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30 mar
Como as empresas na América Latina estão acelerando a inovação

Pesquisa realizada pela Visa mapeou o estágio de inovação de mais de 100 companhias na região; Brasil lidera com mais de um terço das empresas mais inovadoras

As empresas da América Latina alcançaram um nível mais sofisticado de inovação. É o que mostra o estudo State of Innovation, realizado pela Visa em parceria com a Americas Market Intelligence (AMI), que mapeou processos de inovação de mais de 100 companhias da região. Segundo o levantamento, o percentual de participantes em estágio avançado de inovação teve a maior alta, subindo de 17% em 2020 para 23% no ano passado.

O contexto ajudou. Enquanto em 2020 o cenário da pandemia pedia uma rápida migração para serviços e canais digitais, em 2021 foi preciso fazer ajustes e trabalhar para solucionar as barreiras que atrapalham a digitalização. Por isso, tecnologias que melhoram a segurança e viabilizam experiências para os clientes passaram a ser as mais adotadas: biometria, tokenização e Inteligência Artificial (IA) para detecção de fraudes tiveram maior aumento no uso.

Dois terços das empresas pesquisadas usam IA e machine learning (ML) para criar experiências personalizadas para os clientes (Foto: Pexels)

“É possível notar que as novas tecnologias não são mais um fim em si mesmas, elas se tornaram um meio essencial de resolver as dores mais urgentes do consumidor”, observa Vanesa Meyer, vice-presidente de Inovação da Visa América Latina e Caribe.

De acordo com o estudo, das 30 empresas mais inovadoras da região, 46% são nativas digitais, enquanto as companhias tradicionais representam os 54% restantes, o que prova o esforço de organizações mais antigas para se reinventar.

O Brasil lidera com mais de um terço das empresas mais inovadoras. No país, as companhias tendem a ter mais parcerias com startups. Além disso, elas também estão à frente por experimentarem tecnologias avançadas, como IA, tokenização e criptografia.

O que habilita as empresas a inovar?

A pesquisa também revela características em comum das empresas mais inovadoras. Em geral, a inovação é descentralizada dentro da companhia, e está integrada à estratégia corporativa. Além disso, é promovida pelos executivos de C-level com equipes autônomas, o que as torna mais agéis. Cerca de 93% das empresas também dizem usar incentivos para promover a inovação de forma mais ampla.

Além disso, essas empresas revisam seus produtos e serviços atuais com regularidade, usando testes contínuos em tempo real e feedbacks dos clientes.

“As empresas mais inovadoras da América Latina têm uma qualidade em comum, que é o desejo de melhorar a jornada do cliente por meio de uma abordagem descentralizada e aberta. Seja resolvendo um desafio de mercado ou capitalizando uma oportunidade, elas estão em sintonia com as mudanças nas preferências do consumidor”, acrescenta Vanesa.

As tecnologias mais adotadas

Dois terços das empresas pesquisadas usam IA e machine learning (ML) para criar experiências personalizadas para os clientes. Além disso, as empresas têm adotado ferramentas de segurança avançadas para proteger informações sensíveis. Algumas das mais implementadas são IA para detecção de fraudes, tokenização e biometria, que em 2021 registrou o maior uso (74%) entre as empresas pesquisadas, sendo a autenticação facial a aplicação mais usada (63%).

Há também uma crescente descentralização dos serviços financeiros por meio de tecnologias como open banking, a ativação de tudo como um serviço (everything-as-a-service) e blockchain. Quase metade das empresas pesquisadas e 60% das mais inovadoras indicam que já estão desenvolvendo soluções de open banking.

As empresas estão cada vez mais interessadas em produtos cripto. No entanto, a implementação desses produtos continua limitada – apenas 8% das pesquisadas relatam algum grau de integração com criptomoedas. Porém, mais de um terço das empresas pesquisadas (34%) indicaram que estão desenvolvendo produtos cripto ou que os incluíram em seus planos estratégicos.

Publicado por Época Negócios

07 mar
Usuários de criptomoedas de games ultrapassam pela primeira vez os de DeFi

Segundo especialistas, mercado ainda não entende as propostas dos diferentes tipos de ativos digitais

Dados observados pela empresa de pesquisa de blockchain CryptoRank mostram que usuários de criptomoedas de games ultrapassaram em 2021, pela primeira vez, os de finanças descentralizadas (DeFi). No ano passado, carteiras ativas únicas ligadas a tokens de games responderam por 49% da indústria de blockchain.

“Gaming se tornou uma das áreas de maior crescimento no mercado cripto. A primeira onda de jogos são os play-to-earn (P2E, ou jogue para ganhar), como Axie [Infinity] e DeFi Kingdoms, porque eles são fáceis de lançar e necessitam de mecânicas e gráficos menos intensos”, afirmou em e-mail Ilan Solot, sócio do Tagus Capital Multi-Strategy Fund.

Segundo o especialista, o grande apelo dos jogos play-to-earn é participar da economia do jogo de alguma maneira, então muitos usuários de DeFi, principalmente provedores de liquidez, entraram rapidamente. “Há muita sobreposição”, apontou.

Fortuna dos tokens de games 

No mês passado, em post publicado no blog da gestora de ativos Arca, Jeff Dorman apontou que, embora o setor de jogos esteja “bombando” e seja considerado à prova de crises, as fortunas dos tokens de games e as moedas de outros sub-setores continuam atreladas ao Bitcoin (BTC), possivelmente devido à falta de conhecimento do varejo e de novos investidores profissionais.

“Por conta dos altos faturamentos e rendimentos, muitos ativos digitais deveriam ser os favoritos dos consumidores, e não se comportar como empresas de tecnologia sem lucro. Mas o mercado parece não estar pronto para colocar, de um lado, tokens de empresas de jogos que se comportam bem em crises (como o AXS) e exchanges com alto fluxo de caixa (como o FTT, SUSHI) e, de outro, protocolos sem fluxo de caixa (como o BTC) e produtos em fase inicial com pouca geração de taxas (como o SOL, AVAX)”, afirmou Dorman.

Publicado por InfoMoney

10 fev
Janeiro terminou. E o seu planejamento financeiro, já está pronto?

O primeiro mês do ano terminou - o mês mais longo. De agora em diante, tudo acelera e, quando nos damos conta, já tem panetone no mercado de novo

Janeiro foi o período para se organizar, traçar metas, planejamentos, além de realizar uma série de projeções que vão (ou não) se concretizar nos próximos tempos.

Mas, o primeiro passo que define se os planos irão de fato se tornar realidade é o planejamento. Como diz o ditado: “Se você falha em planejar, está planejando falhar”.

Imagino que, entre as suas metas, existe alguma relacionada à vida financeira. Seja guardar dinheiro, comprar um determinado bem ou fazer uma viagem. Agora eu te pergunto: você tem alguma meta relacionada a investimentos?

Porque, se tem uma meta financeira, deveria saber que investir pode te ajudar a atingi-la. Mas, tanto para fazer o primeiro investimento como para investir mais e melhor, é necessário um bom planejamento.

Se você não sabe muito bem por onde começar, vou deixar aqui o meu passo a passo. Todo começo de ano repasso por esses pontos para planejar os meus investimentos:

1. Organize o seu orçamento

Ter visibilidade sobre o seu dinheiro é o primeiro passo para fazer melhor uso dele. Some todas as suas receitas; liste seus gastos, agrupando-os em categorias (custos fixos, variáveis e livres – lembrando que “livres” são aqueles mimos e luxos que nos permitimos) e defina qual o percentual da sua receita quer destinar para cada grupo de despesas. Já aproveite para cortar gastos desnecessários.

2. Planeje seus investimentos

Agora, sabendo quanto e com o que gasta, fica mais fácil definir a parcela do seu orçamento que você quer e pode separar para investir. Fazendo isso, você define o valor dos seus aportes mensais.

Assim como fez com as despesas, estipule qual o percentual da sua receita será destinado para investimentos, dividindo entre sonhos e aposentadoria.

O investimento para o sonho vai te ajudar a atingir as metas financeiras, como comprar algum bem ou fazer uma viagem, enquanto o investimento para a aposentadoria vai garantir o seu futuro.

O quanto vai destinar para cada um depende muito dos seus objetivos, se quer se aposentar mais cedo ou se está comprando uma casa, por exemplo. Por isso, é importante ter suas metas de vida bem definidas.

3. Entenda o seu perfil de investidor

Esse é um passo de autoconhecimento: você analisará qual tipo de investimento faz mais sentido para você e os seus objetivos. Para isso, é importante conhecer a sua situação financeira – exatamente o que você já fez nos passos anteriores. Só assim saberá se pode se expor aos investimentos mais arriscados.

Tendo visibilidade da sua situação, é necessário refletir sobre: qual a sua tolerância aos riscos? Qual o seu horizonte de tempo para os investimentos?
É importante também conhecer o produto que quer investir, para não estar exposto a riscos desconhecidos.

4. Defina a sua estratégia de investidor

Agora, você precisa definir onde vai aplicar o seu dinheiro mensalmente. Você pode escolher os seus investimentos por objetivo, pensando em quais seriam de curto, médio ou longo prazo. Além de estar de acordo com o seu perfil, calculando quanto você irá colocar em produtos de baixo risco e com quanto está disposto a correr mais risco.

Tendo essa estratégia definida, você escolhe quais investimentos fazem mais sentido para compor a sua carteira de investimentos, pensando sempre em diversificar os seus investimentos para aumentar a segurança das suas aplicações.

5. Verifique se a sua estratégia está alinhada com seus objetivos financeiros

Para ser realista com as suas expectativas, entenda se o plano de investimentos que você traçou está alinhado com o alcance das suas metas financeiras.

Calcule se será viável atingir o seu objetivo dentro do seu prazo, com o valor que você tem para investir. Se for preciso, reenquadre o seu plano de investimentos ou a sua expectativa.

Com o plano definido, fica muito mais fácil se organizar para investir todo começo de mês, já tendo visibilidade de quanto e onde você vai colocar o seu dinheiro. Isso faz a diferença no seu ano.

Agora, com um planejamento bem feito, é o momento de colocar o plano em ação e percorrer as metas que definiu em janeiro.

Publicado por InfoMoney 

04 jan
Com a aceleração do e-commerce, qual o futuro das lojas físicas?

28 dez
3 soluções para levar seu pequeno negócio para o mundo digital

Treinamentos do Google Academy que mostram ferramentas para implementar de maneira prática a digitalização da sua pequena empresa e conquistar cada vez mais clientes

Reprodução/Sebrae

80% das pessoas buscam na internet quando querem encontrar um negócio perto de onde estão1. Pensando nisso, e na imposição do distanciamento social em tempos de pandemia, a presença digital é a chave para alcançar clientes e conseguir resultados mesmo em momentos de crise. Mas levar o seu negócio para o ambiente online não precisa ser trabalhoso ou dispendioso. 98% dos empreendimentos no Brasil são pequenas empresas2, e, para elas, existem soluções simples — e gratuitas, em alguns casos — para levar de vez o seu negócio para o mundo virtual. Abaixo, veja dois treinamentos do Google Academy que mostram ferramentas para implementar de maneira prática a digitalização da sua pequena empresa e conquistar cada vez mais clientes.

21 dez
Paraguai: uma análise de mercado para exportação de queijo coalho

No ano de 2016 segundo estudos do IBGE, o valor total da produção industrial de leite e de seus derivados no Brasil foi de R$ 54,4 bilhões, sendo que somente o valor da produção de leite atingiu cerca de R$ 17 bilhões, enquanto a fabricação total de laticínios atingiu R$ 37,6 bilhões, representando cerca de 70% do valor total de produção desse setor. Desagregando o setor por seus produtos, merecem destaque:

  • Na fabricação de laticínios, a produção de queijos e outros derivados segundo a Tabela 1 abaixo, representam cerca de 50,8% do total, atingindo cerca de R$ 28 bilhões. Em seguida, destaca-se leite em pó (11%), creme de leite (3,9%) e manteiga (2,1%), cuja produção agregada soma cerca de R$ 10 bilhões;

Tabela 1 -Fonte: Sidra, IBGE

 

  Embora o mercado de leite se caracteriza por uma pulverização pelo lado da produção da matéria-prima (leite) com distribuição em todas as regiões do país, há poucos compradores para o beneficiamento desse produto na indústria. Na realidade, em 2017, as quatro maiores empresas (Nestlé, Laticínios Bela Vista, UNIUM e CCPR/Itambé) receberam cerca de 60% do leite produzido pelos pecuaristas, atingindo 5,1 bilhões de litros de leite;

  • Estima-se que a capacidade instalada de processamento do leite das 14 principais empresas de laticínios no país seja de 13,8 bilhões de litros por ano.

Apesar de ser o 4º maior produtor de lácteos do mundo, o Brasil é apenas o 12º exportador; a União Europeia domina esse mercado, seguida pela Nova Zelândia e pelos Estados Unidos segundo dados do Ministério da Economia. O consumo interno brasileiro ainda é dependente do mercado externo, mesmo apresentando uma produção crescente desde a década de 1990.

Atribuem-se vários fatores à mudança ocorrida na década de 1990, como a abertura comercial e a integração econômica, aumentando assim os investimentos na cadeia produtiva do leite. Com a criação do Plano Real e fortalecimento da economia brasileira também houve mudança nos padrões de consumo, alavancando a produção do setor lácteo, e contribuindo para transformar esse produto em uma commodity.

A fabricação de laticínios envolve um número maior de etapas no processo de produção quando comparado a produção industrial do leite. O resultado reflete o nível de intensificação tecnológica do segmento, portanto é natural que ao agregar tecnologia o valor da produção desse segmento seja superior ao segmento do leite industrial.

Destaca-se na fabricação de laticínios a produção de queijos e outros derivados, que juntos representam cerca de 50,8% do total da produção atingindo cerca de R$ 28 bilhões, como vemos na Tabela 02 abaixo.

Em seguida, destaca-se leite em pó (11%), creme de leite (3,9%) e manteiga (2,1%) que juntos somam cerca de R$ 10 bilhões.

 

Tabela 02 – Fonte: Sidra, IBGE

 

Nesse panorama da produção de laticínios, o Piauí possui algumas empresas que estão investindo e têm conquistado mercado também em outros estados da região Nordeste do Brasil.

Produzindo atualmente diversos derivados do leite, como leite pasteurizado, manteiga de garrafa, manteiga, requeijão, nata, creme de leite fresco, queijos frescos gourmet, com e sem lactose.

Com o presente trabalho, foi realizado um Estudo de Mercado para Exportação do Queijo Coalho (Código NCM / SH: 2208.40.00 OUTROS QUEIJOS FRESCOS NÃO CURADOS), para o Paraguai.

Segundo o site da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo – ABIQ os Queijos Coalhos são de origem brasileira, mais especificamente do Nordeste, onde a tecnologia artesanal utiliza leite cru. Recebe esse nome pela coagulação ocorrer a partir de uma enzima encontrada no estômago de ruminantes.

O processo de fabricação passou ao longo dos anos por melhoramentos tecnológicos, por exigências de higiene e de pasteurização do leite, sem que fossem comprometidas suas características intrínsecas e funcionais. Atualmente os queijos coalhos estão difundidos em todo o país e no exterior e são encontrados com facilidade em supermercados e bares, principalmente em regiões litorâneas.

Esse tipo de queijo é usualmente consumido no Piauí e em quase todo o Brasil, a quente, servido em pedaços em palitos, assado em brasa ou mesmo frito. Uma vez aquecimento não derrete, devido à baixa proteólise e desmineralização. Possui uma textura que range nos dentes ao se mastigar e um aspecto de tostado na superfície.

Os queijos coalhos, são queijos sem maturação, recomenda-se, portanto, que se observe a data de validade e a condição de armazenamento sob refrigeração.

O cenário global e as exportações brasileiras

 Entre os anos de 2015 a 2019 podem como podemos observar no Gráfico 1 abaixo, temos os 10 maiores compradores de queijos frescos brasileiros segundo dados do Comex Stat.

Elaboração própria com dados SECEX/MDIC (2021)

A partir dos dados extraídos, podemos observar que o Paraguai é o terceiro maior importador de queijos frescos do Brasil, ficando atrás apenas de Estados Unidos e Chile. Sendo um país vizinho do Brasil, o Paraguai possui o espanhol e o guarani como línguas oficiais, e o guarani como moeda, segundo dados do World Factbook.

O Paraguai não é banhado por mar, limitado pelos seus três vizinhos, (Argentina, Brasil e Bolívia) e faz seu comércio por via terrestre ou fluvial.

Possui intensas relações comerciais com o Brasil, além de ser membro do Mercosul.

Ainda segundo dados do Trademaps, em 2019 o Brasil foi principal mercado importador e exportador de produtos para o Paraguai.

Exigências normativas, certificações e requisitos técnicos

Todo produto de origem animal deve ser regularizado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. O MAPA define queijo como todo produto fresco ou maturado proveniente da separação parcial do soro do leite, coagulado pela ação de enzimas ou bactérias específicas.  Primeiramente, antes de iniciar os processos para registrar queijo no MAPA, será preciso registrar sua empresa como Estabelecimento Produtor.

Essa licença destina-se para empresas que utilizam matéria-prima, semi-industrializados ou industrializados de origem animal para a fabricação de produtos, como o queijo.

Alguns dos requisitos necessários para obter o registro:

  • A área para recebimento de matéria-prima deve ter tamanho suficiente para comportar a demanda;
  • Para os estabelecimentos que recebem leite em latão, uma área destinada a lavagem e higienização dos mesmos é requerida.

 

A classificação para estabelecimentos produtores de queijo é Fábrica de Laticínios. Após legalizar a empresa no MAPA, pode-se dar início ao processo para registrar queijo.

A Licença de Estabelecimento precisa ser renovada a cada dez anos, sendo válida em todo território nacional. Se uma mudança ocorrer na legislação vigente, será preciso fazer as devidas alterações no registro.

Depois da regularização do estabelecimento no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sua empresa estará apta para iniciar o procedimento necessário para registrar queijo no MAPA.

A solicitação deve ser realizada eletronicamente, contendo informações técnicas do produto. São algumas delas:

  • Dados de identificação e caracterização do queijo;
  • Indicação dos ingredientes do queijo, seguindo ordem decrescente de quantidade;
  • Descrição dos processos de fabricação.

 

Para registrar queijo no MAPA é preciso o selo do Serviço de Inspeção Federal – S.I.F. Este órgão é responsável por fiscalizar e assegurar a qualidade dos produtos de origem animal, sendo comestíveis ou não. Isso quer dizer que, para comercializar e registrar queijo no MAPA, o produto deve passar pela inspeção e receber o selo de aprovação do SIF em seu rótulo.

É necessário avaliar o custo-benefício na obtenção da certificação, pois o processo de obtenção ocasiona custos decorrentes das adequações no sistema de produção. Indica-se a consulta ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento-MAPA, para obtenção de informações sobre as entidades certificadoras, recomenda-se que a certificadora use padrões aceitos internacionalmente, como os estabelecidos pela International Federation of Organic Agriculture Movements – IFOAM.

 

Registro Internacional de Marcas e Patentes

É de fundamental importância que a empresa interessada em exportar para o Paraguai faça o registro da marca, destacando-se os seguintes benefícios: proteção da sua marca e evitar eventuais impedimentos para a utilização da mesma; evitar problemas de falsificações, fraudes, direitos autorais, etc.

Deve ser destacado que o Paraguai não é parte do Sistema de Haia para o Registro Internacional de Desenhos Industriais, o Tratado de Cooperação de Patentes – PCT ou do Protocolo de Madrid relativo ao Registro Internacional de Marca.

Segundo estudo desenvolvido pelo Mercosul IPR SME Helpdesk  em relação ao registro das marcas no Paraguai, temos:

  • Itens que podem ser registrados como marcas comerciais: uma ou mais palavras, slogan, emblemas, monogramas feitas sob focas, selos e gravações, nomes, palavras fantasiosas, combinações distintas de letras e números, combinações e arranjos de cores, rótulos e de embalagens e containers. A marca registrada também pode consistir de a forma particular, apresentação ou um arranjo de dos produtos ou nas respectivas embalagens, bem como os meios ou local onde os produtos ou serviços são vendidos.

A legislação paraguaia fornece também alguns tipos especiais de marcas comerciais:

  • Marca coletiva: qualquer sinal destinado a distinguir a origem comum ou quaisquer outras características comuns partilhadas por produtos ou serviços produzidos por diferentes empresas que utilizam a marca registrada sob o controlo do titular. Marcas coletivas podem ser registradas por sociedades devidamente autorizadas a serem utilizadas pelos seus membros. O titular deve declarar explicitamente a natureza da marca e os regulamentos que regem a sua utilização.
  • Marca de certificação: Um sinal aplicado a produtos ou serviços, as características únicas ou qualidade dos que são certificadas pelo titular da marca. Este tipo de marca registrada pode ser requerido por empresas ou instituições privadas ou de direito público nacionais ou estrangeiras, ou por organismos estatais regionais ou internacional.

O processo de Registro demora cerca de 8 a 11 meses, se não há oposições. Maiores informações e o formulário de pedido de Registro da marca no Paraguai pode ser encontrado no

site oficial da Dirección Nacional de Propiedad Intelectual – DINAPI, na secção de Formalidades e Serviços

 

Requisito para rótulos e embalagens no mercado paraguaio

No âmbito do Mercosul, existe uma série de normas de rotulagem unificadas e de caráter obrigatório para qualquer produto destinado aos consumidores finais no país de destino. As exigências de rotulagem do Mercosul abrangem o conteúdo do rótulo.

Diferentemente de outros mercados, como nos Estados Unidos e na União Europeia, não existem requisitos formais com relação à arte e ao formato do rótulo, salvo a legibilidade que implica “caracteres de bom tamanho, realce e visibilidade”.

Os rótulos devem ser redigidos em espanhol. Para produtos que não contam com rótulo original em espanhol, podem-se confeccionar rótulos adicionais (por exemplo, em forma de adesivo), que se aderem à embalagem sem cobrir o rótulo original. É importante que o rótulo esteja fixado de modo que impeça a perda ou destruição do rótulo pela unidade, pela exposição à luz, ou pelo manuseio da mercadoria.

 

Público-alvo no mercado paraguaio e eventos de promoção comercial

Segundo dados do site da Apex-Brasil, apenas em Assunção e sua zona metropolitana são mais de dois milhões de potenciais consumidores. O Embaixador brasileiro Carlos Alberto Simas Magalhães, corrobora esse potencial: “A economia paraguaia cresce em média 4% ao ano de forma consistente na última década. Essa missão é particularmente importante para difundir a capacidade exportadora brasileira para além das nossas grandes empresas”.

Chefe do Setor de Promoção Comercial da Embaixada brasileira em Assunção, Luiz Fellipe Schmidt revela que de 2014 a 2016 a consulta de empresários brasileiros sobre o mercado paraguaio aumentou de 214 para 966, um salto de 400% em apenas dois anos. “Estamos construindo um banco de dados para o exportador brasileiro e nossa sinergia com a Apex-Brasil tem fortalecido a promoção comercial brasileira”, detalha Schmidt.

É recomendado às empresas que queira exportar que participem de feiras e eventos ligados ao mercado em questão. A Expo Paraguai Brasil é uma feira multissetorial, que busca promover o intercâmbio comercial, cultural e turístico entre os dois países. É o lugar ideal para conduzir negócios, identificar novas oportunidades, desenvolver parcerias efetivas e paralelas, participar de conferências e conferências de negócios entre empreendedores de ambos os países.

Este artigo foi produzido por:

 

Gustavo Dias 

Advogado, Especialista em Direito Empresarial, atua como Consultor em Gestão Empresarial e Comércio Exterior.

 

 

Marta Emanuelly  

Economista, Especialista em Gestão Empresarial e Tecnóloga em Comércio Exterior.

 

 

 

Thiago Rodrigo

Empreendedor, Mestre em Administração e professor do iCEV.

 

 

 

Referência

IBGE. Disponível em <https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6705> Acesso em 15 de setembro de 2021.

IBGE. Disponível em <https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6705> Acesso em 15 de setembro de 2021.

Disponível em < https://www.abiq.com.br/queijos_ler.asp?codigo=1918&codigo_categoria=16&codigo_subcategoria=37>
Acesso em 20 de setembro de 2021.

Comex Stats. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/20268>. Acesso em 20 de setembro de 2021.
5 World Factbook. Disponível em <https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/pa.html>. Acesso em 15
de setembro de 2021.

Mercosul IPR SME Helpdesk. Disponível em <https://www.latinamerica-ipr-
helpdesk.eu/sites/default/files/factsheets/pt_factsheet_paraguay.pdf>. Acesso em 26 de setembro de 2021.

Dirección Nacional de Propiedad Intelectual – DINAPI. Disponível em < https://servicios.dinapi.gov.py>. Acesso em 26 de
setembro de 2021.
8 Série Como Exportar: Paraguai. Disponível em
<https://investexportbrasil.dpr.gov.br/arquivos/Publicacoes/ComoExportar/CEXParaguai.pdf>. Acesso em 18 de setembro
de 2020.

Apex-Brasil. Disponível em <https://portal.apexbrasil.com.br/noticia/EMPRESARIOS-ATENTOS-AS-OPORTUNIDADES-
DO-MERCADO-PARAGUAIO/>. Acesso em 20 de setembro de 2021.

21 dez
Uma análise do mercado norte-americano para exportação do mel natural piauiense

 

Foto: Mauricio Pokemon

 Na construção da sua jornada exportadora, uma variável de importante análise é a escolha do mercado e a sua gestão. Identificar a vocação internacional do seu produto, os requisitos de acesso e as exigências normativas para o mercado-alvo, configuram-se atualmente com um dos grandes desafios principalmente para o empresário que está iniciando a sua trilha exportadora.

Diante do exposto, o objetivo desse estudo é aprofundar através de uma pesquisa bibliográfica do tipo exploratória, os principais critérios relevantes e peculiaridades do mercado dos Estados Unidos, selecionando no setor de Alimentos, Bebidas e Agronegócios, as exportações do Mel para esse mercado.

O cenário global e as exportações brasileiras

Uma vez que é uma das poucas atividades baseadas no trinômio da sustentabilidade: o ecológico, o social e também o econômico a apicultura desempenha papel importante no quadro socioeconômico mundial. Olhando pelo viés ecológico a apicultura contribui sobremaneira para a polinização de espécies nativas e cultivadas  conservando assim a vegetação, visto que não é necessário desmatar para criar abelhas,  precisando apenas de plantas vivas para a retirada do pólen e do néctar de suas flores (alimento principal das colmeias); do lado social, favorece a manutenção da ocupação de mão de obra familiar no campo, diminuindo o êxodo rural; e ainda pelo viés econômico é o gerador de renda para os produtores contribuindo principalmente para a melhoria de vida de milhares de famílias as quais muitas vezes têm a apicultura como única fonte de renda.

Em nosso país, principalmente pelas suas dimensões continentais, a atividade apícola tem um papel fundamental no desenvolvimento sustentável das zonas rurais. No Brasil, a apicultura tem ainda um caráter econômico e social importante para muitas famílias gerando emprego e presta um importante serviço para o ecossistema devido à polinização, que, por sua vez, contribui para a melhoria da biodiversidade e para a segurança alimentar mundial.

Baseado em alguns estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pode ser observado que o aumento da densidade e da diversidade dos insetos polinizadores tem um impacto direto na produtividade das culturas, podendo, por isso, contribuir para que os pequenos agricultores aumentem a sua produtividade média global em até 24%. O setor é, portanto, também essencial para todo o setor agrícola.

Contando com aproximadamente 360 mil apicultores, em sua maioria de baseada na agricultura familiar, a cadeia produtiva do mel no Brasil apresentou um crescimento de 4,5% nos últimos 10 (dez) anos segundo a Confederação Brasileira de Apicultura. Centenas de associações e cooperativas de pequenos produtores e exportadores de mel geram 450 mil postos de trabalho no campo e 16 mil empregos diretos e indiretos no setor industrial.

Tendo em vista a grande à biodiversidade brasileira, ao clima, ao solo, às floradas, à genética das abelhas e à localização geográfica do país, que propiciam ambiente favorável ao habitat das abelhas, produz mel ao longo do ano todo, e se coloca em 8° (oitavo) lugar como produtos mundial, ficando atrás de México, Índia, Rússia, Irã, Estados Unidos da América, Turquia e China (1° lugar). Em 2016, a produção de mel brasileira totalizou 39,6 mil toneladas, das quais 17,1 mil toneladas tiveram como origem o sul do país.

Uma vantagem do Brasil em comparação aos países do Hemisfério Norte é a introdução de espécie de abelha de origem africana que se tornou muito mais produtiva e resistente às pragas e doenças do que as europeias e americanas. As africanizadas, encontradas hoje em quase todas as colmeias produtivas brasileiras, só passaram a existir a partir de 1956, quando, por acidente, essas abelhas escaparam dos laboratórios e, na natureza, formaram um híbrido com a espécie europeia que já vivia no país desde o século XIX. Assim, o Brasil ainda consegue produzir mel sem uso de medicamentos (produtos químicos), o que faz destacar o país no mercado pela qualidade do produto.

O presente estudo tem por objetivo a análise do mercado norte-americano para as exportações de mel natural piauiense (Código NCM / SH: 0409.00.00 MEL NATURAL) fracionado.

O Piauí no cenário global das exportações

Quando observamos as exportações de mel em um ano atípico como o ano de 2020, o Brasil exportou 45.728 toneladas, um volume 50,5% superior ao obtido no ano de 2019 onde não tínhamos ainda a Pandemia do Coronavírus. O faturamento nacional foi 44,1% maior, chegando a US$ 98,560 milhões, conforme podemos observar no Gráfico 1 abaixo.  

Gráfico 1 – Exportação Mel Natural – Elaboração própria com dados SECEX/MDIC (2021)

As exportações do mel brasileiro ganharam fôlego no primeiro trimestre de 2021 quando exportamos 8.891 toneladas de mel in natura. Esse volume é 112,4% superior às 4.186 toneladas do mesmo período em 2019. Nosso faturamento cresceu de US$ 8,121 milhões para US$ 29,151 milhões (358,95%) segundo dados mais recentes do Agrostat Brasil que é uma ferramenta que reúne números de exportação e importação de produtos agropecuários.

O estado do Piauí está na primeira colocação nas exportações de mel, com 2.825 toneladas e recursos de US$ 9,830 milhões, seguido do estado do Paraná que exportou 2.039 toneladas do produto in natura, com receita cambial de US$ 6,360 milhões.

Assim como no ano de 2020, os Estados Unidos são o principal destino para o mel brasileiro, com 87% do volume exportado. Em seguida vem, pela ordem, Alemanha, Canadá, Países Baixos, Reino Unido e Panamá. No Gráfico 2 abaixo podemos observar a participação por país nos últimos 5 anos.

Gráfico 2 – Participação por país nas exportações de mel entre 2016-2020 Elaboração própria com dados SECEX/MDIC (2021)

No primeiro trimestre de 2021 as Exportações Piauienses somam US$ 64,2 milhões representando um crescimento de 19,8% se compararmos com o mesmo período do ano de 2020 conforme podemos observar no Gráfico 3.

 

                                         

Gráfico 3 – Exportações Piauienses (milhões US$) Elaboração própria com dados SECEX/MDIC (2021)

Esse crescimento foi alavancado sobretudo pela exportação de mel natural já no 1° trimestre de 2021 onde obtivemos um aumento de 436% (quatrocentos e trinta e seis por cento) em relação ao mesmo período do ano anterior, além do aumento de 27% na exportação de milho em grãos  e também resultados expressivos no aumento das exportações de pilocarpina e quercetina (produzidas no litoral piauiense). Já em relação à soja, principal produto da nossa pauta exportadora, o que se observou referente a esse mesmo período foi uma queda na ordem de 15% no volume exportado, conforme podemos observar no Gráfico 4.

 

Gráfico 4 – Exportações Piauienses por Produtos Elaboração própria com dados SECEX/MDIC (2021)

Analisando o mel natural pelo desempenho espetacular obtido já nesse primeiro trimestre, que coloca o Piauí em 1° (primeiro) lugar com US$ 13,9milhões já exportados (30% das exportações brasileiras) cabe um detalhamento em separado das exportações em relação a esse produto tão importante da pauta exportadora piauiense.

Referente ao ano de 2020, o estado do Pauí se destacou nas exportações de mel natural ficando em evidência nacional ao se colocar como 2° (segundo) maior exportador com 21,4% do total, representando US$ 21,1 milhões e com um volume de 9,8mil toneladas ficando atrás apenas para o estado de Santa Catarina que conseguiu 23,1% do total das exportações com um montante de US$ 22,8 milhões perfazendo 10,4mil toneladas de mel exportados conforme podemos analisar no Gráfico 5.

Gráfico 5 – Principais Exportadores de Mel Brasileiro Elaboração própria com dados SECEX/MDIC (2021)

O principal destino das exportações de mel natural é o mercado norte-americano. Quando analisamos os dados referentes à média dos valores exportados nos últimos 10 (dez) anos entre 2011 e 2020 pudemos observar que os Estados Unidos conseguiram ocupar a primeira colocação sendo o destino de quase 80% (oitenta por cento) do mel piauiense. Como podemos observar no Gráfico 6 abaixo, o 2° (segundo) maior comprador é a Alemanha mas bem distante com 10% (dez por cento), em 3° (terceiro) lugar temos o Reino Unido com 4% (quatro por cento) e em 5° (quinto) lugar vemo Canadá como sendo o destino de 2% (dois por cento) das exportações do nosso estado.

Gráfico 6 – Principais Importadores de Mel Piauiense Elaboração própria com dados SECEX/MDIC (2021)

                             

Exigências normativas, barreiras técnicas e regulamentação do mercado

Em termos regulatórios, as normas dos EUA exigem uma “Taxa de Avaliação da Ordem de Pesquisa e Promoção de Importadores e Embaladores de Mel” igual a US$ 0,015 por libra. As avaliações, pagas por importadores e primeiros manipuladores (embaladores), são usadas para projetos de pesquisa e promoção projetados para manter e expandir o mercado de mel e produtos de mel nos Estados Unidos e no exterior. Os EUA também possuem um sistema de classificação da qualidade e da cor do mel.

As mudanças a serem realizadas para otimizar processos de modo a aumentar a produtividade possuem impacto direto nos produtos, aumentando a sua qualidade. Além disso, a empresa também precisa fazer melhorias nesse sentido de maneira consciente para que seja capaz de atender às especificações do mercado internacional, que pode ser consideravelmente mais exigente em determinadas situações.

A indústria de mel dos EUA é representada pela American Honey Producers Association – AHPA e pela Federação Americana de Apicultura.

Por isso, ao exportar o seu produto uma empresa automaticamente pensa em torná-lo melhor, com mais valor agregado e mais adaptado para cumprir uma série de exigências. Para o mercado interno, isso é ainda mais vantajoso, já que o mercado passa a ter acesso a um produto com preço adequado e com padrões internacionais.

Um dos requisitos para a exportação para os Estados Unidos é a análise físico-química do produto para adequação do pedido do cliente, tendo em vista que nas várias regiões do país selecionado, existem padrões diferentes exigidos. A empresas que desejem exportar já devem trabalhar com uma linha de produtos fracionados atendendo aos padrões internacionais tanto de rotulagem como embalagem.

Para o mercado selecionado a melhor apresentação de produto, seria o mel natural fracionado em potes de vidro transparentes, com tampa metálica e lacre plástico termoencolhível. O tamanho escolhido mais adequado para a embalagem são os potes com 500g uma vez que se adequa bem ao padrão de consumo do mercado selecionado, podendo ainda caso seja de interesse do comprador, ser utilizadas bisnagas de 350g e 500g, potes de 250g, 500g e até de 1kg. A escolha da embalagem se deu tendo em vista a capacidade de realçar a cor do produto e ainda por ser o tipo de embalagem mais utilizada no mercado de exportação, atendendo aos padrões internacionais para a comercialização do mel.

Existem diversos tipos de embalagens com vários tamanhos e tipos, que variam conforme a escolha de cada produtor. Assim, ao escolher a embalagem certa para comercialização de mel fracionado deve-se estar atento para as que são próprias para a conservação de produtos alimentícios. Devem ser cheias e completamente fechadas e vedadas, evitando que o contato com o ar e a umidade fermente o mel em um curto período de tempo.

Os Estados Unidos já utilizam o mel como alimento e como complemento para diversos outros produtos em refeições como no tradicional american breakfast que serve de cobertura para panquecas, frutas e biscoitos.

Devem ser consultadas ainda as normas regulamentadas pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento que dizem respeito às embalagens e rótulos.

Em relação aos rótulos de produtos estes são regidos por diversas leis norte-americanas. Dentre as principais temos:

  • Fair Packaging and Labeling Act – FPLA: de acordo com o “Fair Packaging and Labeling Act-FPLA”, de 1967, cabe à “Federal Trade Commission – FTC” e à FDA a responsabilidade pela elaboração e implementação de regulamentos referentes à rotulagem de bens de consumo produzidos e/ou comercializados nos Estados Unidos. O FPLA determina que conste em todo rótulo a identificação precisa do produto, nome e endereço do fabricante ou distribuidor e volume líquido do conteúdo (em unidades do sistema métrico e em libra/onça). O FPLA autoriza também os mencionados órgãos a expedirem regulamentos visando a proibição de reivindicações enganosas e a facilidade de comparação de preços. O FDA administra o FPLA no que concerne a alimentos, cosméticos, medicamentos e aparelhos médicos, cabendo à FTC a regulamentação de rótulos da maioria dos demais bens de consumo não duráveis de uso doméstico;
  • “Nutrition Labeling and Education Act”: determina a inclusão de informações sobre nutrientes nos rótulos da maioria dos produtos alimentícios. Determina também que os rótulos que contenham reivindicações especiais sobre nutrientes e benefícios à saúde do consumidor estejam em conformidade com requerimentos específicos contidos no regulamento.

Os produtos alimentícios importados devem cumprir as leis e regulamentos da FDA sobre rotulagem de alimentos. A lei do país determina que as instalações envolvidas na fabricação, processamento, embalagem ou manutenção de alimentos para consumo nos Estados Unidos devem enviar informações de registro adicionais à FDA, incluindo a garantia de que o órgão está autorizado a inspecionar a instalação nos horários e na maneira permitida pela lei. Além disso, a lei requer que as instalações de alimentos estejam registradas junto à FDA para renovar esses registros a cada 02 (dois) anos. A FDA tem a autoridade para suspender o registro de uma instalação de alimentos em determinadas circunstâncias.

A forma mais recomendada para inserção no mercado norte-americano é a representação através de Agente/Representante Comercial via trading company. Com isso, a prospecção e o contato comercial são realizados por uma pessoa de fora da empresa exportadora, que irá promover e comercializar seus produtos mediante o pagamento de uma comissão, um percentual sobre o valor da venda.

O trabalho desenvolvido por uma trading company com experiência no mercado americano é fundamental para a empresa que ainda não tem conhecimento da cultura comercial do país de destino ou de aspectos relativos à legislação comercial local e a barreiras alfandegárias, evitando assim gastos com pesquisa de mercado e possíveis transtornos para finalizar a exportação.

Para exportar mel ou outros produtos apícolas, deve-se seguir as instruções da Circular 320 do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

O produtor encaminha ao Sistema de Inspeção Federal – SIF uma solicitação de habilitação para exportar. O SIF encaminha o parecer ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SIPA para conhecimento, apreciação e remessa da habilitação à Divisão de Controle do Comércio Internacional (DCI/DIPOA).

Para ser comercializado no exterior, o mel deve estar adequado ao Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Mel, que estabelece parâmetros a respeito do produto final destinado ao mercado.

Com a finalidade de proteger de fraudes a indústria local e os consumidores, os apicultores e empresas de beneficiamento de mel nos Estados Unidos se organizaram e criaram uma política de certificação de origem. Essa organização se chama True Source Honey e passou a realizar uma análise de risco relacionada à origem do mel, resultando em uma simples classificação de origem: países de baixo e alto risco. Essa é uma abordagem interessante por diferenciar os produtores de países de alto risco, e exigir critérios mais restritivos para os mesmos.

A certificação realizada por essa organização procura avaliar por meio de visitas à planta produtora e entrevistas com os apicultores a quantidade real de mel que pode ser processada pela planta, bem como se o mel realmente veio dos fornecedores cadastrados.

Também são coletadas amostras para verificação da origem do pólen. Após uma análise morfológica do pólen, pode-se detectar a origem botânica e geográfica do mel.

O mel brasileiro, para a True Source Honey, é classificado como de Baixo Risco.

 

Registro Internacional de Marcas e Patentes

Não é permitida a entrada nos EUA de produtos que possuam um nome que copie ou imite o de um fabricante ou comerciante dos Estados Unidos ou de um país estrangeiro que conceda direitos semelhantes a cidadãos americanos. Assim, também é proibida a entrada de produtos que possuam um nome que imite ou copie marca registrada no United States Patent and Trademark Office – USPTO e no Departamento do Tesouro, exceto quando importados pelo proprietário da marca registrada ou nome comercial, ou em seu nome, ou ainda através de seu consentimento, por escrito.

Perfil do consumidor norte-americano

Após a retração da economia advinda da crise financeira de 2008 verificou-se uma série de mudanças no comportamento do consumidor norte-americano fazendo com que ele se tornasse mais exigente e comedido em suas decisões de compra. Com isso, o consumidor passou a pesquisar e comparar preços com maior frequência e busca recomendações na mídia social e outras fontes sobre produtos ou serviços, bem como sobre as empresas que os fornecem.

Associar um produto com uma causa social tornou-se em muitos casos um fator preponderante na decisão de compra. Conforme pesquisa consultoria Cone Communications revelou que essa característica é particularmente importante para cerca de 90% dos chamados Millenials (pessoas nascidas entre 1980 e meados dos anos 2000). Mais de dois terços dos consumidores nesse segmento (66%) utilizam as mídias sociais para se informar sobre o assunto.

Conforme projeções do Serviço Censitário dos Estados Unidos, em 2044, a população será composta por uma “maioria de minorias”, com predominância de hispânicos e afrodescendentes tornando-se cada vez mais um mercado com etnias diversificadas. Como base de sua política de

proteção às liberdades e garantias individuais, o governo norte-americano não reúne informações acerca do consumo de indivíduos e as estatísticas oficiais referem-se a dados relativos ao consumo de domicílios (unidade consumidora). Segundo dados do U.S. Bureau of Labor Statistics, o consumo médio anual por domicílio, em 2014, foi de US$ 53.495,00.

O consumo per capita de mel nos EUA é de cerca de 0,589kg/ano necessitando importar mel para atender à demanda total. Em 2010, a participação das importações no consumo de mel nos EUA era de aproximadamente 61%. Com o aumento das importações de mel, o Conselho Nacional do mel estima que entre 2/3 e 3/4 o mel consumido nos EUA é agora importado. Cerca de metade do mel vendido é através de canais de varejo, com o restante sendo vendido a granel ou para uso na indústria de food service.

Este artigo foi produzido por:

 

Gustavo Dias 

Advogado, Especialista em Direito Empresarial, atua como Consultor em Gestão Empresarial e Comércio Exterior.

 

 

Marta Emanuelly  

Economista, Especialista em Gestão Empresarial e Tecnóloga em Comércio Exterior.

 

 

 

Thiago Rodrigo

Empreendedor, Mestre em Administração e professor do iCEV.

 

 

 

Referências

Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, ABEMEL. Disponível em <http://brazilletsbee.com.br>. Acesso em 21 de
agosto de 2021.
2 ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA. FAO. 2018. Disponível em:
<http://www.fao.org/faostat/en/#data>. Acesso em 22 de agosto de 2021.
3 TRENDRR. Disponível em <https://www.trendrr.net/6124/top-10-largest-honey-producing-countries-world-famous-best/>.
Acesso em 18 de agosto de 2021.
4 Caderno Setorial ETENE ano 3 | nº 30 | Novembro | 2018. Banco do Nordeste. Produção de mel na área de atuação do
BNB entre 2011 e 2016. Maria de Fatima Vidal. Disponível em
<https://www.bnb.gov.br/documents/80223/3183360/30_apicultura_04-2018.pdf/45478af7-ac21-e8a1-cc12-dcf58e5a454e>.
Acesso em 17 de agosto de 2021.
5 Sistema de Gestão do Acervo Documental e Digital da Embrapa (AINFO). Apicultura. Mel brasileiro conquista o mercado
externo. Disponível em <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/31892/1/REVFINEPAPICULTURAPI.pdf.>
Acesso em 15 de agosto de 2021.

COMEX STAT. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/35594>. Acesso em 29 de agosto de 2021.
7 AGROSTAT. Disponível em <http://indicadores.agricultura.gov.br/agrostat/index.htm>. Acesso em 21 de agosto de 2021.

COMEX STAT. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/35599>. Acesso em 29 de agosto de 2021.
9 Comex Stat. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/33074>. Acesso em 28 de agosto de 2021.

Comex Stat. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/33076>. Acesso em 28 de novembro de 2021.
11 Comex Stat. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/33077>. Acesso em 28 de novembro de 2021.

Comex Stat. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/33078>. Acesso em 28 de novembro de 2021.

Portaria n° 6 /85 MAPA. Disponível em <http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-
consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=7916>. Acesso em 08 de agosto de 2021.
14 Guia para Etiquetagem. Disponível em <http://www.fda.gov/FoodLabelingGuide>. Acesso em 14 de agosto de 2021.

Circular n° 320 MAPA. Disponível em <http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-
consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=12873>. Acesso em 18 de agosto de 2021.
16 Regulamento Técnico de Qualidade do Mel. Disponível em <http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-
consulta/servlet/VisualizarAnexo?id=1690>. Acesso em 24 de agosto de 2021.
17 True Source Honey. Disponível em < http://www.truesourcehoney.com>. Acesso em 15 de agosto de 2021.

Food Safety Brazil. Disponível em <https://foodsafetybrazil.org/mel-com-mercado-aquecido-o-mundo-se-preocupa-com-
cada-vez-mais-fraudes/>. Acesso em 20 de agosto de 2021.
19 USPTO. Disponível em <http://www.uspto.gov>. Acesso em 13 de agosto de 2021.
20 Invest & Export Brazil. Disponível em
<https://investexportbrasil.dpr.gov.br/arquivos/Publicacoes/ComoExportar/CEXEstadosUnidos.pdf>. Acesso em 15 de
agosto de 2021.

Invest & Export Brazil. Disponível em
<https://investexportbrasil.dpr.gov.br/arquivos/Publicacoes/ComoExportar/CEXEstadosUnidos.pdf>. Acesso em 15 de
agosto de 2021.
22 Invest & Export Brazil. Disponível em
<https://investexportbrasil.dpr.gov.br/arquivos/Publicacoes/ComoExportar/CEXEstadosUnidos.pdf>. Acesso em 15 de
agosto de 2021.

17 dez
5 aprendizados de 2021 que podem transformar seu marketing em 2022

Mesmo em meio a novas incertezas relacionadas à pandemia, o sentimento geral neste fim de 2021 é de renovação. E a trajetória até aqui deixou importantes aprendizados para as nossas vidas – pessoal e profissional. No Think with Google, reunimos os 5 artigos mais relevantes do ano para nos lembrar importantes dados e insights desse tempo sem precedentes. Olhando para esses aprendizados, podemos nos preparar melhor para o que está por vir. A vida mudou. A forma de comprar, também. As buscas do Google nos mostram a evolução dos nossos desejos e preocupações. O que vai ficar no pós-pandemia? O que nos move no nosso novo deslocamento? Como fazer anúncios mais eficientes? E, enfim, e não menos importante: como iremos mitigar as perdas? Respondemos essas e outras questões na nossa lista dos 5 artigos mais lidos de 2021. Acompanhe:

10 dez
Barreiras Não-Tarifárias e o Mercado Internacional entre Brasil e União Europeia

O Acordo de Associação entre Mercosul e União Europeia (UE) inclui três pilares: diálogo político, cooperação e livre-comércio. A parte econômica do acordo foi assinada em 28 de junho de 2019 e depende de processo de ratificação pelos países do MERCOSUL (incluindo o Brasil) e poderá entrar em vigor provisoriamente após a aprovação pelo Parlamento Europeu.

Em relatório promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria coma Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), identificou-se algumas das principais dificuldades que afetam as exportações de produtos brasileiros na União Europeia.

Dentre essas dificuldades apontadas no referido relatório, há ênfase especial às Medidas Não Tarifárias (MNTs) e Barreiras Não Tarifárias (BNTs) como os principais obstáculos para o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu.

De acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), as “Medidas Não Tarifárias são medidas políticas diferentes das tarifas alfandegarias comuns – que podem potencialmente ter um efeito econômico sobre o comércio internacional de mercadorias, a mudança das quantidades negociadas ou dos preços ou ambos”.

Esta definição da UNCTAD diz respeito a todas as medidas que afetam as condições comerciais entre duas partes, incluindo políticas e regulamentos que possam facilitar ou restringir o comércio.

O entendimento comum, então, é que a definição de Medidas Não Tarifárias abrange uma gama mais ampla de medidas positivas ou negativas do que as Barreiras Não Tarifárias, que se destinam exclusivamente a barreiras não tarifarias impostas por um governo a um fornecedor estrangeiro.

O Brasil, como um país que procura ampliar suas exportações para a União Europeia, deve cumprir os regulamentos da União Europeia, que podem ser interpretados pelos exportadores como uma barreira que ou restringe o acesso ao mercado dessa região ou aumenta o custo para alocar produtos para este mercado.

Nos termos do art. 3º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE), a UE tem competência exclusiva em relação a sua legislação aduaneira, que deve aplicar-se uniformemente em todo o território. A Organização Mundial do Comércio reconhece o direito de seus membros de implementar medidas para alcançar objetivos políticos legítimos, como a proteção da saúde e segurança humana ou do meio ambiente.

As principais medidas não tarifárias que dificultam o acesso ao mercado europeu são as Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS), de acordo com a base de dados da OMC. De acordo com a OMC, as medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS) abordam a segurança alimentar e os padrões de saúde animal e vegetal, sendo as medidas sanitárias relativas a saúde humana e animal e as medidas fitossanitárias relacionadas a plantas e produtos vegetais. As mercadorias importadas pela UE devem satisfazer os requisitos sanitários e fitossanitários do bloco no que diz respeito a proteção da saúde humana e animal.

As principais dificuldades de acesso para produtos brasileiros no mercado europeu são as cotas tarifarias e as medidas sanitárias, fitossanitárias e técnicas, que se aplicam predominantemente ao setor de alimentos. No total, esses setores representam quase 40% das exportações brasileiras para a UE.

As medidas não tarifarias que ela impõe geralmente abordam preocupações legitimas de saúde e higiene, mas também podem ser utilizadas como manobras políticas destinadas a proteger produtores e consumidores europeus. A abordagem da UE se baseia no acordo sobre segurança alimentar e saúde animal e vegetal também conhecido como o Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (Acordo SPS) e aplica o uso frequente do “princípio da precaução”.

Em muitos aspectos, o Brasil possui um robusto sistema de controle sanitário. Além disso, garantir a segurança do consumidor implica adoção de regras rígidas que regem as importações de produtos que contenham resíduos (LMRs) de pesticidas ou contaminantes.

O problema reside mais em incertezas e imprevisibilidade dos exportadores brasileiros em relação as mudanças nessas regras. Um melhor sistema de transmissão de informações sobre os requisitos sanitários e a implementação de requisitos técnicos certamente os ajudaria. Uma ação, especialmente relativa as disposições quanto aos métodos de inspeção de produtos, para teoricamente garantir que, se um pais exportador puder demonstrar que as medidas aplicadas as suas exportações atingem o mesmo nível de proteção da saúde que as que estão em vigor no pais importador, para que este aprove os padrões e métodos do pais exportador.

No que diz respeito a certificação, o melhor acesso de produtos orgânicos impulsionaria as exportações do Brasil neste setor, pois a biodiversidade do pais e capaz de atender crescente demanda de produtos orgânicos pelos consumidores europeus. O mel e claramente um segmento em que os consumidores europeus teriam a ganhar com o aumento das importações do Brasil, mas também frutas, castanhas e produtos vegetais.

Dessa forma, embora esteja firmada a progressiva desagravação de tarifas comerciais entre os dois blocos econômicos, as barreiras não tarifárias ainda poderão significar um importante obstáculo a ser superado pelas empresas brasileiras que desejem ter acesso ao mercado comum europeu.

O principal obstáculo ainda é o acesso a informação de como atender tais requisitos sanitários e fitossanitários para não ser um produto exportado objeto de barreira comercial com base no já referido “princípio da precaução”. A busca por credibilidade passa pela capacitação de pessoal capaz de conhecer e implementar os regulamentos exigidos pela União Europeia para circulação de produtos em seu território.

Fontes:

http://www.apexbrasil.com.br/uploads/clique%20aqui.pdf

http://comexstat.mdic.gov.br/pt/comex-vis

http://siscomex.gov.br/acordos-comerciais/mercosul-uniao-europeia/

Este artigo foi produzido por:

Yuri Guimarães 

Especialista em História e Cultura Brasileira (Estácio), bacharel em Direito (UFPI) e membro do Núcleo de Estudos Políticos Eleitorais (NEPE – UFPI). Possui experiência em Política Externa Brasileira, Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira Contemporânea.

09 dez
A balança comercial do Piauí e o agronegócio

O agronegócio Piauiense sozinho conseguiu no ano de 2020  atingir o patamar de US$ 498 milhões de dólares

Apesar de um ano em que a economia mundial sofreu com a Pandemia do Coronavírus, o Piauí conseguiu ter um aumento na ordem de 7,6% nas exportações no ano de 2020 comparado a 2019. Segundo os dados publicados pelo Ministério Ministério da Economia através da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, quando analisamos economicamente os dados da Balança Comercial do estado do Piauí, referente ao ano de 2020 podemos observar que obtivemos um superávit na ordem de US$ 284,4 milhões, fato este que nos colocou em 19° (décimo  nono) lugar no Ranking das Exportações Brasileiras com um valor de US$ 584 milhões exportados pelo nosso estado. Quando analisamos no âmbito da Região Nordeste, o Piauí ocupou o 5° lugar, ficando atrás apenas da Bahia, Maranhão, Ceará e Pernambuco respectivamente nas primeiras posições.

A balança comercial do Piauí e o agronegócio

Esse resultado deve-se sobretudo ao Agronegócio Piauiense que sozinho conseguiu no ano de 2020  atingir o patamar de US$ 498 milhões (85% do total de US$ 584 milhões). Desse montante as exportações de soja correspondem ao nosso principal produto com US$ 407 milhões  (70% das exportações), milho vem em 2° lugar com US$ 50,9 milhões (8,7% das exportações) e em 3° lugar temos o mel natural US$ 21,1 milhões sendo os três principais pauta de exportações do agronegócio.

O principal destino das exportações do Piauí em 2020 foi a China para onde exportamos US$ 317 milhões (54% do total) em soja, ceras vegetais e algodão. Em 2° lugar dentre os principais importadores temos o Irã que comprou US$ 35,3 milhões (6% do total) em soja e milho, seguido dos Estados Unidos em 3° lugar com US$ 34,6 milhões (5,9% do total) em mel natural, ceras vegetais e quercetina (que é um flavonóide natural que possui propriedades farmacológicas, encontrado na região de Parnaíba); em 4° a Tailândia US$ 26,3 milhões (4,5% do total) de soja e algodão, e em 5° lugar temos a Alemanha que comprou US$ 24,7 milhões (4,2% do total) em soja, ceras vegetais e mel natural.

Já no primeiro trimestre de 2021 as Exportações Piauienses somam US$ 64,2 milhões representando um crescimento de 19,8% se compararmos com o mesmo período do ano de 2020 conforme podemos observar no Gráfico 1.

Gráfico 1 – A balança comercial do Piauí e o agronegócio

Esse crescimento foi alavancado sobretudo pela exportação de mel natural já no 1° trimestre de 2021 onde obtivemos um aumento de 436% (quatrocentos e trinta e seis por cento) em relação ao mesmo período do ano anterior, além do aumento de 27% na exportação de milho em grãos  e também resultados expressivos no aumento das exportações de pilocarpina e quercetina (produzidas no litoral piauiense). Já em relação à soja, principal produto da nossa pauta exportadora, o que se observou referente a esse mesmo período foi uma queda na ordem de 15% no volume exportado, conforme podemos observar no Gráfico 2.

Gráfico 2 – A balança comercial do Piauí e o agronegócio

Analisando o mel natural pelo desempenho espetacular obtido já nesse primeiro trimestre, que coloca o Piauí em 1° (primeiro) lugar com US$ 13,9milhões já exportados (30% das exportações brasileiras) cabe analisarmos em separado as exportações em relação a esse produto tão importante de nossa pauta exportadora.

Referente ao ano de 2020, nosso estado também se destacou nas exportações de mel natural ficando em evidência nacional ao se colocar como 2° (segundo) maior exportador com 21,4% do total, representando US$ 21,1 milhões e com um volume de 9,8mil toneladas ficando atrás apenas para o estado de Santa Catarina

Referente ao ano de 2020, nosso estado também se destacou nas exportações de mel natural ficando em evidência nacional ao se colocar como 2° (segundo) maior exportador com 21,4% do total, representando US$ 21,1 milhões e com um volume de 9,8mil toneladas ficando atrás apenas para o estado de Santa Catarina que conseguiu 23,1% do total das exportações com um montante de US$ 22,8 milhões perfazendo 10,4mil toneladas de mel exportados conforme podemos analisar no Gráfico 3.

Gráfico 3 – A balança comercial do Piauí e o agronegócio

Se por um lado a China é o maior destino das exportações totais do Piauí, no tocante às exportações de mel natural, o principal destino é o mercado norte-americano. Quando analisamos os dados referentes à média dos valores exportados nos últimos 10 (dez) anos entre 2011 e 2020 pudemos observar que os Estados Unidos conseguiram ocupar a primeira colocação sendo o destino de quase 80% (oitenta por cento) do mel piauiense. Como podemos observar no Gráfico 4 abaixo, o 2° (segundo) maior comprador é a Alemanha mas bem distante com 10% (dez por cento), em 3° (terceiro) lugar temos o Reino Unido com 4% (quatro por cento) e em 5° (quinto) lugar vemo Canadá como sendo o destino de 2% (dois por cento) das exportações do nosso estado.

Gráfico 4 – A balança comercial do Piauí e o agronegócio

 

Este artigo foi produzido por:

 

Gustavo Dias 

Advogado, Especialista em Direito Empresarial, atua como Consultor em Gestão Empresarial e Comércio Exterior.

 

 

Thiago Rodrigo

Empreendedor, Mestre em Administração e professor do iCEV.

 

 

 

 

Referências 

Ministério da Economia. Disponível em <https://www.gov.br/produtividade-e-comercio-exterior/pt-br>. Acesso em 28 de
novembro de 2021.
Comex Stat. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/33074>. Acesso em 28 de novembro de 2021.

Comex Stat. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/33076>. Acesso em 28 de novembro de 2021.

Comex Stat. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/33077>. Acesso em 28 de novembro de 2021.
Comex Stat. Disponível em <http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/33078>. Acesso em 28 de novembro de 2021.

18 nov
Black Friday: 7 dicas para pequenos negócios venderem mais

Não basta ter o maior desconto, as marcas também precisam oferecer produtos, prazos e condições de entrega diferenciados que atendam às reais necessidades e expectativas dos consumidores.

Black Friday, uma das datas comerciais mais importantes do ano, está chegando e os pequenos empreendedores já se preparam para as vendas. Neste período, a disputa pela atenção do consumidor é ainda maior, por isso, é preciso planejamento.

Para vender mais, não basta ter o maior desconto, é preciso oferecer também produtos, prazos e condições de entrega diferenciados que atendam às reais necessidades e expectativas dos consumidores.

1- Planeje e prepare suas ações

É preciso se preparar com antecedência, conhecendo muito bem o cliente. Tem que estar sempre perto de quem compra da sua marca, conhecer as demandas, entregas, ofertas, perfis. Assim, as ações serão bem mais assertivas.

A empreendedora Anny Meisler, dona das lojas de móveis e decoração LZ Studio e LZ Mini, sempre se prepara para a data e aumenta seu estoque em 30% nesse período. Ela orienta os pequenos empresários a sempre pensar em 3 pontos:

– Quais produtos ofertar: o que seus consumidores sonham em comprar? Não adianta queimar produto que não gera desejo. Prepare seu estoque, negocie muito bem sua compra. Aposte em profundidade e não em variedade nessa data.

-Comunicação: Como você vai comunicar? Para essa pergunta, faça outra pergunta: onde está seu público e sua audiência? Essa resposta é a peça chave e precisa estar na ponta da língua.

-Divulgação: Comece a divulgar sua ação com antecedência. Uma pré-campanha é essencial sempre. Desperte o desejo de compra o quanto antes. Dispare e-mails, mensagens no WhatsApp, comunicações em mídias digitais e site. Sempre com muita criatividade e indo direto ao ponto. Nem todas as marcas podem fazer grandes investimentos, mas sempre tem aquela mensagem pelo WhatsApp que uma mãe manda para outra, aquele grupo de amigos, grupo do clube, do prédio…. Isso funciona muito bem se a sua oferta for boa. Quanto mais impactar, mais você vai atrair pessoas para o seu negócio.

2- Ofereça descontos por vários dias, não só na sexta-feira

Anny Meisler, dona das lojas de móveis e decoração LZ Studio e LZ Mini, aumenta o estoque de suas lojas em 30% durante a Black Friday — Foto: Arquivo pessoal

Anny Meisler, dona das lojas de móveis e decoração LZ Studio e LZ Mini, aumenta o estoque de suas lojas em 30% durante a Black Friday 

Letícia Romão Correia é dona da Ava, marca de roupas e lingeries, com 3 lojas físicas e e-commerce. Sua experiência com a data mostra que vale a pena investir em vários dias com descontos. Na Ava, ela consegue, em média, um aumento de faturamento de 50% em novembro se comparado a um mês regular. O motivo? As ações da Black Friday.

“Não faça a Black Friday só na sexta-feira. Faça um esquenta, comece antes. Eu começo quase duas semanas antes. Em 2020, a gente vendeu mais no esquenta do que na própria data”, orienta Letícia.

Geralmente, nesta data, as pessoas se programam e pesquisam muito para comprar itens de alto valor, como televisão e eletrodomésticos. Quem vende produtos com ticket médio menor, como é o caso do setor de vestuário, pode se beneficiar dessa antecipação.

“As pessoas recebem muita oferta, de todos os segmentos. Quando nos antecipamos, garantimos que a cliente gaste primeiro com a gente”, diz a empreendedora.

3- Organize sua estrutura

Letícia Romão, dona da marca Ava, mistura peças de coleções antigas e lançamentos nas ações da Black Friday  — Foto: Arquivo pessoal

Letícia Romão, dona da marca Ava, mistura peças de coleções antigas e lançamentos nas ações da Black Friday 

Quem tem um negócio físico, tem que pensar no aumento da demanda e se vai precisar de mais funcionários. No online, também é preciso ter uma estrutura na loja virtual. Nos dois casos, é importante deixar a equipe preparada para o aumento da demanda nas compras.

Pensar no estoque também é fundamental. Letícia tem uma estratégia para a Black Friday: escolhe peças de coleções anteriores e é bastante agressiva nos descontos, chegando a até 70%. Da coleção atual, seleciona itens para oferecer até 40%. São peças que têm um estoque maior ou que entraram no começo da coleção e já estão há um tempo circulando.

4- Ofereça uma boa experiência para os clientes

Não é porque vai comprar com desconto que o cliente não quer ser bem atendido. Garantir a satisfação máxima é primordial, segundo Fernanda Winck, diretora de operações do marketplace da Via, empresa de varejo.

“O comprador tem que estar sempre no centro de todas as ações. Vivemos hoje na era da experiência do cliente e é ele que garantirá a longevidade do seu negócio e venda. Um cliente satisfeito e bem atendido, além de se tornar recorrente, indica a loja para seu grupo social. Essa última dica é para a além da Black Friday, é para a vida”, afirma Fernanda.

5- Invista nas vendas online

Investir em um marketplace e cadastrar os produtos com muita informação ajudam nas vendas online — Foto: Reprodução PEGN

Investir em um marketplace e cadastrar os produtos com muita informação ajudam nas vendas online — Foto: Reprodução PEGN

Para quem vende pela internet, ter a loja em um marketplace traz algumas vantagens.

“Quem está em um marketplace tem acesso a uma plataforma que lhe dará maior visibilidade, público e incentivos para a venda se concretizar”, afirma Fernanda.

Para escolher esse marketplace, a dica da especialista é buscar aqueles que sigam o CDC (Código de Defesa do Consumidor), que sejam empresas com compliance e que ofereçam uma estrutura sólida de parceria.

Outro ponto importante é cuidar das informações dos produtos. Ficha técnica, título e imagens devem estar na rotina de todo empreendedor digital, pois as informações contidas no cadastro do produto impactam diretamente na busca, seja no próprio site ou até mesmo no Google.

“Quanto mais informações relevantes, mais confiança o cliente sentirá para realizar a compra”, lembra Fernanda.

6- Integre seus canais de venda

O conceito “omnichannel” é uma tendência do varejo e significa integrar todas as áreas de um empreendimento, online e offline, para facilitar a vida do consumidor e fazer com que ele tenha uma boa experiência com a marca.

Para Fernanda Baggio, chief marketing officer da Neoway, empresa de big data e inteligência artificial para negócios, a experiência da migração do online para a loja física durante o processo de compra, por exemplo, deve ser a melhor possível. Esse é um caminho para aumentar o potencial de vendas. Ela dá algumas dicas:

  • Alie dados online e offline e se relacione com a sua audiência;
  • Tenha a tecnologia como uma aliada estratégica, investindo em ferramentas, seja e-mail, SMS ou mobile marketing, para ampliar, dinamizar e alcançar todos os canais de contato direto com o cliente.

7- Pense no futuro

A Black Friday pode ser uma grande oportunidade para fidelizar novos compradores. É preciso encantar o cliente ao final da compra.

“Dá pra oferecer frete grátis, cupom de desconto para a próxima compra, mandar uma gentileza junto com a encomenda, como uma cartinha, balinhas, um cheirinho especial, coisas simples, mas que encantam e fazem com que o cliente se sinta realmente especial e volte sempre”, orienta Anny.

Publicado por G1

09 nov
Leilão do 5G: o que é nova tecnologia e como ela muda sua vida

Dispositivos móveis de alta velocidade podem permitir que robôs, sensores e outras máquinas se comuniquem

O leilão do 5G, a nova geração da internet móvel, foi realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na quinta-feira (4/11) e movimentou pelo menos R$ 7 bilhões. 

A previsão é de que a tecnologia comece a chegar ao Brasil em 2022, primeiro nas grandes cidades e depois nos demais municípios do país.

De imediato, usuários vão se beneficiar de uma maior velocidade de conexão, tanto para baixar quanto para enviar arquivos pelo celular, além de um tempo de resposta mais ágil e maior estabilidade.

Mas a implantação do 5G requer grandes investimentos e operadoras já preveem desafios — segundo a Anatel, para todas as cidades do Brasil com mais de 30 mil habitantes, o prazo para a adoção da tecnologia é julho de 2029.

á para as 26 capitais e o Distrito Federal, está previsto que o 5G deva estar em operação em julho de 2022, mas isso não significa que a tecnologia estará disponível em todos os lugares.

Confira abaixo algumas perguntas e respostas sobre o 5G, que promete revolucionar como consumimos dados em nossos dispositivos móveis.

Gráfico de carro conectado sem motorista
Carros sem motorista serão capazes de “falar” uns com os outros e com os sistemas de gerenciamento de tráfego

O que é o 5G?

É a próxima geração de conexão de internet móvel que oferece velocidades para baixar e enviar arquivos muito mais rápidas.

Através de uma maior utilização do espectro de rádio, a tecnologia permite que muito mais dispositivos acessem a internet móvel ao mesmo tempo.

O que isso nos permitirá fazer?

“O que quer que façamos agora com nossos smartphones, seremos capazes de fazer mais rápido e melhor”, diz Ian Fogg, da OpenSignal, uma empresa de análise de dados móveis.

“Pense em óculos inteligentes com realidade aumentada, realidade virtual móvel, vídeo de qualidade muito superior, a internet de coisas que tornam as cidades mais inteligentes”.

“Mas o que é realmente empolgante são todos os novos serviços que não podemos prever.”

Imagine enxames de drones cooperando para realizar missões de busca e resgate, avaliações de incêndio e monitoramento de tráfego, todos se comunicando sem fio uns com os outros e com bases terrestres em redes 5G.

Da mesma forma, muitos pensam que o 5G será crucial para que veículos autônomos se comuniquem entre si e leiam mapas e dados de tráfego ao vivo.

Drone com câmera de 360 ​​graus
China está experimentando transmissões de drones ao vivo de ultra alta definição usando 5G

Usuários de videogames devem notar menos atraso — ou “latência”, termo usado por especialistas — ao pressionar um botão e ver o efeito na tela.

Os vídeos móveis devem ser quase instantâneos e sem falhas. As videochamadas devem se tornar mais claras e menos intermitentes. Dispositivos de saúde podem monitorar sua saúde em tempo real, alertando os médicos assim que surgir qualquer emergência.

Como funciona?

5G é uma nova tecnologia de rádio, mas, assim como no restante do mundo, as velocidades não serão muito mais altas no início, porque o 5G provavelmente vai ser usado pelas operadoras de rede inicialmente como uma forma de aumentar a capacidade das redes centrais 4G existentes, para garantir um serviço mais consistente para os clientes.

A velocidade obtida dependerá da banda do espectro em que sua operadora opera a tecnologia 5G e de quanto ela investiu em novas antenas e transmissores.

Portanto, poderemos ver um maior número de antenas menores e mais próximas ao solo, transmitindo as chamadas “ondas milimétricas” entre um número muito maior de transmissores e receptores. Isso permitirá maior densidade de uso.

Mas essa tecnologia é cara e as empresas podem enfrentar desafios para implantar muitas novas antenas.

Então, quão rápido poderia ser?

Atualmente, a média da velocidade 4G no Brasil entre as quatro maiores operadoras é de 17,1 Mbps (megabits por segundo), segundo um relatório da consultoria OpenSignal de maio deste ano.

Mas, em alguns casos, essa diferença pode chegar a ser 100 vezes maior em relação ao 4G.

Essa taxa vai depender da região, da prestadora de serviço e do horário em que o usuário acessa a rede.

Mas, em termos práticos, a tecnologia 5G permitiria baixar um filme de alta definição em mais ou menos um minuto.

Por que precisamos do 5G?

O mundo está se tornando móvel e estamos consumindo mais dados a cada ano, principalmente com o aumento da popularidade do streaming de vídeo e música. As bandas de espectro existentes estão ficando congestionadas, levando a falhas no serviço, especialmente quando muitas pessoas na mesma área estão tentando acessar serviços móveis online ao mesmo tempo.

O 5G é muito melhor para lidar com milhares de dispositivos simultaneamente, de celulares a sensores de equipamentos, câmeras de vídeo e luzes de rua inteligentes.

Mulher segura chip de tecnologia 5G
Será preciso ter smartphone compatível com 5G para poder usar tecnologia

Vou precisar de um novo telefone?

Sim. Será preciso ter um celular compatível com a nova tecnologia. Atualmente, isso só é possível em aparelhos mais caros.

Mas, com o tempo, espera-se que todos os modelos incorporem a compatibilidade, assim como aconteceu com o 4G, usado comercialmente no Brasil pela primeira vez no fim de 2012.

Funcionará em áreas rurais?

A falta de sinal e a baixa velocidade de dados em áreas rurais é uma reclamação comum não só no Brasil, mas em muitos países.

Velocímetro mostrando 2G a 5G
5G pode ser 10 a 20 vezes mais rápido que 4G

O 5G não vai necessariamente resolver esse problema, pois vai operar em bandas de alta frequência — pelo menos no início — que têm muita capacidade, mas cobrem distâncias mais curtas. 5G será principalmente um serviço urbano para áreas densamente povoadas.

As bandas de frequência mais baixa (normalmente 600-800Mhz) são melhores em distâncias mais longas, então as operadoras de rede se concentrarão em melhorar sua cobertura 4G LTE em paralelo com a implantação 5G.

Mas a realidade comercial significa que, para algumas pessoas em áreas muito remotas, a conectividade ainda será irregular.

Publicado por BBC Brasil 

21 out
Marketing interativo: exemplos de empresas que o estão usando com sucesso

Envolver o seu público-alvo pode melhorar os resultados e ajudar a sua marca. Com os exemplos de marketing interativo que reunimos nesta postagem, você se inspirará para criar suas próprias experiências.

Aumentar o envolvimento do seu público-alvo pode melhorar os seus resultados e ajudar a sua marca a se destacar. Com os exemplos de marketing interativo que reunimos neste post, você poderá se inspirar para criar as suas próprias experiências.

No mundo digital de hoje, é mais importante que nunca se destacar em meio à multidão e impressionar o seu mercado-alvo.

Isso porque se você não fizer todo o possível para se diferenciar, será colocado de lado.

É por isso que o marketing interativo é tão útil.

Ele não apenas chama a atenção de seus clientes e leads, mas também possibilita que a sua marca mostre o seu lado criativo.

Neste post, vamos falar sobre esse tipo de marketing digital e por que ele é tão importante.

Além disso, traremos alguns exemplos de marketing interativo que a equipe da Rock Content considera alguns dos melhores.

 

O que é marketing interativo?

Marketing interativo é qualquer tipo de marketing que possibilita ao seu público interagir com o conteúdo escrito ou visual.

Isso pode ser algo tão simples como um quiz online ou envolvente como uma experiência multimídia presencial.

O motivo pelo qual esse tipo de marketing vem ganhando popularidade é que ele exige que a sua buyer persona dê um passo à frente e se envolva com a sua marca.

Isso significa que, em vez de apenas ler um post de blog ou ver a descrição de um produto, as pessoas têm a opção de usar seu tempo e ação em troca do valor que você está oferecendo mediante o seu conteúdo interativo.

➤ Por exemplo, talvez você queira atrair um comprador específico para o seu e-commerce.

Para despertar a sua atenção, você oferece um cupom de 15% de desconto para quem responder a um questionário de cinco perguntas sobre as preferências de produto.

Enquanto você coleta ativamente dados sobre o seu comprador ideal, ele recebe o desconto ao concluir o questionário. É uma situação em que todos ganham!

Mas os quizzes online não são a única maneira de atrair clientes.

Existem diversos outros meios, como infográficos, apresentações de slides, jogos, transmissões ao vivo, vídeos, áudio e muito mais.

Resumindo: o marketing interativo rompe o status quo e convida o seu público a se envolver com sua marca em troca de algo de valor.

O que torna o marketing interativo especial?

O marketing interativo é especial porque não há limites para o que você pode fazer.

Com uma equipe criativa, você pode tornar quase todas as campanhas de marketing tradicionais em uma experiência que ajuda a destacar sua marca.

envolvimento do cliente é muito importante e as empresas que adotam uma abordagem interativa muitas vezes veem um nível significativamente mais elevado.

Por quê? Você está orientando o cliente por meio de ações que quer que execute, em vez de esperar que ele faça isso por conta própria.

Marcas que são capazes de criar esses tipos de campanhas interativas também costumam ter muito mais seguidores fiéis.

A razão por trás disso pode variar, mas o consenso geral é que campanhas de marketing memoráveis ​​ficam com os consumidores por mais tempo, o que facilita lembrar o nome da empresa ao procurar um determinado produto ou serviço.

Os 11 melhores exemplos de marketing interativo

Agora que você já sabe o básico do que é marketing interativo e os benefícios de trabalhar com ele, vamos nos aprofundar com alguns exemplos de empresas que estão executando-o corretamente.

Aqui estão 11 exemplos favoritos de marketing interativo da nossa equipe da Rock Content.

1. Experiência musical interativa — Clash Up by Eko

Dar ao público uma maneira de brincar com música ou recursos multimídia é quase sempre um sucesso.

A razão disso é que ele oferece aos indivíduos uma maneira de passar o tempo sendo criativos, o que, por sua vez, cria melhor reconhecimento da marca.

Nós adoramos como o Clash Up by Eko lançou uma página interativa permitindo aos usuários criarem mixagens de diferentes artistas, de vários gêneros, em uma única faixa.

Não foi apenas uma excelente promoção para as suas várias séries multimídia, mas também deu um reconhecimento adicional aos artistas que estavam utilizando a experiência interativa.

2. Realidade virtual — Santa Sleigh Ride da Coca-Cola

Quem disse que as experiências interativas estão limitadas apenas ao acesso à web?

A Coca-Cola já é um nome conhecido, mas eles começaram a entreter famílias durante a temporada de férias de 2015, oferecendo um passeio de trenó interativo com o bom velhinho.

O público pôde acessar o conteúdo usando um dispositivo Oculus, um headset que permite que os usuários vejam muito dos conteúdos de realidade virtual.

A coisa toda foi um sucesso — tanto para a marca de refrigerantes quanto para a Oculus.

O melhor de tudo foi que a ação foi memorável para aqueles que participaram e provavelmente pegarão uma lata de Coca na próxima vez que precisarem matar a sede.

3. QR codes em locais públicos — L’Oréal Mobile Taxi Shops

Quando se trata de marketing interativo, o QR Code é um dos métodos mais simples e eficazes de usar.

A L’Oréal arriscou ao criar uma experiência chamada Mobile Taxi Shops. Eles adicionaram QR Codes especificamente no interior dos táxis de grandes cidades.

Quando um consumidor escaneava o código com um smartphone, ele era levado a uma página de download de um aplicativo de e-commerce.

A marca obteve enormes resultados que levaram à expansão de uma campanha de marketing semelhante em outras áreas de alto tráfego.

4. Chatbot — Alexa

É difícil imaginar a Alexa da Amazon como um chatbot, mas isso é o que ela é essencialmente para a mega varejista on-line.

Quando um cliente faz uma pergunta sobre um produto específico, ela oferece conselhos e opções para comprar aquele item com comandos de voz.

Esse é um bom exemplo de como o marketing interativo está se tornando uma parte envolvente de nossa vida cotidiana.

O que começou como uma forma de aumentar as vendas para a Amazon, agora é parte integrante de como administramos nossas casas, nos mantemos organizados e nos envolvemos com a inteligência artificial em todas as interações cotidianas.

5. Evento virtual — Retomada da NBA durante o lockdown

Para muitas empresas, a pandemia foi um grande catalisador para o envolvimento em eventos virtuais.

No entanto, a forma como o basquete profissional fez isso foi um excelente exemplo de como dar aos clientes-alvo uma experiência interativa e, ao mesmo tempo, manter a marca viva.

Utilizando a plataforma Microsoft Teams, eles foram capazes de oferecer aos fãs uma maneira de assistir aos jogos da NBA ao vivo enquanto eles aconteciam.

Em troca, imagens ao vivo da webcam dos torcedores foram transmitidas nas arquibancadas para dar aos jogadores a sensação de jogar na frente de uma multidão real.

Durante um momento complexo que poderia ter dificultado a interação com seus times favoritos, os fãs tiveram uma experiência interativa memorável.

6. Ebook interativo — Think City da IBM

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Ler um relatório de uma empresa de tecnologia pode ser algo difícil.

Na verdade, mesmo aqueles que realmente gostam dessas coisas, às vezes ficam um pouco entediados.

É por isso que o Think City da IBM é um exemplo incrível de conteúdo interativo.

Usando animações e um caminho interativo, o público pode selecionar diferentes setores clicando nos prédios ilustrados.

Nesses caminhos, existem milhares de informações excelentes sobre como a empresa está ajudando a tornar esses nichos um lugar melhor.

É uma maneira muito legal de pegar o que poderia ser um simples ebook em texto e transformá-lo em algo a mais.

7. Treinamento — Canva’s Design School

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Sempre há algo que o seu cliente-alvo adoraria experimentar usando o seu produto, mas ele simplesmente não tem certeza de como chegar lá.

O Canva tem feito um excelente trabalho ao combinar marketing interativo com uma abordagem educativa por meio de sua Design School.

Com diversos cursos diferentes, a empresa oferece treinamento de design gráfico gratuito para todos os que desejam aprender.

Além disso, eles deixam claro que as técnicas não se destinam apenas ao uso em sua plataforma. Em vez disso, eles se aplicam a todo o meio.

No entanto, eles oferecem incentivos para aqueles que preferem usar sua ferramenta para facilitar.

Essa é uma ótima combinação realmente memorável para a maioria das buyer personas.

8. Experiência interativa personalizada — MyHeritage’s Deep Nostalgia

Todos nós temos alguém em nossas vidas de quem sentimos muita falta — seja um pai, avô, amigo, ou quem quer que seja importante para nós.

MyHeritage pegou este conceito unificador e o transformou em uma fantástica experiência de marketing interativo.

Os usuários são incentivados a criar uma conta e fazer upload de fotos de seus entes queridos.

Em troca, a imagem fica animada.

Para aqueles que podem estar há décadas sem ver um ente querido em forma de vídeo, essa pode ser uma experiência muito comovente e memorável.

9. Show interativo — Pokémon Day com Post Malone

O que acontece quando você combina uma das maiores marcas de animação do mundo com uma estrela internacional da música?

A equipe do Pokémon fez exatamente isso ao criar um show interativo especial para promover o seu vigésimo quinto aniversário.

No entanto, esse não foi apenas o lançamento de um vídeo.

Houve todo um evento de transmissão ao vivo com o cantor como personagem de desenho animado, enquanto outros famosos monstros digitais da marca agraciavam a tela.

Para as crianças e aqueles que estão prontos para relembrar uma grande parte de sua infância, esse foi um evento imperdível.

10. Sugestões de produtos personalizados — Quiz interativo do Yummly

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Para ajudar os usuários a encontrar as receitas certeiras com base no gosto pessoal, o site de comida criou um quiz interativo.

Os participantes têm a opção de selecionar seus tipos de culinária favoritos e, em seguida, responder a uma série de perguntas.

Depois, ele gera uma lista com os melhores resultados da plataforma de receitas que certamente irão agradar os paladares. 

Claro, o melhor aspecto de tudo isso é que o Yummly não tem apenas algumas opções.

Eles realmente mergulham fundo nas sugestões que vão muito além dos pratos tradicionais e nível de habilidade culinária para oferecer aos usuários uma combinação que com certeza vão adorar.

11. Infográficos interativos — Ion by Rock Content

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Claro, temos que mencionar nosso próprio Ion by Rock Content nesta lista.

Não estamos dizendo que somos tendenciosos, mas particularmente amamos como essa parte de nossa equipe é capaz de criar infográficos incríveis que incluem elementos interativos para melhor engajamento.

Desde itens básicos como cronogramas a elementos que incluem vídeo, quizzes e muito mais, as páginas de infográfico estão longe de ser chatas.

E são uma ótima maneira de garantir que as informações mais importantes de uma marca sejam claras e concisas.

Conclusão: esses exemplos de marketing interativo inspiraram você?

Como você pôde verificar, o conteúdo interativo é uma excelente opção para garantir que as suas campanhas de marketing se destaquem das demais.

Quer você o esteja usando para testar seu público para melhorar o reconhecimento da marca ou apenas para sair na frente da concorrência, dar aos usuários algo para se envolver é uma forma infalível de obter bons resultados.

 Publicado Rock Content 

14 out
Em El Salvador, McDonald’s agora aceita pagamentos com Bitcoin

No país, a criptomoeda agora é uma moeda oficial, ao lado do Dólar Americano

Recentemente, El Salvador reconheceu o Bitcoin como moeda corrente do país, ao lado do Dólar Americano. Com isso, o McDonald’s passou a aceitar pagamentos feitos com a criptomoeda em suas lojas salvadorenhas, segundo informou o jornalista Aaron van Wirdum“Acabei de entrar em um McDonald’s em San Salvador para ver se poderia pagar meu café da manhã com Bitcoin, esperando ouvir um não. Mas eis que imprimiram um ticket com QR que me levou a uma página da web com fatura do Lightning, e agora estou desfrutando do meu tradicional café da manhã!”, tweetou.

O McDonald’s consegue aceitar criptomoedas no pagamento contando com a rede de pagamentos Bitcoin Lightning e com o processador de pagamentos OpenNode, segundo informa a Vice.

Um porta-voz da OpenNode confirmou que o McDonald’s apoia a decisão de El Salvador, e que agora está trabalhando com “todos os tipos de grandes empresas” para tornar “os pagamentos diários em Bitcoin eficientes e escalonáveis” em até dois meses. Algumas dessas empresas “são empresas multibilionárias”.

Como ressalta o jornalista Aaron van Wirdum, nem todos os lugares do país já estão adaptados à novidade. Ele também tentou pagar uma compra em Bitcoin no Walmart, mas seu pedido foi negado.

Publicado por B9

12 out
Como o Data Mining pode ajudar no seu negócio?

Se a sua empresa gera um grande volume de dados e quer usá-los a favor do seu negócio, é bem importante saber o que é Data Mining.

Em tradução literal, Data Mining significa mineração de dados. Consiste em usar a tecnologia para realizar a análise de grandes quantidades de dados, a fim de identificar padrões consistentes e extrair insights para aprimoramento dos processos.

O Data Mining pode ser utilizado em diferentes segmentos e vertentes dentro de um mesmo negócio, por exemplo, vendas, marketing, finanças etc.

Ao fazer a mineração de dados e transformá-los em informações, é possível tomar decisões mais assertivas e ter insights que podem ajudar no crescimento da empresa.

O que é Data Mining?

Data Mining, em português, mineração de dados, é um processo pelo qual se realiza a análise de grandes quantidades de dados. 

O Data Mining permite filtrar do Big Data informações que realmente serão úteis para o propósito que pretende alcançar.

Em outras palavras, a mineração de dados identifica padrões, que literalmente são “minerados do mar de dados” gerados por uma empresa.

As informações extraídas do Data Mining são importantes aliadas para tomada de decisões em um negócio. Com essa base, é possível identificar problemas e também diversas oportunidades de negócios e de crescimento.

Para que serve o Data Mining?

Mas saber o que é Data Mining consiste também em entender para que esse processo serve.

O Data Mining serve para transformar dados brutos em informações de valor para uma empresa. 

A sua alta capacidade analítica, que é determinada por algoritmos de Inteligência Artificial e de Machine Learning, faz conexões e correlações entre os dados, identifica padrões e anomalias.

Uma vez que os dados são transformados em informações, essas podem servir como base para o planejamento estratégico do seu negócio.

O Data Mining serve, por exemplo, para identificar padrões de comportamento dos consumidores.

Com essa resposta nas mãos, a sua empresa pode criar uma série de ações para aprimorar o relacionamento com os clientes, tais como, otimizar o atendimento, melhorar as campanhas de marketing, entre outras.

Quais as etapas do Data Mining?

A explicação do que é Data Mining só fica completa quando se entende as etapas que compõem esse processo, que são:

  1. Definição do objetivo
  2. Seleção dos dados
  3. Limpeza dos dados
  4. Aplicação das técnicas de mineração
  5. Avaliação dos resultados obtidos
  6. Utilização das informações

1. Definição do objetivo

A primeira etapa do Data Mining consiste em definir qual o objetivo do processo. Ou seja, é alinhar essa busca por informações aos objetivos estratégicos da empresa.

Para encontrar uma boa definição você pode, por exemplo, se basear em metas e indicadores que precisam ser melhorados.

2. Seleção dos dados

Com base no que foi determinado da etapa anterior, agora é preciso definir de onde os dados serão extraídos, ou seja, de qual fonte eles serão retirados.

É possível, por exemplo, fazer uma análise do CRM utilizado na sua empresa e extrair os dados gerados para usar como base nas suas tomadas de decisão.

3. Limpeza dos dados

Uma vez definida a origem, que deve estar alinhada com o objetivo, chega o momento de fazer a limpeza dos dados.

De uma maneira simples, consiste em selecionar apenas os dados condizentes com o propósito em questão, eliminando aqueles que não têm potencial para trazer os resultados pretendidos.

Lembre-se que isso tudo será feito com a ajuda da tecnologia. Considerando que o Data Mining visa analisar grandes quantidades de dados, isso não é possível de ser feito de outra forma, ou seja, apenas por interação humana.

4. Aplicação das técnicas de mineração

Esta fase consiste na aplicação de técnicas de mineração, que são metodologias baseadas em algoritmos que vão fazer a identificação de padrões, correlações e outras análises dos dados.

As técnicas de mineração são variadas. Entre as que podem ser aplicadas estão a regra de associação, redes neurais artificiais, árvores de decisão etc.

5. Avaliação dos resultados obtidos

Agora os dados foram transformados em informações. Com isso, é chegado o momento de fazer uma boa avaliação do que foi extraído.

Analisando as informações geradas pela mineração de dados é possível, por exemplo, traçar planos estratégicos para aumentar o nível de satisfação dos clientes e, com isso, contribuir para o crescimento da empresa.

6. Utilização das informações

Feita a avaliação do que foi extraído no processo de Data Mining, a última etapa consiste em usar os insights gerados, transformá-los em ações e, dessa forma, solucionar problemas e/ou aprimorar processos.

Sobre isso, é importante sempre manter o foco no objetivo principal que foi definido na primeira etapa, pois a mineração de dados realizada foi baseada nessa definição.

Quais técnicas podem ser utilizadas no Data Mining?

Na quarta etapa deste artigo sobre o que é Data Mining, mencionamos a aplicação de técnicas de mineração.

A fim de deixar esse conceito mais claro, vamos explanar um pouco algumas das técnicas que costumam ser mais utilizadas:

  • Regra de associação: faz a associação entre dois ou mais itens e contribui para encontrar padrões e tendências;
  • Redes neurais artificiais: técnica usada para identificar as relações entre os dados;
  • Árvores de decisão: gera inúmeras possibilidades de escolha para uma mesma questão a ser resolvida.

Como o Data Mining pode ajudar uma empresa?

Agora que você sabe o que é Data Mining e as etapas que compõem esse processo, é bem importante conhecer em quais pontos a mineração de dados pode ajudar a sua empresa.

O Data Mining pode ser visto como um importante diferencial competitivo. Entre as diversas possibilidades, esse processo ajuda a:

  • melhorar os serviços prestados tendo como base o comportamento dos clientes;
  • ter bases mais concretas para tomada de decisões;
  • tirar proveito maior dos dados que são gerados pela sua empresa;
  • identificar novas oportunidades de negócios;
  • fazer previsões de mercado.

Em quais áreas a mineração de dados pode ser utilizada? Exemplos de Data Mining

O Data Mining pode ser utilizado em diferentes segmentos, ou departamentos dentro de uma mesma empresa.

Quanto aos ramos de atuação, pode ser utilizado, por exemplo, na área de segurança pública, saúde, pesquisas científicas, telecomunicações, finanças, agricultura etc.

Na sua empresa, você pode utilizar a mineração de dados para melhorar os processos de vendas, marketing, captação de clientes, telemarketing, atendimento ao cliente etc.

 

Blog da Zendesk

05 out
Você sabe mesmo como a Bolsa funciona?

Todo dia tem notícia fresquinha sobre o que aconteceu na Bolsa. Basta abrir o portal mais próximo para ler que ela subiu, caiu, que as ações de tal empresa valorizaram, e que as de outras despencaram.

Aí aparecem aqueles termos e siglas que fazem parte de um vocabulário meio desconhecido para a maioria das pessoas. Tem units, share, day trade, PN, ON, BDR, e nos piores dias um circuit breaker.

Então começa a complicar um pouco, né? Mas dá pra dizer sem risco: todo mundo pode aprender sobre a Bolsa deixando o economiquês de lado.

O que tudo isso significa na prática? Como ela funciona? O que significa investir em ações ou ser acionista de uma empresa?

Imagine um grande mercado de rua.

Vendedores oferecem seus produtos, os consumidores avaliam tudo e compram alguns. Depois esses clientes também podem vender os produtos, comprar outros, e assim por diante. A Bolsa de Valores funciona mais ou menos assim.

Os clientes são os investidores. 

Eles vão para a Bolsa em busca de ativos para comprar e vender. É possível comprar um produto por um preço e vender por outro preço no futuro – que pode estar maior ou menor do que o valor original, dependendo da variação do mercado.

Tem várias maneiras de participar desse mercado. 

Existem estratégias com diferentes graus de complexidade, mas o princípio é sempre o mesmo: os investidores tentam fazer negociações que rendam mais dinheiro.

Não existe nenhum pré-requisito. 

É preciso abrir uma conta em uma instituição que faça a ponte entre as pessoas e a Bolsa, como as corretoras de valores. Quem tem uma conta nelas pode ver os produtos de investimento da B3, a Bolsa de Valores brasileira, e fazer suas compras e vendas.

Entender o seu perfil de risco é essencial. 

Mais conservador ou mais arriscado? Assim você consegue fazer as melhores escolhas pro seu dinheiro, e as corretoras te avisam caso algum investimento não se encaixe no seu perfil.

As ações são o tipo de investimento mais conhecido. 

Uma ação nada mais é do que um pedacinho de uma empresa que está na Bolsa – e investir nela é comprar esses pedacinhos. As empresas usam o dinheiro que recebem da venda de ações para executar melhorias, expansões e continuar os planos para ter um negócio ainda mais bem sucedido.

Como consigo faturar com isso, então?

Comprando e vendendo ações: 

Imagine que você comprou ações de uma empresa valendo R$ 10. O negócio está indo super bem, o mercado está favorável, e, depois de um tempo, essas ações passam a valer R$ 11. Quem comprou ações no preço antigo pode agora vender pelo preço novo. Nesse caso, o investimento rendeu 10%.

Mas lembre-se sempre do risco. 

A pessoa que comprou as ações por R$ 10 espera que elas se valorizem, mas nem sempre é isso que acontece. Pode ser que o preço caia, suba de novo, estabilize, caia novamente… A Bolsa oscila e é influenciada por diversos fatores, tanto de economia, quanto das próprias atividades das empresas.

Por isso é importante estudar bem:

Conheça a fundo a empresa em que você está escolhendo investir. Leia os materiais publicados pela empresa para os seus acionistas, acompanhe notícias sobre ela e sobre o mercado em que ela atua, e se informe sobre seus valores e atividades.

Investimento responsável. 

Sabendo dos riscos, este pode ser um caminho incrível pro futuro do seu patrimônio. Mas é essencial tomar todos os cuidados e se munir de informações antes de escolher seu investimento. Se você pretende ser sócio de um negócio, tem que conhecer onde está colocando seu dinheiro.

 

Publicado por Blog Nubank

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