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24 jul
Saiba o que são as startups unicórnio – e quais brasileiras estão no ranking

As startups unicórnio lançaram produtos ou serviços inovadores que mexeram com o mercado; mas não é só isso que elas têm em um comum. Entenda como funciona o ranking que conta com Uber e Spotify, e que já abarcou Google e Facebook.

O que Uber, Airbnb e Pinterest têm em comum? Além de terem introduzido grandes inovações ao mercado, elas são consideradas startups unicórnio. No mundo dos negócios, a figura mitológica é referência a um grande feito.

Uma empresa unicórnio é aquela que conseguiu algo tão difícil quanto encontrar a criatura mítica: ser avaliada em 1 bilhão de dólares antes de abrir seu capital em bolsas de valores.

Ou seja, a startup unicórnio é aquela que arrecada essa quantia antes de vender suas ações para o público e se tornar uma IPO (Initial Public Offering, em português “Oferta Pública Inicial” – OPI).

Histórico das empresas unicórnio

Em 2013, quando a venture capitalist (ou investidora-anjo) Aileen Lee introduziu o termo ao público, a partir do artigo Welcome To The Unicorn Club: Learning From Billion-Dollar Startups, apenas 39 empresas recebiam o título. Hoje, cinco anos depois, o número que compõem o ranking se multiplicou em mais de seis vezes.

Para Aileen, os primeiros unicórnios nasceram nos anos 1990, com o Google (antes chamado de Alphabet Inc.) sendo o “super-unicórnio” da década. Muitos foram fundados a partir dos anos 2000, mas o Facebook se destaca como o único super-unicórnio da década. Estas duas não fazem mais parte da classificação porque já fizeram suas OPIs.

Atualmente, entre as cinco mais valiosas das mais de 260 startups unicórnios mundiais, três são americanas – Uber, Airbnb e SpaceX. As outras duas, Didi Chuxing, Toutiao, são chinesas.

O que é startup?

Você entendeu o que significa ser uma startup unicórnio mas está em dúvida em relação ao que é uma startup? Basicamente, elas se diferem em três pontos:

  • as possibilidades de crescimento das startups são maiores

  • o meio de financiamento das startups é outro

  • as startups têm uma estratégia “de saída” (qual é o objetivo do fundador?)

Conheça as startups unicórnio brasileiras

#1 O país entrou para a classificação neste ano com a 99 Taxi. A companhia do ramo dos transportes anunciou o feito após ser adquirada pela Didi Chuxing, em janeiro de 2018.

#2 Em março deste ano, o Nubank revelou que também tem valor superior a 1 bilhão de dólares, fazendo da fintech a segunda startup unicórnio brasileira.

#3 Há um embate em relação à classificação do PagSeguro, que seria a terceira startup unicórnio, com valuation superior ao limite.  Apesar de ser considerada um unicórnio por alguns veículos da mídia. segundo a StartSe, portal de notícias, cursos e eventos sobre empreendedorismo, o problema vem do fato de que até pouco tempo atrás, o PagSeguro não era uma organização independente, tendo tido boa parte do seu crescimento sob o comando da UOL, que era sua dona. Então, apesar de ter sido o segundo empreendimento nacional a ter atingido a marca, o PagSeguro teoricamente não é uma startup. Se esse é um critério, a companhia de pagamento não se classifica como o terceiro unicórnio do país.

#4 A quarta das startups brasileiras no ranking é a Arco Educação, especializada em soluções educacionais para o ensino privado, que além de outras frentes é dona da plataforma SAS.

#5 A Stone, especializada em pagamentos, também é uma das unicórnios brasileiras. Em outubro de 2018, fez sua oferta pública inicial e, como resultado disso, captou US$ 1,2 bilhão e passou a ter seu valor de mercado na ordem dos US$ 6,7 bilhões.

#6 A sexta unicórnio brasileira é a Movile, que controla o IFood, o Apontador e a Sympla, entre outras empresas. Segundo seu presidente do conselho, Fabrício Bloisi, a startup passou a valer US$ 1 bilhão em faturamento em março de 2017, mas só optou por anunciar os valores depois que recebeu o novo aporte.

#7 Por fim, temos a Brex, que não é brasileira, mas foi fundada por brasileiros. Fintech especializada em cartões de crédito corporativos para empreendedores, a Brex nasceu no Vale do Silício como uma criação de dois Líderes da Fundação Estudar: o carioca Pedro Franceschi e o paulista Henrique Dugubras. A companhia saiu do zero e alcançou o valor estimado de US$ 1,1 bilhão em menos de dois anos de existência.

Loggi

Eduardo Wexler, Fabien Mendez e Arthur Debert, da Loggi (Foto: Divulgação)
Eduardo Wexler, Fabien Mendez e Arthur Debert, da Loggi (Foto: Divulgação)

Fundada pelo francês Fabien Mendez em São Paulo, a startup se especializou no mercado de entregas. Tornou-se unicórnio após receber US$ 150 milhões do Softbank. “É um marco financeiro que confirma que a Loggi está no caminho certo de reinventar a logística com uso de tecnologia”, dz o presidente e cofundador da Loggi.

Gympass

Gympass oferece serviço de assinatura de academias (Foto: Reprodução/Pexel)
Gympass oferece serviço de assinatura de academias (Foto: Reprodução/Pexels)

Gympass é uma startup brasileira de assinatura de academias e serviços fitness. Recebeu um investimento de US$ 300 milhões também liderado pelo Softbank. “Acreditamos que esse investimento permitirá levar a nossa solução a mais organizações globalmente, revolucionando a forma como as pessoas se engajam com atividades físicas”, afirma Cesar Carvalho, CEO da startup.

QuintoAndar

Gabriel Braga, CEO e cofundador do QuintoAndar (Foto: Divulgação)
Gabriel Braga, CEO e cofundador do QuintoAndar (Foto: Divulgação)

Também investida pelo Softbank, a startup de locação de imóveis recebeu um aporte de US$ 250 milhões. Também participaram da rodada os fundos Kaszek Ventures, da Argentina, e General Atlantic, dos Estados Unidos. Para Gabriel Braga, CEO e fundador do QuintoAndar, a conquista mostra que a empresa está “no caminho certo”. “Dá a sensação de ter completado uma etapa, mas é só o começo. Agora é comemorar e pensar no que está por vir.”

Ebanx

Co-fundadores do Ebanx: Alphonse Voigt, CEO, Wagner-Ruiz, CFO e Joao Del-Valle, COO (Foto: Divulgação)
Co-fundadores do Ebanx: Alphonse Voigt, CEO, Wagner-Ruiz, CFO e Joao Del-Valle, COO (Foto: Divulgação)

A fintech de Curitiba (PR) alcançou o status de unicórnio após receber investimento da norte-americana FTV Capital. O Ebanx presta serviços, em toda a América Latina, de processamento de pagamento a empresas com atuação global, como AliExpress, Wish, Gearbest, Pipedrive, Spotify e Airbnb. Alphonse Voigt, cofundador e CEO da startup, diz que o desafio de prestar serviços a todo o continente é conhecer profundamente as especificidades de cada país. Além do pagamento, a fintech oferece análises de inteligência de mercado, estratégias antifraude e consultoria em marketing, entre outros serviços.

 

Publicado por Na Prática e Época Negócios

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