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21 maio
Valor de aportes em startups no Brasil cresce 118% em abril

Levantamento do hub de inovação Distrito mostra que, entre abril de 2019 e 2020, total de investimentos passou de US$ 66 mi para US$ 144 mi

O valor total de investimentos em startups brasilerias em abril deste ano foi de US$ 144 milhões, um crescimento de 118% ante o mesmo mês em 2019, quando os aportes atingiram US$ 66 milhões. As informações são do hub de inovação Distrito, que divulgou pesquisa sobre o mercado de Venture Capital no Brasil.

O número de cheques de fundos e corporações, no entanto, diminuiu no mesmo período. Em abril do ano passado, 21 rodadas de investimento foram necessárias para alcançar o valor de US$ 66 milhões, uma média de US$ 3,14 milhões por aporte. Até o final do último mês deste ano, 20 rodadas totalizaram US$ 144 milhões, uma média de US$ 5,7 milhões por investida.

Dentro dos 20 aportes financeiros de abril de 2020, dois se destacam por concentrar 89% dos US$ 144 milhões: os US$ 80 milhões recebidos pela startup de logística Cargo X; e os R$ 250 milhões – aproximadamente US$ 48 milhões de acordo com a cotação do dólar no dia 07 de abril deste ano, quando o acordo foi fechado – do grupo japonês Softbank no e-commerce de pets PetLove.

Em uma perspectiva maior, a pesquisa também aborda valores de investimento somados nos quatro primeiros meses entre 2017 e 2020. Segundo o levantamento, este ano teve valor recorde de aportes até abril: US$ 480 milhões em 89 cheques, uma alta de 20% ante o primeiro quadrimestre de 2019, quando os investimentos totalizaram US$ 400 milhões em 90 aportes.

As informações financeiras do ecossistema de startups brasileiro são colhidas pelo Distrito Dataminer, a equipe de pesquisa e ciência de dados do hub de inovação. O projeto conta com informação de mais de 12 mil empresas nascentes, 58 fundos de investimentos brasileiros e 41 aceleradoras, que se cadastraram voluntariamente na iniciativa.

 

Publicado por: Terra

14 maio
Como operar seu negócio local durante o surto Covid-19?

Conduzir um negócio local durante o coronavírus não é fácil. A pandemia, que vem impactando todas as áreas da sociedade, representa um desafio para qualquer empresa, mas com calma e adoção de boas práticas, é possível atravessar a crise, reduzir os danos e até estreitar os laços com o público.

Qualquer orientação sobre o gerenciamento de negócios indica a necessidade de estar preparado para lidar com situações adversas e até extremas.

É injusto, porém, esperar que toda empresa esteja pronta para atravessar uma crise tão grave quanto a causada pelo novo coronavírus, que vem afetando todo o planeta e se alastrando pelo Brasil.

Por se tratar de algo que envolve a vida e a saúde de milhões de pessoas, o assunto vai além de fatores corporativos. É o momento de deixar para trás qualquer tipo de abordagem meramente comercial e focar o senso de comunidade para que, juntos, possamos superar a pandemia.

Ao mesmo tempo, sabemos que a estabilidade de muitos negócios, especialmente os locais, está ameaçada — problema que se estende para a vida pessoal de todos.

Embora o sentimento de preocupação seja justificado, é preciso respirar fundo, manter a calma e conduzir seu negócio local durante o coronavírus.

Pensando em ajudar nessa caminhada, criamos este post com algumas dicas podem ser úteis para sua gestão em tempos de crise.

Respeite as regras locais de distanciamento

Mais do que nunca, é fundamental se manter atualizado.

A primeira coisa que você deve fazer a cada dia é conferir as regras relacionadas ao distanciamento social, já que elas variam de região para região e sofrem alterações com frequência. De um dia para o outro, as recomendações de funcionamento comercial podem mudar.

Seguir as precauções estabelecidas por autoridades competentes é fundamental para garantir a saúde de seus colaboradores e, de modo geral, da comunidade.

Além de colocar vidas em risco, desobedecer as regras de distanciamento é uma atitude que, além não gerar lucros significativos, vai manchar a imagem da marca.

Para garantir que você está por dentro das mais recentes atualizações, busque canais de confiança e tome cuidado com desinformações propagadas em redes sociais.

A melhor prática é conferir o que dizem autoridades de saúde, como a OMS, que lançou um canal no Whatsapp para esclarecer dúvidas sobre a pandemia.

Para acessá-lo, basta enviar qualquer mensagem para o número +41 22 501 77 35. Ao fazer isso, você vai receber de volta uma lista de informações que podem ser obtidas, como mostrado na imagem abaixo.

whatsapp da OMS

É importante, também, ficar atento às recomendações passadas por governantes locais.

Preze pela saúde de seus clientes e colaboradores

Com restrições ou não, alguns comércios locais seguem liberados para funcionar, mesmo que em condições especiais.

Se esse for o caso da sua empresa, não deixe que a liberação afrouxe as medidas de segurança e prevenção dentro do seu estabelecimento.

Como dono do negócio, é sua responsabilidade garantir o bem-estar dos colaboradores no ambiente de trabalho. Em todos os casos possíveis, estimule a prática do home office, que pode ser adotada facilmente por profissionais que trabalhem com marketing, gestão de redes sociais e áreas afins.

Para os que não podem trabalhar fora do estabelecimento, garanta os equipamentos necessários para aumentar ao máximo a proteção contra o vírus.

Disponibilize, por exemplo, frascos de álcool gel e, se possível, permita que os seus clientes tenham acesso a eles. Máscaras e luvas também são itens importantes para a prevenção.

Além de fornecer os materiais, é fundamental instruir as pessoas sobre como utilizá-los. Uma boa prática é distribuir entre seus colaboradores cartilhas como esta, produzida pela Prefeitura Municipal de Curitiba:

cartilha com recomendações de como usar a máscara contra o coronavírus

Fique atento, também, ao comportamento das pessoas envolvidas em seu negócio e estimule conversas sobre a pandemia.

Além de crucial para manter a saúde mental em dia, isso pode ajudar na identificação de sintomas relacionados à doença. Se isso acontecer, recomende imediatamente o distanciamento social.

Por fim, se você emprega qualquer pessoa que se encaixa nos grupos de risco do coronavírus, faça de tudo para evitar que ela tenha contato com outros indivíduos.

Não poupe esforços de comunicação

Se você acompanha o nosso blog, sabe que sempre alertamos para a necessidade de a marca exercer seu papel social, comportando-se como um verdadeiro membro da comunidade.

Quando falamos disso, citamos o conceito de Marketing 4.0, que indica esse comportamento como ideal para gerar bons relacionamentos com o público.

Nesse momento, contudo, praticar esse tipo de responsabilidade vai muito além de conceitos de marketing.

Como um negócio local, você tem alcance suficiente para influenciar cidadãos e conscientizar uma parte da população. Por conta disso, intensifique os esforços de comunicação com o público.

Em canais como o email marketing e redes sociais, mescle mensagens relacionadas aos seus negócios com outras, focadas em informações sobre o coronavírus. É válido, por exemplo, divulgar conteúdos educativos sobre temas corriqueiros e importantes, como a forma correta de lavar as mãos.

Além disso, para garantir que sua persona entenda que você está tratando o assunto com devida importância, divulgue as medidas que estão sendo tomadas por sua empresa durante a pandemia.

Comunique, também, qualquer tipo de mudança nos horários de funcionamento ou restrições nos serviços oferecidos.

Ao adotar essas ações, tome o cuidado de não passar a impressão de que você está explorando a situação para promover sua empresa. Lembre-se: as prioridades são as preocupações dos seus clientes.

Mantenha os seus canais atualizados

Além de suas redes sociais, é fundamental que todos os canais utilizados por sua empresa para conectar o público sejam mantidos atualizados.

Como você sabe, um dos principais aliados de um negócio local é o Google. Afinal, a aplicação de boas práticas de SEO colocam a sua empresa em evidência no buscador.

O hábito de pesquisar por serviços e produtos no Google é tanto, que os consumidores costumam avaliar empresas de acordo com sua presença na plataforma.

Então, acesse sua conta Google Meu Negócio e atualize tudo o que for necessário para garantir uma interação clara com a persona.

Para facilitar a vida das empresas nesses tempos de dificuldade, a plataforma está permitindo alterações nos nomes dos negócios. Você pode utilizar essa funcionalidade para indicar mudanças nas suas práticas.

Se você está oferecendo entregas seguras nesse período, por exemplo, pode adicionar essa informação diretamente no nome apresentado.

Além disso, é fundamental atualizar suas horas de funcionamento, caso elas sejam alteradas pelas regulações locais. Se o seu negócio precisar fechar por um período, isso também pode ser comunicado.

Desde o dia 25 de março, o Google permite que empresas incluam em seus perfis a etiqueta “temporariamente fechado”.

Faça uso de posts de update sobre a Covid-19

Como mais uma medida de otimizar a comunicação com a audiência, recentemente, o Google adicionou a opção de posts com updates sobre suas medidas em relação à Covid-19.

Basta acessar o seu dashboard no Google Meu Negócio e selecionar “Covid-19 Update”.

Fonte: Moz

Nesse tipo de post, busque incluir o máximo de informação possível sobre as medidas que o seu negócio está tomando para se adaptar à situação de crise.

Comunique sobre novos serviços oferecidos, sobre novos horários e sobre as melhores formas de contatar seus representantes durante o tempo de distanciamento social.

Se o seu negócio está fechado, mas você ainda quer receber o contato de consumidores, pode ser uma boa ideia alterar o número de telefone. Associe-o a um dispositivo que você possa atender, mesmo sem estar no estabelecimento.

Utilize o tempo vago para o aprendizado

Pode parecer clichê, mas o tempo vago gerado pela crise pode ser uma excelente oportunidade para você expandir seu conhecimento e aprimorar suas técnicas de mercado.

Dessa forma, quando todo o problema gerado pela pandemia passar — e vai passar — você pode fortalecer seu negócio e recuperar o tempo perdido.

Esse é o momento, portanto, de ler aquele livro sobre marketing que você vem adiando por falta de tempo ou fazer aquele curso sobre vendas que pode aumentar seus resultados.

Avalie a possibilidade de vender pela internet

Dependendo da natureza do seu negócio, ele pode ser considerado pelas autoridades locais como essencial, o que vai permitir seu funcionamento, mesmo que de forma parcial.

Então, é importante checar as informações mais recentes e observar se você se encaixa nesse contexto. Se não for o caso, busque alternativas.

Se você já conta com uma plataforma de e-commerce e realiza vendas pela internet, tem meio caminho andado para manter seu fluxo de vendas, mesmo que ele sofra alterações. Se você ainda não tem uma loja virtual, não entre em pânico.

Existem ferramentas simples de usar que podem acabar com o seu problema, como o Shopify e a NuvemshopO site permite a ágil criação de uma loja para exibir e vender seus produtos, incluindo diversas formas de pagamento.

Fora isso, dependendo do CMS utilizado para gerenciar seu website, existem funcionalidades que também permitem a criação de uma loja virtual de forma simples.

Na pior das hipóteses, você pode receber pedidos via redes sociais ou telefone, realizar entregas e oferecer que o cliente busque o produto. Para receber o pagamento, basta contar com um sistema de processamento de cartão de crédito ou aderir a uma plataforma especializada, como o PayPal.

Fortaleça o senso de comunidade

Um momento de crise como o causado pela pandemia do coronavírus representa uma oportunidade para você fortalecer os laços com sua comunidade local.

Dessa forma, é possível sair desse momento com um suporte ainda maior dos moradores da região e, no fim das contas, acabar conquistando novos clientes.

Por isso, tenha como foco em seus esforços de comunicação a humanização da marca. Mostre os efeitos que o distanciamento vem causando ao seu negócio, mas ao mesmo tempo, estimule sua audiência a tomar os cuidados necessários para frear o avanço da pandemia e evitar a sobrecarga do sistema de saúde.

Falando em termos de marketing — que, lembramos, não deve ser o foco —, essas atitudes vão fortalecer sua imagem e até gerar certa autoridade ao seu negócio.

Para estreitar os laços com os clientes, procure entrar em contato com eles e, sem invadir sua privacidade, mostrar que você se preocupa com a saúde e o bem-estar da comunidade.

É inegável que a pandemia gera incertezas e medo, tanto no público consumidor quanto nos proprietários de empresas.

Todavia, é em momentos como esse que podemos nos movimentar de forma certeira para fortalecer o senso de comunidade e construir um futuro mais tranquilo para todos.

Se você é dono de um negócio local durante o coronavírus, é provável que sofra alguns impactos durante a pandemia.

O desafio pode ser amenizado com a adoção de uma postura colaborativa e da adoção de práticas para proteger sua empresa. Mantenha-se atualizado, siga as recomendações e busque alternativas seguras para permanecer ativo.

Publicado por: Rock Content

17 abr
Consumidores e empresas podem ajudar negócios locais a enfrentar a crise do coronavírus

Iniciativas vão de comprar produtos e serviços com antecipação a ampliar o acesso ao crédito. Saiba como colaborar

Apoie os negócios locais

Os pequenos negócios serão um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Mas, para além das políticas públicas destinadas a microempreendedores e profissionais autônomos, a sociedade pode dar apoio à sobrevivência desses negócios.

Especialistas e empresas indicam uma série de ações das quais consumidores, grandes indústrias e outros segmentos podem lançar mão para ajudar os negócios locais a atravessar a crise. São iniciativas como as listadas abaixo, e que vão de comprar produtos e serviços com antecipação a ampliar o crédito.

O setor de pequenos negócios  responde por 27% do PIB e gera mais da metade dos empregos formais do país.

 

CONSUMIDORES

Comprar um voucher/vale para usar em um restaurante depois da quarentena

Participar de ações como cliente-amigo, em que o nome é exposto em um mural de agradecimento na parede do estabelecimento

Incentivar artistas ou influenciadores digitais a promover sorteios e rifas para jantar com um fã em um restaurante local e dar a renda ao estabelecimento

Pedir delivery de restaurantes locais

Não pedir a devolução de ingresso de apresentação adiada, e esperar novas datas

Participar de clubes de fidelidade, com acesso a descontos e prioridade na compra dos próximos espetáculos

Substituir aulas de informática ou de idiomas e consultas de terapia por sessões virtuais

Pagar antecipadamente por tratamentos estéticos, massagem e serviços para os cabelos e usar depois da crise. Inclusive pacotes de serviços

Se precisar realmente fazer uma compra de comida ou medicamentos na rua, optar por estabelecimentos de vizinhança. Isso ajuda, inclusive, a reduzir a circulação de pessoas

Pagar antecipadamente por alimentos perecíveis que não podem ser estocados em casa, pré-combinando a entrega semanal

Separar roupas que precisam de reparos e combinar, assim que for seguro, a coleta com profissionais da área

Fazer uma doação (live donation) online durante aula ou apresentação de chef, professor de idioma ou instrutor de exercícios físicos

GRANDES EMPRESAS E INDÚSTRIAS

Patrocinar transmissões ao vivo nas redes sociais de profissionais autônomos e empresas menores, por exemplo de exercícios físicos e educação

Promover cursos online gratuitos para sua cadeia. Por exemplo, segurança alimentar e higiene em bares e restaurantes

Apoiar ações de microcrédito para negócios locais, com juros baixos e carência longa

Estimular a doação de material de trabalho e insumos básicos para microempreendedores individuais

Ajudar na logística de transporte de produtores do interior

Suspender temporariamente ou dar descontos no valor de serviços, como telefonia

 Fonte: Época Negócios

09 mar
Estratégia Omnichannel: uma nova experiência de consumo

Omnichannel é uma estratégia de uso simultâneo e interligado de diferentes canais de comunicação, com o objetivo de estreitar a relação entre online e offline, aprimorando, assim, a experiência do cliente.

Essa tendência do varejo permite a convergência do virtual e do físico

O que é omnichannel?

A estratégia omnichannel se baseia no uso simultâneo e interligado de diferentes canais de comunicação, com o objetivo de estreitar a relação entre online e offline, aprimorando, assim, a experiência do cliente.

Se destrincharmos o termo omnichannel temos o prefixo “omni”, que em Latim transmite o sentido de tudo e inteiro. Já “channel” é uma palavra inglesa que pode ser traduzida para o português como canal.

Ou seja, o significado mais próximo seria algo no sentido de todos os canais.

Porém, isso não é o suficiente para entendermos sobre o poder e abrangência desse termo.

Quando nos limitamos apenas a semântica da palavra podemos acabar confundindo omnichannel com multichannel e crosschannel – outros termos também muito usados.

Todos dizem respeito a experiência do usuário com os canais oferecidos pelas marcas. Por isso, podem transmitir a falsa sensação de terem o mesmo significado.

Para que isso não aconteça, separamos abaixo cada um dos termos com as suas respectivas definições e exemplos. Confira:

Multichannel

Quando falamos em multichannel nos deparamos com o prefixo “multi” que faz referência a muito ou muitos.

Um exemplo de uma estratégia multichannel é quando uma empresa oferece vários canais de compra, como site, aplicativo e lojas físicas.

Porém, eles não estão conectados. Os vendedores que trabalham na loja física não sabem sobre as compras que foram realizadas pelo aplicativo e/ou no site e viceversa.

Existe uma competição entre os canais de compra e não há uma troca de informações entre eles.

Crosschannel

O prefixo “cross” em português significa cruzar.

Em uma estratégia crosschannel os canais de uma marca podem se cruzar da seguinte forma: a compra pode ser realizada de forma online no site e a retirada do produto adquirido ser feito na loja física.

Dessa maneira, não existe competição entre os canais, uma vez que eles passam a se complementar.

Omnichannel

Como falamos no início do post, o prefixo “omni” faz referência a todos, no caso, todos os canais de uma empresa estão conectados.

Você pode, mesmo estando dentro da loja física, utilizar o aplicativo da marca para verificar se existe o produto específico que deseja.

Se encontrá-lo pelo aplicativo, pode fazer o pedido com um dos vendedores da loja física e optar por receber a entrega em casa.

Reparou como todas as opções de compra estão interligadas de forma simultânea?

Assim, um canal ajuda o outro a oferecer uma experiência de compra cada vez melhor e a estreitar ainda mais as relações online e offline.

Por que se fala tanto em omnichannel?

A estratégia de transformar o consumo em uma experiência única e cada vez mais prática é um desafio que várias empresas estão tentando alcançar. Isso porque os consumidores estão mais exigentes e querem mais comodidade.

Oferecer canais online para compras e relacionamento com o cliente não é mais uma novidade, mas sim um requisito para as marcas que querem continuar sobrevivendo em um mercado tão competitivo.

Como vimos, o omnichannel oferece uma nova e mais completa experiência de compra para o usuário e por isso, esse termo é tão usado ultimamente.

Mesmo já sendo praticado por algumas marcas, essa estratégia ainda é relativamente recente e pode ser o diferencial que o seu negócio precisa para se destacar frente a concorrência.

Benefícios de uma estratégia omnichannel

Investir em uma experiência melhor para os seus clientes possibilita diversos benefícios afinal, todo esse trabalho tem o objetivo de deixá-los mais satisfeitos.

Ao deixá-los felizes, o seu negócio tem mais chances de melhorar:

  • os serviços oferecidos;
  • as vendas;
  • o processo de fidelização;
  • e a imagem da sua marca.

Com essa estratégia todos os pontos de contato com o cliente são desenvolvidos de forma a otimizar esses processos. E isso representa um ganho valioso para a sua empresa que poderá crescer a partir de toda essa análise.

Como transformar o seu negócio em omnichannel?

Agora que você já conhece mais sobre a estratégia omnichannel e as suas vantagens, vamos aprender como aplicá-la em seu negócio.

Como já falamos aqui no post, o objetivo é melhorar a satisfação dos clientes. E para conquistar esse desafio, o primeiro passo é conhecer a persona do seu negócio.

Com ela criada, será possível saber inúmeras informações, entre elas, os seus hábitos de compra. Esse conhecimento permitirá que a sua empresa compreenda melhor as demandas desses clientes e ofereça algo realmente valioso e adequado.

Isso feito, já é possível ir para o próximo passo: integrar os canais da sua empresa. Com os canais definidos é preciso personalizá-los de acordo com as informações obtidas na construção da persona.

Essa integração significa alinhar o meio online com o offline de modo que não existam lacunas para o usuário e, claro, entre as áreas da sua empresa (vendas, marketing, suporte, etc). Só assim será possível oferecer uma verdadeira experiência omnichannel.

Depois disso, chegamos ao momento de testar tudo o que já foi feito. Além de conferir o funcionamento, também é necessário avaliar a qualidade da integração e dos canais.

Para isso, peça ajuda das pessoas que apresentam um perfil adequado com o da sua persona – afinal tudo o que foi feito foi pensando para ela – para testar as implementações.

Seguindo esses passos, você consegue diminuir os riscos e falhas da sua estratégia omnichannel e ainda pode descobrir se é necessário alguma alteração antes de lançá-la no mercado.

Quais os principais desafios do omnichannel?

No tópico anterior, abordamos como colocar em prática a estratégia omnichannel em seu negócio e queremos deixar claro aqui que não é algo fácil. Integrar os canais e oferecer uma experiência excelente para os clientes é um desafio e tanto.

Além de depender de tecnologia para essa integração, também é necessário de um conhecimento profundo sobre o negócio e de um acompanhamento atento de todas os setores.

Soma-se ainda a esse desafio a satisfação dos clientes. Algo delicado que envolve a expectativa e a opinião deles em relação a sua empresa.

Para se ter uma ideia do quão difícil é isso, na pesquisa Omnichannel Customer Service Gap da Zendesk foi apontado que 87% dos respondentes acreditam que as marcas precisam trabalhar mais para criar uma experiência sem obstáculos para os seus consumidores.

Entre as descobertas, vimos que o omnichannel é um desafio, mas que se for bem elaborado pode proporcionar resultados incríveis para o seu negócio e o tão sonhado diferencial no mercado.

Fonte: Rock Content 

03 mar
Estas 10 startups brasileiras estão, aos poucos, mudando o país para melhor

10 empreendimentos de impacto social foram selecionados na última edição do 100 Startups to Watch, lista que seleciona as startups mais atraentes do país e que está com inscrições abertas. Veja quais são essas startups:

Fernando Ott e Renata Chemin, sócios do Polen: app de doações está na lista

Usar biomassa para absorver o petróleo. Tornar a vida mais acessível. Fazer doações serem um procedimento simples e transparente. Comprar comida de melhor qualidade por um menor preço. Já pensou? Todas essas ideias já estão acontecendo.

A seleção é uma amostra do que o Brasil tem de mais promissor em inovação. As empresas selecionadas demonstram potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar indústrias. Seus produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o seu crescimento.

Veja quais são as 10 startups brasileiras que estão, aos poucos, mudando o país para melhor:

1 – Biosolvit

A startup Biosolvit é especializada em remediação ambiental. O negócio desenvolveu um absorvedor orgânico de petróleo a partir do resíduo de palmeira. A biomassa é uma barreira natural que consegue absorver todo o petróleo e ainda reaproveitá-lo.

A Biosolvit já negocia com uma petroleira francesa a utilização de seus absorvedores e realizou as primeiras exportações do Xaxim da Palmeira, sua outra linha de produto. A startup de impacto social fica em Volta Redonda, na região do Médio Paraíba Fluminense.

2 – TiX

TiX Tecnologia Assistida, antigamente conhecida como Geraes, foi criada em 2009. A startup de impacto social é focada em acessibilidade digital para pessoas com deficiência. O empreendimento de Belo Horizonte começou levando acessibilidade ao transporte público e passou para áreas como inclusão escolar.

Em 2018, a TiX começou suas operações nos Estados Unidos com o nome Key2Enable. A startup se tornou parte do portfólio da Singularity University.

3 – Gove

Gove, antigamente chamada de Muove Brasil, é um negócio de impacto social para ajudar lideranças municipais de pequeno e médio porte a transformarem suas administrações em organizações mais eficientes. O modelo do negócio é de software como um serviço (SaaS).

Criada em 2015, a Gove já participou de uma aceleração pela rede social Facebook e recebeu capital semente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

4 – Livox

Usado por mais de 20 mil brasileiros com dificuldades de comunicação (como vítimas de traumatismos neurológicos ou de paralisia cerebral), o Livox é um aplicativo que usa símbolos e figuras interativas para traduzir sentimentos e pedidos dos usuários.

A plataforma foi criada pelo pernambucano Carlos Pereira, pai de Clara, uma menina de 9 anos de idades que sofreu paralisia cerebral durante o parto. Presente em países da África e do Oriente Médio, a startup tem como principal cliente a prefeitura do Recife. O modelo de negócios é baseado na venda de licenças — o valor pode ser descontado do Imposto de Renda de empresas que apoiam instituições sem fins lucrativos.

5 – Raízs

Comprar comida orgânica costuma ser tão saudável quanto caro. A startup Raízs parece ter achado uma solução para isso, ao eliminar intermediários entre o produtor e o consumidor e usar tecnologias — como a inteligência artificial — para prever a demanda dos clientes e a produtividade dos agricultores.

O resultado é um negócio que vende itens 30% mais baratos que no supermercado, paga 18% acima da média para quem planta e ainda fica com 22% do valor da entrega.

6 – Ribon

O aplicativo de doações Ribon é uma plataforma que permite a milhares de pessoas doarem diariamente para ONGs do mundo todo. Agora, a startup de impacto social irá se monetizar por meio de um modelo de assinatura.

O usuário assina um dos pacotes disponíveis e recebe mensalmente ribons, moedas virtuais usadas no aplicativo. Os usuários doam seus ribons para as quatro causas disponíveis na plataforma: água potável, medicamentos, nutrição infantil e saúde básica. A partir de R$ 10, o usuário já pode assinar um pacote de 10.000 ribons.

7 – Signa

Nascida em Florianópolis em 2016, a Signa busca resolver a falta de oportunidades para surdos brasileiros se capacitarem a partir da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A Signa é uma plataforma online adaptada, com cursos produzidos didaticamente em libras e com legendas. A startup de impacto social afirma preparar surdos para o mercado de trabalho, oferecendo a oportunidade de aprender o conteúdo de interesse. O negócio teve apoio de entidade como Start-Up Brasil, Start-Up Chile, Wow! Aceleradora e Seed.

8 – Sumá

Da terra para a nuvem, a Sumá é uma solução online que capacita o agricultor familiar. Seu objetivo é apoiar o desenvolvimento desse empreendedor, alinhando seu trabalho com as expectativas dos compradores regulares de alimento, como indústrias, hospitais e refeitórios. O negócio também recebeu um investimento do BID.

9 – Guia de rodas

Guia de Rodas é um aplicativo com diversos roteiros acessíveis para usuários de cadeira de rodas. A comunidade no app está mapeando a acessibilidade no mundo e “ajudando milhões de pessoas com dificuldade de locomoção a sair de casa”, segundo a própria startup.

10 – Polen

Polen é uma solução para facilitar o apoio de empresas a causas sociais. O caminho para conectar empresas e causas sociais no Polen passa por compras no comércio eletrônico. Ao colocar produtos no carrinho, o usuário recebe uma mensagem de que parte do valor será subsidiado pela empresa e irá para alguma causa social. O consumidor pode escolher entre algumas opções de doação. O Polen reúne mais de 300 ONGs.

Fonte: Época Negócios

20 fev
Qual a diferença entre custo e despesa?

Salário de funcionário é custo ou despesa? E o aluguel do escritório? Entender a diferença vai te ajudar a organizar os gastos da sua empresa.

 

Custo e despesa são pagamentos que as empresas precisam fazer. Saber a diferença entre eles ajudam a organizar os valores que entram e que saem do caixa, mantendo as contas em dia e priorizando gastos quando for necessário.

Entenda, abaixo, a diferença entre custo e despesa.

O que é custo?

É considerado custo todo valor gasto com recursos e serviços para que haja a produção de algo.

Por exemplo, é indispensável ter tecido e equipamentos para que peças de roupa sejam fabricadas. Além disso, as mesmas precisam ser etiquetadas e embaladas para irem à venda. Tudo o que é fundamental para que se crie um produto é tido como custo.

 Outros exemplos de custo:

  • Salário dos funcionários (mão de obra);
  • Gastos com ingredientes para a fabricação do produto;
  • Equipamento e manutenção dos mesmos;

O que é despesa?

Entende-se por despesa todos os gastos com bens e serviços que têm relação com a administração da empresa. Ou seja, contas de luz, água, telefone – necessários para manter a estrutura da companhia funcionando, mas que não contribuem diretamente na produção de novos itens.

Exemplos de despesa:

  • Aluguel do prédio;
  • Gastos com publicidade;
  • Computadores e materiais de escritório para uso dos colaboradores;
  • Impostos;
  • Publicidade (divulgação do produto).

Vale lembrar também que tanto os custos como as despesas podem ser classificadas em fixas e variáveis.

Custos e despesas fixos

Gastos que não variam de acordo com o volume de mercadoria produzido ou vendido.

Custos e despesas variáveis

Gastos que variam conforme o volume produzido ou vendido, como por exemplo a contratação de funcionários temporários para vendas durante as festas de fim de ano.

Em resumo: Pergunte a si mesmo  “se eu eliminar esse gasto, a produção pode ser afetada?” Se a resposta for sim, trata-se de um custo, pois está vinculado a produção. Caso a resposta seja não, temos uma despesa.

Fonte: Blog Nubank 

17 fev
Tendências para a transformação digital em 2020

Internet das Coisas, dados em nuvem e experiência do cliente com as marcas estão entre as principais ferramentas para a transformação digital dos negócios no Brasil

57% dos executivos acreditam que a computação em nuvem será a propulsora dos negócios

Os negócios serão fortemente impactados pela Internet das Coisas (IoT) e dados em nuvem a partir de 2020, conforme o estudo sobre as principais tendências em transformação digital, feito pela CI&T. Os dados coletados mostram que cinco entre dez empresários acreditam que estas serão as tecnologias responsáveis pelo crescimento das empresas este ano.

A pesquisa Tendências para Transformar Sua Empresa em 2020, que contou com parceria da Opinion Box, mostra que 57% dos executivos acreditam que a computação em nuvem será a propulsora dos negócios, seguido pela IoT, preferida por 50% dos pesquisados. Ao todo participaram mais de 500 executivos brasileiros, líderes em suas empresas, nos meses de novembro e dezembro de 2019 e 48% deles lembraram da importância da inteligência artificial e dos assistentes virtuais (41,1%).

Em relação a transformação dos negócios que lideram, os participantes têm certeza de que vão investir em tecnologias como computação em nuvem, mencionada por 46% dos executivos, e inteligência artificial, com 45,6%. Sete em cada dez executivos também acreditam que a automação de processos é um fator importante para a condução do negócio em 2020 e não por acaso 56% dos entrevistados tem como objetivo investir em desenvolvimento digital.

De acordo com a pesquisa feita pela CI&T, 80% dos participantes consideram que a sua empresa se preocupa com a segurança de dados e 75% esperam impactos nos negócios depois da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para agosto de 2020.

A experiência do cliente com a marca também é vista como ferramenta estratégica para a transformação digital das empresas para 90% dos empresários, com destaque para omnichannel como essencial para o sucesso do negócio para 76% dos respondentes. Já os diferenciais competitivos para melhores experiências do cliente, os destaques foram flexibilidade, personalização e facilidade de compra.

Fonte: Mundo do Marketing 

12 fev
As 5 áreas-chave da inteligência emocional para impulsionar sua carreira

De acordo com pesquisa, 90% dos profissionais com melhor performance têm altos níveis de inteligência emocional

inteligência emocional reflete nossa capacidade de gerenciar emoções, o que impacta diretamente na forma como lidamos com os desafios.

Segundo pesquisas realizadas pelo Dr. Travis Bradberry, co-autor do best-seller Emotional Intelligence 2.0, a habilidade corresponde a aproximadamente 58% da nossa performance profissional e por isso ela é considerada uma das habilidades profissionais mais importantes da atualidade.

Sem essa capacidade é comum que a procrastinação, a falta de estímulo, a reclamação e o desentendimento com colegas e gestores tomem conta da vida dos profissionais.

Dessa forma, como esperar por uma promoção ou, até, pelo reconhecimento das coisas boas que você também faz?

A Talent Smart testou a inteligência emocional e descobriu que ela é o antecipador mais forte do desempenho. De acordo com a pesquisa, 90% dos profissionais com melhor performance têm altos níveis de inteligência emocional. O desafio é que esses conjuntos de soft skills, ainda, não são ensinados nas escolas tradicionais e nem nas universidades.

Daniel Goleman, psicólogo, jornalista da ciência e escritor do best-seller ‘Inteligência Emocional’, revelou que a inteligência emocional se divide em cinco áreas-chave:

Autoconhecimento

É o primeiro passo, a organização de tudo que mora aí dentro de você. Você sabia? A maioria das nossas ações são movidas pelo inconsciente, sendo assim, nada mais seguro do que se conhecer para saber que memórias, sentimentos e emoções constroem nossas atitudes. Quando compreendemos nossos impulsos e de onde eles vem, fica mais fácil saber que gatilhos emocionais nos desestabilizam e como encontrar meios  de controlar isso. Além da psicoterapia e de cursos sobre o tema, pedir feedbacks aos seus gestores e colegas de trabalho sobre suas habilidades emocionais pode ser transformador! Indico.

Autogestão

Depois de conhecer melhor suas emoções, chega o momento de aprender como gerenciar tudo isso. A rotina acelerada das empresas costuma deixar muito pouco tempo para que possamos absorver e perceber melhor o que se passa dentro de nós. Tenho três dicas, muito simples e acessíveis para qualquer profissional. Silencie de manhã e de noite. Bem simples, antes de sair de casa, feche os olhos por 5 minutinhos, perceba o seu corpo, seus pensamentos. Faça o mesmo de noite, antes de dormir. A segunda dica é, respire.

O oxigênio é vital para o bom funcionamento do nosso corpo e sem ele é natural que não façamos boas escolhas. Foque em respirar pelo diafragma, pela barriga, esse é o jeito correto. A respiração pelo peito é a respiração ansiosa e não absorve oxigênio o suficiente. Por último, oxigênio líquido, água. Faça um teste, em um momento de bloqueio criativo, pare, silencie, respire e beba um grande copo de água. Você vai se surpreender como de forma tão simples é possível recuperar o fôlego e começar de novo.

Motivação

Todo mundo é motivado por recompensas, como dinheiro ou status, mas o modelo de Goleman refere-se a motivação para o bem da alegria pessoal, curiosidade ou satisfação de ser produtivo. Reflita, o que te move? Por que você faz o que faz? Quem se beneficia com a sua carreira? Encontre suas motivações e anote elas de forma que você as veja constantemente.

Empatia

Essa categoria refere-se às emoções dos outros. Empatia é a habilidade e prática da leitura das emoções dos outros. Como você pode acolher melhor a personalidade dos seus colegas de trabalho e criar mais conexão com o seu entorno? Inclusive, saber como gerar conexão é outra importante habilidade do futuro.

Habilidades sociais

Esta categoria envolve a aplicação de empatia, bem como saber negociar as necessidades dos outros e equilibrá-las com suas próprias. Isso pode incluir encontrar um terreno comum com os outros, gerenciar relações em um ambiente de trabalho e ser persuasivo.

Espero que essa introdução seja útil para que você desenvolva mais interesse pelo tema e que descubra, ao longo da sua caminhada, quão incrível é poder se conhecer. Lembre-se, é tudo uma questão de tempo, prática e coragem!

Boa jornada!

13 jan
Marketing Digital em 2020: saiba quais são as 7 maiores tendências

Inteligência artificial, análise de sentimento, busca visual: as tendências de Marketing Digital em 2020 são muitas. Entender como utilizá-las a favor de sua empresa pode ser o diferencial que você precisa para encantar os consumidores e começar o ano na frente da concorrência

O uso de redes sociais para interagir com consumidores foi uma das grandes revoluções proporcionadas pelo marketing na era da transformação digital

Entra ano, sai ano e o Marketing Digital segue se consolidando como uma das ferramentas mais eficientes para atrair consumidores e ampliar o alcance de uma marca.

O sucesso de estratégias voltadas para a internet atrai empresas de todos os tamanhos, o que faz com que a engrenagem de novidades nesse nicho gire cada vez mais rápido.

Para ser bem-sucedido em 2020, é preciso saber mais do que você sabia em 2019. Afinal, acompanhar as mudanças nas preferências da audiência e ficar por dentro das tendências que surgem a cada dia é fundamental para se destacar em um mercado já caracterizado pela alta competição.

Por isso, é bom se preparar o quanto antes para explorar as novas tecnologias que vêm surgindo e adotar as práticas mais recomendas para lidar com o público atual.

Pensando nisso, elaboramos este texto para listar as 7 principais tendências de Marketing Digital para 2020. Continue a leitura e acompanhe!

 

1. Uso de chats privados para comunicação

O uso de redes sociais para interagir com consumidores foi uma das grandes revoluções proporcionadas pelo marketing na era da transformação digital.

Esses canais servem como plataformas para atrair a atenção da audiência e, em casos mais avançados, dispõem de chats privados que podem ser usados para o atendimento.

O sucesso na comunicação via mensagem direta em redes como o Twitter e o Instagram fez com que as marcas olhassem com maior atenção para essa funcionalidade.

Os chats privados, afinal, são checados frequentemente pelos usuários e já fazem parte de sua rotina digital. Podemos dizer que é uma versão mais jovem e atual do email.

Seguindo esse pensamento, por que não investir na comunicação em aplicativos que, em essência, funcionam como chats privados?

É o caso, por exemplo do WhatsApp, cujas funcionalidades já vem sendo utilizadas para vendas há algum tempo. A tendência é que isso aumente e se expanda para outras áreas, como a nutrição de leads.

atendimento no whatsapp

 

Em vez de oferecer uma newsletter, por exemplo, algumas marcas já oferecem aos seus seguidores a inclusão em grupos do WhatsApp ou em listas de transmissão.

A popularidade do aplicativo, que o levou a ser comprado pelo Facebook em 2014, contribui para a eficácia desse tipo de abordagem.

Agora imagine se, além de servir como canal de atendimento e divulgação, o chat privado possa servir como ferramenta para a conclusão de compras.

Trata-se de uma tendência provável de ser desenvolvida. Na Índia, o app já permite a transação de dinheiro entre usuários, o que facilita a vida de empresas. Enquanto o serviço não é disponibilizado no Brasil, já é uma boa ideia se programar para explorá-lo assim que possível.

 

2. Ampliação do investimento em inteligência artificial

inteligência artificial chegou para ficar. Hoje, a tecnologia já é aplicada em recursos como os chatbots, atendentes virtuais que simulam um humano e conseguem aprender com as interações com os usuários.

A tendência é que esse tipo de aplicação seja apenas o começo de uma expansão de possibilidades.

Um exemplo que não deixa dúvidas da importância dessa tecnologia é o crescimento das buscas por voz. Já em janeiro de 2018, o número de pesquisas na internet utilizando esse recurso já ultrapassava a marca de 1 bilhão por mês. Sua popularidade, então, não é a grande novidade.

O que muda é que o desenvolvimento tecnológico vem tornando a experiência dos usuários cada vez mais qualificada. Hoje, a maioria dos serviços de reconhecimento de voz consegue processar até falas mais confusas, como as proferidas por crianças pequenas. Tal tecnologia é, portanto, algo cada vez mais presente na rotina das pessoas.

Cabe às empresas, então, usar essa tendência para ampliar a própria presença.

Ao otimizar o marketing em serviços como o Waze e o Google Maps, por exemplo, você vai permitir que assistentes virtuais, como a Alexa, encontrem e recomendem seu estabelecimento aos usuários em localizações próximas.

 

3. Aumento da personalização da experiência

Se você acessar qualquer rede social, notará que o feed traz, com frequência, recomendações baseadas em sua experiência na internet.

Os assuntos que você mais se interessa, os canais que você mais acessa e até perfis de possíveis conhecidos são oferecidos para enriquecer e personalizar sua navegação.

Nada disso é por acaso. A personalização dos conteúdos para agradar ao usuário é uma tendência que vem se desenvolvendo há algum tempo e promete alcançar seu pico em 2020.

Se você não conhece a importância desse movimento para os seus resultados. Segundo uma pesquisa da Accenture Interactive 91% dos consumidores se declaram mais propícios a comprar com marcas que trazem ofertas e recomendações relevantes aos seus interesses. Bem, se você aplica uma estratégia de email marketing já sabe o que isso significa, não é?

A personalização no envio de ofertas e no oferecimento de newsletters já é algo considerado essencial. A tendência é que esse canal, em 2020, receba ainda mais atenção.

 

4. Valorização da transparência de empresas

Para personalizar a experiência dos usuários, é primordial contar com dados da audiência. Só assim é possível saber suas preferências, horários de maior interação e até as informações mais básicas, como nome, gênero e endereço de email. O crescimento do uso desses dados, contudo, gerou um efeito negativo.

Sem regulamentação clara sobre o assunto, diversas companhias utilizam os dados de consumidores de forma questionável. Isso veio à tona em casos recentes de vazamento, como o protagonizado pelo Facebook. O resultado natural é a desconfiança desenvolvida por grande parte do público.

Se por um lado as empresas que utilizam práticas duvidosas encontram maior dificuldade para se relacionar com a audiência, aquelas que prezam pela transparência conseguem se destacar.

Um estudo apontou que companhias produzindo conteúdo de forma honesta conseguem reter até 94% dos clientes.

Adotar esse tipo de política é algo mais essencial se pensarmos na iminência da Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor em 2020. Com ela, além de agradar ao consumidor, a adoção de princípios transparentes passa a ser importante para evitar punições legais. Confira o que você pode fazer para botar sua empresa nesse caminho:

  • estabeleça os valores, a missão e a visão do seu negócio;
  • deixe claro que seu interesse não se resume aos lucros;
  • responda com honestidade aos questionamentos dos consumidores;
  • só utilize dados sob permissão de seus donos;
  • abra espaço para os feedbacks e valorize sua importância.

 

5. Expansão da busca visual

busca visual é um recurso cada vez mais frequente em buscadores, que permite que uma pesquisa se inicie a partir de uma imagem enviada pelo usuário, que pode ser até mesmo um printscreen.

Trata-se de uma tendência que segue a linha de otimização constante da experiência dos usuários.

O uso de figuras para a realização de buscas é mais interessantes do que o de textos ou áudios por um simples motivo: 90% das informações transmitidas ao cérebro humano são em forma de imagem (que inclusive são processadas 60 mil vezes mais rápido que qualquer texto). Então, como o marketing pode explorar isso?

Um método muito interessante é a integração desse tipo de busca com e-commerces.

Ferramentas como o Pinterest Lens permitem que o usuário, ao ver um item que o interessa em uma imagem, possa buscar artigos semelhantes nos catálogos de lojas digitais com apenas um clique.

pinterest lens

Por isso, é fundamental manter seu inventário atualizado e otimizar o SEO, especialmente o relacionado às imagens. Inserir title tags e descrições é fundamental para que o algoritmo de busca entenda do que se trata a figura e possa relacioná-la às pesquisas realizadas pelos usuários.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Criteo, empresas que investirem nesse recurso vão, até 2021, experienciar um aumento de até 30% em suas margens de lucro.

Além disso, segundo a Slyce, o uso da busca visual já aumenta as visualizações do produto em 48%, a taxa de permanência no site em 58% e causa um aumento de 9% no ticket médio.

 

 

6. Criação de conteúdos em áudio

Assim como as imagens, o áudio é um elemento que vem se popularizando no Marketing Digital, principalmente no que diz respeito às buscas por voz. Porém, a tendência vai muito além da mera realização de pesquisas por meio da fala.

Em busca de experiências cada vez mais ágeis e eficientes, os usuários têm dado muita atenção a conteúdos sonoros.

A mera inclusão de um player como alternativa à leitura de um texto torna o conteúdo mais atraente para a audiência, que pode apertar o play e se dedicar a outras tarefas de forma simultânea.

áudio em conteúdo

Isso é apenas um indicativo da força desse tipo de conteúdo. Se você quiser mesmo explorar os benefícios de um material disponibilizado por áudio, valer considerar a criação de um podcast.

Esse tipo de mídia apresenta um grande crescimento. Só nos Estados Unidos, o número de ouvintes praticamente triplicou na última década.

Se o podcast trouxer um conteúdo considerado de valor, seu efeito na audiência é enorme. Como se trata de uma oferta gratuita, o cliente vai se sentir privilegiado por ter acesso às informações do programa. O resultado é a recomendação para terceiros e a ampliação do alcance orgânico da sua marca.

Vale lembrar que, assim como os conteúdos criados para o seu blog, o podcast não precisa — nem deve — ser relacionado diretamente ao seu produto. A ideia é criar uma experiência diferenciada para sua persona e, a partir disso, expandir sua autoridade no mercado.

 

7. Crescimento do uso da análise de sentimento

Quando fazemos um post em uma rede social, tentamos gerar reações positivas na audiência, concorda?

Geralmente, a partir dos comentários deixados pelas pessoas que visualizam o conteúdo, é possível assumir se ele causou uma reação agradável ou não, mas isso fica complicado quando o volume de interações é muito grande.

Mais uma vez, a inteligência artificial vem ao resgate. Por meio da combinação de técnicas de Processamento de Linguagem Natural (PLN) e machine learning, já existem sistemas capazes de atribuir pontuações ponderadas de sentimentos às frases deixadas por usuários da internet. É o que chamamos de análise de sentimento.

O objetivo é classificar os comentários como positivos, negativos ou neutros de forma automática. A partir disso, é possível estabelecer uma média do sentimento geral da audiência.

Uma das métricas mais utilizadas nesse sentido é a saúde do monitoramento, calculada com a divisão dos comentários neutros ou positivos pelo total de interações.

Isso se torna possível a partir da análise de palavras-chave deixadas pelos usuários, como “gostei” “odiei” etc. Com o tempo, a capacidade de aprendizado do sistema permite que ele aprimore os critérios utilizados para mensuração.

Com esse tipo de insight, você pode manter sua estratégia de conteúdo em constante otimização. Afinal, será possível notar padrões e identificar os tipos de linguagem, elementos visuais e gatilhos causam no público o sentimento desejado pela equipe de marketing.

O melhor de tudo é que esse tipo de análise não se restringe às suas redes sociais. Basicamente, qualquer estrutura de dados que contem com conteúdos textuais podem gerar insights sobre o sentimento de quem publicou. Assim, é você pode usar o recurso para monitorar a opinião pública sobre a marca ou sobre produtos específicos.

Para atuar com excelência no mercado atual, é preciso mais do que bons produtos e serviços. Sua empresa precisa saber como utilizar os recursos disponíveis de modo a oferecer as melhores experiências para o consumidor e possibilitar o aumento das oportunidades de negócio.

Por isso, acompanhar as tendências de Marketing Digital é papel fundamental de qualquer profissional da área. Essas mudanças são sempre ligadas ao comportamento do público, cujo entendimento é fundamental para a elaboração de estratégias eficientes.

 

Fonte: Rock Content 

23 dez
Como empresas de qualquer porte podem investir em projetos de impacto social

Projetos de impacto social trazem benefícios para a sociedade e os colaboradores, o fortalecimento da marca e até mesmo resultados econômicos para a empresa. Entenda por que e como começar suas ações de responsabilidade social e os impactos dessa iniciativa no seu negócio.

“Quando crescer, vou ser um astronauta”. É assim a conversa de muitas crianças, não é mesmo? Elas sonham alto e acreditam que ser grande é um dos requisitos para conquistar seus objetivos.

Essa também é a percepção de muitos empresários quando o tema é o desenvolvimento de projetos de impacto social. Determinam metas, traçam planos de crescimento e adivinha só! Entra ano, sai ano, continuam com o mesmo objetivo de ser grande.

Sabe o que isso significa? Que almejar o crescimento é algo necessário e contínuo no mundo business e que não existirá um momento sequer em que os gestores vão querer algo diferente.

Então por que atrasar seu envolvimento social? Nós temos motivos sólidos para que seu negócio comece um projeto social o quanto antes, independentemente de seu porte. Aqui vão alguns números:

-segundo a Content Trends 201972,5% das empresas respondentes usam o Marketing de Conteúdo para reconhecimento e fortalecimento da marca;

-na pesquisa da Markestein70% dos consumidores se dizem interessados em saber o que as marcas estão desenvolvendo como ações de responsabilidade social e ambiental;

-nessa mesma pesquisa, 44% dos consumidores entrevistados disseram estar dispostos a pagarem mais caro por produtos e serviços se tal acréscimo resultar na manutenção contínua dos projetos sociais e ambientais das empresas.

Ou seja, para negócios que querem crescer, fortalecer a marca, conquistar clientes e explorar novos diferenciais de mercado, o desenvolvimento de um projeto social agora, e não no futuro, pode ser a melhor estratégia de crescimento. Mas, é claro, isso não é tão simples.

Além de todo o planejamento, a definição do projeto e o estudo dos custos, ainda é preciso alinhar a ideia com a cultura e a imagem da empresa.

Ainda na pesquisa da Markstein, 74% dos consumidores disseram que grandes empresas que realizam ações sociais têm a autopromoção como primeiro objetivo. Além disso, 73% afirmaram acreditar que tais programas são desenvolvidos para compensar os danos que tais corporações causam.

Em resumo, existe uma linha que separa os projetos de impacto social que trazem retornos positivos para os stakeholders e a empresa, e aqueles que não passam de ações superficiais.

Por isso, elaboramos este conteúdo para compartilhar nossa experiência na concepção do Rock.org e das demais ações sociais da empresa, apresentar alguns conceitos importantes na área de desenvolvimento e responsabilidade social e inspirar você e sua empresa para a criação de um projeto de impacto social relevante.

Boa leitura!

Responsabilidade social: conceitos básicos e contexto histórico

A evolução das ações de responsabilidade social deixa muito claro sua importância, mas aqui vale a definição do conceito para delimitar seus domínios.

O conceito de responsabilidade social

Trata-se de um movimento e o conjunto de ações criadas voluntariamente pelas empresas do setor privado que visam trazer melhorias para a sociedade em que estão inseridas e seu público interno, ou seja, colaboradores e parceiros.

Vale frisar o termo “voluntário”, pois tais ações não estão associadas a eventuais compensações obrigatórias impostas pela administração pública, nem a boas práticas que buscam deduções fiscais.

Por exemplo, o Colégio Logosófico de Belo Horizonte anunciou no início do ano de 2019 que começaria a obra de sua unidade na cidade de Nova Lima.

Para tal, além de obter as devidas licenças ambientais, a escola também fará um aporte para o fundo pecuniário que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) determina para todos os empreendimentos da região.

Esse montante, por sua vez, é utilizado para a realização de obras de mitigação do impacto viário que tais construções e empreendimentos causam com o aumento do fluxo de pessoas e carros.

Além disso, a escola também fará uma rua interna para agilizar o embarque e o desembarque de alunos e funcionários na tentativa de amenizar ainda mais o tráfego.

Ou seja, o aporte que trará benefícios ao trânsito é obrigatório, mas o estacionamento que agiliza a movimentação de alunos no início e no fim das aulas, não. O primeiro, portanto, não caracteriza uma ação de responsabilidade social embora traga melhorias, mas o segundo, sim.

Percebe que nem sempre categorizamos algumas estratégias e ações das empresas da forma certa? Será que seu negócio já está realizando ações de responsabilidade social e nem se deu conta?

Essa confusão é natural, e, por que não dizer, histórica. Ações obrigatórias como as previstas nesse TAC de Nova Lima, incentivos fiscais que o governo oferece para fomentar iniciativas sociais e aquelas que, de fato, são voluntárias, foram se misturando com o tempo.

Contexto histórico das ações sociais em 3 atos

A relação e as condições de trabalho nos séculos anteriores eram muito mais arcaicas. As divisões de classe da sociedade eram muito delimitadas e exerciam forte influência nas interações humanas. Confira, a seguir, as etapas da evolução das ações sociais.

Revolução Industrial: o ápice das condições insalubres de trabalho e degradação ambiental

Na época da Revolução Industrial, o dono da indústria pouco ou nada se preocupava com o bem-estar de seu funcionário ou com o meio ambiente que explorava.

Acidentes fatais de trabalho por falta de proteção para o funcionário e desastres ambientais eram muito comuns nessa época, principalmente porque o crescimento das indústrias também fomentou o surgimento de cidades em seu entorno, mas nem sempre com as condições saudáveis necessárias.

Doenças se espalhavam mais rapidamente e a concorrência por empregos fazia com que as pessoas aceitassem trabalhar mais, ganhando menos. O descarte de resíduos das indústrias em rios intoxicavam as cidades e seus moradores. Era uma situação insustentável.

As condições trabalhistas, no entanto, começaram a mudar justamente nessa época, boa parte em função de greves e apelos dos trabalhadores.

Áreas de recreação e descanso, intervalo para o almoço, definição de carga horária e idade mínima para o trabalho começaram a surgir. Ainda que hoje sejam condições mínimas e previstas em leis, naquela época não eram unanimidade, mas um ato voluntário de alguns industriais.

Filantropia: investimentos sociais fundamentados nos sentimentos paternalistas

Vivenciar uma época como a Revolução Industrial e enxergar tais injustiças e condições degradantes não deve ter sido uma coisa simples, e, com isso, alguns empresários burgueses iniciaram ações de melhorias de forma voluntária. Mas, nesse caso, por questões pessoais e de filantropia.

Muitas universidades americanas famosas foram fundadas a partir de doações generosas do empresariado norte americano, por exemplo.

Criavam fundos para a criação de um hospital ou doavam coleções inteiras para museus. Tais ações proporcionavam grandes benefícios para a sociedade, mesmo desconectadas das atividades primárias de seus doadores.

Henry Ford fez avanços e melhorias nos benefícios oferecidos aos seus funcionários, e Andrew Carnegie, americano dono de um dos maiores conglomerados industriais no século XIX, fez história com suas ações e publicações que valorizavam e justificavam sua filantropia.

hospital henry ford

Duas das ações judiciais são icônicas na história da responsabilidade social. A primeira, em 1919, foi quando o grupo de acionistas entrou na justiça contra Ford, que queria destinar parte dos lucros para incentivos salariais para os funcionários.

A segunda, em 1953, também era uma reclamação de acionistas da Smith Manufacturing Company contra a doação de recursos para a Universidade de Princeton.

Essa, no entanto, teve decisão favorável para a filantropia, e, notadamente, influenciou a forma como a justiça analisava tais questionamentos e como as empresas e acionistas percebiam favoravelmente tais atitudes.

Despertar da sociedade: melhores direcionamentos para as ações sociais

As ações de filantropia continuaram acontecendo, assim como novas leis de incentivo também foram criadas para que as empresas fossem estimuladas a fazerem mais.

O Direito Trabalhista evoluiu e entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) — agência tripartite da Organização das Nações Unidas (ONU) —, onde trabalhadores, empresas e governos têm seus representantes, se fortaleceram e trouxeram novas contribuições e conscientização para a sociedade.

Naturalmente, as pessoas começaram a questionar quais eram os benefícios gerados para as empresas e a sociedade. Afinal, a corrupção assolava vários países, ações compensatórias não eram percebidas como melhorias, desastres ambientais continuavam acontecendo e notícias sobre o buraco na camada de ozônio preocupavam a todos.

A sociedade, então, começou a conquistar a transparência que demandava, bem como a fortalecer sua voz. A globalização e o acesso à informação fez com que os stakeholders pudessem questionar e opinar.

A mudança nas relações comerciais, a competição do mercado e as alterações no comportamento de consumo também fizeram com que as empresas se preocupassem mais com sua reputação e imagem.

A filantropia realmente mudou os propósitos das ações, fazendo com que as melhorias propostas para o ambiente de trabalho e a sociedade deixassem de ser a busca por condições mínimas e aceitáveis, e fez com que tivesse um foco no bem-estar das pessoas.

Sua concepção, no entanto, continuou evoluindo, fazendo com que a responsabilidade social mudasse, assumindo um propósito maior e um viés genuíno.

Ou seja, os projetos sociais passaram a ter relação com a empresa e trazer resultados perceptíveis para trabalhadores e sociedade, com o propósito único de transformar positivamente as condições atuais, e não somente trazer visibilidade e propaganda institucional.

E é aí que perguntamos: quem disse que somente as grandes empresas devem se preocupar e podem promover tal mudança?

Uma estatística que consolida esse questionamento é que, na atualidade, 99% das empresas no Brasil e nos EUA são classificadas como de pequeno ou médio porte.

Já imaginou como esse montante pode fazer a diferença que precisamos? Se sua empresa precisa de inspiração, é só conhecer alguns cases e projetos de impacto social que fazem sucesso.

Cases inspiradores: projetos sociais de sucesso

Para criar um projeto de impacto social genuíno, é muito importante alinhar seus propósitos e suas ferramentas com aquilo que já existe no negócio. E entender a concepção dessa ideia a partir de exemplos de outras empresas é um ótimo exercício.

Então, a ideia aqui é trazer inspirações. Algumas delas são de empresas grandes, mas isso não significa que sua empresa deve seguir aquele caminho, mas apenas entender como a estratégia foi montada e, então, usar como referência.

Ben&Jerry’s

A marca de sorvete internacionalmente conhecida tem um projeto de impacto social muito amplo. Ela se empenha tanto pelas causas ambientais relacionadas ao aquecimento global quanto pela garantia de direitos civis iguais para casais homossexuais.

Um dos pontos altos de sua estratégia de responsabilidade social é que, além de promover suas ações, ela também participa de campanhas e movimentos que estejam alinhados com suas causas e valores.

E, claro, faz isso com toda sua irreverência. Entre suas ações, podemos citar:

-Paz, Amor e Sorvete, em que fomentam instituições e movimentos que promovem paz e justiça social e econômica para todos;

-Comércio Justo, também conhecido internacionalmente como Fairtrade, onde dão preferência à contratação de agricultores de países em desenvolvimento para fornecimento de suas matérias-primas, garantindo que eles tenham oportunidades no mercado competitivo;

-If it’s melted, it´s ruined, que, em tradução livre, significa que, se derreter, está arruinado. Trata-se de uma campanha contra o aquecimento global em que todas as sorveterias e canais sociais recolhem assinaturas para adesão ao Movimento Global Climático.

bend and jerry

Essas ações se desdobram em muitas outras que pregam a conscientização e a ação da sociedade. Quando a Campanha Rock The Vote (RTV) foi lançada para incentivar os jovens a participarem das eleições americanas, a Ben&Jerry’s lançou o Free Cone Day, onde os cones de sorvete eram gratuitos.

Assim, longas filas de jovens se formaram nas lojas e a RTV conseguiu registrar um recorde da instituição de 11.000 novos eleitores em um só dia. Simples e eficiente, certo?

Além disso, a empresa também tem a fundação Ben&Jerry’s que engaja seus funcionários, formam grupos de ação e tomam decisões sobre causas para as quais devem contribuir.

Ou seja, a cultura da empresa e seus valores estão tão consolidados, que as iniciativas são criadas também pelos funcionários da empresa.

Patagônia

Campeões da terra em 2019. Esse é o mais recente título que a marca de produtos de aventura, a Patagônia, recebeu da ONU.

Além de incorporar a sustentabilidade em todos os seus processos de produção, a marca também é reconhecida por seus investimentos e apoio às ações para a proteção do meio ambiente, onde, é claro, seus principais clientes usam seus produtos.

Entre suas ações sociais, temos:

-o uso de materiais reciclados em 70% de seus produtos, além do compromisso de ampliar para 100% até o ano de 2025;

-substituíram o algodão convencional por cânhamo e algodão orgânico, que têm produções com menores impactos ambientais e ações de restauração;

-desde 1985, doam 1% das vendas anuais para a preservação e a restauração do meio ambiente. Seu fundador, Yvon Chouinard, junto com Craig Matthews, criaram a organização sem fins lucrativos chamada “1% para o Planeta”, para incentivar e ensinar outras empresas a fazerem o mesmo;

Chouinard costuma relatar que a marca Patagônia foi criada para ajudar a salvar o planeta, e isso demonstra claramente o posicionamento de sua liderança.

Líderes engajados nos projetos de impacto social são determinantes para seu sucesso. Não por acaso, seus esforços foram reconhecidos pela entidade mundial mais importante que trata do tema.

IBM

Se o case da Patagônia se destaca pelo papel da liderança nas suas ações sociais, o P-TECH da IBM é um exemplo do alinhamento bem-sucedido entre o know-how da empresa e sua contribuição para a sociedade.

Lançado em 2011, em parceria com educadores da cidade de Nova York, o programa tem como objetivo formar profissionais com as habilidades necessárias para a revolução digital em que vivemos.

Nesse caso, ele capacita jovens para conclusão do ensino médio, técnico e superior, voltados para a área de STEM (Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática), com práticas no ambiente de trabalho e mentorias no setor privado.

Pela complexidade do projeto, ele depende de parcerias com os governos locais. O Brasil e outros países da América Latina já fazem parte, e, em 2019, outros 20 já anunciaram sua intenção de aderir ao P-TECH.

A formação dura em média 3 anos e, em 2020, a previsão é de que 10 mil alunos iniciem seus estudos na América Latina.

Ambev

Outro ponto elementar para o sucesso dos projetos de impacto ambiental é a dedicação exclusiva de uma pessoa ou um setor para as ideias e as ações da empresa.

A Ambev traz um exemplo rico sobre isso. O programa educacional VOA foi desenvolvido para levar a mentoria e noções avançadas de gestão para o terceiro setor, e, inicialmente, era trabalhado de forma paralela pelo setor de RH.

Mas a demanda cresceu tanto e os efeitos foram tão positivos que, atualmente, sua dedicação é exclusiva e tem total apoio da diretoria.

Segundo os dados do site oficial do VOAsão 115 ONGs beneficiadas, 5 milhões de pessoas impactadas e 12 mil horas de seus funcionários doadas para a mentoria dos gestores do terceiro setor.

Bacana, não é mesmo? Essa doação de know-how e horas de trabalho é um modelo muito eficiente para empresas pequenas ou médias que querem trabalhar alguma ação de responsabilidade social.

Essa foi uma das ações que realizamos aqui na empresa, o projeto chamado One Rock, que explicamos a seguir.

Projetos Rock Content: a concepção de nossas ações sociais

Pelos cases que citamos, fica claro que o envolvimento da liderança, o fortalecimento da cultura entre os funcionários, o direcionamento das ações para áreas de conhecimento do negócio e o foco no que é realmente relevante para a sociedade são alguns dos pilares para o sucesso, certo?

Aqui na Rock Content eles também sempre nortearam nossas ações, inclusive aquelas que envolvem programas de incentivo, como é o caso do Festival Elas, produzido 100% por mulheres, e o Prêmio Zumbi de Cultura, que valoriza a cultura negra.

Rock.org

A concepção do projeto Rock.org traz todos esses elementos que citamos. Para começar, isso sempre foi um desejo dos fundadores da empresa, portanto, o apoio deles era garantido.

Mas como a empresa tem vivido um crescimento acelerado, não dava para tocar um projeto de tamanha grandeza e importância de forma paralela. Então, a decisão seguinte foi escolher alguém para se dedicar exclusivamente ao seu desenvolvimento.

benchmarking e o estudo de outros modelos, como o que propusemos ao citarmos os cases, também fez parte do nosso processo de criação, além, é claro, de misturar nossa cultura e nosso know-how para conceber um projeto de relevância para nossos stakeholders.

Assim nasceu a Rock.org, que tem como objetivo gerar oportunidades de crescimento para iniciativas sociais e jovens.

A ideia era abrir oportunidades para pessoas que não as tinham, compartilhar conhecimento com jovens que poderiam trilhar caminhos de sucesso e usar nosso know-how de marketing para dar a visibilidade que ONGs e instituições sociais precisavam para suas ações.

Para fazer tudo isso acontecer, no entanto, seria preciso engajar nossos colaboradores e garantir que eles pudessem dedicar uma parte de seu tempo de trabalho para o projeto.

Assim, decidimos parar todo o time por um dia. E, como todo gestor sabe, tempo é dinheiro.

Porém, essa ação gerou resultados diretos e indiretos muito mais substanciais do que o montante gasto. Além de impactar positivamente o público-alvo, que eram as ONGs e suas causas, o Rock Volunteer Day também trouxe:

-aumento do orgulho dos nossos colaboradores em fazerem parte de uma empresa socialmente responsável;

-atração de novos talentos que se identificaram com a ação;

-experiência diferenciada e gamificada para os colaboradores, que se viram em times fora dos habituais e trabalhando arduamente para o mesmo resultado.

No nosso caso, além do investimento de um dia inteiro dedicado a fomentar a plataforma Rock.org, também gastamos com premiações, material de divulgação e lanche, mas nada comparado ao retorno tão plural que tivemos.

Rock University

Rock University é uma das referências em conteúdo e formação para profissionais na área de marketing, e, a cada curso vendido na plataforma, outro é doado para um jovem que precisa de oportunidades de desenvolvimento ou um líder de ONG.

Empresário sombra

Em parceria com a ONG internacional Junior Achievement, recebemos alunos de instituições públicas para que eles vivenciem áreas profissionais de interesse.

Vivências como essas inspiram os futuros profissionais, demonstram a realidade do mercado e fazem com que eles saibam quais direcionamentos seguir para seu desenvolvimento acadêmico.

Aqui na Rock Content, além de conhecer setores relacionados ao Marketing Digital, também é possível visitar áreas de desenvolvimento e TI, bem como outras convencionais, como Recursos Humanos e Financeiro.

Ou seja, temos um mix de ações de responsabilidade social interessante por aqui. Enquanto algumas demandam investimentos, outras necessitam apenas da dedicação do nosso tempo ou a doação de um serviço que já está pronto.

Então, para uma empresa de médio ou pequeno porte, qual deles é o mais aconselhável? E como começar?

Plano de ação: como desenvolver seu projeto de impacto social em 2020

O primeiro passo, sem dúvidas, é envolver os gestores do negócio e fazer com que eles inspirem o restante do time. Depois, um brainstorming pode ajudar a encontrar uma causa para abraçar.

Faça um brainstorming

brainstorming, quando diferentes profissionais se juntam para pensar em novas ideias e soluções para uma demanda, pode trazer visões interessantes sobre problemas sociais e ambientais vivenciados no entorno da organização.

Por isso, é muito valioso que ele seja feito com profissionais de diferentes áreas, formações e níveis hierárquicos. Cada um deles terá uma perspectiva e uma experiência diferente em relação à sociedade e ao mercado em que a empresa está inserida.

Use cases de sucesso e redes sociais para se inspirar

Conhecer cases de projetos de impacto social é muito importante, uma vez que eles ajudam a entender a relação com o core business das empresas e até mesmo quais causas ainda estão carentes de atenção.

Outra medida interessante, especialmente para empresas pequenas e médias que não podem investir muito, é buscar ideias nas redes sociais.

Alguns perfis são dedicados exclusivamente a compartilhar boas ações, sejam de pessoas, sejam de empresas. Outros são de entidades que denunciam situações de risco, problemas ignorados ou comunidades negligenciadas. Alguns exemplos são:

  • @midiamor;
  • @razoesparaacreditar;
  • @sonoticiaboa;
  • @upworthy;
  • @greenpeace;
  • @unep;
  • @unesco;
  • @unicef.
instagram razoes para acreditar

Esses exemplos podem criar insights importantes para seu brainstorming e fazer com que um projeto social seja desenvolvido com o que a sociedade mais valoriza: relevância.

Saiba quais são os principais tipos de ações sociais

Algumas ações sociais são mais tradicionais, até mesmo pelo contexto histórico que apontamos. Entre elas temos:

Filantropia corporativa

Que pode acontecer de várias maneiras, desde a doação de parte dos lucros para instituições não governamentais e também a definição de políticas internas, como dobrar a doação que um funcionário faz para uma organização, por exemplo

Voluntariado corporativo

Que é quando a empresa dedica parte de seus talentos, especialmente os profissionais, para ajudar em causas sociais.

doação de 1% do horário de trabalho é um ótimo exemplo, que, aliás, é seguido por muitas empresas, inclusive a Salesforce.

Liderança ambiental

Promovendo mudanças em suas cadeias produtivas, comprando créditos de carbono e contribuindo para causas relacionadas ao meio ambiente.

Empresas que pregam a sustentabilidade também podem ser incluídas nessa categoria, afinal, estão diminuindo o impacto de suas atividades na natureza e, em muitos casos, reduzindo suas despesas de consumo.

Práticas éticas de trabalho

Promovendo a igualdade no ambiente corporativo, combatendo preconceitos, garantindo o respeito às diferenças e oferecendo benefícios mais justos para seus trabalhadores, como uma licença maternidade prolongada.

Responsabilidade econômica

Fazendo os pagamentos regulares de impostos, participando de programas de compensação para a sociedade e oferecendo salários que permitam que seus funcionários não fiquem suscetíveis às variações da economia local.

Defina os objetivos da empresa

Qual é o propósito da sua empresa? Quando a Patagônia decidiu trocar sua principal matéria-prima, quis diminuir os danos ambientais de sua cadeia produtiva, ainda que isso representasse um acréscimo no valor final de seus produtos.

A IBM quis formar profissionais que estivessem prontos para lidar com os novos desafios da Transformação Digital, e, quem sabe, absorver esses talentos em seu quadro.

Outras empresas almejam:

-melhorar as condições dos seus fornecedores primários;

-corrigir injustiças sociais;

-ajudar, por exemplo, 50 famílias carentes ou 400 jovens;

-tornarem-se referências em responsabilidade social.

É claro que o objetivo genuíno é ajudar, retribuir. Mas isso precisa ser traduzido em números, ou quantificado. Por isso, é fundamental racionalizar o que se espera de um projeto de impacto social. Uma boa dica para isso é seguir um checklist:

-alinhe os objetivos da empresa com o que é relevante para clientes, sociedade e funcionários;

-foque iniciativas que provoquem impactos reais;

-procure dados estatísticos sobre a demanda social para identificar possíveis conexões emocionais entre público e empresa.

Trace as ações necessárias para conquistar tais objetivos

Nesta etapa, é importante alinhar os objetivos sociais às mudanças que serão promovidas na empresa.

Aqui na Rock Content temos uma equipe jovem, inovadora e consciente. Desse modo, concluímos que propor uma ação que ajudasse na empregabilidade e na educação de outros jovens causaria um ótimo engajamento.

Assim, definir as ações ficou mais simples. Bastou juntar nossa força interna e seus conhecimentos de marketing para direcionar tudo isso para o público que queríamos atingir, fossem os jovens, fossem as ONGs que cadastramos e mentoramos.

Escolha ferramentas para incentivar as ações internas

Compartilhar conhecimento está na cultura da Rock Content, e, em um desses episódios, uma de nossas supervisoras trouxe informações e estratégias muito valiosas sobre gamificação.

Uma das premissas da responsabilidade social é usar recursos e talentos para promover os impactos necessários, certo?

Nesse caso, usamos esse conhecimento para criar um projeto que envolvesse nossos colaboradores e fizesse com que todos trabalhassem em alta performance no Volunteer Day.

Liste as atividades e seus respectivos prazos de conclusão

Fazer um planejamento ajudará a organizar as próximas etapas. Entre elas, podemos citar:

-conscientização e sensibilização dos colaboradores;

-identificação de um líder, talentos que podem ajudar na elaboração e multiplicadores para manter o time engajado;

-período de teste do projeto, de um ano, por exemplo;

-apuração dos resultados e eventuais ajustes.

Ponto de partida: comece agora

Depois que iniciamos nossas ações, nos envolvemos com outras entidades e projetos, muitas ONGs nos procuraram e trouxeram novas demandas e um universo de possibilidades surgiu no nosso horizonte.

Não conseguimos atender a todos imediatamente, mas criamos um modelo de edital por meio do qual as ONGs interessadas podem se inscrever.

Clientes da nossa empresa também nos procuraram querendo saber como começar, o que foi muito importante, afinal, inspiramos outras empresas a começarem também e essa onda multiplicadora deve continuar.

Então, que tal criar um projeto de impacto social na sua empresa?

Se pensar bem, seus colaboradores ficarão felizes em fazer parte de uma empresa engajada social e ambientalmente, a sociedade se beneficiará com suas ações e os clientes se identificarão com sua marca.

Todo mundo ganha, certo? Se ainda tem alguma dúvida ou quer entender como funciona nosso projeto, convidamos você para uma visita ao Rock.org, e, claro, nos colocamos à disposição para ajudar!

 

Fonte: Rock Content 

17 dez
Como conquistar novas audiências: bem-vindos à era do comportamento

O encontro da tecnologia com o marketing foi responsável por diversas mudanças na forma de pensar e de atuar das marcas.

Tempo de leitura: 2 minutos e 30 segundos 

Se você tivesse uma marca de moda infantil, você faria publicidade para pessoas que não têm filhos? Provavelmente não. Mas 39% das pessoas com intenção de comprar roupas para crianças não tem filhos pequenos.1 Quando você só olha para a segmentação demográfica, você perde oportunidades de negócio. Seja bem-vindo à era do comportamento.

O encontro da tecnologia com o marketing foi responsável por diversas mudanças na forma de pensar e de atuar das marcas. Algumas já estão incorporadas ao dia a dia, como automação de processos e otimização em tempo real. Outras ainda foram pouco exploradas, mas têm grande potencial de transformar estratégias e acelerar resultados de negócio, como a ativação do público por meio de audiências baseadas em sinais de comportamento, agrupados de forma anônima.

Em média, campanhas focadas em comportamentos apresentam 20% mais ad recall

Em um cenário onde a privacidade e o respeito aos dados é cada vez mais importante, o desafio é entender as reais necessidades das pessoas, sem colocá-las em caixinhas. Até hoje a maioria das marcas parte de um profundo estudo psicográfico de seus consumidores para definir os comportamentos que serão ativados pelos esforços de comunicação. O problema é que nesse processo se perde muita inteligência. Na hora da execução, frequentemente essa riqueza de informações ainda se traduz em uma generalização superficial baseada em gênero e idade. Quem nunca transformou estudos e dados riquíssimos de comportamento em um perfil demográfico genérico na hora de ativar uma campanha?

Numa era em que há uma infinidade de soluções disponíveis para consumidores cada vez mais informados, ser relevante para as pessoas certas é fundamental. Por isso, planejar uma campanha com base em dados demográficos básicos já não faz mais sentido. Essas generalizações podem resultar na perda de negócios e até prejudicar a imagem da sua marca aos olhos de quem não se vê representado.

Pensando além de idade ou gênero

Você sabia que a proporção entre homens e mulheres interessados em comprar itens de decoração online é praticamente a mesma? Ou que quase 40% dos hardcore gamers adultos e sem filhos são mulheres?1

Esses exemplos mostram como é fácil errar usando os estereótipos do passado. Além disso, os próprios consumidores já se veem livres das normas: apenas 10% das pessoas dizem que seu gênero ou idade têm alta influência em seus interesses.2

O risco que as marcas correm ao segmentar sua estratégia para uma fatia da população é deixar de fora pessoas de alto valor para seu negócio, que podem não se encaixar na maioria ou em um padrão imaginado. Campanhas focadas em comportamentos são mais lembradas justamente pela originalidade e por encontrar quem importa.

A boa notícia é que as marcas já contam com ferramentas como as Audiências Avançadas, que constroem a ponte entre comportamentos-chave e execução de marketing.

O que são Audiências Avançadas?

Esse é o termo usado pelo Google para interesses e intenções que não levam em conta parâmetros de idade e gênero. A escala das plataformas Google permite que bilhões de sinais sejam avaliados quase em tempo real, com atualizações ininterruptas. Assim, semelhanças de comportamento em múltiplos contextos são detectadas e organizadas para uso das marcas.

Um bom exemplo do uso da ferramenta é o caso de SBP da Reckitt Benckiser. A marca testou duas campanhas em um esforço de comunicação always-on: uma com segmentação demográfica tradicional e outra com os principais comportamentos relacionados à categoria.

A principal descoberta foram os bons resultados da marca com públicos novos, como os homens. Eles não estavam no radar das campanhas anteriores e apresentaram o mesmo ad recall que as mulheres na campanha focada em cuidados com os filhos, tradicionalmente direcionada apenas para mães.

Além disso, a campanha de audiências apresentou índices melhores de ad recall e de intenção de compra, como explica Iuri Maia, Gerente de Mídia Digital da Reckitt Benckiser: “Queríamos provar que atrelar comportamentos específicos a uma comunicação relevante traria melhores resultados, e foi exatamente o que aconteceu”.

 

Resultados semelhantes aparecem globalmente no Google. Em média, campanhas focadas em comportamentos apresentam 20% mais ad recall3 e 40% mais intenção de compra do que campanhas segmentadas por dados demográficos.4

Os dados acima mostram a eficiência de trabalhar com audiências comportamentais, e que os próprios consumidores já se veem livres de padrões. Assim, as marcas têm a oportunidade de liderar essa transição e estabelecer uma vantagem competitiva ao criar relevância sem perder inteligência.

Fontes (4) 

1 Google Internal Data 2019

2 Google Consumer Survey, Brasil 2018

3 Google Brand Lift, Global, Análise de smartphones feita entre outubro de 2016 e março de 2017

4 Google Brand Lift, Global, Análise de smartphones feita entre julho de 2017 e junho de 2018

 

Fonte: Thinking with Google 

20 nov
4 coisas que você deve saber antes de iniciar uma transformação digital

As verdades de ontem não necessariamente são as mesmas de hoje e provavelmente não serão as de amanhã.

 

Mudanças e transformações são parte da nossa história

 

O termo “transformação digital” tem sido usado cada dia mais e sem nenhuma moderação. Cresce na carona de uma Modernidade Líquida, termo cunhado pelo polonês Zygmunt Bauman, para descrever um contexto social, cultural e econômico volátil e em constante metamorfose.

As verdades de ontem não necessariamente são as mesmas de hoje e provavelmente não serão as de amanhã. Deu nó? Não se preocupe. É parte do processo de adaptação.

E não importa sua profissão ou em que ramo de negócio você trabalha, nem sua idade ou posição econômica e social. Independe também da sua área de atuação e nível hierárquico. Acredite, o mundo sempre foi assim. Mudanças e transformações são parte de nossa história.

A grande diferença que vivemos, em nossos tempos, é o ritmo e velocidade dessas mudanças. Nossos pais viveram tempos diferentes de nossos avós. Nós, em um mundo com cada vez mais acesso a tecnologias digitais, temos avançado num ritmo nunca antes experimentado. Diferente das gerações anteriores, conseguimos perceber grandes transformações dentro de nosso próprio ciclo.

Mas não se preocupe. Sugiro substituir qualquer eventual receio, que terá efeito paralisador, pela curiosidade, que terá efeito mobilizador.

Vou usar um exemplo de como nossos hábitos se transformam e às vezes mal notamos. Pense no Uber, que surgiu como algo inusitado. Torcíamos o nariz desconfiados para adotá-lo, mas pouco a pouco, mais e mais pessoas foram usando, recomendando e hoje essa forma de mobilidade já está incorporada à nossa rotina.

Observando artigos, eventos e discussões sobre o tema transformação digital, fiquei com uma imagem de um barco sem bússola, em que cada passageiro está remando para um lado diferente. Assim, peço sua licença para propor uma reflexão sobre 4 fundamentos de uma transformação digital.

Fundamentos que derivam de uma jornada de 20 anos liderando transformações digitais em organizações multinacionais, associações, eventos, palestras, livros e em especial de um olhar sempre curioso sobre esse mundo líquido, que insiste em não parar de evoluir e ser diferente a cada novo amanhecer.

 

1. Precisa haver uma razão geradora

Entrar em um processo de transformação digital sem entender o porquê é muito perigoso. “Vou fazer porque preciso fazer” ou “Vou fazer porque meu concorrente fez” ou ainda “Vou fazer porque há um mandato da liderança da empresa” não são razões geradoras. Cuidado!

O risco de iniciar um processo sem uma razão geradora correta é o de entrar “mais ou menos” convencido nesse processo e ver um consumo de recursos, alinhamentos sem fim e potencial frustração.

A razão geradora, na minha opinião, deve ser externa ao negócio. Questione: Meu negócio existe para servir a quem? Quais comportamentos e dores do meu cliente? Como posso servi-lo? As organizações modernas e que tanto admiramos têm seu foco no cliente, nas pessoas, e não em seus serviços ou produtos. Se a Kodak ou Blockbuster tivessem feito essas perguntas, talvez estivessem ainda no mercado.

 

2. É um tema de negócios e não de tecnologia

Quem tem mais de 35 anos vai lembrar que nos anos 1980 e 1990 houve um boom do Marketing de Relacionamento, quando plataformas tecnológicas eram adquiridas com um apetite insaciável. Chegou um momento em que elas não conseguiam mover o ponteiro do negócio e tudo caiu por terra.

A tecnologia é importante, porém como meio e desde que esteja a serviço do negócio, que está a serviço das pessoas. Ser o mais avançado tecnologicamente em algo de nada vale se não se consegue extrair um valor tangível e percebido pelas pessoas.

 

3. Tem início, meio, mas não tem fim

Vejo empresas, consultorias e profissionais tratando a transformação digital como um projeto. Cuidado! Se vivemos em um mundo líquido, em constante evolução, como essa transformação pode ter fim?

Existe apenas porta de entrada para um processo vivo e mutante. O mundo, o mercado, os concorrentes, as tecnologias, as pessoas, enfim todo o contexto irá mudar com o tempo. Melhor investir energia e preparar sua organização para ter agilidade em adaptar-se a novas realidades versus ficar tentando prever centenas de cenários que do dia para a noite mudam completamente.

Se tivesse uma cadeia de hotéis, como poderia me preparar para algo como Airbnb? Novos concorrentes e tecnologias surgem todos os dias.

 

4. Se fundamenta em uma transformação cultural

Ainda dentro do tema tecnologia, acredito que não se dê a devida importância ao elemento principal e basilar para qualquer transformação digital: eu, você, nós. As pessoas.

Elas serão a principal barreira ou facilitador de qualquer processo de transformação. Juntas, elas formam a cultura de qualquer empresa. O pensamento de Peter Drucker de que “Cultura come estratégia no café da manhã” é real, acredite.

A transformação das pessoas será, portanto, fundamental para qualquer esforço de transformação digital. Mas cuidado para não cair na armadilha de que temos aqui um desafio geracional. Não é. É puro mindset. Existem profissionais de vinte e poucos anos mais conservadores que outros de quarenta e poucos.

 

Fonte: ÉPOCA Negócios

15 nov
Startup x Investidor: quais os atributos para o match?

Poder contar com o aporte financeiro de terceiros para fomentar o negócio e fazer a startup crescer é o sonho de todo empreendedor no early stage, seja para trazer escala às vendas, ganhar mercado, engordar o faturamento ou tornar-se rentável.

No Brasil, o capital de risco ainda é muito inferior ao de economias mais maduras, como a dos Estados Unidos e a do Reino Unido. Enquanto lá fora o percentual chega a 2%, aqui não alcança um décimo disso. Ainda assim, de acordo com a Lavca (Associação de Venture Capital da América Latina), em 2018, o valor investido em startups latino-americanas praticamente dobrou, se comparado a 2017.

Só o Brasil respondeu por quase 70% desse acréscimo, com US$ 1,3 bilhão em 2018 (51% maior que o ano anterior). Esse potencial precisa ser explorado e o primeiro entendimento para isso é o de que o venture capital não é um adventure capital. Alguém disposto a investir em startup vai querer certificar-se de que está colocando dinheiro em algo com boas chances de lucratividade.

Não conhecer o mercado, os concorrentes, ter o projeto ainda embrionário – no papel –, dedicar-se a outras atividades sem estar focado no desenvolvimento da startup, repelem o venture capital. Passar a ideia de que dispõe de recursos, mas prefere que outros assumam o risco também não é um atrativo para o investidor.

Para vender o negócio e chamar a atenção em meio a um ecossistema que já conta com mais de 12 mil startups, é preciso uma atitude positiva, ser hands on, reunir colaboradores que possam ajudar com soluções, adotar boas práticas. Isso é suficiente? Embora as pessoas comprem de pessoas, para fazer dinheiro não basta ter um propósito bem definido e acreditar nele. O capital de risco busca oportunidades em negócios promissores e isso significa dizer que é preciso apresentar algo concreto: um plano de negócio, um protótipo, um estudo de mercado, um produto minimamente viável. Os investidores descartam ideias se elas não forem executáveis. Tê-las bem estruturadas, formatadas e em aplicação são os atributos para o match.

Remando contra a cultura dominante e tentando mudá-la, o empreendedor deve cercar-se de informações financeiras, fiscais e trabalhistas. Ter um contador ou advogado de confiança é um elemento cada vez mais notado pelos empreendedores. Se antes este cuidado vinha apenas depois de um tempo de iniciado o empreendimento, os novos players estão combinando sua ousadia com leis, contabilidade e finanças. As chances de sobrevivência serão muito maiores.

Fonte:Startupi

08 nov
4 desafios que as mulheres enfrentam na hora de empreender e como superá-los

Quando se trata das mulheres, a tendência é que e a jornada seja (no mínimo) dupla

 

Ter uma rede de apoio e buscar capacitação são algumas das medidas para superar desafios

 

Empreender é desafiador e, em especial no começo, envolve acumular diferentes funções e estar disponível o tempo todo. Quando se trata das mulheres, a tendência é que e a jornada seja (no mínimo) dupla. Afinal, muitas ainda acumulam funções dos seus lares e não recebem o mesmo estímulo que os homens para ter seu próprio negócio.

Em entrevista, a consultora do Sebrae Maria Augusta Pimentel Miglino destacou os quatro principais desafios que afligem as empreendedoras nesse caminho. Para cada um deles, algumas práticas podem ajudar na superação e no melhor desenvolvimento do negócio. Confira:

 

Vida pessoal

Cuidar dos filhos, de familiares idosos e dos afazeres domésticos não são obrigações exclusivas das mulheres,  mas como sabemos, ainda é comum que elas sejam mais sobrecarregadas por elas do que os homens. Não à toa, uma pesquisa realizada pela Rede Mulher Empreendedora mostrou que 70% delas abrem um negócio em busca de flexibilidade.

Porém, equilibrar os compromissos familiares com os do negócio ainda é um desafio, segundo a consultora Maria Augusta. A solução para mitigá-lo passa por vários fatores, entre eles, o diálogo. “O ideal é ter uma rede de apoio de pessoas que possam ajudá-las, tanto na família quanto na empresa. Também é preciso engajar os homens nesse debate e mostrar que os fardos devem ser divididos”, diz ela.

Quem comanda um negócio também deve levar o tema em conta no que diz respeito às suas funcionárias. Miglino destaca que empresas com mais estrutura podem investir, por exemplo, na oferta de berçários dentro do seu próprio espaço. Outras opções incluem um auxílio para o pagamento de creches, a oferta de jornadas mais flexíveis e uma licença-maternidade mais longa. “Medidas como essas criam um ambiente mais seguro para que as mulheres voltem a trabalhar depois de ter um filho.”

 

Acesso ao crédito

Segundo dados do Sebrae, as mulheres têm um nível de inadimplência ligeiramente mais baixo do que os homens (3,7% contra 4,2%). Apesar disso, Miglino afirma que elas tendem a ter mais dificuldade de acessar crédito para os seus negócios. Em média, também pagam taxas anuais de juros 3,5% maiores do que os homens.

De forma geral, dois fatores influenciam nesse cenário. Um deles é a postura de muitos gerentes de bancos diante de negócios comandados por mulheres. “Para muitos, elas não são a figura que deveria estar à frente da empresa ou não são capacitadas para conduzir determinadas iniciativas”, afirma.

Em muitos casos, também falta experiência ou segurança na hora de negociar empréstimos. Superar os dois pontos, segundo a consultora, envolve desde fortalecer a auto-confiança até desenvolver melhores técnicas de negociação. “Existem vários cursos sobre esse tema, mas essa competência será realmente desenvolvida ao longo da vida”, afirma a consultora. “O mais importante é ter confiança e se sentir à vontade para negociar, mesmo que alguém questione sua capacidade.”

 

Mortalidade dos negócios

Segundo a consultora, negócios comandados por mulheres tendem a morrer mais cedo que os comandados por homens. Embora seja difícil estabelecer uma relação de causa e efeito, ela explica que é possível ter alguns indícios das causas a partir das condições em que elas empreendem.

Dados do Sebrae mostram que 44% delas, por exemplo, empreendem por necessidade (como para superar o desemprego ou aumentar a renda). Entre os homens, o percentual é de 32%. “Grande parte delas abre um negócio não porque teve uma ideia genial ou porque sonhava com isso, mas porque precisou começar a vender doces ou fazer o cabelo da vizinha para ganhar dinheiro”, explica a consultora.

Uma média de 40% delas também empreendem sem ter uma experiência anterior no setor, contra um percentual de 27% entre os homens. Segundo a consultora, as principais causas para a mortalidade de uma empresa são dificuldades de planejamento, gestão financeira e falta de experiência para lidar com funcionários. “Para que uma empresa gerenciada por uma mulher viva mais, é importante que ela se capacite em diferentes frentes.”

 

Faturamento mais baixo

Embora as mulheres sejam 16% mais escolarizadas que os homens, segundo dados do Sebrae, as empresas comandadas por elas faturam, em média, 22% menos que as deles. Miglino diz que as explicações para esse fator, embora ainda sejam estudadas, são influenciadas pelos fatores anteriores e pela posição da mulher na sociedade.

“Geralmente esses negócios são menos rentáveis, têm menos valor agregado e estão em setores pouco avançados em tecnologia, até pelo fato de muitas empreenderem por necessidade”, explica. Setores como robótica, biotecnologia, tecnologia da informação e fintechs, que têm mais potencial de escalar, ainda têm baixa presença feminina.

A solução para esse ponto, segundo ela, começa já na educação primária, quando as meninas podem ser mais estimuladas a se interessar por disciplinas como matemática e robótica. Na idade adulta, elas também podem ser beneficiadas por programas de incentivo à participação em setores como o tecnológico. “Também precisamos mostrar mais exemplos de mulheres bem sucedidas, incluindo desde cientistas até empreendedoras.”

Essa, aliás, é uma das propostas da sala 1.000 Mulheres da Feira do Empreendedor 2019 Sebrae-SP. Entre as palestrantes estão algumas das empreendedoras atendidas pelo programa de mesmo nome, que foca na capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade. Após uma primeira ação, realizada em São Paulo (SP), o projeto será aberto à população de todo o estado.

 

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios 

29 out
Esta é a principal dificuldade dos donos de pequenas empresas

Pesquisa realizada pelo Sebrae entre maio e agosto deste ano, traçou o perfil dos empresários de micro e pequenas empresas

A conquista de clientes ainda é a principal dificuldade encontrada no dia a dia pelos donos de pequenos negócios no Brasil, assim como uma das razões mais apontadas como causa para o encerramento de suas atividades.

É o que indica a pesquisa feita pelo Sebrae envolvendo mais de 10 mil empreendedores de todo o país. A alta carga tributária também foi apontada pelos empresários como um dos obstáculos para os negócios. Segundo o levantamento, um a cada três empreendedores admitiram já ter atrasado o pagamento de algum imposto.

A pesquisa feita pelo Sebrae teve como objetivo levantar o perfil dos empresários donos de microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). O trabalho identificou que, para 24% dos empreendedores, conquistar clientes e vender mais é uma das maiores dificuldades para quem decide abrir o próprio negócio.

Outros 17% apontaram a carga tributária como obstáculo, enquanto 10% dos entrevistados afirmaram não enfrentar adversidades. Entre outras dificuldades identificadas pela pesquisa, apareceram a mão de obra, inadimplência, problemas para conseguir crédito e controlar ou gerenciar o dinheiro da empresa.

“O acesso a crédito ainda é um ponto de fragilidade para as micro e pequenas empresas, mas que começa a mudar com a criação e expansão da Empresa Simples de Crédito pelo país. Com dinheiro no caixa, o dono do pequeno negócio ganha fôlego para investir em ações de marketing para também atrair mais clientes”, pondera o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Eleita como a segunda maior dificuldade dos empresários, a alta carga tributária também preocupa e faz com que o empreendedor atrase o pagamento de algum tipo de imposto. Isso aconteceu, de acordo com o levantamento, com 31% dos donos de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Nesse universo, uma parcela expressiva de empresários (43%) ainda não conseguiu regularizar o pagamento dos tributos.

Mais da metade das pessoas ouvidas (52%) admitiram que necessitam de uma maior capacitação na área de controle e gestão financeira, enquanto 47% afirmam que precisam de qualificação na área de propaganda e marketing e 44% enfrentam ainda dificuldade com a gestão das redes sociais da empresa. Percentual igual ao de empresários que precisam de treinamento para melhorar a qualidade de seus produtos ou serviços. Saber atender melhor o cliente e buscar orientação para a obtenção de crédito ou empréstimo é a carência apontada por 42% dos entrevistados.

A pesquisa do Sebrae também confirmou a importância da formalização para os donos de micro e pequenas empresas. Cerca de 70% dos empreendedores têm o próprio negócio como única fonte de renda. Mesmo percentual indicado para os empresários que apontam a abertura do negócio como uma medida que possibilitou maior ganho financeiro. Já para 77% dos entrevistados, a obtenção de um CNPJ foi a ferramenta que assegurou melhores condições no momento de compra junto aos fornecedores.

Números da pesquisa

  • 24% avaliam a dificuldade de conquistar a clientela como maior desafio
  • 17% reclamam da carga tributária
  • 52% desejam maior qualificação nas áreas de controle e gestão financeira
  • 44% ainda não sabem usar as redes sociais
  • 31% já deixaram de pagar algum tipo de imposto
  • 31% já buscaram e conseguiram empréstimo
  • 18% começaram a empreender por necessidade
  • 50% estão no negócio por ter tido conhecimento ou experiência

14 out
5 lições que mostram que errar logo no primeiro investimento pode ser bom

Um pouco de sorte sempre ajuda, mas não invista contando com ela

No começo da década de 80, minha família tinha o controle acionário da Bahema, que, na época, era uma revendedora da Caterpillar com sobras de caixa. Fizemos nesse período a primeira das muitas compras de participações em empresas de capital aberto que faríamos ao longo dos anos.

A escolha da primeira investida nos parecia óbvia porque tínhamos acabado de conseguir um sócio para o nosso projeto agropecuário que estava exigindo investimentos num nível muitíssimo maior do que tínhamos previsto.

Isso era agravado pela forma burocrática com que os recursos eram liberados. Naquela época, a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) permitia a utilização de parte do imposto de renda das pessoas jurídicas para aplicação em projetos aprovados, num múltiplo dos investimentos feitos com recursos próprios, que estavam, no seu julgamento, de acordo com o projeto aprovado.

Mas, a quase todo momento, tínhamos o desgosto de ver gastos glosados por motivos burocráticos quase intransponíveis. Assim, a relação de investimentos próprios para os incentivados (oriundos de IR), que deveria ser de 1 para 3, na prática se tornava 1 pra 1.

Nessa procura por capital, nos sensibilizamos pelo interesse de outra empresa baiana de capital aberto, a Correa Ribeiro S/A, em querer participar do projeto e assim também usar parte do seu IR.

Como a empresa estava se revelando uma boa parceira, chegamos à conclusão “lógica” de que comprar uma participação minoritária na Correa Ribeiro poderia ter enorme sucesso. Ledo engano e erro de principiante.

Entendíamos muito pouco do negócio da empresa – exportação de cacau. Além disso, a maior parte da atividade se passava em terreno nebuloso de negociação de contratos futuros (vendidos ou comprados), sobre os quais tínhamos uma visão muitíssimo limitada.

Naquela época, tive a surpresa de descobrir que as bolsas de mercadoria pelo mundo negociavam mais de 20 vezes a safra mundial de cacau. O lucro do traders dependia muito mais de acertar esses trades do que da margem física da compra e venda. E foi no desconhecimento dessas coisas que erramos.

Tentamos que a empresa fosse obrigada a nos mostrar todos os contratos que tinha em aberto em bolsas fora do Brasil (Londres e Chicago principalmente), mas, nos anos 80, a legislação considerava legítimo que isso fosse quase impossível. A visão era de que o sigilo era parte vital do sucesso do negócio.

Fazendo uma longa história curta, saímos em alguns anos, com um prejuízo ainda suportável. E com diversos pequenos atritos no relacionamento: mais de 30 anos depois, porém, ainda deu para manter um nível razoável de diálogo.

As lições que ficaram, de erros que não voltamos a repetir nos investimentos seguintes:

– Tente conhecer o negócio em que está entrando de maneira profunda e questione todas as suas premissas;

– Tente conhecer em profundidade o quadro acionário, especialmente os que dirigem a empresa. Seja ele o acionista controlador, o grupo controlador ou os principais players deste quadro;

– Aproveite ao máximo o “tempo de namoro”. Em outras palavras, para ter o conhecimento sugerido nos itens anteriores, em geral é melhor ir aumentando aos poucos a participação na investida. Tenha o cuidado de ir passo a passo e, a cada passo, dar uma parada para “meditação”;

– Entenda os fatos reguladores que envolvem o negócio em que irá investir e avalie as possibilidades de como estes fatores deverão evoluir;

– Por último: um pouco de sorte sempre ajuda, mas não invista contando com ela.

Muitas lições aprendidas! Nas próximas colunas, começarei a falar de casos de sucesso. Só o Juízo Final para esclarecer se teríamos tantos casos de sucesso se não tivéssemos começado errando.

Publicado por: InfoMoney 

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