de ano.

Em resumo: Pergunte a si mesmo  “se eu eliminar esse gasto, a produção pode ser afetada?” Se a resposta for sim, trata-se de um custo, pois está vinculado a produção. Caso a resposta seja não, temos uma despesa.

Fonte: Blog Nubank 

17 fev
Tendências para a transformação digital em 2020

Internet das Coisas, dados em nuvem e experiência do cliente com as marcas estão entre as principais ferramentas para a transformação digital dos negócios no Brasil

57% dos executivos acreditam que a computação em nuvem será a propulsora dos negócios

Os negócios serão fortemente impactados pela Internet das Coisas (IoT) e dados em nuvem a partir de 2020, conforme o estudo sobre as principais tendências em transformação digital, feito pela CI&T. Os dados coletados mostram que cinco entre dez empresários acreditam que estas serão as tecnologias responsáveis pelo crescimento das empresas este ano.

A pesquisa Tendências para Transformar Sua Empresa em 2020, que contou com parceria da Opinion Box, mostra que 57% dos executivos acreditam que a computação em nuvem será a propulsora dos negócios, seguido pela IoT, preferida por 50% dos pesquisados. Ao todo participaram mais de 500 executivos brasileiros, líderes em suas empresas, nos meses de novembro e dezembro de 2019 e 48% deles lembraram da importância da inteligência artificial e dos assistentes virtuais (41,1%).

Em relação a transformação dos negócios que lideram, os participantes têm certeza de que vão investir em tecnologias como computação em nuvem, mencionada por 46% dos executivos, e inteligência artificial, com 45,6%. Sete em cada dez executivos também acreditam que a automação de processos é um fator importante para a condução do negócio em 2020 e não por acaso 56% dos entrevistados tem como objetivo investir em desenvolvimento digital.

De acordo com a pesquisa feita pela CI&T, 80% dos participantes consideram que a sua empresa se preocupa com a segurança de dados e 75% esperam impactos nos negócios depois da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para agosto de 2020.

A experiência do cliente com a marca também é vista como ferramenta estratégica para a transformação digital das empresas para 90% dos empresários, com destaque para omnichannel como essencial para o sucesso do negócio para 76% dos respondentes. Já os diferenciais competitivos para melhores experiências do cliente, os destaques foram flexibilidade, personalização e facilidade de compra.

Fonte: Mundo do Marketing 

12 fev
As 5 áreas-chave da inteligência emocional para impulsionar sua carreira

De acordo com pesquisa, 90% dos profissionais com melhor performance têm altos níveis de inteligência emocional

inteligência emocional reflete nossa capacidade de gerenciar emoções, o que impacta diretamente na forma como lidamos com os desafios.

Segundo pesquisas realizadas pelo Dr. Travis Bradberry, co-autor do best-seller Emotional Intelligence 2.0, a habilidade corresponde a aproximadamente 58% da nossa performance profissional e por isso ela é considerada uma das habilidades profissionais mais importantes da atualidade.

Sem essa capacidade é comum que a procrastinação, a falta de estímulo, a reclamação e o desentendimento com colegas e gestores tomem conta da vida dos profissionais.

Dessa forma, como esperar por uma promoção ou, até, pelo reconhecimento das coisas boas que você também faz?

A Talent Smart testou a inteligência emocional e descobriu que ela é o antecipador mais forte do desempenho. De acordo com a pesquisa, 90% dos profissionais com melhor performance têm altos níveis de inteligência emocional. O desafio é que esses conjuntos de soft skills, ainda, não são ensinados nas escolas tradicionais e nem nas universidades.

Daniel Goleman, psicólogo, jornalista da ciência e escritor do best-seller ‘Inteligência Emocional’, revelou que a inteligência emocional se divide em cinco áreas-chave:

Autoconhecimento

É o primeiro passo, a organização de tudo que mora aí dentro de você. Você sabia? A maioria das nossas ações são movidas pelo inconsciente, sendo assim, nada mais seguro do que se conhecer para saber que memórias, sentimentos e emoções constroem nossas atitudes. Quando compreendemos nossos impulsos e de onde eles vem, fica mais fácil saber que gatilhos emocionais nos desestabilizam e como encontrar meios  de controlar isso. Além da psicoterapia e de cursos sobre o tema, pedir feedbacks aos seus gestores e colegas de trabalho sobre suas habilidades emocionais pode ser transformador! Indico.

Autogestão

Depois de conhecer melhor suas emoções, chega o momento de aprender como gerenciar tudo isso. A rotina acelerada das empresas costuma deixar muito pouco tempo para que possamos absorver e perceber melhor o que se passa dentro de nós. Tenho três dicas, muito simples e acessíveis para qualquer profissional. Silencie de manhã e de noite. Bem simples, antes de sair de casa, feche os olhos por 5 minutinhos, perceba o seu corpo, seus pensamentos. Faça o mesmo de noite, antes de dormir. A segunda dica é, respire.

O oxigênio é vital para o bom funcionamento do nosso corpo e sem ele é natural que não façamos boas escolhas. Foque em respirar pelo diafragma, pela barriga, esse é o jeito correto. A respiração pelo peito é a respiração ansiosa e não absorve oxigênio o suficiente. Por último, oxigênio líquido, água. Faça um teste, em um momento de bloqueio criativo, pare, silencie, respire e beba um grande copo de água. Você vai se surpreender como de forma tão simples é possível recuperar o fôlego e começar de novo.

Motivação

Todo mundo é motivado por recompensas, como dinheiro ou status, mas o modelo de Goleman refere-se a motivação para o bem da alegria pessoal, curiosidade ou satisfação de ser produtivo. Reflita, o que te move? Por que você faz o que faz? Quem se beneficia com a sua carreira? Encontre suas motivações e anote elas de forma que você as veja constantemente.

Empatia

Essa categoria refere-se às emoções dos outros. Empatia é a habilidade e prática da leitura das emoções dos outros. Como você pode acolher melhor a personalidade dos seus colegas de trabalho e criar mais conexão com o seu entorno? Inclusive, saber como gerar conexão é outra importante habilidade do futuro.

Habilidades sociais

Esta categoria envolve a aplicação de empatia, bem como saber negociar as necessidades dos outros e equilibrá-las com suas próprias. Isso pode incluir encontrar um terreno comum com os outros, gerenciar relações em um ambiente de trabalho e ser persuasivo.

Espero que essa introdução seja útil para que você desenvolva mais interesse pelo tema e que descubra, ao longo da sua caminhada, quão incrível é poder se conhecer. Lembre-se, é tudo uma questão de tempo, prática e coragem!

Boa jornada!

13 jan
Marketing Digital em 2020: saiba quais são as 7 maiores tendências

Inteligência artificial, análise de sentimento, busca visual: as tendências de Marketing Digital em 2020 são muitas. Entender como utilizá-las a favor de sua empresa pode ser o diferencial que você precisa para encantar os consumidores e começar o ano na frente da concorrência

O uso de redes sociais para interagir com consumidores foi uma das grandes revoluções proporcionadas pelo marketing na era da transformação digital

Entra ano, sai ano e o Marketing Digital segue se consolidando como uma das ferramentas mais eficientes para atrair consumidores e ampliar o alcance de uma marca.

O sucesso de estratégias voltadas para a internet atrai empresas de todos os tamanhos, o que faz com que a engrenagem de novidades nesse nicho gire cada vez mais rápido.

Para ser bem-sucedido em 2020, é preciso saber mais do que você sabia em 2019. Afinal, acompanhar as mudanças nas preferências da audiência e ficar por dentro das tendências que surgem a cada dia é fundamental para se destacar em um mercado já caracterizado pela alta competição.

Por isso, é bom se preparar o quanto antes para explorar as novas tecnologias que vêm surgindo e adotar as práticas mais recomendas para lidar com o público atual.

Pensando nisso, elaboramos este texto para listar as 7 principais tendências de Marketing Digital para 2020. Continue a leitura e acompanhe!

 

1. Uso de chats privados para comunicação

O uso de redes sociais para interagir com consumidores foi uma das grandes revoluções proporcionadas pelo marketing na era da transformação digital.

Esses canais servem como plataformas para atrair a atenção da audiência e, em casos mais avançados, dispõem de chats privados que podem ser usados para o atendimento.

O sucesso na comunicação via mensagem direta em redes como o Twitter e o Instagram fez com que as marcas olhassem com maior atenção para essa funcionalidade.

Os chats privados, afinal, são checados frequentemente pelos usuários e já fazem parte de sua rotina digital. Podemos dizer que é uma versão mais jovem e atual do email.

Seguindo esse pensamento, por que não investir na comunicação em aplicativos que, em essência, funcionam como chats privados?

É o caso, por exemplo do WhatsApp, cujas funcionalidades já vem sendo utilizadas para vendas há algum tempo. A tendência é que isso aumente e se expanda para outras áreas, como a nutrição de leads.

atendimento no whatsapp

 

Em vez de oferecer uma newsletter, por exemplo, algumas marcas já oferecem aos seus seguidores a inclusão em grupos do WhatsApp ou em listas de transmissão.

A popularidade do aplicativo, que o levou a ser comprado pelo Facebook em 2014, contribui para a eficácia desse tipo de abordagem.

Agora imagine se, além de servir como canal de atendimento e divulgação, o chat privado possa servir como ferramenta para a conclusão de compras.

Trata-se de uma tendência provável de ser desenvolvida. Na Índia, o app já permite a transação de dinheiro entre usuários, o que facilita a vida de empresas. Enquanto o serviço não é disponibilizado no Brasil, já é uma boa ideia se programar para explorá-lo assim que possível.

 

2. Ampliação do investimento em inteligência artificial

inteligência artificial chegou para ficar. Hoje, a tecnologia já é aplicada em recursos como os chatbots, atendentes virtuais que simulam um humano e conseguem aprender com as interações com os usuários.

A tendência é que esse tipo de aplicação seja apenas o começo de uma expansão de possibilidades.

Um exemplo que não deixa dúvidas da importância dessa tecnologia é o crescimento das buscas por voz. Já em janeiro de 2018, o número de pesquisas na internet utilizando esse recurso já ultrapassava a marca de 1 bilhão por mês. Sua popularidade, então, não é a grande novidade.

O que muda é que o desenvolvimento tecnológico vem tornando a experiência dos usuários cada vez mais qualificada. Hoje, a maioria dos serviços de reconhecimento de voz consegue processar até falas mais confusas, como as proferidas por crianças pequenas. Tal tecnologia é, portanto, algo cada vez mais presente na rotina das pessoas.

Cabe às empresas, então, usar essa tendência para ampliar a própria presença.

Ao otimizar o marketing em serviços como o Waze e o Google Maps, por exemplo, você vai permitir que assistentes virtuais, como a Alexa, encontrem e recomendem seu estabelecimento aos usuários em localizações próximas.

 

3. Aumento da personalização da experiência

Se você acessar qualquer rede social, notará que o feed traz, com frequência, recomendações baseadas em sua experiência na internet.

Os assuntos que você mais se interessa, os canais que você mais acessa e até perfis de possíveis conhecidos são oferecidos para enriquecer e personalizar sua navegação.

Nada disso é por acaso. A personalização dos conteúdos para agradar ao usuário é uma tendência que vem se desenvolvendo há algum tempo e promete alcançar seu pico em 2020.

Se você não conhece a importância desse movimento para os seus resultados. Segundo uma pesquisa da Accenture Interactive 91% dos consumidores se declaram mais propícios a comprar com marcas que trazem ofertas e recomendações relevantes aos seus interesses. Bem, se você aplica uma estratégia de email marketing já sabe o que isso significa, não é?

A personalização no envio de ofertas e no oferecimento de newsletters já é algo considerado essencial. A tendência é que esse canal, em 2020, receba ainda mais atenção.

 

4. Valorização da transparência de empresas

Para personalizar a experiência dos usuários, é primordial contar com dados da audiência. Só assim é possível saber suas preferências, horários de maior interação e até as informações mais básicas, como nome, gênero e endereço de email. O crescimento do uso desses dados, contudo, gerou um efeito negativo.

Sem regulamentação clara sobre o assunto, diversas companhias utilizam os dados de consumidores de forma questionável. Isso veio à tona em casos recentes de vazamento, como o protagonizado pelo Facebook. O resultado natural é a desconfiança desenvolvida por grande parte do público.

Se por um lado as empresas que utilizam práticas duvidosas encontram maior dificuldade para se relacionar com a audiência, aquelas que prezam pela transparência conseguem se destacar.

Um estudo apontou que companhias produzindo conteúdo de forma honesta conseguem reter até 94% dos clientes.

Adotar esse tipo de política é algo mais essencial se pensarmos na iminência da Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor em 2020. Com ela, além de agradar ao consumidor, a adoção de princípios transparentes passa a ser importante para evitar punições legais. Confira o que você pode fazer para botar sua empresa nesse caminho:

  • estabeleça os valores, a missão e a visão do seu negócio;
  • deixe claro que seu interesse não se resume aos lucros;
  • responda com honestidade aos questionamentos dos consumidores;
  • só utilize dados sob permissão de seus donos;
  • abra espaço para os feedbacks e valorize sua importância.

 

5. Expansão da busca visual

busca visual é um recurso cada vez mais frequente em buscadores, que permite que uma pesquisa se inicie a partir de uma imagem enviada pelo usuário, que pode ser até mesmo um printscreen.

Trata-se de uma tendência que segue a linha de otimização constante da experiência dos usuários.

O uso de figuras para a realização de buscas é mais interessantes do que o de textos ou áudios por um simples motivo: 90% das informações transmitidas ao cérebro humano são em forma de imagem (que inclusive são processadas 60 mil vezes mais rápido que qualquer texto). Então, como o marketing pode explorar isso?

Um método muito interessante é a integração desse tipo de busca com e-commerces.

Ferramentas como o Pinterest Lens permitem que o usuário, ao ver um item que o interessa em uma imagem, possa buscar artigos semelhantes nos catálogos de lojas digitais com apenas um clique.

pinterest lens

Por isso, é fundamental manter seu inventário atualizado e otimizar o SEO, especialmente o relacionado às imagens. Inserir title tags e descrições é fundamental para que o algoritmo de busca entenda do que se trata a figura e possa relacioná-la às pesquisas realizadas pelos usuários.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Criteo, empresas que investirem nesse recurso vão, até 2021, experienciar um aumento de até 30% em suas margens de lucro.

Além disso, segundo a Slyce, o uso da busca visual já aumenta as visualizações do produto em 48%, a taxa de permanência no site em 58% e causa um aumento de 9% no ticket médio.

 

 

6. Criação de conteúdos em áudio

Assim como as imagens, o áudio é um elemento que vem se popularizando no Marketing Digital, principalmente no que diz respeito às buscas por voz. Porém, a tendência vai muito além da mera realização de pesquisas por meio da fala.

Em busca de experiências cada vez mais ágeis e eficientes, os usuários têm dado muita atenção a conteúdos sonoros.

A mera inclusão de um player como alternativa à leitura de um texto torna o conteúdo mais atraente para a audiência, que pode apertar o play e se dedicar a outras tarefas de forma simultânea.

áudio em conteúdo

Isso é apenas um indicativo da força desse tipo de conteúdo. Se você quiser mesmo explorar os benefícios de um material disponibilizado por áudio, valer considerar a criação de um podcast.

Esse tipo de mídia apresenta um grande crescimento. Só nos Estados Unidos, o número de ouvintes praticamente triplicou na última década.

Se o podcast trouxer um conteúdo considerado de valor, seu efeito na audiência é enorme. Como se trata de uma oferta gratuita, o cliente vai se sentir privilegiado por ter acesso às informações do programa. O resultado é a recomendação para terceiros e a ampliação do alcance orgânico da sua marca.

Vale lembrar que, assim como os conteúdos criados para o seu blog, o podcast não precisa — nem deve — ser relacionado diretamente ao seu produto. A ideia é criar uma experiência diferenciada para sua persona e, a partir disso, expandir sua autoridade no mercado.

 

7. Crescimento do uso da análise de sentimento

Quando fazemos um post em uma rede social, tentamos gerar reações positivas na audiência, concorda?

Geralmente, a partir dos comentários deixados pelas pessoas que visualizam o conteúdo, é possível assumir se ele causou uma reação agradável ou não, mas isso fica complicado quando o volume de interações é muito grande.

Mais uma vez, a inteligência artificial vem ao resgate. Por meio da combinação de técnicas de Processamento de Linguagem Natural (PLN) e machine learning, já existem sistemas capazes de atribuir pontuações ponderadas de sentimentos às frases deixadas por usuários da internet. É o que chamamos de análise de sentimento.

O objetivo é classificar os comentários como positivos, negativos ou neutros de forma automática. A partir disso, é possível estabelecer uma média do sentimento geral da audiência.

Uma das métricas mais utilizadas nesse sentido é a saúde do monitoramento, calculada com a divisão dos comentários neutros ou positivos pelo total de interações.

Isso se torna possível a partir da análise de palavras-chave deixadas pelos usuários, como “gostei” “odiei” etc. Com o tempo, a capacidade de aprendizado do sistema permite que ele aprimore os critérios utilizados para mensuração.

Com esse tipo de insight, você pode manter sua estratégia de conteúdo em constante otimização. Afinal, será possível notar padrões e identificar os tipos de linguagem, elementos visuais e gatilhos causam no público o sentimento desejado pela equipe de marketing.

O melhor de tudo é que esse tipo de análise não se restringe às suas redes sociais. Basicamente, qualquer estrutura de dados que contem com conteúdos textuais podem gerar insights sobre o sentimento de quem publicou. Assim, é você pode usar o recurso para monitorar a opinião pública sobre a marca ou sobre produtos específicos.

Para atuar com excelência no mercado atual, é preciso mais do que bons produtos e serviços. Sua empresa precisa saber como utilizar os recursos disponíveis de modo a oferecer as melhores experiências para o consumidor e possibilitar o aumento das oportunidades de negócio.

Por isso, acompanhar as tendências de Marketing Digital é papel fundamental de qualquer profissional da área. Essas mudanças são sempre ligadas ao comportamento do público, cujo entendimento é fundamental para a elaboração de estratégias eficientes.

 

Fonte: Rock Content 

23 dez
Como empresas de qualquer porte podem investir em projetos de impacto social

Projetos de impacto social trazem benefícios para a sociedade e os colaboradores, o fortalecimento da marca e até mesmo resultados econômicos para a empresa. Entenda por que e como começar suas ações de responsabilidade social e os impactos dessa iniciativa no seu negócio.

“Quando crescer, vou ser um astronauta”. É assim a conversa de muitas crianças, não é mesmo? Elas sonham alto e acreditam que ser grande é um dos requisitos para conquistar seus objetivos.

Essa também é a percepção de muitos empresários quando o tema é o desenvolvimento de projetos de impacto social. Determinam metas, traçam planos de crescimento e adivinha só! Entra ano, sai ano, continuam com o mesmo objetivo de ser grande.

Sabe o que isso significa? Que almejar o crescimento é algo necessário e contínuo no mundo business e que não existirá um momento sequer em que os gestores vão querer algo diferente.

Então por que atrasar seu envolvimento social? Nós temos motivos sólidos para que seu negócio comece um projeto social o quanto antes, independentemente de seu porte. Aqui vão alguns números:

-segundo a Content Trends 201972,5% das empresas respondentes usam o Marketing de Conteúdo para reconhecimento e fortalecimento da marca;

-na pesquisa da Markestein70% dos consumidores se dizem interessados em saber o que as marcas estão desenvolvendo como ações de responsabilidade social e ambiental;

-nessa mesma pesquisa, 44% dos consumidores entrevistados disseram estar dispostos a pagarem mais caro por produtos e serviços se tal acréscimo resultar na manutenção contínua dos projetos sociais e ambientais das empresas.

Ou seja, para negócios que querem crescer, fortalecer a marca, conquistar clientes e explorar novos diferenciais de mercado, o desenvolvimento de um projeto social agora, e não no futuro, pode ser a melhor estratégia de crescimento. Mas, é claro, isso não é tão simples.

Além de todo o planejamento, a definição do projeto e o estudo dos custos, ainda é preciso alinhar a ideia com a cultura e a imagem da empresa.

Ainda na pesquisa da Markstein, 74% dos consumidores disseram que grandes empresas que realizam ações sociais têm a autopromoção como primeiro objetivo. Além disso, 73% afirmaram acreditar que tais programas são desenvolvidos para compensar os danos que tais corporações causam.

Em resumo, existe uma linha que separa os projetos de impacto social que trazem retornos positivos para os stakeholders e a empresa, e aqueles que não passam de ações superficiais.

Por isso, elaboramos este conteúdo para compartilhar nossa experiência na concepção do Rock.org e das demais ações sociais da empresa, apresentar alguns conceitos importantes na área de desenvolvimento e responsabilidade social e inspirar você e sua empresa para a criação de um projeto de impacto social relevante.

Boa leitura!

Responsabilidade social: conceitos básicos e contexto histórico

A evolução das ações de responsabilidade social deixa muito claro sua importância, mas aqui vale a definição do conceito para delimitar seus domínios.

O conceito de responsabilidade social

Trata-se de um movimento e o conjunto de ações criadas voluntariamente pelas empresas do setor privado que visam trazer melhorias para a sociedade em que estão inseridas e seu público interno, ou seja, colaboradores e parceiros.

Vale frisar o termo “voluntário”, pois tais ações não estão associadas a eventuais compensações obrigatórias impostas pela administração pública, nem a boas práticas que buscam deduções fiscais.

Por exemplo, o Colégio Logosófico de Belo Horizonte anunciou no início do ano de 2019 que começaria a obra de sua unidade na cidade de Nova Lima.

Para tal, além de obter as devidas licenças ambientais, a escola também fará um aporte para o fundo pecuniário que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) determina para todos os empreendimentos da região.

Esse montante, por sua vez, é utilizado para a realização de obras de mitigação do impacto viário que tais construções e empreendimentos causam com o aumento do fluxo de pessoas e carros.

Além disso, a escola também fará uma rua interna para agilizar o embarque e o desembarque de alunos e funcionários na tentativa de amenizar ainda mais o tráfego.

Ou seja, o aporte que trará benefícios ao trânsito é obrigatório, mas o estacionamento que agiliza a movimentação de alunos no início e no fim das aulas, não. O primeiro, portanto, não caracteriza uma ação de responsabilidade social embora traga melhorias, mas o segundo, sim.

Percebe que nem sempre categorizamos algumas estratégias e ações das empresas da forma certa? Será que seu negócio já está realizando ações de responsabilidade social e nem se deu conta?

Essa confusão é natural, e, por que não dizer, histórica. Ações obrigatórias como as previstas nesse TAC de Nova Lima, incentivos fiscais que o governo oferece para fomentar iniciativas sociais e aquelas que, de fato, são voluntárias, foram se misturando com o tempo.

Contexto histórico das ações sociais em 3 atos

A relação e as condições de trabalho nos séculos anteriores eram muito mais arcaicas. As divisões de classe da sociedade eram muito delimitadas e exerciam forte influência nas interações humanas. Confira, a seguir, as etapas da evolução das ações sociais.

Revolução Industrial: o ápice das condições insalubres de trabalho e degradação ambiental

Na época da Revolução Industrial, o dono da indústria pouco ou nada se preocupava com o bem-estar de seu funcionário ou com o meio ambiente que explorava.

Acidentes fatais de trabalho por falta de proteção para o funcionário e desastres ambientais eram muito comuns nessa época, principalmente porque o crescimento das indústrias também fomentou o surgimento de cidades em seu entorno, mas nem sempre com as condições saudáveis necessárias.

Doenças se espalhavam mais rapidamente e a concorrência por empregos fazia com que as pessoas aceitassem trabalhar mais, ganhando menos. O descarte de resíduos das indústrias em rios intoxicavam as cidades e seus moradores. Era uma situação insustentável.

As condições trabalhistas, no entanto, começaram a mudar justamente nessa época, boa parte em função de greves e apelos dos trabalhadores.

Áreas de recreação e descanso, intervalo para o almoço, definição de carga horária e idade mínima para o trabalho começaram a surgir. Ainda que hoje sejam condições mínimas e previstas em leis, naquela época não eram unanimidade, mas um ato voluntário de alguns industriais.

Filantropia: investimentos sociais fundamentados nos sentimentos paternalistas

Vivenciar uma época como a Revolução Industrial e enxergar tais injustiças e condições degradantes não deve ter sido uma coisa simples, e, com isso, alguns empresários burgueses iniciaram ações de melhorias de forma voluntária. Mas, nesse caso, por questões pessoais e de filantropia.

Muitas universidades americanas famosas foram fundadas a partir de doações generosas do empresariado norte americano, por exemplo.

Criavam fundos para a criação de um hospital ou doavam coleções inteiras para museus. Tais ações proporcionavam grandes benefícios para a sociedade, mesmo desconectadas das atividades primárias de seus doadores.

Henry Ford fez avanços e melhorias nos benefícios oferecidos aos seus funcionários, e Andrew Carnegie, americano dono de um dos maiores conglomerados industriais no século XIX, fez história com suas ações e publicações que valorizavam e justificavam sua filantropia.

hospital henry ford

Duas das ações judiciais são icônicas na história da responsabilidade social. A primeira, em 1919, foi quando o grupo de acionistas entrou na justiça contra Ford, que queria destinar parte dos lucros para incentivos salariais para os funcionários.

A segunda, em 1953, também era uma reclamação de acionistas da Smith Manufacturing Company contra a doação de recursos para a Universidade de Princeton.

Essa, no entanto, teve decisão favorável para a filantropia, e, notadamente, influenciou a forma como a justiça analisava tais questionamentos e como as empresas e acionistas percebiam favoravelmente tais atitudes.

Despertar da sociedade: melhores direcionamentos para as ações sociais

As ações de filantropia continuaram acontecendo, assim como novas leis de incentivo também foram criadas para que as empresas fossem estimuladas a fazerem mais.

O Direito Trabalhista evoluiu e entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) — agência tripartite da Organização das Nações Unidas (ONU) —, onde trabalhadores, empresas e governos têm seus representantes, se fortaleceram e trouxeram novas contribuições e conscientização para a sociedade.

Naturalmente, as pessoas começaram a questionar quais eram os benefícios gerados para as empresas e a sociedade. Afinal, a corrupção assolava vários países, ações compensatórias não eram percebidas como melhorias, desastres ambientais continuavam acontecendo e notícias sobre o buraco na camada de ozônio preocupavam a todos.

A sociedade, então, começou a conquistar a transparência que demandava, bem como a fortalecer sua voz. A globalização e o acesso à informação fez com que os stakeholders pudessem questionar e opinar.

A mudança nas relações comerciais, a competição do mercado e as alterações no comportamento de consumo também fizeram com que as empresas se preocupassem mais com sua reputação e imagem.

A filantropia realmente mudou os propósitos das ações, fazendo com que as melhorias propostas para o ambiente de trabalho e a sociedade deixassem de ser a busca por condições mínimas e aceitáveis, e fez com que tivesse um foco no bem-estar das pessoas.

Sua concepção, no entanto, continuou evoluindo, fazendo com que a responsabilidade social mudasse, assumindo um propósito maior e um viés genuíno.

Ou seja, os projetos sociais passaram a ter relação com a empresa e trazer resultados perceptíveis para trabalhadores e sociedade, com o propósito único de transformar positivamente as condições atuais, e não somente trazer visibilidade e propaganda institucional.

E é aí que perguntamos: quem disse que somente as grandes empresas devem se preocupar e podem promover tal mudança?

Uma estatística que consolida esse questionamento é que, na atualidade, 99% das empresas no Brasil e nos EUA são classificadas como de pequeno ou médio porte.

Já imaginou como esse montante pode fazer a diferença que precisamos? Se sua empresa precisa de inspiração, é só conhecer alguns cases e projetos de impacto social que fazem sucesso.

Cases inspiradores: projetos sociais de sucesso

Para criar um projeto de impacto social genuíno, é muito importante alinhar seus propósitos e suas ferramentas com aquilo que já existe no negócio. E entender a concepção dessa ideia a partir de exemplos de outras empresas é um ótimo exercício.

Então, a ideia aqui é trazer inspirações. Algumas delas são de empresas grandes, mas isso não significa que sua empresa deve seguir aquele caminho, mas apenas entender como a estratégia foi montada e, então, usar como referência.

Ben&Jerry’s

A marca de sorvete internacionalmente conhecida tem um projeto de impacto social muito amplo. Ela se empenha tanto pelas causas ambientais relacionadas ao aquecimento global quanto pela garantia de direitos civis iguais para casais homossexuais.

Um dos pontos altos de sua estratégia de responsabilidade social é que, além de promover suas ações, ela também participa de campanhas e movimentos que estejam alinhados com suas causas e valores.

E, claro, faz isso com toda sua irreverência. Entre suas ações, podemos citar:

-Paz, Amor e Sorvete, em que fomentam instituições e movimentos que promovem paz e justiça social e econômica para todos;

-Comércio Justo, também conhecido internacionalmente como Fairtrade, onde dão preferência à contratação de agricultores de países em desenvolvimento para fornecimento de suas matérias-primas, garantindo que eles tenham oportunidades no mercado competitivo;

-If it’s melted, it´s ruined, que, em tradução livre, significa que, se derreter, está arruinado. Trata-se de uma campanha contra o aquecimento global em que todas as sorveterias e canais sociais recolhem assinaturas para adesão ao Movimento Global Climático.

bend and jerry

Essas ações se desdobram em muitas outras que pregam a conscientização e a ação da sociedade. Quando a Campanha Rock The Vote (RTV) foi lançada para incentivar os jovens a participarem das eleições americanas, a Ben&Jerry’s lançou o Free Cone Day, onde os cones de sorvete eram gratuitos.

Assim, longas filas de jovens se formaram nas lojas e a RTV conseguiu registrar um recorde da instituição de 11.000 novos eleitores em um só dia. Simples e eficiente, certo?

Além disso, a empresa também tem a fundação Ben&Jerry’s que engaja seus funcionários, formam grupos de ação e tomam decisões sobre causas para as quais devem contribuir.

Ou seja, a cultura da empresa e seus valores estão tão consolidados, que as iniciativas são criadas também pelos funcionários da empresa.

Patagônia

Campeões da terra em 2019. Esse é o mais recente título que a marca de produtos de aventura, a Patagônia, recebeu da ONU.

Além de incorporar a sustentabilidade em todos os seus processos de produção, a marca também é reconhecida por seus investimentos e apoio às ações para a proteção do meio ambiente, onde, é claro, seus principais clientes usam seus produtos.

Entre suas ações sociais, temos:

-o uso de materiais reciclados em 70% de seus produtos, além do compromisso de ampliar para 100% até o ano de 2025;

-substituíram o algodão convencional por cânhamo e algodão orgânico, que têm produções com menores impactos ambientais e ações de restauração;

-desde 1985, doam 1% das vendas anuais para a preservação e a restauração do meio ambiente. Seu fundador, Yvon Chouinard, junto com Craig Matthews, criaram a organização sem fins lucrativos chamada “1% para o Planeta”, para incentivar e ensinar outras empresas a fazerem o mesmo;

Chouinard costuma relatar que a marca Patagônia foi criada para ajudar a salvar o planeta, e isso demonstra claramente o posicionamento de sua liderança.

Líderes engajados nos projetos de impacto social são determinantes para seu sucesso. Não por acaso, seus esforços foram reconhecidos pela entidade mundial mais importante que trata do tema.

IBM

Se o case da Patagônia se destaca pelo papel da liderança nas suas ações sociais, o P-TECH da IBM é um exemplo do alinhamento bem-sucedido entre o know-how da empresa e sua contribuição para a sociedade.

Lançado em 2011, em parceria com educadores da cidade de Nova York, o programa tem como objetivo formar profissionais com as habilidades necessárias para a revolução digital em que vivemos.

Nesse caso, ele capacita jovens para conclusão do ensino médio, técnico e superior, voltados para a área de STEM (Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática), com práticas no ambiente de trabalho e mentorias no setor privado.

Pela complexidade do projeto, ele depende de parcerias com os governos locais. O Brasil e outros países da América Latina já fazem parte, e, em 2019, outros 20 já anunciaram sua intenção de aderir ao P-TECH.

A formação dura em média 3 anos e, em 2020, a previsão é de que 10 mil alunos iniciem seus estudos na América Latina.

Ambev

Outro ponto elementar para o sucesso dos projetos de impacto ambiental é a dedicação exclusiva de uma pessoa ou um setor para as ideias e as ações da empresa.

A Ambev traz um exemplo rico sobre isso. O programa educacional VOA foi desenvolvido para levar a mentoria e noções avançadas de gestão para o terceiro setor, e, inicialmente, era trabalhado de forma paralela pelo setor de RH.

Mas a demanda cresceu tanto e os efeitos foram tão positivos que, atualmente, sua dedicação é exclusiva e tem total apoio da diretoria.

Segundo os dados do site oficial do VOAsão 115 ONGs beneficiadas, 5 milhões de pessoas impactadas e 12 mil horas de seus funcionários doadas para a mentoria dos gestores do terceiro setor.

Bacana, não é mesmo? Essa doação de know-how e horas de trabalho é um modelo muito eficiente para empresas pequenas ou médias que querem trabalhar alguma ação de responsabilidade social.

Essa foi uma das ações que realizamos aqui na empresa, o projeto chamado One Rock, que explicamos a seguir.

Projetos Rock Content: a concepção de nossas ações sociais

Pelos cases que citamos, fica claro que o envolvimento da liderança, o fortalecimento da cultura entre os funcionários, o direcionamento das ações para áreas de conhecimento do negócio e o foco no que é realmente relevante para a sociedade são alguns dos pilares para o sucesso, certo?

Aqui na Rock Content eles também sempre nortearam nossas ações, inclusive aquelas que envolvem programas de incentivo, como é o caso do Festival Elas, produzido 100% por mulheres, e o Prêmio Zumbi de Cultura, que valoriza a cultura negra.

Rock.org

A concepção do projeto Rock.org traz todos esses elementos que citamos. Para começar, isso sempre foi um desejo dos fundadores da empresa, portanto, o apoio deles era garantido.

Mas como a empresa tem vivido um crescimento acelerado, não dava para tocar um projeto de tamanha grandeza e importância de forma paralela. Então, a decisão seguinte foi escolher alguém para se dedicar exclusivamente ao seu desenvolvimento.

benchmarking e o estudo de outros modelos, como o que propusemos ao citarmos os cases, também fez parte do nosso processo de criação, além, é claro, de misturar nossa cultura e nosso know-how para conceber um projeto de relevância para nossos stakeholders.

Assim nasceu a Rock.org, que tem como objetivo gerar oportunidades de crescimento para iniciativas sociais e jovens.

A ideia era abrir oportunidades para pessoas que não as tinham, compartilhar conhecimento com jovens que poderiam trilhar caminhos de sucesso e usar nosso know-how de marketing para dar a visibilidade que ONGs e instituições sociais precisavam para suas ações.

Para fazer tudo isso acontecer, no entanto, seria preciso engajar nossos colaboradores e garantir que eles pudessem dedicar uma parte de seu tempo de trabalho para o projeto.

Assim, decidimos parar todo o time por um dia. E, como todo gestor sabe, tempo é dinheiro.

Porém, essa ação gerou resultados diretos e indiretos muito mais substanciais do que o montante gasto. Além de impactar positivamente o público-alvo, que eram as ONGs e suas causas, o Rock Volunteer Day também trouxe:

-aumento do orgulho dos nossos colaboradores em fazerem parte de uma empresa socialmente responsável;

-atração de novos talentos que se identificaram com a ação;

-experiência diferenciada e gamificada para os colaboradores, que se viram em times fora dos habituais e trabalhando arduamente para o mesmo resultado.

No nosso caso, além do investimento de um dia inteiro dedicado a fomentar a plataforma Rock.org, também gastamos com premiações, material de divulgação e lanche, mas nada comparado ao retorno tão plural que tivemos.

Rock University

Rock University é uma das referências em conteúdo e formação para profissionais na área de marketing, e, a cada curso vendido na plataforma, outro é doado para um jovem que precisa de oportunidades de desenvolvimento ou um líder de ONG.

Empresário sombra

Em parceria com a ONG internacional Junior Achievement, recebemos alunos de instituições públicas para que eles vivenciem áreas profissionais de interesse.

Vivências como essas inspiram os futuros profissionais, demonstram a realidade do mercado e fazem com que eles saibam quais direcionamentos seguir para seu desenvolvimento acadêmico.

Aqui na Rock Content, além de conhecer setores relacionados ao Marketing Digital, também é possível visitar áreas de desenvolvimento e TI, bem como outras convencionais, como Recursos Humanos e Financeiro.

Ou seja, temos um mix de ações de responsabilidade social interessante por aqui. Enquanto algumas demandam investimentos, outras necessitam apenas da dedicação do nosso tempo ou a doação de um serviço que já está pronto.

Então, para uma empresa de médio ou pequeno porte, qual deles é o mais aconselhável? E como começar?

Plano de ação: como desenvolver seu projeto de impacto social em 2020

O primeiro passo, sem dúvidas, é envolver os gestores do negócio e fazer com que eles inspirem o restante do time. Depois, um brainstorming pode ajudar a encontrar uma causa para abraçar.

Faça um brainstorming

brainstorming, quando diferentes profissionais se juntam para pensar em novas ideias e soluções para uma demanda, pode trazer visões interessantes sobre problemas sociais e ambientais vivenciados no entorno da organização.

Por isso, é muito valioso que ele seja feito com profissionais de diferentes áreas, formações e níveis hierárquicos. Cada um deles terá uma perspectiva e uma experiência diferente em relação à sociedade e ao mercado em que a empresa está inserida.

Use cases de sucesso e redes sociais para se inspirar

Conhecer cases de projetos de impacto social é muito importante, uma vez que eles ajudam a entender a relação com o core business das empresas e até mesmo quais causas ainda estão carentes de atenção.

Outra medida interessante, especialmente para empresas pequenas e médias que não podem investir muito, é buscar ideias nas redes sociais.

Alguns perfis são dedicados exclusivamente a compartilhar boas ações, sejam de pessoas, sejam de empresas. Outros são de entidades que denunciam situações de risco, problemas ignorados ou comunidades negligenciadas. Alguns exemplos são:

  • @midiamor;
  • @razoesparaacreditar;
  • @sonoticiaboa;
  • @upworthy;
  • @greenpeace;
  • @unep;
  • @unesco;
  • @unicef.
instagram razoes para acreditar

Esses exemplos podem criar insights importantes para seu brainstorming e fazer com que um projeto social seja desenvolvido com o que a sociedade mais valoriza: relevância.

Saiba quais são os principais tipos de ações sociais

Algumas ações sociais são mais tradicionais, até mesmo pelo contexto histórico que apontamos. Entre elas temos:

Filantropia corporativa

Que pode acontecer de várias maneiras, desde a doação de parte dos lucros para instituições não governamentais e também a definição de políticas internas, como dobrar a doação que um funcionário faz para uma organização, por exemplo

Voluntariado corporativo

Que é quando a empresa dedica parte de seus talentos, especialmente os profissionais, para ajudar em causas sociais.

doação de 1% do horário de trabalho é um ótimo exemplo, que, aliás, é seguido por muitas empresas, inclusive a Salesforce.

Liderança ambiental

Promovendo mudanças em suas cadeias produtivas, comprando créditos de carbono e contribuindo para causas relacionadas ao meio ambiente.

Empresas que pregam a sustentabilidade também podem ser incluídas nessa categoria, afinal, estão diminuindo o impacto de suas atividades na natureza e, em muitos casos, reduzindo suas despesas de consumo.

Práticas éticas de trabalho

Promovendo a igualdade no ambiente corporativo, combatendo preconceitos, garantindo o respeito às diferenças e oferecendo benefícios mais justos para seus trabalhadores, como uma licença maternidade prolongada.

Responsabilidade econômica

Fazendo os pagamentos regulares de impostos, participando de programas de compensação para a sociedade e oferecendo salários que permitam que seus funcionários não fiquem suscetíveis às variações da economia local.

Defina os objetivos da empresa

Qual é o propósito da sua empresa? Quando a Patagônia decidiu trocar sua principal matéria-prima, quis diminuir os danos ambientais de sua cadeia produtiva, ainda que isso representasse um acréscimo no valor final de seus produtos.

A IBM quis formar profissionais que estivessem prontos para lidar com os novos desafios da Transformação Digital, e, quem sabe, absorver esses talentos em seu quadro.

Outras empresas almejam:

-melhorar as condições dos seus fornecedores primários;

-corrigir injustiças sociais;

-ajudar, por exemplo, 50 famílias carentes ou 400 jovens;

-tornarem-se referências em responsabilidade social.

É claro que o objetivo genuíno é ajudar, retribuir. Mas isso precisa ser traduzido em números, ou quantificado. Por isso, é fundamental racionalizar o que se espera de um projeto de impacto social. Uma boa dica para isso é seguir um checklist:

-alinhe os objetivos da empresa com o que é relevante para clientes, sociedade e funcionários;

-foque iniciativas que provoquem impactos reais;

-procure dados estatísticos sobre a demanda social para identificar possíveis conexões emocionais entre público e empresa.

Trace as ações necessárias para conquistar tais objetivos

Nesta etapa, é importante alinhar os objetivos sociais às mudanças que serão promovidas na empresa.

Aqui na Rock Content temos uma equipe jovem, inovadora e consciente. Desse modo, concluímos que propor uma ação que ajudasse na empregabilidade e na educação de outros jovens causaria um ótimo engajamento.

Assim, definir as ações ficou mais simples. Bastou juntar nossa força interna e seus conhecimentos de marketing para direcionar tudo isso para o público que queríamos atingir, fossem os jovens, fossem as ONGs que cadastramos e mentoramos.

Escolha ferramentas para incentivar as ações internas

Compartilhar conhecimento está na cultura da Rock Content, e, em um desses episódios, uma de nossas supervisoras trouxe informações e estratégias muito valiosas sobre gamificação.

Uma das premissas da responsabilidade social é usar recursos e talentos para promover os impactos necessários, certo?

Nesse caso, usamos esse conhecimento para criar um projeto que envolvesse nossos colaboradores e fizesse com que todos trabalhassem em alta performance no Volunteer Day.

Liste as atividades e seus respectivos prazos de conclusão

Fazer um planejamento ajudará a organizar as próximas etapas. Entre elas, podemos citar:

-conscientização e sensibilização dos colaboradores;

-identificação de um líder, talentos que podem ajudar na elaboração e multiplicadores para manter o time engajado;

-período de teste do projeto, de um ano, por exemplo;

-apuração dos resultados e eventuais ajustes.

Ponto de partida: comece agora

Depois que iniciamos nossas ações, nos envolvemos com outras entidades e projetos, muitas ONGs nos procuraram e trouxeram novas demandas e um universo de possibilidades surgiu no nosso horizonte.

Não conseguimos atender a todos imediatamente, mas criamos um modelo de edital por meio do qual as ONGs interessadas podem se inscrever.

Clientes da nossa empresa também nos procuraram querendo saber como começar, o que foi muito importante, afinal, inspiramos outras empresas a começarem também e essa onda multiplicadora deve continuar.

Então, que tal criar um projeto de impacto social na sua empresa?

Se pensar bem, seus colaboradores ficarão felizes em fazer parte de uma empresa engajada social e ambientalmente, a sociedade se beneficiará com suas ações e os clientes se identificarão com sua marca.

Todo mundo ganha, certo? Se ainda tem alguma dúvida ou quer entender como funciona nosso projeto, convidamos você para uma visita ao Rock.org, e, claro, nos colocamos à disposição para ajudar!

 

Fonte: Rock Content 

17 dez
Como conquistar novas audiências: bem-vindos à era do comportamento

O encontro da tecnologia com o marketing foi responsável por diversas mudanças na forma de pensar e de atuar das marcas.

Tempo de leitura: 2 minutos e 30 segundos 

Se você tivesse uma marca de moda infantil, você faria publicidade para pessoas que não têm filhos? Provavelmente não. Mas 39% das pessoas com intenção de comprar roupas para crianças não tem filhos pequenos.1 Quando você só olha para a segmentação demográfica, você perde oportunidades de negócio. Seja bem-vindo à era do comportamento.

O encontro da tecnologia com o marketing foi responsável por diversas mudanças na forma de pensar e de atuar das marcas. Algumas já estão incorporadas ao dia a dia, como automação de processos e otimização em tempo real. Outras ainda foram pouco exploradas, mas têm grande potencial de transformar estratégias e acelerar resultados de negócio, como a ativação do público por meio de audiências baseadas em sinais de comportamento, agrupados de forma anônima.

Em média, campanhas focadas em comportamentos apresentam 20% mais ad recall

Em um cenário onde a privacidade e o respeito aos dados é cada vez mais importante, o desafio é entender as reais necessidades das pessoas, sem colocá-las em caixinhas. Até hoje a maioria das marcas parte de um profundo estudo psicográfico de seus consumidores para definir os comportamentos que serão ativados pelos esforços de comunicação. O problema é que nesse processo se perde muita inteligência. Na hora da execução, frequentemente essa riqueza de informações ainda se traduz em uma generalização superficial baseada em gênero e idade. Quem nunca transformou estudos e dados riquíssimos de comportamento em um perfil demográfico genérico na hora de ativar uma campanha?

Numa era em que há uma infinidade de soluções disponíveis para consumidores cada vez mais informados, ser relevante para as pessoas certas é fundamental. Por isso, planejar uma campanha com base em dados demográficos básicos já não faz mais sentido. Essas generalizações podem resultar na perda de negócios e até prejudicar a imagem da sua marca aos olhos de quem não se vê representado.

Pensando além de idade ou gênero

Você sabia que a proporção entre homens e mulheres interessados em comprar itens de decoração online é praticamente a mesma? Ou que quase 40% dos hardcore gamers adultos e sem filhos são mulheres?1

Esses exemplos mostram como é fácil errar usando os estereótipos do passado. Além disso, os próprios consumidores já se veem livres das normas: apenas 10% das pessoas dizem que seu gênero ou idade têm alta influência em seus interesses.2

O risco que as marcas correm ao segmentar sua estratégia para uma fatia da população é deixar de fora pessoas de alto valor para seu negócio, que podem não se encaixar na maioria ou em um padrão imaginado. Campanhas focadas em comportamentos são mais lembradas justamente pela originalidade e por encontrar quem importa.

A boa notícia é que as marcas já contam com ferramentas como as Audiências Avançadas, que constroem a ponte entre comportamentos-chave e execução de marketing.

O que são Audiências Avançadas?

Esse é o termo usado pelo Google para interesses e intenções que não levam em conta parâmetros de idade e gênero. A escala das plataformas Google permite que bilhões de sinais sejam avaliados quase em tempo real, com atualizações ininterruptas. Assim, semelhanças de comportamento em múltiplos contextos são detectadas e organizadas para uso das marcas.

Um bom exemplo do uso da ferramenta é o caso de SBP da Reckitt Benckiser. A marca testou duas campanhas em um esforço de comunicação always-on: uma com segmentação demográfica tradicional e outra com os principais comportamentos relacionados à categoria.

A principal descoberta foram os bons resultados da marca com públicos novos, como os homens. Eles não estavam no radar das campanhas anteriores e apresentaram o mesmo ad recall que as mulheres na campanha focada em cuidados com os filhos, tradicionalmente direcionada apenas para mães.

Além disso, a campanha de audiências apresentou índices melhores de ad recall e de intenção de compra, como explica Iuri Maia, Gerente de Mídia Digital da Reckitt Benckiser: “Queríamos provar que atrelar comportamentos específicos a uma comunicação relevante traria melhores resultados, e foi exatamente o que aconteceu”.

 

Resultados semelhantes aparecem globalmente no Google. Em média, campanhas focadas em comportamentos apresentam 20% mais ad recall3 e 40% mais intenção de compra do que campanhas segmentadas por dados demográficos.4

Os dados acima mostram a eficiência de trabalhar com audiências comportamentais, e que os próprios consumidores já se veem livres de padrões. Assim, as marcas têm a oportunidade de liderar essa transição e estabelecer uma vantagem competitiva ao criar relevância sem perder inteligência.

Fontes (4) 

1 Google Internal Data 2019

2 Google Consumer Survey, Brasil 2018

3 Google Brand Lift, Global, Análise de smartphones feita entre outubro de 2016 e março de 2017

4 Google Brand Lift, Global, Análise de smartphones feita entre julho de 2017 e junho de 2018

 

Fonte: Thinking with Google 

20 nov
4 coisas que você deve saber antes de iniciar uma transformação digital

As verdades de ontem não necessariamente são as mesmas de hoje e provavelmente não serão as de amanhã.

 

Mudanças e transformações são parte da nossa história

 

O termo “transformação digital” tem sido usado cada dia mais e sem nenhuma moderação. Cresce na carona de uma Modernidade Líquida, termo cunhado pelo polonês Zygmunt Bauman, para descrever um contexto social, cultural e econômico volátil e em constante metamorfose.

As verdades de ontem não necessariamente são as mesmas de hoje e provavelmente não serão as de amanhã. Deu nó? Não se preocupe. É parte do processo de adaptação.

E não importa sua profissão ou em que ramo de negócio você trabalha, nem sua idade ou posição econômica e social. Independe também da sua área de atuação e nível hierárquico. Acredite, o mundo sempre foi assim. Mudanças e transformações são parte de nossa história.

A grande diferença que vivemos, em nossos tempos, é o ritmo e velocidade dessas mudanças. Nossos pais viveram tempos diferentes de nossos avós. Nós, em um mundo com cada vez mais acesso a tecnologias digitais, temos avançado num ritmo nunca antes experimentado. Diferente das gerações anteriores, conseguimos perceber grandes transformações dentro de nosso próprio ciclo.

Mas não se preocupe. Sugiro substituir qualquer eventual receio, que terá efeito paralisador, pela curiosidade, que terá efeito mobilizador.

Vou usar um exemplo de como nossos hábitos se transformam e às vezes mal notamos. Pense no Uber, que surgiu como algo inusitado. Torcíamos o nariz desconfiados para adotá-lo, mas pouco a pouco, mais e mais pessoas foram usando, recomendando e hoje essa forma de mobilidade já está incorporada à nossa rotina.

Observando artigos, eventos e discussões sobre o tema transformação digital, fiquei com uma imagem de um barco sem bússola, em que cada passageiro está remando para um lado diferente. Assim, peço sua licença para propor uma reflexão sobre 4 fundamentos de uma transformação digital.

Fundamentos que derivam de uma jornada de 20 anos liderando transformações digitais em organizações multinacionais, associações, eventos, palestras, livros e em especial de um olhar sempre curioso sobre esse mundo líquido, que insiste em não parar de evoluir e ser diferente a cada novo amanhecer.

 

1. Precisa haver uma razão geradora

Entrar em um processo de transformação digital sem entender o porquê é muito perigoso. “Vou fazer porque preciso fazer” ou “Vou fazer porque meu concorrente fez” ou ainda “Vou fazer porque há um mandato da liderança da empresa” não são razões geradoras. Cuidado!

O risco de iniciar um processo sem uma razão geradora correta é o de entrar “mais ou menos” convencido nesse processo e ver um consumo de recursos, alinhamentos sem fim e potencial frustração.

A razão geradora, na minha opinião, deve ser externa ao negócio. Questione: Meu negócio existe para servir a quem? Quais comportamentos e dores do meu cliente? Como posso servi-lo? As organizações modernas e que tanto admiramos têm seu foco no cliente, nas pessoas, e não em seus serviços ou produtos. Se a Kodak ou Blockbuster tivessem feito essas perguntas, talvez estivessem ainda no mercado.

 

2. É um tema de negócios e não de tecnologia

Quem tem mais de 35 anos vai lembrar que nos anos 1980 e 1990 houve um boom do Marketing de Relacionamento, quando plataformas tecnológicas eram adquiridas com um apetite insaciável. Chegou um momento em que elas não conseguiam mover o ponteiro do negócio e tudo caiu por terra.

A tecnologia é importante, porém como meio e desde que esteja a serviço do negócio, que está a serviço das pessoas. Ser o mais avançado tecnologicamente em algo de nada vale se não se consegue extrair um valor tangível e percebido pelas pessoas.

 

3. Tem início, meio, mas não tem fim

Vejo empresas, consultorias e profissionais tratando a transformação digital como um projeto. Cuidado! Se vivemos em um mundo líquido, em constante evolução, como essa transformação pode ter fim?

Existe apenas porta de entrada para um processo vivo e mutante. O mundo, o mercado, os concorrentes, as tecnologias, as pessoas, enfim todo o contexto irá mudar com o tempo. Melhor investir energia e preparar sua organização para ter agilidade em adaptar-se a novas realidades versus ficar tentando prever centenas de cenários que do dia para a noite mudam completamente.

Se tivesse uma cadeia de hotéis, como poderia me preparar para algo como Airbnb? Novos concorrentes e tecnologias surgem todos os dias.

 

4. Se fundamenta em uma transformação cultural

Ainda dentro do tema tecnologia, acredito que não se dê a devida importância ao elemento principal e basilar para qualquer transformação digital: eu, você, nós. As pessoas.

Elas serão a principal barreira ou facilitador de qualquer processo de transformação. Juntas, elas formam a cultura de qualquer empresa. O pensamento de Peter Drucker de que “Cultura come estratégia no café da manhã” é real, acredite.

A transformação das pessoas será, portanto, fundamental para qualquer esforço de transformação digital. Mas cuidado para não cair na armadilha de que temos aqui um desafio geracional. Não é. É puro mindset. Existem profissionais de vinte e poucos anos mais conservadores que outros de quarenta e poucos.

 

Fonte: ÉPOCA Negócios

15 nov
Startup x Investidor: quais os atributos para o match?

Poder contar com o aporte financeiro de terceiros para fomentar o negócio e fazer a startup crescer é o sonho de todo empreendedor no early stage, seja para trazer escala às vendas, ganhar mercado, engordar o faturamento ou tornar-se rentável.

No Brasil, o capital de risco ainda é muito inferior ao de economias mais maduras, como a dos Estados Unidos e a do Reino Unido. Enquanto lá fora o percentual chega a 2%, aqui não alcança um décimo disso. Ainda assim, de acordo com a Lavca (Associação de Venture Capital da América Latina), em 2018, o valor investido em startups latino-americanas praticamente dobrou, se comparado a 2017.

Só o Brasil respondeu por quase 70% desse acréscimo, com US$ 1,3 bilhão em 2018 (51% maior que o ano anterior). Esse potencial precisa ser explorado e o primeiro entendimento para isso é o de que o venture capital não é um adventure capital. Alguém disposto a investir em startup vai querer certificar-se de que está colocando dinheiro em algo com boas chances de lucratividade.

Não conhecer o mercado, os concorrentes, ter o projeto ainda embrionário – no papel –, dedicar-se a outras atividades sem estar focado no desenvolvimento da startup, repelem o venture capital. Passar a ideia de que dispõe de recursos, mas prefere que outros assumam o risco também não é um atrativo para o investidor.

Para vender o negócio e chamar a atenção em meio a um ecossistema que já conta com mais de 12 mil startups, é preciso uma atitude positiva, ser hands on, reunir colaboradores que possam ajudar com soluções, adotar boas práticas. Isso é suficiente? Embora as pessoas comprem de pessoas, para fazer dinheiro não basta ter um propósito bem definido e acreditar nele. O capital de risco busca oportunidades em negócios promissores e isso significa dizer que é preciso apresentar algo concreto: um plano de negócio, um protótipo, um estudo de mercado, um produto minimamente viável. Os investidores descartam ideias se elas não forem executáveis. Tê-las bem estruturadas, formatadas e em aplicação são os atributos para o match.

Remando contra a cultura dominante e tentando mudá-la, o empreendedor deve cercar-se de informações financeiras, fiscais e trabalhistas. Ter um contador ou advogado de confiança é um elemento cada vez mais notado pelos empreendedores. Se antes este cuidado vinha apenas depois de um tempo de iniciado o empreendimento, os novos players estão combinando sua ousadia com leis, contabilidade e finanças. As chances de sobrevivência serão muito maiores.

Fonte:Startupi

08 nov
4 desafios que as mulheres enfrentam na hora de empreender e como superá-los

Quando se trata das mulheres, a tendência é que e a jornada seja (no mínimo) dupla

 

Ter uma rede de apoio e buscar capacitação são algumas das medidas para superar desafios

 

Empreender é desafiador e, em especial no começo, envolve acumular diferentes funções e estar disponível o tempo todo. Quando se trata das mulheres, a tendência é que e a jornada seja (no mínimo) dupla. Afinal, muitas ainda acumulam funções dos seus lares e não recebem o mesmo estímulo que os homens para ter seu próprio negócio.

Em entrevista, a consultora do Sebrae Maria Augusta Pimentel Miglino destacou os quatro principais desafios que afligem as empreendedoras nesse caminho. Para cada um deles, algumas práticas podem ajudar na superação e no melhor desenvolvimento do negócio. Confira:

 

Vida pessoal

Cuidar dos filhos, de familiares idosos e dos afazeres domésticos não são obrigações exclusivas das mulheres,  mas como sabemos, ainda é comum que elas sejam mais sobrecarregadas por elas do que os homens. Não à toa, uma pesquisa realizada pela Rede Mulher Empreendedora mostrou que 70% delas abrem um negócio em busca de flexibilidade.

Porém, equilibrar os compromissos familiares com os do negócio ainda é um desafio, segundo a consultora Maria Augusta. A solução para mitigá-lo passa por vários fatores, entre eles, o diálogo. “O ideal é ter uma rede de apoio de pessoas que possam ajudá-las, tanto na família quanto na empresa. Também é preciso engajar os homens nesse debate e mostrar que os fardos devem ser divididos”, diz ela.

Quem comanda um negócio também deve levar o tema em conta no que diz respeito às suas funcionárias. Miglino destaca que empresas com mais estrutura podem investir, por exemplo, na oferta de berçários dentro do seu próprio espaço. Outras opções incluem um auxílio para o pagamento de creches, a oferta de jornadas mais flexíveis e uma licença-maternidade mais longa. “Medidas como essas criam um ambiente mais seguro para que as mulheres voltem a trabalhar depois de ter um filho.”

 

Acesso ao crédito

Segundo dados do Sebrae, as mulheres têm um nível de inadimplência ligeiramente mais baixo do que os homens (3,7% contra 4,2%). Apesar disso, Miglino afirma que elas tendem a ter mais dificuldade de acessar crédito para os seus negócios. Em média, também pagam taxas anuais de juros 3,5% maiores do que os homens.

De forma geral, dois fatores influenciam nesse cenário. Um deles é a postura de muitos gerentes de bancos diante de negócios comandados por mulheres. “Para muitos, elas não são a figura que deveria estar à frente da empresa ou não são capacitadas para conduzir determinadas iniciativas”, afirma.

Em muitos casos, também falta experiência ou segurança na hora de negociar empréstimos. Superar os dois pontos, segundo a consultora, envolve desde fortalecer a auto-confiança até desenvolver melhores técnicas de negociação. “Existem vários cursos sobre esse tema, mas essa competência será realmente desenvolvida ao longo da vida”, afirma a consultora. “O mais importante é ter confiança e se sentir à vontade para negociar, mesmo que alguém questione sua capacidade.”

 

Mortalidade dos negócios

Segundo a consultora, negócios comandados por mulheres tendem a morrer mais cedo que os comandados por homens. Embora seja difícil estabelecer uma relação de causa e efeito, ela explica que é possível ter alguns indícios das causas a partir das condições em que elas empreendem.

Dados do Sebrae mostram que 44% delas, por exemplo, empreendem por necessidade (como para superar o desemprego ou aumentar a renda). Entre os homens, o percentual é de 32%. “Grande parte delas abre um negócio não porque teve uma ideia genial ou porque sonhava com isso, mas porque precisou começar a vender doces ou fazer o cabelo da vizinha para ganhar dinheiro”, explica a consultora.

Uma média de 40% delas também empreendem sem ter uma experiência anterior no setor, contra um percentual de 27% entre os homens. Segundo a consultora, as principais causas para a mortalidade de uma empresa são dificuldades de planejamento, gestão financeira e falta de experiência para lidar com funcionários. “Para que uma empresa gerenciada por uma mulher viva mais, é importante que ela se capacite em diferentes frentes.”

 

Faturamento mais baixo

Embora as mulheres sejam 16% mais escolarizadas que os homens, segundo dados do Sebrae, as empresas comandadas por elas faturam, em média, 22% menos que as deles. Miglino diz que as explicações para esse fator, embora ainda sejam estudadas, são influenciadas pelos fatores anteriores e pela posição da mulher na sociedade.

“Geralmente esses negócios são menos rentáveis, têm menos valor agregado e estão em setores pouco avançados em tecnologia, até pelo fato de muitas empreenderem por necessidade”, explica. Setores como robótica, biotecnologia, tecnologia da informação e fintechs, que têm mais potencial de escalar, ainda têm baixa presença feminina.

A solução para esse ponto, segundo ela, começa já na educação primária, quando as meninas podem ser mais estimuladas a se interessar por disciplinas como matemática e robótica. Na idade adulta, elas também podem ser beneficiadas por programas de incentivo à participação em setores como o tecnológico. “Também precisamos mostrar mais exemplos de mulheres bem sucedidas, incluindo desde cientistas até empreendedoras.”

Essa, aliás, é uma das propostas da sala 1.000 Mulheres da Feira do Empreendedor 2019 Sebrae-SP. Entre as palestrantes estão algumas das empreendedoras atendidas pelo programa de mesmo nome, que foca na capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade. Após uma primeira ação, realizada em São Paulo (SP), o projeto será aberto à população de todo o estado.

 

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios 

29 out
Esta é a principal dificuldade dos donos de pequenas empresas

Pesquisa realizada pelo Sebrae entre maio e agosto deste ano, traçou o perfil dos empresários de micro e pequenas empresas

A conquista de clientes ainda é a principal dificuldade encontrada no dia a dia pelos donos de pequenos negócios no Brasil, assim como uma das razões mais apontadas como causa para o encerramento de suas atividades.

É o que indica a pesquisa feita pelo Sebrae envolvendo mais de 10 mil empreendedores de todo o país. A alta carga tributária também foi apontada pelos empresários como um dos obstáculos para os negócios. Segundo o levantamento, um a cada três empreendedores admitiram já ter atrasado o pagamento de algum imposto.

A pesquisa feita pelo Sebrae teve como objetivo levantar o perfil dos empresários donos de microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). O trabalho identificou que, para 24% dos empreendedores, conquistar clientes e vender mais é uma das maiores dificuldades para quem decide abrir o próprio negócio.

Outros 17% apontaram a carga tributária como obstáculo, enquanto 10% dos entrevistados afirmaram não enfrentar adversidades. Entre outras dificuldades identificadas pela pesquisa, apareceram a mão de obra, inadimplência, problemas para conseguir crédito e controlar ou gerenciar o dinheiro da empresa.

“O acesso a crédito ainda é um ponto de fragilidade para as micro e pequenas empresas, mas que começa a mudar com a criação e expansão da Empresa Simples de Crédito pelo país. Com dinheiro no caixa, o dono do pequeno negócio ganha fôlego para investir em ações de marketing para também atrair mais clientes”, pondera o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Eleita como a segunda maior dificuldade dos empresários, a alta carga tributária também preocupa e faz com que o empreendedor atrase o pagamento de algum tipo de imposto. Isso aconteceu, de acordo com o levantamento, com 31% dos donos de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Nesse universo, uma parcela expressiva de empresários (43%) ainda não conseguiu regularizar o pagamento dos tributos.

Mais da metade das pessoas ouvidas (52%) admitiram que necessitam de uma maior capacitação na área de controle e gestão financeira, enquanto 47% afirmam que precisam de qualificação na área de propaganda e marketing e 44% enfrentam ainda dificuldade com a gestão das redes sociais da empresa. Percentual igual ao de empresários que precisam de treinamento para melhorar a qualidade de seus produtos ou serviços. Saber atender melhor o cliente e buscar orientação para a obtenção de crédito ou empréstimo é a carência apontada por 42% dos entrevistados.

A pesquisa do Sebrae também confirmou a importância da formalização para os donos de micro e pequenas empresas. Cerca de 70% dos empreendedores têm o próprio negócio como única fonte de renda. Mesmo percentual indicado para os empresários que apontam a abertura do negócio como uma medida que possibilitou maior ganho financeiro. Já para 77% dos entrevistados, a obtenção de um CNPJ foi a ferramenta que assegurou melhores condições no momento de compra junto aos fornecedores.

Números da pesquisa

  • 24% avaliam a dificuldade de conquistar a clientela como maior desafio
  • 17% reclamam da carga tributária
  • 52% desejam maior qualificação nas áreas de controle e gestão financeira
  • 44% ainda não sabem usar as redes sociais
  • 31% já deixaram de pagar algum tipo de imposto
  • 31% já buscaram e conseguiram empréstimo
  • 18% começaram a empreender por necessidade
  • 50% estão no negócio por ter tido conhecimento ou experiência

14 out
5 lições que mostram que errar logo no primeiro investimento pode ser bom

Um pouco de sorte sempre ajuda, mas não invista contando com ela

No começo da década de 80, minha família tinha o controle acionário da Bahema, que, na época, era uma revendedora da Caterpillar com sobras de caixa. Fizemos nesse período a primeira das muitas compras de participações em empresas de capital aberto que faríamos ao longo dos anos.

A escolha da primeira investida nos parecia óbvia porque tínhamos acabado de conseguir um sócio para o nosso projeto agropecuário que estava exigindo investimentos num nível muitíssimo maior do que tínhamos previsto.

Isso era agravado pela forma burocrática com que os recursos eram liberados. Naquela época, a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) permitia a utilização de parte do imposto de renda das pessoas jurídicas para aplicação em projetos aprovados, num múltiplo dos investimentos feitos com recursos próprios, que estavam, no seu julgamento, de acordo com o projeto aprovado.

Mas, a quase todo momento, tínhamos o desgosto de ver gastos glosados por motivos burocráticos quase intransponíveis. Assim, a relação de investimentos próprios para os incentivados (oriundos de IR), que deveria ser de 1 para 3, na prática se tornava 1 pra 1.

Nessa procura por capital, nos sensibilizamos pelo interesse de outra empresa baiana de capital aberto, a Correa Ribeiro S/A, em querer participar do projeto e assim também usar parte do seu IR.

Como a empresa estava se revelando uma boa parceira, chegamos à conclusão “lógica” de que comprar uma participação minoritária na Correa Ribeiro poderia ter enorme sucesso. Ledo engano e erro de principiante.

Entendíamos muito pouco do negócio da empresa – exportação de cacau. Além disso, a maior parte da atividade se passava em terreno nebuloso de negociação de contratos futuros (vendidos ou comprados), sobre os quais tínhamos uma visão muitíssimo limitada.

Naquela época, tive a surpresa de descobrir que as bolsas de mercadoria pelo mundo negociavam mais de 20 vezes a safra mundial de cacau. O lucro do traders dependia muito mais de acertar esses trades do que da margem física da compra e venda. E foi no desconhecimento dessas coisas que erramos.

Tentamos que a empresa fosse obrigada a nos mostrar todos os contratos que tinha em aberto em bolsas fora do Brasil (Londres e Chicago principalmente), mas, nos anos 80, a legislação considerava legítimo que isso fosse quase impossível. A visão era de que o sigilo era parte vital do sucesso do negócio.

Fazendo uma longa história curta, saímos em alguns anos, com um prejuízo ainda suportável. E com diversos pequenos atritos no relacionamento: mais de 30 anos depois, porém, ainda deu para manter um nível razoável de diálogo.

As lições que ficaram, de erros que não voltamos a repetir nos investimentos seguintes:

– Tente conhecer o negócio em que está entrando de maneira profunda e questione todas as suas premissas;

– Tente conhecer em profundidade o quadro acionário, especialmente os que dirigem a empresa. Seja ele o acionista controlador, o grupo controlador ou os principais players deste quadro;

– Aproveite ao máximo o “tempo de namoro”. Em outras palavras, para ter o conhecimento sugerido nos itens anteriores, em geral é melhor ir aumentando aos poucos a participação na investida. Tenha o cuidado de ir passo a passo e, a cada passo, dar uma parada para “meditação”;

– Entenda os fatos reguladores que envolvem o negócio em que irá investir e avalie as possibilidades de como estes fatores deverão evoluir;

– Por último: um pouco de sorte sempre ajuda, mas não invista contando com ela.

Muitas lições aprendidas! Nas próximas colunas, começarei a falar de casos de sucesso. Só o Juízo Final para esclarecer se teríamos tantos casos de sucesso se não tivéssemos começado errando.

Publicado por: InfoMoney 

09 out
Como está o nível de organização digital das empresas no Brasil?

Algumas conclusões são da pesquisa Paradigma Digital, uma parceria Talenses Group e Digital House Brasil

Se falar em Transformação Digital e as mudanças que ela provoca no mercado de trabalho não é um conceito propriamente novo, o que não envelhece é a preocupação quanto à velocidade que as empresas precisam se reinventar para acompanhar o surgimento de novos cenários, a cada ano.

Ponto pacífico que os profissionais digitais são o embrião necessário para provocar a mudança e as organizações que não entenderem isso deixarão de existir mais rápido do que imaginam – e desejam.

Logo, entender as novas formas de organização das empresas no Brasil, e os principais fatores que as levam a repensar o modo como conduzem seus negócios, torna-se vital.

Fruto de uma parceria entre o Talenses Group e a Digital House Brasil, a pesquisa “Paradigma Digital”, buscou compreender o comportamento das empresas em relação a um tema capital: o modo como cada organização está digitalmente estruturada e sua demanda por profissionais com competências digitais.

Participaram da coleta de dados 102 empresas com sedes mundiais no Brasil, América do Sul, Europa, Ásia e América do Norte; 84% das companhias pesquisadas ficam em São Paulo; 4% em Minas Gerais; 2% no Rio Grande do Sul; 6% no Rio de Janeiro; 2% no Paraná; 1% na Bahia; 1% no Ceará; e 1% em Santa Catarina.

33% das empresas pesquisadas pertencem à Indústria, 38% aos Serviços, 17% são de outros ramos de atividade e 12% estão no Comércio. Em termos de números de funcionários, 62% das companhias entrevistadas têm mais de 499 colaboradores, 28% entre 100 e 499 e 10% entre 50 e 99.

Inovação é o fator mais afetado pela audiência de profissionais digitais nas empresas

‘Regular ou ruim’

A primeira pergunta do estudo, “Como está o nível de organização digital da sua empresa?”, é reveladora: 48% dos entrevistados no setor de Serviços dizem que está “regular ou ruim”, contra 52% que responderam “bom”. No Comércio, 59% responderam “regular ou ruim”, contra 41% de “bom”. Na Indústria, o cenário mostra-se inquietante: 64% dizem que o nível de organização digital de suas empresas está “regular ou ruim”, contra 36% que entendem ser “bom”.

“Ainda há uma confusão por parte das empresas, de certa forma natural, sobre o que é estar organizado digitalmente ou o que é maturidade digital organizacional. Isso precisa ser levado em consideração. O primeiro passo é o esclarecimento deste conceito”, comenta o CEO do Talenses Group, Luiz Valente.

Para ele, hoje, “o desafio está em sair na frente na busca deste novo profissional digital, que passa a ser extremamente valorizado pelo mercado e, portanto, cada vez mais disputado”.

“Fica claro que o setor de serviços foi mais impactado pela questão digital, dada a sua conexão direta com o seu cliente final. Nem sempre uma indústria tem essa relação direta com o consumidor e com a sua cadeia de distribuição”, entende Carlos Alberto Júlio, CEO da Digital House Brasil.

Quando falamos em “porte” das empresas no âmbito da organização digital, tanto as grandes, quanto as pequenas e médias, sofrem: 56,7% das grandes companhias dizem que o nível de organização digital é “regular ou ruim” (43,3% entendem ser “bom”). Entre as pequenas e médias, mais de 6 em cada 10 (64%) entram na primeira cota, contra 36% das que se dizem satisfeitas.

“Muitas vezes, uma PME consegue resolver seus problemas na base do heroísmo de poucas pessoas. Conforme uma empresa cresce, ela não consegue replicar esses heróis. Ela precisa que sua performance dependa de novas metodologias, processos, dados e sistemas, por isso a diferença de nível de maturidade”, afirma o diretor Acadêmico da Digital Edney Souza.

Inovação prejudicada

O estudo, que também apresenta o senior manager da Divisão de Recrutamento de TI & Digital do Talenses Group, Leandro Bittioli, entre os seus analistas, traz os fatores mais prejudicados nas empresas devido à ausência do profissional digital.

A inovação lidera, com 21%. Depois vêm competitividade (16%), velocidade da entrega (16%), crescimento (15%), imagem da marca (9%), qualidade da marca (8%), lucratividade (6%), clima organizacional (5%), política salarial (3%) e recrutamento (2%).

O estudo completo, que abordará um levantamento relativo à demanda por profissionais digitais, a área que mais demanda a contratação deles, um ranking dos profissionais digitais mais buscados e quais são mais difíceis de recrutar, tem lançamento marcado para a próxima terça, em São Paulo.

“Não importa se é uma pequena empresa ou se é uma grande corporação. É preciso ter a consciência de que há a necessidade de implantar uma cultura digital. A cultura do agile. A cultura do erro honesto, que não pode ficar no campo do ‘errou está fora’, mas do erro que provoca a inovação”, reforça Carlos Alberto Júlio.

“Estamos progredindo, mas o caminho a trilhar é muito maior do que já foi percorrido, pois exige uma mudança de mindset extremamente complexa. É primordial investir na capacitação profissional em todos os níveis: de analista a gerente, para que eles possam ser a força que ajudará as empresas a se reinventar e a se manterem competitivas.”

 

Fonte: Época Negócios 

02 out
Como Vender no Instagram: 11 dicas que Realmente Funcionam

Você tem olhado para as redes sociais na hora de vender os produtos do seu Ecommerce? Bom, deveria… É por isso que aqui estão 11 dicas de como vender no Instagram.

Ótimos espaços para atrair, engajar e converter, o uso de ações de marketing em mídias como Facebook, Twitter e Whatsapp é uma boa opção na hora de vender mais. No entanto, uma rede social ideal para Ecommerce ainda é esquecida por muitos donos de lojas virtuais: o Instagram.

A rede, que vem lançando diversas ferramentas para potencializar vendas no Instagram, traz uma oportunidade interessante para o Comércio Eletrônico.

Como mostra a pesquisa da Locowise, 75% dos usuários do Instagram já fizeram uma ação, como visitar um site, a partir de um anúncio ou publicação. Além disso, a pesquisa também mostrou que metade dos usuários da rede social seguem ao menos um negócios, e que 60% deles afirmam aprender sobre um produto na plataforma.

Diante de dados como estes, fica claro que vender no Instagram para impulsionar seu Ecommerce é uma escolha sábia. Além disso, o Instagram é a rede social em maior expansão no país tanto em termos de audiência quanto de engajamento.

Embora seja muito atraente – e divertida de se trabalhar –ainda são poucos os empreendedores que realmente sabem como usar a rede social a favor do Ecommerce.

Este guia traz 11 dicas práticas para você vender dentro do Instagram com passos que você não pode mais ignorar.

1. Perfil comercial

A primeira dica de como vender no Instagram é começar a trabalhar sua base, o seu perfil na rede social. Para ter acesso às melhores funções da rede social para uma empresa, o perfil a ser usado deve ser de caráter comercial.

Isso precisa ser levado em conta seja se você está criando um perfil para sua empresa do zero, seja está apenas usando um perfil pessoal para os anúncios. No segundo caso, é possível alterar o tipo de perfil e transformar a sua conta de pessoal em comercial.

A conta de negócios oferece mais recursos de análise de dados, métrica, impulsionamento e possibilidade de link no stories.

Para conseguir criar esta conta, basta criar uma fanpage no Facebook e vincular com a sua conta do Instagram. Não é possível criar uma conta de negócios sem a Fanpage.

Depois que seu perfil estiver com a função comercial, você deverá fazer algumas otimizações simples. O objetivo dessas otimizações é passar uma boa imagem inicial do seu negócio, capaz de atrair seguidores e futuros clientes.

2. BIO, biografia ou descrição

Preste atenção à BIO. A frase ali descrita deve contar para o seu cliente o que você faz e como pode ajudá-lo. A descrição do seu negócio deve ser pensada com a finalidade de conversar com seu público, fazendo-as decidir se vão ou não seguir o perfil e clicar na sua página.

Ótimos espaços para atrair, engajar e converter, o uso de ações de marketing em mídias como Facebook, Twitter e Whatsapp é uma boa opção na hora de vender mais. No entanto, uma rede social ideal para Ecommerce ainda é esquecida por muitos donos de lojas virtuais: o Instagram.

A rede, que vem lançando diversas ferramentas para potencializar vendas no Instagram, traz uma oportunidade interessante para o Comércio Eletrônico.

Como mostra a pesquisa da Locowise, 75% dos usuários do Instagram já fizeram uma ação, como visitar um site, a partir de um anúncio ou publicação. Além disso, a pesquisa também mostrou que metade dos usuários da rede social seguem ao menos um negócios, e que 60% deles afirmam aprender sobre um produto na plataforma.

Diante de dados como estes, fica claro que vender no Instagram para impulsionar seu Ecommerce é uma escolha sábia. Além disso, o Instagram é a rede social em maior expansão no país tanto em termos de audiência quanto de engajamento.

Embora seja muito atraente – e divertida de se trabalhar –ainda são poucos os empreendedores que realmente sabem como usar a rede social a favor do Ecommerce.

Este guia traz 11 dicas práticas para você vender dentro do Instagram com passos que você não pode mais ignorar.

1. Perfil comercial

A primeira dica de como vender no Instagram é começar a trabalhar sua base, o seu perfil na rede social. Para ter acesso às melhores funções da rede social para uma empresa, o perfil a ser usado deve ser de caráter comercial.

Isso precisa ser levado em conta seja se você está criando um perfil para sua empresa do zero, seja está apenas usando um perfil pessoal para os anúncios. No segundo caso, é possível alterar o tipo de perfil e transformar a sua conta de pessoal em comercial.

A conta de negócios oferece mais recursos de análise de dados, métrica, impulsionamento e possibilidade de link no stories.

Para conseguir criar esta conta, basta criar uma fanpage no Facebook e vincular com a sua conta do Instagram. Não é possível criar uma conta de negócios sem a Fanpage.

Depois que seu perfil estiver com a função comercial, você deverá fazer algumas otimizações simples. O objetivo dessas otimizações é passar uma boa imagem inicial do seu negócio, capaz de atrair seguidores e futuros clientes.

2. BIO, biografia ou descrição

Preste atenção à BIO. A frase ali descrita deve contar para o seu cliente o que você faz e como pode ajudá-lo. A descrição do seu negócio deve ser pensada com a finalidade de conversar com seu público, fazendo-as decidir se vão ou não seguir o perfil e clicar na sua página.

Foto de perfil

É muito importante que a foto do seu perfil comercial faça referência à empresa. Pode ser um logotipo ou, caso sua empresa tenha por foco sua própria pessoa, pode ser uma foto tirada com uma ar bem profissional, que te mostre como autoridade no assunto.

A do Ecommerce na Prática, por exemplo, até agosto de 2018 carregava a foto do Bruno de Oliveira. Hoje, com a empresa mais conhecida, é a logo que utilizamos.

Não se esqueça do link para sua loja

A BIO é o único espaço do Instagram onde pode inserir um link clicável, então não deixe de lado. Adicione um link para o seu Ecommerce, seja marketplace ou loja virtual. De preferência, crie um link único para adicionar no seu perfil do Instagram, assim você consegue ver quantas visitas chegam até sua página através da rede social.

Nas postagens, pode sempre fazer uma call-to-action (CTA) que chame as pessoas para clicarem na BIO. Os usuários dessa plataforma já conhecem esse tipo de chamada.

“LINK NA BIO”

Existe um aplicativo chamado Linktr.ee que permite que inclua mais links neste espaço. Pode colocar, por exemplo, sua página no Facebook ou canal no Youtube. Atente, no entanto, à quantidade de links.

3. Instagram Shopping: crie sua lojinha

Falei lá em cima que o Instagram está lançando cada vez mais funcionalidades para empreendedores na plataforma. A mais interessante delas é o Instagram Shopping, onde você pode cadastrar seus produtos e vender diretamente por lá.

Isso é positivo diminui o caminho de compra. Assim, em vez de jogar o consumidor para outra página, é possível finalizar tudo ali mesmo.

E cadastrar seus produtos no Instagram Shopping é simples. Montamos um guia para te mostrar como integrar sua loja com o Instagram Shopping.

4. Ofereça conteúdos poderosos para seu público

Produza conteúdo relevante regularmente. Não adianta criar um perfil e não produzir nenhum tipo de conteúdo, porque as pessoas vão deixar de acompanhar as postagens.

Não é só porque o Instagram não possibilita a publicação de artigos longos que o conteúdo não é importante. Lembre-se que até conteúdos muito curtos podem passar grande valor para seu público.

Você pode fazer uso de uma série de vídeos curtos respondendo alguma dúvida da sua audiência pelo stories. O mesmo pode ser feito para passar conceitos preciosos com a intenção de trabalhar as dores da sua persona. Ainda há a possibilidade de usar fotos e boas imagens com mensagens de valor, ou que convidem os seguidores à tomada de atitude.

Ou seja, mensagens ou legendas com um poderoso uso do call-to-action fazem a diferença.

Use aplicativos que façam postagens agendadas e publique imagens bonitas, harmônicas, pois o Instagram é uma rede visual. E, para melhorar os resultados, não esqueça de interagir com seus seguidores.

O Instagram tem uma linguagem própria. Assim sendo, não cabe toda aquela seriedade do mundo corporativo. Por isso, aposte em postagens divertidas para gerar maior engajamento. Não esqueça de usar os emoticons para aumentar o engajamento e a conversão. As imagens criam mais empatia no possível cliente e tornam suas mensagens mais simpáticas para quem as lê.

Vídeo

Ótimos espaços para atrair, engajar e converter, o uso de ações de marketing em mídias como Facebook, Twitter e Whatsapp é uma boa opção na hora de vender mais. No entanto, uma rede social ideal para Ecommerce ainda é esquecida por muitos donos de lojas virtuais: o Instagram.

A rede, que vem lançando diversas ferramentas para potencializar vendas no Instagram, traz uma oportunidade interessante para o Comércio Eletrônico.

Como mostra a pesquisa da Locowise, 75% dos usuários do Instagram já fizeram uma ação, como visitar um site, a partir de um anúncio ou publicação. Além disso, a pesquisa também mostrou que metade dos usuários da rede social seguem ao menos um negócios, e que 60% deles afirmam aprender sobre um produto na plataforma.

Diante de dados como estes, fica claro que vender no Instagram para impulsionar seu Ecommerce é uma escolha sábia. Além disso, o Instagram é a rede social em maior expansão no país tanto em termos de audiência quanto de engajamento.

Embora seja muito atraente – e divertida de se trabalhar –ainda são poucos os empreendedores que realmente sabem como usar a rede social a favor do Ecommerce.

Este guia traz 11 dicas práticas para você vender dentro do Instagram com passos que você não pode mais ignorar.

Live

Os vídeos ao vivo têm sido recursos que trazem bastante resultado numa estratégia de redes sociais. Quando começa uma Live, o Instagram automaticamente avisa aos seus seguidores, que podem interagir com você. Este funciona ainda melhor do que vídeos para fazer ofertas de produtos pontuais. Não recomendo, porém, que faça uma Live só para anunciar um produto novo. Você precisa envolver os espectadores na experiência.

5. Abuse do Stories para vender

Desde de 2017, o Instagram possibilitou que usuários com mais de 10 mil seguidores pudessem adicionar links em seus Stories. Isso permitiu que muitos construíssem histórias chamativas sobre um produto, podendo dispor o link para ingresso sem que o seguidor precisasse acessar de outro ponto.

O recurso Stories é uma febre. Com mais de 300 milhões de usuários e crescendo, vem sendo constantemente usado por empresas em estratégias de como vender no Instagram.

Uma pesquisa feita pelo portal de notícias O GLOBO que mostra, inclusive, que de 3% à 15% das vendas acontecem depois da divulgação pelo Instagram. Como o Stories possibilita colocar informações momentâneas que duram 24 horas, muitas empresas aproveitam para bolar técnicas de divulgação e tráfego.

Técnica de sorteio

Provavelmente você já viu diversos sorteios feitos por lojas e afins, certo? Isso serve para aumentar o tráfego no Instagram. Fique por dentro dos passos que você deve utilizar para aplicar essa técnica:

  • No seu Stories,  coloque uma arte chamativa divulgando o sorteio
  • Na sua home, coloque uma foto original do sorteio (Onde as pessoas irão curtir e marcar os amigos?). Geralmente as regras para a participação do sorteio é marcar 3 amigos, curtir a foto e seguir o Instagram do sorteador. Em outros casos, vale pedir para o seguidor publicar uma foto com seu @ e seguir seu perfil.
  • O texto que segue a imagem deve conter todas as informações referentes ao sorteio, como prêmios e regras.

Seu Instagram começará  a ter um alcance maior com essa técnica, além de maior engajamento. Com isso, aproveite para utilizar artes para divulgar seus produtos e começar a vender o mais rápido possível.

Não empilhe stories

Essa dica é muito importante, principalmente para você que quer destacar um stories e vender mais. Analise a seguinte situação:

Você tem um stories importante para postar, mas antes disso sua história estava cheia de imagens e vídeos. A barra de rolagem está longa – o que trava muitos telefones – e, consequentemente, as pessoas  pulam sua vez, deixando de assistir o que tem de mais importante ali.

Portanto, aja com inteligência. Posts mais relevantes em primeiro lugar e nada de stories muito longos.

6. Mensagem por direct

O direct, além de te permitir conversar com seus clientes, permite o envio de links. Assim, você pode gerar um link de pagamento na sua plataforma para o produto que o cliente deseja e enviar pelo Instagram.

 

 

 

 

7. Hashtags

As hashtags são um símbolo do Instagram. Elas são a principal ferramenta para alcançar novos seguidores para sua página e, consequentemente, vender.

Utilize palavras pertinentes ao seu negócio para atrair pessoas interessadas. Pesquise quais são as hashtags mais buscadas e tente implementar no seu dia a dia.

Isso fará com que pessoas que se interessam pelo tema da hashtag visualizem a foto e cheguem até o seu perfil.  Quando seu perfil já mostra o link do produto, traz fotos de qualidade e um feed interessante, é muito provável que a pessoa seja fisgada e você ganhe um cliente.

O engajamento é natural caso o conteúdo que apresenta no seu seja de qualidade e tenha relevância para seu público. De nada serve ter imagens lindas de gatinhos se seu público gosta de cachorrinhos. Entendendo seu público, perceberá que irão começar a comentar em suas publicações, curtir e responder seus Stories.

As hashtags servem pra marcar o conteúdo dentro da base de dados do Instagram, facilitando a pesquise. O ideal é que seja entre 3 e 5 hashtags por postagens e, se possível, crie sua própria hashtag para os clientes te encontrarem.

Lembre-se: hashtags utilizadas de forma indevida são bloqueadas.

8. Ofertas, cupons e descontos exclusivos para seguidores

Um estudo da Iconosquare revelou que 41% dos usuários que seguem um negócio no Instagram o fazem por conta de brindes e descontos. Outro número apresentado pelo estudo é de que 70% dos usuários da rede social já participaram de algum concurso dentro da plataforma.

Embora o primeiro dado seja um pouco entristecedor, é preciso saber lidar. Como um dos fortes do Instagram é sua capacidade de atrair e gerar leads, dedique uma parte dos seus conteúdos a ações que busquem esse resultado, além de vendas.

Você pode criar posts com descontos promocionais para seguidores do Instagram, ou oferecer brindes e bônus para compras realizadas a partir do link da empresa na rede social.

Por fim, use ainda concursos em sua estratégia. Eles podem ser feitos com a finalidade de gerar mais seguidores e leads, ou mesmo estimular mais vendas.

9. Faça parcerias com influenciadores

O poder que os influenciadores e formadores de opinião têm sobre o público é conhecido há muito tempo. Por isso que empresas de todos os segmentos investiram e investem em parcerias que vinculam suas marcas a uma celebridade, por exemplo.

Hoje em dia o uso dessa estratégia, chamada marketing de influência, é ainda mais importante. Com o passar dos anos as pessoas deixaram de confiar na publicidade tradicional, em celebridades da televisão, e têm apostado as fichas em formadores de opinião de nicho, de acordo com uma pesquisa da Nielsen. Ou seja, esses “youtubers” e “instagramers” que vemos por aí.

Assim, busque influenciadores que conversem com a sua marca e considere formar uma parceria para estimar vendas no seu Ecommerce. Como são autoridades com credibilidade, as pessoas costumam confiar quando eles dizem que um produto é bom.

10. Instagram Ads

O uso do recurso para criação e transmissão de anúncios na rede social não pode faltar nas nossas dicas de como vender no Instagram. Com a ferramenta é possível anunciar posts patrocinados no formato de fotos, carrossel de imagens e vídeos.

Eles são ótimos para ajudar na educação dos seguidores quanto aos produtos ou serviços da sua empresa. Sem falar que, assim como as campanhas do Facebook Ads ou Google Ads, os anúncios na rede social são impulsionados e ganham visibilidade mais facilmente.

Fazer uso dessa ferramenta é um poderoso componente em qualquer estratégia de como vender no Instagram.

11. Ferramentas de gestão de redes

De fato, há muitas redes sociais para acompanhar diariamente. Instagram, Facebook, Linkedin, Twitter, Whatsapp…

Interagir com elas individualmente pode ser muito confuso e trabalhoso. Além disso, o tempo para entrar em cada uma e agendar as postagens pode ser melhor aproveitado se você usa uma ferramenta de gestão que centralize as contas.

Há diversos exemplos disponíveis no mercado. Por exemplo: o Buffer, que é uma ferramenta gratuita, pode te ajudar a administrar até 3 contas. O AgoraPulse e o Mlabs, que são pagos, também são ótimos para gerenciar as postagens.

Mas o melhor de tudo é que, recentemente, o sistema de Gestão do Facebook integrou com o Instagram. A partir dele, é possível também criar e agendar postagens, fazer anúncios, responder comentários… Tudo em um lugar só! Para usar, basta fazer o cadastro da conta.

O Primeiro Passo para Vender no Instagram é seu

Não se esqueça de atrair seus seguidores sempre que puder. Faça enquetes, pesquisas, interaja. Isso faz com que seu perfil não fique chato e as pessoas parem de te seguir. Vale ressaltar que você é um empreendedor e seu objetivo é vender, portanto, quanto mais seguidores, mais chances de venda.

Nem sempre você deverá vender produtos dessa forma, embora esse seja o objetivo principal. Poderá usar essas estratégias também para aumentar seus leads e tráfego para a loja.

Mas, antes de tudo, acredite que você pode vender. Muita gente desiste antes de tentar por achar que não vai dar certo. Então, apesar de termos apresentado o manual com as diretrizes do Instagram e dicas para vender na plataforma, o primeiro passo é com você. Acredite em si e no potencial da sua loja, dos seus produtos.

Aprenda a ganhar dinheiro com o Instagram no iCEV Experience

Você é aluno do 2º e 3º ano Ensino médio ou Pré-Vestibular e quer saber mais sobre empreendedorismo e a faculdade de Administração? O iCEV Experience vai te dar o gostinho de como é o ensino superior. As oficinas acontecem neste domingo, 6 de outubro, das 10h às 12h30.

 

 

 

Adivinha qual será o tema do próximo iCEV Experience?

Como usar o Instagram para ganhar dinheiro?

Faça sua inscrição para a próxima oficina. 

 

Fonte: Ecommerce na prática

24 set
Desenvolva esses 11 comportamentos para se dar bem nos negócios

Você conhece os principais desafios de empreender? Já pensou em como pode melhorar a sua liderança diante da sua equipe?

Você sabe quais são suas competências?

Então você decidiu que quer empreender, ouviu consultores, especialistas, leu revistas sobre os melhores negócios e percebeu que precisa de um plano, capital de giro, linha de crédito, estudou taxas, checou a viabilidade econômica, trabalhou o marketing, o financeiro, o comercial e o operacional, mas, será que isso, por si só é o suficiente? Conheça outros desafios, talvez os principais, a serem superados pelo empreendedor para que o seu negócio possa se desenvolver:

1- Saiba motivar a equipe

Todos nós sabemos da pressão diária que o empreendedor sofre para cumprir com todos os seus compromissos, às vezes parece que ele carrega o peso do mundo nas costas, mas já parou para pensar como é ruim trabalhar com uma pessoa ranzinza e mal-humorada? Isso tira o tesão de qualquer um, portanto, descubra formas de se motivar diariamente e estimular a sua equipe para que se sintam igualmente motivados, mesmo que isso lhe custe algum sacrifício.

2- Defina uma rota estratégica

Não saber ao certo o que o espera no ponto de chegada é um risco, mas se não fosse assim, dificilmente haveriam desbravadores, como os pesquisadores e até astronautas que se aventuraram em grandes expedições sem saber ao certo o que os aguardava no ponto de chegada, no entanto aproveitaram bem a jornada para fazer grandes descobertas e com isso, acabaram por contribuir com a humanidade. Do mesmo modo, o empreendedor, tem uma visão de futuro que vai ficando mais clara à medida em que ele se lança no desafio de empreender. Siga adiante!

3- Cuidado com prazo e qualidade

Muitas vezes, o empreendedor terá que responder pelo prazo e qualidade do trabalho realizado por funcionários, parceiros e colaboradores com muito cuidado e jogo de cintura para não desmerecer o produto ou serviço prestado pela sua empresa e tampouco desqualificar a sua equipe para o cliente.

4- Se reinvente

Tenha claro que a competição é uma irremediável realidade com a qual precisará conviver diariamente, para isso, precisa conhecer bem o mercado em que atua e descobrir o quanto antes o seu diferencial em relação aos demais players (concorrentes) e se reinventar constantemente.

5- Avalie suas competências

É muito importante ter senso crítico para avaliar competências, pois só assim será possível distribuir tarefas adequadas a cada perfil, bem como definir um time de trabalho colocando as pessoas certas nos lugares certos.

6- Saiba lidar com conflitos

Onde há pessoas, certamente há, ali, uma possibilidade de ocorrer algum conflito, como empreendedor, é importante lidar com essas questões de forma imparcial e livre de qualquer tipo de interesse, pois qualquer tomada de decisão neste sentido, deverá sempre favorecer a empresa.

7- Defina processos

Eu me arriscaria a dizer que, um sonho de consumo de 101 em cada 100 empreendedores seria o de que a sua empresa funcionasse de forma mais autônoma quanto possível, para isso, é necessário definir muito bem os processos, desenhar o fluxo, criar um manual e mantê-los atualizados, você pode utilizar o design thinking para começar, isso requer técnica e muita paciência, mas pelo menos, uma vez pronto, não o tornará refém de uma pessoa para realizar aquela tarefa, pois você e qualquer outro colaborador, conseguirá executar acompanhando o passo-a-passo do processo no manual.

8- Saiba lidar com a equipe

Então, eis que depois de muito esforço, você finalmente formou aquele time dos sonhos, não se iluda, esteja preparado para lidar com comportamentos inadequados com cuidado e moderação, porque por mais que você tenha razão, suas palavras e seus gestos poderão se voltar contra você, com uma simples alegação de assédio moral.

9- Comunique-se bem

Comunique-se de forma adequada, tenha a certeza absoluta e inequívoca de que a outra parte compreendeu exatamente todo o seu comando, cheque o entendimento solicitando que ele repita o que entendeu, essa é uma forma de evitar custos com retrabalho, e da mesma forma, quando alguém lhe comunica algo, repita para que o outro ouça, como forma de evitar informações distorcidas ou equivocadas. Uma maneira muito eficiente de transmitir um comando por escrito, é fazendo check list, você perceberá que dá um certo trabalho, mas acredite, o resultado é recompensador.

10- Entenda o impacto de sua decisão

Entenda que uma decisão que você tome pode impactar a vida de muitas pessoas: Funcionários, parceiros, clientes e seus respectivos familiares, portanto, muitas serão, certamente, impopulares, porém, necessárias, decida pelo bem de todos e não para atender interesses particulares.

 

11- Seja resiliente, você vai precisar!

Muitas vezes será incompreendido, rotulado, discriminado e ficará sozinho com a sua decisão, decida assim mesmo, pode ser que você seja obrigado a ouvir insultos e ofensas gratuitas, nessa hora, mais do que nunca, você precisará ressignificar para poder seguir em frente, se a decisão tomada for a correta, mais cedo ou mais tarde você terá o respeito de todos, afinal, nunca esqueça que julgar é fácil, difícil é ir lá e fazer. E se você leu esse artigo até aqui, parabéns, você já está fazendo!

 

Fonte: Administradores.com 

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