12 ago
Dissonância cognitiva e a difícil arte de dialogar

Quando a realidade se choca com nossas convicções mais profundas, muitas vezes preferimos recalibrar a realidade a ajustar nossa visão de mundo

Um homem com uma convicção é um homem difícil de mudar. A afirmação é de Leon Festiger, psicólogo americano considerado até hoje uma referência na psicologia social por ter desenvolvido algumas teorias importantes como a da Dissonância Cognitiva. Em seu livro “When prophecy fails“, dos anos 50, Festinger comprovou o apego das pessoas às suas ideias, ainda que a realidade ao seu redor as desafiasse ou mesmo as contradissesse radicalmente. Ainda sobre a convicção do homem, Festinger disse: “Diga a ele que você discorda e ele não irá ouvi-lo. Mostre a ele fatos ou números e ele questionará suas fontes. Apele à lógica e ele não conseguirá entender seu argumento”. O livro mostra como o psicólogo testou sua teoria observando o que ocorreu quando, a partir da visão de uma dona de casa de Chicago (parte de um grupo que estudava a existência de extraterrestres), uma espécie de seita se formou em torno da ideia de que o mundo se acabaria após um dilúvio de proporções catastróficas. Quando a profecia falhou, muitas pessoas continuaram apegadas a ela, procurando argumentos.

A dissonância cognitiva nos rodeia, e poucos estão completamente imunes a ela. Quando a realidade se choca com nossas convicções mais profundas, muitas vezes preferimos recalibrar a realidade a ajustar nossa visão de mundo.  E a tendência, muitas vezes, é nos tornarmos ainda mais rígidos em nossas crenças.

Flexibilizar pontos de vista e posições a respeito dos mais diversos temas é e sempre foi um dos grandes desafios da humanidade. E atualmente, sequer temos paciência ou habilidade para dialogar sobre questões mais polêmicas, especialmente com pessoas que pensam diferente de nós. O desafio todo está em dar um passo atrás e aprender a conversar.

Dialogar com pessoas diferentes põe em cheque as nossas crenças – aquelas que de alguma forma, com o tempo, vão compondo a nossa identidade, como um cobertorzinho quente que nos dá segurança, e do qual não querermos abrir mão ou trocar pelo vazio frio e desconfortável de um ponto de vista menos familiar. Opiniões são compostos complexos, feitos daquilo que somos e aprendemos a acreditar, a partir de vivências, aprendizados, influências. Defender ideias faz parte de defender quem somos no mundo, de certa forma.

Mas o mundo se transforma ao nosso redor. As cenas mudam. Os contextos e as circunstâncias mudam. Muros caem. Distâncias se encurtam. Tecnologias resolvem problemas que pareciam insolúveis. E criam novos problemas. As redes sociais abriram uma conversa intermitente entre as pessoas – escancarando, 24 horas por dia, não só diferenças, mas nossa incapacidade de dialogar.

O estudo “Derrubando muros e construindo pontes: como conversar com quem pensa muito diferente de nós sobre gênero?”, realizado pelo Instituto Avon e pelo PdH Insights, braço de pesquisa do PapodeHomem, escancarou nossa dificuldade na conversa especialmente sobre temas controversos: embora 70% dos brasileiros acreditem que ter conversas sobre temas de gênero com quem pensa muito diferente é positivo, e 50% gostariam de fazê-lo de maneira mais frequente, na prática, apenas 20% buscam ativamente dialogar com quem pensa diferente de si próprio.

Uma das coisas interessantes que a pesquisa demonstrou é que as dificuldades de conversar se devem, em grande medida, ao desgaste de certos termos como diversidade, feminismo e até mesmo gênero – cujo próprio significado está em disputa, segundo Guilherme Valadares, fundador do PapodeHomem e diretor de pesquisa do PdH Insights. Quando uma mesma pergunta é feita sem o uso dessas palavras desgastadas, as abordagens podem ser eficazes especialmente para conversar com quem está fechado a um determinado assunto. Ou seja: a mudança de linguagem pode dobrar as chances de ser escutado, verdadeiramente.

Há estratégias para furar bolhas e superar o fechamento ao diálogo sobre a diversidade. Os pesquisadores da Avon e do PapodeHomem encontraram essas brechas e em cima delas criaram um guia que ensina a dialogar, e que pode ser ótimo aliado para quem quer abrir ou expandir uma abordagem sobre gênero – como as marcas, por exemplo, que vêm se abrindo para o tema e para a ideia de falar sobre isso mais abertamente com as pessoas, assumindo posições em sua comunicação. O guia inclui estratégias bem práticas de conversa, ensina como fazer boas perguntas durante um diálogo para torná-lo mais produtivo – dicas tiradas, por exemplo, do livro Comunicação não violenta, de Marshall Rosemberg.

Segundo o estudo da Avon e do PapodeHomem, 7 em cada 10 pessoas acreditam que dialogar com quem pensa muito diferente é benéfico em alguma medida, cinco em cada 10 afirmam desejar ter mais diálogos assim, e apenas duas em cada 10 buscam ativamente estas conversas. Existe, portanto, o desejo pelo diálogo sobre gênero. E se na prática ele não vem ocorrendo de forma produtiva é, possivelmente, por falta de estratégia. A pesquisa apontou que há apenas 15% das pessoas dialogando sobre gênero com quem pensa diferente (grupo chamado de “Construtores de pontes”), 50% se abrindo e buscando dialogar mais e apenas 35% mais fechadas ao diálogo (chamados “Entre muros”). Isso aponta uma tendência, um caminho e uma oportunidade para furar bolhas.

Publicado por Época Negócios 

29 jul
7 elementos para incentivar a inovação nas empresas

Do ambiente físico correto à cultura de colaboração, como as organizações podem escapar do pensamento viciado

Muitos pesquisadores já tentaram encontrar uma fórmula para a inovação, a partir de diferentes áreas — tecnologia, administração, economia, antropologia, biologia. Alguns estudos ficaram mais famosos e ganharam a reputação de “Leis da Inovação”, como a Lei de Heaps (aplicada inicialmente à linguística) e a Lei de Zipf (aplicada inicialmente à estatística). Ambas são equações que procuram conferir previsibilidade ao processo de inovação. Numa empresa, seria um sonho contar com uma equação assim. Não chegamos lá, mas de alguns anos para cá passei a testar e aperfeiçoar um modelo para ajudar as organizações nesse esforço. Seguem os sete elementos do modelo:

1 – Liderança

Inovação não é um departamento, é um processo. Mas é um processo diferente dos demais, por pressupor falhas. A inovação só acontece após muitas tentativas. Assim, a orientação para inovar tem de vir do topo da organização, para que seja sustentável no longo prazo. O CEO deve ser o grande patrocinador da causa.

2 – O cliente no centro

Empresas inovadoras costumam desenhar produtos, serviços e processos internos a partir da visão do cliente. Fala-se muito em “customer centricity”, mas o que se vê na prática são apenas experiências de uso melhoradas. Isso é só parte da equação. O desafio de ter um mindset real de foco no cliente está no redesenho dos processos internos, e não dos produtos.

3 – Diversidade

Até dez anos atrás, era comum entrar no escritório de uma grande empresa e ter-se a impressão de que os funcionários haviam estudado nas mesmas escolas, liam as mesmas revistas, compravam nas mesmas lojas. Procurava-se contratar pessoas já semelhantes à maioria da empresa. Hoje, sabemos que quanto mais tivermos pessoas diferentes umas das outras na organização, mais ricas serão as discussões e mais desafiados os profissionais serão no dia a dia.

4 – Metas e incentivos

Se a inovação não estiver nas metas dos executivos e das áreas, não se tornará prioridade. Gosto do exemplo da 3M, que há anos tem como meta para executivos de vendas que um terço da receita venha de produtos lançados no último ciclo. Com esse incentivo, se os produtos mais recentes não tiverem market-fit, a área de vendas pressiona a de produtos, que vai atrás de P&D. Assim o processo se retroalimenta em iterações que acabam por chegar ao objetivo descrito no início.

5 – Cultura de aprendizado e colaboração

Há alguns anos eu separaria aprendizado de colaboração. Na era digital, andam juntos. A colaboração é uma importante ferramenta para o aprendizado, visto que o conhecimento é o único ativo que se multiplica ao ser dividido. Num mundo com informação abundante e necessidade de curadoria, a colaboração é um forte aliado. E uma cultura de aprendizado é o primeiro passo para a tolerância a falhas, fundamental numa empresa inovadora.

6 – Quantidade de ideias

O senso comum ainda associa inovação a mentes brilhantes — ou seja, sobrevaloriza o poder das ideias. Em pesquisa básica, não aplicada, isso até é verdade. No mercado, o que vale de fato é a execução. Vale mais a ideia razoável que possa ser testada e implementada do que a ideia excepcional que não possa ser validada. Por isso, quantidade importa: quanto mais ideias forem exploradas, maiores as chances de a empresa transformar algumas delas em valor.

7 – Fluxo de ideias

Se aumentamos a quantidade de ideias geradas, precisamos fazer com que elas circulem pela organização e passem por críticas, testes, aperfeiçoamento. E um fluxo desestruturado tende a ser mais eficaz que o estruturado. Um exemplo comum de fluxo estruturado inclui reuniões agendadas, com periodicidade fixa, para intercâmbio de ideias. É mais produtivo o oposto: facilitar conversas informais, espontâneas e não programadas. Por isso houve nas sedes das empresas um boom de áreas abertas, mesas coletivas, pufes coloridos, cafeterias atraentes e geladeiras com comida e bebida de graça. Isso tudo para estimular o encontro casual, o compartilhamento de ideias, as discussões ricas.

Isso até ganhou um nome bonito, resgatado de um conto infantil do século 18, para se referir às descobertas felizes feitas meio sem querer: serendipidade. Segundo o MIT Innovation Initiative, inovação é “o processo de levar ideias da concepção ao impacto”. Os sete elementos acima são, em minha visão, as capacidades desejáveis/necessárias para que as empresas possam implementar um modelo que contemple métodos ágeis, que adequem a velocidade da organização ao ritmo frenético do mercado atual.

 

Publicado por Época Negócios

 

 

12 jul
10 startups que ajudam a ter uma renda extra (e fazem sucesso)

Alguns negócios inovadores resolveram lucrar e, ao mesmo tempo, gerar renda para usuários que ofertam serviços. Confira quais são esses empreendimentos:

A tendência da economia compartilhada (ou economia colaborativa) já está no país há alguns anos, começando com a entrada de negócios como Airbnb e Uber. Alguns empreendedores brasileiros souberam superar os desafios desse tipo de empreendimento e abriram suas próprias empresas.

Além de suas ideias de negócio lucrarem ao resolverem problemas de seus consumidores, elas também podem gerar uma renda extra a usuários que ofertam serviços nas plataformas.

O Site EXAME elencou algumas startups que resolveram adotar esse modelo. Os negócios vão desde entregas de produtos até hospedagem de cães e venda de milhas para passagens aéreas.

Confira, a seguir, algumas startups que ajudam a ter uma renda extra (e fazem sucesso com isso):

1 — Cabenocarro

Cabenocarro

 (Cabenocarro/Divulgação)

A Cabenocarro começou a operar em agosto de 2017, com a proposta de ser uma rede de entregas colaborativas que conecta proprietários de automóveis que realizam um trajeto recorrente no dia a dia (chamados de “viajantes”) a pessoas que precisam enviar itens de um lugar para outro.

O usuário anuncia, por meio da plataforma web ou do app gratuito para Android e iOS, o objeto que precisa entregar, detalhando origem, destino, tamanho e descrição do item. O viajante, após fazer seu cadastro no site e informar dados como documentação do veículo e CNH, escolhe as entregas que deseja fazer.

O ticket médio praticado gira em torno de 30 reais. 80% do valor do serviço fica com o viajante, enquanto a monetização da Cabenocarro se apoia nos 20% restantes.

Hoje, a startup possui 1.500 usuários e 300 entregadores com dados já verificados. Ao todo, 100 entregas foram feitas por meio da Cabenocarro.

 

2 — Descola

Mesa com site da Descola aberto

 (Descola/Divulgação)

A escola online Descola foi lançada em 2013, com a proposta de ser um ambiente de ensino com capacidade de criar experiências de aprendizagem leves, práticas e prazerosas aos alunos.

A startup oferece oportunidade para que profissionais acadêmicos ou do mercado que sejam muito bons em assuntos relacionados a inovação consigam compartilhar o seu conhecimento – e ganhar uma renda extra.

Os materiais de apoio são preparados pela Descola, enquanto o profissional fica responsável por elencar o conteúdo. O professor recebe uma porcentagem por cada venda de curso disponível na plataforma da Descola.

O valor médio por curso é de 150 reais e, segundo a startup, os profissionais de maior sucesso na Descola faturam 15 mil reais por ano.

Atualmente, a plataforma conta com mais de 30 mil alunos e fez parcerias com mais de 50 professores.

 

3 — DogHero

Fernando Gadotti e Eduardo Baer, da DogHero

 (DogHero/Divulgação)

A startup DogHero foi criada para solucionar um problema enfrentado por boa parte dos donos de cães e outros pets: onde deixá-lo durante longas viagens, por exemplo, e saber que ele terá o cuidado que merece?

O funcionamento da startup é muito parecido com o de marcas como Airbnb ou Uber: o usuário abre o aplicativo para Android/iOS ou o site e vê quais “anfitriões” – nome dado para os cuidadores de cachorros – estão próximos.

É possível ver itens como proximidade, experiência do anfitrião com cães, fotos e preços praticados. Também dá para entrar em contato com o anfitrião e marcar encontros de relacionamento – tanto entre vocês dois quanto entre ele e seu pet.

Se as conversas forem bem, o pagamento é feito e o cachorro é hospedado. Ao final da reserva, o cliente pega o pet e consegue deixar uma avaliação do serviço no perfil do cuidador, para que clientes futuros possam ver.

O ticket médio por cliente é de 200 reais. A DogHero cobra uma taxa 25%, já embutida no valor total transacionado, e é assim que se monetiza. Vale lembrar que todas as hospedagens já são cobertas com uma garantia veterinária de 5 mil reais, caso haja alguma emergência.

O negócio possui 15 mil anfitriões e 450 mil cães cadastrados em sua plataforma.

 

4 — Elo7

Aplicativo do Elo7

 (Elo7/Divulgação)

O Elo7 foi criado em 2008, com a proposta de trazer para o universo online produtos autorais e criativos que costumavam ser comercializados apenas localmente.

O marketplace que conecta artesãos, artistas e designers a compradores é uma opção tanto para renda extra quanto para quem quer começar um negócio, mas não planeja investir em um e-commerce próprio ou em uma loja física.

Quem quiser vender pelo Elo7 deve realizar o cadastro na plataforma, inserir seus produtos (com imagens, descrições e preços) e definir como será o pagamento e a entrega.

O ticket médio do Elo7 é 100 reais. Na venda, a comissão da startup vai de 12%, no modo de anúncio clássico, até 18%, no anúncio plus, que possui maior probabilidade de exposição no site. Na comissão já estão inclusas as taxas do processamento do pagamento por cartão ou boleto.

Hoje, a startup possui 4,5 milhões de produtos anunciados e 90 mil vendedores ativos. O Elo7 atingiu em 2016 a marca de 450 milhões de reais em volume de transações e somou mais de 1 milhão de novos compradores. Os números de 2017 ainda não foram fechados, mas é esperado um crescimento de 40% em relação a 2016.

 

5 — Enjoei

O escritório do Enjoei, em São Paulo

 (Larissa Gomes/Enjoei/Divulgação)

Quem está por dentro do mundo das grifes da moda e acompanha as novidades de forma online provavelmente já conhece o que virou esse empreendimento: o site Enjoei.

O marketplace para comprar e vender itens descolados não se posiciona apenas por preços menores, mas principalmente como um “brechó com cara de novo”.

Pessoas podem vender seus acessórios, roupas e sapatos ao montar lojinhas customizadas dentro da plataforma. O Enjoei, por sua vez, faz a moderação de todos os itens antes de serem publicados, por meio de uma curadoria de foto e descrição, e depois os coloca em um modelo de leilão online.

Em troca, o negócio pede uma comissão de 20% sobre o valor total da transação e uma taxa administrativa de 2,15 reais.

No momento, o Enjoei conta com 800 mil usuários vendedores e 600 mil usuários compradores. São 3 milhões de itens disponíveis na plataforma, com 150 mil transações mensais e ticket médio de 95 reais. Todo mês, mais 700 mil itens são cadastrados no Enjoei.

 

6 — LocalChef

Degustadora da startup LocalChef

 (LocalChef/Divulgação)

A startup LocalChef foi lançada em junho de 2016, como um marketplace para conectar consumidores a chefs autônomos. A ideia é que esses cozinheiros trabalhem de suas próprias residências, enquanto o negócio faz toda a logística para que a comida chegue aos clientes no local e data combinados.

Os chefs que quiserem obter uma renda extra pela plataforma devem se cadastrar e preencher informações básicas sobre formação e pratos oferecidos, por exemplo.

Os atendentes da LocalChef fazem uma seleção prévia e explicam como funciona a startup para os selecionados, além de darem um treinamento básico sobre manipulação de alimentos, higiene e embalagem. Também é preciso enviar pratos para degustação e sessão de fotos. Após a aprovação, o cardápio do chef é colocado na plataforma e as vendas começam.

O ticket médio da LocalChef é de 98 reais. Os chefs ficam com um percentual que varia de 80 a 85% do valor final da compra. O restante do valor fica com a startup, como forma de monetização. A LocalChef também diz organizar e participar de eventos com esses chefs, aumentando a renda dos cozinheiros.

Atualmente, o marketplace conta com aproximadamente 270 chefs ativos e uma base de 4.500 clientes. Ao todo, mais de 6 mil pedidos foram realizados.

 

7 — MaxMilhas

Escritório da MaxMilhas

 (MaxMilhas/Divulgação)

A MaxMilhas foi criada em 2013, com o objetivo de vender passagens aéreas com descontos que podem chegar a 80%. Para isso, o usuário adquire sua passagem pelo site da MaxMilhas por meio das milhas aéreas de algum vendedor.

Quem deseja vender pela plataforma deve entrar no site e informar quantas milhas quer oferecer. Elas então serão anunciadas por um valor calculado a partir oferta de todos os vendedores no momento.

Ao informar seus dados e concluir a oferta, o vendedor deve aguardar a análise da equipe do MaxMilhas. Se aprovada, a oferta fica disponível no site, onde é possível acompanhar seu status. Quando a oferta do vendedor é selecionada, a MaxMilhas faz a emissão da passagem.

No fim, o vendedor recebe o dinheiro referente à quantidade de milhas negociada em sua conta bancária cadastrada. O ticket médio por transação é de 750 reais. A MaxMilhas estabelece uma taxa para cada compra e o valor pedido pelas transações varia entre 10% e 30%, adicionado ao valor total da passagem.

Desde a criação da startup, mais de 700 mil pessoas compraram pela MaxMilhas e outras mais de 50 mil venderam suas milhas.

 

8 — Rapiddo

Rapiddo

 (Rapiddo/Divulgação)

A startup Rapiddo Entregas foi criada em 2014, com o objetivo de mudar o modo como as entregas urbanas são feitas. O negócio conecta entregadores e clientes, intermediando pratos de restaurantes, itens comercializados por empresas e trocas entre pessoas físicas.

O entregador interessado deve ter um aparelho Android para baixar o aplicativo do Rapiddo Entregas. A plataforma exige o preenchimento de um cadastro e disponibiliza vídeos com dicas de segurança no trânsito e instruções para utilizar a ferramenta. Após os documentos serem validados, o interessado em renda extra recebe as entregas de acordo com a sua localização.

O ticket médio das entregas de restaurantes gira em torno de 13 reais, enquanto as entregas administrativas possuem um ticket médio de 30 reais. O motoboy cadastrado recebe 80% de cada entrega feita por ele. Os 20% restantes compõem a monetização do Rapiddo Entregas.

Atualmente, a startup conta com mais de 5 mil entregadores ativos e aproximadamente 40 mil usuários cadastrados, sejam eles pessoa jurídica ou física.

 

9 — Supermercado NOW

Um shopper do Supermercado NOW faz compras

 (Supermercado NOW/Divulgação)

O Supermercado NOW surgiu em 2015, com a proposta de fazer as compras no lugar do usuário e entregar na residência de escolha após duas horas (ou algum horário posterior agendado).

O usuário entra na plataforma, coloca seu CEP e consegue identificar 30 estabelecimentos das oito redes parceiras da Supermercado NOW, na cidade de São Paulo e na região do ABC.

Após escolher o supermercado ideal, o usuário monta sua cesta de produtos – cujo preço é o mesmo das gôndolas, diz a startup. Também é possível colocar observações, como preferências quanto ao estado de amadurecimento e tamanho de legumes e frutas.

Quando o carrinho já está montado, o usuário pode agendar o horário de entrega. O mínimo é de duas horas após o pedido. Há uma prévia do valor e o cliente pode fechar a compra. O pagamento é feito pelo cartão de crédito, de forma online.

A possibilidade de ganhar uma renda extra está em ser um shopper – pessoa cadastrada na plataforma e treinada para seleção dos itens e para a entrega, como um motorista do aplicativo Uber –, que vai ao mercado escolhido e depois à casa do cliente na hora agendada.

A taxa de entrega é integralmente repassada ao shopper. A monetização da Supermercado NOW é feita pela cobrança às redes de supermercado: há uma taxa para cada venda realizada pela plataforma.

Hoje, a startup possui uma base de 20 mil clientes – sendo que 5 mil deles são ativos. O ticket médio é de 250 reais, com duas compras de tal valor por mês.

 

10 — Workana

Escritório da Workana

 (Workana/Divulgação)

A Workana foi criada em 2012, na Argentina, como uma plataforma para unir empresários e profissionais freelancers. Atualmente, é possível contratar e oferecer serviços em áreas como conteúdo, design, manufatura, marketing, tecnologia da informação, tradução e vendas.

O profissional que deseja encontrar um trabalho na plataforma realiza um cadastro e já pode oferecer propostas aos trabalhos publicados por empresários. Esse cliente escolhe a melhor proposta, com base no perfil do freelancer e em seu orçamento. O valor fica retido na plataforma da Workana até o final do projeto, quando o empresário pode testar e aprovar o serviço prestado.

O ticket médio da Workana varia de acordo com a área dos projetos. Em marketing online o ticket é de 504 reais, por exemplo, enquanto na área de desenvolvimento de aplicativos mobile o mesmo ticket é de 1.797 reais. A Workana pede uma taxa de 15% em cima do valor cobrado pelo freelancer.

Hoje, a startup possui mais de 30 mil empresários e 1 milhão de freelancers, com mais de 235 mil projetos realizados.

Publicado por site EXAME 

06 jul
“Reconhecimento é a melhor forma de estimular alguém”

Para o filósofo Mário Sérgio Cortella, a ausência de reconhecimento é a grande causa da atual desmotivação nas empresas

O salário não é a principal fonte de insatisfação dos brasileiros dentro das empresas. Mais do que uma remuneração condizente com o que seria justo pelo seu trabalho, as pessoas querem ser reconhecidas e valorizadas dentro das organizações. Ser mais uma peça da engrenagem é um fardo nos tempos atuais, defende o filósofo Mário Sérgio Cortella. Docente, educador, palestrante e consultor de empresas, Cortella afirma que a principal causa da atual desmotivação é a ausência de reconhecimento. E ela manifesta-se de várias formas: do chefe injusto à falta de valorização em cada projeto e tarefa. Não é uma questão puramente de promover o elogio desmesurado, mas uma forma de “dar a energia vital ao funcionário para continuar fazendo e seguindo em frente”. É principalmente evitar a mensagem de que “não ser mandado embora já é um elogio” ou que “o silêncio é a melhor maneira de dizer que está tudo em ordem”.

Em seu novo livro, Mário Sérgio Cortella fala sobre reconhecimento e de outras questões que considera inerentes à insatisfação de muitas pessoas hoje em relação ao próprio emprego. Em Por Que Fazemos O Que Fazemos, publicado pela Editora Planeta, o professor reflete sobre próposito e por que as pessoas almejam empregos que conciliam uma satisfação pessoal e a certeza de não realizar um esforço “inútil” dentro da sociedade. Este tipo de aflição ganha maior evidência com a geração millennial que passou a almejar um “projeto de vida que não soe como conformado”, ou seja, do trabalho pelo trabalho. É sonhar com o trabalho grandioso, com uma rotina que não seja monótona, com um ‘projeto que faça a diferença’. Por outro lado, é uma geração também que chega – em parte –  com pouca disciplina, que tem ambição e pressa, que vê seus desejos como direitos – e ignora os deveres.

Todas essas aflições corporativas têm moldado a forma de atuar das empresas e das pessoas na hora de se associarem a um emprego. Em momentos de crise econômica, elas ganham um nível de contestação ainda maior. Em entrevista à Época NEGÓCIOS, Cortella comenta esses dilemas e mudanças, os “senões” de se fazer o que se ama e por que há uma “obsessão enorme por uma ideia de felicidade que não existe”:

 

As pessoas não querem mais somente um salário mais alto, querem acreditar que fazem algo importante, autoral. Por que a necessidade de ter propósito ganhou maior relevância? É uma questão geracional?

Ela é mais densa e angustiante na nova geração que enxerga muitas vezes na geração anterior, que a criou, certa estafa em relação ao propósito. É muito comum que jovens e crianças enxerguem hoje nos pais algum cansaço e até tristeza naquilo que fazem. O pai e mãe dizem “eu trabalho para sustentar, esse é meu trabalho”. Há uma grande conformidade. E essa conformidade de certa forma acabou marcando uma nova geração, a millennial, que traz aí a necessidade de ter algum projeto de vida. Eles não querem repetir um modelo que, embora esforçado, dedicado e valoroso soa, de certa maneira, como conformado. Hoje há uma aflição muito grande na nova geração de maneira que se traduz numa expressão comum: “eu quero fazer alguma coisa que me torne importante e que eu goste”. A geração anterior tinha um pouco essa preocupação, mas deixou um tanto de lado por conta da necessidade.

 

Quando o sr. se refere à geração Y, aos millennials, está considerando um recorte ou o todo?

Claro que temos recortes. Não estou falando de quem está atrelado ao reino da necessidade, que precisa trabalhar sem discussão porque precisa sobreviver. Esta é uma questão de outra natureza. O termo millennial que eu adoto, como muitos, é aquele que cunharam para quem nasceu a partir dos anos 1990. E essa geração tem recortes mais diretos em relação à camada social. Evidentemente se você considerar aqueles que são escolarizados, têm boa condição de vida e que estão acima da classificação oficial da classe D, essa geração tem mais possibilidade de escolha à medida que a sobrevivência imediata não é uma questão. Ela pode viver até mais tempo com os pais e ser por eles sustentada. Isso vem acontecendo. Já integrantes das classes D e E têm mais dificuldade – uma parcela às vezes encontra sobrevivência na transgressão, no crime de outra natureza e outros encontram aquilo que é o trabalho suplicial que o dia a dia coloca sem escolhas.

 

Como o senhor diz no seu livro até para ser mochileiro, você precisa ser livre de uma série de restrições…

Sim, você precisa dominar outro idioma, saber se virar. Há uma diferença entre um filho meu, de camada média, com uma mochila nas costas andando pela rua em relação ao modo que ele se conduz, à maneira como ele se dirige às pessoas do que ele ser, por exemplo, um andarilho. Uma pessoa pode até ser mochileira, mas ela já tem condições prévias que a tornam uma mochileira com menos transtornos do que como seria de outro modo.

 

O senhor diz frequentemente que, para fazer o que se gosta, é preciso fazer uma série de coisas das quais não se gosta. Esse entendimento provém de uma educação na empresa, da família ou escola?

É uma questão de formação familiar. Hoje há uma nova geração que, especialmente nas classes A, B e C, cresceu com facilitações da vida. Hoje a gente até fala em “adolescência estendida” que vai até aos 30 anos e não necessariamente até os 18 anos. São as pessoas que continuam vivendo com os pais, sob sustentação. Isso acabou levando também a uma condição, que uma parcela dos jovens entende que “desejos são direitos”, que vão obter aquilo porque é desejo deles e um outro vai providenciar. Cria-se assim a perspectiva equivocada de que as coisas podem ser obtidas sem esforço. Mas sabe, eu lembro sempre, trabalhar dá trabalho. Como costumo dizer: “só mundo de poeta que não tem pernilongo”. É óbvio que isso não anula a riqueza que essa nova geração tem de criatividade, expansividade, de receptividade em relação a vários modos de ser. Uma geração mentalmente rica, mas que precisa de um disciplinamento – que não é torturante, mas pedagógico – e que começa na família e vai encontrando abrigo na empresa. Essas estruturas são importantes para que essa energia vital não se dissipe. É preciso organizar essa energia de modo que não se perca com inconstâncias, para ser algo que possa de fato gerar benefício para o indivíduo e para a comunidade dele.

 

As empresas ainda não sabem lidar, de forma geral, com a energia desses jovens?

Não, elas ainda estão começando a aprender. Há algumas que já possuem uma certa inteligência estratégica e estão se preparando e preparando seus gestores para que acolham essa nova geração como um patrimônio e não como um encargo. Porque quando você acolhe a nova geração como um encargo, em vez dela ser “sangue novo”, ela se torna algo que é perturbador. E é claro que não é só o jovem que tem de se preparar para essa condição. É necessário que a pessoa que a receba seja acolhedora, mas que também se coloque em uma postura de humildade pedagógica. Que ela saiba que vai aprender muito com alguém que chega com novas habilidades que a geração anterior não tem. Lidar nos dois polos de maneira que equipes multigeracionais ganhem potência em vez de entrarem em situação de digladio ou confronto.

 

Nesses dois polos, os profissionais mais seniores ficam inseguros com receio de que seu papel não seja mais relevante nas organizações. Como eles podem lidar com esse novo cenário?

Eu só conseguirei ter essa percepção de que estou ficando para trás se eu deixar de lançar mão daqueles que chegam com coisas que eu ainda não conheço. E aí eu não vou ter só a percepção, eu vou ficar mesmo para trás. A gente aprende muito com quem chega, mas a gente também tem o que ensinar. Tem dois princípios que precisamos implantar: 1) quem sabe, reparte 2) quem não sabe, procura. Se eu formar seniores e juniores nesses dois princípios, de um lado vai ter generosidade mental e de outro a humildade intelectual. Essas duas trilhas virtuosas serão decisivas para que a gente construa maior potência no que precisa ser feito.

 

Com todos esses dilemas e mudanças, a ambição é necessária? Uma pessoa ambiciosa é boa ou perigosa para a empresa?

A pessoa ambiciosa é aquela que quer ser mais e melhor. É diferente de uma pessoa gananciosa, que quer tudo só para si a qualquer custo. Uma parte do apodrecimento que nosso país vive no campo da ética hoje se deve mais à ganância do que à ambição. Eu quero um jovem ambicioso. Eu, Cortella, sou ambicioso. Quero mais e melhor. Mais e melhor conhecimento, mais e melhor saúde. Mas não quero só para mim e a qualquer custo. A ganância é a desordem da ambição. É quando você entra no distúrbio que é eticamente fraturado. Por isso, é necessário que uma parte dos jovens seja ambiciosa. Um ou outro tem sim essa marca da ganância caso ele seja criado em uma família, estrutura, comunidade, na qual a regra seja a pior de todas: “fazemos qualquer negócio”. E essa regra é deletéria, é malévola aos negócios que, embora possam ser feitos, não devem ser feitos. A ambição é necessária, mas a ganância tem que ser colocada fora do circuito.

 

E quando você junta ambição e pressa? 

Não é algo que traz bons resultados. Uma das coisas boas da vida não é ter pressa, é ser veloz. Se você faz um trabalho apressadamente, você vai ter que fazer de novo. Quando eu vou consultar médico, eu quero velocidade para chegar à consulta, mas eu não quero pressa na consulta. Velocidade resulta de perícia, habilidade, de ser alguém que tem competência no que faz. A pressa resulta da imperícia. Por isso, o desenvolvimento da perícia, habilidade, competência permite que se faça algo velozmente. E se sou veloz, aquilo que resulta da minha ambição pode se transformar no meu êxito. Se sou apenas um apressado, vou ter que lançar mão de trilhas escusas para chegar ao mesmo objetivo – e o nome disso é Lava Jato.

 

Há um certo profissional que prefere hoje estabilidade e quer seguir uma carreira linear, sem grandes saltos. Mas é visto como um profissional medíocre. Ele está errado?

É um direito que ele tem. Uma pessoa tem direito de fazer essa escolha, mas ela também não pode se lamentar em relação ao resultado que isso traz. Afinal de contas, essa é uma vida morna, sem vibração. Não é uma que eu gostaria de seguir. Mas pode ser feita. Ninguém é obrigado a atuar de um outro modo. Eu acho que escolher essa vida irá beirar, em algum momento, à monotonia e isso gerará tristeza e frustrações.

 

Essa pessoa não projeta provavelmente as expectativas dela dentro da empresa?

Não, ela apenas vê aquilo ali como emprego. Emprego é fonte de renda e trabalho é fonte de vida. Trabalho dá vitalidade, emprego pode te dar dinheiro. Qual a diferença entre trabalho e emprego? O trabalho você faria até de graça. Há pessoas que encontram no emprego o trabalho que gostariam de ter. Há pessoas que não encontram e são infelizes e outras ficam apenas na rotina do emprego. Não seremos nós a dizer a alguém que ele não pode fazer isso, mas a mediocridade como escolha não deixa de ser mediocridade só porque foi escolhida.

 

Do mesmo modo, há quem projete todas as expectativas dentro da empresa…

Sim e isso tem piorado muito. Como o ambiente econômico piorou e a vida ficou mais complexa em relação à condição de sobrevivência, muita gente se encontra desmotivada. Ela até faz, mas não queria estar fazendo daquele modo e às vezes nem tem clareza do porquê está fazendo.  A empresa precisa entender que necessita criar movimentos de estímulo em relação a essa atividade, promover formação continuada, reconhecimento, tudo aquilo que faz com que a pessoa ganhe energia e receba combustível. Ninguém motiva alguém, o que se pode é estimular. A motivação é movimento interno – mas uma pessoa se encontrará mais motivada se ela for estimulada a fazê-lo. Empresa inteligente faz isso, promove momentos de reconhecimento para que as pessoas se sintam autorais naquilo que fazem, nos quais as pessoas entendam que as empresas se interessam por elas e não somente as usam. Entendam que são um bem, não apenas uma propriedade no sentido maquinário do termo. E quem é cuidado por uma organização também vai querer cuidar dela.

 

Em uma empresa com hierarquia muito rígida, é muito difícil fazer isso caso a caso, correto?

Se a empresa não tiver isso vai ter que inventar. Se ela é capaz de inventar participações do mercado, novas tecnologias e inovação, ela terá também de buscar inovação na formação de pessoas. Isso dá trabalho, mas é garantia de futuro. Quando a empresa fala que o maior ativo é gente, isso precisa ser demonstrado. Lealdade é reciprocidade. Se eu não percebo lealdade por parte de quem me contrata quanto à minha dedicação… eu preciso ver que a empresa se dedica a mim também. E isso não é com relação ao meu salário, porque eu vou sempre querer que ele seja superior, mas que seja evidente que a empresa consegue cuidar de mim, ajudar a aumentar minha capacidade, competência, não me colocar apenas como um peão de xadrez dentro do tabuleiro. Porque aí uma hora a reciprocidade virá.

 

No livro, o senhor defende que as empresas devem realizar atividades que façam seus funcionários refletirem sobre o propósito do trabalho que realizam. Por que essa é uma atividade tão rara nas empresas?

Algumas empresas temem que, ao promover essa revisão, a pessoa abandone a companhia. Só que é necessário promover situações, criar ocasiões que levem a refletir sobre a razão de estar ali para que quando a pessoa resolva continuar na empresa, ela fique de modo mais legal, mais persistente e sólido. De nada adianta eu ter um grupo que nem pensa sobre a razão e no primeiro tropeço desiste, enfraquece, perde energia. É uma medida cautelar, é criar ocasiões que façam vir à tona as razões e os senões pelas quais alguém está ali. Assim é possível corrigir e dar maior densidade à razão para que ela continue de uma forma muito mais substantiva. É questão de estratégica, um caminho de perenidade que seja maior do que aquele que traz apenas uma ilusão ou  uma simulação de lealdade.

 

Se você olhar para as organizações que não têm um produto muito mais admirado, como elas podem fazer para atrair e reter talentos em um mundo onde o propósito é mais valorizado?

Há algumas pessoas que não querem mais trabalhar em uma organização que comercializa algo que seja malévolo, menos sedutor, encantador. Isso tem levado as próprias empresas a reorientarem seu modo de atuação. Um dos produtos que hoje está no alvo é o refrigerante, sendo visto como fonte de malefício. Mas as grandes empresas do varejo vêm reordenando a sua atuação nesse campo de maneira a tornar aquele produto como algo que não seja entendido como maléfico. É difícil trabalhar hoje na indústria do tabaco, na indústria armamentista. Mas veja bem, o que é trabalhar na indústria armamentista? É trabalhar naquela que faz míssil ou naquela que faz computador que também é colocado no míssil? Essa inter-relação leva a uma revisão dessas percepções. A empresa não pode ser sedutora apenas na aparência, precisa explicitar os compromissos que tem. É muito mais difícil enganar alguém hoje do que há algumas décadas. A fonte de informação é imediata. Não sou tão iludível quanto era quando era menino. Um jovem de 20 anos tem informações sobre uma organização que não se conseguia tão facilmente antes.

 

O senhor aponta no livro que o maior descontentamento atual dos funcionários nas empresas não é salarial, mas a falta de reconhecimento. Por que a questão ganhou força nos últimos anos?

Hoje há um anonimato muito forte na produção. Como a gente tem uma estrutura de trabalho em equipe muito grande, o trabalho em equipe quase leva à anulação do reconhecimento do indivíduo. E isso significa que um trabalho em equipe não prescinde da atuação de cada pessoa. É necessário que não se gere anonimato. Eu insisto: reconhecimento não é só pecuniário, financeiro, é autoral. É necessário que a empresa exalte, mostre quem colaborou com aquilo. À medida que você tem reconhecimento, comemoração, celebração, isso dá energia vital para continuar fazendo. Não se entende aquilo como sendo apenas uma tarefa. O reconhecimento ultrapassa a ideia de tarefa. Não sei se seu pai fazia isso, mas chegava em casa com o boletim da escola, altas notas, e ele dizia: “não fez mais que a obrigação” – isto é altamente desestimulador. É preciso reconhecer, dizer que é bacana, comemorar. Aquilo que estimula a continuar naquela rota. Reconhecimento é a principal forma de estímulo que alguém pode ter.

 

No livro, o senhor também cita a obsessão por “uma tal ideia de felicidade” que acaba levando as pessoas a viverem muito mais a expectativa do que a realização. Por que isto ocorre?

A felicidade não é o lugar onde você chega. A felicidade é uma circunstância que você vivencia no seu dia a dia. Não tem “a felicidade”. Você tem circunstâncias de felicidade, ocasiões, que quando vêm à tona não devem ser deixadas de lado. Ninguém é feliz o tempo todo – isso seria uma forma de idiotia – à medida que a vida tem suas turbulências. Mas quando ela vier, admita a felicidade. Colocar a felicidade só num ponto futuro, inatingível, isso é muito mais resultante de uma dificuldade de lidar com a questão do que concretamente uma busca efetiva. Por isso, sim, a felicidade é uma desejo porque o mundo tecnológico nos colocou em contato com tantas coisas, mas nos deu uma certa marca de solitariedade, de ficar solitário com relação àquilo que se tem, a uma ausência de contato muito forte. Tudo é muito virtual e isso acaba gerando desconforto interno, angústia nas pessoas. E a felicidade é um nome que as pessoas dão para superar essa angústia.

 

O que é felicidade para o sr?

É a que eu tenho na minha vivência. Quando percebo uma obra feita, uma aula bem dada, um abraço sincero, afeto verdadeiro, conquista merecedora. São meus momentos de felicidade. Não são um lugar onde desejo chegar.

 

Publicado por Época Negócios

19 jun
Empresas devem planejar no curtíssimo e no longo prazo, diz consultor do Vale do Silício

Para John Hagel, da Deloitte, um mundo em constante tranformação pede novas estratégias: pensar a empresa em dois tempos é uma delas

Pensar no curtíssimo e no longo prazo: essa é a principal estratégia que John Hagel, diretor do Center for the Edge, da Deloitte, e consultor de empresas no Vale do Silício, recomenda para que as empresas sobrevivam a um mundo em constante transformação. “Hoje todos nós vivemos sob muita pressão. Em situações como essa, a reação natural dos seres humanos é não pensar a longo prazo”, afirmou ele durante o Singularity Brazil Summit 2019, evento que aconteceu este mês de junho em São Paulo. “Temos que expandir os nossos horizontes.”

Em vez de formular o tradicional plano de cinco anos, diz ele, as empresas hoje devem lidar ao mesmo tempo com duas linhas do tempo. Uma vai de seis a doze meses, e determina os objetivos imediatos, diante do cenário existente hoje. A outra se refere ao que vai acontecer em 10-20 anos, e permite às empresas formular previsões, ações e determinar os recursos que serão necessários a longo prazo. “Trabalhe no curtíssimo e no longo prazo, e esqueça tudo o que está no meio”, diz ele.

 

John Hagel, consultor de empresas no Vale do Silício. (Foto: Divulgação)

Outra estratégia para lidar com as mudanças é escanear o ecossistema e encontrar parcerias, seja com empresas de grande e médio porte ou startups – ação considerada fundamental para o consultor. “Ao colaborar com outros empreendedores e líderes, você conquista mais rapidamente novas habilidades e expertise que são essenciais para um mundo em revolução”, diz. “Hoje a maioria das empresas disruptivas captam os seus recursos por meio de parcerias.”

Para motivar os colaboradores nesse novo centário, diz Hagel, é preciso focar nas suas paixões. “Hoje as empresas falam em engajamento, mas poucas lembram de falar em paixão.” A paixão a que ele se refere diz respeito ao explorador, que quer enfrentar novos desafios. “A empresa deve tentar acessar essa paixão nos funcionários, e estimulá-los a enfrentar desafios motivadores. Só dessa maneira se engajarão com os projetos “Hoje, a maioria dos profissionais com quem me encontro sente medo. Queremos que eles se sintam esperançosos e motivados”, diz Hagel.

Em um mundo de contante mudança, a figura do líder tem papel fundamental. Segundo Hagel, o líder é aquele que faz as melhores perguntas e admite não ter todas as respostas. “Ele estimula as pessoas a encontrarem suas próprias soluções”, afirma. “Expor suas vulnerabilidades também desperta a confiança dos colegas.”

Nenhuma dessas soluções é simples, diz Hagel. Pesquisa feita pela sua consultoria nos Estados Unidos indicou que 13% dos trabalhadores não sentem paixão pelas suas funções no trabalho. Para o consultor, esse gap representa uma oportunidade de ação. “Precisamos entender as motivações dessas pessoas para alcançar os nossos objetivos”, afirma.

 Publicado por Época Negócios

 

 

 

12 fev
Vale a pena cursar Administração?

Descubra quais as vantagens desta formação

O curso de administração está entre as opções mais amplas do mercado atualmente. Por conta disso, quem se forma nesta graduação consegue trabalhar em diversos setores e também tem o conhecimento necessário para montar o próprio negócio.

 

Afinal, as empresas precisam de um profissional com formação em administração para trabalhar não só neste ramo, mas nos setores de marketing, recursos humanos (RH), planejamento, financeiro e contabilidade.

 

Como é a graduação em administração?

 

Este curso, que normalmente tem duração de quatro anos, é um dos mais versáteis do mercado, porque traz matérias de diferentes áreas.

 

A grade curricular reúne marketing e comportamento do consumidor, contabilidade, micro e macroeconomia e matemática financeira. Por esse motivo, aproveite todos os conhecimentos das matérias, mesmo que algum tema não agrade tanto.

 

Principais áreas de atuação

 

Existem diversas áreas de atuação para graduandos e graduados em Administração, no mercado de trabalho. As principais são:

 

– Gestão de pessoas: Envolve todos os aspectos relacionados as pessoas, como recrutamento, seleção, capacitação e acompanhamento do desenvolvimento dos funcionários ou colaboradores. É a área da administração responsável por gerar bom entrosamento e motivação entre todos os colaboradores.

 

– Gestão de materiais e logística: Se preocupa com as matérias primas, insumos e os produtos finais, gerenciando sua movimentação e armazenagem, desde os fornecedores até os clientes finais, garantindo que cada coisa esteja em seu local no momento adequado.

 

– Produção e operações: Trata do gerenciamento de matérias primas, insumos e quaisquer recursos utilizados pelas organizações para produzir produtos ou oferecer serviços. Avalia a eficiência e eficácia dos processos em busca de melhores produtos e serviços.

 

– Marketing: É a área que lida com os clientes. Para isso, pesquisa o que as pessoas esperam dos produtos e serviços e quais os seus desejos. Após estas pesquisas o marketing é responsável por ajudar a definir como será o produto/serviço, o preço a ser praticado, os locais de venda e os meios mais efetivos de publicidade.

 

– Finanças: Atua no gerenciamento dos recursos financeiros, recebimentos, pagamentos e na prestação de contas. Analisa informações e índices para identificar a viabilidade dos negócios e de investimentos.

 

– Gestão estratégica: Define objetivos e metas, bem como planos para se chegar até lá. Suas análises envolvem o ambiente interno da organização, mas também o externo, que são os mercados, os concorrentes, clientes, etc.

 

Com estes conhecimentos consolidados o administrador tem ampla área de atuação, seja para atuar em organizações já existentes ou para empreender e criar o próprio negócio.

 

E, aí, ficou com vontade de ingressar no curso de Administração?

 

No iCEV, os acadêmicos de Administração têm aulas práticas, que mesclam teoria com empreendedorismo, e ainda  criam e/ou desenvolvem o próprio negócio no Laboratório de Práticas Empreendedoras.

 

Quer inovar junto com a gente? Pois, venha fazer iCEV!

 

Fontes: Konkero / administradores.com

16 nov
Sete em cada 10 pequenos empreendedores acreditam que 2019 será melhor para os negócios

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados apontam o ano de 2018 como pior para a os negócios. Mas quando o assunto é o futuro, a maioria (67%) tem expectativa positiva e acreditam que 2019 será um ano melhor. Apenas 9,9% estão pessimistas e acham que próximo ano será pior. Os empresários do Norte do país mostraram-se mais otimistas em relação ao próximo ano, se comparados aos entrevistados das demais regiões. A expectativa mais negativa partiu principalmente dos empreendedores com nível de escolaridade alta (superior ou mais), enquanto que a positiva está acentuada entre os com menos estudo (até ensino médio).

Para 29,8% dos entrevistados o problema que mais prejudicou sua empresa em 2018 foi a corrupção, enquanto 19,7% dos empresários se queixaram da taxa de juros e 18,7% apontaram os elevados níveis de desemprego como o vilão para seus negócios.

Os MEI foram os que mais reclamaram da falta de trabalho no setor, enquanto as empresas de pequeno porte (EPP) e microempresas (ME) citaram a corrupção e a recessão como principais problemas. Empresários do sexo masculino e acima dos 35 anos acusaram a corrupção, enquanto a mulheres disseram as altas taxas de juros e o desemprego foram mais prejudiciais para seu empreendimento este ano. E para os mais jovens, a alta taxa de juros foi seu maior problema.

O combate à corrupção, para 39% dos 5.870 empresários entrevistados, principalmente MEI, deve ser a principal preocupação do governo em 2019. Outros 28,4% empreendedores, a maioria EPP e com maior grau de escolaridade, avaliam ser mais importante estimular o crescimento econômico. Já o combate à inflação foi citado por 14,5% dos entrevistados e o corte de gastos por 15,1%.

As eleições deste ano também trouxeram otimismo para 41,8% dos empresários dos pequenos negócios, dos segmentos do Comércio, Indústria e Serviços, que acreditam que o pleito trará grandes mudanças no país. Outros 23,9% avaliam que haverá poucas mudanças e 22,6% não creem em modificações no cenário atual. Os mais pessimistas (27%) são os MEI. O Norte lidera entre os otimistas (49%), seguido pelo Centro-Oeste (45%), Sul (43%), Nordeste (38%) e o Sudeste (37%), região também onde estão aqueles que não vislumbram mudanças relevantes (26%).

 Fonte: Época Negócios

15 out
Compramos produtos ou valores?

As mídias sociais, os influenciadores e as portas abertas para o mundo, fazem com que muitos clientes estejam muito mais críticos e antenados não só ao produto que desejam consumir, mas a tudo o que está relacionado a ele: o que o constrói, o que dá luz, brilho e rótulo a história. Sua visão o leva a patamares muito mais analíticos, mesmo sem perceber, mesmo sem ele se atentar a isso.

Muitos clientes não aceitam mais o simples produto do catálogo, o oferecido cotidianamente. Ele quer e consumirá o produto que lhe parecer superior, que comprovar excelência e personalidade, que se apresentar alinhado aos seus princípios. Aceitará a mesma “receita” de anos, mas só se nesta mesma receita ele sinta que o mesmo produto não tenha só “corpo”, tenha alma, essência e missão.

Hoje, a escolha do cliente evoluiu dos critérios básicos, conhecidos, às novas percepções. A excelência no atendimento, a apresentação impecável do produto, um bom cardápio, a agilidade, os valores justos, uma gestão inovadora e criativa, fazem parte do capítulo nomeado como imprescindível. Um novo cenário se constrói, começando por respostas básicas sobre os diferenciais que dão vida e sentido ao negócio por de traz de um rótulo.

Qual a postura da marca frente a comunidade? Quanto a marca e, consequentemente, o dono desta marca pratica o bem, não só aos seus, mas ao seu entorno, a sua equipe, à natureza, ao meio ambiente? Quanto sustentável a marca se tornou? Quem fala bem desta marca, deste negócio ou produto? Quanto a marca e o dono da marca se apresentam politicamente corretos? Quanto respeitosa ele se apresenta a diversidade, a inclusão, e de que modo se mostra partidária a essa bandeira? Quanto a marca, o produto remete a memórias afetivas, a palavras e cenas de encanto? Quanto adquiri-la se traduz em um melhor estilo de vida? E claro, mais umas dezenas de perguntas, que em milésimo de segundos se transformam em um filminho na mente, e promovem a grande resposta: de quem comprar?

Assim, compramos o sorriso, a paixão, a emoção. Compramos memórias afetivas, respeito, alianças, crença e missão. Compramos tudo de bom que toca o nosso coração em um segundo quando a vontade de comprar surge em nossa mente, seja o que for, do mais complexo ao mais simples, do mais caro ao baratinho. Compramos produtos? Ao meu ver, creio que tudo, menos produtos. Compramos o que nos encanta de verdade, muito além de um rótulo ou um nome. Compramos experiências, o que nos faz sentir melhor e mais feliz!

Então vamos lá filosofar, sentir que por trás da mecânica do ato existe muito mais alma e emoção do que possa se imaginar!

#JuntasSomosMaisFortes, criativas e imbatíveis!

*Por Valéria Vicenti, embaixadora da RME na China.

Fonte: Startupi

09 out
4 passos para cultivar cultura de inovação em uma empresa

O discurso, muita empresa parece já saber: é preciso se abrir para o ecossistema, ter maior flexibilidade nos processos, incentivar a cultura do erro (rápido) e trabalhar em colaboração. O que a executiva Glaucia Alves de Costa defende, porém, é que grandes empresas ainda precisam estabelecer processos básicos de inovação antes de conseguirem gerar impactos radicais. Para a diretora de inovação da Deloitte Brasil, muitas empresas ainda veem a inovação “como gasto” e a fazem para gerar marketing ou como “alavanca empresarial”.

“Transformação digital é muito mais sobre implementar uma gestão de mudança do que adquirir tecnologia.” É preciso, segundo Glaucia, desenvolver uma cultura onde as pessoas sejam capazes de inovar, tenham permissão de errar, consigam trabalhar com flexibilidade e sem hierarquia rígida. É essa cultura, defende, que irá gerar o cenário para o surgimento de inovações incrementais (relacionadas a melhorias de processos, serviços ou produtos). Só depois de criá-las, é que a empresa conseguirá ter ferramentas eficazes para inovar de forma mais radical, gerando produtos ou criando novos mercados. “Grandes corporações ainda precisam de processos estruturados para inovarem.”

Em palestra realizada no 3º Fórum de Gestão e Governança da Fundação Dom Cabral (FDC), Glaucia indicou quatro passos para uma empresa criar uma cultura de inovação:

1) Promova o entendimento e colaboração
“Os funcionários precisam entender o porquê precisam mudar a forma de trabalhar. Não dá para esperar que as pessoas que estão acostumadas com o dia a dia da empresa fiquem olhando para o que ocorre fora dela. É preciso criar motivações e mecanismos para que isso ocorra.”

2) Desenvolva talentos e capacidades
“A empresa não pode deixar só para o funcionário a responsabilidade de correr atrás de atualização e novos conhecimentos. Se a empresa se interessa que seus funcionários tenham novas ideias, precisa incentivar isso de alguma forma.”

3) Pratique o Role Modeling
“Cansei de ver organizações falando ‘somos empreendedores’ no mesmo momento em que definia todas as suas metas com objetivos de curto prazo. Assim, todo mundo ficará preocupado em resolver aquilo que é mais urgente.”

4) Crie mecanismos de reforço
“Uma empresa que promove quem não erra, não vai inovar. É preciso que os sistemas formais da organização reforcem o comportamento que a companhia espera de seus funcionários. Ninguém nunca vai deixar de usar um modelo de gestão porque ele se esgotou. Deixamos de usar quando existe algo muito melhor no lugar.”

Fonte: Época Negócios

 

02 out
O que é Gestão de Clientes e porque é bom para as empresas que ‘fazem direito’

“Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito”, disse Philip Dormer Stanhope, 4º Conde de Chesterfield (estadista britânico do século XVIII). Traduzindo para um estilo mais direto: fazer as coisas direito deveria ser o único jeito de fazer as coisas. Mas, infelizmente, nem todos vivem por esse princípio.

Gestão de Clientes é um conjunto de práticas destinadas a melhorar a relação com os clientes, compreendê-los e oferecer soluções personalizadas. Mais do que isso, é uma estratégia que uma empresa decide assumir e que coloca o cliente no centro da organização. O foco está nele e em como a empresa pode fazer para atendê-lo da melhor maneira.

Essa é a teoria, mas, na prática, a “síndrome de não fazer direito” assola o mercado. Especificamente, muitas empresas investem em tecnologias como CRM para Vendas ou Marketing Digital, mas não fazem a lição de casa para ter o resultado esperado.

Como a Gestão de Clientes deve funcionar

Saber gerir clientes é um dever de pequenas, médias e grandes organizações, até mesmo das startups. Tudo começa por saber quem é o cliente. Diversas informações são oferecidas por consumidores e muitas vezes não são devidamente coletadas pelas empresas. Poucas delas conseguem coletar e organizar dados básicos como nome, endereço, telefone e e-mail.

Além disso, deveriam saber quais são os produtos ou serviços adquiridos por cliente, seus pontos de contato preferidos com a empresa, dúvidas e reclamações, entre outros. Perceba que todas essas informações são individuais. Não são médias, não são “principais”, ou “típicas”, são exclusivas de cada cliente.

E quando uma empresa se propõe a tratar seus clientes de forma personalizada, a partir do conhecimento do histórico de relacionamento e dos feedbacks recebidos, ela precisa de uma boa preparação. “Tratar clientes diferentes de forma diferente” parece óbvio, mas envolve dois grandes desafios para qualquer empresa:

1º: Clientes diferentes? Como assim?

Isso significa classificar os clientes em grupos definidos pela própria empresa, de forma adequada ao seu negócio e mercado. Para chegar nisso, é preciso ter a informação necessária muito bem organizada e em seguida definir os critérios de classificação.

Qualquer pessoa na empresa deve saber responder, preferencialmente de cabeça, “Quem são nossos dez melhores clientes?”. Melhor ainda, deve saber porque são esses dez. E isso – claro – tem de estar alinhado com a estratégia e as metas da empresa. Não conheço muitas organizações onde isso acontece. E você?

2º: Tratar de forma diferente

Sabendo quem são os melhores clientes, quais são os mais promissores (com maior potencial) e porque queremos conquistar e mantê-los, começa o segundo desafio – tratá-los de forma diferente.

Isso não significa discriminar ou se relacionar bem com os melhores clientes e mal com os demais. Toda empresa tem que estar comprometida com a qualidade de sua oferta e com a ética de seus negócios.

Tratar diferente significa conhecer o valor e as necessidades de cada cliente (ou grupo de clientes) e oferecer produtos, serviços e atendimento personalizados. O desafio é ajustar a oferta e o próprio custo de cada interação ao valor atual e o valor que se espera no futuro de cada cliente ou grupo. Isso não acontece ‘como mágica’ depois de instalar um software de CRM ou um novo pacote de Marketing Digital.

Como se preparar

As “novidades” tecnológicas levaram muitas empresas a implementar pacotes de software sem antes fazer um bom planejamento. E essas companhias se veem diante de uma enxurrada de informações e sem saber o que fazer com elas.

Portanto, é essencial que a empresa já tenha seus processos muito bem definidos e uma base sólida antes de adotar novas tecnologias. É necessário, também, definir como os resultados serão mensurados, quais problemas as ferramentas de tecnologia precisarão resolver na empresa e quais nem dependem desses recursos.

Definir estratégia, redesenhar processos e fazer um roadmap para o futuro, incluindo a tecnologia, não precisa ser um exercício demorado. O importante é fazer uma boa preparação para a Gestão de Clientes e ter ciclos rápidos de implementação. Ao final de uma jornada bem-sucedida, sempre ouvimos dos nossos clientes: “investir nessa preparação foi a melhor coisa que a gente fez!”

*Por Fernando Pierry — sócio fundador da PRG BRASIL.
Fonte: administradores.com

 

24 set
Apps: onde os negócios realmente acontecem

A mania e os acessos a apps continua a crescer. O fenômeno é mundial. De acordo com o portal App Annie, que monitora esse universo, apenas no último trimestre do ano passado, foram 27 bilhões de downloads, 7% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Ainda segundo o estudo, o gasto com aplicativos cresceu 20%, quebrando recorde e atingindo a cifra de US$ 17 bilhões. O Brasil, assim como os demais países emergentes, ocupa posição de destaque neste cenário – já temos mais downloads na Google Store que os EUA.

E pensar que os apps surgiram recentemente por aqui e que a procura por serviços mobile no Brasil sofreu um boom há cinco anos, alavancado principalmente pelos aplicativos de taxi, entrega de comida, varejo e serviços bancários, cada vez mais populares entre os brasileiros. Apesar disso, foi nos últimos dois anos que os investimentos das marcas em desktop passaram a migrar de forma mais acentuada para o marketing de aplicativos.

A realidade e o potencial do mercado de apps já vem despertando a atenção do mercado publicitário por aqui.  Os aplicativos são o lugar onde os negócios acontecem e os números provam – o mercado de anúncios pagos para atração e retenção de usuários passou a movimentar mais de US$ 3 bilhões por ano no Brasil. O valor chega a US$ 4,8 bilhões em gastos com publicidade em apps na América Latina – ou seja, representamos cerca de 70% desse montante.

Recente estudo feito pela plataforma de mensuração de aplicativos AppsFlyer, revela o amadurecimento dos apps do ponto de vista do marketing. Entre 2016 e 2018, o volume de instalações não orgânicas – aquelas vindas de anúncios ou posts pagos passou de 18% para 37%, enquanto que as orgânicas caíram de 82% para 63%. O que significa dizer que cada vez mais os aplicativos investem em publicidade para atrair ou reter instalações – de 2017 para 2018 houve aumento de 62% em campanhas de retargeting de usuários.

Não se trata apenas de reflexos trazidos pela mudança de comportamento do consumidor, cada vez mais conectado e plugado nas telinhas dos dispositivos móveis. Mas uma percepção dos anunciantes de que visibilidade, apesar de importante, não é suficiente. É preciso performar, converter os anúncios em ROI e KPI’s, gerar negócios – sendo eles na aquisição, mas principalmente e aqui está o maior desafio, na retenção de usuários para seu app.

Segundo recente estudo que fizemos na Applift, o brasileiro tem, em média, 36 apps instalados nos seu smartphone. Desse total, um em cada quatro (25%) nunca foram usados apesar de baixados. E pior, a cada 30 dias um app perde cerca de 90% da base que acabou de criar de usuários e outros 23% abandonam o app logo após a instalação.

Além da maciça presença do público, da audiência crescente e do grande potencial ainda a ser desbravado neste universo, o setor de aplicativos oferece ainda a oportunidade de explorar nichos de mercado mais assertivos, localizando e impactando de forma mais certeira, o target a ser alcançado.

A mania e os acessos a apps continua a crescer. O fenômeno é mundial. De acordo com o portal App Annie, que monitora esse universo, apenas no último trimestre do ano passado, foram 27 bilhões de downloads, 7% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Ainda segundo o estudo, o gasto com aplicativos cresceu 20%, quebrando recorde e atingindo a cifra de US$ 17 bilhões. O Brasil, assim como os demais países emergentes, ocupa posição de destaque neste cenário – já temos mais downloads na Google Store que os EUA.

E pensar que os apps surgiram recentemente por aqui e que a procura por serviços mobile no Brasil sofreu um boom há cinco anos, alavancado principalmente pelos aplicativos de taxi, entrega de comida, varejo e serviços bancários, cada vez mais populares entre os brasileiros. Apesar disso, foi nos últimos dois anos que os investimentos das marcas em desktop passaram a migrar de forma mais acentuada para o marketing de aplicativos.

A realidade e o potencial do mercado de apps já vem despertando a atenção do mercado publicitário por aqui.  Os aplicativos são o lugar onde os negócios acontecem e os números provam – o mercado de anúncios pagos para atração e retenção de usuários passou a movimentar mais de US$ 3 bilhões por ano no Brasil. O valor chega a US$ 4,8 bilhões em gastos com publicidade em apps na América Latina – ou seja, representamos cerca de 70% desse montante.

Recente estudo feito pela plataforma de mensuração de aplicativos AppsFlyer, revela o amadurecimento dos apps do ponto de vista do marketing. Entre 2016 e 2018, o volume de instalações não orgânicas – aquelas vindas de anúncios ou posts pagos passou de 18% para 37%, enquanto que as orgânicas caíram de 82% para 63%. O que significa dizer que cada vez mais os aplicativos investem em publicidade para atrair ou reter instalações – de 2017 para 2018 houve aumento de 62% em campanhas de retargeting de usuários.

Não se trata apenas de reflexos trazidos pela mudança de comportamento do consumidor, cada vez mais conectado e plugado nas telinhas dos dispositivos móveis. Mas uma percepção dos anunciantes de que visibilidade, apesar de importante, não é suficiente. É preciso performar, converter os anúncios em ROI e KPI’s, gerar negócios – sendo eles na aquisição, mas principalmente e aqui está o maior desafio, na retenção de usuários para seu app.

Segundo recente estudo que fizemos na Applift, o brasileiro tem, em média, 36 apps instalados nos seu smartphone. Desse total, um em cada quatro (25%) nunca foram usados apesar de baixados. E pior, a cada 30 dias um app perde cerca de 90% da base que acabou de criar de usuários e outros 23% abandonam o app logo após a instalação.

Além da maciça presença do público, da audiência crescente e do grande potencial ainda a ser desbravado neste universo, o setor de aplicativos oferece ainda a oportunidade de explorar nichos de mercado mais assertivos, localizando e impactando de forma mais certeira, o target a ser alcançado.


*Por Marcus Imaizumi, head de operações da Applift no Brasil e Latam
Fonte: startupi.com

 

20 set
7 atitudes do profissional de alta performance

Diante da era da transformação nas empresas, onde a necessidade de mudanças de cultura comportamental e de estrutura se fazem cada vez mais presentes, é importante que os profissionais estejam atentos às atitudes que garantam excelência no trabalho e que o qualificam de forma positiva.

As empresas precisam cada vez mais de profissionais que colaborem com vantagem competitiva diante de um cenário de maior concorrência e crise, onde somente o profissional de alta performance eleva a chances de apresentar este diferencial. Sendo assim, contam com profissionais que:

1) São proativos – Ter iniciativa é um valor importante para o profissional de alta performance. Ao fazer não só aquilo que lhe é pedido, mas sim, tudo o que precisa ser feito, o profissional demonstra que é capaz de analisar o trabalho como um todo e de pensar de forma estratégica, prevendo os próximos passos e diminuindo riscos;

2) Sabem receber feedbacks – É importante saber ouvir o retorno do seu líder sem pré-julgamentos e entender quais aspectos do seu trabalho são positivos e quais podem ser aprimorados. Trabalhando juntos e avaliando onde a mudança será melhor aproveitada, o trabalho com certeza irá render mais;

3) Busquem a excelência – Profissionais que buscam alta performance realizam as tarefas com zelo, dedicação e disciplina. Esses atributos reunidos são de extrema importância para quem busca ser o melhor naquilo que faz;

4) Aceitem bem as mudanças – Num mundo tão veloz quanto o nosso é preciso estar apto às mudanças e aos novos modos de operação. É normal ao ser humano se sentir desconfortável diante de mudanças muito bruscas, mas, ao entender que são melhorias e que os processos são adaptáveis, a alta performance no trabalho irá despontar;

5) Desenvolvam a inteligência emocional – Nem sempre é possível trabalhar apenas ao lado de pessoas que gostamos ou fazer apenas as tarefas que consideramos agradáveis. Assim como na vida social, no ambiente de trabalho também é preciso saber lidar com as situações adversas, não se deixando influenciar pelo pessimismo e outros sentimentos que não o ajudarão a crescer;

6) Trabalhem bem em equipe – Estar preparado para o diálogo, para ouvir novas ideias ou contrariedades é fundamental no ambiente corporativo. Aliado à inteligência emocional, o trabalho em equipe flui e apresenta resultados satisfatórios para o funcionário e para a empresa;

7) Orientam-se por resultados – Ao lembrar que o foco no ambiente de trabalho é cada vez mais os resultados apresentados – e não o bater cartão em horário estipulado – pensar no que se quer atingir com cada ação é outro atributo importante de quem deseja se destacar nas empresas.

Por Claudia Santos, especialista em gestão estratégica de pessoas.
Fonte: administradores.com

11 set
Entenda os termos mais utilizados no mundo das startups

Muitos termos utilizados no ecossistema das startups fogem do conhecimento da maioria das pessoas. Para facilitar a leitura e a compreensão, apresentamos a seguir  alguns dos termos mais usados no ramo e seus respectivos significados.

Termos mais usados no mundo das startups

Aceleradora – Organização de capital privado que apoia startups com grande potencial de crescimento. Em alguns casos, oferece apoio financeiro, em outros, dá suporte e estrutura para o desenvolvimento do negócio, com mentores e outros profissionais.

Bootstrapping – Esse termo é utilizado para demonstrar que a startup utiliza recursos próprios ou de seus clientes (e não de investidores).

Business Model Canvas – Recurso utilizado por empreendedores para demonstrar em um quadro todos os itens estratégicos do negócio. Lá estão demonstrados os riscos, oportunidades, custos, etc.

Contrato de Vesting – Investimento que garante para quem coloca recursos, a participação nos lucros da empresa e também em suas ações.

Crowdfunding – Financiamento coletivo, realizado via de regra pela internet e por pessoas físicas. O investidor apresenta seu projeto e estabelece um valor e data para alcançar a meta.

Fundo de investimento – Os fundos representam várias pessoas interessadas em investir em novos empreendimentos. Os valores investidos pelos fundos costumam ser de milhões de US$.

Incubadora – As incubadoras são geralmente ligadas às universidades ou órgãos governamentais que apoiam as empresas iniciantes.

Investidor Anjo – O investidor anjo é uma pessoa física que aporta capital em empresas iniciantes em troca de participação no controle da empresa.

MVP – (Minimum Viable Product) – Versão protótipo que serve para testar se o modelo de negócio de uma empresa é viável no mercado.

Pitch – Discurso que a empresa (ou o empreendedor) faz para os investidores, para conseguir investimentos.

Pivotar –  Significa mudar a estratégia e o rumo de uma empresa.

Rodada de investimento – É o momento que o empreendedor consegue apoio financeiro para desenvolver ou expandir seu negócio.

Scale up – Termo utilizado para empresas que crescem ao menos 20% ao ano, durante três anos consecutivos.

Unicórnio – Companhias que se desenvolvem com muita velocidade e alcançam avaliações de US$ 1 bilhão.

Valluation – Processo de estimar o valor de uma empresa no mercado.

Venture Capital (VC) – Essa é o termo utilizado para descrever o capital de investidores de risco. Os ventures capitals costumam apoiar startups já reconhecidas no mercado, e que pretendem expandir suas operações.

Fonte: Dinheirama

04 set
Super lista de livros básicos e avançados de empreendedorismo

Ler é um dos melhores hábitos que os empreendedores têm para conseguir evoluir. Lembre-se que todo livro tem as melhores ideias do autor, ali estão compactados os grandes aprendizados no respectivo tema escritos para lhe ajudar. Os amantes do tema empreendedorismo, ou empreendedores em potencial e até para quem está na jornada fica a grande dúvida: já que existem MUITOS livros, o que eu leio?

Pensando nisso, resolvi fazer uma lista definitiva de livros dividida em duas partes:

Básicos – mais voltados a quem está começando e querendo conhecer mais do assunto;

Avançados – que discutem questões do empreendedorismo com profundidade, mais voltado a quem já está empreendendo.

Em ambas tem uma grande variedade assuntos que envolvem o tema, desde histórias, investimento, estratégias, primeiros passos, técnicas e afins. A lista contém o nome do livro, do autor e uma breve descrição do que você vai encontrar na literatura.

Básicos

Satisfação Garantida – Tony Hiesh: mistura a história de uma dos maiores empreendedores de todos os tempos com dicas de como construí grandes negócio que muitos querem trabalhar e se espelham;

A Revolução das Startups – Bruno Perin: apresentação de como funciona o mundo das Startups e todas as suas possibilidades;

Startup Weekend – Marc Nager: A história de como eles criaram um dos eventos mais diferenciados do mundo das Startups e o que aprenderam disso;

Design Thinking – Tim Brown: apresenta um dos conceitos mais utilizados e inovadores dos últimos tempos pelas Startups;

Startup Lean – Eric Ries: É o mais famoso livro das Startups. Eric é considerado o pai delas e escreveu esta obra que é considerada obrigatória para os amantes do tema;

Business Model Generation – Alexander Osterwalder: É o segundo livro mais famoso das Startups. Apesar de ele falar sobre como construir modelos de negócio e ser o grande percursor do Canvas, também aborda outros pontos do empreendedorismo;

A Startup de 100 dólares – Chris Guillebeau: Esse acredito ser o livro mais divertido de Startups que eu já li. A história é muito interessante sobre como pessoas transformaram hobbies e descobriram negócios no dia-a-dia. O foco aqui são negócios pequenos, que começaram com muito pouco e foram crescendo, alguns preferiram se manter pequenos. Uma leitura divertidíssima e valiosa;

Empreendedorismo – Marcelo Nakagawa: Um dos melhores livros que já li para quem está começando um negócio e não entende nada de empreendedorismo. Ele é o melhor manual para aquela pessoa que está curiosa sobre o tema ou realmente quer começar uma empresa e precisa de uma boa base de conhecimento;

Se eu soubesse aos 20 – Tina Seeling: Uma professora contando sobre suas experiências ao ensinar empreendedorismo e o que aprendeu no contato com tantas pessoas empreendedoras. É bastante agradável de ler e passa lições valiosas. (altamente indicado para professores);

Nas asas de um sonho – Elias Awad: Aquela história inspiradora de empreendedorismo de um brasileiro que alcançou coisas incríveis. É motivador para qualquer um que busque seguir este caminho de empreender;

Em frente – Howard Schultz: A história de recuperação da Starbucks na íntegra, uma narrativa muito interessante do ponto de vista de liderança e intraempreendedorismo. Prepare-se para tomar uns mil cafés enquanto lê este livro, rs;

Sem Dinheiro – Bruno Perin: É um livro de empreendedorismo puro, curto e rápido de ler com foco em dicas de como você consegue criar um negócio com muito pouco dinheiro;

Um passarinho me contou – Biz Stone: a história de como foi criado o twitter a importância da criatividade e inovação na criação de novos negócios;

Comece algo que faça a diferença – Blake Mycoskie: Uma história muito inspiradora do criador da Toms que utilizou o conceito one-to-one, cada alpargata comprada ele doaria uma para uma criança carente. É gostoso para pensar mais nos motivos de empreender;

Os 15 maiores erros de novos empreendedores – João Cristofolini e Bruno Perin: neste livro digital é apresentado os principais pontos que normalmente as pessoas que estão começando a empreender erram, ele é construído através da prática dos autores com vários exemplos;

A Economia dos Desajustados – Alexa Clay: contando lições de piratas da Somalia, a outros improváveis exemplos, o livro é cheio de lições relevantes empreendedoras em aspectos inesperados;

Sim a desordem – Frank Barret: conta lições boas de gestão para empreendedores através da comparação com o Jazz;

Lições de um empreendedor rebelde – Yvon Chouinard: sobre a famosa história da empresa Patagonia e um empreendedor com causa, preocupado com a questão do meio ambiente quando a maioria ainda nem pensava no assunto;

Por trás do Alibaba – Porter Erisman: conta os bastidores vividos de dentro de uma dos principais integrantes do sucesso do Alibaba, uma história rica em lições e muito envolvente.

Avançados

O Jogo das Startups – William Draper: conta bastante de como começou esse movimento todo de Startups e as relações com os investidores;

Deconding Sillicon Valey – Michelle Messina: mostra como é o estilo de pensamento das pessoas no Vale do Silicio com várias dicas para empreendedores(as);

Estratégia boa, estratégia ruim – Ricahrd Rumelt: Esse é o melhor livro de estratégia que existe, o conceito dele é ótimo e também bastante revelador. Vai revolucionar um pouco a mente das pessoas que leem já entendem um pouco do tema;

O Manual das Startups – Steve Blank e Bob Dorf: Também um dos maiores nomes sobre o tema, são cruciais as dicas sobre as falhas e acertos de um grande número de Startups. É o livro mais completo do tema, porém muito denso;

O lado difícil das situações difíceis – Ben Horowitz: apresenta as piores situações que os empreendedores precisam lidar, muito voltado para negócios que estão bem avançados;

Lições de 1 bilhão – Paul B. Carroll: conta cases de grandes negócios que falharam e as maiores lições que eles deixaram para empreendedores;

Transformative Entrepreneurs – Jeffrey A. Harris: revela os principais pensamentos de empreendedores que causaram grandes transformações no mundo;

The Founders Dilemmas – Noam T. Wasserman: o livro mais completo sobre os principais dilemas que um empreendedor vai passar na sua jornada e as melhores considerações para saber lidar com isso;

Criatividade S.A – Edwin Catmull: as histórias de bastidores da Pixar com lições valiosíssimas de gestão e incentivo a inovação;

A mentalidade do fundador – Chris Zook: apresenta boas dicas de empreendedorismo através do ponto de vista de investidores;

Sprint – Jake Knapp: técnica aplicada para auxiliar empreendedores a tirarem suas ideias da mente e conseguirem crescimento mais rápido;

Organizações Exponenciais – Salim Ismail: é um grande livro que mostra lições das Startups que crescem com mais velocidade e entenderam esse novo jeito de pensar negócios;

Oportunidades Exponenciais – Peter Diamandis: apresenta diversas oportunidades latentes nesse novo contexto e também as novas ferramentas que existem para empreender;

Receita Previsível – Aaron Ross: dedicado ao novo jeito de pensar vendas neste momento, muito necessário para empreendedores pensarem nas equipes comerciais.

Por Bruno Perin.
Fonte: Startupi

27 ago
8 características que devem ser priorizadas pelos bons gestores

Não existe uma fórmula pronta para se tornar um bom gestor, cada situação pede características diferentes e próprias do negócio que dificilmente poderão ser utilizadas em outros ramos. Mas, existem dois pontos imprescindíveis para uma gestão adequada: paixão por aquilo que se faz e capacidade de resiliência.

Ter paixão pelo negócio é imprescindível para vencer as barreiras diárias e principalmente para motivar a equipe. Uma pessoa que não acredita e não defende o projeto no qual faz parte não consegue enfrentar todas as barreiras, o que reflete diretamente na produtividade.

Outro ponto importante, a resiliência, é a capacidade de se adaptar a diversas situações mesmo que adversas. Em cada situação e até mesmo nas mudanças de equipe, deverá ocorrer adaptação na postura do profissional, de forma que não haja prejuízo nos processos de trabalho.

São oito as características que devem ser priorizadas pelos bons gestores:

Capacidade de mediar e resolver conflitos – é saber ouvir e mediar os conflitos logo que surgem, mas não se deve tomar partido e buscar que as respostas para os conflitos ocorram naturalmente, trazendo ganhos para corporação. Tenha uma postura racional evitando reações que prejudiquem o clima. Discussões ríspidas e muito emocionais devem ser controladas.

Iniciativa e pró-atividade – Em qualquer empresa, ter iniciativa e pró-atividade proporciona destaque, mostra o quanto você é engajado e quer crescer. O gestor, por sua vez, não se preocupará apenas com os demais funcionários, mas com todos os concorrentes que existem no setor de atuação. Agir é imprescindível para fazer os resultados aparecerem;

Autoconfiança – O profissional que quer tomar a frente de uma equipe precisa confiar em si mesmo para tomar decisões, arriscar e buscar novas formas de solucionar um problema que envolve vários setores.

Capacidade de reter talentos – Mais do que se esforçar para manter talentos na sua empresa, é imprescindível cativá-los e dar aos mesmos ambições e segurança para que eles queiram continuar no projeto e, principalmente, almejem crescer, para isso incentive a aprender e estar perto do núcleo de decisões do negócio.

Saber delegar o operacional – Um gestor tem como função gerenciar as ações, e se ficar se dedicando às questões operacionais perderá tempo e principalmente não estará preparado para sua real função. Delegue tarefas operacionais.

Conexões e Criatividade – O gestor deve estar atento às inovações e mudanças do mundo, e saber aplicar essas inovações ao cotidiano da empresa e ao seu campo de atuação levando a um retorno imediato.

Controle – O gestor não pode esquecer que ele está no comando, e que é possível e aceitável delegar as funções, mas não é adequado entregar todo o processo nas mãos da equipe, por mais competente e confiável que ela seja. Portanto, esteja na frente, crie métodos que possibilite a visibilidade de todos os projetos em andamento, com o bom e velho relatório.

Aprendizagem Contínua – O bom profissional busca se capacitar, mas se não possuir algumas das características citadas, aprenda e se especialize para então desenvolvê-las e aprimorá-las com o conhecimento adquirido.

Por Ricardo M. Barbosa, diretor executivo da Innovia Training & Consulting.
Fonte: CIO from IDG

21 ago
Tecnologia dita novo tipo de seleção natural entre as empresas

O que você suspeita é fato: as maiores companhias de cada setor se distanciam cada vez mais de seus rivais e ficam com a maior parte de receitas, lucros e avanços de produtividade.

Economistas já deram muitas explicações para esse cenário. Pode ser resultado da opção dos executivos de alta qualidade, que migram para essas empresas; da automação, que gera um desequilíbrio na produtividade; da mania de fusões e aquisições; ou da falta regulamentação antitruste.

No entanto, novos dados sugerem que o segredo do sucesso das Amazons, Googles e Facebooks da vida —para não mencionar empresas como o Walmart, CVS e UPS, que as precederam— está no quanto investem na própria tecnologia.

Há diferentes formas de gastar com tecnologia da informação. Durante as primeiras décadas da revolução dos computadores pessoais, a maioria das empresas comprava hardware e software genérico. Depois, com o advento da nuvem, passaram a recorrer a serviços fornecidos por empresas como Amazon, Google e Microsoft.

O investimento em tecnologia da informação que resulta na contratação de desenvolvedores e na criação de softwares exclusivamente usados por uma empresa é uma vantagem competitiva crucial.

Isso é diferente da maneira usual pela qual compreendemos pesquisa e desenvolvimento, porque o software de que estamos falando é usado somente pela empresa que o cria —não é parte dos produtos desenvolvidos para os seus clientes.

Os grandes vencedores atuais apostaram tudo nisso, diz James Bessen, economista que leciona na escola de direito da Universidade de Boston.

Companhias de tecnologia como Google, Amazon, Facebook e Apple —além de outros gigantes como a General Motors e a Nissan, no campo automobilístico, e a Pfizer e a Roche, no setor farmacêutico— criaram software e até hardware próprios, inventando e aperfeiçoando seus processos, em vez de alinharem seus modelos de negócios à ideia de algum desenvolvedor externo.

O resultado é a economia de hoje, e o problema da economia de hoje é a desigualdade de renda entre empresas, semelhante à existente entre pessoas: alguns poucos monopolizam os ganhos, enquanto muitos ficam cada vez mais para trás.

Será que um dia chegaremos ao momento em que as maiores empresas serão não só dominantes como onipotentes?

Determinar de que maneira as empresas investem, medindo o que Bessen define como “intensidade de tecnologia da informação”, é relevante não só nos Estados Unidos mas em outros 25 países, diz Sara Calligaris, economista da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Ao comparar as empresas de melhor desempenho em cada setor e seus concorrentes menores, existe uma disparidade no crescimento da produtividade que não para de aumentar.

O resultado é, se não uma economia em que o “ganhador leva tudo”, ao menos uma economia em que “o ganhador leva a maior parte”.

Para Bessen, a disparidade na produtividade se correlaciona ao avanço nos gastos com tecnologia da informação exclusiva. Em 1985, as empresas dedicavam cerca de 7% de seu investimento líquido (que inclui software, novas edificações, pesquisa e desenvolvimento) à tecnologia da informação exclusiva, de acordo com o Serviço de Análise Econômica do governo americano.

Em 2016, cerca de 24% do investimento líquido das empresas americanas foi dedicado a isso, o que significa quase US$ 250 bilhões em um ano, e quase se equipara aos desembolsos em pesquisa e desenvolvimento e bens de capital.

Esse cenário também tem implicações nos salários. A alta na disparidade salarial de 1978 em diante pode ser atribuída quase inteiramente aos avanços registrados nas empresas mais produtivas, porque os salários nas menos produtivas se mantiveram estáveis.

Quando novas tecnologias eram desenvolvidas no passado se difundiam para outras empresas com rapidez suficiente para que a produtividade crescesse em setores inteiros. Samuel Slater, o “pai da revolução industrial dos Estados Unidos”, conseguiu, quase sem ajuda, levar a tecnologia dos teares mecânicos ingleses para seu país ao trabalhar como aprendiz em uma tecelagem inglesa.

Há 20 anos, empresas podiam adotar o Microsoft Office ou o software da Adobe para editoração e, imediatamente, desordenar o mercado diante de companhias maiores que demoraram mais a se adaptar às novas tecnologias.

O que vemos hoje é “a desaceleração daquilo que chamamos de ‘máquina da difusão’”, disse Calligaris. Uma explicação é que as coisas se tornaram complicadas demais. Dependemos de muito mais tecnologia, e essa tecnologia está ligada aos engenheiros, trabalhadores, sistemas e modelos de negócios construídos em torno dela, diz Bessen.

Enquanto no passado teria sido possível licenciar, roubar ou copiar a tecnologia alheia, hoje em dia a tecnologia não pode ser separada dos sistemas dos quais é parte.

Pense no sistema de inteligência artificial do Facebook, desenvolvido dentro da empresa, com muito investimento, para acionar sua rede social, mas depois transferido com relativa facilidade ao Instagram. O Instagram poderia ter desenvolvido algo equivalente por sua conta? O Snap e o Twitter podem tentar copiar alguns aspectos do processo, mas não têm capacidade suficiente para cloná-lo.

E quanto à Amazon?

Sim, você pode criar um negócio usando os serviços de computação em nuvem da marca e usar a plataforma logística da empresa para vendas no site dela. Mas o programa que a Amazon desenvolveu para possibilitar a Amazon Web Services, serviço de computação em nuvem, e seu mercado de varejo não está disponível para outras empresas.

O Walmart construiu um sofisticado sistema logístico em torno de leitores de códigos de barras, que permitiu à empresa superar os rivais menores no varejo. A companhia jamais vendeu essa tecnologia a qualquer concorrente.

Porém, não basta gastar dinheiro com tecnologia. “No varejo, a Sears era a maior cliente da IBM, nos anos 1980”, diz Bessen. “A empresa investia bastante em tecnologia da informação, mas se provou incapaz de concorrer com o Walmart e seus sistemas.”

Parte do problema com a abordagem da Sears talvez estivesse em que ela optou por recorrer a uma empresa externa de tecnologia para fazer o trabalho, em lugar de cuidar disso —e construir sozinha a infraestrutura de talentos, sistemas e conhecimento institucional necessários.

Bessen diz não acreditar que a atual vantagem dos gigantes se deva à diferenças na regulamentação, porque as maiores empresas estão se tornando mais produtivas em muitos países —tanto nos EUA quanto na Europa.

Não está claro por quanto tempo o fenômeno estimulará o crescimento desigual. Mas, à medida que os gigantes da tecnologia caminham rumo a um monopólio, vale a pena questionar se a moderna tecnologia da informação criou uma espécie de lei natural, que determina que estamos destinados a adquirir todos os nossos produtos e serviços de apenas um punhado de ultragigantes.

The Wall Street Journal, traduzido do inglês por Paulo Migliacci

Fonte: Folha de São Paulo.

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