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Blockchain: explicando a tecnologia por trás das criptomoedas

13 de agosto de 2019

Blockchain é um termo simples para um processo complexo por trás das cripotomoedas, é a Engenharia Computacional do Bitcoin, por exemplo. Traduzindo para o português, a “cadeia de blocos” funciona basicamente como um grande livro contábil, só que de forma pública, compartilhada e universal, que registra vários tipos de transações e tem seus registros espalhados por vários computadores.

O que isso significa? A rede de Blockchain é toda composta por colaboradores independentes, então esse processo cria consenso e confiança na transação direta entre duas partes, ou seja, as transações de criptomoedas são processadas sem que haja a necessidade de terceiros, como banco, empresa de pagamento ou cartão de crédito. A cadeia se mantém ativa pelos “mineradores”, que competem para saber quem vai processar o próximo bloco de transações.

Funciona assim: cada bloco de informação neste banco de dados está encadeado, conectado de forma segura em outro bloco por meio de um conversor digital de assinatura. Dessa forma, é gerada uma trilha de auditoria, de cada transação que já aconteceu. À medida que novas informações são adicionadas, a duração e complexidade aumenta nesse bloco, e o banco de dados se torna maior, com mais pessoas construindo uma parte dela.

Mas como evitar fraudes? Se alguém faz alguma alteração não autorizada na cadeia, todo mundo pode ver onde ela aconteceu e concordar se é válida ou não. Além disso, para hackear uma cadeia de blocos seria preciso alterar, simultaneamente, o código em todos os computadores que têm seu registro.

Bitcoins

O Bitcoin é uma moeda totalmente digital que possibilita liberdade de pagamento, segurança, privacidade, controle e transparência. Além disso, pode ser enviado para o outro lado do mundo, a qualquer momento, pagando taxas bem menores e nenhuma moeda pode ser confiscada.

A criptomoeda é muito utilizada também como forma de investimento, elas são guardadas em uma espécie de carteira para poder transferir e acessar os Bitcoins. O investimento pode ser bem lucrativo: um Bitcoin vale $ 11.149,50 dólares, aproximadamente R$ 44.628,10 reais (cotação feita em 13 de agosto de 2019).

A tendência que cada vez mais pessoas invistam na moeda digital, segundo dados da Bitinfocharts, em 2018 mais de 22 milhões de carteiras de Bitcoins foram criadas e estima-se que existam 20 milhões de usuários ativos ao redor do mundo. No Brasil, são aproximadamente 3 milhões de investidores de criptomoedas, essa quantidade de usuários movimenta 4.000 Bitcoins por dia.

O que esses mineradores ganham com isso?

Como um sistema independente se mantém? É assim, se todos os mineradores aceitam um bloco, o minerador que criou o bloco novo lucra. Essas pessoas ou empresas que fazem esse processamento dos blocos recebem taxas e um subsídio de novas moedas criadas. Ou seja, o propósito também é disseminar novas moedas e motivar pessoas a prover segurança ao sistema, já que mais atores estarão envolvidos no processamento.

Novos rumos para startups e empresas

A professor do curso de Engenharia de Software do iCEV, Luciano Monteiro, explica que a tecnologia Blockchain, inventada em 2008 para criar uma moeda digital, começou a ser aplicada em outros usos, como compartilhamento de dados, contratos, testamento, certificado de propriedade, declaração de autenticidade e até declaração de diamantes.

“Uma rede criptografada que não perde os dados de maneira nenhuma cria possibilidades infinitas de atuação para empresas e startups. O blockchain pode inclusive ser um grande aliado para os engenheiros de software, como por exemplo, criando a possibilidade de armazenar dados com identidade e perfil de consumo de milhares de pessoas, de forma bastante segura”, contou Luciano Monteiro.

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