É inegável que a Pandemia da Covid-19 prejudicou sobremaneira o planejamento orçamentário da União, dos Estados e dos Municípios. Primeiro, porque a implementação das medidas de isolamento fez a economia praticamente parar, o que causou a diminuição da oferta e da demanda de vários produtos e uma enorme redução na arrecadação de impostos por parte dos entes federativos. Não bastasse a redução da receita, os gastos com saúde pública – estritamente necessários para o combate ao coronavírus – aumentaram consideravelmente.
Assim, o setor público aumentou seus gastos e reduziu suas receitas, o que levou ao inevitável aperto nas contas públicas. Diante deste cenário, uma das saídas encontradas pelas gestões estatais foi o estabelecimento de critérios mais rígidos para os gastos com pessoal. Diversos órgãos desistiram da ideia de lançar editais, vários outros simplesmente suspenderam a realização do certame.
Na tentativa de controlar estes gastos, foi editada pelo Congresso Nacional a Lei Complementar 173/2020, que estabeleceu uma série de proibições aos gestores públicos até dezembro de 2021, cujos pontos de maior relevância para os concursos públicos serão tratados a seguir.
Primeiro ponto que trazemos é a possibilidade de suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos já homologados enquanto durar o período de calamidade pública. Isto quer dizer que os prazos de validade estabelecidos no edital ficam congelados enquanto durar a pandemia, sendo retomados tão logo o poder legislativo edite ato decretando o encerramento da calamidade pública.
Outro tema interessante diz respeito aos candidatos aprovados dentro das vagas em concursos já finalizados. Nestes casos, os candidatos tem direito à sua nomeação dentro do prazo de validade do edital do concurso– ainda que o órgão realizador do concurso tenha sido afetado pela Pandemia. Os tribunais tem entendido que nestes casos os candidatos tem direito adquirido à sua nomeação, especialmente porque a verba orçamentária para o preenchimento dos cargos já estava destinada.
E quanto à criação de novos cargos? É possível durante a pandemia? Não! A lei impede que os órgãos da administração direta e indireta criem cargos, empregos ou funções públicas que impliquem em aumento de despesa até dezembro de 2021. Ou seja: está proibida a criação de novas vagas para preenchimento por concurso público durante o prazo mencionado.
Apesar da impossibilidade de criação de vagas, a lei estabelece como exceção a realização de testes seletivos para preenchimento de cargos temporários. Como exemplo dessa possibilidade, mencionamos o que tem ocorrido na área da saúde. Neste caso, a necessidade da contratação de pessoal aumentou diante da crise sanitária, o que fez com que mais seletivos fossem realizados e mais vagas temporárias fossem preenchidas.
Outra hipótese que permite a realização de concursos é no caso do preenchimento de vagas por reposição, desde que não haja aumento de despesa. Assim, o que se pode perceber é que, apesar da conjuntura, todos os órgãos podem realizar concursos, desde que i) não haja aumento de despesas e ii) que seja para fazer as reposições dos cargos decorrentes de vacância.
Profissionais criativos nem sempre têm picos de imaginação. Problemas pessoais, cansaço físico, baixa autoestima, ruídos externos… Tudo isso pode acabar com a produtividade de especialistas em criação de conteúdo.
Apesar disso, não se desespere. Mesmo com a falta de inspiração, existem diversos meios para estimulá-la.
Não são segredos milenares, mas dicas práticas para você aplicar no conforto do seu lar ou escritório cotidianamente.
Neste artigo, você aprenderá as melhores técnicas para impulsionar a criatividade e se livrar de vez das suas horas ociosas diante da tela do PC. Mas primeiro, precisamos definir:
A criatividade não é um dom, mas uma habilidade do ser humano ligada à nossa capacidade de invenção, reinvenção e inovação. Assim como qualquer competência, é possível praticar a criatividade para despertá-la e desenvolvê-la, tornando-se uma pessoa mais criativa.
Só se cria algo a partir de experiências anteriores. Diz o ditado, certeiro:
Para quem só conhece martelo, todo parafuso é prego.
O que pessoas criativas têm de diferente é um repertório amplo e uma capacidade de recorrer a ele, desmontar e montar novamente as suas vivências. É combinando o que se sabe com o que se conhece que faz nascer o novo. Assim, vamos te ensinar como criar esse repertório:
Para os pesquisadores , a maior causa da ausência de criatividade é a falta de estímulos. O cérebro é um órgão complexo e alimentar as diversas partes que o compõem é essencial para ter novas ideias.
Acordar, ir ao trabalho, realizar as mesmas tarefas, voltar para casa, assistir a programas semelhantes e dormir. Esse tipo de atividade cotidiana é tudo que você deve evitar para trazer a inspiração.
Segundo o sociólogo e psicólogo inglês Graham Wallas, existem quatro fases para o surgimento de uma ideia. São elas:
Assim, aquele pequeno devaneio se torna uma grande ideia. Mas, como você pôde ver, existe um processo.
Ser mais criativo envolve mudar sua forma de pensar e trabalhar para remover os obstáculos no caminho de sua criatividade natural, permitindo que você a alcance e a desenvolva.
Os passos a seguir são dicas e técnicas simples de como fazer isso por meio de novos hábitos e mudanças de mentalidade:
Assim como para qualquer objetivo traçado, você será muito mais eficiente se tiver um propósito. Ou seja, um motivo pelo qual deseja ser mais criativo.
Pode ser para se tornar um escritor melhor, um designer diferenciado ou simplesmente ter mais facilidade para solucionar problemas da sua rotina.
Mas é preciso ter um propósito que inspire você a seguir em direção a inovações e novas soluções para atingir seus objetivos.
Como dito antes, não existem ideias sem conhecimento. É preciso que exista uma base para o surgimento da criatividade.
Você pode tentar exercitar isso agora mesmo. Pense em uma área sobre a qual você não compreende. Agora tente inventar soluções e novidades para revolucionar o setor. Difícil, não é?
Por sorte, hoje temos a internet. Um dossiê infinito de informações disponíveis à distância de um clique. Você pode assistir vídeos, ler artigos e livros, ouvir podcasts e mais uma infinidade de materiais disponíveis de maneira gratuita e instantânea.
Seria absolutamente inútil se uma maçã caísse sobre a cabeça de Isaac Newton e ele não tivesse pesquisado sobre a matemática e a física durante os anos anteriores.
O próprio cientista conta como funcionava o seu processo criativo:
“Eu apenas mantenho o assunto diante de mim, sempre pensando. Até que os segredos são revelados, um por um, bem lentamente, completos e claros”.
Então, lembre-se: seja qual for o tema sobre o qual você escreverá, é preciso estudá-lo e compreendê-lo. Só assim será possível absorver informações e iniciar o processo criativo.
Uma característica comum a todos os grandes criativos da humanidade é a fome pelo conhecimento. Eles observavam o mundo, aprendiam sobre variados temas e se arriscavam em áreas que não dominavam por completo.
E não é à toa. Sair da zona de conforto é um exercício necessário para que o cérebro ative diferentes áreas e, consequentemente, formule novas ideias.
Mas não entre em pânico, você não precisa começar do zero. Existem muitas áreas relacionadas a todos os temas e é possível conectá-las.
Você é fera em marketing digital? Então, comece a aprender sobre programação. É um expert em literatura? Então, ainda há outras 6 artes sobre as quais aprender. Tem conhecimentos em nutrição? Ótimo, então, é hora de começar a explorar a educação física.
Isso também inclui os seus hobbies. Portanto, assista a séries de gêneros que não está acostumado, jogue outros esportes e converse com novas pessoas. O cérebro humano é uma ferramenta muito mais poderosa do que você imagina. Então, explore o máximo do seu potencial.
Muitas vezes, até mesmo pequenos atos podem impulsionar a criatividade. Escolher uma rota diferente para ir ao trabalho. Sentar-se em outro lugar durante o café da manhã. Tentar adivinhar objetos de olhos vendados.
No caso de redatores, essa é uma possibilidade bastante vívida. Candidatar-se em outras categorias, aprender sobre novas técnicas de escrita, consumir diferentes formatos de conteúdo.
e você parar para refletir, os grandes pensadores sempre se arriscam em novas áreas. Leonardo da Vinci, por exemplo, foi um renomado artista. Além de pintor, ele era escultor, poeta e músico. Aí estão as áreas relacionadas.
Mas, além disso, destacou-se como arquiteto, cientista, matemático, anatomista, botânico, inventor e engenheiro.
Calma, você não precisa igualar os feitos de um dos maiores gênios da humanidade. A ideia é que você saiba que quanto mais você desafia seu cérebro, mais ideias surgem.
A mesmice é, certamente, um remédio de baixa qualidade para o cérebro. Quando você faz as mesmas coisas todos os dias, o seu cérebro se acostuma com a rotina e estagna.
Não adianta forçar, suas ideias não surgirão de um momento para o outro. Durante a fase da incubação, elas estão se desenvolvendo, mesmo que você não perceba.
Então, sempre que a sua criatividade estiver em baixa, tente realizar atividades que geralmente não fazem parte do seu dia a dia. Mesmo à frente do computador, existem milhões de possibilidades.
Abra as janelas do seu quarto ou escritório. Deixe que os seus cinco sentidos trabalhem. Sinta o vento bater no rosto. Cheire novos aromas. Experimente sabores inéditos. Vá a lugares que nunca foi. Escute músicas diferentes das usuais. Ao estimular o funcionamento dos sentidos, a criatividade surge naturalmente.
Um exemplo: quando Gabriel Garcia Márquez sofria um dos piores bloqueios criativos de sua vida, ele foi convencido pela esposa a viajar, algo que ele raramente fazia. Assim que chegaram à praia, ele teve uma ideia que, mais tarde, se tornaria o romance Cem Anos de Solidão, uma de suas maiores obras-prima.
Muitas vezes, as ideias surgem das associações mais absurdas. Vivenciar tudo que o mundo oferece pode fazer emergir a criatividade em instantes.
Steve Jobs, por exemplo, teve a ideia de criar embalagens compactas para seus produtos depois de observar a caixinha na qual estava o seu sanduíche.
E quando George Orwell viu um garoto em uma carroça puxada por um burro, ele se perguntou: e se os animais percebessem a força que têm? Nascia ali A Revolução dos Bichos, um dos best-sellers mais lidos de todos os tempos.
O mesmo aconteceu diversas vezes na história da humanidade. Um bom observador pode acessar as áreas mais criativas do cérebro com facilidade. Então, exercite essa atividade!
Muitas vezes temos uma fonte inesgotável de criatividade nas pessoas que estão ao nosso lado. Conversar com a família e amigos pode ser um ótimo meio de conseguir estimular as novas ideias.
Você sabe quem são Dustin Moskovitz, Chris Hughes e o Brasileiro Eduardo Saverin? Eles eram alunos de Harvard que dividiam o quarto com um sujeito estranho chamado Mark Zuckerberg.
Eles poderiam ter se atentado aos estudos e ignorado a ideia absurda do colega, que queria criar um site para eleger as pessoas mais atraentes da faculdade. Em contrapartida, Mark poderia também negligenciar as sugestões dos amigos para transformar aquilo em algo maior.
Mas essa história não termina assim. Eles conversaram, se divertiram e, juntos, fundaram o Facebook, a maior rede social da atualidade. Hoje, todos eles são empreendedores bem sucedidos.
Portanto, relacionar-se é uma ótima solução para estimular a criação de novas ideias. Esse processo é também conhecido como brainstorm (algo como tempestade cerebral, em português), e é um dos modelos de maior sucesso nos ramos criativos de negócios.
Certamente, duas mentes criativas pensam melhor do que uma. Então, externalizar as suas ideias pode ser o que faltava para que elas comecem a fluir.
Na antiga Grécia, famosos pensadores como Platão e Aristóteles costumavam discutir com seus alunos para formular novos pensamentos. A arte do diálogo sempre foi a favorita dos filósofos, que acreditavam que o auxílio de outras mentes criava argumentos mais concisos.
Você não está sozinho, então, compartilhe suas considerações com os outros. Essa prática pode surpreendê-lo, e será possível retribuir em outro momento.
A incubação pode ocorrer em diversos níveis temporais. Pode ser que ela venha em cinco minutos ou demore anos até que, finalmente, se torne uma ideia palpável.
Isso não impede que você tenha uma ideia genial em poucos minutos. Ou que, depois de um longo período de pensamentos, você perceba que a sua idealização não era assim tão boa.
Em ambos os casos, é preciso dar um tempo para a sua mente. Repare que, se pensarmos literalmente, isso não acontece nunca. O cérebro de um ser humano vivo nunca deixa efetivamente de funcionar, mesmo enquanto dorme.
A verdade é que pausas e descansos fazem muito bem para o cérebro. Você já deve ter reparado que, quanto mais você pensa em algo, mais difícil é desenvolver o raciocínio acerca do tema.
Isso acontece porque o processo da incubação ocorre inconscientemente. Por isso, é necessário se distrair para deixar as partes ocultas da sua mente trabalhar.
Uma dos métodos mais conhecidos para produtividade no mundo corporativo é a Técnica Pomodoro. Basicamente, ela consiste em trabalhar por um período longo (como uma hora seguida) e exercer outras atividades por um breve tempo (como cinco minutos).
Então, sempre que você se sentir extenuado de pensar nas ideias que colocará em um texto, por exemplo, faça uma pausa. Assista a um vídeo no YouTube, mexa no seu celular ou apenas vá até o lado de fora e volte a observar o mundo. Se possível, termine a tarefa no dia seguinte.
Essa prática certamente poderá ajudá-lo a reorganizar as coisas. Relaxar, dormir, sentar, distrair. Essas ações são tudo que você precisa para voltar com tudo.
Depois de tudo isso, as ideias começarão a surgir. A princípio, elas podem não ser tão boas assim. Isso pode ocorrer por diversos motivos: faltaram estudos para servir de alicerce, você não descansou o suficiente ou elas simplesmente ainda não se formaram totalmente.
Ainda assim, sabemos como é trabalhar com prazos. Nem sempre é possível esperar para cumprir um tarefa.
Nessa fase, onde inicia-se a iluminação, você não ouvirá um plim nem uma lâmpada se acenderá na sua cabeça, como nos antigos desenhos animados. Então, mesmo que não considere as ideias tão boas, coloque-as no papel.
De forma similar, elas podem desaparecer em devaneios. Então, registrá-las é a melhor forma de garantir que você não perderá o fio da meada.
Charles Darwin, Thomas Edison, Alexander Graham Bell, George Orwell, Ludwing van Beethoven, Nikolas Tesla, Louis Pasteur, Albert Einstein, Galileu Galilei, Henry Ford, Steve Jobs, Santos Dumont, Larry Page e Sergey Brin. Você sabe o que esses nomes têm em comum?
Se você respondeu que todos eles foram gênios à sua maneira, acertou. Mas o ponto é que, em algum momento de suas carreiras, foram desacreditados. Foram chamados de loucos, burros, medíocres. E, ainda assim, persistiram em suas ideias.
Os erros acontecem. E, acredite, nem sempre de fato existem. Às vezes uma ideia pode parecer boba, mas se você não tentar, não terá o prazer de se arrepender e, com isso, aprender.
Desenhe, escreva, cante, pinte. Absolutamente qualquer coisa.
Crie um blog post. Uma escultura. Uma nova receita para aquele macarrão de sábado de madrugada.
Faça uma nova maquiagem e penteado, mesmo que não vá sair com eles.
A criação não precisa (e nem sempre deve) ser grandiosa ou perene. Entenda que criar é parte da sua essência e não fuja dela.
Tente inovar e impulsionar a criatividade em pequenos passos diariamente. Reinvente-se a cada instante. Pense em criações, frases e orações que nunca usou. O importante é manter a originalidade em seus atos.
Dessa forma, a criatividade se torna natural para você e nunca mais terá que ler outro artigo como esse para desenvolvê-la.
Publicado por Rockcontent

No decorrer de décadas de desenvolvimento do âmbito jurisdicional, nada é mais claro e evidente que esse mesmo sistema, que continha uma promessa implícita de ser a ferramenta que resolveria todos os problemas de seus jurisdicionados, não pode mais suprir todas as demandas em um tempo otimizado.
Diante dessa “deficiência”, o tão esperado desejo de obter uma tutela jurídica acabou se arrastando ao longo de vários anos, introduzindo um sentimento de desesperança em quem recorreu a este método.
A culpa para tal demora não pode ser atribuída a nenhum indivíduo em específico, pois são inúmeras as razões que podem levar uma simples ação a se tornar uma grande “dor de cabeça”.
Muitas vezes, são as próprias partes que ignoram a ideia de cooperação processual (em que todos os integrantes daquele processo devem colaborar para o seu devido andamento), passando a praticar ações protelatórias que não têm outro intuito que não seja prejudicar o outro.
Dessa forma, um processo repleto de hostilidade recíproca entre A e B acaba por ocupar a vez, na via judiciária, de um conflito entre C e D, estes últimos dispostos a colaborar e a resolver o quanto antes o seu problema, apenas necessitando de um procedimento legal para legitimá-lo.
Não seria uma novidade afirmar que o Poder Judiciário, apesar de sua enorme ramificação e respaldo, trata apenas de forma superficial a respeito da eliminação de controvérsias, mas nem sempre de fato resolvendo o conflito.
Assim, ao perceber a existência de muitos cenários entre C’s e D’s, pensou-se em disponibilizar a estes casos outras ferramentas mais céleres que também tivessem êxito na solução de conflitos, servindo, assim, como uma escapatória para o Judiciário, que passaria a receber (teoricamente) menos processos, na tentativa de reduzir a sua morosidade.
Com o advento, dentre outros dispositivos legais, das leis nº 9.307/96 e 13.140/2015, bem como de preceito sobre o assunto no Código de Processo Civil de 2015, foram instaladas formas diversas da via jurisdicional para a solução voluntária de uma controvérsia, através da arbitragem, da mediação e da conciliação, o que se passa a analisar individualmente.
Dentre os três métodos que serão discutidos, a arbitragem é a única que atua na performance da heterocomposição, ou seja, o conflito será resolvido por um juízo preestabelecido e não exatamente pelas partes.
Neste viés, há uma semelhança com a competência para julgamento de processos no âmbito judiciário, pois, em ambos os casos, há uma determinação prévia de qual juízo será competente para dirimir a controvérsia.
Em sua primeira forma de manifestação, as denominadas Câmaras de Arbitragem, inclusive possuem regulamento próprio ao qual as partes estarão submetidas, além de contarem com, por exemplo, secretarias e sala de audiências, o que eleva o seu respaldo e a sua eficácia.
Outra variante pela qual a arbitragem pode se manifestar é na hipótese das partes não elegerem um juízo arbitral, mas optarem pela arbitragem ad hoc, na qual um terceiro terá a incumbência de dissolver a lide.
Ou seja: o método arbitral é aquele em que as partes elegem uma pessoa estranha à relação principal, o chamado árbitro, para que este imponha uma solução ao litígio, cabendo a elas se submeterem à decisão dada por ele. Pode-se dizer que seria o caso de um figurante acabar como protagonista na lide dos personagens principais.
A eleição da ferramenta arbitral é formalizada através da convenção de arbitragem, na qual as partes manifestam sua vontade de desincumbir o Poder Judiciário de apreciar um litígio que abranja direitos patrimoniais disponíveis e encarregar ao juízo de um árbitro escolhido por elas de analisá-lo.
A mencionada convenção se dá de duas formas: cláusula compromissória e compromisso arbitral, aquela encontra-se disposta no artigo 4º da Lei 9.307/96 (Lei de Arbitragem).
Quanto ao compromisso arbitral, este é celebrado por termo nos autos, perante o juízo ou tribunal, onde está em curso a demanda, correspondendo a um ato ocorrido quando já há um litígio em andamento.
Por fim, no tocante ao árbitro, é relevante explicitar que esse “personagem”, apesar de não ser requisitada a sua formação jurídica, deve ser alguém que tenha a confiança das partes, sendo ele, inclusive, equiparado ao cargo de funcionário público quando no exercício de suas funções, conforme o artigo 17 da Lei de Arbitragem.
Muitos são os que acabam por afirmar que a mediação e a conciliação, na verdade, são sinônimas. Entretanto, apesar da proximidade de conceitos, de antemão afirma-se que tal declaração não é verídica, fazendo com que passemos a discorrer a respeito, na tentativa de que o liame entre esses institutos fique devidamente claro.
Do ponto de vista histórico, a mediação foi legalizada mediante a Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça. Este dispositivo objetivava disseminar a cultura da pacificação social, de forma a estimular a autocomposição e, ao mesmo tempo, disciplinar a capacitação dos mediadores. Posteriormente, surgiu a Lei 13.140/15, conhecida como Lei de Mediação.
Mas, afinal, o que seria o método da mediação? Trata-se de um procedimento voluntário de solução de conflitos (autocomposição), no qual as partes recorrem a um mediador e podem chegar a um acordo.
Vale ressaltar que a mediação geralmente ocorre quando as partes já possuíam um vínculo anterior ao litígio, devendo o mediador apenas restaurar o diálogo entre elas, sendo o acordo uma consequência do restabelecimento dessa comunicação.
A mediação é um processo de progressiva comunicação entre as partes até o momento em que elas estejam satisfeitas com o arranjo final, isto ocorrendo com o auxílio, mas não com a imposição direta, do mediador.
A mediação também é regida por inúmeros princípios, muitos deles, inclusive, comuns ao Poder Judiciário, como, por exemplo, a boa-fé e a imparcialidade, este segundo referente não a um julgador, mas ao mediador.
Não seria redundante mencionar que, diante da maior facilidade em que se obtém um acordo entre as partes, o método da mediação corrobora bastante para desafogar o Judiciário, ao desburocratizar a solução de conflitos de forma a desenvolver soluções adequadas às reais necessidades e possibilidades dos envolvidos.
Por último, mas não menos importante, encontra-se a conciliação. Esta, sendo alvo de pequenos equívocos ao ser confundida com a mediação, por ambas serem formas de autocomposição.
Lília Maia de Morais Sales trata sobre o tema, entendendo o método da conciliação como: “[…] meio de solução de conflitos em que as pessoas buscam sanar as divergências com o auxílio de um terceiro, o qual recebe a denominação de conciliador. A conciliação em muito se assemelha a mediação. A diferença fundamental está na forma de condução do diálogo entre as partes”
De início, é válido ressaltar que até mesmo o Código de Processo Civil se dispôs a tratar sobre esses dois métodos, de forma a expor a devida aplicação de cada um deles, conforme os §§ 2º e 3º do artigo 165 do referido código.
– § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
– § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
Diante disso, percebe-se que, enquanto na mediação o terceiro tenta facilitar a comunicação entre os litigantes para que eles mesmos cheguem a um acordo; na conciliação o terceiro facilitador tem uma participação mais incisiva (podendo manifestar a sua opinião sobre uma solução justa para o conflito, bem como propor os termos do acordo), porém imparcial e neutra com relação ao conflito.
A conciliação é bastante mencionada em dispositivos legais, sendo exercida no âmbito e sob o controle do Poder Judiciário, além de poder ocorrer antes ou durante a demanda judicial. Portanto, seu ponto positivo é o de ser capaz de evitar a instauração de um novo processo judicial ou encurtar a sua duração.
Chegando a um acordo de conciliação, o desgaste do processo judicial é evitado, visto que o conflito já é resolvido de forma rápida e eficaz.
Os métodos adequados de solução de conflitos aqui expostos são a prova cabal de que a via voluntária é igualmente eficaz, e ainda mais célere, quando comparada aos processos judiciais.
Apesar de recentes, essas ferramentas apresentarão cada vez mais um crescimento em sua demanda, o que proporcionará uma boa redução na morosidade do Judiciário.
Correspondem não apenas a ferramentas legalmente instituídas, mas uma nova abertura de possibilidades para que as partes possam resolver, objetiva e subjetivamente, os mais variados conflitos
Um outro fator favorável para o acolhimento dessas propostas, é o de que as decisões obtidas por esses institutos são executáveis judicialmente, conforme disposto nos incisos II, III e VII do artigo 515 do Código de Processo Civil, ratificando a eficácia dessas outras formas.
Ademais, as próprias partes, ao optarem por tais métodos adequados, apresentam grau de satisfação elevado, visto que o litígio é resolvido de forma a agradar a todos os envolvidos, sem que estes sejam submetidos a desgastes emocionais, financeiros e temporais.
Isto posto, resta aos litigantes terem a pretensão de, primeiramente, recorrerem a alguns desses métodos, para que possam resolver a sua demanda por uma vertente bem mais acessível e de efetiva legalidade.


PIS, Cofins, IOF, ICMS, IPVA, IR… A lista de impostos pagos pelos brasileiros parece infinita. A Reforma Tributária, que vem aparecendo cada vez mais nos noticiários, pode ser um primeiro passo para simplificar.
O projeto de lei prevê a unificação do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), e tem como ideia criar um tributo sobre bens e serviços que seja mais fácil de entender, preencher e recolher, com alíquota de 12%.
Ficou confuso? É normal, são muitas coisas em discussão. Veja, abaixo, os principais pontos dessa primeira proposta explicados.
Começando do princípio: uma reforma tributária visa a mudança da forma como são cobrados os impostos, taxas e outras contribuições obrigatórias em um país. Trata-se de uma reforma político-econômica cujo objetivo principal é modernizar o sistema de pagamento e ajudar a corrigir possíveis problemas econômicos e sociais – como moradia, desemprego, saúde e educação.
Vale lembrar: Reforma Tributária não é sinônimo de redução de impostos. Eles podem ou não diminuir.
A proposta tributária, apresentada em julho de 2020, propõe a Unificação de PIS e Cofins, Imposto de Renda negativo, CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e aborda ainda outros temas. Entenda cada um deles.
O IR Negativo é uma proposta pensada para trabalhadores informais – que não possuem um único empregador . A ideia é que esse tipo de prestador de serviço não tenha que arcar com encargo trabalhista. Por isso a proposta do IR negativo.
O IR negativo acontece quando, em vez de pagar impostos, pessoas com renda mínima recebem pagamentos complementares do governo.
Segundo o Ministério da Economia, ao declarar os R$500 no Imposto de Renda, o governo depositaria 20% do rendimento mensal do trabalhador informal em uma conta. Ou seja, nem a empresa, nem o trabalhador precisa contribuir. Tal valor poderá ser sacado quando ele se aposentar.
A nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), visa elaborar um novo imposto sobre pagamentos e transações eletrônicas – uma espécie de imposto digital -, com alíquota de 0,2% a 0,4%.
Vale lembrar que a alíquota é o valor utilizado para calcular quanto será determinado tributo a ser pago pela empresa, como impostos, taxas e contribuições. Em outras palavras, a alíquota é proporcional ao rendimento.
Segundo o governo, com isso seriam arrecadados de R$ 60 bilhões a R$ 120 bilhões por ano.
No entanto, não se sabe ainda se a cobrança irá refletir sobre qualquer pagamento feito pela internet (utilizando o internet banking, por exemplo) ou apenas em compras online de bens e serviços.
O objetivo é criar um único imposto, unificando os tributos já existentes. Por enquanto, a reforma deve unir apenas PIS e Cofins, que são impostos federais. O ISS (Imposto Sobre Serviços), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), por exemplo, devem permanecer iguais.
Atualmente, vários setores de serviços pagam o equivalente a 3,65% da receita bruta de PIS e Cofins. Com a mudança, esse percentual seria de 12%.
Nessa primeira fase, está em discussão a unificação do PIS e da Cofins. O Ministério da Economia disse que a proposta de reforma tributária deve ter mais três etapas, que incluem na discussão: mudanças na forma como é cobrado o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados); alterações na cobrança da renda de pessoas jurídicas e físicas e também isenção da folha de pagamentos.
IR negativo e a nova CPMF devem ficar para a segunda fase.
No momento (Julho 2020) a proposta está sendo analisada pelo Congresso Nacional.
Postado por Blog Nubank

Você consegue listar quais são as principais características de um líder atual? Saber definir com clareza algumas dessas características é fundamental para quem trata com o mercado de trabalho, afinal, o próprio mercado está em constante mudança e desenvolvimento.
Toda essa evolução faz com que as características de um líder atual sejam diferentes daquelas vistas em lideranças do passado. Hoje, líderes efetivos têm múltiplas habilidades, e vão além de apenas conduzir equipes a fim de alcançar metas e objetivos.
Em qualquer época, um líder é visto como alguém que guia uma ou mais pessoas para o cumprimento de algo estipulado. Hoje, porém, entendemos que essa jornada não compreende apenas o alcance de resultados, mas também a evolução, de alguma maneira, de todos que participam do processo.
Líderes são pessoas com um elevado poder de inspirar quem está ao seu redor, de influenciá-los e guiá-los em uma empreitada, que pode ter motivações pessoais ou profissionais.
Diante disso, muitos podem pensar que não possuem as principais características de um bom líder. Porém, a questão: qualquer habilidade pode ser desenvolvida. Bons líderes estão sempre lapidando seus conhecimentos, com o tempo, derrotas (e consequentes aprendizados) e a persistência para tentar novamente.
Embora as tecnologias, a pressão (interna e externa) e a alta competitividade mercadológica tenham transformado o mercado, o papel do líder ainda é de extrema importância em qualquer negócio. Porém, assim como os modelos de negócio e de gestão, o modelo de liderança também mudou com o passar do tempo.
O maior exemplo é em relação à liderança autocrática, que não cabe mais na cultura organizacional de uma empresa focada em se desenvolver continuamente. Ordens, execuções e limitações perspectivas não têm mais espaço em meio a um panorama impulsionado pela revolução tecnológica e social.
As características de um líder atual devem dar espaço para uma liderança construída em conjunto com os colaboradores, que são mais participativos e buscam inspirações em uma figura que sirva de exemplo para eles.
Se o líder de hoje não tiver esse conjunto de habilidades e competências, ele acaba desmotivando seus colaboradores, o que contribui para o aumento do turnover da empresa. Motivação e eficiência são qualidades inerentes a esse papel de um líder atual.
Em um contexto geral, para as empresas um bom líder engloba diversos aspectos, tais como:
Esse perfil que prioriza o desenvolvimento da equipe, a satisfação de cada um de seus colaboradores (e o desenvolvimento de seus talentos) e a atenção à melhoria gradual do fluxo de trabalho — que se reflete em uma experiência memorável para os clientes —é o que faz da liderança essencial dentro de uma empresa.
O mercado, assim como o mundo todo, está passando por transformações e processos de remodelagem de conceitos e práticas. A tecnologia tem promovido a automatização de todos os setores, com softwares que auxiliam na gestão e nos processos organizacionais e facilitam as tarefas do universo empresarial, assim como a adoção de novos modelos de trabalho, como o home office.
Tudo isso faz com que um líder atual precise estar antenado às inovações e às novas tecnologias, além de estar integrado aos processos de gestão organizacional.
Também é preciso que um bom líder conduza sua equipe a obter bons resultados, e incentive o crescimento prezando sempre por um grupo harmônico. A valorização do capital humano é fundamental e um líder atual deve ter essa visão.
Há, ainda outros fatores indispensáveis para uma liderança de sucesso. Entre as principais características de um líder atual, destacamos:
Um bom líder atual precisa ter boas habilidades de comunicação, afinal, é através da comunicação garante o entendimento correto por todas as partes, além de evitar equívocos e conflitos.
Ser capaz de se expressar abertamente e criar empatia com outras pessoas é o fundamento de uma liderança eficaz. E, para conseguir isso, o segredo é simples: ouvir. A única maneira de fazer as pessoas seguirem você é fazendo com que elas se sintam ouvidas.
Algumas dicas ajudam para a garantir a boa comunicação:
Para muitos especialistas, a comunicação é a principal qualidade de ser um grande líder. Portanto, invista nisso!
Sem integridade é praticamente impossível conquistar a confiança de uma equipe. Você não pode esperar que seus colaboradores sejam honestos quando não é isso o que você passa para eles – ou para os negócios das empresa.
Um líder é honesto quando pratica o que prega, vive de acordo com seus valores centrais, lidera pelo exemplo e segue adiante. A integridade é a pedra angular de todas as outras qualidades de liderança. Sem ela, é difícil sustentar qualquer discurso.
Como já citamos, uma das principais características de um líder atual é a valorização do capital humano. Isso significa valorizar seus colaboradores, e também incentivá-los ao desenvolvimento e ao crescimento, sem o medo de ser substituído.
Um bom líder entende que o seu sucesso está diretamente atrelado à evolução de sua equipe. Por isso, é preciso incentivar essa evolução, assim como oferecer meios para que ela aconteça.
Neste sentido, é importante que o líder esteja sempre atualizado e incentive todos os seus comandados a estarem também.
Cada indivíduo tem um perfil e se dá bem trabalhando com pessoas de determinada personalidade, mas um líder precisa ter a flexibilidade de saber trabalhar com pessoas extremamente variadas, muitas vezes dentro de um mesmo time.
Sendo assim, todo líder atual deve saber com a diversidade nas empresas, que se expressam de maneira diferente e trabalham de maneira diferente.
Para ser um líder eficaz, é preciso arregaçar as mangas e assumir o comando. E isso só é possível quando há confiança suficiente para liderar, sabendo que seus planos e visão não são apenas viáveis para a equipe, mas são efetivamente o melhor.
Sem confiança em si mesmo, é impossível manter um papel de liderança. Quanto mais você acreditar em si mesmo, mais poderá gerenciar qualquer situação estressante, além de passar confiança também aos seus colaboradores.
Hoje os melhores líderes têm um propósito claro de atuação, ele norteia suas ações e dá sentido ao que é feito, inspirando todo o time na busca por resultados exponenciais.
É preciso deixar claro por que se faz o que é feito, refletir os motivos que o levam a agir e com isso engajar as outras pessoas.
O mercado atual é muito competitivo e demanda cada vez mais dos profissionais. Assim, mais uma característica de um líder atual é a ousadia, quase como uma busca por novos patamares.
É importante que essa ousadia não seja apenas na busca por bons resultados, afinal, erros sempre podem acontecer e devem ser tratados como aprendizados. Pense sempre na ousadia como algo que deve trazer novos desafios, novas perspectivas e ideias.
A inteligência emocional vai além de ser uma pessoa que consegue controlar suas próprias emoções. Dentro do mundo empresarial há vários situações estressantes e que são difíceis de lidar, como o desligamento de funcionários, crises internas, entre outros.
Em todas essas situações é necessário agir com muita astúcia, e ter a capacidade de sentir o ambiente e as pessoas. Por isso a inteligência emocional é uma das características mais valorizadas por muitas empresas.
A importância dos feedbacks no ambiente de trabalho é inegável. Cabe ao líder saber mostrar os pontos de melhora sem causar nenhum tipo de mal-estar ou constrangimento.
Em contrapartida, também é preciso receber bem os feedbacks de seus colaboradores, pois um ponto de vista diferente pode trazer melhorias inestimáveis aos processos e consequentemente melhores resultados.
Embora os feedbacks estejam muito ligados à boa comunicação, muitas vezes este pode ser um problema pontual: ter uma comunicação, mas não saber dar ou receber bons feedbacks. Portanto, vale trabalhar esse ponto com atenção.
A inteligência organizacional está ligada à forma que um líder leva a organização a fazer o que ele deseja. Basicamente ela consiste em competências que devem ser aprimoradas e colocadas em prática, como enviar mensagens que reforçam a estratégia, ter um plano de ação, entre outros.
É importante usar os pontos fortes da própria organização para alcançar seus objetivos, visando sempre obter o máximo de efeito com o mínimo de esforço de sua parte, ou seja, delegando atividades e sendo criterioso com a escolha de quem faz o quê.
Essas são algumas das principais características de um líder atual e, ao trabalhá-las e adequá-las às situações do dia a dia no trabalho, é possível alcançar resultados inspiradores e de êxito.
Publicado por Xerpay

Você está confiante para retornar ao ambiente de trabalho em meio à pandemia? A resposta varia de geração para geração no Brasil, segundo dados coletados pelo LinkedIn em junho. Cerca de um terço dos “millennials” — nascidos entre 1981 e 1996 — se sentem obrigados a comparecer ao escritório ou admitem voltar “por alguns dias” apesar da crise sanitária. A porcentagem é menor entre os mais velhos: corresponde a cerca de um quinto tanto entre a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) quanto entre os Baby Boomers (entre 1946 e 1964).
Por outro lado, os millennials estão menos dispostos a retornar quando tiverem permissão dos empregadores. Apenas 12% manifestaram esse desejo, enquanto a proporção chega a 26% entre profissionais da geração X e 28% entre os Baby Boomers.
Independentemente da idade, as principais preocupações sobre o retorno ao escritório são o contato com pessoas que não estão levando a sério as medidas de prevenção (57%), o perigo da proximidade física com colegas e clientes (41%) e o risco de contágio em espaços compartilhados de alimentação ou descanso (31%).
Quase 30% dos profissionais brasileiros têm comparecido ao seu local de trabalho durante a pandemia de Covid-19, revelou uma pesquisa conduzida pelo LinkedIn com cerca de 1,2 mil pessoas entre 1º e 14 de junho no país. A sensação de segurança, contudo, varia segundo idade do profissional e o porte do empregador. Confira alguns destaques do levantamento:
– Funcionários de grandes empresas são os que se sentem mais obrigados a voltar ao escritório apesar da crise sanitária. Cerca de 29% veem o retorno como compulsório, enquanto a proporção é de 15% entre aqueles que trabalham empresas de médio porte e de 7% entre empregados em pequenos negócios.
– Os profissionais mais velhos estão mais dispostos a voltar ao escritório assim que seus empregadores permitirem. Cerca de 28% dos Baby Boomers e 26% dos representantes da geração X gostariam de voltar, enquanto apenas 12% dos millennials manifestam a mesma disposição.
– Quando o assunto são os riscos envolvidos no transporte público, os mais jovens estão mais preocupados. Cerca de 47% dos millennials têm medo do contágio em ônibus e metrôs. A média nacional, independentemente da geração, é de 29%.

Publicado por LinkedIn Notícias

O que Uber, Airbnb e Pinterest têm em comum? Além de terem introduzido grandes inovações ao mercado, elas são consideradas startups unicórnio. No mundo dos negócios, a figura mitológica é referência a um grande feito.
Uma empresa unicórnio é aquela que conseguiu algo tão difícil quanto encontrar a criatura mítica: ser avaliada em 1 bilhão de dólares antes de abrir seu capital em bolsas de valores.
Ou seja, a startup unicórnio é aquela que arrecada essa quantia antes de vender suas ações para o público e se tornar uma IPO (Initial Public Offering, em português “Oferta Pública Inicial” – OPI).
Em 2013, quando a venture capitalist (ou investidora-anjo) Aileen Lee introduziu o termo ao público, a partir do artigo Welcome To The Unicorn Club: Learning From Billion-Dollar Startups, apenas 39 empresas recebiam o título. Hoje, cinco anos depois, o número que compõem o ranking se multiplicou em mais de seis vezes.
Para Aileen, os primeiros unicórnios nasceram nos anos 1990, com o Google (antes chamado de Alphabet Inc.) sendo o “super-unicórnio” da década. Muitos foram fundados a partir dos anos 2000, mas o Facebook se destaca como o único super-unicórnio da década. Estas duas não fazem mais parte da classificação porque já fizeram suas OPIs.
Atualmente, entre as cinco mais valiosas das mais de 260 startups unicórnios mundiais, três são americanas – Uber, Airbnb e SpaceX. As outras duas, Didi Chuxing, Toutiao, são chinesas.
Você entendeu o que significa ser uma startup unicórnio mas está em dúvida em relação ao que é uma startup? Basicamente, elas se diferem em três pontos:
#1 O país entrou para a classificação neste ano com a 99 Taxi. A companhia do ramo dos transportes anunciou o feito após ser adquirada pela Didi Chuxing, em janeiro de 2018.
#2 Em março deste ano, o Nubank revelou que também tem valor superior a 1 bilhão de dólares, fazendo da fintech a segunda startup unicórnio brasileira.
#3 Há um embate em relação à classificação do PagSeguro, que seria a terceira startup unicórnio, com valuation superior ao limite. Apesar de ser considerada um unicórnio por alguns veículos da mídia. segundo a StartSe, portal de notícias, cursos e eventos sobre empreendedorismo, o problema vem do fato de que até pouco tempo atrás, o PagSeguro não era uma organização independente, tendo tido boa parte do seu crescimento sob o comando da UOL, que era sua dona. Então, apesar de ter sido o segundo empreendimento nacional a ter atingido a marca, o PagSeguro teoricamente não é uma startup. Se esse é um critério, a companhia de pagamento não se classifica como o terceiro unicórnio do país.
#4 A quarta das startups brasileiras no ranking é a Arco Educação, especializada em soluções educacionais para o ensino privado, que além de outras frentes é dona da plataforma SAS.
#5 A Stone, especializada em pagamentos, também é uma das unicórnios brasileiras. Em outubro de 2018, fez sua oferta pública inicial e, como resultado disso, captou US$ 1,2 bilhão e passou a ter seu valor de mercado na ordem dos US$ 6,7 bilhões.
#6 A sexta unicórnio brasileira é a Movile, que controla o IFood, o Apontador e a Sympla, entre outras empresas. Segundo seu presidente do conselho, Fabrício Bloisi, a startup passou a valer US$ 1 bilhão em faturamento em março de 2017, mas só optou por anunciar os valores depois que recebeu o novo aporte.
#7 Por fim, temos a Brex, que não é brasileira, mas foi fundada por brasileiros. Fintech especializada em cartões de crédito corporativos para empreendedores, a Brex nasceu no Vale do Silício como uma criação de dois Líderes da Fundação Estudar: o carioca Pedro Franceschi e o paulista Henrique Dugubras. A companhia saiu do zero e alcançou o valor estimado de US$ 1,1 bilhão em menos de dois anos de existência.

Fundada pelo francês Fabien Mendez em São Paulo, a startup se especializou no mercado de entregas. Tornou-se unicórnio após receber US$ 150 milhões do Softbank. “É um marco financeiro que confirma que a Loggi está no caminho certo de reinventar a logística com uso de tecnologia”, dz o presidente e cofundador da Loggi.

A Gympass é uma startup brasileira de assinatura de academias e serviços fitness. Recebeu um investimento de US$ 300 milhões também liderado pelo Softbank. “Acreditamos que esse investimento permitirá levar a nossa solução a mais organizações globalmente, revolucionando a forma como as pessoas se engajam com atividades físicas”, afirma Cesar Carvalho, CEO da startup.

Também investida pelo Softbank, a startup de locação de imóveis recebeu um aporte de US$ 250 milhões. Também participaram da rodada os fundos Kaszek Ventures, da Argentina, e General Atlantic, dos Estados Unidos. Para Gabriel Braga, CEO e fundador do QuintoAndar, a conquista mostra que a empresa está “no caminho certo”. “Dá a sensação de ter completado uma etapa, mas é só o começo. Agora é comemorar e pensar no que está por vir.”

A fintech de Curitiba (PR) alcançou o status de unicórnio após receber investimento da norte-americana FTV Capital. O Ebanx presta serviços, em toda a América Latina, de processamento de pagamento a empresas com atuação global, como AliExpress, Wish, Gearbest, Pipedrive, Spotify e Airbnb. Alphonse Voigt, cofundador e CEO da startup, diz que o desafio de prestar serviços a todo o continente é conhecer profundamente as especificidades de cada país. Além do pagamento, a fintech oferece análises de inteligência de mercado, estratégias antifraude e consultoria em marketing, entre outros serviços.
Publicado por Na Prática e Época Negócios

Depois de um período de suspensão de 87 dias, as sessões de julgamento do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo foram retomadas no último dia 18/06/2020, porém na forma não presencial, com base na Resolução SFP 49/2020 e no Ato TIT 7/2020.
De acordo com o artigo 1o do referido Ato, as sessões de julgamento na forma não presencial devem ocorrer “enquanto perdurar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia do Covid-19”, observando-se o mesmo rito das sessões presenciais.
A despeito desta condição temporal para a realização das sessões virtuais, fato é que a atual situação de pandemia, que assola não só o País, mas boa parte do mundo, tem estabelecido novas formas de relacionamento social, com implicações diretas nas relações de trabalho, nas relações de ensino, nas relações de consumo e também nas relações institucionais, apenas para citar algumas.
Não é a toa que um dos temas mais debatidos globalmente refere-se ao que se tem denominado “The New Normal Pos Pandemic”. Nos Estados Unidos, ainda o epicentro da pandemia, especialistas da área de mercado tem apontado que o consumidor tende a ficar mais conservador, conforme pesquisa divulgada pela McKinsey & Company, e que a expectativa é de uma recuperação econômica de apenas 36% durante o próximo verão (no hemisfério Norte). Isto porque, durante o período de quarentena, grande parte das pessoas teve que rever seus hábitos de consumo, seja por necessidade, seja pelo simples fato de as lojas físicas estarem fechadas.
No Brasil, que até o momento figura em segundo lugar em números de contaminação e de morte pelo COVID-19, a situação econômica é agravada, dado o fato de que já vivíamos uma crise econômica antes da pandemia. Segundo a pesquisa supracitada, a incerteza continua sendo o sentimento predominante no Brasil e quase três quartos dos brasileiros experimentam um declínio na renda, o que já está afetando as relações de consumo por todo o País.
Mudanças na relação de trabalho também já são vivenciadas. O COVID-19 trouxe desafios humanos e humanitários sem precedentes. Enquanto algumas empresas sucumbiram com a crise global, outras empresas puderam proteger funcionários e migrar para uma nova forma de trabalho que nem os planos mais extremos de continuidade de negócios haviam previstos, aproveitando a tecnologia no incremento do “homeworking”, de maneira criativa e ousada. Desde então diversos estudos e artigos têm sido divulgados para tratar das transformações que já estão acontecendo no mundo do trabalho. Laurel Farrer, estrategista de trabalho remoto que colabora com organizações globais neste segmento, publicou artigo na FORBES alertando que “The New Normal Isn’t Remote Work. It’s Better”.
No meio jurídico várias discussões virtuais têm ocorrido para refletir sobre o futuro do ensino jurídico e da própria advocacia pós COVID-19. Poderíamos citar aqui outros aspectos deste “Novo Normal”, mas para ficarmos adstritos ao processo administrativo tributário, buscamos enfatizar que as mudanças já estão ocorrendo mundialmente em diversos setores, sendo natural a mudança de paradigmas e a incorporação das inovações tecnológicas também nas relações jurisdicionais, no caso o Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo, sob pena de o Tribunal se tornar arcaico, quando não, de se concretizarem violações a direitos fundamentais das partes litigantes, visto ser inegável que experienciamos um novo mundo com um “novo status quo”.
É neste contexto que o TIT retoma suas atividades, por meio de reuniões virtuais utilizando a ferramenta de videoconferências Cisco Webex Meetings, o que, segundo relatos de Juízes e advogados que participaram dessas primeiras sessões, “foi um sucesso”.
As sessões virtuais têm suporte maciço de profissionais de tecnologia da informação, para garantir a conexão entre todos os participantes e o desenrolar de cada fase do julgamento. Ultrapassada a fase de conexão virtual dos participantes, a sessão de julgamento se inicia seguindo os ritos procedimentais regulares.
Para participar da sessão virtual o advogado habilitado no processo deve manifestar interesse por meio do endereço eletrônico do TIT – tit_administrativo@fazenda.sp.gov.br, atendendo alguns requisitos formais que estão previstos no Ato TIT 7/2020.
Existe a possibilidade de requerer a remessa do processo para julgamento em sessão presencial, mas desde que haja demonstração fundamentada quanto ao “prejuízo”, o que será decidido pelo Presidente da Câmara (art. 5, p. único, do Ato TIT 7/2020).
Um dado importante é que os advogados agora passam a ter acesso digital a cada fase do julgamento, simultâneo à sua realização, o que, nas sessões presenciais, era propiciado apenas aos Julgadores e ao Representante Fazendário.
Além disso, os julgamentos virtuais são gravados e disponibilizados ao público em link divulgado na página eletrônica do Tribunal, o que dá publicidade aos julgamentos virtuais. A ideia é que haja publicidade simultânea aos julgamentos, o que deve ocorrer nas próximas sessões.
Alinhado com a tendência e necessidade de virtualização de processos e procedimentos, o Estado da Bahia se destaca como um dos pioneiros na realização de sessões virtuais de julgamento no âmbito do processo administrativo tributário. No início do mês de março, fase pré-COVID em que os órgãos da administração pública ainda funcionavam normalmente, participamos de sessão virtual de julgamento perante a 2ª Câmara de Julgamento Fiscal do Conselho de Fazenda Estadual (“CONSEF”) e a experiência foi muito positiva, utilizando a ferramenta de videoconferências Skype for Business.
Com a retirada do processo da pauta, em razão da entrada de uma nova conselheira na turma, e após nosso deslocamento até Salvador, a sessão virtual na semana seguinte foi um alento, afinal todos que militam no contencioso administrativo tributário se depararam com os desgastes e os custos financeiros de viagens a outros Estados, muitas vezes em vão.
Ainda sem saber da efetividade de um julgamento virtual, a sessão transcorreu tranquilamente. Do ponto de vista tecnológico, inclusive, pois os prestativos servidores testam o sistema antes do início da sessão. Nossa experiência foi como se estivéssemos lá, sem mais, nem menos, com o tempo para sustentar oralmente as razões do recurso e responder as questões suscitadas pelos julgadores que estavam presentes na Câmara de julgamento, fato que poucos dias após não seria mais possível devido às proporções que a COVID tomara.
Quarenta dias após a participação na primeira sessão virtual de julgamento, agora já privados da possibilidade de deslocamento, participamos de mais uma sessão virtual perante o CONSEF, desta feita na primeira instância do contencioso tributário administrativo do Estado da Bahia, agora inclusive com os julgadores participando também de forma virtual. Novamente a sessão transcorreu naturalmente como se todos estivessem presentes, com a leitura do relatório, sustentação oral e respostas aos questionamentos dos julgadores que participaram da sessão.
Outros exemplos relacionados ao advento da tecnologia utilizada como meio eficaz e útil no transcurso dos processos administrativos tributários valem a menção. O Estado do Ceará, por meio do Provimento CONAT nº 2/2019, disciplina a intimação do sujeito passivo mediante a utilização do aplicativo de mensagens WhatsApp, para fins de sustentação oral, cabendo ao contribuinte voluntariamente aderir ao programa instituído pela Secretaria da Fazenda.
Na mesma linha, por meio do Decreto nº 662/2020, o Estado do Pará também possibilita aos contribuintes a realização de sustentação oral nos processos administrativos tributários por vídeo chamada mediante a utilização do aplicativo de mensagens WhatsApp, bastando o agendamento com antecedência de 24 horas antes da sessão de julgamento.
Já no âmbito federal (“CARF”) encontramos uma situação peculiar. A Portaria nº 10.786, de 28 de abril de 2020, regulamentou a realização de reunião de julgamento não presencial, por videoconferência ou tecnologia similar, que poderá ser realizada nas Turmas Ordinárias e na Câmara Superior de Recursos Fiscais durante o período de calamidade pública e enquanto for recomendada a manutenção do isolamento social, sendo facultado às partes a realização de sustentação oral mediante solicitação enviada 2 (dois) dias úteis antes do início da reunião de julgamento.
Incluem-se nesta modalidade de julgamento virtual perante o CARF recursos em processos administrativos cujo valor original seja inferior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), ou, independentemente do valor, para processos cuja matéria em discussão seja, exclusivamente, objeto de súmula ou resolução do CARF, bem como de decisão definitiva do STF ou do STJ, proferidas na sistemática da repercussão geral e dos recursos repetitivos, respectivamente.
Aqui um ponto merece atenção. Nas reuniões virtuais de julgamento a sustentação oral não acontece em tempo real, como tivemos oportunidade de presenciar no Estado da Bahia e no TIT/SP, mas devem ser gravadas em vídeo/áudio que ficará hospedado na plataforma de compartilhamento de vídeos na Internet (YouTube), o que parece não suprir a sustentação oral presencial e acarretar prejuízo ao exercício pleno ao direito de defesa.
Por conta disso, basta ao contribuinte solicitar a retirada do processo de pauta, também com 2 (dois) dias úteis antes do início da reunião de julgamento, que o processo será incluído oportunamente em pauta de reunião presencial, sem a necessidade de fundamentar o prejuízo, conforme previsto no TIT/SP.
Como pontos positivos das sessões virtuais de julgamento no TIT/SP poderíamos citar:
(i) os recursos tecnológicos disponíveis, e há muitas ferramentas, permitem que as sessões transcorram normalmente, seguindo o rito processual estabelecido, e ainda amplia o acesso simultâneo a todas as partes de cada fase do julgamento (leitura de voto, pareceres e outros documentos processuais);
(ii) a possibilidade de realizar a sessão de julgamento sem a necessidade de deslocamento para outra cidade ou Estado e sem os custos inerentes ao deslocamento, com a economia do tempo;
(iii) o impacto, em maior escala, do tráfego de pessoas e dos custos da Administração Pública em relação aos espaços físicos em que ocorrem os julgamento e aos servidores públicos envolvidos;
Contudo, como tudo que é novo a rigor gera insegurança e preocupação, com as sessões virtuais de julgamento não seria diferente, a despeito da nossa experiência positiva com sessões virtuais realizadas antes e durante a Covid 19.
Como os Tribunais Administrativos lidarão com uma eventual pane no sistema de comunicação estabelecido com o advogado que patrocina a causa, como a queda da transmissão, sinal etc? A sessão será retomada assim que o sinal for restabelecido ou o julgamento será redesignado para a sessão seguinte?
Quais os investimentos em tecnologia necessários para que os advogados e os contribuintes possam participar das sessões virtuais, sem que haja prejuízo ao direito de defesa?
Apesar dos prós e contras e de parecer uma novidade, as sessões de julgamento virtuais cedo ou tarde já seriam incorporadas no TIT, ainda que para alguns casos e/ou de forma facultativa, em decorrência do próprio processo eletrônico que já comemora mais de 10 anos.
A adversidade pandêmica, no entanto, tem nos obrigado a romper com o “status quo” anterior, adotando de forma “bruta” algumas medidas que, até então, faziam parte apenas de planos futuros. E assim percorremos alguns anos em menos de três meses no que se refere aos avanços tecnológicos experienciados nas relações de trabalho, de ensino e também nas relações jurisdicionais, avanços estes que carregam importantes transformações no incremento destas relações.
Neste ponto, não há como voltar atrás, mas romper com os “pre” conceitos e incorporar a tecnologia e as novas experiências vividas, buscando sempre o aperfeiçoamento das relações e a ampliação ao máximo de direitos que assegurem um processo justo e célere.
Publicado por: Jota

Engana-se quem pensa que o termo educação financeira se refere a estudos, cursos, palestras e muita teoria. Não.
Educação financeira vai além: tem a ver com organizar as finanças, saber o quanto ganha e gasta, planejar as contas e pensar no futuro.
Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o conceito de educação financeira é o processo que permite melhorar a compreensão em relação aos produtos e serviços financeiros, se tornando capaz de fazer escolhas de forma bem informada.
Ou, em outras palavras, educação financeira é a habilidade de entender como o dinheiro funciona.
Abaixo, veja 6 dicas que podem ajudar a colocar em prática conceitos importantes de educação financeira.
Esse é o primeiro passo para quem deseja se organizar. Saber o que entra e o que sai de dinheiro na conta é essencial para manter os pagamentos em dia e saber até onde pode ir.
Coloque em uma planilha o salário, os gastos no cartão de crédito e as contas fixas (aluguel, água, luz, mercado, internet). Dessa forma, o controle fica mais fácil.
Ter objetivos é essencial para se manter motivado. As pequenas conquistas de curto prazo podem servir como incentivo para alcançar as metas consideradas de longo prazo.
A metodologia de OKR (sigla para Objectives and Key Results: Objetivos e Resultados-chave, em português), pode te ajudar a traçar metas mais realistas.
Ele é um método de gestão usado por muitas empresas – incluindo o Nubank – para traçar os objetivos do negócio e acompanhar sua evolução ao longo do tempo.
Quer saber mais sobre a metodologia de OKR? Leia:
Conheça o método do Nubank para traçar objetivos e veja como ele pode te ajudar em 2020
Imprevistos acontecem (doenças, viagem de última hora, compromisso familiar, reparos em casa e etc) e ter um dinheiro guardado pode evitar que você tenha dor de cabeça em momentos como esse.
A maioria dos analistas financeiros recomenda que a reserva de emergência seja equivalente a seis salários. Mas não se preocupe se não for. O importante mesmo é ter uma quantia para não passar apuro.
Leia mais: Como criar uma reserva de emergência na NuConta
Liste tudo o que você tem de dívida. Dos gastos no cartão de crédito às despesas da casa, carro e etc, sem se esquecer de registrar os juros cobrados e o tempo em atraso de cada uma.
Assim, você vai conseguir saber quanto da sua renda é possível dedicar nos próximos meses para quitar dívidas que ainda estejam em aberto.
Entre em contato com as instituições para quem você deve e negocie seu débito. Tente fazer um acordo que caiba no seu bolso.
Se você tem uma empresa, é muito importante não misturar os gastos da sua conta PJ com os da sua conta física. Mantê-los separados irá te ajudar a saber quanto seu negócio tem de lucro, o quanto você gasta e o quanto poderá investir nele, se necessário. Além disso, mantendo os gastos separados você organiza melhor seu orçamento pessoal e evita dívidas.
Não tenha receio. Converse com os seus pais, cônjuge e filhos. Fale também com o gerente do seu banco e, em caso de dívida, entre em contato com a instituição financeira responsável pelo seu cartão de crédito e tente negociar.
Falar sobre dinheiro pode ser um bom começo para colocar a educação financeira em prática.
Um estudo da University of Cambridge defende que as crianças formam boa parte dos seus conceitos e hábitos financeiros até os 7 anos de idade. Ensiná-las desde cedo a importância de cuidar do próprio dinheiro pode ajudar a mudar a relação que desenvolvem na vida adulta.
Leia mais aqui: Dá pra falar sobre dinheiro com crianças? Esse estudo diz que sim
Nunca é tarde para começar a se organizar financeiramente. Ter controle do seu dinheiro e ter uma quantia guardada para lidar com imprevistos e realizar seus sonhos (viagem, faculdade, morar sozinho, casa própria) são as vantagens de fazer um planejamento pessoal.
Esse planejamento nada mais é do que um guia para organizar melhor seu dinheiro, ou seja, saber seus ganhos e gastos.
Na prática, esse plano funciona como um controle do que entra e sai nas suas finanças e ajuda a tomar decisões mais assertivas. Como por exemplo, decidir se uma compra é realmente necessária.
Ter uma planilha pode ajudar – e muito. Registrar tudo permite que você saiba para onde está indo o seu dinheiro.
Como criar um planejamento financeiro pessoal eficiente
Uma pesquisa feita em 2019 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), SPC Brasil e o Banco Central revela que 36% dos brasileiros não realizam o controle do orçamento.
Além disso, 44% dos entrevistados estão ou estiveram com o nome sujo no último ano.
As dificuldades macroeconômicas contribuem para esse tipo de índices negativos, mas outro ponto importante deve ser ressaltado nessa situação: a educação financeira.
Pesquise sobre finanças. Mas não em qualquer página na internet. Existem muitos sites confiáveis sobre o assunto. Mantenha-se atualizado sobre as melhores práticas para organizar o orçamento e poupe dinheiro. Essas atitudes fazem a diferença ao longo do tempo.
Publicado por: Blog Nubank

Provavelmente, nas últimas semanas, você viu em manchetes e matérias de jornais, programas televisivos, e mesmo nas redes sociais, a polêmica do meio desportivo relacionada aos direitos de transmissão de uma partida de futebol e sua relação com interesses de clubes, atletas e emissoras.
Isso está acontecendo por conta da Medida Provisória 984/20, que trata desse tema. A seguir, explicaremos o que ela alterou na legislação desportiva e quais seus efeitos práticos!
Primeiramente, como vamos tratar dos efeitos e consequências de uma Medida Provisória, é válido ressaltar o que significa esse ato legislativo. MPs são atos normativos com força de lei editadas pelo Presidente da República quando estamos diante de situações e temas de relevância e urgência, como dispõe o Art. 62 da Constituição Federal.
Por sinal, a utilização de uma MP para tornar norma a questão dos direitos de arena vem sendo motivo de debate entre doutrinadores e comentaristas da área, que colocam em discussão se existe ou não, no conteúdo da MP 984, matéria de relevância e urgência (os dois requisitos constitucionais que autorizam a edição de uma MP).
Dito isso, também é importante ressaltar que a MP já está em análise no Congresso Nacional, contando com mais de 91 propostas de emendas de deputados e senadores, ou seja, provavelmente ocorrerão mudanças no texto da Medida.
Para mais detalhes sobre essas normas, confira nosso post completo sobre Medidas Provisórias
No último 18 de junho, foi publicada a MP nº 984, que alterou dispositivos de duas leis: a Lei 9.615/98 (chamada de Lei Pelé) e a Lei 10.671/03 (que dispõe sobre o Estatuto do Torcedor). Em suma, a MP alterou a titularidade do direito de arena, que, de acordo com o Art. 42 da Lei Pelé, é a
“prerrogativa exclusiva de negociar, autorizar ou proibir a captação, a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens, por qualquer meio ou processo, do espetáculo desportivo”.
Com a MP, o direito de arena é concedido exclusivamente para o clube ou entidade mandante (que possui o mando de campo, ou seja, define o local da realização da partida) de determinado jogo.
Além disso, a MP incluiu também modificações:
A seguir, explicaremos detalhadamente cada novidade.
A priori, a mudança que causou maior alarde e discussão para os especialistas é referente aos direitos de transmissão, antes monopolizados pelas redes televisivas.
De acordo com o Art. 1º da MP referenciada, a partir da data supracitada, há a modificação do disposto no Art. 42 da Lei Pelé, cabendo a decisão da transmissão ao clube mandante e não mais à emissora que tivesse acordo com ambas as equipes.
Para melhor fixação, suponha que um clube A irá enfrentar um clube B. Então, de acordo com a redação legal anterior à MP 984, para que uma determinada Emissora X pudesse transmitir o confronto era necessário que a mesma tivesse acordo de transmissão com ambas as equipes, visto que o direito de arena daquela partida pertencia aos dois clubes.
Pois bem, agora, com a medida publicada no dia 18 de junho, esse acordo simultâneo entre os dois clubes adversários e uma mesma emissora, para que ela possa transmitir um jogo, não é mais necessário. A Medida Provisória nº 984 alterou a autonomia dos direitos de arena e os concedeu somente para o clube mandante da partida, ou seja, a equipe mandante passa a ser a única detentora do direito de arena e decidirá como negociar a transmissão. No caso de não haver mandante, a transmissão será decidida pelo acordo dos clubes.
Com isso, pode-se analisar outro efeito jurídico da Medida publicada: os direitos contratuais envolvendo as novas liberalidades e formas de negociação de contratos de direito de arena. Mais especificamente: como ficam os contratos que já estavam firmados antes da MP?
Esse questionamento, em síntese, se refere à possível quebra da segurança jurídica dos contratos vigentes – assegurada pelo artigo 5º, inc. XXXVI da Constituição Federal de 1988 – bem como a consequente afronta ao ideal de ato jurídico perfeito (que é aquele ato já realizado e que já possui os requisitos que autorizam a plenitude de seus efeitos). Contudo, não há que se falar em efeito retroativo (ou seja, aquele efeito que faz seu conteúdo atingir atos pretéritos) da MP, pois não se pode usá-la para contrariar o que já foi executado anteriormente, preservando, assim, os contratos já assinados.
Um exemplo são os contratos para a transmissão do Campeonato Brasileiro, cujas vigências vão até 2024. Lembrando que essa irretroatividade não evita que os termos da MP impactem outros efeitos aos contratos. Ou seja, a ideia é que, mesmo com a MP alterando as regras de transmissão e concedendo-as somente aos clubes mandantes, contratos já assinados continuam em pleno vigor e não podem ser desrespeitados.
Para exemplificar: a ideia é que os clubes da Série A que possuem contratos de cessão de direitos de transmissão de suas partidas do Brasileirão, devem cumpri-los. Somente os que não possuem acordo firmado com tal emissora (como o Red Bull Bragantino) estão desvinculados e têm autonomia plena sobre seus jogos enquanto mandantes do citado campeonato.
Ademais, deve-se salientar a alteração do § 1º do Art. 42 da Lei Pelé, agora disposto da seguinte forma: “Serão distribuídos, em partes iguais, aos atletas profissionais participantes do espetáculo de que trata o caput, cinco por cento da receita proveniente da exploração de direitos desportivos audiovisuais, como pagamento de natureza civil, exceto se houver disposição em contrário constante de convenção coletiva de trabalho.”
Nesse ponto, a MP manteve o percentual de 5% das receitas de exploração de direitos audiovisuais a serem distribuídos aos atletas profissionais participantes da partida. A alteração fica por parte da retirada da figura dos sindicatos dos atletas profissionais, pois estes eram os responsáveis pelo repasse da porcentagem referida aos atletas antes da MP.
Outra alteração relacionada ao Direito Desportivo presente na MP 984 está em seu Art. 2º, que invoca outra possibilidade de tempo mínimo de um contrato profissional de um atleta além da regra prevista no Art. 30 da já citada Lei Pelé. Essa mudança não tem sido tão falada e comentada na mídia esportiva como o tema anterior, mas é de considerável impacto, principalmente para clubes de futebol de menor porte,
Então, para um bom entendimento do que foi em si a modificação, é preciso esclarecermos qual eram as regras sobre a vigência de um contrato de um atleta profissional. De acordo com a Lei 9.615 (Lei Pelé), em seu Art. 30, “o contrato do atleta profissional terá prazo determinado, com vigência nunca inferior a três meses nem superior a cinco anos”. Ou seja, o contrato de um atleta profissional – um jogador de futebol, por exemplo – com um clube, não pode ter um prazo indeterminado e sua vigência não poderia durar somente 2 (dois) meses, por exemplo. Isso seria uma proteção ao atleta profissional, uma garantia trabalhista contra contratos curtos, tentando evitar uma instabilidade de emprego para essa classe.
O Art. 2º da MP 984 diminuiu esse prazo mínimo de vigência do contrato de um atleta profissional para 30 (trinta) dias. Como estamos diante de uma pandemia e consequente paralisação do futebol e consideráveis dificuldades financeiras – principalmente para clubes pequenos, que perderam receitas relevantes neste primeiro semestre – a ideia desse dispositivo é possibilitar que entidades de prática esportiva possam editar contratos profissionais de curto prazo, evitando que fiquem vinculadas a um contrato longo e não consigam cumpri-los diante da atual situação financeira.
Outra modificação relevante, principalmente do ponto de vista econômico, negocial e relacionada a direitos de imagem sobre marcas, foi a presente no Art. 3º da MP 984. Este dispositivo revoga (ou seja, torna sem efeito) os §§ 5º e 6º do Art. 27-A da Lei Pelé. Mas do que tratava esses dispositivos revogados?
Então, o primeiro dispositivo tinha a seguinte redação: “As empresas detentoras de concessão, permissão ou autorização para exploração de serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, bem como de televisão por assinatura, ficam impedidas de patrocinar ou veicular sua própria marca, bem como a de seus canais e dos títulos de seus programas, nos uniformes de competições das entidades desportivas.”
Ou seja, emissoras de TV, por exemplo, eram impedidas de patrocinar e estampar suas marcas nos uniformes de clubes. A violação dessa norma, por sinal, implicava na eliminação do clube da competição em que a marca foi exposta, além de outras penalidades possíveis aplicadas pela Justiça Desportiva.
Como essa proibição foi revogada, perde seus efeitos e as entidades de práticas desportivas voltam a poder estampar em seus uniformes marcas de emissoras de rádio e TV. Ou seja, a MP põe fim à restrição de patrocínio ao clube de futebol por um canal televisivo.
A medida traz uma série de questionamentos. Com base no panorama atual do futebol brasileiro, quais mudanças devem ser mantidas? A matéria da MP 984 é de relevância e urgência, como requisita nosso texto constitucional, ou seria plausível a discussão de sua constitucionalidade? A quebra do monopólio das emissoras de televisão é favorável a todo e qualquer clube como pessoa jurídica ou apenas aos grandes? Os atletas ganham mesmo maior proteção com a nova redação do Art. 42? A Medida, ao reduzir o tempo mínimo de vigência de um contrato de atleta, beneficia somente clubes, prejudica atletas ou configura algo razoável diante do momento no qual estamos vivenciando?
E você, o que pensa sobre ela?
Publicado pela Politize e escrito por:

Victor Carvalho
Estudante de Direito – iCEV

Paulo Landim
Estudante de Direito – UFPI

Conciliar o home office e a vida pessoal pode ser um grande desafio, especialmente durante a pandemia. A quarentena impõe uma forma totalmente nova de vivência e uma quebra brusca na rotina para muitos.
Existem muitas vantagens dessa nova realidade: mais comodidade, menos trânsito e estresse; menos gastos com transporte; estar mais próximo a família; ter mais tempo para si mesmo; horários flexíveis e alimentação mais saudável caseira, fugindo de marmitas e fast foods.
Como também tem suas desvantagens: custos com montagem da estrutura de um escritório em casa; sensação de estar trabalhando mais que o normal; quebra de rotina, horários desregulados; conciliar trabalho x família (dar atenção, brincar com o filho (a); ficar na mesma postura por horas na frente das telas, pode causar problemas físicos e mental, diminuindo o desempenho; ambiente de trabalho confinado, sem interação pessoal e sem a separação mental entre ambiente de pessoal e profissional.
A resposta é: encontre o equilíbrio. É preciso ter em mente que existem dificuldades na adaptação desse “novo normal”, e tudo bem.
Aqui vão algumas dicas para criar uma rotina inteligente, ser disciplinado e produtivo no home office sem deixar de lado sua vida pessoal:
A chave é planejar seus horários o máximo que puder e, ao mesmo tempo, manter certa flexibilidade. Comece o dia como se o trabalho fosse externo – tome um banho e vista uma roupa específica para trabalhar, mas nada de desconforto, afinal você está em casa.
Classifique as atividades por ordem de prioridade de acordo com os objetivos que você deve atingir naquele dia de trabalho. Não deixe a televisão ligada e fuja de tudo que possa servir como distração.
Separe uma área da casa que será seu canto de trabalho, se não houver um cômodo para servir de escritório, escolha um local no qual seja possível manter a postura e evite lugares confortáveis, como o sofá ou cama. Isso ajuda a separar mentalmente seus momentos de trabalho e os de relaxar.
Faça pausas de 15 minutos durante o expediente para sentar em algum lugar mais confortável, brincar com seu animal de estimação, com seu filho (a). Além disso, defina momentos para as refeições e prepare-as com calma.
Não trabalhe o tempo todo. Siga seu horário de expediente para começar e encerrar. Desligue o computador e, se possível, o celular corporativo, e viva sua vida em família e tire seu tempo para aquele hobby, assistir Netflix e ler aquele livro que tanto gosta.

#TBT do tempo em que a gente podia se aglomerar e ficar pertinho dos amigos. Saudades, não é?

Da pizzada no começo das aulas
Das palestras mais incríveis

Com os melhores palestrantes

Das ações de valorização da vida

De matar a saudade no primeiro dia de aula
O isolamento forçado pela pandemia criou um paradoxo aparentemente insolúvel: estamos mais distantes, mas precisamos uns dos outros como nunca. Uma pesquisa da consultoria Robert Half mostrou que 41% dos profissionais brasileiros qualificados — e atualmente empregados — têm buscado novas oportunidades de trabalho. Diante da escalada do desemprego, eles não estão errados: faz sentido ligar o radar e fortalecer nossas redes de contatos caso o pior aconteça.
Mas como investir em relacionamento se as interações humanas seguem tão dificultadas pela pandemia? A quarentena não terminará por extinguir a chance de criar novos vínculos ou aprofundar contatos já iniciados com outros profissionais?
Para Maurício Cardoso, cofundador do Clube do Networking, o cenário não é tão desanimador quando parece. “Na verdade não estamos vivendo um ‘isolamento social’ e sim um ‘distanciamento físico’, o que significa que continuamos a nos relacionar socialmente”, diz ele. As interações podem e devem seguir muito ativas; o que mudou foi o espaço e o formato em que elas se dão.
“Enviar um e-mail, uma mensagem ou comentar uma postagem de um amigo é um ato muito simples que pode ajudar a manter o contato social”, explica Maurício. “A questão é saber usar a tecnologia para criar confiança”.
A habilidade de se comunicar de forma consistente, clara e empática pela internet será uma competência essencial para sobreviver ao novo normal. “Sempre atribuímos a afetividade das nossas relações ao olho no olho, ao sorriso, ao abraço, mas em um momento em que nada disso é possível, tudo se ressignifica”, explica Laís Ribeiro, sócia do LIDE Futuro. “Precisamos ter consciência de que os tempos mudaram e que precisaremos de atitudes diferentes para criar laço com o outro”.
A quarentena é um período em que as pessoas estão dentro de suas casas e sem realizar deslocamentos, o que garante um pouco mais de disponibilidade nas suas agendas. Saber aproveitar essa oportunidade é essencial para ter conversas mais frequentes ou até mais longas. “No ambiente doméstico, as pessoas também mais próximas da sua intimidade, distantes da formalidade dos trajes e escritórios, o que proporciona uma ótima equação para acionar e construir conexões”, diz Laís.
Na falta do “olho no olho”, é importante prestar atenção à sua postura nas conversas por vídeo. A dica de Vitor Silverio, gerente de recrutamento da Robert Half, é olhar diretamente para a câmera, para evitar o desagradável efeito de “olhar desviado”, tão comum em videoconferências.
Também é importante compensar a falta da presença física com uma dose extra de foco e atenção ao outro. O ideal é manter desligadas as notificações para evitar distrações, interrupções. “A empatia, a escuta e a capacidade de entender a visão do outro serão cada vez mais importantes para gerar confiança”, explica Vitor.
Outro desafio é lidar com o conhecido cansaço gerado pelas videoconferências. Segundo Laís, o segredo é descontrair ao máximo. “Não convide o contato para uma reunião, proponha sempre um café ou um happy hour virtual”, explica. “E não se preocupe com a formalidade, fique à vontade abrir sua câmera em um lugar em que você fica confortável”.
Também é importante lembrar que todos estão em seu ambiente doméstico e que o vídeo pode ser invadido por interrupções dos filhos ou algum barulho na rua — e está tudo bem. Na verdade esses elementos até ajudam a humanizar a conversa.
Investir em temas leves também ajuda a minimizar a distância e tornar a conversa mais agradável. “Evite pautas duras ou tópicos chatos”, recomenda Laís. “Pergunte verdadeiramente como a pessoa está se sentindo, troque experiências desse período de quarentena, compartilhe seu otimismo, estabeleça gatilhos emocionais, porque é a partir desses lugares que as conexões acontecem”.
Ainda que a crise tenha imposto desafios inéditos para o networking, os princípios que norteiam as boas relações profissionais continuam intactos. Ser interessante, e não interesseiro, é a regra de ouro para estabelecer relacionamentos duradouros em qualquer contexto.
Isso significa que enxergar as suas conexões como pessoas reais, e não como peças em um jogo de xadrez, continua sendo a única forma de crescer de forma sustentável na carreira.
“É importante conhecer profissionais que podem ajudar você, mas sempre lembrando que você também tem que estar disponível”, explica Andrea Greco, fundadora da Conecte-se. “Networking não é algo em que só um dos lados sai beneficiado, é uma via de mão dupla”.
Isso significa que, com ou sem pandemia, é importante se colocar à disposição do outro sem esperar nada em troca. O que também significa se despir de preconceitos e lembrar que não há cargo, empresa ou área de atuação que determine o valor de uma pessoa.
Apostar em conteúdo relevante e útil sobre a sua área de atuação também continua valendo. “É importante usar as redes sociais para compartilhar pontos de vista e informações que agreguem algo para os seus contatos”, diz Andrea. “Fazer conteúdo é uma forma de criar pontes com outros profissionais que estão com dúvidas ou buscam conhecimentos sobre a sua área de atuação”.
Investir nas estratégias “clássicas” ajuda não só a preservar antigos contatos como também a inaugurar conexões com profissionais que você nunca chegou a conhecer no mundo pré-Covid.
A última regra de ouro que não mudou com a pandemia: quem não é visto não é lembrado. “O que muda é que agora precisamos nos expor ainda mais, afirma Maurício, do Clube do Networking. Segundo ele, é preciso marcar (ainda) mais presença nas redes sociais, participar de grupos e fóruns online e impulsionar a sua marca profissional na internet.
Os especialistas com que conversei foram unânimes na descrição dos erros mais comuns do networking: ligar só para pedir favor, entupir a caixa de e-mail alheia com “propagandas” suas, tentar vender o seu produto no primeiro contato, ligar em horários inadequados, ser egocêntrico, falar apenas de si e não se interessar pelo outro. Essas sempre foram e continuam sendo práticas a evitar.
O detalhe é que o distanciamento físico forçado pela pandemia e pode incrementar os efeitos nocivos desses deslizes para a sua imagem profissional. Isso porque a comunicação se tornou 100% digital — portanto, muito mais suscetível a desencontros frequentes e duradouros.
O maior risco está em tentar usar a internet para fazer uma “comunicação em massa”, diz Laís, da LIDE Futuro. “Não há nada mais falho que as comunicações ‘Ctrl+C, Ctrl+V’, que demonstram claramente a falta de interesse e cuidado na tentativa de construir esse contato”, diz ela. “Existem aquelas pessoas com que estamos começando a construir um relacionamento e do nada vamos parar na sua lista de transmissão do WhatsApp, uma enxurrada de informações então começa a ser enviada, em larga escala, sem saber se aquilo interessa a todos os destinatários”.
Em resumo: qualquer estratégia que trate as pessoas como massa será ineficaz na construção de relacionamento. “Um passo mal pensado e acelerado demais neste momento não só impede o avanço, mas fecha uma porta”, diz Laís. O pior erro é esquecer que, longe ou perto de você, há um ser humano do outro lado.
Fonte: LinkedIn

Ter dificuldades é um processo comum para todos em fase de aprendizado da programação. Não tem problema se você cometeu erros, o mais importante é aprender com eles para tornar-se um profissional de excelência. Galera de Engenharia de Software, essas dicas são para vocês:
1. Tenha sua razão
Se você quer começar a programar, tem que ter uma razão. Você gosta de escrever código ou quer ter uma carreira mais lucrativa.
Programação não é simples, você vai ficar frustrado muitas vezes. Será essencial manter essa razão em mente para seguir em frente.
2. Construa uma base sólida
Antes de começar, revise alguns conceitos, a maior parte da programação é construída em matemática 1, funções e variáveis.
3. Encontre um grupo
Será útil para apoiá-lo quando começar. Será valioso porque outras pessoas estarão no mesmo lugar que você.
4. Divida os problemas
Uma das partes mais importantes da programação é pegar um grande problema e dividi-lo em partes cada vez menores até que essas partes sejam solucionáveis.
5. Pseudocódigo (pseudocoding)
Muitas vezes é útil escrever em detalhes o que você está tentando fazer em palavras simples antes de tentar escrever código.
6. Abrace o ciclo de aprendizagem
Se você está aprendendo a programar como uma segunda carreira, aprender a aprender será uma grande parte do seu processo.
Há muitos altos e baixos envolvidos, o que é muito natural! Se prepare para aquela montanha-russa antes de começar.
7. Comece com recursos gratuitos
Há um milhão de recursos para aprender a codificar. Alguns são gratuitos e alguns são pagos. Certifique-se de escrever código, e depois disso, você poderia pensar em recursos pagos.
8. Encontre o seu nicho
Há muitos mundos dentro da programação, encontrar um mundo que você ama e focar nisso, em vez de tentar aprender 8 linguagens de programação, todos os editores e ferramentas de desenvolvimento, etc.
9. Seja bom em reconhecimento de padrões
Reconhecer padrões no código é uma das habilidades mais importantes que você pode ter.
10. Faça bons hábitos cedo
Será mais fácil escrever código limpo no futuro se você adquirir o hábito cedo. Maus hábitos podem ser difíceis de quebrar. Um hábito pode influenciar no seu código.
Umas das formas prazerosas e acessíveis de aprender coisas novas é pelo Youtube, então aí vai algumas dicas de canais para programadores:
– Rocketseat
– WP Masters
– Rodrigo Branas
– Código Fonte TV
– RB Tech
– Danki Code
– Filipe Deschamps
– Lucas Montano
– CFB Cursos
– DEV Media
– Vinícius Thiego
– Cursos em Vídeo

Embora o cenário pareça muito desanimador, a verdade é que a crise é, também, uma fonte de oportunidades. O empreendedorismo nesses tempos parece ser um combustível para a retomada de economia durante esses períodos históricos, e não está sendo diferente nesse momento.
Os primeiros passos para o crescimento nesse período desfavorável são sempre os mais difíceis, mas muitos pontos positivos são encontrados nesse momento econômico e, por isso, o mais aconselhável é persistir e tirar o melhor proveito de todas as oportunidades.
Empreender sempre é uma maneira de recomeçar para muitos brasileiros. Em tempos de recessão, a estagnação pode significar a morte profissional. Nem todos conseguem manter seus empregos quando a economia se desestabiliza e, por esse motivo, é a hora de mudar de planos para não viver tempos ainda mais sombrios.
Reinventar, inovar e criar soluções são metas que podem ajudar você a entender a sua oportunidade. É preciso aprender a utilizar as suas habilidades e não ficar esperando que as coisas melhorem.
É muito importante fazer uma análise de mercado. Identificar quais são os nichos de produtos e serviços que a população demanda nesse período de restrição é fundamental. Já que o essencial não pode faltar, esse pode ser o mercado mais interessante para esse momento.
Quando você descobre uma necessidade dos clientes, você acerta diretamente no alvo e as chances de sucesso são ainda maiores. Portanto, identificar as oportunidades é estar em constante análise dos setores que mais crescem, ou que pelo menos não perdem tantos clientes, em tempos de crise. É trabalhar com a informação do que agrada o cliente e se concentrar para trazer o melhor resultado. Pense na reestruturação dos modelos de negócios tradicionais e aposte na inovação.
Via de regra, a internet tem sido um excelente balcão de negócios. Mas, em tempos de crise, se torna uma necessidade. Atrás de descontos, preços mais baixos, comodidade e segurança, os clientes passam a consumir ainda mais os produtos e serviços oferecidos pelos sites e lojas virtuais na internet.
Os desafios para quem quer abrir uma empresa em meio a instabilidade econômica é ter a persistência e criatividade necessárias para driblar as adversidades do mercado.
Os principais desafios para empreender são:
• analisar o cenário de forma realista para encontrar o nicho de mercado que se adéque às suas habilidades e às necessidades dos clientes;
• executar um bom planejamento estratégico e orçamentário;
• tomar decisões de forma racional;
• ser persistente mesmo com as intemperes econômicas, que podem se mostrar negativas e assustadoras;
• entrar nesse mercado motivado para o sucesso e não deixar que as dificuldades sejam maiores que a sua força de vontade de empreender — a resistência é palavra de ordem para quem quer empreender em tempos de crise.

Aprender termos básicos são essências para a evolução nos estudos e na profissão de programador. Confira alguns termos nesse dicionário da programação que nós do iCEV preparamos para você.
Algorithm
Um algoritmo é uma fórmula ou conjunto de etapas para resolver um problema específico.
API
A interface de programação de aplicatívos é uma maneira de os apps emprestarem funcionalidades e dados uns para os outros.
Array
São usados para armazenar vários valores em uma única variável.
Boolean
Uma expressão que resulta em um valor VERDADEIRO ou FALSO.
Breakpoint
A localização no código de programação que, quando alcançada, dispara uma parada temporária no programa.
Bug
Um “bug” é u m erro ou defeito de software ou hardware que causa mau funcionamento de um programa.
Class
Uma classe é uma descrição que abstrai um conjunto de objetos com características similares.
Caia
Chamar uma rotina em uma linguagem de programação. Chamar uma rotina consiste em especificar o nome da rotina e, opcionalmente, os parâmetros.
Character
No software de computador, qualquer símbolo que exija um byte de armazenamento.
Data Structure
Na programação, o termo estrutura de dados refere-se a um esquema para organizar informações relacionadas.
Data Type
Classificação de um tipo específico de informação. É fácil para os humanos distinguir entre diferentes tipos de dados.
Decode
Decodificação refere-se à reversão do processo de um método de codificação.
Encapsulamento
Empacotamento de dados e métodos em um único componente.
Exception (Exceção)
Um erro que ocorre durante a execução de um programa.
Exponenciação
A potenciação ou exponenciação é a operação de elevar um número ou expressão a uma dada potência.
Feature (Característica)
Uma propriedade notável de um dispositivo ou aplicativo de software.
Float
Um número com um ponto decimal.
Function (Função)
Um bloco de código reutilizável parametrizado que executa uma tarefa.
Gamification
Gamificação significa usar técnicas de design de jogos digitais em contextos que não são de jogos, como educação, negócios ou social.
Garbage Collection
Coletor de lixo é um processo usado para a automação do gerenciamento de memória.
Geek
Abreviação de nerd de computador, um indivíduo apaixonado por computadores, com exclusão de outros interesses humanos normais.
Hacker
Um termo de gíria para um entusiasta de computadores, ou seja, uma pessoa que gosta de aprender linguagens de programação e sistemas de computador e pode frequentemente ser considerado ] um especialista no (s) assunto (s).
Hard Disk
Um disco magnético no qual você pode armazenar dados do computador. O termo hard é usado para diferencia-lo de um disco flexível ou flexível.
Hardware
Refere-se a objetos nos quais você pode realmente tocar, como discos, unidades de disco, telas, teclados, impressoras, placas e chips. Por outro lado, o software é intocável.
I/O – input/output
Abreviação de entrada/saída. O termo E/S é usado para descrever qualquer programa, operação ou dispositivo que transfira dados para ou de um computador e para ou de um dispositivo periférico.
loT
loT é a abreviação de Internet das Coisas. Refere-se à crescente rede de objetos físicos que apresentam um endereço IP para Internet.
Java
Java é uma linguagem de programação de alto nível e uso geral desenvolvida pela Sun Microsystems.
Javascript
JavaScript é uma linguagem de script desenvolvida pela Netscape para permitir que autores da Web projetem sites e sistemas interativos.
Json
Abreviagao deJavaScript Object Notation,JSON 6 um formato leve de intercâmbio de dados que é fácil para humanos lerem e escreverem e para máquinas analisarem e gerarem.
KB – kilobyte
Abreviação de kilobyte. Quando usado para descrever o armazenamento de dados, o KB geralmente representa 1 .024 bytes.
Kbps – kilobits per second
Abreviação de kilobits por segundo, uma medida da velocidade de transferência de dados. Modems.por exemplo, são medidos em Kbps.
Kernel
O kernel é o módulo central de um sistema operacional (SO). É a parte do sistema operacional que carrega primeiro e permanece na memória principal.
Label
Um rótulo! Há muitas aplicações para esse termo na área de TI.
LAMP
Shortfor Linux, Apache, MYSQL and PHP, uma plataforma/pilha open-source para desenvolvimento web.
Latency – Latência
Na rede, a quantidade de tempo que um pacote leva para viajar da origem ao destino.

Sebastião Gomes tem 61 anos e herdou do pai uma loja que conseguiu construir. Faz dela até hoje seu próprio negócio e segue vendendo os mesmos produtos artesanais de outrora. O que mudou, no entanto, foi a forma de administrar as vendas. “Antes, era tudo no papel. Agora vai tudo pro celular ou computador”, afirma o empreendedor sobre o uso dos novos recursos da tecnologia.
Ele, que vende produtos de couro em geral, como bolsas, sapatos e chapéus, explica que a internet lhe deu mais opções para aumentar seu rendimento. A investida tem feito seu negócio render financeiramente ainda mais e, com a ajuda de seu filho, Sebastião adere a ferramentas como Facebook, Instagram e Google ADS.
Liana Silva, de 36 anos, também é dona de um negócio. Ela explica que tem começado a aderir aos poucos a algumas tecnologias e que isso vai de acordo com as suas necessidades. “Não dá para investir em tudo. Mas a gente precisa se atualizar mesmo”, afirma.
Ela revela que antes só vendia seus produtos artesanais à vista, mas com chegada do “dinheiro de plástico” precisou ter uma maquineta. “Nem todo mundo queria pagar à vista e eu tava começando a perder vendas. Por conta disso, resolvi comprar uma maquineta e isso me ajudou bastante”, garante a microempreendedora.
As histórias de Sebastião e Liana coincidem com as de vários empreendedores e microempresários que visam continuar no mercado em meio às instabilidades financeiras. A grande novidade do mundo atual é que a tecnologia e as vendas estão diretamente ligadas em um vínculo que deve se fortalecer com o tempo.
O fato é que o mundo interconectado exige que os vendedores se atualizem e mudem a sua forma de empreender. Nesse sentido, a tecnologia tem se mostrado cada vez mais como grande benefício capaz de auxiliar na performance empresarial e alcance de resultados.
Muitos profissionais, no entanto, ainda resistem a tais mudanças. Para muitos, isso se deve à dificuldade em entender o que deve ser feito para alcançar um resultado mais positivo. É aí que se faz necessária a atualização para aprimorar o que já existe, inovar com novas formas de vendas e manter uma boa relação com o público-alvo.
Agregar tecnologia ao negócio permite novas formas de contato com o cliente, inovações de dinâmicas para entender suas preferências e até mesmo boas estratégias para tomar decisões com precisão.
Alguns recursos resultantes da tecnologia surgem como fortes aliados. Conheça alguns deles:
Uso de aplicativos – Serve para facilitar a comunicação, gerenciamento e otimização de tempo. Essas são algumas das vantagens que ferramentas e aplicativos visam auxiliar. As funções de algumas ferramentas podem otimizar de forma direta ou indireta os processos internos da empresa. E o que é melhor, o negócio pode ser acompanhado remotamente.
Loja virtual – Uma loja virtual ganha a vantagem de estar sempre aberta, seja de madrugada ou em feriados.Chega também como um “plus” no quesito em fornecer serviços que trazem comodidade a clientes de rotina corrida e não conseguem fazer compras em horário comercial. Uma loja virtual é a forma mais prática de expandir o negócio, no intuito de torná-lo ainda mais conhecido.
Marketing de conteúdo- Essa é uma das mais eficazes formas de consolidar a marca no mercado e conquistar mais clientes. Apostar no marketing de conteúdo é uma alternativa para divulgar produtos ou serviços, promover o engajamento do seu público-alvo, melhorar a presença digital da sua empresa, além de abrir espaço para a ampliação do networking.
Ferramentas de gestão empresarial- São as ferramentas que permitem uma melhor organização e otimização da equipe e de seu trabalho como gestor. Assim como os aplicativos que mencionamos acima, existem softwares capazes de facilitar o controle de setores como: estoque, vendas, relatórios e vários outros.
De uma maneira geral, é preciso cuidado e atenção no atendimento tanto presencial quanto remotamente. A tecnologia veio para ficar e nos auxiliar, mas o bom e velho toque humano permanece sendo essencial para um relacionamento próximo com clientes.

o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, no dia 29 de maio, dois artigos da medida provisória 927/2020, a qual determinou flexibilizações da lei trabalhista durante a pandemia do novo coronavírus.
A maioria seguiu o relatório do ministro Marco Aurélio de Mello para suspender os artigos 29 e 31 da MP. Enquanto o segundo falava da atuação de fiscais do trabalho, o primeiro considerava que a contaminação por coronavírus não poderia ser considerada como relacionada ao trabalho, “exceto mediante comprovação do nexo causal”.
O advogado trabalhista Pedro Maciel, sócio do escritório Advocacia Maciel, comenta que a decisão tira da MP uma questão que nunca existiu antes. Para ele, o texto apresentado pelo governo deixa a questão muito aberta.
“O artigo dizia ‘não é acidente, a não ser que se prove’, isso coloca a doença ocupacional como uma exceção. O que pode não ser verdadeiro para trabalhadores essenciais e atuando na linha de frente contra a doença. A decisão do STF vem como uma proteção a esse trabalhador”, diz o advogado.
No entanto, Maciel não acredita que a suspensão do artigo abra a possibilidade de que qualquer trabalhador declare que um diagnóstico de covid-19 seja relacionado ao trabalho.
Pela facilidade de contágio, é mais difícil comprovar que o contato com o vírus tenha ocorrido por causa de uma atividade na empresa. “Uma pessoa fazendo teletrabalho, por exemplo, tem mais chance de pegar a doença por sair do isolamento ou por meio de um parente”, explica ele.
O caso se torna diferente quando o ambiente de trabalho é o foco de contágio, como um hospital.
“Um médico dentro de um hospital tem uma discrepância entre a probabilidade de pegar no ambiente de trabalho e a de pegar de um parente em casa”, fala ele.
A mesma proteção pode ser aplicada a funcionários de empresas que mantiverem as atividades, contrariando medidas de quarentena dos governos estaduais e municipais. Ou de empresas que não fornecerem equipamentos de proteção, como máscaras e álcool em gel.
Segundo o advogado, o efeito prático da mudança pode ser na segurança de estabilidade de emprego para os trabalhadores essenciais que ficarem doentes.
Ao comprovar acidente de trabalho, a pessoa tem direito a 15 dias de afastamento pagos pela empresa e a auxílio pago pelo INSS a partir do 16º dia. Após o período fora de serviço, o funcionário tem 12 meses de estabilidade no emprego e não pode ser dispensado sem justa causa.
Como exemplo, Maciel cita novamente profissionais da saúde que tiverem covid-19 e precisarem ser afastados. A caracterização como doença ocupacional evita a demissão da pessoa.
Outro efeito seria o maior cuidado dos empregadores para fornecer equipamentos de segurança a todos os funcionários.
Com a chance do coronavírus ser doença ocupacional, a falta de distribuição de álcool em gel e de máscaras pode mostrar a vulnerabilidade do trabalhador e ser uma prova da responsabilidade da empresa.
O advogado diz que sua firma ainda não recebeu nenhum caso relacionado ao tema e ainda deve demorar para ter uma análise de como a decisão será interpretada. “Temos que esperar para ver como a Justiça vai atuar nesse caso”, explica ele.
Por Exame

Estudantes fazem distanciamento social ao hastearem a bandeira chinesa na escola, em Taiyuan. A retomada das aulas presenciais no país começou em abril. Foto: China News Service via Getty Images
Moramos na China há seis anos e meio, na cidade de Changzhou, na província de Jiangsu. A cidade tem cerca de 6 milhões de habitantes, fica a 700 quilômetros de Wuhan e a uns 200 quilômetros de Xangai. Ainda assim, é considerada uma cidade de interior. Meu marido, Rafael, trabalha em uma empresa que tem negócios de importação com a China e, como ele passava mais tempo aqui do que no Brasil, decidimos nos mudar para cá com nossas duas filhas no Natal de 2013. Na época, Sarah estava com 5 anos e Valentina com 3.
Hoje, Sarah cursa o quinto ano e Valentina o quarto, em uma escola tradicional chinesa — elas duas são as únicas estrangeiras. A escola fica dentro de um condomínio e é de graça para quem mora lá. Nós pagamos uma taxa equivalente a cerca de R$ 150 por mês por aulas no período integral, das 7 horas às 16 horas. Ao todo, são 2.400 alunos. O ano letivo começou em setembro do ano passado e estava tudo indo muito bem, até a tradicional pausa por causa do Ano-Novo Chinês, quando as pessoas costumam viajar e se deslocar muito. É o principal feriado do país. Até então, em dezembro, não se falava muito sobre o novo coronavírus.
No começo de janeiro, quando os casos começaram a se espalhar, ficamos preocupados e compramos muita comida e máscaras. O álcool já estava em falta. Imediatamente foi decretado lockdown em nossa cidade — estava tudo fechado, apenas farmácia e supermercados abertos. Parecia um apocalipse. Aqui em Changzhou, os condomínios são como prefeituras e têm o poder de ditar normas. O nosso tem três prédios e cerca de 30 casas. Foi proibida a entrada de visitantes e determinado que apenas uma pessoa da família poderia sair para supermercado ou farmácia durante duas horas por dia. Éramos, e ainda somos, obrigados a usar máscara e medir a temperatura antes de sair do condomínio. Recebemos um cartão onde está carimbado o horário que saímos e temos de voltar dentro de duas horas. E medir a temperatura de novo.
Era previsto que as aulas voltassem no meio de fevereiro, mas, em razão da pandemia, foram substituídas por aulas on-line. Ficamos 65 dias em lockdown absoluto. Até que, com o controle dos casos, as medidas extremas foram afrouxando. Meu condomínio, por exemplo, liberou as pessoas para saírem de casa por mais do que duas horas, mas receber visitas está proibido até hoje. Existe um controle intenso da movimentação das pessoas.
Quando nossa cidade zerou o número de novos casos, a vida foi voltando ao novo normal, com restaurantes reabrindo, comércio, lojas, shoppings. Mas, quando recebi o comunicado de que as aulas presenciais seriam retomadas, fiquei tensa, chorei e não queria mandar as meninas para a escola. Cogitamos não mandá-las nos primeiros 15 dias — com a ideia de que, se algo mais sério acontecesse, seria nesse período —, mas depois avaliamos que, se elas não voltassem, isso não seria muito bem-visto pela comunidade e minhas filhas poderiam sofrer algum tipo de bullying, ainda mais por serem estrangeiras. Seria como se nós não confiássemos na segurança da escola. Aqui na China, se a criança falta a um dia de aula, a escola liga para saber a razão.
Com o comunicado de volta às aulas veio uma lista de acessórios de higiene que as crianças precisam levar todos os dias e que eu apelidei de “kit pandemia”: uma toalha de rosto; uma toalha para colocar embaixo da bandeja de comida, pois agora as refeições são feitas na sala de aula; lenço de papel; lenço umedecido; um frasco de álcool em gel; um frasco de álcool em spray; saco de lixo; talheres para o almoço; e máscaras para trocar durante todo o período. As de tecido são proibidas, e os alunos precisam usar os modelos N95 ou a máscara cirúrgica, todas descartáveis.
“Mesmo a escola sendo desinfetada todos os dias, as crianças precisam limpar com álcool sua mesa e cadeira antes de sentar. As salas passaram a ter mesas individuais. Os amiguinhos não podem tirar a máscara nem ter qualquer contato físico entre si”
O rigor com a segurança das crianças começa antes mesmo de sair de casa. Tenho de medir a temperatura das meninas e informar por meio do QR code do aplicativo do colégio. Até 36,9 graus as crianças podem ir para a escola, se der 37 a recomendação é ficar em casa. Antes da pandemia, os pais podiam entrar no condomínio onde fica a escola para deixar as crianças na porta. Agora, não mais — foram organizadas filas do lado de fora, e as crianças entram sozinhas. Antes de entrar, no entanto, elas passam pelo scanner de temperatura corporal para uma nova checagem.
Mesmo a escola sendo desinfetada todos os dias, as crianças precisam limpar com álcool sua mesa e cadeira antes de sentar. As salas com cerca de 45 alunos foram reorganizadas. As mesas eram duplas, agora são separadas e ficam mais distantes umas das outras. Os amiguinhos não podem tirar a máscara nem ter qualquer contato físico entre si. Antes que digam que é um absurdo, as crianças sabem que isso não será para sempre e estão seguindo as novas regras sem estresse.
Durante o dia, a professora volta a medir a temperatura dos alunos — repete isso pelo menos três vezes. Se alguma criança medir mais do que 37,1 ela é retirada da sala até a temperatura baixar. Se chegar a 37,8, ela é encaminhada para o ambulatório da escola. É a professora quem faz a troca das máscaras dos alunos: com luvas, ela retira e descarta a máscara para que a criança não leve as mãos ao rosto. Tudo com muito cuidado. A Sarah já mediu mais do que 37 graus e foi retirada da sala algumas vezes. As aulas de educação física também foram adaptadas — a caminhada substituiu a corrida, pois as crianças não podem correr usando máscara.
Também não podem mais jogar futebol, mas podem pular corda. Nos primeiros dias de volta às aulas, as professoras explicaram tudo sobre o vírus, os riscos, o que está acontecendo aqui e no mundo. E explicaram também o porquê de todo aquele rigor nos procedimentos, a importância de medir a temperatura e o que fazer caso algum colega apresentasse febre. As professoras falaram até mais do que nós contamos para as crianças. E elas chegaram em casa muito tranquilas, sem medo, sem pânico.
Além do rigor dentro da escola, a cada 15 dias nós temos de mandar um relatório para o colégio com os dados da temperatura de todos em casa, se saímos da cidade ou do país, se tivemos contato com alguém infectado, se tivemos algum sintoma. São dezenas de perguntas para que eles tenham total controle do ambiente das crianças. Apesar de meu desespero inicial, elas adoraram voltar para a escola e entenderam que esse controle é necessário. No dia 15 de maio completou um mês do início das aulas dentro desse “novo normal”. Já não estou mais neurótica, me sinto segura e bem mais tranquila.
Por Época

Imagem: SR GARCÍA
O home office veio para ficar. Embora o confinamento termine, muitos empregados não voltarão ao escritório. Trabalharão em casa ou no lugar onde estiverem. Antes de a covid-19 ter entrado em nossas vidas, a porcentagem de pessoas que faziam home office diariamente na Espanha mal superava os 4%, segundo o Eurostat.
É provável que o número de trabalhadores que se juntarão a essa nova rotina será muito maior quando estes tempos estranhos terminarem, por decisão das empresas ou dos próprios profissionais. Trabalhar em casa tem suas vantagens: poupamos tempo e gastos no deslocamento e desfrutamos de maior flexibilidade horária.
No entanto, para algumas pessoas isso pode ser um fardo, e não apenas pelas dificuldades que podem encontrar em casa com a família. Podemos nos acostumar com o home office e até tirar proveito dele se soubermos incorporar alguns hábitos simples, como reconhecem os profissionais que estão há anos nessa dinâmica.
O primeiro passo é organizar nossa agenda como se estivéssemos no escritório. Temos que revisar quais são as coisas importantes que devemos fazer, mas sem nos esquecer de reservar um tempo para responder e-mails, pensar ou comer tranquilamente. Muitas organizações caem no risco da reunionite digital, ou seja, o excesso de reuniões ou de chamadas telefônicas a qualquer hora e o consequente estresse.
“Como não existe a barreira ou a desculpa das viagens ou das reuniões presenciais, supõe-se que todos podem se reunir a qualquer momento, mas não é assim”, diz o diretor de uma empresa de telecomunicações. Precisamos aprender a gerenciar nosso tempo e estabelecer limites para que nossa jornada não seja de 24 horas. Se queremos ser produtivos, precisamos descansar e trabalhar de maneira saudável.
Outro ponto fundamental para viver melhor o home office é incorporar hábitos simples para que nossa mente aprenda a passar do modo trabalho ao modo vida pessoal. Por um lado, devemos escolher um espaço para trabalhar, mesmo que seja no canto de uma mesa se nossa casa for muito pequena. Por outro lado, “precisamos nos vestir como se esperássemos uma visita”, explica Javier de Alfonso, empreendedor da vocesenlared.com, que faz home office desde 1995. Com estes dois passos simples conseguimos que nossa cabeça aprenda a desconectar do trabalho sem precisar sair de casa.
As relações pessoais também serão afetadas pelos novos hábitos. Não será tão fácil tomar um café com os colegas ou uma cerveja depois do expediente. No entanto, existe a possibilidade de gerar novas relações de maneira digital. Silvia Carrillo, especialista sênior de marketing da SAP, uma empresa de tecnologia que incentiva o home office entre seus funcionários há quase duas décadas, afirma que esse modelo facilita o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. “Quando cheguei, nenhum colega da minha equipe estava na Espanha.
Meu ambiente de trabalho passou a ser 100% virtual.” Carrillo diz que essa circunstância obriga a se comunicar “de outra forma”. Trata-se de sermos mais expressivos nas mensagens escritas para que o emissor capte bem o conteúdo. Também são organizados eventos na SAP para fazer com que as pessoas se sintam mais próximas. Por exemplo, são realizadas comemorações por ocasião do Natal ou do Halloween, quando todos se fantasiam ou buscam algo para surpreender os colegas. “Outro dia organizaram uma festa surpresa para uma colega norte-americana que ia ter um filho, um chá de bebê”, explica Carrillo.
Foi uma reunião virtual, durou menos de uma hora e mais de 50 pessoas participaram. Entre outras coisas, foram organizados jogos digitais. Em um deles os funcionários tinham que adivinhar o preço de alguns produtos infantis ou reconhecer quem era quem através de fotografias que mostravam aos colegas de quando eram pequenos. São alguns exemplos de iniciativas que podem substituir a necessidade de proximidade entre os colegas e que podem ser compatibilizadas com as carregadas agendas de trabalho.
Para que o home office tenha o sucesso desejado é necessário que conviva com as experiências presenciais. Às vezes, a inércia pode nos levar a ficar em casa, mas temos que nos forçar a sair nos fins de semana, ver os amigos e ter certas rotinas de esporte ou de caminhadas diárias. O trabalho é uma parte importante de nossa vida e pode ser gratificante se desfrutarmos das vantagens de trabalhar em casa.
• Organizar a agenda, reter o que é importante e dedicar tempo a outras atividades relevantes. Não cair na reunionite virtual, ou seja, chamadas a qualquer momento do dia.
• Definir truques para diferenciar muito bem o modo trabalho do modo vida pessoal quando estivermos em casa.• Gerar novas interações com os colegas.
• Devemos continuar nos encontrando de maneira virtual.• Ver os amigos, se obrigar a sair de casa nos fins de semana… É preciso criar vida para além da tela do computador ou do telefone celular.
• Tomar consciência e desfrutar das vantagens que o home office oferece: flexibilidade, economia de gastos e de tempo no transporte e maior liberdade para compatibilizar as atividades familiares.
Por: El País

While publicly dangling possibilities and preparations for campus reopenings, US colleges must keep a serious internal focus on strengthening their remote learning options, their chief quality assurance advocate is warning.
US colleges appear to be making good progress towards online proficiency, said Judith Eaton, president of the Council for Higher Education Accreditation. But the former chancellor of the Minnesota State Colleges and Universities system added in an interview: “This is an opportunity to develop. From my perspective, there are several things that need to be addressed as we’re going forward.”
A small but growing number of US colleges and universities have already acknowledged that they will spend at least part of the fall semester without their students on campus.
Yet even as medical professionals have expressed scepticism about the safety of holding large gatherings in coming months, the majority of institutions outwardly have been putting more emphasis on their ideas for reopening their campuses – with details of physical distancing and facilities disinfecting – than on their strategies for improving the online educational experience.
In a conference call with Mike Pence, the US vice-president, and Betsy DeVos, the US education secretary, several university presidents reportedly emphasised their hopes for legal protections in the likely event that their reopened campuses spread coronavirus infections.
Dr Eaton said of online options: “We don’t know for sure, but it’s starting to look like we’re going to need to be more reliant on that in the fall.”
For colleges, however, the urgency of resuming in-person instruction is clear. Many students have been demanding it and have been threatening to skip the autumn semester or to press for substantial tuition fee reductions if their only options are online. Institutions of all sizes have been warning of serious financial troubles if that happens, with hundreds already beginning to make salary or staffing cuts.
Yet establishing a high-quality online operation – covering the full range of academic and administrative needs – demands dedicated commitment, said Paul LeBlanc, president of Southern New Hampshire University, whose 140,000-student operation is almost entirely remote.
“To do online well, and to mount a major effort, requires investment at the precise moment that they don’t have the resources,” said Dr LeBlanc, a leading expert who is being besieged by other institutions’ requests for advice.
One of the most serious threats to almost any US university under financial stress is the potential loss of accreditation, which the US Education Department requires for an institution’s students to be eligible for federal loans and grants.
The department has been waiving or extending many accreditation-related deadlines and requirements for in-person instruction, and the accrediting agencies whose judgement it officially recognises have been postponing inspection visits or conducting some aspects remotely.
But according to Dr Eaton, it is not clear how strictly accreditors will treat any online programmes that, by the autumn, remain little more than teachers talking to their students over Zoom or similar platforms.
Such questions are only beginning to be raised by accrediting agencies in their group discussions, said Dr Eaton, whose association serves as their umbrella advocacy organisation. “We’re just starting to get into this area,” she said.
Dr Eaton said she had no comment on the quality of online instruction in the current spring semester, when colleges and universities were quickly forced to shut campuses by the surprise spread of the coronavirus.
But by the fall, she said, “the academic experience needs to be a robust one – it needs to be fully engaged; it needs sophisticated platforms; it needs creativity in offerings; it needs in-depth counselling, advising, academic support for students.”
Dr LeBlanc said those institutions and students with the least resources would suffer the most in the transition. “One of the things we’re seeing with the pandemic is a very sharp light being cast on privilege and inequity,” he added. “And that’s certainly true of higher education right now.”
Nevertheless, some federal policies may be making that problem even worse. Congressional Democrats have been criticising Ms DeVos for actions that they claim include garnishing the wages of student loan borrowers during the pandemic, and directing institutional relief money towards colleges she favours, and away from those serving undocumented immigrants.
By: The World University Rankings
Quando necessitamos planejar algo que visa a um objetivo ou produto específico, chamamos isso de Projeto. Podemos ter projetos mais simplistas, como a reforma de um cômodo de nossa casa, ou até mesmo projetos complexos, como o desenvolvimento de um sistema para mapeamento por meio de Geolocalização de celulares de identificação de possíveis casos de COVID-19.
O Gerenciamento de Projeto tem como objetivo o planejamento das ações, a sua execução e o controle de diversas atividades para alcançar os objetivos especificados de maneira sistematizada e organizada.
Existem métodos e ferramentas que são utilizadas nas atividades de Gerenciamento de Projetos, alguns em todo o ciclo, outros em alguma fase. Partindo deste pressuposto, o Modelo CEK foi concebido a partir da integração das ferramentas Canvas, Estrutura Analítica do Projeto e Kanban, daí a origem do nome do Modelo. Desta forma, o projeto é norteado desde a sua concepção, a fase de levantamento de requisitos, até a sua plena execução de forma controlável e efetiva.
O Modelo CEK foi inicialmente abordado em um livro de autoria do professor Luciano Aguiar, em conjunto com os pesquisadores Fernando Escobar (PMI – DF), Washington Almeida (Unb – Brasília), Aíslan Rafael (IFPI – Picos) e Pedro César, publicado no Encontro Regional de Computação do Ceará, Maranhão e Piauí no ano de 2019.
O modelo pode transformar ideias em projetos colaborativos, ágeis, controláveis e efetivos.
O propósito desse modelo é agregar as melhores características dessas três ferramentas e percorrer todo o ciclo de vida de um projeto, não se esgotando a sua utilização apenas na Engenharia de Software.
Uma das áreas de estudo da Engenharia de Software é a Engenharia de Requisitos, e esse é um dos principais problemas da área: a má utilização de técnica já reconhecidas para o levantamento, descoberta e validação das necessidades dos usuários e cliente do produto de software que será entregue pelo projeto.
Como resposta a este cenário, fundamentado na abordagem por projetos aplicada à engenharia de software, em um método híbrido que combina elementos das abordagens tradicional e ágil, o Modelo CEK.
Trata-se da proposição da integração de diferentes ferramentas de gestão, de forma a mitigar os problemas relacionados ao desenvolvimento de software, em especial às falhas no levantamento de requisitos e definição de objetivos, à comunicação ineficiente entre equipe e clientes, com foco na ideação, planejamento e monitoramento da execução, reduzindo desperdícios, transformando ideias em projetos colaborativos, ágeis, controláveis e efetivos.
O que é cada ferramenta?*
Para entender melhor o modelo CEK é necessário conhecer cada uma das ferramentas.

Diagrama de integração das ferramentas. – Modelo CEK (Canvas + EAP + Kanban)
Nesse modelo, a fase inicial do projeto é o levantamento de requisitos da solução, se fosse aplicado à Engenharia de Software, mas no contexto mais amplo de projetos e com a utilização do Canvas de Projeto, essa fase é nomeada de ideação, ou seja, fase de brainstorming de ideias.
A história dos Canvas (isso mesmo, existem vários) surgiu no vale do silício americano com o Canvas de Modelo de Negócio, ou Business Model Canvas – BBMC. O Canvas de Projeto, que é utilizado no nosso modelo, já é uma adaptação do BMC proposta pelos professores Wankes e Helber.

O objetivo desse Canvas é envolver os stakeholders para o engajamento na formulação do projeto. Assim, com esse envolvimento das pessoas, a taxa de sucesso dos projetos tende a crescer. E como funciona? São feitas sessões guiadas por um facilitador para fechar o escopo inicial do projeto, preenchendo cada um dos blocos apresentados na figura acima.
EAP
Seguindo nas fases do modelo, agora a Estrutura Analítica do Projeto (EAP) ou em inglês WBS, que vem do PMBOK, Corpo de Conhecimento de Gerenciamento de Projetos.
A EAP é uma decomposição hierárquica de todo o escopo do projeto (trabalho total) que precisa ser executado pelo time do projeto a fim de produzir as entregas necessárias e satisfazer às necessidades das partes interessadas – cada nível descendente da EAP representa uma definição mais detalhada do nível mais alto correspondente e, ao final, de todo o trabalho do projeto.
Com a EAP busca-se a divisão dos pacotes de trabalho em uma análise bottom-up, sendo que ao final dessa etapa teremos todos os itens do backlog que serão monitorados com o uso do quadro Kanban.
Kanban
O Kanban teve origem na década de 40 do século passado no Japão, implementado em processos de manufatura e depois na indústria automobilística, em especial na empresa Toyota. É um método visual de gerenciamento de fluxo de trabalho para gerenciar as atividades de maneira eficaz.
A representação visual dos itens de trabalho em um quadro Kanban permite que os membros da equipe saibam o estado atual de cada item de trabalho a qualquer momento
O quadro Kanban apresenta de forma gráfica as atividades e em que estágio cada uma delas está no momento. No modelo CEK servirá para o controle dos entregáveis e aferição de desempenho das entregas.

Os itens ainda não iniciados, que compõem o backlog do projeto, são dispostos na coluna “a fazer”, conforme priorizados e com seu trabalho iniciado são movidos para a coluna ”fazendo”, uma vez concluídos, são movidos para a coluna “feito”. A sistemática, quando aplicada, garante um sistema puxado e de fluxo contínuo, e ainda identifica visualmente as fases que estão com problema.
O Modelo CEK adota a sistemática do Quadro Kanban, com os Pacotes de Trabalho da EAP, ainda não priorizados, sendo dispostos na coluna “a fazer” (compondo o backlog do projeto); os Pacotes de Trabalho já priorizados e que tiveram seu trabalho iniciado (limitados a um Pacote de Trabalho por equipe ou responsável – em atenção ao limite do Work In Progress) são movidos para a coluna “fazendo”, até que sejam concluídos e pontuados como “feito” – à medida que os cartões são movidos para a coluna “feito”, novos espaços são liberados para o “fazendo”, em um sistema puxado e de fluxo contínuo.
O fundamento da adoção do Kanban, que complementa a abordagem proposta pelo Modelo CEK – de transformar ideias em projetos colaborativos, ágeis, controláveis e efetivos – é justamente controlar a execução do projeto por meio do acompanhamento da execução dos pacotes de trabalho, definidos de forma colaborativa na EAP, derivados da concepção idealizada, também de forma colaborativa no Canvas.
A junção das ferramentas busca a redução de desperdícios, a melhoria na comunicação, a agilidade do fluxo contínuo e puxado, e a efetividades dos projetos de software.
Ele propõe a integração dessas três ferramentas ao longo do ciclo de vida de um projeto, visando de forma assertiva a melhoria no controle e por consequência na efetividade do produto criado.
Nesse contexto, o modelo ajuda na construção de um modelo adaptável à realidade das organizações e que sua utilização possa trazer transformação de ideias em projetos colaborativos, ágeis, controláveis e efetivos, que são características de cada uma das ferramentas integrantes do modelo: o Canvas de Projeto, a EAP e o Kanban.
Maiores detalhes do Modelo CEK podem ser encontrados no endereço: http://www.modelocek.com.br

Autores: Luciano Aguiar, Washington Almeida e Fernando Escobar
A disseminação do novo coronavírus tem causado um terremoto nos mercados globais nos últimos dias, mas algumas empresas têm, pela natureza de seus negócios, conseguido ir bem nas bolsas com a crise.
Entre elas, estão empresas que fabricam vacinas, desinfetantes e máscaras, mas também as que têm como foco os serviços remotos ou de entrega.
Laboratórios farmacêuticos e empresas de biotecnologia que estão realizando ensaios clínicos para desenvolver uma vacina específica contra esse vírus dispararam nas bolsas.
As ações da Inovio Pharmaceuticals dobraram de valor depois que a empresa anunciou que iniciará testes clínicos de sua vacina em humanos no próximo mês nos Estados Unidos.
Mas há outras empresas que se beneficiaram indiretamente da disseminação do vírus, como as provedoras de teleconferência, educação e entretenimento online, já que alguns países, como Japão e Itália, fecharam escolas e algumas empresas, como o Google e Twitter, pediram que seus funcionários trabalhem de casa.
Direito de imagemGETTY IMAGESEm diferentes partes do mundo, as pessoas optam por evitar locais públicos, à medida que os casos de pessoas infectadas (cerca de 90 mil no mundo) e as mortes (mais de 3 mil) aumentam, de acordo com o relatório mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Para dar conta dessa nova realidade, a empresa de investimentos MKM Partners criou um “índice de ficar em casa”, cujo objetivo é acompanhar a trajetória de empresas que se beneficiam da disseminação do vírus.
No entanto, mesmo as empresas que ganham com a crise da saúde não estão livres de turbulências repentinas, já que os desdobramentos da situação surgem a todo momento.
E nem o corte de meio ponto nas taxas de juros anunciado na terça-feira (03/03) pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, conseguiu reverter significativamente o pessimismo nos mercados.
Em meio à incerteza, segue uma lista de empresas que demonstraram uma tendência positiva.
Direito de imagemGETTY IMAGESAs empresas que fornecem serviços de teleconferência, saúde e educação online foram beneficiadas.
Inovio: o valor de suas ações mais que dobrou desde o início da epidemia. Sua vacina, chamada INO-4800, foi desenvolvida usando DNA de vírus em vez do método tradicional que funciona com base em experimentos com vírus inativados.
Moderna: as ações subiram 42% quando a empresa anunciou o envio de uma vacina experimental contra o coronavírus ao Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas nos Estados Unidos para ensaios clínicos em seres humanos.
Novavax: quando relatou o progresso de sua pesquisa em busca de uma vacina há algumas semanas, suas ações subiram imediatamente 20%.
Regeneron Pharmaceuticals: trabalhando no desenvolvimento de um tratamento para o coronavírus, foi uma das empresas do índice S&P 500, de Wall Street, que teve um aumento de 10% no preço de suas ações na semana passada, enquanto o restante dos papéis caiu acentuadamente na pior semana dos mercados globais desde a crise de 2008.
Top Glove: maior fabricante mundial de luvas médicas.
K12: especializada em serviços de educação online para crianças. Na semana passada, suas ações registraram um salto de 19%.
Zoom Video: fornece serviços de videoconferência para empresas.
Teladoc: seu serviço é conectar pacientes e médicos online. Suas ações subiram quase 10% na semana passada e 50% até agora este ano.
Netflix: as ações da empresa registraram alta nos últimos dias. Até agora neste ano elas acumulam um aumento perto de 15%.
Direito de imagemGETTY IMAGESNo índice “fique em casa”, a MKM Partners incluía o Facebook, a desenvolvedora de videogames Activision Blizzard, a fabricante de equipamentos de ginástica Peloton e o serviço de entrega de alimentos GrubHub , além da Netflix e da Amazon.
Em um relatório, a empresa de investimentos diz que está prestando atenção aos produtos ou empresas que “poderiam se beneficiar potencialmente em um mundo de indivíduos em quarentena”.
Os analistas do UBS Global Wealth Management publicaram que as empresas dedicadas ao comércio eletrônico ou à entrega de alimentos podem experimentar um aumento em seus usuários, pois as pessoas evitam sair de casa.
Direito de imagemGETTY IMAGESA demanda por desinfetantes para as mãos está aumentando em diferentes partes do mundo.
Segundo dados publicados na terça-feira pela empresa de pesquisa de mercado Kantar, as vendas de desinfetantes para as mãos no Reino Unido registraram um aumento de 255% em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Nos Estados Unidos, a venda de desinfetantes para as mãos aumentou em 70%.
Algumas redes de farmácias americanas impuseram um limite de vendas de dois desinfetantes por cliente.
Direito de imagemGETTY IMAGESOs consumidores asiáticos também passaram a estocar produtos de higiene pessoal após o surto e na Itália, onde há mais de 2 mil casos, a venda de sabonetes disparou.
Por outro lado, as ações da empresa 3M, que fabrica máscaras entre outros produtos, tiveram comportamento irregular, apesar de o governo dos EUA ter anunciado um novo contrato com a companhia.
Publicado por: BBC Brasil

O valor total de investimentos em startups brasilerias em abril deste ano foi de US$ 144 milhões, um crescimento de 118% ante o mesmo mês em 2019, quando os aportes atingiram US$ 66 milhões. As informações são do hub de inovação Distrito, que divulgou pesquisa sobre o mercado de Venture Capital no Brasil.
O número de cheques de fundos e corporações, no entanto, diminuiu no mesmo período. Em abril do ano passado, 21 rodadas de investimento foram necessárias para alcançar o valor de US$ 66 milhões, uma média de US$ 3,14 milhões por aporte. Até o final do último mês deste ano, 20 rodadas totalizaram US$ 144 milhões, uma média de US$ 5,7 milhões por investida.
Dentro dos 20 aportes financeiros de abril de 2020, dois se destacam por concentrar 89% dos US$ 144 milhões: os US$ 80 milhões recebidos pela startup de logística Cargo X; e os R$ 250 milhões – aproximadamente US$ 48 milhões de acordo com a cotação do dólar no dia 07 de abril deste ano, quando o acordo foi fechado – do grupo japonês Softbank no e-commerce de pets PetLove.
Em uma perspectiva maior, a pesquisa também aborda valores de investimento somados nos quatro primeiros meses entre 2017 e 2020. Segundo o levantamento, este ano teve valor recorde de aportes até abril: US$ 480 milhões em 89 cheques, uma alta de 20% ante o primeiro quadrimestre de 2019, quando os investimentos totalizaram US$ 400 milhões em 90 aportes.
As informações financeiras do ecossistema de startups brasileiro são colhidas pelo Distrito Dataminer, a equipe de pesquisa e ciência de dados do hub de inovação. O projeto conta com informação de mais de 12 mil empresas nascentes, 58 fundos de investimentos brasileiros e 41 aceleradoras, que se cadastraram voluntariamente na iniciativa.
Publicado por: Terra

Qualquer orientação sobre o gerenciamento de negócios indica a necessidade de estar preparado para lidar com situações adversas e até extremas.
É injusto, porém, esperar que toda empresa esteja pronta para atravessar uma crise tão grave quanto a causada pelo novo coronavírus, que vem afetando todo o planeta e se alastrando pelo Brasil.
Por se tratar de algo que envolve a vida e a saúde de milhões de pessoas, o assunto vai além de fatores corporativos. É o momento de deixar para trás qualquer tipo de abordagem meramente comercial e focar o senso de comunidade para que, juntos, possamos superar a pandemia.
Ao mesmo tempo, sabemos que a estabilidade de muitos negócios, especialmente os locais, está ameaçada — problema que se estende para a vida pessoal de todos.
Embora o sentimento de preocupação seja justificado, é preciso respirar fundo, manter a calma e conduzir seu negócio local durante o coronavírus.
Pensando em ajudar nessa caminhada, criamos este post com algumas dicas podem ser úteis para sua gestão em tempos de crise.
Mais do que nunca, é fundamental se manter atualizado.
A primeira coisa que você deve fazer a cada dia é conferir as regras relacionadas ao distanciamento social, já que elas variam de região para região e sofrem alterações com frequência. De um dia para o outro, as recomendações de funcionamento comercial podem mudar.
Seguir as precauções estabelecidas por autoridades competentes é fundamental para garantir a saúde de seus colaboradores e, de modo geral, da comunidade.
Além de colocar vidas em risco, desobedecer as regras de distanciamento é uma atitude que, além não gerar lucros significativos, vai manchar a imagem da marca.
Para garantir que você está por dentro das mais recentes atualizações, busque canais de confiança e tome cuidado com desinformações propagadas em redes sociais.
A melhor prática é conferir o que dizem autoridades de saúde, como a OMS, que lançou um canal no Whatsapp para esclarecer dúvidas sobre a pandemia.
Para acessá-lo, basta enviar qualquer mensagem para o número +41 22 501 77 35. Ao fazer isso, você vai receber de volta uma lista de informações que podem ser obtidas, como mostrado na imagem abaixo.

É importante, também, ficar atento às recomendações passadas por governantes locais.
Com restrições ou não, alguns comércios locais seguem liberados para funcionar, mesmo que em condições especiais.
Se esse for o caso da sua empresa, não deixe que a liberação afrouxe as medidas de segurança e prevenção dentro do seu estabelecimento.
Como dono do negócio, é sua responsabilidade garantir o bem-estar dos colaboradores no ambiente de trabalho. Em todos os casos possíveis, estimule a prática do home office, que pode ser adotada facilmente por profissionais que trabalhem com marketing, gestão de redes sociais e áreas afins.
Para os que não podem trabalhar fora do estabelecimento, garanta os equipamentos necessários para aumentar ao máximo a proteção contra o vírus.
Disponibilize, por exemplo, frascos de álcool gel e, se possível, permita que os seus clientes tenham acesso a eles. Máscaras e luvas também são itens importantes para a prevenção.
Além de fornecer os materiais, é fundamental instruir as pessoas sobre como utilizá-los. Uma boa prática é distribuir entre seus colaboradores cartilhas como esta, produzida pela Prefeitura Municipal de Curitiba:

Fique atento, também, ao comportamento das pessoas envolvidas em seu negócio e estimule conversas sobre a pandemia.
Além de crucial para manter a saúde mental em dia, isso pode ajudar na identificação de sintomas relacionados à doença. Se isso acontecer, recomende imediatamente o distanciamento social.
Por fim, se você emprega qualquer pessoa que se encaixa nos grupos de risco do coronavírus, faça de tudo para evitar que ela tenha contato com outros indivíduos.
Se você acompanha o nosso blog, sabe que sempre alertamos para a necessidade de a marca exercer seu papel social, comportando-se como um verdadeiro membro da comunidade.
Quando falamos disso, citamos o conceito de Marketing 4.0, que indica esse comportamento como ideal para gerar bons relacionamentos com o público.
Nesse momento, contudo, praticar esse tipo de responsabilidade vai muito além de conceitos de marketing.
Como um negócio local, você tem alcance suficiente para influenciar cidadãos e conscientizar uma parte da população. Por conta disso, intensifique os esforços de comunicação com o público.
Em canais como o email marketing e redes sociais, mescle mensagens relacionadas aos seus negócios com outras, focadas em informações sobre o coronavírus. É válido, por exemplo, divulgar conteúdos educativos sobre temas corriqueiros e importantes, como a forma correta de lavar as mãos.
Além disso, para garantir que sua persona entenda que você está tratando o assunto com devida importância, divulgue as medidas que estão sendo tomadas por sua empresa durante a pandemia.
Comunique, também, qualquer tipo de mudança nos horários de funcionamento ou restrições nos serviços oferecidos.
Ao adotar essas ações, tome o cuidado de não passar a impressão de que você está explorando a situação para promover sua empresa. Lembre-se: as prioridades são as preocupações dos seus clientes.
Além de suas redes sociais, é fundamental que todos os canais utilizados por sua empresa para conectar o público sejam mantidos atualizados.
Como você sabe, um dos principais aliados de um negócio local é o Google. Afinal, a aplicação de boas práticas de SEO colocam a sua empresa em evidência no buscador.
O hábito de pesquisar por serviços e produtos no Google é tanto, que os consumidores costumam avaliar empresas de acordo com sua presença na plataforma.
Então, acesse sua conta Google Meu Negócio e atualize tudo o que for necessário para garantir uma interação clara com a persona.
Para facilitar a vida das empresas nesses tempos de dificuldade, a plataforma está permitindo alterações nos nomes dos negócios. Você pode utilizar essa funcionalidade para indicar mudanças nas suas práticas.
Se você está oferecendo entregas seguras nesse período, por exemplo, pode adicionar essa informação diretamente no nome apresentado.
Além disso, é fundamental atualizar suas horas de funcionamento, caso elas sejam alteradas pelas regulações locais. Se o seu negócio precisar fechar por um período, isso também pode ser comunicado.
Desde o dia 25 de março, o Google permite que empresas incluam em seus perfis a etiqueta “temporariamente fechado”.
Como mais uma medida de otimizar a comunicação com a audiência, recentemente, o Google adicionou a opção de posts com updates sobre suas medidas em relação à Covid-19.
Basta acessar o seu dashboard no Google Meu Negócio e selecionar “Covid-19 Update”.

Nesse tipo de post, busque incluir o máximo de informação possível sobre as medidas que o seu negócio está tomando para se adaptar à situação de crise.
Comunique sobre novos serviços oferecidos, sobre novos horários e sobre as melhores formas de contatar seus representantes durante o tempo de distanciamento social.
Se o seu negócio está fechado, mas você ainda quer receber o contato de consumidores, pode ser uma boa ideia alterar o número de telefone. Associe-o a um dispositivo que você possa atender, mesmo sem estar no estabelecimento.
Pode parecer clichê, mas o tempo vago gerado pela crise pode ser uma excelente oportunidade para você expandir seu conhecimento e aprimorar suas técnicas de mercado.
Dessa forma, quando todo o problema gerado pela pandemia passar — e vai passar — você pode fortalecer seu negócio e recuperar o tempo perdido.
Esse é o momento, portanto, de ler aquele livro sobre marketing que você vem adiando por falta de tempo ou fazer aquele curso sobre vendas que pode aumentar seus resultados.
Dependendo da natureza do seu negócio, ele pode ser considerado pelas autoridades locais como essencial, o que vai permitir seu funcionamento, mesmo que de forma parcial.
Então, é importante checar as informações mais recentes e observar se você se encaixa nesse contexto. Se não for o caso, busque alternativas.
Se você já conta com uma plataforma de e-commerce e realiza vendas pela internet, tem meio caminho andado para manter seu fluxo de vendas, mesmo que ele sofra alterações. Se você ainda não tem uma loja virtual, não entre em pânico.
Existem ferramentas simples de usar que podem acabar com o seu problema, como o Shopify e a Nuvemshop. O site permite a ágil criação de uma loja para exibir e vender seus produtos, incluindo diversas formas de pagamento.
Fora isso, dependendo do CMS utilizado para gerenciar seu website, existem funcionalidades que também permitem a criação de uma loja virtual de forma simples.
Na pior das hipóteses, você pode receber pedidos via redes sociais ou telefone, realizar entregas e oferecer que o cliente busque o produto. Para receber o pagamento, basta contar com um sistema de processamento de cartão de crédito ou aderir a uma plataforma especializada, como o PayPal.
Um momento de crise como o causado pela pandemia do coronavírus representa uma oportunidade para você fortalecer os laços com sua comunidade local.
Dessa forma, é possível sair desse momento com um suporte ainda maior dos moradores da região e, no fim das contas, acabar conquistando novos clientes.
Por isso, tenha como foco em seus esforços de comunicação a humanização da marca. Mostre os efeitos que o distanciamento vem causando ao seu negócio, mas ao mesmo tempo, estimule sua audiência a tomar os cuidados necessários para frear o avanço da pandemia e evitar a sobrecarga do sistema de saúde.
Falando em termos de marketing — que, lembramos, não deve ser o foco —, essas atitudes vão fortalecer sua imagem e até gerar certa autoridade ao seu negócio.
Para estreitar os laços com os clientes, procure entrar em contato com eles e, sem invadir sua privacidade, mostrar que você se preocupa com a saúde e o bem-estar da comunidade.
É inegável que a pandemia gera incertezas e medo, tanto no público consumidor quanto nos proprietários de empresas.
Todavia, é em momentos como esse que podemos nos movimentar de forma certeira para fortalecer o senso de comunidade e construir um futuro mais tranquilo para todos.
Se você é dono de um negócio local durante o coronavírus, é provável que sofra alguns impactos durante a pandemia.
O desafio pode ser amenizado com a adoção de uma postura colaborativa e da adoção de práticas para proteger sua empresa. Mantenha-se atualizado, siga as recomendações e busque alternativas seguras para permanecer ativo.
Publicado por: Rock Content
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