15 set
As profissões e habilidades mais promissoras para o futuro

"O que precisamos para ser bons profissionais é ter uma curiosidade constante"

Aquela trajetória tradicional que consistia em ir para a escola nos primeiros anos da vida, fazer faculdade e passar o resto do tempo trabalhando caiu por terra. Agora, as décadas que seguem à universidade serão as mais importantes na educação de um profissional. Trata-se do “lifelong learning”, ou aprendizado ao longo de toda a vida. Um dos fortes defensores desse novo modelo é o brasileiro Leandro Herrera, fundador da empresa de educação Tera. Nesta quinta-feira (14/09), ele falou sobre como se manter produtivo diante de um futuro ainda incerto, durante evento promovido pelo espaço de coworking Cubo, em São Paulo.

 

“O que precisamos para ser bons profissionais é ter uma curiosidade constante”, diz Herrera. Ele trabalhou durante os últimos dez anos com educação e inovação, com passagens como professor na Fiap e na ESPM. “Para mim, toda empresa é um organismo vivo. Elas existem porque há pessoas ali que se juntam para produzir algo que tenha valor para a sociedade. E o nosso oceano é a internet”, diz Herrera. “Num período de 10 anos, adicionamos 3 bilhões de pessoas na internet. Isso transforma tudo.”

O aumento no número de pessoas conectadas, ele lembra, mudou o ranking das maiores empresas do mundo. Em 2017, as cinco maiores companhias do mundo são de tecnologia: Apple, Amazon, Microsoft, Facebook e Google. “Como organismos, essas empresas se moldaram ao meio. Produziram um novo DNA.” Herrera diz que a chave foi construir um ecossistema que permitisse que elas sobrevivessem: com uso de dados, tecnologia adaptativa e orientação ao design.

E isso também se aplica à carreira de profissionais, segundo ele. “Também estamos sendo afetados e sobreviverão os mais adaptados ao meio. Em 25 anos, 47% dos empregos terão desaparecido, segundo a The Economist. É um super desafio para a gente. É um momento incômodo.”

Essas mudanças no mercado, com robôs tomando postos de trabalho, afeta diretamente a educação. O modelo atual, que privilegia os primeiros anos de vida, não faz mais tanto sentido. Quem entra no mercado, aponta Herrera, não está necessariamente apto para trabalhar. “Isso é bastante sintomático do problema que nós temos. Entra a necessidade de mudarmos o mindset.” O empreendedor defende que, agora, as pessoas não podem parar de aprender.

Tendências e profissões

Herrera destaca que existem “macrotendências” quando se trata de carreira. São as mudanças que estão revolucionando o mercado de trabalho. Uma delas é a extrema longevidade: a expectativa de vida está aumentando muito. “Vamos viver até os 100 anos, ótimo, mas isso muda a natureza do trabalho.”

Outra macrotendência é ascensão de máquinas e sistemas inteligentes. Ou seja, cada vez mais a tecnologia passa a desempenhar as funções hoje realizadas por humanos. Há também um “novo ecossistema de mídias”. A forma como nos comunicamos tem mudado e o mundo está hiperconectado.

Diante desse cenário, existem competências que todo o profissional deveria ter daqui a diante, segundo ele:

Transdisciplinaridade: o uso de conhecimentos de várias áreas ao mesmo tempo

Gestão de carga cognitiva: recebemos muitas informações de todos os lados simultaneamente, e precisamos pensar na melhor maneira de absorver tudo isso

Inteligência social: a importância dessa habilidade não vem de hoje, mas há agora uma pressão maior sobre nossas qualidades sociais (saber lidar com o próximo, sobretudo)

Proficiência em novas mídias: “se nós estamos olhando para o futuro, precisamos entender os novos padrões de linguagem”, diz Herrera

Colaboração virtual: sim, aquelas conversas de Skype contam. Mas agora precisamos dar mais valor e nos sentirmos mais familiarizados com essas relações remotas

Pensamento adaptativo: temos de criar coisas novas diante de novas realidades

Algumas das profissões que devem se destacar são aquelas que mesclam negócios e tecnologia, afirma Herrera. “É o que chamamos de profissionais híbridos.” Quer exemplos? Cientistas de dados, UX designers, desenvolvedores mobile, growth marketers, digital product manager e desenvolvedores de web. Já começou a se preparar?

Fonte: Época Negócios

05 set
O talento pode ser o seu maior inimigo: conheça o mindset de crescimento

Carol Dweck

Quando Jack Welch assumiu a GE, em 1981, a companhia estava avaliada em US$ 13 bilhões. Ao deixar o posto de CEO, 20 anos depois, o valor da multinacional em Wall Street havia saltado para US$ 490 bilhões. Era a empresa mais valiosa do mundo. Fundada e liderada por Kenneth Lay, a Enron chocou o mundo ao quebrar, em 2001. A gigante do setor elétrico, com dívidas de US$ 13 bilhões, deu entrada no que até então era o maior pedido de falência da história americana. O que levou a trajetórias opostas duas das mais admiradas empresas dos Estados Unidos? A psicóloga social Carol Dweck, professora de Stanford pioneira nos estudos de desenvolvimento pessoal, tem uma resposta: estilos de gestão antagônicos, influenciados por duas mentalidades distintas – o mindset de crescimento e o mindset fixo. Batizados e definidos por Carol no livro “Por que algumas pessoas fazem sucesso e outras não”, os mindsets (mentalidades) representam a maneira como encaramos a vida e reagimos ao fracasso.

Welch acreditava no desenvolvimento constante dos profissionais e no trabalho em equipe. Era capaz, segundo Carol, de ouvir, dar crédito e aprender com os seus erros. Todas as características que definem um líder com mindset de crescimento. Já a Enron, sob a direção de Lay, criou uma cultura corporativa de culto ao talento, típica de um mindset fixo. Falhar não era uma opção. Durante anos, os diretores da empresa maquiaram balanços e inflaram os lucros. Nesta entrevista, concedida após o lançamento no Brasil de Mindset: a Nova Psicologia do Sucesso, uma versão atualizada da obra que a alçou à fama, Carol explica como os dois tipos de mentalidade podem fazer os negócios e a sua vida muito diferentes.

 

Como os diferentes tipos de mentalidade afetam as chances de sucesso na vida?
Algumas pessoas acreditam que nascem com uma quantidade fixa de talento, enquanto outras pensam que são capazes de desenvolver suas habilidades ao longo da vida. O primeiro grupo tem o que chamamos de mindset fixo. Já o segundo possui o mindset de crescimento. Ter um mindset de crescimento não significa achar que todos somos iguais ou que qualquer um pode fazer qualquer coisa, mas sim que todos podem melhorar consideravelmente trabalhando duro, aprendendo novas estratégias e recebendo mentoria. Nossas pesquisas mostram que os profissionais com mindset de crescimento tendem a ter mais sucesso por diversos motivos. Eles estão mais dispostos a aceitar novos desafios e não temem que um eventual fracasso os faça parecer pouco talentosos. Eles também são mais persistentes quando enfrentam obstáculos.

 

A senhora já disse que valorizar o intelecto e a inteligência nos fez falhar como sociedade. Pode explicar?
Reverenciar o talento é acreditar que ele é fixo. Ou você tem ou não. Isso favorece um modelo no qual as pessoas precisam se provar constantemente, em vez de se arriscar em projetos nos quais possam falhar. Ao passo que reverenciar o processo de tentar estratégias diferentes e aprender com os reveses encoraja as pessoas a encararem mais desafios e a serem mais persistentes.

 

Quais questões as pessoas podem se perguntar para saber qual tipo de mentalidade elas possuem?Ninguém possui um mindset 100% fixo ou 100% de crescimento. Para descobrir qual deles predomina você deve se perguntar se concorda que todos têm uma determinada quantidade de inteligência e podem fazer pouco para mudá-la. Se a resposta for sim, você tem um mindset mais fixo. Alguém com um mindset de crescimento diz: qualquer um, independentemente de quem seja, pode se tornar bem mais inteligente.

 

É possível virar a chave, ou seja, mudar a mentalidade?
Sim. Em nosso trabalho com jovens, ensinamos que toda vez que eles assumem uma tarefa difícil o cérebro pode formar novas e mais fortes conexões. Dessa forma, no longo prazo, eles podem aumentar suas habilidades. Explicamos as implicações disso e incluímos depoimentos de outros estudantes e de famosos admirados por eles contando como um mindset de crescimento os ajudou. Há também a mentoria entre os próprios jovens relacionada aos princípios do mindset de crescimento.

 

Ter um mindset fixo é um problema?
Todos nós adotamos um mindset fixo às vezes. Mas fazer isso boa parte do tempo pode ser um problema porque, se você pensa que suas habilidades são fixas, você começa a se preocupar: eu tenho talento suficiente? Se eu fizer algo desafiador, isso vai revelar que eu não sou inteligente? Melhor, então, fazer alguma coisa que seja mais fácil para mim. Portanto, ter um mindset fixo pode te tirar dos desafios que irão te ajudar a avançar e te fazer evitar as adversidades, que também te fazem crescer.

 

Para a teoria do mindset de crescimento, então, o fracasso pode ser bom?
Fracassos e reveses podem ser bastante produtivos. Não é que ter um mindset de crescimento fará você necessariamente gostar de falhar mas, é muito menos provável que você veja isso como algo que te rotule como um fracassado ou incompetente. É mais provável você começar a pensar: ok, o que eu aprendi com isso?

 

No mundo dos negócios, há muitos executivos bem-sucedidos que podem ser incluídos na turma dos que valorizam as habilidades fixas. Como você explica isso?
Eu não tenho dúvida de que alguém com mindset fixo possa ser muito bem-sucedido. Porém, nós vivemos hoje num mundo que muda a uma velocidade sem precedentes. E, mesmo que uma empresa descubra algo lucrativo, ela irá enfrentar concorrência rapidamente. Portanto, os profissionais realmente têm de ficar à frente da curva. É preciso estar aberto a más notícias e a críticas. A experimentar e olhar claramente para o que não deu certo e para o que você precisa mudar. Por isso, eu acredito que mais do que nunca um mindset de crescimento ajuda no mundo dos negócios.

 

O que fez esses profissionais de mindset fixo serem tão bem-sucedidos em grandes empresas?
Os negócios não estavam mudando tão rápido quanto agora. Pode ser que eles não tenham precisado das habilidades hoje necessárias para se manter atualizados. E, no passado, alguém que se apresentasse como gênio, agisse como gênio e classificasse os outros como gênios ou não, muitas vezes era reverenciado. Eles ganhavam status. Mas não acho que isso funcione tão bem atualmente. Hoje, você precisa receber retorno e encorajar o desenvolvimento de seus funcionários.

 

A senhora acha que atualmente as corporações estão mais abertas ao desenvolvimento gradativo das habilidades? Existe tempo – e paciência – para isso?
Espero que sim. Muitos negócios se tornaram bastante comprometidos em desenvolver seus times. E a ter seus funcionários comprometidos a desenvolver as próprias habilidades. Nós fizemos um estudo com as integrantes da lista de empresas Fortune 1000. Perguntamos aos funcionários dessas companhias qual era o mindset de sua empresa. Elas veneravam habilidades fixas ou acreditavam no desenvolvimento de todos? Descobrimos que os profissionais tendiam a concordar sobre o tipo de mindset de sua companhia. E, quando os funcionários diziam que as empresas tinham um mindset de crescimento, afirmavam também que elas valorizavam profundamente a criatividade e a inovação. Além disso, esses profissionais relataram que a empresa ficaria a seu lado, mesmo que eles não acertassem de primeira.

 

E nas descritas como de mindset fixo?
Os profissionais disseram que havia muitos segredos, competição e tomada de atalhos, para que certos indivíduos pudessem sair à frente. As empresas de mindset fixo sempre estiveram preocupadas em contratar talentos. Mas, alguns anos depois de contratá-los, os gestores muitas vezes não veem esse potencial todo em suas equipes. É o oposto das empresas de mindset de crescimento, mais preocupadas em lapidar seus jovens funcionários.

 

Quais são as consequências quando as empresas ficam obcecadas com talento, como foi o caso da Enron, segundo o seu livro?
Na Enron, toda a organização foi construída em torno da ideia de genialidade. E todos os esforços dos funcionários eram para mostrar como eles eram geniais. Isso pode levar, como descobrimos no estudo com as integrantes da lista de companhias Fortune 1000, à busca de atalhos para fechar um contrato, conquistar um cliente. E, além disso, a gestores que não conseguem admitir erros e receber feedback. A chefes que provavelmente não sabem ouvir, que podem roubar o crédito pelo trabalho dos outros e ainda colocar membros do grupo uns contra os outros. Nesse cenário, uma empresa não pode ir para a frente de uma forma eficaz, especialmente no mundo de hoje.

 

Quais conselhos a senhora pode dar a gestores que queiram criar essa mentalidade de crescimento?É um processo longo e difícil, mas eles podem começar analisando o próprio mindset. E se perguntando se realmente acreditam que uma grande parte de sua equipe é capaz de crescer. Se eles acreditarem, podem colocar em prática maneiras de fomentar esse crescimento.

 

A senhora já disse que hoje os trabalhadores precisam de validação constante. A geração Y é mais propensa a esse comportamento?
Não sei o quão generalizado é, mas ouvi de profissionais de RH de diferentes organizações que muitos dos jovens que estão hoje nas empresas talvez tenham tido pais que seguraram suas mãos durante toda a jornada e que querem agora que o local de trabalho faça esse papel. Mas eu não quero fazer uma generalização sobre uma geração. Há aqueles que querem ser reconhecidos e afagados, porém também vejo muitos jovens empenhados em fazer a diferença e dar sua contribuição. E eles entendem que isso envolve enfrentar desafios.

 

Em seu livro, a senhora defende a tese de que certos elogios aos filhos podem não trazer bons resultados. Qual a melhor maneira de incentivá-los?
Nossas pesquisas mostraram que elogiar a inteligência de uma criança pode levá-la a um mindset fixo. Ou seja, a enfrentar desafios mais fáceis, nos quais poderá ser bem-sucedida, já que ela não quer colocar o status de sua inteligência à prova. Mas descobrimos que, quando você elogia o esforço ou a estratégia da criança, ela será orientada na direção de um mindset de crescimento, onde não é amedrontador ou arriscado aceitar um desafio. Onde não é debilitador experimentar um fracasso, pois ele faz parte do processo de aprendizado. Nesse caso, as crianças tendem a trabalhar mais duro, ao invés de se preocuparem em não ser inteligentes.

Fonte: Época Negócios

 

29 ago
A empreendedora que transformou a frustração em um negócio com 350 funcionários

Nadia Boujarwah

Nadia Boujarwah tem experiência própria com uma das formas de discriminação mais subliminares e comuns: o estigma contra as pessoas acima do peso. Quando estava no último ano do ensino médio, precisou comprar um vestido para sua formatura. Ela simplesmente não conseguiu encontrar um que servisse. Mais tarde, como jovem profissional, ela sofria para encontrar roupas que considerasse estilosas.

Em 2014, Nadia resolveu fazer uma tentativa para resolver o problema e deu início a Dia&Co, um serviço de moda sob assinatura que desenha roupas de acordo com o estilo, o corpo e o orçamento dos clientes. Hoje, a empresa tem mais de 350 funcionários e arrecadou US$ 25 milhões em investimentos.

Mas nada é assim tão fácil. Além da ideia, Nadia precisou encontrar coragem para fugir das expectativas tradicionais de sua criação no Oriente Médio para traçar seu próprio caminho no empreendedorismo. Leia na entrevista a seguir:

No que você se considera uma vitoriosa?

Eu acho que a vitória na minha carreira aconteceu em diferentes níveis. O exemplo mais recente foi construir um negócio financiado por capital de risco – não apenas como uma fundadora mulher, mas a serviço de um consumidor que é também mais desfavorecido e frequentemente não compreendido.
Mas nós também tivemos nossa porção de falhas ao longo do processo de tirar o negócio do papel. Mas, em um nível pessoal, eu acho que a vitória começou um pouco mais cedo na minha vida. Eu cresci um pouco mais ambiciosa do que era considerado normal em uma sociedade conservadora do Oriente Médio, e o caminho para tornar-me CEO de uma empresa baseada nos Estados Unidos com centenas de funcionários certamente não foi óbvio. Mas tem sido uma jornada realmente incrível.

Se você pudesse voltar alguns anos, quando estava apenas iniciando profissionalmente, que conselho você daria a você mesma?

Eu diria a mim mesma para arriscar mais. Uma das grandes mudanças na minha carreira foi me afastar do caminho acadêmico e ir em direção a uma trilha mais empreendedora. Depois da faculdade, eu embalei minhas coisas e fui para Atlanta, para estudar no Instituto de Tecnologia da Georgia. Eu vim de uma família de imigrantes muito tradicional, em que o foco na educação era inevitável. Sou muito grata por isso, e parecia ser o caminho natural na época. Na realidade, porém, eu não queria ser uma acadêmica. Eu queria criar coisas.

Cerca de três semanas antes de as minhas aulas começarem, eu decidi mudar a rota completamente e comecei a trabalhar em um banco de investimentos. O fato de eu ter chegado tão perto de apertar o gatilho do que teria sido uma vida totalmente diferente é algo que me faz sempre refletir. Eu acho que é uma indicação de que eu ainda estava vivendo de acordo com regras que não eram importantes para mim, e que eu deveria ter me sentido mais confortável para assumir riscos.

Qual você consideraria a sua maior derrota profissional até então?

Eu acho que tive momentos de dúvida e de fracasso real no início do negócio. No primeiro ano, a empresa realmente não foi bem-sucedida. Nós não éramos capazes de convencer os investidores a nos apoiarem e as pessoas a participarem da equipe. Precisamos realmente cavar fundo para manter a esperança em algo que não mostrava muitos sinais de sucesso – mas sentíamos que o projeto era especial.
Eu sabia que, para quem olhava de fora, aquele ano parecia um período de desemprego, apesar de para mim parecer que eu estava construindo um negócio. Acabou valendo a pena, mas foi muito difícil e eu passei por momentos de muitas buscas e dúvidas. Porém, uma coisa sobre a qual nunca tivemos dúvidas, foi a importância da missão em que estávamos. As dúvidas diziam respeito a nossa capacidade de tirar o negócio do chão, porque para isso era preciso que outras pessoas acreditassem no que estávamos tentando fazer – mas, no fundo, era um negócio que nós acreditávamos que precisava ser construído. Este serviço é algo que eu sabia que teria sido transformador para mim quando era mais jovem, e isso era o suficiente para me fazer permanecer focada em trazê-lo para a vida de outras mulheres.

Se houvesse uma lição de vida que você gostaria de passar para os outros, qual seria?

Uma coisa que se provou muito valiosa para mim e na qual eu acredito que valha a pena gastar tempo no início da carreira é identificar uma espécie de estrela guia. Eu acredito que poucos caminhos sejam lineares, e a ideia de ter uma carreira bagunçada, em que se pula de um lado para o outro, é certamente real.

Eu acho que você pode dar a si mesmo muito mais flexibilidade e oportunidades de arriscar quando você tem um objetivo final em mente. Este objetivo final pode ser a pessoa que você gostaria de ser daqui a 20, 30 ou 40 anos, o impacto que você quer ter ou o que você quer ter conquistado ao fim de sua carreira. Quanto mais cedo você identificar o que importa de verdade e o que você gostaria de alcançar, mais fácil será tomar esse tipo de decisão. No meu caso, especificamente, me possibilitou tomar decisões que não fazem muito sentido para as outras pessoas, mas que estiveram sempre no caminho certo para o que eu quero alcançar.

Qual você diria que é o seu maior e mais audacioso objetivo profissional ou pessoal?

Minha missão pessoal é realmente sinônimo da missão da Dia&Co: inspirar amor próprio por meio do estilo. Nós estamos em um caminho que vai mudar o mundo – e isso se relaciona a uma imagem saudável do próprio corpo, ao poder e à confiança que podem vir de uma expressão própria irrestrita, e do que isso pode fazer na maneira como abordamos nossas carreiras, relacionamentos e nós mesmas. Isso é o que guia o nosso negócio e no que eu gasto meu tempo todos os dias.

Fonte: Forbes Brasil

 

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