O Tribunal do Júri é conhecido popularmente como o local em que “vale tudo”. Ou seja, o plenário aceita música, poesia, encenação, maquete, vídeos e muito mais, desde que cumpridos os requisitos legais para a defesa do réu. Ainda, até então, poderia ser alegada qualquer tese defensiva, visando a plenitude de defesa. Ocorre que, assim como a sociedade e a cultura passam por mutações, o Júri também deve acompanhar tais processos sociais, ainda que sem alteração legislativa expressa. A ideia aqui não é discutir a constitucionalidade ou não do Júri, bem como suas alterações, mas sim trazer o que ainda é aceito em plenário e o que a sociedade – Conselho de Sentença – não mais admite.
Tribunal do Júri
A exemplo disso, no mês de março do corrente ano (2021), o Supremo Tribunal Federal, julgou na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 779, a inconstitucionalidade da tese da legítima defesa da honra, com decisão unânime, por entender que esse argumento viola os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção à vida e da igualdade de gênero, corroborando com a naturalização e a perpetuação da cultura de violência contra a mulher.
Veja-se que tal vedação abrange não somente os atos da sessão plenária, mas inclusive a fase pré-processual e processual, vedando que autoridade policial, a acusação e o magistrado utilizem a legítima defesa da honra como argumento, direta ou indiretamente, sendo inviável qualquer argumento que possa até mesmo induzir a aplicação da tese em comento.
Mesmo que estivéssemos no campo da análise da culpabilidade do agente, o art. 28 do Código Penal afasta a possibilidade da emoção ou da paixão excluírem a imputabilidade penal, impedindo assim que o julgador pudesse absolver aquele que impelido por ciúme viesse a praticar o ilícito penal.
Ou seja, se desde 2015 existe na legislação brasileira o feminicídio (art. 121, §2º, inc. VI e VII e §2º-A do CP), o qual dá nome e representa a morte da mulher por condição do sexo feminino, como seguir permitindo que seja alegada em plenário a legítima defesa da honra? Como permitir o sentimento de posse, de superioridade, de masculinidade que essa tese carrega consigo? A sociedade já não suporta mais esse tipo de justificativa para barbáries vistas diariamente em um país em que a violência contra a mulher cresce desenfreadamente. Tanto é verdade que, na capital Gaúcha, criou-se uma vara especializada para julgamentos de feminicídios e tentativas de feminicídios (4ª Vara do Júri). A que ponto chegamos.
A cada plenário do Júri, visamos abordar sim todas as teses possíveis e capazes de desencadearem bons resultados aos réus, mas sempre com lealdade, verdade e respeito aos princípios constitucionais, nos moldes do que o Conselho de Sentença é capaz de absorver e interpretar com base nas suas intimidades – íntima convicção. Ainda que o exercício da empatia seja fundamental para os julgamentos, não mais são aceitos discursos de ódio e de machismo que vulnerabilizam mulheres (ocorria muito em casos de morte de prostitutas).
Em que pese a tese em análise não tenha respaldo legal ou constitucional, foi admitida em diversos julgamentos como uma resposta de (in)tolerância da sociedade ao ato agressivo daquele que mantém ou já manteve relacionamento familiar com a vítima, o que vinha ocorrendo há mais de 40 anos! É evidente que isso não pode mais ser admitido. Ainda, é importante frisar que o STF entendeu que a absolvição do agente com alicerce na legítima defesa da honra não é possível nem mesmo pelo quesito genérico de absolvição. Dessa forma, caso ocorra tal situação, deverá o tribunal, mediante recurso acusatório, anular a decisão do Conselho de Sentença, sob fundamento da decisão ser manifestamente contrária à prova dos autos.
É evidente que o direito não acompanha os fatos sociais, de modo que, conforme a sociedade evolui, a legislação e os posicionamentos dos tribunais devem modificar-se, buscando alcançar a evolução do seu povo. É o que ocorre com o reconhecimento da inconstitucionalidade da legítima defesa da honra. A luta diária pelo respeito à integridade e vida da mulher foi ouvida e a decisão consiste em salutar avanço.
Por fim, é necessário lembrar que os jurados representam a sociedade e a sociedade representa a cultura vigente, que, atualmente, busca cada vez mais a igualdade por direitos, independente do gênero, classe ou raça. E essa igualdade deve ser levada ao plenário por nós, tribunos do Júri, porque não – mais – vale absolutamente tudo no Tribunal do Júri.
Aqui estão informações importantíssimas sobre empreendedorismo. Para empreender, você tem que entender as competências dos empreendedores, das pessoas que têm alta performance no mundo dos negócios. Então é relevante demais que você precisa, você que quer empreender, ou já tem um negócio precisa desenvolver ainda mais as habilidades.
Quais são essas habilidades?
Tem que ser determinado, ser focado, ser equilibrado racionalmente e emocionalmente, tem que entender de pessoas, de números. Então empreender exige muito conhecimento, e falando em conhecimento, é muito importante entender isso como empreendedor. O empreendedor que realmente quer ter resultado, ele vai entender sobre o assunto, não só na parte pessoal, mas também na parte de negócios, na parte de mercado.
Mudanças de mercado
Falando em mercado, temos visto mudanças muito grandes nos últimos 12 meses, principalmente decorrente desse processo de pandemia. Os negócios se tornam cada vez mais digitais, as pessoas buscam cada vez mais inova e mudar. É muito importante entender essa dinâmica e como se posicionar como dono de um negócio ou de um futuro negócio. Se você vai empreender é imprescindível entender que o mercado lá fora é muito nervoso, é muito dinâmico e vai exigir que você compreenda como é que a coisa acontece.
Estude sobre seu negócio
Busque informações de negócios, não basta só pensar “ah, vou abrir um negócio, tenho algumas competências e habilidades e vai dar certo”, não… tem que entender isso como uma conjuntura maior. É muito importante estudar e entender sobre gestão sobre empreendedorismo, pra ter maiores possibilidades de bons resultados.
Temos as habilidades emocionais, as habilidades socioemocionais, as habilidades técnicas. Quanto mais você faz investimento pra se tornar melhor em cada uma dessas dimensões, mais preparado você vai para o mercado, porque o mercado está cheio de concorrentes e eles estão se preparando, a todo momento inovando e mudando.
A dinâmica é nervosa
Você vai enfrentar outros empreendedores, que são seus concorrentes, você tem que ir preparado para poder exatamente conseguir vencer essa batalha de inovação, mudanças, tecnologia. O ponto chave: nós temos aqui no Brasil muitas empresas de sucesso, muitos casos de empreendedorismo de sucesso, como Magazine Luiza, que é liderado por uma mulher incrível, que tem uma história fantástica, temos a Chilli Beans, do Caito Maia, empreendedores como o Jorge Paulo Lemann que tem uma história incrível e tem várias empresas numa holding.
Muita gente fala “ah, não vou empreender porque é desafiador”, é desafiador, mas é interessante quando você conhece e tem bons resultados. Se inspire nas histórias deles, entenda o que foi que eles fizeram, o que eles aprenderam.
Esse conteúdo deste artigo foi produzido pelo professor Me. Thiago Rodrigo, coordenador do curso de Administração do iCEV
Envolver o seu público-alvo pode melhorar os resultados e ajudar a sua marca. Com os exemplos de marketing interativo que reunimos nesta postagem, você se inspirará para criar suas próprias experiências.
Aumentar o envolvimento do seu público-alvo pode melhorar os seus resultados e ajudar a sua marca a se destacar. Com os exemplos de marketing interativo que reunimos neste post, você poderá se inspirar para criar as suas próprias experiências.
No mundo digital de hoje, é mais importante que nunca se destacar em meio à multidão e impressionar o seu mercado-alvo.
Isso porque se você não fizer todo o possível para se diferenciar, será colocado de lado.
É por isso que o marketing interativo é tão útil.
Ele não apenas chama a atenção de seus clientes e leads, mas também possibilita que a sua marca mostre o seu lado criativo.
Neste post, vamos falar sobre esse tipo de marketing digital e por que ele é tão importante.
Além disso, traremos alguns exemplos de marketing interativo que a equipe da Rock Content considera alguns dos melhores.
O que é marketing interativo?
Marketing interativo é qualquer tipo de marketing que possibilita ao seu público interagir com o conteúdo escrito ou visual.
Isso pode ser algo tão simples como um quiz online ou envolvente como uma experiência multimídia presencial.
O motivo pelo qual esse tipo de marketing vem ganhando popularidade é que ele exige que a sua buyer persona dê um passo à frente e se envolva com a sua marca.
Isso significa que, em vez de apenas ler um post de blog ou ver a descrição de um produto, as pessoas têm a opção de usar seu tempo e ação em troca do valor que você está oferecendo mediante o seu conteúdo interativo.
➤ Por exemplo, talvez você queira atrair um comprador específico para o seu e-commerce.
Para despertar a sua atenção, você oferece um cupom de 15% de desconto para quem responder a um questionário de cinco perguntas sobre as preferências de produto.
Enquanto você coleta ativamente dados sobre o seu comprador ideal, ele recebe o desconto ao concluir o questionário. É uma situação em que todos ganham!
Mas os quizzes online não são a única maneira de atrair clientes.
Existem diversos outros meios, como infográficos, apresentações de slides, jogos, transmissões ao vivo, vídeos, áudio e muito mais.
Resumindo: o marketing interativo rompe o status quo e convida o seu público a se envolver com sua marca em troca de algo de valor.
O que torna o marketing interativo especial?
O marketing interativo é especial porque não há limites para o que você pode fazer.
Com uma equipe criativa, você pode tornar quase todas as campanhas de marketing tradicionais em uma experiência que ajuda a destacar sua marca.
O envolvimento do cliente é muito importante e as empresas que adotam uma abordagem interativa muitas vezes veem um nível significativamente mais elevado.
Por quê? Você está orientando o cliente por meio de ações que quer que execute, em vez de esperar que ele faça isso por conta própria.
Marcas que são capazes de criar esses tipos de campanhas interativas também costumam ter muito mais seguidores fiéis.
A razão por trás disso pode variar, mas o consenso geral é que campanhas de marketing memoráveis ficam com os consumidores por mais tempo, o que facilita lembrar o nome da empresa ao procurar um determinado produto ou serviço.
Os 11 melhores exemplos de marketing interativo
Agora que você já sabe o básico do que é marketing interativo e os benefícios de trabalhar com ele, vamos nos aprofundar com alguns exemplos de empresas que estão executando-o corretamente.
Aqui estão 11 exemplos favoritos de marketing interativo da nossa equipe da Rock Content.
1. Experiência musical interativa — Clash Up by Eko
Dar ao público uma maneira de brincar com música ou recursos multimídia é quase sempre um sucesso.
A razão disso é que ele oferece aos indivíduos uma maneira de passar o tempo sendo criativos, o que, por sua vez, cria melhor reconhecimento da marca.
Nós adoramos como o Clash Up by Eko lançou uma página interativa permitindo aos usuários criarem mixagens de diferentes artistas, de vários gêneros, em uma única faixa.
Não foi apenas uma excelente promoção para as suas várias séries multimídia, mas também deu um reconhecimento adicional aos artistas que estavam utilizando a experiência interativa.
2. Realidade virtual — Santa Sleigh Ride da Coca-Cola
Quem disse que as experiências interativas estão limitadas apenas ao acesso à web?
A Coca-Cola já é um nome conhecido, mas eles começaram a entreter famílias durante a temporada de férias de 2015, oferecendo um passeio de trenó interativo com o bom velhinho.
O público pôde acessar o conteúdo usando um dispositivo Oculus, um headset que permite que os usuários vejam muito dos conteúdos de realidade virtual.
A coisa toda foi um sucesso — tanto para a marca de refrigerantes quanto para a Oculus.
O melhor de tudo foi que a ação foi memorável para aqueles que participaram e provavelmente pegarão uma lata de Coca na próxima vez que precisarem matar a sede.
3. QR codes em locais públicos — L’Oréal Mobile Taxi Shops
Quando se trata de marketing interativo, o QR Code é um dos métodos mais simples e eficazes de usar.
A L’Oréal arriscou ao criar uma experiência chamada Mobile Taxi Shops. Eles adicionaram QR Codes especificamente no interior dos táxis de grandes cidades.
Quando um consumidor escaneava o código com um smartphone, ele era levado a uma página de download de um aplicativo de e-commerce.
A marca obteve enormes resultados que levaram à expansão de uma campanha de marketing semelhante em outras áreas de alto tráfego.
4. Chatbot — Alexa
É difícil imaginar a Alexa da Amazon como um chatbot, mas isso é o que ela é essencialmente para a mega varejista on-line.
Quando um cliente faz uma pergunta sobre um produto específico, ela oferece conselhos e opções para comprar aquele item com comandos de voz.
Esse é um bom exemplo de como o marketing interativo está se tornando uma parte envolvente de nossa vida cotidiana.
O que começou como uma forma de aumentar as vendas para a Amazon, agora é parte integrante de como administramos nossas casas, nos mantemos organizados e nos envolvemos com a inteligência artificial em todas as interações cotidianas.
5. Evento virtual — Retomada da NBA durante o lockdown
Para muitas empresas, a pandemia foi um grande catalisador para o envolvimento em eventos virtuais.
No entanto, a forma como o basquete profissional fez isso foi um excelente exemplo de como dar aos clientes-alvo uma experiência interativa e, ao mesmo tempo, manter a marca viva.
Utilizando a plataforma Microsoft Teams, eles foram capazes de oferecer aos fãs uma maneira de assistir aos jogos da NBA ao vivo enquanto eles aconteciam.
Em troca, imagens ao vivo da webcam dos torcedores foram transmitidas nas arquibancadas para dar aos jogadores a sensação de jogar na frente de uma multidão real.
Durante um momento complexo que poderia ter dificultado a interação com seus times favoritos, os fãs tiveram uma experiência interativa memorável.
6. Ebook interativo — Think City da IBM
Ler um relatório de uma empresa de tecnologia pode ser algo difícil.
Na verdade, mesmo aqueles que realmente gostam dessas coisas, às vezes ficam um pouco entediados.
É por isso que o Think City da IBM é um exemplo incrível de conteúdo interativo.
Usando animações e um caminho interativo, o público pode selecionar diferentes setores clicando nos prédios ilustrados.
Nesses caminhos, existem milhares de informações excelentes sobre como a empresa está ajudando a tornar esses nichos um lugar melhor.
É uma maneira muito legal de pegar o que poderia ser um simples ebook em texto e transformá-lo em algo a mais.
7. Treinamento — Canva’s Design School
Sempre há algo que o seu cliente-alvo adoraria experimentar usando o seu produto, mas ele simplesmente não tem certeza de como chegar lá.
O Canva tem feito um excelente trabalho ao combinar marketing interativo com uma abordagem educativa por meio de sua Design School.
Com diversos cursos diferentes, a empresa oferece treinamento de design gráfico gratuito para todos os que desejam aprender.
Além disso, eles deixam claro que as técnicas não se destinam apenas ao uso em sua plataforma. Em vez disso, eles se aplicam a todo o meio.
No entanto, eles oferecem incentivos para aqueles que preferem usar sua ferramenta para facilitar.
Essa é uma ótima combinação realmente memorável para a maioria das buyer personas.
8. Experiência interativa personalizada — MyHeritage’s Deep Nostalgia
Todos nós temos alguém em nossas vidas de quem sentimos muita falta — seja um pai, avô, amigo, ou quem quer que seja importante para nós.
O MyHeritage pegou este conceito unificador e o transformou em uma fantástica experiência de marketing interativo.
Os usuários são incentivados a criar uma conta e fazer upload de fotos de seus entes queridos.
Em troca, a imagem fica animada.
Para aqueles que podem estar há décadas sem ver um ente querido em forma de vídeo, essa pode ser uma experiência muito comovente e memorável.
9. Show interativo — Pokémon Day com Post Malone
O que acontece quando você combina uma das maiores marcas de animação do mundo com uma estrela internacional da música?
A equipe do Pokémon fez exatamente isso ao criar um show interativo especial para promover o seu vigésimo quinto aniversário.
No entanto, esse não foi apenas o lançamento de um vídeo.
Houve todo um evento de transmissão ao vivo com o cantor como personagem de desenho animado, enquanto outros famosos monstros digitais da marca agraciavam a tela.
Para as crianças e aqueles que estão prontos para relembrar uma grande parte de sua infância, esse foi um evento imperdível.
10. Sugestões de produtos personalizados — Quiz interativo do Yummly
Para ajudar os usuários a encontrar as receitas certeiras com base no gosto pessoal, o site de comida criou um quiz interativo.
Os participantes têm a opção de selecionar seus tipos de culinária favoritos e, em seguida, responder a uma série de perguntas.
Depois, ele gera uma lista com os melhores resultados da plataforma de receitas que certamente irão agradar os paladares.
Claro, o melhor aspecto de tudo isso é que o Yummly não tem apenas algumas opções.
Eles realmente mergulham fundo nas sugestões que vão muito além dos pratos tradicionais e nível de habilidade culinária para oferecer aos usuários uma combinação que com certeza vão adorar.
11. Infográficos interativos — Ion by Rock Content
Claro, temos que mencionar nosso próprio Ion by Rock Content nesta lista.
Não estamos dizendo que somos tendenciosos, mas particularmente amamos como essa parte de nossa equipe é capaz de criar infográficos incríveis que incluem elementos interativos para melhor engajamento.
Desde itens básicos como cronogramas a elementos que incluem vídeo, quizzes e muito mais, as páginas de infográfico estão longe de ser chatas.
E são uma ótima maneira de garantir que as informações mais importantes de uma marca sejam claras e concisas.
Conclusão: esses exemplos de marketing interativo inspiraram você?
Como você pôde verificar, o conteúdo interativo é uma excelente opção para garantir que as suas campanhas de marketing se destaquem das demais.
Quer você o esteja usando para testar seu público para melhorar o reconhecimento da marca ou apenas para sair na frente da concorrência, dar aos usuários algo para se envolver é uma forma infalível de obter bons resultados.
O problema não é a EaD, mas a falta de regulação e fiscalização, que tem permitido a operação de instituições com foco no lucro
Circula a notícia de que tramitam no MEC, em fase final, vários pedidos de autorização de cursos de Direito na modalidade a distância (EaD). Esses processos teriam recebido avaliações favoráveis, realizadas virtualmente pelo Inep. Durante a pandemia, as avaliações in loco teriam sido simplificadas, com a substituição por entrevistas online e verificação das instalações por câmeras. Dessa forma caminham para a abertura de milhares de vagas, que concorrerão com a já abundante oferta no ensino jurídico presencial.
Reagindo a essa perspectiva preocupante, vozes da área jurídica pronunciaram-se contrariamente, alegando que o ensino a distância rebaixaria a qualidade da formação. O argumento procede, mas por razões mais profundas que aquelas que vêm sendo invocadas. A educação a distância vem sendo utilizada há décadas em todo o mundo com excelentes resultados, quando oferecida com seriedade e responsabilidade acadêmica. O grande problema no Brasil não é a EaD, em si, mas a falta de regulação e fiscalização, que tem permitido a operação de instituições com foco principal no lucro, sem compromisso com a qualidade da oferta.
Em relação à regulação da EaD, o MEC havia estabelecido exigências que permitiam acompanhamento estatal, tais como polos presenciais com estrutura mínima. Mas elas vêm sendo seguidamente relaxadas. Desde 2017, o credenciamento especial para EaD e a autorização de novos cursos foram facilitados e passou a ser permitida a criação de novos polos sem vistoria prévia (Decretos nº 9.235/17 e 9.057/17 e Portaria MEC nº 11/2017). Se a educação superior já tinha virado um negócio, com a EaD alargada pelo afrouxamento dos freios regulatórios, o negócio escalou exponencialmente, sem qualquer garantia de qualidade.
As matrículas no ensino superior cresceram, no Brasil, de 2,37 para 8,6 milhões em vinte anos, de 1999 e 2019. Isso é positivo e segue tendência observada nos países desenvolvidos nas últimas décadas, que elevaram a escolaridade de sua população buscando aumentar a produtividade no trabalho. Além disso, trata-se de meta prevista no Plano Nacional de Educação, tanto o de 2014 (Lei n. 13.005), como o anterior, de 2001 (Lei n. 10.172). O problema, portanto, não está na expansão, mas no fato que ela vem sendo feita, na maioria dos casos, à margem de qualquer garantia de qualidade.
O crescimento das matrículas no período recente revela outro componente alarmante da educação mercantilizada: a crescente cartelização do setor privado. Dos 6,5 milhões de matrículas (76,1% do total) que o sistema privado oferece, mais da metade (53%) está concentrada em apenas 10 grupos empresariais do setor educacional, como demonstra a tabela 1.
Tabela 1: Matrículas, novos ingressos e número de instituições privadas de educação superior (IES) em 2019
2019
Matrículas (milhões)
Matrículas %
Novos ingressos(milhões)
Novos ingressos%
Número de IES
Número de IES%
Setor privado
10 maiores grupos
3,46
52.8%
1,96
63.6%
307
13.2%
Outras IES privadas
3,09
47.2%
1,12
36.4%
2.021
86.8%
Total do setor privado
6,55
100%
3,08
100%
2.328
100%
Fonte: Levantamento dos autores com base nos microdados do Inep (Censo da Educação Superior 2019)
Esse processo continua em marcha. Contabilizadas as recentes aquisições, apenas 4 grupos privados (Kroton, Unip, Uniasselvi e Estácio) detêm cerca de 33% do total de alunos matriculados no ensino superior privado do país. E a estratégia de cartelização está inequivocamente correlacionada à utilização de EaD. Um indicador disso é que 76,3% do total de alunos matriculados em EaD no país em 2019 estavam concentrados em IES desses 10 maiores grupos educacionais.
Na área de Direito, em que 90% dos alunos frequentam instituições particulares, ainda não são oferecidos cursos na modalidade EaD. Mas o ensino presencial é igualmente cartelizado, com um terço dos estudantes de Direito das IES particulares matriculados em apenas 8 grupos privados, como mostra a tabela 2.
Tabela 2: Matrículas, novos ingressos e número de IES no curso de Direito em 2019
2019
Matrículas(milhares)
Matrículas %
Novos ingressos (milhares)
Novos ingressos%
Número de IES
% Número de IES
Setor privado
8 grupos privados
257,1
34,2%
97,3
40,9%
240
21,0%
Outras IES privadas
495,6
65,8%
140,8
59,1%
902
79.0%
Total do setor privado
752,7
100%
238,1
100%
1,125
100%
Fonte: Levantamento dos autores com base nos microdados do Inep (Censo da Educação Superior 2019)
Na estratégia de expansão lucrativa, os cursos de Direito em EaD seriam uma “fronteira comercial” a abrir. Vale lembrar que, a despeito dos milhares de vagas disponíveis e das dificuldades para aprovação nos exames da OAB e nos concursos públicos, os cursos de Direito seguem com alta demanda. Portanto, o cenário que se desenha é o de um novo filão para as “fábricas de diplomas”.
Para que não se diga que se trata de preconceito, vale examinar os dados das avaliações educacionais realizadas pelo Inep, nos marcos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), instituído pela Lei n. 10.861/2004.
O desempenho dos alunos de Direito do Enade 2018 são claramente distintos quando se comparam os tipos de instituições em que se formaram. Enquanto nenhum aluno das Instituições Federais e apenas 11% dos alunos das Instituições públicas Estaduais fazem um curso com conceito Enade insuficiente (1 ou 2, numa escala de 1 a 5), cerca de um terço dos alunos das IES particulares estão em cursos com conceito Enade insuficiente.
O retrato é similar para outros cursos de alta demanda, como por exemplo Pedagogia ou Serviço Social. Em Pedagogia, em que 55,5 % dos alunos estavam na modalidade EaD em IES integrantes do bloco dos 10 maiores grupos privados, 65% desses alunos estavam em cursos com conceito Enade insuficiente comparado com 22,2% dos alunos de todos os cursos de presenciais. A situação é ainda mais dramática para Serviço Social, em que 62,4% de todos os alunos do país estavam fazendo EaD nos 10 maiores grupos educacionais, sendo que 93,1% desses alunos em cursos com Enade insuficiente.
Esse não é um dado fortuito, mas o retrato de uma tendência de queda de desempenho dos alunos no Enade e de evasão nos cursos de IES com grande número de alunos. Isso vem se agravando no país, à medida em que se expande essa EaD como estratégia mercantil dos grandes grupos privados, conforme demonstrado no trabalho “Tendências de precarização do ensino superior no país.”
Voltando ao ponto inicial, entendemos que a deficiência de conhecimento dos formandos não é um problema intrínseco à modalidade EaD, que vem sendo utilizada com qualidade há décadas por importantes instituições em todo o mundo, tais como a UNED (Espanha) e a Open University (UK). Também no Brasil há inúmeros exemplos de boas práticas, como no consórcio Cederj, que congrega todas as universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ, UERJ, UFF, UNIRIO, UENF e UFRRJ) com cerca de 35 mil alunos na modalidade EaD. A comparação do desempenho desses estudantes por curso no Enade do ciclo 2017-2019 revelou níveis equivalentes entre a modalidade EaD e a presencial.
Os dados sobre Pedagogia e Serviço Social são alarmantes para as perspectivas dos cursos de Direito, na medida em que estão associados à estratégia de expansão comercial baseada na utilização maciça de EaD em cursos com alta procura e baixo custo, por não demandarem laboratórios experimentais.
Nesse contexto, a entrada dos cursos de Direito na modalidade EaD tem tudo para ser desastrosa, se não for precedida de uma revisão das regras de autorização de curso, além da supervisão dos cursos em andamento, em função de inúmeros indícios de práticas abusivas em EaD no país.
Representantes de 30 países, entre eles o Brasil, se reuniram dia 13 de outubro, para uma conferência virtual convocada pela Casa Branca, nos Estados Unidos, dando início a um debate sobre medidas internacionais de combate ao ransomware. Mas dois países estratégicos estão fora do encontro: Rússia e China.
O encontro vai ter seis sessões e vai durar dois dias. Apenas a primeira delas foi aberta à mídia. As outras cinco sessões serão fechadas e vão abordar temas como resiliência nacional (liderado pela Índia), combate ao financiamento ilícito (liderado pelo Reino Unido), interrupção e outros esforços de aplicação da lei (liderado pela Austrália) e diplomacia (liderado pela Alemanha). Não foi revelada em qual sessão o Brasil estará presente.
Questionado sobre a ausência da Rússia, um alto funcionário da Casa Branca, sob a garantia do anonimato, disse que há um grupo de especialistas dos EUA e do Kremlin discutindo diretamente ransomware e outros ataques cibernéticos. “Esperamos que o governo russo trate da atividade criminosa de ransomware proveniente de atores dentro da Rússia”, disse o funcionário. Não houve uma explicação oficial para a ausência da China.
A Conferência global contra ransomware estabeleceu quatro objetivos: melhorar a detecção desses crimes cibernéticos, aumentar a resiliência de redes e empresas públicas e privadas a ataques, acabar com a impunidade que protege as criptomoedas, normalmente usadas para o pagamento de resgates, e aumentar a cooperação internacional no combate ao cibercrime.
As perdas econômicas globais causadas por ataques de ransomware aumentaram em 2020, de acordo com estimativas do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos e chegaram a US$ 400 milhões. E só aumentam. Tanto que os prejuízos somaram US$ 81 milhões no primeiro trimestre.
Computação em Nuvem está muito presente hoje no nosso dia a dia: quando você acessa o e-mail do seu celular ou arquivos no seu smartphone; quando você está acessando a sua TV na Netflix para assistir um vídeo; a partir do momento que você está com sua conta do Nubank, todos esses dados e arquivos estão armazenados em nuvem.
Então o que é que é Computação em Nuvem?
A nuvem é, nada mais nada menos, do que você deixar de ter seu servidor dentro do seu Data Center da sua empresa, para esse servidor estar em um provedor de nuvem. Hoje os principais provedores de nuvem são a Amazon (AWS), que iniciou esse mercado, a Google Cloud, Oracle e a Azure, são os principais.
Qual a grande vantagem deste ambiente?
A escalabilidade, ou seja, em qualquer situação eu consigo aumentar meus recursos computacionais, coisa que eu não posso quando eu estou dentro de um ambiente on premise, dentro da minha empresa.
Se eu compro um servidor para a minha empresa, e eu preciso aumentar a quantidade de memória, a quantidade de disco, isso é inviável, eu teria que comprar um segundo servidor.
Dentro de um ambiente de Cloud Computing, consigo aumentar isso com um clique de mouse, arrastando.
Outra grande vantagem é a alta disponibilidade desse ambiente, então consigo rodar uma aplicação, na hora que eu crio a aplicação eu digo “olha, essa aplicação vai estar rodando em 2, 3, 4 instâncias ao mesmo tempo”. Caso uma dessas instâncias cair, ele é iniciado automaticamente, isso traz uma grande vantagem para os meus recursos computacionais, que é chamado de resiliência.
Zona de alta disponibilidade
Todos os provedores de nuvem estão altamente preparados em casos de contratempos, eles têm um recurso chamado de “zona de alta disponibilidade”.
Eles colocam os Data Centers deles, espalhados geograficamente no mundo em réplicas, então aquele meu dado que está num Data Center é replicado em um segundo Data Center. A partir do momento que cair esse Data Center principal, um Data Center secundário passa a funcionar.
Existe segurança em um ambiente de nuvem?
Muita! Existe muita segurança em ambiente de nuvem. Existe replicação, existe alta disponibilidade. A falha de segurança é dos administradores que usam esse ambiente.
O mercado de computação em nuvem está em voga. A maioria das empresas estão jogando suas aplicações neste ambiente.
O Engenheiro de Software é fundamental
Aí é onde entra a importância do papel do Engenheiro de Software preparar suas aplicações para este ambiente em nuvem, entender as arquiteturas de microsserviços, entender como funciona os recursos de container, docker e as estruturas de kubernets.
A dica é: Preparem as suas aplicações para esse ambiente, isso é extremamente importante.
O assunto desse iCEV Explica foi produzido pelo professor Me. Luciano Aguiar, do curso de Engenharia de Software.
No país, a criptomoeda agora é uma moeda oficial, ao lado do Dólar Americano
Recentemente, El Salvador reconheceu o Bitcoin como moeda corrente do país, ao lado do Dólar Americano. Com isso, o McDonald’s passou a aceitar pagamentos feitos com a criptomoeda em suas lojas salvadorenhas, segundo informou o jornalista Aaron van Wirdum. “Acabei de entrar em um McDonald’s em San Salvador para ver se poderia pagar meu café da manhã com Bitcoin, esperando ouvir um não. Mas eis que imprimiram um ticket com QR que me levou a uma página da web com fatura do Lightning, e agora estou desfrutando do meu tradicional café da manhã!”, tweetou.
O McDonald’s consegue aceitar criptomoedas no pagamento contando com a rede de pagamentos Bitcoin Lightning e com o processador de pagamentos OpenNode, segundo informa a Vice.
Um porta-voz da OpenNode confirmou que o McDonald’s apoia a decisão de El Salvador, e que agora está trabalhando com “todos os tipos de grandes empresas” para tornar “os pagamentos diários em Bitcoin eficientes e escalonáveis” em até dois meses. Algumas dessas empresas “são empresas multibilionárias”.
Como ressalta o jornalista Aaron van Wirdum, nem todos os lugares do país já estão adaptados à novidade. Ele também tentou pagar uma compra em Bitcoin noWalmart, mas seu pedido foi negado.
ASML’s next-generation extreme ultraviolet lithography machines achieve previously unattainable levels of precision, which means chips can keep shrinking for years to come.
Each machine is roughly the size of a bus. Shipping their components requires 40 freight containers, three cargo planes, and 20 trucks.PHOTOGRAPH: ASML
INSIDE A LARGE clean room in rural Connecticut, engineers have begun constructing a critical component for a machine that promises to keep the tech industry as we know it on track for at least another decade.
The machine is being built by ASML, a Dutch company that has cornered the market for etching the tiniest nanoscopic features into microchips with light.
ASML introduced the first extreme ultraviolet (EUV) lithography machines for mass production in 2017, after decades spent mastering the technique. The machines perform a crucial role in the chipmaking ecosystem, and they have been used in the manufacture of the latest, most advanced chips, including those in new iPhones as well as computers used for artificial intelligence. The company’s next EUV system, a part of which is being built in Wilton, Connecticut, will use a new trick to minimize the wavelength of light it uses—shrinking the size of features on the resulting chips and boosting their performance—more than ever before.
The current generation of EUV machines are already, to put it bluntly, kind of bonkers. Each one is roughly the size of a bus and costs $150 million. It contains 100,000 parts and 2 kilometers of cabling. Shipping the components requires 40 freight containers, three cargo planes, and 20 trucks. Only a few companies can afford the machines, and most of them go to the world’s big three leading-edge chipmakers: the world’s leading foundry, Taiwan-based TSMC, as well as Samsung, in South Korea, and Intel.
“It is really an incredible machine,” says Jesús del Alamo, a professor at MIT who works on novel transistor architectures. “It’s an absolutely revolutionary product, a breakthrough that is going to give a new lease of life to the industry for years.”
In Connecticut, a giant hunk of aluminum has been carved into a frame that will eventually hold a mask, or “reticle,” that moves with nanometer precision while reflecting a beam of extreme ultraviolet light. The light pinballs off several mirrors shaped and polished with astonishing precision to etch features just a few dozen atoms in size onto future computer chips.
The finished component will be shipped to Veldhoven in the Netherlands by the end of 2021, and then added to the first prototype next-generation EUV machine by early 2022. The first chips made using the new systems may be minted by Intel, which has said it will get the first of them, expected by 2023. With smaller features than ever, and tens of billions of components each, the chips that the machine produces in coming years should be the fastest and most efficient in history.
ASML’s latest EUV machine promises to keep alive an idea that has come to symbolize the march of progress—not just in chipmaking, but in the tech industry and the economy at large.
EUV system
Only a handful of companies can afford ASML’s giant machine, and China has been blocked from purchasing them altogether. PHOTOGRAPH: ASML
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Computer Scientist Explains Machine Learning in 5 Levels of Difficulty
In 1965, Gordon Moore, an electronics engineer and one of the founders of Intel, wrote an article for the 35th anniversary issue of Electronics, a trade magazine, that included an observation that has since taken on a life of its own. In the article, Moore noted that the number of components on a silicon chip had roughly doubled each year until then, and he predicted the trend would continue.
A decade later, Moore revised his estimate to two years rather than one. The march of Moore’s law has come into question in recent years, although new manufacturing breakthroughs and chip design innovations have kept it roughly on track.
EUV uses some extraordinary engineering to shrink the wavelength of light used to make chips, and it should help continue that streak. The technology will be crucial for making more advanced smartphones and cloud computers, and also for key areas of emerging technology such as artificial intelligence, biotechnology, and robotics. “The death of Moore’s law has been greatly exaggerated,” del Alamos says. “I think it’s going to go on for quite some time.”
Amid the recent chip shortage, triggered by the pandemic’s economic shock waves, ASML’s products have become central to a geopolitical struggle between the US and China, with Washington making it a high priority to block China’s access to the machines. The US government has successfully pressured the Dutch not to grant the export licenses needed to send the machines to China, and ASML says it has shipped none to the country.
“You can’t make leading-edge chips without ASML’s machines,” says Will Hunt, a research analyst at Georgetown University studying the geopolitics of chipmaking. “A lot of it comes down to years and years of tinkering with things and experimenting, and it’s very difficult to get access to that.”
Each component that goes into an EUV machine is “astonishingly sophisticated and extraordinarily complex,” he says.
Making microchips already requires some of the most advanced engineering the world has ever seen. A chip starts out life as a cylindrical chunk of crystalline silicon that is sliced into thin wafers, which are then coated with layers of light-sensitive material and repeatedly exposed to patterned light. The parts of silicon not touched by the light are then chemically etched away to reveal the intricate details of a chip. Each wafer is then chopped up to make lots of individual chips.
Shrinking the components on a chip remains the surest way to squeeze more computational power out of a piece of silicon because electrons pass more efficiently through smaller electronic components, and packing more components into a chip increases its capacity to compute.
Lots of innovations have kept Moore’s law going, including novel chip and component designs. This May, for instance, IBM showed off a new kind of transistor, sandwiched like a ribbon inside silicon, that should allow more components to be packed into a chip without shrinking the resolution of the lithography.
But reducing the wavelength of light used in chip manufacturing has helped drive miniaturization and progress from the 1960s onwards, and it is crucial to the next advance. Machines that use visible light were replaced by those that use near-ultraviolet, which in turn gave way to systems that employ deep-ultraviolet in order to etch ever smaller features into chips.
A consortium of companies including Intel, Motorola, and AMD began studying EUV as the next step in lithography in the 1990s. ASML joined in 1999, and as a leading maker of lithography technology, sought to develop the first EUV machines. Extreme ultraviolet lithography, or EUV for short, allows a much shorter wavelength of light (13.5 nanometers) to be used, compared with deep ultraviolet, the previous lithographic method (193 nanometers).
But it has taken decades to iron out the engineering challenges. Generating EUV light is itself a big problem. ASML’s method involves directing high-power lasers at droplets of tin 50,000 times per second to generate high-intensity light. Lenses absorb EUV frequencies, so the system uses incredibly precise mirrors coated with special materials instead. Inside ASML’s machine, EUV light bounces off several mirrors before passing through the reticle, which moves with nanoscale precision to align the layers on the silicon.
“To tell you the truth, nobody actually wants to use EUV,” says David Kanter, a chip analyst with Real World Technologies. “It’s a mere 20 years late and 10X over budget. But if you want to build very dense structures, it’s the only tool you’ve got.”
ASML’s new machine introduces an additional trick to produce smaller features on a chip: a larger numerical aperture, which increases the resolution of imaging by allowing light to travel through the optics at different angles. This requires significantly larger mirrors and new software and hardware to precisely control the components. ASML’s current generation of EUV machines can create chips with a resolution of 13 nanometers. The next generation will use High-NA to craft features 8 nanometers in size.
The most prominent company using EUV today is TSMC, whose customers include Apple, Nvidia, and Intel. Intel was slow to adopt EUV and fell behind rivals as a result, hence its recent decision to outsource some of its production to TSMC.
ASML doesn’t seem to think the progress built on top of its machines will slow.
“I don’t like to talk about the end of Moore’s law, I like to talk about the illusion of Moore’s law,” says Martin van den Brink, ASML’s chief technology officer, via a video link from the Netherlands.
Moore’s 1965 article was actually more focused on the march of innovation than just shrinkage, Van den Brink notes. While he expects High-NA EUV to keep spurring progress in the chip industry for at least the next 10 years, he believes that shrinking chip features using lithography will become less important.
Van den Brink says ASML has researched proposed successors to EUV, including e-beam and nanoimprint lithography, but has not found any of them to be reliable enough to justify substantial investment. He predicts that new methods of speeding up the throughput of lithographic machines while accounting for thermal stability and physical disturbances will help increase yield. Even if chips did not become faster, this would result in the most advanced chips becoming cheaper and more widely used.
Van den Brink adds that other manufacturing tricks, including efforts to build components vertically on a chip—something that Intel and others have already begun doing—should keep improving performance. He notes that the executive chairman of TSMC, Mark Liu, has said he expects a threefold improvement in combined performance and efficiency each year for the next 20 years.
Demand for faster chips is hardly likely to go down. Mark Lundstrom, a professor at Purdue who began working in the chip industry in the 1970s, wrote an article for Science magazine in 2003 that predicted Moore’s law would run into physical limits within a decade. “In my career, multiple times we thought ‘OK, this is the end,’” he says. “But there’s no danger at all that things will slow down in 10 years. We’ll just have to do it differently.”
Lundstrom remembers visiting his first microchip conference in 1975. “There was this fellow named Gordon Moore giving a talk,” he recalls. “He was well known within the technical community, but nobody else knew him.”
“And I remember the talk that he gave,” Lundstrom adds. “He said, ‘We will soon be able to place 10,000 transistors on a chip.’ And he added, ‘What could anyone possibly do with 10,000 transistors on a chip?’”
Se a sua empresa gera um grande volume de dados e quer usá-los a favor do seu negócio, é bem importante saber o que é Data Mining.
Em tradução literal, Data Mining significa mineração de dados. Consiste em usar a tecnologia para realizar a análise de grandes quantidades de dados, a fim de identificar padrões consistentes e extrair insights para aprimoramento dos processos.
O Data Mining pode ser utilizado em diferentes segmentos e vertentes dentro de um mesmo negócio, por exemplo, vendas, marketing, finanças etc.
Ao fazer a mineração de dados e transformá-los em informações, é possível tomar decisões mais assertivas e ter insights que podem ajudar no crescimento da empresa.
O que é Data Mining?
Data Mining, em português, mineração de dados, é um processo pelo qual se realiza a análise de grandes quantidades de dados.
O Data Mining permite filtrar do Big Data informações que realmente serão úteis para o propósito que pretende alcançar.
Em outras palavras, a mineração de dados identifica padrões, que literalmente são “minerados do mar de dados” gerados por uma empresa.
As informações extraídas do Data Mining são importantes aliadas para tomada de decisões em um negócio. Com essa base, é possível identificar problemas e também diversas oportunidades de negócios e de crescimento.
Para que serve o Data Mining?
Mas saber o que é Data Mining consiste também em entender para que esse processo serve.
O Data Mining serve para transformar dados brutos em informações de valor para uma empresa.
A sua alta capacidade analítica, que é determinada por algoritmos de Inteligência Artificial e de Machine Learning, faz conexões e correlações entre os dados, identifica padrões e anomalias.
Uma vez que os dados são transformados em informações, essas podem servir como base para o planejamento estratégico do seu negócio.
O Data Mining serve, por exemplo, para identificar padrões de comportamento dos consumidores.
Com essa resposta nas mãos, a sua empresa pode criar uma série de ações para aprimorar o relacionamento com os clientes, tais como, otimizar o atendimento, melhorar as campanhas de marketing, entre outras.
Quais as etapas do Data Mining?
A explicação do que é Data Mining só fica completa quando se entende as etapas que compõem esse processo, que são:
Definição do objetivo
Seleção dos dados
Limpeza dos dados
Aplicação das técnicas de mineração
Avaliação dos resultados obtidos
Utilização das informações
1. Definição do objetivo
A primeira etapa do Data Mining consiste em definir qual o objetivo do processo. Ou seja, é alinhar essa busca por informações aos objetivos estratégicos da empresa.
Para encontrar uma boa definição você pode, por exemplo, se basear em metas e indicadores que precisam ser melhorados.
2. Seleção dos dados
Com base no que foi determinado da etapa anterior, agora é preciso definir de onde os dados serão extraídos, ou seja, de qual fonte eles serão retirados.
É possível, por exemplo, fazer uma análise do CRM utilizado na sua empresa e extrair os dados gerados para usar como base nas suas tomadas de decisão.
3. Limpeza dos dados
Uma vez definida a origem, que deve estar alinhada com o objetivo, chega o momento de fazer a limpeza dos dados.
De uma maneira simples, consiste em selecionar apenas os dados condizentes com o propósito em questão, eliminando aqueles que não têm potencial para trazer os resultados pretendidos.
Lembre-se que isso tudo será feito com a ajuda da tecnologia. Considerando que o Data Mining visa analisar grandes quantidades de dados, isso não é possível de ser feito de outra forma, ou seja, apenas por interação humana.
4. Aplicação das técnicas de mineração
Esta fase consiste na aplicação de técnicas de mineração, que são metodologias baseadas em algoritmos que vão fazer a identificação de padrões, correlações e outras análises dos dados.
As técnicas de mineração são variadas. Entre as que podem ser aplicadas estão a regra de associação, redes neurais artificiais, árvores de decisão etc.
5. Avaliação dos resultados obtidos
Agora os dados foram transformados em informações. Com isso, é chegado o momento de fazer uma boa avaliação do que foi extraído.
Analisando as informações geradas pela mineração de dados é possível, por exemplo, traçar planos estratégicos para aumentar o nível de satisfação dos clientes e, com isso, contribuir para o crescimento da empresa.
6. Utilização das informações
Feita a avaliação do que foi extraído no processo de Data Mining, a última etapa consiste em usar os insights gerados, transformá-los em ações e, dessa forma, solucionar problemas e/ou aprimorar processos.
Sobre isso, é importante sempre manter o foco no objetivo principal que foi definido na primeira etapa, pois a mineração de dados realizada foi baseada nessa definição.
Quais técnicas podem ser utilizadas no Data Mining?
Na quarta etapa deste artigo sobre o que é Data Mining, mencionamos a aplicação de técnicas de mineração.
A fim de deixar esse conceito mais claro, vamos explanar um pouco algumas das técnicas que costumam ser mais utilizadas:
Regra de associação: faz a associação entre dois ou mais itens e contribui para encontrar padrões e tendências;
Redes neurais artificiais: técnica usada para identificar as relações entre os dados;
Árvores de decisão: gera inúmeras possibilidades de escolha para uma mesma questão a ser resolvida.
Como o Data Mining pode ajudar uma empresa?
Agora que você sabe o que é Data Mining e as etapas que compõem esse processo, é bem importante conhecer em quais pontos a mineração de dados pode ajudar a sua empresa.
O Data Mining pode ser visto como um importante diferencial competitivo. Entre as diversas possibilidades, esse processo ajuda a:
melhorar os serviços prestados tendo como base o comportamento dos clientes;
ter bases mais concretas para tomada de decisões;
tirar proveito maior dos dados que são gerados pela sua empresa;
identificar novas oportunidades de negócios;
fazer previsões de mercado.
Em quais áreas a mineração de dados pode ser utilizada? Exemplos de Data Mining
O Data Mining pode ser utilizado em diferentes segmentos, ou departamentos dentro de uma mesma empresa.
Quanto aos ramos de atuação, pode ser utilizado, por exemplo, na área de segurança pública, saúde, pesquisas científicas, telecomunicações, finanças, agricultura etc.
Na sua empresa, você pode utilizar a mineração de dados para melhorar os processos de vendas, marketing, captação de clientes, telemarketing, atendimento ao cliente etc.
Hoje nós viemos falar sobre o marco legal das Startups, essa nova lei que veio para criar um ambiente favorável para esse novo modelo de negócios, desburocratizando, reduzindo os custos e gerando mais investimentos para esse tipo de empresas.
Nomenclatura do termo “Startup”
O que significa Startup perante essa nova lei? No normativo legal, Startup são modelos de negócios voltados para produtos ou serviços inovadores que tenham renda de até R$ 16 milhões\ano e elas também têm que ter pelo menos 10 anos de CNPJ ativos.
Também ficou mais fácil constituir uma sociedade anônima, isso porque agora não precisa mais fazer o registro de publicação impresso, agora se pode fazer eletrônico, o que diminuiu os custos. Vale ressaltar que isso é apenas para empresas que tenham o faturamento anual de 78 milhões\ano.
Outro ponto importante é que antes as Startups tinham que ter pelo menos dois diretores, e agora, para ser sociedade anônima, basta um. Isso facilita bastante.
Investidores anjos
Os investimentos de inovação foram facilitados, ou seja, agora as Startups podem ter investimentos tanto de pessoa física quanto de pessoa jurídica.
Então, aí já tem a facilidade dos investidores anjos, isso porque o investidor ele pode, sim, investir nas Startups sem ter essa responsabilidade legal se caso uma empresa vier a falir, ou coisa do tipo.
Investimento em inovação
As empresas que são obrigadas a ter investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento, elas também podem, agora, investir em Startups. Elas podem lançar também editais de aceleração, editais de fomento de ideias para Startups.
Ambientes regulatórios experimentais
O que são os ambientes regulatórios experimentais? São os chamados Sandbox – são quando empresas testam produtos ou serviços tecnológicos e inovadores com menos restrições regulatórias. Esses programas já existiam, o Banco Central por exemplo, tinha muito esse tipo de programa, editais para Sandbox. Porém, agora tem uma maior segurança jurídica pra esse tipo de programa e muitas outras empresas podem vir a lançar mais programas desse tipo.
Startups podem participar de licitações
Essa legislação também criou uma modalidade diferenciada para licitação, pois agora órgãos públicos podem contratar empresas inovadoras, com ou sem risco tecnológico
O que significa esse risco tecnológico? Risco tecnológico, segundo a lei, são aquelas contratações que podem ou não gerar um produto final. As Startups são modelos de negócios de riscos.
Todas essas medidas favorecem o segmento. Cada vez mais podem haver cooperações entre órgãos públicos e Startups.
O assunto desse iCEV Explica foi produzido pela doutoranda em Administração, Diana Beatriz.
Fundo será usado pelos próximos dois anos para pesquisa externas e criação do programa, de olho na compatibilidade e na inclusão
Enquanto lida com os desdobramentos de mais uma crise em torno da relação de suas plataformas com a saúde mental dos usuários, o Facebook se prepara para dobrar a aposta nas trocas online que promove com o metaverso, aparentemente sua proposta final com a realidade virtual. Para tornar isso possível é preciso dinheiro, porém, e é nesse intuito que a companhia anunciou nesta segunda-feira (27) a criação de um novo fundo voltado ao projeto – com a premissa de uma construção “responsável”, ainda por cima.
De acordo com o anúncio oficial, o fundo é batizado oficialmente de XR Programs and Research Fund e conta com US$ 50 milhões para gastos em “programas e pesquisa externa” em torno do programa nos próximos dois anos. O ponto mais interessante, porém, é que com a criação do investimento a companhia enfim dá uma definição mais precisa ao metaverso, chamando-o da “próxima plataforma computacional” com “espaços virtuais que você pode criar e explorar com outras pessoas”, mesmo não estando fisicamente presente com as mesmas. Tudo a partir de uma oferta variada de produtos e serviços do próprio Facebook.
A empresa ainda comenta que a meta final do fundo é garantir que o metaverso seja construído de maneira que seja compatível com outros serviços e com pilares de inclusividade, privacidade, segurança e o que é descrito como “oportunidade econômica” para todos os interessados. Haverão conversas com reguladores, pesquisadores e parceiros da indústria sobre o programa, mas o Facebook já confirmou parcerias com organizações como a Women in Immersive Tech, Africa No Filter e a Electric South, além de se comprometer a “facilitar pesquisas externas e independentes” por grupos como a Universidade de Hong Kong e a Universidade Nacional de Cingapura.
Todas essas informações buscam reforçar a manobra da companhia para uma posição mais transparente – o que soa como necessário dado todo o escrutínio atual de seus aplicativos na esfera pública – mas o curioso aqui é o volume investido. Como bem nota o The Verge, ainda que US$ 50 milhões seja bastante, ele é muito pouco dentro do que o Facebook declara de lucro a cada trimestre e, por isso, parece até pouco a ser gasto para um projeto que é visto como algo de tamanha importância pelo CEO Mark Zuckerberg.
Todo dia tem notícia fresquinha sobre o que aconteceu na Bolsa. Basta abrir o portal mais próximo para ler que ela subiu, caiu, que as ações de tal empresa valorizaram, e que as de outras despencaram.
Aí aparecem aqueles termos e siglas que fazem parte de um vocabulário meio desconhecido para a maioria das pessoas. Tem units, share, day trade, PN, ON, BDR, e nos piores dias um circuit breaker.
Então começa a complicar um pouco, né? Mas dá pra dizer sem risco: todo mundo pode aprender sobre a Bolsa deixando o economiquês de lado.
O que tudo isso significa na prática? Como ela funciona? O que significa investir em ações ou ser acionista de uma empresa?
Imagine um grande mercado de rua.
Vendedores oferecem seus produtos, os consumidores avaliam tudo e compram alguns. Depois esses clientes também podem vender os produtos, comprar outros, e assim por diante. A Bolsa de Valores funciona mais ou menos assim.
Os clientes são os investidores.
Eles vão para a Bolsa em busca de ativos para comprar e vender. É possível comprar um produto por um preço e vender por outro preço no futuro – que pode estar maior ou menor do que o valor original, dependendo da variação do mercado.
Tem várias maneiras de participar desse mercado.
Existem estratégias com diferentes graus de complexidade, mas o princípio é sempre o mesmo: os investidores tentam fazer negociações que rendam mais dinheiro.
Não existe nenhum pré-requisito.
É preciso abrir uma conta em uma instituição que faça a ponte entre as pessoas e a Bolsa, como as corretoras de valores. Quem tem uma conta nelas pode ver os produtos de investimento da B3, a Bolsa de Valores brasileira, e fazer suas compras e vendas.
Entender o seu perfil de risco é essencial.
Mais conservador ou mais arriscado? Assim você consegue fazer as melhores escolhas pro seu dinheiro, e as corretoras te avisam caso algum investimento não se encaixe no seu perfil.
As ações são o tipo de investimento mais conhecido.
Uma ação nada mais é do que um pedacinho de uma empresa que está na Bolsa – e investir nela é comprar esses pedacinhos. As empresas usam o dinheiro que recebem da venda de ações para executar melhorias, expansões e continuar os planos para ter um negócio ainda mais bem sucedido.
Como consigo faturar com isso, então?
Comprando e vendendo ações:
Imagine que você comprou ações de uma empresa valendo R$ 10. O negócio está indo super bem, o mercado está favorável, e, depois de um tempo, essas ações passam a valer R$ 11. Quem comprou ações no preço antigo pode agora vender pelo preço novo. Nesse caso, o investimento rendeu 10%.
Mas lembre-se sempre do risco.
A pessoa que comprou as ações por R$ 10 espera que elas se valorizem, mas nem sempre é isso que acontece. Pode ser que o preço caia, suba de novo, estabilize, caia novamente… A Bolsa oscila e é influenciada por diversos fatores, tanto de economia, quanto das próprias atividades das empresas.
Por isso é importante estudar bem:
Conheça a fundo a empresa em que você está escolhendo investir. Leia os materiais publicados pela empresa para os seus acionistas, acompanhe notícias sobre ela e sobre o mercado em que ela atua, e se informe sobre seus valores e atividades.
Investimento responsável.
Sabendo dos riscos, este pode ser um caminho incrível pro futuro do seu patrimônio. Mas é essencial tomar todos os cuidados e se munir de informações antes de escolher seu investimento. Se você pretende ser sócio de um negócio, tem que conhecer onde está colocando seu dinheiro.
A traição vai custar ao bolso do marido infiel R$ 20 mil, valor fixado para a indenização
Uma decisão inédita do Tribunal de Justiça de São Paulo poderá servir de base em ações similares para garantir às pessoas que forem vítimas de traição dentro da própria casa uma indenização por danos morais. Esse foi o entendimento da 4ª Câmara de Direito Privado do TJSP, que manteve decisão do juiz Cassio Ortega de Andrade, da 3ª Vara Cível de Ribeirão Preto. O magistrado condenou um homem a indenizar a ex-esposa por ter levado a amante para a casa onde vivia com a família e ali consumado a traição. As informações são do UOL.
A decisão foi divulgada na semana passada e vai custar ao bolso do marido infiel R$ 20 mil, valor fixado para a indenização. No caso em questão, a ação foi movida pela ex-mulher, que vinha desconfiando das traições do companheiro e pediu a ajuda de vizinhos no sentido de que fornecessem imagens das câmeras de suas residências para comprovar a sua tese.
Foi por meio dessas imagens que ela descobriu que o ex-marido havia levado a amante para a residência em que o casal vivia com os três filhos. A constatação teria causado, na avaliação do desembargador Natan Zelinschi de Arruda, “enorme angústia e desgosto”, atingindo a “honra subjetiva” da à mulher. Ainda segundo a tese da defesa, a simples traição ou relação extraconjugal não justificaria uma indenização, mas, “diante da insensatez do réu ao praticar tais atos no ambiente familiar, onde as partes moravam com os três filhos comuns”, a vítima acabou exposta a situação vexatória.
A decisão foi unânime em julgamento que teve a participação de outros dois desembargadores.
O direito ao esquecimento nada mais é do que a prerrogativa que o indivíduo detém de tutelar informações suas que estão ao alcance da coletividade.
Isto, quando estas implicam algum prejuízo na projeção da sua imagem perante terceiros.
O direito ao esquecimento tem como origem as condenações criminais de ex-detentos e hoje está em vigor no Brasil a aplicação, ou não, o direito ao esquecimento na seara cível.
Direito ao esquecimento não é apagamento de informações
O termo “direito ao esquecimento” induz a uma ideia simplista do instituto, a uma ideia errônea de que ele só poderia ser efetivado por meio do mero apagamento de informações, o que não é verdade, ele não busca reescrever a história, então precisamos entender qual o seu real fundamento jurídico positivo.
Em verdade, não é somente a privacidade, mas sim a autodeterminação informativa. Isto porque a privacidade é dotada de uma função restritiva, uma função preservativa, das informações não serem repassadas à coletividade.
Já a autodeterminação informativa tem uma função construtiva, de realmente reescrever a identidade do indivíduo perante à coletividade.
Qual o real desafio para a efetivação do direito ao esquecimento no Brasil?
O equilíbrio dos interesses em jogo: de um lado nós temos a autodeterminação informativa e temos a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, muito caras à sociedade brasileira no contexto democrático, por isso, sempre valorizadas.
No entanto, não existem direitos absolutos, dessa forma deverá ser realizada a ponderação nos casos concretos, para que eles se equilibrem e coexistam e o direito ao esquecimento consiga, por fim, ser efetivado.
Para isso, deve se ver e as informações tem um impacto maior para a coletividade ou para o indivíduo, caso sejam retiradas ou atualizadas.
Caso emblemático sobre direito ao esquecimento
No Brasil, há um caso emblemático que envolve o direito ao esquecimento e que foi julgado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal. Trata-se do caso Aída Cury, no qual foi ajuizado uma ação de reparação contra a TV Globo por veicular o conhecido crime tratando das vítimas e dos fatos e fotos reais.
O início do julgamento do caso Aída Cury nos tribunais superiores se deu no Superior Tribunal de Justiça, no qual foi reconhecido que existe sim direito ao esquecimento no Brasil, mas que ele não seria aplicado a esse caso concreto.
O Tema 786
Já no STF, foi reconhecido a repercussão geral “Tema 786”, nele, a Procuradoria Geral de Justiça opinou pela seguinte tese:
Existe direito ao esquecimento, como advindo da dignidade da pessoa humana, do direito à privacidade, mas que esse deve ser sim ponderado, conforme dito anteriormente, com direito à informação e com direito à liberdade de imprensa.
Nesse sentido, também votaram os Ministros do Supremo Tribunal Federal, como o presidente Luiz Fux, que entendeu que existe sim o direito ao esquecimento que ele é advindo da dignidade da pessoa humana e que poderá ser aplicado no Brasil, contudo, por ser um fato notório e de domínio público o caso Aída Cury também não seria alvo deste instituto.
Incompatibilidade com a Constituição
Apesar disso, o julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal entendeu e fixou como tese a de que o direito ao esquecimento, entendido como o poder de obstar a divulgação de dados verídicos, é incompatível com a Constituição.
Embora seja legítima a preocupação dos Ministros com alguma espécie de censura que pudesse a vir ser concretizada desde o primeiro grau de jurisdição, é factível que o direito ao esquecimento, é sim, consequência do direito a dignidade da pessoa humana, do direito da personalidade e do direito da autodeterminação informativa.
Por isso, esse aspecto em si da tese foi bastante criticado por muitos doutrinadores e juristas. Apesar do teor desse julgamento, ainda é possível que se pleiteie o reconhecimento do direito ao esquecimento no caso concreto, ainda mais no que se referia ao direito ao esquecimento no ambiente digital.
Já que não há apreciação desse específico tema pelo Supremo Tribunal Federal e nele, há outras alternativas, que não a exclusão de dados, para que seja o instituto efetivado, como a desindexação de links ou a mera atualização ou adição de informação.
O assunto desse iCEV Explica foi produzido pela tutora Rayssa Nascimento.
Entre as principais mudanças estão a avaliação de desempenho e regras para convênios com empresas privadas
Foto: Gustavo Sales / Câmara dos Deputados
A reforma administrativa (PEC 32/2020) foi aprovada com 28 votos a favor e 18 contra, depois de mais de seis horas de reunião na comissão especial da Câmara dos Deputados, na quinta-feira (23/9).
Entre as principais mudanças apresentadas pelo relator, Arthur Maia (DEM-BA), estão a avaliação de desempenho de servidores, as regras para convênios com empresas privadas e gestão de desempenho.
Os membros da oposição atrasaram o máximo que puderam a votação do parecer de Maia. A sétima e última versão do substitutivo retirou algumas concessões que haviam sido feitas aos partidos contrários à PEC.
O relator manteve, por exemplo, os instrumentos de cooperação com empresas privadas, uma das principais críticas da oposição, que entende que os convênios poderiam desviar recursos da Saúde e da Educação e prejudicar a qualidade de serviços públicos.
Os oposicionistas também criticaram o trecho do texto que trata de regras para contratações temporárias, por até dez anos. Maia destacou que os contratos temporários terão processo seletivo impessoal, ainda que simplificado, e os contratados terão direitos trabalhistas. O processo seletivo simplificado só é dispensado em caso de urgência extrema.
Como os partidos de oposição, que somam 145 votos, fecharam questão contra a reforma, haverá uma margem apertada para a votação da em plenário, onde são necessários 308 votos.
A Comissão ainda precisa analisar 21 destaques e, depois de finalizada essa etapa, o texto segue para o plenário.
Ao comentar nesta semana sobre o trâmite do texto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que “espera que o texto saia da comissão redondo” de forma a facilitar o processo deliberativo, uma vez que será preciso contar com votos apenas da base e dos partidos independentes para aprovar a PEC.
Nesta última sexta-feira (24), o conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou as regras gerais para a implementação do 5G no Brasil e marcou a data do leilão da tecnologia para o dia 4 de novembro.
Na reunião extraordinária foram discutidos os últimos ajustes para a licitação das radiofrequências 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Este será o maior leilão já realizado pela instituição.
Anatel marca leilão do 5G para 4 de novembro.
A decisão prevê que as operadoras envolvidas comecem a oferecer o sinal de 5G até 31 de julho de 2022. Os prazos estipulados são os seguintes:
5G disponível nas capitais brasileiras até 31 de julho de 2022;
Em cidades com mais de 500 mil habitantes até 31 de julho de 2025;
Em municípios com mais de 200 mil habitantes até 31 de julho de 2026;
Cidades com mais de 100 mil habitantes até 31 de julho de 2027;
Enquanto nas com mais de 30 mil habitantes até 31 de julho de 2028.
Durante a reunião, o conselho da Anatel afirmou que a Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE) – órgão que será criado com funcionários dos Ministérios da Educação e Comunicações – deverá acompanhar a obrigação das operadoras fornecerem internet para as escolas públicas do país.
O processo do edital foi iniciado em 12 de novembro de 2020, quando encaminhado para deliberação pelo Conselho Diretor. Em 25 de fevereiro de 2021, a proposta foi aprovada pelo colegiado e, em seguida, encaminhada à apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU) – que deliberou sua aprovação com sete votos a favor em 25 de agosto de 2021.
Papel das operadoras
As operadoras de telefonia que comprarem as radiofrequências devem seguir uma série de exigências. Os arrematadores das frequências 3,5 GHz, por exemplo, deverão se responsabilizar pela criação da rede privada de 5G do governo federal que será utilizada pelos órgãos públicos, no entanto, a Anatel ampliou o prazo para o feito.
Além disso, as operadoras responsáveis por essa que será a mais concorrida das frequências por ser a mais utilizada no mundo e que afeta diretamente o consumidor final, também devem:
Expandir 13 mil quilômetros de cabos de fibra ótica nos leitos dos reios da região Norte;
Realizar a troca da faixa de 3,5 GHz que é responsável pela transmissão de TV via parabólica, migrando os usuários para banda Ku e distribuindo kits para conversão.
O restante de todas as operadoras que participarem do leilão do 5G devem investir em instalação de rede 4G em munícipios com mais de 600 habitantes, ampliar a cobertura nas estradas do país e fomentar o roaming nacional obrigatório.
A sanção da lei 14.181/21 contribui para uma necessária evolução do mercado de crédito, bancário e financeiro para o paradigma do crédito responsável.
Sancionada no dia 1/7/21, a lei 14.181/21 atualiza o Código de Defesa do Consumidor para estabelecer um novo regime jurídico de prevenção e tratamento do superendividamento no Brasil.
Não se trata de uma espécie de falência da pessoa física, mas sim de uma verdadeira política pública de fomento à concessão de crédito de maneira responsável, de educação financeira e de promoção de conciliação através de planos de pagamento, preservando-se a renda necessária para manutenção do consumidor superendividado e sua família com dignidade.
O projeto de lei, elaborado por renomada comissão de juristas presidida pelo Ministro Herman Benjamin e relatada por Claudia Lima Marques (UFRGS), foi apresentado ao Senado ainda em 2012. A proposta foi subsidiada pela experiência do Projeto Piloto desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, com destaque para a atuação das magistradas Clarissa Costa de Lima e Karen Bertoncello. A sua aprovação nesse momento de pandemia e por unanimidade, após amplo debate no Congresso Nacional, surge como uma possível resposta ao grave problema social e econômico, que corresponde à exclusão do mercado – morte civil – de milhões de consumidores superendividados.
Segundo estudo da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) e do Instituto do Capitalismo Humanista, a nova legislação pode inserir na economia brasileira mais de R$ 350 bilhões de reais, sem ampliar o gasto público. É relevante a atuação do Poder Público para harmonizar as relações de consumo e permitir o resgate dos consumidores superendividados ao mercado, beneficiando a economia nacional.
Em resumo, a lei 14.181/21:
Protege apenas o consumidor pessoa natural e de boa-fé, viabilizando o pagamento das suas dívidas com a preservação de uma renda mínima digna, a ser avaliada no caso concreto, o mínimo existencial;
Estabelece como direito básico do consumidor a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e ambiental, de prevenção e tratamento extrajudicial e judicial das situações de superendividamento;
Promove a revisão e a repactuação (e não o perdão) da dívida, passando da cultura da dívida para a cultura do pagamento;
Descreve condutas que são vedadas ao fornecedor de produtos e serviços de crédito, prevenindo o superendividamento, fomentando as práticas de crédito responsável, de avaliação de riscos e informações claras e adequadas ao consumidor.
E reforça a proibição de algumas práticas abusivas (arts. 54-C e 54-G do CDC):
Indicar que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor;
Ocultar ou dificultar a compreensão sobre os ônus e os riscos da contratação do crédito ou da venda a prazo ou não entregar ao consumidor cópia da minuta e do contrato;
Assediar ou pressionar o consumidor para contratar o fornecimento de produto, serviço ou crédito, principalmente se se tratar de consumidor idoso, analfabeto, doente ou em estado de vulnerabilidade agravada ou se a contratação envolver prêmio;
Condicionar o atendimento de pedidos do consumidor ou o início de tratativas de composição amigável ou repactuação de dívidas à renúncia ou à desistência de ações, ao pagamento de honorários advocatícios ou a depósitos judiciaiS;
Cobrar quantias que tenham sido contestadas pelo consumidor em compra realizada com cartão de crédito (CDC, art. 54-G, I) ou dificultar o bloqueio da utilização fraudulenta do cartão de crédito ou similar;
Para evitar que as dívidas se eternizam em execuções judiciais sem efetividade e promover o pagamento aos credores, o Código de Defesa do Consumidor agora prevê as seguintes ferramentas jurídicas:
Avaliação criteriosa e responsável de risco na concessão do crédito;
Direito à informação adequada e clara ao consumidor – considerada sua idade – sobre a natureza e a modalidade do crédito oferecido, sobre todos os custos incidentes e sobre as consequências genéricas e específicas do inadimplemento, bem como sobre a identidade do agente financiador;
Exercício do direito de arrependimento de contratos de crédito quando o consumidor de arrepender, no prazo legal, da compra do bem financiado (automóveis, por exemplo, na forma do art. 54-F, § 1º, CDC) ou quando houver inexecução de qualquer das obrigações e deveres do fornecedor de produto ou serviço do bem financiado (CDC, art. 54-F, § 2º);
Instauração de processos de repactuação de dívidas, a pedido do consumidor, para que em audiência conciliatória todos os credores de dívidas de consumo, inclusive operações de crédito, compras a prazo e serviços de prestação continuada, (CDC, art. 104-A), obrigatoriamente participem da elaboração de um plano de pagamento, para que os débitos sejam quitados em 5 anos, preservado o mínimo existencial para a subsistência do consumidor e sua família e eventuais garantias de pagamento.
Se a conciliação for inexitosa, o juiz instaurará processo por superendividamento para revisão e integração dos contratos e repactuação das dívidas remanescentes mediante plano judicial compulsório e procederá à citação de todos os credores cujos créditos não tenham integrado o acordo porventura celebrado (CDC, art. 104-B).
O plano judicial compulsório assegurará aos credores o valor do principal devido, corrigido monetariamente por índices oficiais de preço e preverá a liquidação total da dívida, mas somente após a quitação do plano de pagamento consensual, também em, no máximo, 5 (cinco) anos.
A lei ainda impõe uma moratória, assim prevê o pagamento da primeira parcela até 180 dias depois da homologação judicial. A instituição de núcleos de conciliação e mediação de conflitos oriundos de superendividamento reunindo os credores das dívidas de consumo contribui com o desafogamento do Poder Judiciário, na medida em que ações e execuções individuais que perpetuam no tempo sem perspectiva de um resultado efetivo passam a ser solucionadas em bloco, envolvendo diversos credores em uma mesma composição amigável, seja nos CEJUSCs dos Tribunais, nos PROCONs, nas Defensorias Públicas.
A nova lei não protege o consumidor cujas dívidas tenham sido contraídas mediante fraude ou má-fé, sejam oriundas de contratos celebrados dolosamente com o propósito de não realizar o pagamento ou decorram da aquisição ou contratação de produtos e serviços de luxo de alto valor.
Prevalece a boa-fé, via de mão dupla, que deve ser observada tanto por consumidores quando fornecedores no mercado. A atualização do CDC segue as diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), do Banco Mundial e de outras organizações internacionais para a proteção financeira do consumidor. É preciso lembrar que a ordem econômica “tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social” (Art. 170 da Constituição Federal de 1988).
Apesar dos vetos às regras sobre crédito consignado, que esperamos sejam revertidas pela sabedoria do Parlamento, as mudanças aprovadas após dez anos de estudos e lutas atualizam o Código de Defesa do Consumidor de acordo com a vitória na ADIn 1591, conhecida como ADIN dos Bancos, e segundo as melhores práticas mundiais.
A sanção da lei 14.181/21 contribui para uma necessária evolução do mercado de crédito, bancário e financeiro para o paradigma do crédito responsável e reforçam a boa-fé que deve guiar as relações de consumo, valorizando o microssistema do CDC e a retomada da economia brasileira com mais dignidade do consumidor. Devolve-se ao superendividado a possibilidade de gestão do seu patrimônio, a dignidade de saldar as suas dívidas e reingressar no mercado de consumo, beneficiando a todos.
A preocupação com a aplicação de conceitos de sustentabilidade nos negócios chegou a diversos setores – de acordo com um recente estudo realizado pelo IBV (Institute for Business Value), vinculado à empresa de tecnologia IBM, nove em cada dez empresas afirmaram que vão trabalhar em iniciativas de sustentabilidade até o final de 2021. No relatório “A última chamada para a sustentabilidade” , 1.900 executivos globais de empresas de varejo e bens de consumo foram entrevistados. Ao mesmo tempo em que a maioria quer mostrar ao mercado que está focada em se adequar a uma economia mais limpa, menos de um terço dos respondentes definiram formas de medir suas metas de sustentabilidade.
De acordo com o vice-presidente e líder da Indústria de Distribuição da IBM, Carlos Capps, o estudo buscou quantificar a importância da sustentabilidade pelo ponto de vista do consumidor. “O relatório mostra que existe a intenção por parte dos consumidores de pagar por práticas sustentáveis, o que ainda não havia sido mensurado. Como fabricante ou varejista, as decisões são tomadas pensando em tendências” , disse Capps.
Segundo os dados do levantamento, 84% dos consumidores indicam que a sustentabilidade ambiental é moderadamente importante. Em comparação a dois anos atrás, 22% a mais dos consumidores afirmam que a responsabilidade ambiental é muito ou extremamente importante na hora de formar uma opinião sobre uma marca. Além disso, os consumidores estão dispostos a gastar mais em marcas que são ambientalmente e responsáveis.
Para mudar a forma como os negócios acontecem, em 2006 foi criado o Movimento Global de Empresas B nos Estados Unidos, com o objetivo de redefinir o que é ter sucesso na economia. O movimento defende que sejam considerados não apenas o êxito financeiro, mas também o bem-estar da sociedade e do planeta.
Para a diretora executiva do Sistema B no Brasil, Francine Lemos, a vantagem em assumir compromissos públicos é que a empresa começa a ser cobrada pelos atores que esperam os resultados que foram prometidos. “A sigla ESG trouxe o investidor para essa discussão e ele está muito mais sensível a questões sociais e ambientais, impulsionado também pela pandemia”, disse.
Por mais que o relatório tenha mostrado que os consumidores estão dispostos a pagar mais, países diferentes podem ter comportamentos distintos. “No Brasil, por mais que as pessoas não paguem a mais por estes serviços, elas podem deixar de comprar um determinado produto caso a empresa tenha tido algum problema ou questão socioambiental mais grave” , afirmou.
Segundo Capps, uma forma de mensurar e rastrear os resultados atrelados aos compromissos públicos é o uso de tecnologia. Aplicações de blockchain e inteligência artificial podem rastrear uma cadeia de produção inteira. “A tecnologia é a chave para garantir que a promessa seja real e que o consumidor não seja pego por uma informação enganosa na embalagem” ,disse Capps.
Além das ações das empresas e das vontades dos consumidores, é preciso que políticas públicas sejam desenvolvidas para direcionar o ambiente de negócios. “O mercado nunca vai responder na velocidade em que a sociedade e o planeta demandam” , disse Francine. “Precisamos advogar por políticas públicas que favoreçam negócios de impacto.”
Sem o ataque às Torres Gêmeas, não haveria clima para a eleição do Trump em 2016.
Logo após o atentado, o comentarista político George Will deixou registrado no The Wall Street Journal: “A história voltou de férias”. Era uma referência a O Fim da História e o Último Homem, best-seller do sociólogo americano Francis Fukuyama. Que basicamente dizia: com o fim do comunismo na Europa, a história com H maiúsculo tinha acabado. A democracia liberal vencera, para sempre. E não haveria mais grandes disputas ideológicas, filosóficas ou religiosas. Na breve paz entre
o fim da União Soviética, no Natal de 1991, e o 11 de Setembro, falar nesse fim da história não soava risível.
Definitivamente, a catástrofe que levou 2.997 vidas marcou uma nova era geopolítica. Uma era em que agentes não estatais – começando pela AlQaeda de Bin Laden – se tornaram inimigos mais importantes do que Estados com exércitos regulares.
Começava a era da Guerra ao Terror.
A era do terror. Daria para o 11 de Setembro não ter acontecido. Bastaria que a conspiração fosse debelada a tempo – e a CIA sabia, segundo o levantado nas investigações do Senado americano, que os terroristas estavam no país, mas não agiu nem compartilhou a informação com outras autoridades. Caso o ataque tivesse sido frustrado, e não houvesse a mobilização e o investimento necessários para realizar outro de igual magnitude, o mundo seria bem diferente deste aqui onde você está sentado agora. O ataque gerou uma onda de fúria nos EUA, comparável só a Pearl Harbor em 1941. E George W. Bush agiu rápido: invadiu o Afeganistão, que dava guarida à Al-Qaeda. Antes que 2001 chegasse ao fim, já tinha deposto o governo Talibã. Se havia alguma reação possível naquele momento, era essa.
Bush quase certamente deve a isso sua reeleição em 2004. Era visto até então como uma figura simplória, completamente despreparada para o cargo. O termo “bushismo” indicava alguma coisa estúpida dita pelo presidente. Antes do atentado, tinha por volta de 50% de popularidade, com viés de baixa. Logo a seguir, sua aprovação foi a 85%.
Sem o 11 de Setembro, assim, teríamos o democrata John Kerry eleito em 2004. Kerry vinha de uma carreira como veterano do Vietnã, e se tornou pacifista. Militava também por medidas contra o aquecimento global. Faria, provavelmente, um mandato parecido com o do democrata Bill Clinton, entre 1993 e 2001, no qual o maior evento foi um escândalo sexual com a estagiária.
No lugar de Obama em 2008, teríamos ou Kerry 2, ou – por conta da crise econômica de 2008, que não tem nenhuma ligação com guerras ou com o 11 de Setembro – um republicano também moderado, eleito com promessas econômicas. Certamente não Donald Trump.
Porque o clima cultural que elegeu Trump não existiria. A Guerra ao Terror cambiou todo o debate para a direita e extrema-direita. Fez com que figuras moderadas fossem acusadas de ser complacentes com o inimigo. Foi um clima cultural defensivo e conservador. O próprio ataque incentivou uma novidade: a da propagação em massa
de teorias da conspiração pela internet. Uma ideia de guerra cultural foi ganhando espaço. O movimento Tea Party, um republicanismo radicalizado, não teria surgido. Sem a alt-right americana, é difícil imaginar a ascensão, no Brasil, de uma figura como Jair Bolsonaro. Sua campanha reproduziu quase integralmente o método que tinha dado certo para Donald Trump em 2016: incutir, com muita teoria conspiratória, a ideia de que o modo de vida conservador e cristão estava ameaçado por um progressismo caótico, desvirtuado.
Sem essa fórmula, a candidatura talvez não ganhasse força, e as eleições de 2018 provavelmente seriam o clássico PT x PSDB das últimas duas décadas. Se aqui pelo Ocidente seguiria o clima de “fim da história” , do outro lado do mundo, a história estaria voando na pista. O Talibã se manteria no poder. Mas não isolado. Em 2001, o Talibã era reconhecido por Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Ainda contava com a simpatia do vizinho Turcomenistão e um princípio de aproximação com a China. Desses, o Paquistão seria a aliança mais fundamental. Era então uma ditadura comandada por Pervez Musharraf, um general decisivamente secular, mas pragmático nas relações com fundamentalistas. Detalhe: o Paquistão é uma potência nuclear.
E uma potência com propensão a vazamentos (ao menos até 2001). Dois físicos nucleares paquistaneses colaboraram com o regime afegão e com terroristas por eles protegidos. Sultan Bashiruddin Mahmood e Chaudhry Abdul Majeed eram fundadores de um grupo radical islâmico, o Ummah Tameer-e-Nau (UTN). E conduziram encontros com o Talibã e a Al-Qaeda para discutir armamentos nucleares. O encontro foi revelado por documentos encontrados em outubro de 2001, na ocupação de Cabul pelos EUA. O UTN foi declarado como grupo terrorista e a dupla de físicos acabou presa pelo governo paquistanês, que havia dado um giro de 180 graus em suas relações com o Talibã após o 11 de Setembro, se aliando completamente a Washington.
Foi divulgado que eles não saberiam como fazer uma bomba. Mas o fato é que a troca de informação havia apenas começado, e não pararia sem o 11 de Setembro.
A oeste de Paquistão e Afeganistão, um outro jogador seguiria intacto: Saddam Hussein. Ainda que a Guerra do Iraque tenha acontecido sob a justificativa de que ele estava produzindo armas de destruição em massa, ela só aconteceu no clima cultural pós-11 de Setembro. Sem isso, Saddam continuaria ditador.
Saddam não tinha armas de destruição em massa, sabe-se hoje. Mas certamente queria ter. Assim como outro inimigo dos EUA: o Irã, que então caminhava para normalizar suas relações com o Paquistão, mas se afastou após Musharraf apoiar incondicionalmente os EUA.
Sem o 11 de Setembro, a tecnologia atômica do Paquistão teria condições de migrar para o Irã, para o Iraque, e em algum momento para o Talibã – sim, o Afeganistão parece pobre demais para abrigar bombas atômicas, mas a Coreia do Norte também é miserável e abriga. Quando um país está nuclearizado, não importa o regime, é game over: se torna praticamente imune à intervenção.
Aí, se acontecesse um 11 de Setembro mais para a frente e o Talibã abrigasse os autores, não daria para invadir. Mas o perigo maior seria outro: essa farra atômica fazer com que armas nucleares acabassem nas mãos de terroristas mais apocalípticos e mais globais que o Talibã, que se contenta em dominar o Afeganistão. Diferentemente de qualquer país, um grupo assim não hesitaria em usá-las.
Ainda faltam a votação de destaques (sugestões de alteração no texto) e a votação no Senado. Especialista criticam a proposta e veem nela uma piora em relação às atuais regras partidárias e eleitorais.
A Câmara aprovou no início desse mês o texto-base do novo Código Eleitoral, que propõe uma ampla mudança nas regras para partidos e para as eleições.
Ainda faltam ser votados destaques do texto (sugestões de alteração no projeto). Depois, para virar lei, precisa ser aprovado também no Senado. As mudanças só valerão para as eleições do ano que vem se passar pelo Congresso e for sancionada até um ano antes do pleito.
A reportagem explica a proposta segundo os seguintes pontos:
Divulgação de pesquisas
Institutos de pesquisa
Quarentena para candidaturas
Fundo partidário
Receita Federal
Teto para multas
Contratação de empresas
Informações falsas
Competência do TSE
Prescrição de processos
Caixa dois
Transporte de eleitores
Inelegibilidade
Anistia a partidos
Votos para mulheres, negros e indígenas
1. Divulgação de pesquisas
Pelo projeto, as pesquisas realizadas em data anterior ao dia das eleições só poderão ser divulgadas até a antevéspera do pleito.
Hoje, institutos podem divulgar pesquisas de intenção de voto até o dia da eleição. No caso de levantamentos realizados no dia das eleições, a divulgação só será permitida, no caso de presidente da República, após o horário previsto para encerramento da votação em todo território nacional.
Para os demais cargos, a divulgação poderá ser feita a partir das 17h, no horário local.
2. Institutos de pesquisa
Institutos de pesquisa terão que informar obrigatoriamente qual foi o percentual de acerto das pesquisas realizadas nas últimas cinco eleições.
O texto permite ainda que Ministério Público, partidos e coligações peçam à Justiça Eleitoral acesso ao sistema interno de controle das pesquisas de opinião divulgadas para que confiram os dados publicados.
Além disso, caso a Justiça autorize, o interessado poderá ter acesso ao modelo de questionário aplicado.
Segundo a proposta, o instituto de pesquisa encaminhará os dados no prazo de dois dias e permitirá acesso à sede ou filial da empresa “para exame aleatório das planilhas, mapas ou equivalentes”.
3. Quarentena para candidaturas
Inicialmente, o projeto trazia uma quarentena de cinco anos para militares, policiais, juízes e procuradores que quisessem se candidatar a partir de 2026. O afastamento obrigatório das funções foi incluído pela relatora da matéria, deputada Margarete Coelho (PP-PI), mas, após pressão de parlamentares, foi retirado do texto durante a votação.
4. Fundo partidário
O projeto lista uma série de despesas que podem ser pagas com recursos públicos do fundo partidário – como em propagandas políticas, no transporte aéreo e na compra de bens móveis e imóveis.
Diz ainda que a verba pode ser usada em “outros gastos de interesse partidário, conforme deliberação do partido político”.
Isso, segundo especialistas, abre brecha para que qualquer tipo de despesa seja paga com o fundo — desde helicóptero a churrascos com chopp.
5. Receita Federal
O projeto prevê que a apresentação dos documentos de prestação de contas dos partidos (arrecadação e despesas) seja feita por meio do sistema da Receita Federal, não mais pelo modelo atualmente usado pela Justiça Eleitoral. Técnicos afirmam que a mudança atrapalha as tabulações e os cruzamentos de dados feitos pela Justiça Eleitoral.
6. Teto para multas
A proposta estabelece o teto de R$ 30 mil para multar partidos por desaprovação de contas. Hoje, a legislação prevê que a multa será de até 20% do valor apontado como irregular, o que segundo especialistas pode chegar na casa dos milhões no acumulado.
Além disso, o projeto prevê que a devolução de recursos públicos usados irregularmente pelos partidos deve ocorrer apenas “em caso de gravidade”.
7. Contratação de empresas
Permite que partidos contratem, com recursos do fundo partidário, empresas privadas para auditar a prestação de contas. Isso, na visão de técnicos, “terceiriza” o trabalho da Justiça Eleitoral, que hoje faz o acompanhamento diretamente, sem intermediários.
8. Informações falsas
A proposta cria uma punição para quem divulgar ou compartilhar fatos “que sabe ou gravemente descontextualizados” com o objetivo de influenciar o eleitor.
A pena, segundo a proposta, é de um a quatro anos e multa. A pena pode ser aumentada, por exemplo, se o crime for cometido por meio da internet ou se for transmitido em tempo real; com uso de disparos de mensagem em massa; ou se for praticada para atingir a integridade das eleições para “promover a desordem ou estimular a recusa social dos resultados eleitorais”.
9. Competência do TSE
O texto permite que TSE expeça regulamentos para fazer cumprir o Código Eleitoral, mas abre espaço para que o Congresso suspenda a eficácia desses normativos caso considere que o TSE foi além dos seus limites e atribuições.
10. Prescrição de processos
A proposta diminui o prazo da Justiça Eleitoral para a análise da prestação de contas dos partidos de cinco para três anos, sob pena de extinção do processo.
Além disso, outro dispositivo permite que novos documentos sejam apresentados a qualquer momento do processo pelos partidos. Segundo técnicos da Justiça Eleitoral, as duas mudanças facilitam a prescrição dos processos.
11. Caixa dois
Institui o crime de caixa 2, que consiste “doar, receber ou utilizar nas campanhas eleitorais, próprias ou de terceiros, para fins de campanha eleitoral, recursos financeiros, em qualquer modalidade, fora das hipóteses e das exigências previstas em lei”.
A Justiça, no entanto, poderá deixar de aplicar a pena se a omissão ou irregularidade na prestação de contas se referir a valores de origem lícita e não extrapolar limite legal definido para a doação e para os gastos.
Na avaliação do Transparência Partidária, o dispositivo que limita a atuação da Justiça Eleitoral a verificar a regularidade da origem e a destinação dos recursos também dificulta a fiscalização do caixa 2.
12. Transporte de eleitores
O texto propõe a descriminalização do transporte irregular de eleitores.
Pelo projeto, a infração passa a ser punida na esfera cível com aplicação de multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil, sem prejuízo da possibilidade de ajuizamento de ação pela prática de abuso de poder.
13. Inelegibilidade
O projeto altera o período de inelegibilidade definido pela Lei da Ficha Limpa – o prazo continua sendo de oito anos, mas começará a contar a partir da condenação e não mais após o cumprimento da pena.
Durante a votação dos destaques, os deputados incluíram no Código um dispositivo que torna inelegível, por oito anos, o mandatário que renunciar durante processo de cassação.
Atualmente, o trecho já faz parte da Lei da Ficha Limpa, mas estava fora do Código.
14. Anistia a partidos
Na última versão do relatório, a relatora, Margarete Coelho (PP-PI), propôs anistiar partidos que não cumpriram a cota de sexo e de raça em eleições antes da promulgação da lei. Ou seja, as siglas não seriam punidas com multas ou suspensão dos fundos partidário e eleitoral, nem com a necessidade de devolver os recursos. O relatório, agora, prevê que os critérios para refinanciamento das sanções serão definidos em legislação futura.
15. Votos para mulheres, negros e indígenas
Para fins de distribuição do fundo partidário, votos dados a mulheres, negros e indígenas eleitos serão contados em dobro.
Dentro da área de tecnologia, uma das profissões que mais cresce é a de programador. Afinal, eles são fundamentais para o desenvolvimento das empresas do século XXI, onde vivemos grandes transformações digitais e acompanhar a tecnologia é primordial para empreender com sucesso.
O desenvolvedor é o responsável por organizar códigos e linguagens de programação dentro da tecnologia da informação. Isto é, uma série de automatizações que chamamos de programas ou sistemas de computador(software), facilitando as operações humanas na atualidade.
Iniciativa, independência e perseverança para aprender e resolver problemas de maneira autodidata. Essas características, além das habilidades técnicas, também são valorizadas pelo mercado.
Além disso, os profissionais de tecnologia não precisam ficar restritos à área. É possível aproveitar para explorar outros conhecimentos que possam contribuir com o seu trabalho, como gestão de negócios e design.
Confira as dicas de como ser um bom programador:
Dica 1: Não pare de aprender
Não ache que você vai aprender a programar somente no trabalho, bons programadores sempre procuram aprender algo novo, seja uma nova linguagem, uma nova técnica, uma nova ferramenta, ou outra coisa.
Procure interagir com outros desenvolvedores, seja em um curso, projeto paralelo ou eventos, pois é sempre bom ter uma visão diferente sobre o assunto programação.
Tenha fome e sede de conhecimento pois nosso cérebro precisa de estímulos constantes e tendemos ficar estagnados, achando que estamos dominando os assuntos que nos cercam no dia a dia.
Dica 2: Pense muito antes de começar a escrever seu código
Tenha um raciocínio mais analítico, pense em como fazer a sua tarefa e em todos os impactos que sua alteração pode causar em vez de sair codificando.
Planeje tudo o que você tem que fazer para entregar sua tarefa e faça um checklist de tudo o que você precisa fazer e testar para garantir que você não entregue sua tarefa pela metade ou com muitos bugs.
Dica 3: Escreva códigos simples
Bons programadores escrevem códigos para que outros programadores consigam ler, ou seja, faça isso o mais simples e direto que você conseguir.
Não escreva código duplicado, sempre volte no que você está codificando e tente identificar partes repetidas e extraia essas partes para novos métodos.
De nome as variáveis para identificar o que elas fazem e não para identificar os tipos que elas são.
Escreva métodos pequenos e evite usar parâmetros complexos para que eles possam ser testáveis com testes unitários e de nomes que significam o que realmente eles fazem.
Dica 4: Saiba pedir ajuda
Não fique com medo de pedir ajuda, pois seu colega ao lado já pode ter resolvido o problema que você tem no momento. Mas cuidado para não ficar parando seu colega muitas vezes, pois você pode atrapalhar sua concentração e sua produtividade.
Antes de pedir ajuda, certifique-se que você esgotou a maioria das soluções que você encontrou, depure cada linha do código para entender como ele funciona e se for um assunto que você não domina procure estudar sobre ele nas horas vagas.
Dica 5: Compartilhe seu conhecimento
Não seja egoísta mantendo o conhecimento todo para você, você não vai colocar seu emprego em perigo se seus colegas melhorarem, pelo contrário, você pode acabar se tornando um ponto de referência na sua equipe.
Crie uma cultura de ajudar os outros, além de trabalhar melhor em equipe você vai melhorar o conhecimento dos outros.
Para 3ª turma, levar a conhecimento público conversa privada, configura violação à legítima expectativa, à privacidade e à intimidade do emissor.
A 3ª turma do STJ fixou que divulgar prints de conversa de grupo privado do WhatsApp gera dever de indenizar por danos morais. Para o colegiado, levar a conhecimento público conversa privada, configura violação à legítima expectativa, à privacidade e à intimidade do emissor.
O homem ajuizou ação de reparação por danos morais devido à divulgação, em redes sociais e para a imprensa, de mensagens enviadas em grupo de WhatsApp. Afirma que o autor dos prints, que fazia parte da diretoria do Coritiba junto com ele, editou as mensagens, para fins de manipular a real intenção das conversas.
Segundo o homem, a disseminação das mensagens desabonou sua imagem e sua honra perante o público, inclusive teve de deixar o cargo que ocupava na diretoria do clube de futebol.
O juízo de primeiro grau julgou procedente o pedido e condenou o autor dos prints em R$ 5 mil. A decisão foi mantida em segundo grau.
Ao STJ, o autor dos prints alegou que a gravação de conversa por um dos interlocutores não constitui ato ilícito e que o conteúdo das mensagens era de interesse público.
A relatora, ministra Nancy Andrighi, salientou que não só as conversas realizadas via ligação telefônica, como também aquelas travadas através do WhatsApp são resguardadas pelo sigilo das comunicações.
“Justamente com o propósito de fortalecer a privacidade dos usuários das redes sociais, foram desenvolvidas novas técnicas, dentre as quais se destaca a criptografia. Essa tecnologia possibilita o envio de mensagens seguras, já que consiste ‘na cifragem de mensagens em códigos com o objetivo de evitar que elas possam ser decifradas por terceiros’.”
Para a ministra, não remanescem dúvidas de que terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização
judicial. “Destarte, como forma de proteger a privacidade dos usuários, as mensagens enviadas via WhasApp são protegidas pelo sigilo”, ressaltou.
aplicativos de mensagem, internet, plataformas digitais, aplicativos, e-mail, redes sociais
Nancy explicou que a simples gravação da conversa por um dos interlocutores sem a ciência do outro – gravação clandestina – não constitui ato ilícito, assim como a mera
preservação das conversas de WhatsApp. Por outro lado, destacou a ministra, a divulgação do seu conteúdo há a expectativa de privacidade do indivíduo.
“É certo que ao enviar mensagem a determinado ou determinados destinatários via WhatsApp, o emissor tem a expectativa de que ela não será lida por terceiros, quanto menos divulgada ao público, seja por meio de rede social ou da mídia. Essa expectativa advém não só do fato de ter o indivíduo escolhido a quem enviar a mensagem, como também da própria encriptação a que estão sujeitas as conversas”.
Por fim, a ministra concluiu que as mensagens enviadas pelo WhatsApp são sigilosas e têm caráter privado e, ao divulgá-las, o autor viola a privacidade do divulgado e
quebra a legítima expectativa de que as críticas e opiniões manifestadas no grupo ficariam restritas aos seus membros.
Benyamin Ahmed criou uma coleção de mais de 3 mil imagens de baleias e vendeu tokens digitais delas.
Um menino de 12 anos, morador de Londres, no Reino Unido, ganhou cerca de £ 290 mil (aproximadamente R$ 2 milhões) durante as férias escolares, depois de criar uma série de obras de arte pixeladas chamadas Weird Whales e vender como NFTs (“token não fungível”, em tradução livre) .
Com os NFTs, uma obra de arte pode ser “tokenizada” para criar um certificado digital de propriedade que pode ser comprado e vendido.
Eles geralmente não fornecem ao comprador a obra de arte propriamente dita ou seus direitos autorais.
Benyamin Ahmed está mantendo seus ganhos na forma de Ethereum — a criptomoeda em que foram vendidos.
Isso significa que o valor pode aumentar ou diminuir — e não há respaldo das autoridades se a carteira digital em que ele guarda o montante for hackeada ou comprometida.
Ele nunca teve uma conta bancária tradicional.
Extremamente orgulhoso
Os colegas de escola de Benyamin ainda não sabem de sua recém-adquirida cripto fortuna, embora ele tenha feito vídeos no YouTube sobre seu hobby, que ele gosta tanto quanto natação, badminton e taekwondo.
“Meu conselho para outras crianças que talvez queiram entrar neste espaço é não se obrigar a fazer codificação, talvez porque haja pressão dos colegas — assim como se você gosta de cozinhar, cozinhe, se gostar de dançar, dance, apenas faça o melhor que puder”, diz ele.
O pai de Benyamin, Imran, um desenvolvedor de software que trabalha com finanças tradicionais, incentivou Benyamin e seu irmão, Yousef, a começar a codificar aos cinco e seis anos.
Os meninos tiveram a vantagem de contar com uma forte rede de especialistas em tecnologia para pedir conselhos e ajuda — mas o pai é extremamente orgulhoso deles.
“Era meio que um exercício divertido — mas percebi muito cedo que eles eram muito receptivos e muito bons nisso”, conta Imran.
“Então começamos a levar um pouco mais a sério — e agora é todo santo dia … mas você não pode forçar essas coisas, não pode dizer: ‘Vou aprender codificação em três meses’.”
Os meninos faziam 20 ou 30 minutos de exercícios de codificação por dia — inclusive nos feriados, diz ele.
Projeto Weird Whales de Benyamin Ahmed, que virou NFT — Foto: Benyamin Ahmed via BBC
Weird Whales é a segunda coleção de arte digital de Benyamin, lançada na sequência de uma coleção anterior inspirada no videogame Minecraft que vendeu menos.
Desta vez, ele se inspirou em uma imagem bem conhecida de um meme de baleia pixelada e em um estilo popular de arte digital — mas usou seu próprio programa para criar a coleção de 3.350 baleias do tipo emoji.
“Foi interessante ver todas elas nascerem, à medida que apareciam na minha tela, sendo geradas lentamente”, diz ele.
Benyamin já está trabalhando em sua terceira coleção, agora com o tema de super-heróis.
Ele também gostaria de fazer um “jogo subaquático” com as baleias.
“Seria incrível”, diz ele.
Imran tem “100% de certeza” de que seu filho não infringiu a lei de direitos autorais — ele consultou advogados para “auditar” seu trabalho e obter conselhos sobre como registrar seus próprios designs.
O mundo da arte está dividido, no entanto, sobre a moda dos NFTs.
Os artistas dizem que eles são uma fonte adicional de receita útil. E há vários casos de vendas incrivelmente altas.
Mas também há ceticismo sobre até que ponto os NFTs são um investimento realista de longo prazo.
Charles Allsopp, ex-leiloeiro da renomada casa de leilões Christie’s, disse à BBC News que comprá-los “não faz sentido”.
“A ideia de comprar algo que não está lá é simplesmente estranha”, afirmou ele no início deste ano.
“As pessoas que investem nisso são ingênuas — mas espero que não percam seu dinheiro.”
Conflitos éticos, pesquisas de casos e a construção de bons argumentos são alguns dos desafios enfrentados pelos personagens das obras
A vida nos tribunais, discussões em busca da verdade, argumentações articuladas e avaliação das diferentes versões de um fato são alguns dos fatores que fazem parte da rotina de quem decide seguir carreira na área do Direito.
Se você sonha em prestar o curso e crescer nessa profissão, alguns filmes podem ser excelentes para você mergulhar nesse universo e entender como pode funcionar a rotina, os dilemas e os conflitos de quem escolhe a advocacia. Separamos oito obras, entre clássicos e novidades, para você se distrair sem deixar seu sonho de lado.
Confira:
12 homens e uma Sentença
Um clássico quando se trata de Direito, 12 Homens e uma Sentença mostra a discussão entre 12 jurados que irão decidir a sentença de um homem acusado de matar o próprio pai. Em um primeiro momento, 11 acreditam que o jovem seja culpado e apenas um deseja aprofundar a investigação para saber o que realmente aconteceu.
Originalmente gravada em 1957 e refilmada em 1997, a obra é ideal para perceber a importância de uma averiguação detalhada dos fatos, da boa argumentação e da capacidade de persuasão – características fundamentais para um bom advogado.
Minority Report – A Nova Lei
Minority Report é um filme que se passa no ano de 2054. Nele, com os avanços tecnológicos, é possível saber se uma pessoa irá cometer um crime antes mesmo de fazê-lo, e uma divisão especial da polícia tem autoridade para prender com antecedência esses “futuros criminosos”. O filme traz críticas a alguns fatores do direito penal e discute a importância de não fazer especulações na área, limitando-se ao julgamento de fatos que efetivamente ocorreram.
Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento
Baseado em uma história real, Erin Brockovich é arquivista em um famoso escritório de advocacia e começa a pesquisar sobre um caso de uma empresa cujos dejetos estavam contaminando a água de uma cidade. Ela passa então a reunir provas para entrar com uma ação judicial contra a companhia. Apesar de não ser formada em Direito, a personagem apresenta características muito importantes para quem sonha em seguir essa carreira, como engajamento com a causa, dedicação, pesquisa e convicção na busca pela verdade e pelo que é justo.
A Vida de David Gale
O filme conta a história de David Gale, que trabalha como professor na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e é ativista contra a pena de morte. Um de seus colegas de trabalho é assassinado e Gale é acusado do crime, sendo condenado à pena contra a qual lutava. A obra possibilita a reflexão de uma maneira crítica e lógica sobre o funcionamento de um julgamento e sobre esse tema tão polêmico que é defendido por certos grupos em diversas regiões.
A Qualquer Preço
O filme A Qualquer Preço é baseado em uma história real e mostra um advogado que sempre buscou acordos lucrativos. Um dia, ele resolve aceitar uma causa contra
uma empresa que despejou produtos tóxicos na água de uma cidade e ocasionou diversos casos de câncer. Representando as famílias de algumas crianças vítimas desse caso, a postura do advogado é interessante de ser analisada para quem decide seguir essa área, avaliando qual seria a melhor conduta ao longo do processo.
Negação
No filme baseado em fatos reais, a autora e historiadora Deborah Lipstadt acusa o escritor David Irving de negar a existência do Holocausto. Irving decide então entrar
com uma processo de difamação contra a pesquisadora. Levantando questionamentos sobre a morte de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, a obra mostra uma disputa judicial com uma série de debates, construção de defesas, argumentos e narrativas
O poder da lei
Um advogado de defesa criminal de Los Angeles, nos Estados Unidos, decide defender um jovem milionário acusado de assassinato. O filme mostra as reviravoltas
que um caso pode dar, as dificuldades que podem existir na relação entre o profissional e seu clientes e a importância da busca pela verdade.
O juiz
O filme O Juiz foca na importância de uma boa relação entre o advogado e seu cliente, assim como na possibilidade de uma pessoa da área defender um parente de
maneira justa e baseada na imparcialidade. Um advogado de sucesso, Hank Palmer, volta à sua cidade natal para o funeral da mãe e precisa encarar sua família, com a qual ele mantém uma relação conturbada, principalmente com seu pai, Joseph, um juiz aposentado e uma figura poderosa na região. Joseph, entretanto, é acusado de assassinar um homem e Hank passa a defendê-lo.
As ferramentas digitais de gerenciamento de projetos oferecem uma visão geral do que está acontecendo e permitem um monitoramento eficiente.
Certa vez, o manager de baseball Casey Stengel disse que “encontrar bons jogadores é fácil. Difícil é fazê-los jogar juntos”. A afirmação talvez valha para o momento atual no que tange aos recursos tecnológicos. Colaboração é um dos fatores-chave para o sucesso independente do tamanho da companhia.
Com isso em mente, fica simples observar o quão importante é possuir a ferramenta de colaboração certa para manter os times conectados e caminhando numa mesma direção. Veja algumas soluções que podem ajudá-lo nesse sentido.
É uma rede social corporativa que pode ser turbinada com funções de gerenciamento de projeto. Cada usuário cuida de seu próprio perfil, que pode ser associado a outras pessoas, como gestores, colegas envolvidos diretamente em alguma iniciativa, líderes de projeto e desenvolvedores. Possui aplicativo de chat, troca interna de e-mail, contatos, calendários e tarefas. Talvez uma das grandes vantagens da ferramenta seja a possibilidade de customizar recursos, bem como, diversos apps interessantes em um marketplace.
Ferramenta criada por dois ex-Facebook (Dustin Moskovitz, cofundador da rede social de Mark Zuckerberg; e Justin Rosenstein, líder de tecnologia) para fazer gerenciamento de projeto e fluxos permitindo que os usuários padronizem interfaces de acordo com suas preferências e padrões de produtividade. Funciona na maioria das plataformas (tablets, smartphones e desktops) e garante flexibilidade no controle de tarefas e a fazeres, indica avanços e prazos e mantém as coisas em ordem. Grátis para até 15 usuários. A partir daí, os valores mensais vão de US$ 50 a US$ 800, dependendo do número de colaboradores na ferramenta.
Solução grátis de gestão de projeto que oferece interface simples e intuitiva. Utiliza o modelo chamado Kanban, que ficou famoso nos anos 80 por ser propagado pela Toyota. Os projetos são representados e organizados no que a empresa se refere como quadros ou cartões contendo listas de tarefas e a fazeres compartilhados entre usuários em tempo real.
É uma suíte que oferece CRM, gerenciamento de projetos, centrais de contato com clientes, ferramentas de comunicação e colaboração e até mesmo sites e designs de páginas de destino. O módulo de gerenciamento de projetos inclui controle de tarefas, subtarefas, monitoramento de tempo, modelos, papéis, notificações, gráficos de Gantt, e Kanban, além da integração com outras plataformas. E no módulo de comunicação e colaboração o usuário pode contar com um portal de intranet, rede social privada, bate-papo da empresa, calendários, gerenciamento de documentos, fluxos de trabalho para aprovação, estrutura da empresa e outras ferramentas.
Se o gerenciamento de projeto for a sua praia, essa é “a” ferramenta para você. Esse app grátis e open source para gestão e agendamento foi desenvolvido ainda em 2003 e passou por muitos ciclos de evolução. A solução permite que usuários criem e organizem tanto tarefas quando avanços. Permite ainda exportar informações em formatos como HTML e PDF. O lado ruim é que não oferece nenhuma funcionalidade de redes sociais para listas de tarefas a serem feitas. Agora, se você não precisa disso, essa tecnologia grátis lhe soará bem atrativa.