Projetos de impacto social trazem benefícios para a sociedade e os colaboradores, o fortalecimento da marca e até mesmo resultados econômicos para a empresa. Entenda por que e como começar suas ações de responsabilidade social e os impactos dessa iniciativa no seu negócio.
“Quando crescer, vou ser um astronauta”. É assim a conversa de muitas crianças, não é mesmo? Elas sonham alto e acreditam que ser grande é um dos requisitos para conquistar seus objetivos.
Essa também é a percepção de muitos empresários quando o tema é o desenvolvimento de projetos de impacto social. Determinam metas, traçam planos de crescimento e adivinha só! Entra ano, sai ano, continuam com o mesmo objetivo de ser grande.
Sabe o que isso significa? Que almejar o crescimento é algo necessário e contínuo no mundo business e que não existirá um momento sequer em que os gestores vão querer algo diferente.
Então por que atrasar seu envolvimento social? Nós temos motivos sólidos para que seu negócio comece um projeto social o quanto antes, independentemente de seu porte. Aqui vão alguns números:
-na pesquisa da Markestein, 70% dos consumidores se dizem interessados em saber o que as marcas estão desenvolvendo como ações de responsabilidade social e ambiental;
-nessa mesma pesquisa, 44% dos consumidores entrevistados disseram estar dispostos a pagarem mais caro por produtos e serviços se tal acréscimo resultar na manutenção contínua dos projetos sociais e ambientais das empresas.
Ou seja, para negócios que querem crescer, fortalecer a marca, conquistar clientes e explorar novos diferenciais de mercado, o desenvolvimento de um projeto social agora, e não no futuro, pode ser a melhor estratégia de crescimento. Mas, é claro, isso não é tão simples.
Além de todo o planejamento, a definição do projeto e o estudo dos custos, ainda é preciso alinhar a ideia com a cultura e a imagem da empresa.
Ainda na pesquisa da Markstein, 74% dos consumidores disseram que grandes empresas que realizam ações sociais têm a autopromoção como primeiro objetivo. Além disso, 73% afirmaram acreditar que tais programas são desenvolvidos para compensar os danos que tais corporações causam.
Em resumo, existe uma linha que separa os projetos de impacto social que trazem retornos positivos para os stakeholders e a empresa, e aqueles que não passam de ações superficiais.
Por isso, elaboramos este conteúdo para compartilhar nossa experiência na concepção do Rock.org e das demais ações sociais da empresa, apresentar alguns conceitos importantes na área de desenvolvimento e responsabilidade social e inspirar você e sua empresa para a criação de um projeto de impacto social relevante.
Boa leitura!
Responsabilidade social: conceitos básicos e contexto histórico
A evolução das ações de responsabilidade social deixa muito claro sua importância, mas aqui vale a definição do conceito para delimitar seus domínios.
O conceito de responsabilidade social
Trata-se de um movimento e o conjunto de ações criadas voluntariamente pelas empresas do setor privado que visam trazer melhorias para a sociedade em que estão inseridas e seu público interno, ou seja, colaboradores e parceiros.
Vale frisar o termo “voluntário”, pois tais ações não estão associadas a eventuais compensações obrigatórias impostas pela administração pública, nem a boas práticas que buscam deduções fiscais.
Para tal, além de obter as devidas licenças ambientais, a escola também fará um aporte para o fundo pecuniário que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) determina para todos os empreendimentos da região.
Esse montante, por sua vez, é utilizado para a realização de obras de mitigação do impacto viário que tais construções e empreendimentos causam com o aumento do fluxo de pessoas e carros.
Além disso, a escola também fará uma rua interna para agilizar o embarque e o desembarque de alunos e funcionários na tentativa de amenizar ainda mais o tráfego.
Ou seja, o aporte que trará benefícios ao trânsito é obrigatório, mas o estacionamento que agiliza a movimentação de alunos no início e no fim das aulas, não. O primeiro, portanto, não caracteriza uma ação de responsabilidade social embora traga melhorias, mas o segundo, sim.
Percebe que nem sempre categorizamos algumas estratégias e ações das empresas da forma certa? Será que seu negócio já está realizando ações de responsabilidade social e nem se deu conta?
Essa confusão é natural, e, por que não dizer, histórica. Ações obrigatórias como as previstas nesse TAC de Nova Lima, incentivos fiscais que o governo oferece para fomentar iniciativas sociais e aquelas que, de fato, são voluntárias, foram se misturando com o tempo.
Contexto histórico das ações sociais em 3 atos
A relação e as condições de trabalho nos séculos anteriores eram muito mais arcaicas. As divisões de classe da sociedade eram muito delimitadas e exerciam forte influência nas interações humanas. Confira, a seguir, as etapas da evolução das ações sociais.
Revolução Industrial: o ápice das condições insalubres de trabalho e degradação ambiental
Na época da Revolução Industrial, o dono da indústria pouco ou nada se preocupava com o bem-estar de seu funcionário ou com o meio ambiente que explorava.
Acidentes fatais de trabalho por falta de proteção para o funcionário e desastres ambientais eram muito comuns nessa época, principalmente porque o crescimento das indústrias também fomentou o surgimento de cidades em seu entorno, mas nem sempre com as condições saudáveis necessárias.
Doenças se espalhavam mais rapidamente e a concorrência por empregos fazia com que as pessoas aceitassem trabalhar mais, ganhando menos. O descarte de resíduos das indústrias em rios intoxicavam as cidades e seus moradores. Era uma situação insustentável.
As condições trabalhistas, no entanto, começaram a mudar justamente nessa época, boa parte em função de greves e apelos dos trabalhadores.
Áreas de recreação e descanso, intervalo para o almoço, definição de carga horária e idade mínima para o trabalho começaram a surgir. Ainda que hoje sejam condições mínimas e previstas em leis, naquela época não eram unanimidade, mas um ato voluntário de alguns industriais.
Filantropia: investimentos sociais fundamentados nos sentimentos paternalistas
Vivenciar uma época como a Revolução Industrial e enxergar tais injustiças e condições degradantes não deve ter sido uma coisa simples, e, com isso, alguns empresários burgueses iniciaram ações de melhorias de forma voluntária. Mas, nesse caso, por questões pessoais e de filantropia.
Muitas universidades americanas famosas foram fundadas a partir de doações generosas do empresariado norte americano, por exemplo.
Criavam fundos para a criação de um hospital ou doavam coleções inteiras para museus. Tais ações proporcionavam grandes benefícios para a sociedade, mesmo desconectadas das atividades primárias de seus doadores.
Henry Ford fez avanços e melhorias nos benefícios oferecidos aos seus funcionários, e Andrew Carnegie, americano dono de um dos maiores conglomerados industriais no século XIX, fez história com suas ações e publicações que valorizavam e justificavam sua filantropia.
Duas das ações judiciais são icônicas na história da responsabilidade social. A primeira, em 1919, foi quando o grupo de acionistas entrou na justiça contra Ford, que queria destinar parte dos lucros para incentivos salariais para os funcionários.
A segunda, em 1953, também era uma reclamação de acionistas da Smith Manufacturing Company contra a doação de recursos para a Universidade de Princeton.
Essa, no entanto, teve decisão favorável para a filantropia, e, notadamente, influenciou a forma como a justiça analisava tais questionamentos e como as empresas e acionistas percebiam favoravelmente tais atitudes.
Despertar da sociedade: melhores direcionamentos para as ações sociais
As ações de filantropia continuaram acontecendo, assim como novas leis de incentivo também foram criadas para que as empresas fossem estimuladas a fazerem mais.
O Direito Trabalhista evoluiu e entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) — agência tripartite da Organização das Nações Unidas (ONU) —, onde trabalhadores, empresas e governos têm seus representantes, se fortaleceram e trouxeram novas contribuições e conscientização para a sociedade.
Naturalmente, as pessoas começaram a questionar quais eram os benefícios gerados para as empresas e a sociedade. Afinal, a corrupção assolava vários países, ações compensatórias não eram percebidas como melhorias, desastres ambientais continuavam acontecendo e notícias sobre o buraco na camada de ozônio preocupavam a todos.
A sociedade, então, começou a conquistar a transparência que demandava, bem como a fortalecer sua voz. A globalização e o acesso à informação fez com que os stakeholders pudessem questionar e opinar.
A mudança nas relações comerciais, a competição do mercado e as alterações no comportamento de consumo também fizeram com que as empresas se preocupassem mais com sua reputação e imagem.
A filantropia realmente mudou os propósitos das ações, fazendo com que as melhorias propostas para o ambiente de trabalho e a sociedade deixassem de ser a busca por condições mínimas e aceitáveis, e fez com que tivesse um foco no bem-estar das pessoas.
Sua concepção, no entanto, continuou evoluindo, fazendo com que a responsabilidade social mudasse, assumindo um propósito maior e um viés genuíno.
Ou seja, os projetos sociais passaram a ter relação com a empresa e trazer resultados perceptíveis para trabalhadores e sociedade, com o propósito único de transformar positivamente as condições atuais, e não somente trazer visibilidade e propaganda institucional.
E é aí que perguntamos: quem disse que somente as grandes empresas devem se preocupar e podem promover tal mudança?
Uma estatística que consolida esse questionamento é que, na atualidade, 99% das empresas no Brasil e nos EUA são classificadas como de pequeno ou médio porte.
Já imaginou como esse montante pode fazer a diferença que precisamos? Se sua empresa precisa de inspiração, é só conhecer alguns cases e projetos de impacto social que fazem sucesso.
Cases inspiradores: projetos sociais de sucesso
Para criar um projeto de impacto social genuíno, é muito importante alinhar seus propósitos e suas ferramentas com aquilo que já existe no negócio. E entender a concepção dessa ideia a partir de exemplos de outras empresas é um ótimo exercício.
Então, a ideia aqui é trazer inspirações. Algumas delas são de empresas grandes, mas isso não significa que sua empresa deve seguir aquele caminho, mas apenas entender como a estratégia foi montada e, então, usar como referência.
Ben&Jerry’s
A marca de sorvete internacionalmente conhecida tem um projeto de impacto social muito amplo. Ela se empenha tanto pelas causas ambientais relacionadas ao aquecimento global quanto pela garantia de direitos civis iguais para casais homossexuais.
Um dos pontos altos de sua estratégia de responsabilidade social é que, além de promover suas ações, ela também participa de campanhas e movimentos que estejam alinhados com suas causas e valores.
E, claro, faz isso com toda sua irreverência. Entre suas ações, podemos citar:
-Paz, Amor e Sorvete, em que fomentam instituições e movimentos que promovem paz e justiça social e econômica para todos;
-Comércio Justo, também conhecido internacionalmente como Fairtrade, onde dão preferência à contratação de agricultores de países em desenvolvimento para fornecimento de suas matérias-primas, garantindo que eles tenham oportunidades no mercado competitivo;
-If it’s melted, it´s ruined, que, em tradução livre, significa que, se derreter, está arruinado. Trata-se de uma campanha contra o aquecimento global em que todas as sorveterias e canais sociais recolhem assinaturas para adesão ao Movimento Global Climático.
Essas ações se desdobram em muitas outras que pregam a conscientização e a ação da sociedade. Quando a Campanha Rock The Vote (RTV) foi lançada para incentivar os jovens a participarem das eleições americanas, a Ben&Jerry’s lançou o Free Cone Day, onde os cones de sorvete eram gratuitos.
Assim, longas filas de jovens se formaram nas lojas e a RTV conseguiu registrar um recorde da instituição de 11.000 novos eleitores em um só dia. Simples e eficiente, certo?
Além disso, a empresa também tem a fundação Ben&Jerry’s que engaja seus funcionários, formam grupos de ação e tomam decisões sobre causas para as quais devem contribuir.
Ou seja, a cultura da empresa e seus valores estão tão consolidados, que as iniciativas são criadas também pelos funcionários da empresa.
Patagônia
Campeões da terra em 2019. Esse é o mais recente título que a marca de produtos de aventura, a Patagônia, recebeu da ONU.
Além de incorporar a sustentabilidade em todos os seus processos de produção, a marca também é reconhecida por seus investimentos e apoio às ações para a proteção do meio ambiente, onde, é claro, seus principais clientes usam seus produtos.
Entre suas ações sociais, temos:
-o uso de materiais reciclados em 70% de seus produtos, além do compromisso de ampliar para 100% até o ano de 2025;
-substituíram o algodão convencional por cânhamo e algodão orgânico, que têm produções com menores impactos ambientais e ações de restauração;
-desde 1985, doam 1% das vendas anuais para a preservação e a restauração do meio ambiente. Seu fundador, Yvon Chouinard, junto com Craig Matthews, criaram a organização sem fins lucrativos chamada “1% para o Planeta”, para incentivar e ensinar outras empresas a fazerem o mesmo;
Chouinard costuma relatar que a marca Patagônia foi criada para ajudar a salvar o planeta, e isso demonstra claramente o posicionamento de sua liderança.
Líderes engajados nos projetos de impacto social são determinantes para seu sucesso. Não por acaso, seus esforços foram reconhecidos pela entidade mundial mais importante que trata do tema.
IBM
Se o case da Patagônia se destaca pelo papel da liderança nas suas ações sociais, o P-TECH da IBM é um exemplo do alinhamento bem-sucedido entre o know-how da empresa e sua contribuição para a sociedade.
Lançado em 2011, em parceria com educadores da cidade de Nova York, o programa tem como objetivo formar profissionais com as habilidades necessárias para a revolução digital em que vivemos.
Nesse caso, ele capacita jovens para conclusão do ensino médio, técnico e superior, voltados para a área de STEM (Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática), com práticas no ambiente de trabalho e mentorias no setor privado.
Pela complexidade do projeto, ele depende de parcerias com os governos locais. O Brasil e outros países da América Latina já fazem parte, e, em 2019, outros 20 já anunciaram sua intenção de aderir ao P-TECH.
Outro ponto elementar para o sucesso dos projetos de impacto ambiental é a dedicação exclusiva de uma pessoa ou um setor para as ideias e as ações da empresa.
A Ambev traz um exemplo rico sobre isso. O programa educacional VOA foi desenvolvido para levar a mentoria e noções avançadas de gestão para o terceiro setor, e, inicialmente, era trabalhado de forma paralela pelo setor de RH.
Mas a demanda cresceu tanto e os efeitos foram tão positivos que, atualmente, sua dedicação é exclusiva e tem total apoio da diretoria.
Segundo os dados do site oficial do VOA, são 115 ONGs beneficiadas, 5 milhões de pessoas impactadas e 12 mil horas de seus funcionários doadas para a mentoria dos gestores do terceiro setor.
Bacana, não é mesmo? Essa doação de know-how e horas de trabalho é um modelo muito eficiente para empresas pequenas ou médias que querem trabalhar alguma ação de responsabilidade social.
Essa foi uma das ações que realizamos aqui na empresa, o projeto chamado One Rock, que explicamos a seguir.
Projetos Rock Content: a concepção de nossas ações sociais
Pelos cases que citamos, fica claro que o envolvimento da liderança, o fortalecimento da cultura entre os funcionários, o direcionamento das ações para áreas de conhecimento do negócio e o foco no que é realmente relevante para a sociedade são alguns dos pilares para o sucesso, certo?
Aqui na Rock Content eles também sempre nortearam nossas ações, inclusive aquelas que envolvem programas de incentivo, como é o caso do Festival Elas, produzido 100% por mulheres, e o Prêmio Zumbi de Cultura, que valoriza a cultura negra.
Rock.org
A concepção do projeto Rock.org traz todos esses elementos que citamos. Para começar, isso sempre foi um desejo dos fundadores da empresa, portanto, o apoio deles era garantido.
Mas como a empresa tem vivido um crescimento acelerado, não dava para tocar um projeto de tamanha grandeza e importância de forma paralela. Então, a decisão seguinte foi escolher alguém para se dedicar exclusivamente ao seu desenvolvimento.
O benchmarking e o estudo de outros modelos, como o que propusemos ao citarmos os cases, também fez parte do nosso processo de criação, além, é claro, de misturar nossa cultura e nosso know-how para conceber um projeto de relevância para nossos stakeholders.
Assim nasceu a Rock.org, que tem como objetivo gerar oportunidades de crescimento para iniciativas sociais e jovens.
A ideia era abrir oportunidades para pessoas que não as tinham, compartilhar conhecimento com jovens que poderiam trilhar caminhos de sucesso e usar nosso know-how demarketing para dar a visibilidade que ONGs e instituições sociais precisavam para suas ações.
Para fazer tudo isso acontecer, no entanto, seria preciso engajar nossos colaboradores e garantir que eles pudessem dedicar uma parte de seu tempo de trabalho para o projeto.
Assim, decidimos parar todo o time por um dia. E, como todo gestor sabe, tempo é dinheiro.
Porém, essa ação gerou resultados diretos e indiretos muito mais substanciais do que o montante gasto. Além de impactar positivamente o público-alvo, que eram as ONGs e suas causas, o Rock Volunteer Day também trouxe:
-aumento do orgulho dos nossos colaboradores em fazerem parte de uma empresa socialmente responsável;
-atração de novos talentos que se identificaram com a ação;
-experiência diferenciada e gamificada para os colaboradores, que se viram em times fora dos habituais e trabalhando arduamente para o mesmo resultado.
No nosso caso, além do investimento de um dia inteiro dedicado a fomentar a plataforma Rock.org, também gastamos com premiações, material de divulgação e lanche, mas nada comparado ao retorno tão plural que tivemos.
Rock University
A Rock University é uma das referências em conteúdo e formação para profissionais na área de marketing, e, a cada curso vendido na plataforma, outro é doado para um jovem que precisa de oportunidades de desenvolvimento ou um líder de ONG.
Empresário sombra
Em parceria com a ONG internacional Junior Achievement, recebemos alunos de instituições públicas para que eles vivenciem áreas profissionais de interesse.
Vivências como essas inspiram os futuros profissionais, demonstram a realidade do mercado e fazem com que eles saibam quais direcionamentos seguir para seu desenvolvimento acadêmico.
Aqui na Rock Content, além de conhecer setores relacionados ao Marketing Digital, também é possível visitar áreas de desenvolvimento e TI, bem como outras convencionais, como Recursos Humanos e Financeiro.
Ou seja, temos um mix de ações de responsabilidade social interessante por aqui. Enquanto algumas demandam investimentos, outras necessitam apenas da dedicação do nosso tempo ou a doação de um serviço que já está pronto.
Então, para uma empresa de médio ou pequeno porte, qual deles é o mais aconselhável? E como começar?
Plano de ação: como desenvolver seu projeto de impacto social em 2020
O primeiro passo, sem dúvidas, é envolver os gestores do negócio e fazer com que eles inspirem o restante do time. Depois, um brainstorming pode ajudar a encontrar uma causa para abraçar.
Faça um brainstorming
O brainstorming, quando diferentes profissionais se juntam para pensar em novas ideias e soluções para uma demanda, pode trazer visões interessantes sobre problemas sociais e ambientais vivenciados no entorno da organização.
Por isso, é muito valioso que ele seja feito com profissionais de diferentes áreas, formações e níveis hierárquicos. Cada um deles terá uma perspectiva e uma experiência diferente em relação à sociedade e ao mercado em que a empresa está inserida.
Use cases de sucesso e redes sociais para se inspirar
Conhecer cases de projetos de impacto social é muito importante, uma vez que eles ajudam a entender a relação com o core business das empresas e até mesmo quais causas ainda estão carentes de atenção.
Outra medida interessante, especialmente para empresas pequenas e médias que não podem investir muito, é buscar ideias nas redes sociais.
Alguns perfis são dedicados exclusivamente a compartilhar boas ações, sejam de pessoas, sejam de empresas. Outros são de entidades que denunciam situações de risco, problemas ignorados ou comunidades negligenciadas. Alguns exemplos são:
@midiamor;
@razoesparaacreditar;
@sonoticiaboa;
@upworthy;
@greenpeace;
@unep;
@unesco;
@unicef.
Esses exemplos podem criar insights importantes para seu brainstorming e fazer com que um projeto social seja desenvolvido com o que a sociedade mais valoriza: relevância.
Saiba quais são os principais tipos de ações sociais
Algumas ações sociais são mais tradicionais, até mesmo pelo contexto histórico que apontamos. Entre elas temos:
Filantropia corporativa
Que pode acontecer de várias maneiras, desde a doação de parte dos lucros para instituições não governamentais e também a definição de políticas internas, como dobrar a doação que um funcionário faz para uma organização, por exemplo
Voluntariado corporativo
Que é quando a empresa dedica parte de seus talentos, especialmente os profissionais, para ajudar em causas sociais.
A doação de 1% do horário de trabalho é um ótimo exemplo, que, aliás, é seguido por muitas empresas, inclusive a Salesforce.
Liderança ambiental
Promovendo mudanças em suas cadeias produtivas, comprando créditos de carbono e contribuindo para causas relacionadas ao meio ambiente.
Empresas que pregam a sustentabilidade também podem ser incluídas nessa categoria, afinal, estão diminuindo o impacto de suas atividades na natureza e, em muitos casos, reduzindo suas despesas de consumo.
Práticas éticas de trabalho
Promovendo a igualdade no ambiente corporativo, combatendo preconceitos, garantindo o respeito às diferenças e oferecendo benefícios mais justos para seus trabalhadores, como uma licença maternidade prolongada.
Responsabilidade econômica
Fazendo os pagamentos regulares de impostos, participando de programas de compensação para a sociedade e oferecendo salários que permitam que seus funcionários não fiquem suscetíveis às variações da economia local.
Defina os objetivos da empresa
Qual é o propósito da sua empresa? Quando a Patagônia decidiu trocar sua principal matéria-prima, quis diminuir os danos ambientais de sua cadeia produtiva, ainda que isso representasse um acréscimo no valor final de seus produtos.
A IBM quis formar profissionais que estivessem prontos para lidar com os novos desafios da Transformação Digital, e, quem sabe, absorver esses talentos em seu quadro.
Outras empresas almejam:
-melhorar as condições dos seus fornecedores primários;
-corrigir injustiças sociais;
-ajudar, por exemplo, 50 famílias carentes ou 400 jovens;
-tornarem-se referências em responsabilidade social.
É claro que o objetivo genuíno é ajudar, retribuir. Mas isso precisa ser traduzido em números, ou quantificado. Por isso, é fundamental racionalizar o que se espera de um projeto de impacto social. Uma boa dica para isso é seguir um checklist:
-alinhe os objetivos da empresa com o que é relevante para clientes, sociedade e funcionários;
-foque iniciativas que provoquem impactos reais;
-procure dados estatísticos sobre a demanda social para identificar possíveis conexões emocionais entre público e empresa.
Trace as ações necessárias para conquistar tais objetivos
Nesta etapa, é importante alinhar os objetivos sociais às mudanças que serão promovidas na empresa.
Aqui na Rock Content temos uma equipe jovem, inovadora e consciente. Desse modo, concluímos que propor uma ação que ajudasse na empregabilidade e na educação de outros jovens causaria um ótimo engajamento.
Assim, definir as ações ficou mais simples. Bastou juntar nossa força interna e seus conhecimentos de marketing para direcionar tudo isso para o público que queríamos atingir, fossem os jovens, fossem as ONGs que cadastramos e mentoramos.
Escolha ferramentas para incentivar as ações internas
Compartilhar conhecimento está na cultura da Rock Content, e, em um desses episódios, uma de nossas supervisoras trouxe informações e estratégias muito valiosas sobre gamificação.
Uma das premissas da responsabilidade social é usar recursos e talentos para promover os impactos necessários, certo?
Nesse caso, usamos esse conhecimento para criar um projeto que envolvesse nossos colaboradores e fizesse com que todos trabalhassem em alta performance no Volunteer Day.
Liste as atividades e seus respectivos prazos de conclusão
Fazer um planejamento ajudará a organizar as próximas etapas. Entre elas, podemos citar:
-conscientização e sensibilização dos colaboradores;
-identificação de um líder, talentos que podem ajudar na elaboração e multiplicadores para manter o time engajado;
-período de teste do projeto, de um ano, por exemplo;
-apuração dos resultados e eventuais ajustes.
Ponto de partida: comece agora
Depois que iniciamos nossas ações, nos envolvemos com outras entidades e projetos, muitas ONGs nos procuraram e trouxeram novas demandas e um universo de possibilidades surgiu no nosso horizonte.
Não conseguimos atender a todos imediatamente, mas criamos um modelo de edital por meio do qual as ONGs interessadas podem se inscrever.
Clientes da nossa empresa também nos procuraram querendo saber como começar, o que foi muito importante, afinal, inspiramos outras empresas a começarem também e essa onda multiplicadora deve continuar.
Então, que tal criar um projeto de impacto social na sua empresa?
Se pensar bem, seus colaboradores ficarão felizes em fazer parte de uma empresa engajada social e ambientalmente, a sociedade se beneficiará com suas ações e os clientes se identificarão com sua marca.
Todo mundo ganha, certo? Se ainda tem alguma dúvida ou quer entender como funciona nosso projeto, convidamos você para uma visita ao Rock.org, e, claro, nos colocamos à disposição para ajudar!
Agora vamos aprofundar mais um pouco, na Parte 1 você viu que ler repetidas vezes pode não ser a melhor forma de absorção de conteúdo acadêmico. A metacognição pode ser ensinada e aprendida, então na parte 2 vamos mostrar de uma forma mais prática como colocar isso em prática.
Um exemplo guiado de uso de metacognição
Passe por ciclos de análise e identificação “do quê”. Quais são os fatos importantes? Quais são os conceitos mais importantes? O que eu entendo? O que eu não entendo?
Depois, mergulhe mais fundo, identificando onde o conhecimento importante se encaixa em um conhecimento pré-existente. Responda as seguintes perguntas nesse processo:
-Como resumiria isso brevemente? Quais são os principais conceitos?
-Isso me lembra algo que eu já conheço nesse domínio do conhecimento?
-Isso me lembra alguma coisa em outro domínio não relacionado do conhecimento?
-Que outras coisas eu sei que apoiam a veracidade desse conceito?
-Posso pensar em outra coisa que conheça que contradiga esse conceito?
-Conheço exemplos concretos ou práticos que ilustram ou iluminam esse conceito?
-Quão desafiador é para mim compreender isso?
-Se este é o QUE, posso explicar o POR QUE? (ou vice-versa, conforme aplicável)
-Por que isso é tão importante saber?
-Eu acho isso interessante? Por que é esse o caso, ou por que não?
-Eu acho isso surpreendente? Por que é isso ou por que não é esse o caso?
-Como posso aplicar isso no mundo real?
Lembrando o que você aprende para sempre
Como você pode se lembrar do que aprendeu para sempre? Esquecer é o normal da mente humana. Isso foi comprovado pelos experimentos realizados por Ebbinghaus há mais de um século. A única maneira de manter deliberadamente sua capacidade de recuperar o conhecimento específico que você deseja lembrar é manter propositadamente suas memórias através da prática de recuperação.
Se esse termo é novo para você, estamos falando em testar sua memória para cada conceito e fato individual. A prática de recuperação pode ser realizada usando flashcards.
O conceito de flashcards é você vincular aos conceitos e fatos em seus materiais de aprendizagem. Então, na prática de recuperação, se tiver dificuldades com uma resposta, é só “clicar em um link” que abrirá o conteúdo de aprendizado de origem no local exato relevante para o cartão de memória flash. Utilizando a memória e voltar rapidamente à sessão de recuperação.
Isso é especialmente útil, pois você pode fazer isso sozinho, a qualquer momento que desejar. A prática também pode ser alcançada estudando-se com amigos ou na escola quando o professor o testar durante discussões em sala de aula, questionários ou exames. Estou muitos anos além da minha fase acadêmica formal da vida, mas, como aprendiz ao longo da vida, os cartões de memória são meu objetivo para as coisas que quero lembrar para sempre.
Aviso: Flashcards são uma ferramenta poderosa para fortalecer a capacidade de recall, mas não devem ser usados para aprender algo em primeiro lugar! Consuma e compreenda ativamente o material primeiro. Registre os principais conceitos e fatos que você deseja lembrar, criando flashcards de repetição espaçada. Em seguida, teste e desenvolva sua capacidade de recordar o que aprendeu com cartões de memória flash!
Por que a prática de recuperação é tão poderosa e como você pode torná-la ainda mais eficaz?
Sabemos que toda vez que você recupera uma memória, você a altera e também fortalece sua capacidade de recuperá-la. Com base nas pesquisas atuais, sabemos que as memórias são armazenadas no nível de um agrupamento de sinapses pertencentes a uma coleção de neurônios.
Este grupo de neurônios é chamado de engrama . O neurônio típico tem milhares de sinapses e, sem dúvida, todo neurônio que participa de um engrama armazenando uma memória específica também participa de muitos outros engramas que armazenam outras memórias. Isso explica por que as memórias são tão associativas e por que, quando lembramos de uma memória, rapidamente temos outras memórias surgindo na consciência, o que parece ser uma cascata espontânea.
Se eu pedir para você pensar em pizza, sem dúvida surgirá um fio de pensamentos relacionados e, às vezes, aparentemente não relacionados. Por exemplo, seu primeiro pensamento em pizza pode provocar uma lembrança de seu primeiro encontro com seu cônjuge quando você foi a uma pizzaria. Esse pensamento pode levar a lembrar que hoje de manhã sua querida esposa pediu para você voltar para casa mais cedo hoje. Então você deve se lembrar de que está aborrecido por ter que cumprir a obrigação de jantar que está correndo para casa para participar. É assim que a Internet do nosso cérebro funciona.
Somos abençoados com uma capacidade de armazenamento quase ilimitada para memórias, mas o problema é recuperá-las quando precisamos delas. É disso que se trata o esquecimento e a experiência da ponta da língua.
Quando praticamos a recuperação, fortalecemos nossa capacidade de recordar essa memória. Isso ocorre porque fortalecemos as conexões sinápticas do engrama da memória. Mas também criamos novas associações cada vez que recuperamos uma memória, ao vinculá-la às circunstâncias e ao contexto em que estamos, toda vez que a recuperamos.
A ciência cognitiva e a neurociência maximizam os neurônios que disparam juntos, são um truísmo e estão incorporados no poder da prática de recuperação deliberada. Cada vez que você pratica a recuperação de um fato ou conceito, facilita a recuperação novamente no futuro.
Mas é escalável praticar a recuperação de todos os fatos e conceitos acadêmicos que você gostaria de manter ao seu alcance?
Imagine que você tenha uma coleção de 20.000 flashcards dos conceitos e fatos acadêmicos dos quais deseja se lembrar facilmente. O que você faz quando acorda todas as manhãs? Praticar a recuperação de todos os 20.000?
É aqui que entra a repetição espaçada, espaçamento AKA. O espaçamento permite que você pratique apenas o pequeno subconjunto de sua coleção que você provavelmente está próximo de esquecer. Com um bom algoritmo de espaçamento que seleciona e programa sua prática diária, provavelmente estamos falando em revisar menos de 100 cartões por dia dentre os 20.000 que estão em sua coleção há pelo menos um mês. (Os flashcards mais recentes geralmente precisam de prática mais frequente durante o primeiro mês.)
Os algoritmos de espaçamento geralmente levam em consideração a sua classificação de quão facilmente você conseguiu recuperar a resposta correta no tempo anterior em que praticou o flashcard e o período de tempo desde a última vez que praticou.
Além de tornar escalável o gerenciamento de uma grande coleção de cartões de memória flash, a outra grande vantagem do espaçamento é que você deve praticar a recuperação de maneira ideal quando estiver perto de esquecer uma resposta, mas não atravessar completamente para concluir o esquecimento. Quanto mais esforço for necessário para recuperar uma resposta, mais forte será o efeito de desenvolver sua capacidade de recordar esse conceito ou fato no futuro.
Principais Conclusões
Não há habilidade que você possa dominar que seja mais valiosa do que a capacidade de consumir conteúdo acadêmico com uma mente questionadora, utilizando a metacognição. Ao pensar em sua interação consciente com o conteúdo e ter um diálogo interno enquanto o processa, você pode identificar as partes importantes, controlar o seu nível de atenção e compreensão e considerar cuidadosamente onde esses novos aprendizados se encaixam no universo daquilo que você já conhece.
Ao criar sua base de conhecimento, crie o hábito e a prática de capturar seus aprendizados em flashcards de repetição espaçada enquanto consome seus materiais de aprendizagem. Então, todos os dias, pratique a recuperação desse pequeno subconjunto de cartas que você está quase esquecendo. Você descobrirá que pode manter, continuamente, todos os aprendizados que deseja lembrar. Para sempre.
Metacognição e recuperação espaçada: técnicas de aprendizagem apoiadas pela ciência que funcionam
Todo o seu conhecimento conceitual e memória autobiográfica é uma coleção de histórias. Eles estão todos conectados, como os muitos URLs que juntos formam a web mundial. Como a web, se uma “página” em seu conhecimento e memória “intranet” não tiver outras páginas vinculadas a ela, você não poderá mais recuperar esse órfão e deixará de ser conhecimento.
Seu conhecimento conceitual é parte de uma narrativa da sua voz interior. À medida que você encontra novas oportunidades de aprender, brinca com os novos conceitos e fatos e fala sobre eles usando a voz interior. Inconscientemente, você os vincula às coisas que você já conhece, às histórias que você já internalizou.
Quero ensiná-lo a manter deliberadamente esse diálogo interno consigo mesmo e fazê-lo de uma maneira que o torne um aprendiz poderoso ao vincular intencionalmente sua memória e conhecimento através da narrativa.
Essa habilidade, quando aplicada com consciência, é chamada metacognição, pensando sobre seu pensamento. E mais do que simplesmente pensar sobre pensamento, você deve exercitar o autocontrole e fazer escolhas em como você regula sua cognição e aprendizagem.
Uma Introdução à Aquisição e Manutenção de Conhecimento
Você deve empregar duas etapas distintas baseadas em ciência:
– O primeiro passo é a fase de aquisição de conhecimento, alimentada pela metacognição. Aqui você consumirá materiais de aprendizagem de uma nova maneira que permitirá não apenas armazená-los na memória, mas também recuperá-los à vontade, o que leva a…
– A segunda etapa, que é um plano permanente de manutenção do conhecimento,baseado na prática de acessar o que você aprendeu e no espaçamento dessas práticas ao longo do tempo.
Aproveite essas táticas, e você não apenas será um aluno estrela, mas também se lembrará do que aprendeu para sempre.
Seu principal objetivo ao abordar seus materiais de aprendizagem é extrair todos os conceitos e fatos importantes. Você precisará processar essas informações de maneiras muito específicas, a fim de criar uma infraestrutura de conhecimento que forneça a base para os processos de pensamento de ordem superior mais tarde.
Pense da seguinte maneira: o que você aprende e se compromete com a memória forma uma base sobre a qual se constrói um pensamento e uma análise mais complicados. Você poderá pegar o que aprendeu e brincar com ele, desenvolver, aplicar, avaliar e criar com ele. Você terá uma enorme satisfação ao usar tudo o que aprendeu, em vários domínios do conhecimento, para criar mashups que entregam novas invenções e ideias ao mundo.
Como processar e extrair as pérolas em seus materiais de aprendizagem
Uma das maiores ineficiências, endêmica entre os alunos enquanto estudam, é o consumo e o re-consumo de seus materiais de aprendizagem.
Os alunos destacam o que consideram conceitos importantes e, em seguida, releiam repetidamente os destaques. Eles ouvirão uma palestra e depois ouvirão novamente. Eles assistirão a um vídeo repetidamente, esperando que o conhecimento contido nele permaneça.
Como os alunos geralmente encaram a leitura como uma atividade passiva, apenas uma pequena quantidade do conteúdo é transferida da página para o cérebro. A releitura passiva realiza pouco mais do que foi alcançado durante a primeira passagem e leva o mesmo tempo. Destacar texto e reler passivamente os destaques acrescenta muito pouco ao conhecimento do aluno.
Se você está em uma missão séria para aprender, deve se tornar hábil em extrair conhecimento do conteúdo e enxertá-lo em sua mente. Este é um processo muito ativo e deliberado – não o consumo passivo e o re-consumo de materiais de aprendizagem.
O conhecimento contido em uma parte do conteúdo acadêmico inclui, invariavelmente, fatos relevantes para esse domínio da matéria. Esses fatos são os elementos mais granulares e atômicos de qualquer corpo de conhecimento – os blocos de construção que formam a base de uma bolsa de estudos maior e mais complexa. Para seus propósitos, nem todas as informações factuais podem valer a pena ser memorizadas.
Enquanto lê, você precisa fazer julgamentos educados sobre quais fatos precisam ser colhidos e retidos e quais apenas acrescentam comentários coloridos à história.
Quando você consome conteúdo acadêmico, sua missão é analisar, compreender e extrair. Até a escrita acadêmica mais densa contém alguma palha.
Quando você lê para aprender, precisa processar o material e destilá-lo até a substância principal. Você está procurando as informações relevantes que deseja levar consigo. Então você precisa instalar o novo conhecimento em seus processos de pensamento, para que você possa fazer uso real dele.
Este é um exercício quase militar. Às vezes, pode não ser um passeio. É preciso esforço. É muito mais rigoroso do que a maneira passiva e ineficaz que a maioria dos alunos lê. Você está estudando o material em busca de fatos importantes, temas centrais, conceitos e conhecimento de procedimentos que determinará serem dignos de seu foco, carga cognitiva, compreensão e comprometimento com a memória.
Geralmente, os conceitos em seus materiais de aprendizagem exigem que você gaste o maior esforço metacognitivo. Conceitos são abstrações que geralmente ajudam a organizar fatos e ideias em um sistema de entendimento. O conhecimento conceitual pode ser difícil de entender e “entender” em um primeiro passe.
Em uma circunstância ideal, você terminará de ler um conteúdo e nunca precisará retornar a ele. Mas você pode ler uma frase, parágrafo ou seção do conteúdo durante sua primeira e única leitura enquanto luta para analisá-la e entendê-la.
Às vezes, isso pode ser um exercício árduo. É também uma das muitas vezes em que você aplicará a metacognição ao desconstruir e reconstruir um conceito. Você precisará criar uma representação mental de algo que possa ser concreto e do mundo real ou talvez seja algo mais abstrato que seja apenas um conceito ou ideia. Essa representação interna ou modelo mental é como você vai pensar, manipular intelectualmente e brincar com o conceito.
Esse processo é “envolvente”, à medida que você digere mentalmente a nova idéia e a anexa deliberadamente a outro conhecimento que já possui. É aqui que você está aprendendo mais ativamente enquanto lê.
Metacognição pode ser ensinado e aprendido
Ao analisar as palavras, frases, frases, parágrafos, seções e ilustrações do conteúdo do aprendizado, você deve identificar e registrar todos os fatos que deseja lembrar.
Você encontrará todos os conceitos apresentados na peça. Com cada conceito, é necessário executar uma avaliação interna da qualidade para determinar se você possui total compreensão. Essa é uma parte importante do processo metacognitivo. Esse pensamento sobre o seu pensamento é como você avalia ativamente o status de sua compreensão.
Pensar no material que você está lendo e refletir sobre como você está processando mentalmente o material requer alguma mudança de contexto.
Leia e pense sobre o conteúdo. Em seguida, pense em como você está processando o conteúdo. À medida que você aprende a executar essa alternância, você experimentará uma carga cognitiva potencialmente desgastante, especialmente até que a metacognição se torne um hábito. Não desanime – ficará mais fácil. Metacognição é algo que pode ser ensinado e aprendido .
Ao consumir suas fontes de aprendizado, você encontrará a apresentação de conceitos que às vezes são obtusos e não explicados de uma maneira que você possa entender. A melhor abordagem quando você tem essa experiência é encontrar outra fonte para aprender esse conceito.
Em vez de lutar com a abordagem de um autor para fornecer esse conhecimento específico, você deve procurar o ensino de outros especialistas. Isso é fácil de realizar, graças à Web e ao Google, leia rotineiramente várias fontes sobre o mesmo assunto.
Trabalhar na Google é um sonho de vários engenheiros/futuros engenheiros, com destaque para os engenheiros de software. A Google possui a fama de ter ótimos escritórios (há dois no Brasil, um em Belo Horizonte e outro em São Paulo) e os salários são absurdamente motivadores, fatores que justificam a concorrência altíssima . Se você é um engenheiro/futuro engenheiro de software, então precisa conferir essas dicas que a empresa divulgou sobre como se tornar um bomengenheiro de software.
1. Faça cursos de introdução à Ciência da Computação
5. Desenvolva raciocínio lógico e conhecimentos em matemática discreta
Recomendações: MIT Mathematics for Computer Science, Coursera – Introduction to Logic, Coursera – Linear and Discrete Optimization, Coursera – Probabilistic Graphical Models, Coursera – Game Theory
6. Compreenda bem algoritmos e estruturas de dados
Irá ajudá-lo a melhorar sua capacidade de trabalhar em equipe e permite aprender com os outros.
16. Pratique seu conhecimento em algoritmos e capacidade de programação
Pratique por meio de competições ou concursos.
Recomendações: CodeJam, ACM ICPC
17. Seja um monitor
Ensinar os outros estudantes te ajuda a melhorar seu conhecimento no assunto.
18. Faça estágio na área de engenharia de software
Mas, o guia alerta: seguir todos os itens não garante um emprego na Google. As recomendações servem para introduzir ou complementar seu conhecimento. Então, você precisa se esforçar em outras tarefas para conseguir um emprego nesta gigante empresa.
O encontro da tecnologia com o marketing foi responsável por diversas mudanças na forma de pensar e de atuar das marcas.
Tempo de leitura: 2 minutos e 30 segundos
Se você tivesse uma marca de moda infantil, você faria publicidade para pessoas que não têm filhos? Provavelmente não. Mas 39% das pessoas com intenção de comprar roupas para crianças não tem filhos pequenos.1 Quando você só olha para a segmentação demográfica, você perde oportunidades de negócio. Seja bem-vindo à era do comportamento.
O encontro da tecnologia com o marketing foi responsável por diversas mudanças na forma de pensar e de atuar das marcas. Algumas já estão incorporadas ao dia a dia, como automação de processos e otimização em tempo real. Outras ainda foram pouco exploradas, mas têm grande potencial de transformar estratégias e acelerar resultados de negócio, como a ativação do público por meio de audiências baseadas em sinais de comportamento, agrupados de forma anônima.
Em média, campanhas focadas em comportamentos apresentam 20% mais ad recall
Em um cenário onde a privacidade e o respeito aos dados é cada vez mais importante, o desafio é entender as reais necessidades das pessoas, sem colocá-las em caixinhas. Até hoje a maioria das marcas parte de um profundo estudo psicográfico de seus consumidores para definir os comportamentos que serão ativados pelos esforços de comunicação. O problema é que nesse processo se perde muita inteligência. Na hora da execução, frequentemente essa riqueza de informações ainda se traduz em uma generalização superficial baseada em gênero e idade. Quem nunca transformou estudos e dados riquíssimos de comportamento em um perfil demográfico genérico na hora de ativar uma campanha?
Numa era em que há uma infinidade de soluções disponíveis para consumidores cada vez mais informados, ser relevante para as pessoas certas é fundamental. Por isso, planejar uma campanha com base em dados demográficos básicos já não faz mais sentido. Essas generalizações podem resultar na perda de negócios e até prejudicar a imagem da sua marca aos olhos de quem não se vê representado.
Pensando além de idade ou gênero
Você sabia que a proporção entre homens e mulheres interessados em comprar itens de decoração online é praticamente a mesma? Ou que quase 40% dos hardcore gamersadultos e sem filhos são mulheres?1
Esses exemplos mostram como é fácil errar usando os estereótipos do passado. Além disso, os próprios consumidores já se veem livres das normas: apenas 10% das pessoas dizem que seu gênero ou idade têm alta influência em seus interesses.2
O risco que as marcas correm ao segmentar sua estratégia para uma fatia da população é deixar de fora pessoas de alto valor para seu negócio, que podem não se encaixar na maioria ou em um padrão imaginado. Campanhas focadas em comportamentos são mais lembradas justamente pela originalidade e por encontrar quem importa.
A boa notícia é que as marcas já contam com ferramentas como as Audiências Avançadas, que constroem a ponte entre comportamentos-chave e execução de marketing.
O que são Audiências Avançadas?
Esse é o termo usado pelo Google para interesses e intenções que não levam em conta parâmetros de idade e gênero. A escala das plataformas Google permite que bilhões de sinais sejam avaliados quase em tempo real, com atualizações ininterruptas. Assim, semelhanças de comportamento em múltiplos contextos são detectadas e organizadas para uso das marcas.
Um bom exemplo do uso da ferramenta é o caso de SBP da Reckitt Benckiser. A marca testou duas campanhas em um esforço de comunicação always-on: uma com segmentação demográfica tradicional e outra com os principais comportamentos relacionados à categoria.
A principal descoberta foram os bons resultados da marca com públicos novos, como os homens. Eles não estavam no radar das campanhas anteriores e apresentaram o mesmo ad recall que as mulheres na campanha focada em cuidados com os filhos, tradicionalmente direcionada apenas para mães.
Além disso, a campanha de audiências apresentou índices melhores de ad recall e de intenção de compra, como explica Iuri Maia, Gerente de Mídia Digital da Reckitt Benckiser: “Queríamos provar que atrelar comportamentos específicos a uma comunicação relevante traria melhores resultados, e foi exatamente o que aconteceu”.
Resultados semelhantes aparecem globalmente no Google. Em média, campanhas focadas em comportamentos apresentam 20% mais ad recall3 e 40% mais intenção de compra do que campanhas segmentadas por dados demográficos.4
Os dados acima mostram a eficiência de trabalhar com audiências comportamentais, e que os próprios consumidores já se veem livres de padrões. Assim, as marcas têm a oportunidade de liderar essa transição e estabelecer uma vantagem competitiva ao criar relevância sem perder inteligência.
Fontes (4)
1 Google Internal Data 2019
2 Google Consumer Survey, Brasil 2018
3 Google Brand Lift, Global, Análise de smartphones feita entre outubro de 2016 e março de 2017
4 Google Brand Lift, Global, Análise de smartphones feita entre julho de 2017 e junho de 2018
As músicas e os ritmos certos podem potencializar seu foco e desenvolver seu cérebro
Dependendo do estilo, a música pode relaxar, animar, concentrar e diversas outras sensações
Sabia que a música pode te ajudar a focar mais nos estudos? Na verdade, a música é capaz de gerar diversos efeitos na mente, não é à toa que serviços de streaming conquistam seus usuários com playlists personalizadas para cada mood. Dependendo do estilo, a música pode relaxar, animar, concentrar e diversas outras sensações. Então, as músicas e os ritmos certos podem potencializar seu foco e desenvolver seu cérebro.
Música clássica para focar
Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Caen, na França, financiada pelo serviço de música online Spotify, o estilo de música mais indicado para quem quer aumentar a concentração é a música clássica. Os estudantes que escutaram esse tipo durante seus estudos tiveram um desempenho, em média, 12% melhor em suas provas. Muito interessante, não é ?
Eles fizeram uma lista com as músicas com maior poder de aumentar o aprendizado e melhorar a memorização. Olha só:
• Beethoven, o Concerto para Violino e Orquestra em D Major, Op 61
• Tchaikovsky, o Concerto No. 1 em B bemol menor para Piano e Orquestra
• Mozart, Concerto para Violino e Orquestra, Concerto No. 7 in D major
• Haydn, Sinfonia Nº 67 em Fá Maior; Symphony No.69 em B. Maior
• Beethoven, Concerto No. 5 em Mi bemol maior para piano e orquestra, Op. 73 (“Imperador”).
• Corelli, Concerti Grossi, Op. 6, N ° 2, 8, 5, 9.
• Handel, The Water Music.
• JS Bach, Fantasia em Sol maior, Fantasia in C Minor e Trio in D minor; As variações canônicas e Toccata.
• Corelli, Concerti Grossi, Op. 4, N ° 10, 11, 12
• Vivaldi, Cinco Concertos para Flauta e Orquestra de Câmara.
Ouça músicas ou músicas cerebrais em repetir
Existe uma outra teoria que diz que ouvir a chamadas “brain music” repetidamente melhora o foco. No livro “On Repeat: How Music Plays the Mind”, a psicóloga Elizabeth Hellmuth Margulis explica esse ponto.
Quando você está ouvindo uma música repetidamente, tende a se dissolver na música, o que impede a mente divagar ou perder a concentração com coisas que não importam.
Mas não é só música instrumental que pode te ajudar não, viu?
De acordo com Aurilene Guerra, mestre em neuropsicologia e professora de Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a música tem a finalidade de ampliar e facilitar a aprendizagem e favorece muito o desenvolvimento cognitivo e sensitivo, então é muito importante que o estilo de música agrade, de tal forma que ele realmente cristalize na memória uma situação.
Ou seja, se quiser ouvir um rock, um metal pesado ou uma lambada, pode, desde que realmente te ajude a concentrar.
Nos streamings de música existe uma infinidade de playlists já prontas para concentração nos estudos, com música clássica, jazz, brain music, e vários outros estilos. É só colocar os fones, abrir o livro e esquecer do mundo.
O resultado das últimas eleições, os protestos e os atos políticos que tomaram conta da América Latina nos últimos dias trazem à tona um conflito que parece ser subproduto da Guerra Fria: o embate entre a social democracia, situada mais à esquerda, e a liberal democracia, situada mais à direita. Mais especificamente: qual o sistema politico é mais adequado e proficiente para a região.
Os argumentos são conhecidos de lado a lado, com o esforço quase sobre-humano para ajusta-los a realidade fria dos fatos. A região, como é notório, sempre foi considerada como uma espécie de “primo pobre” dos gigantes americanos do capitalismo, Estados Unidos e Canadá.
Instabilidade política, ditaduras, crises econômicas, trocas de moedas, inflações incontroláveis, endividamento publico, desigualdade de renda, entre outros problemas, marcam a historia dessas antigas colônias de exploração das nações europeias. Uma coisa parece ser patente: as ondas ideológicas que pelejam na região.
Ditaduras Militares
No século XX, ditaduras militares se alçaram ao poder para conter avanço da frente socialista, principalmente depois da revolução cubana. Após o período das ditaduras, assistiu-se de alguma forma a chegada da social democracia, no final do século XX e inicio do século XXI.
Nesse interim, organismos foram criados para pensar alternativas viáveis e/ou possíveis para a região, a exemplo da CEPAL, sustentados por teóricos e cientistas sociais proeminentes da região. Apesar dos esforços e das lutas ideológicas e politicas, nunca se conseguiu afastar o fantasma que assombra os latino-americanos: o subdesenvolvimento.
Para esse mal crônico a esquerda sempre apresentou soluções criativas que, embora apresentasse, inicialmente, significativa melhora nos índices de emprego e crescimento econômico, são levadas a cabo quase sempre por politica econômica heterodoxa e perigosa, de aumento do gasto público, e o consequente endividamento estatal, gerando um círculo vicioso de arrecadar mais para gastar mais, numa espiral crescente, que demonstrou não se sustentar no longo prazo, pelo menos no caso de Brasil e Argentina.
Não podemos esquecer 0 velho adágio popular aplicável à ceara da economia, sobretudo à macroeconomia que “de onde se tira e não se repõem o que cresce é o rombo”. Os números da liberal democracia (que recebe, muitas vezes, um termo com conotação negativa, o neoliberalismo), por seu turno, são mais eloquentes no Chile, que, todavia, foi recentemente estremecido por protestos que já duraram algumas semanas e reuniu pelo menos um milhão de pessoas na capital.
Protestos
O motivo dos protestos? O preço pago pela população em termos de direitos sociais (tão caros à social democracia). Todavia a questão do desenvolvimento (ou subdesenvolvimento) econômico nenhum governo de direita ou esquerda conseguiu resolver definitivamente na região. A onda socialdemocrata ainda se apresenta bem ativa (mesmo após o ensaio da tomada do poder pela liberal democracia na Argentina, Chile e Brasil, bem como a derrota da direita na Argentina, a manutenção do poder nas mãos da esquerda na Bolívia, embora controverso o resultado do último pleito eleitoral, bem como a continuidade dos governos de Maduro na Venezuela, e a falta de qualquer indicio aponte qualquer mudança significativa no regime castrista em Cuba).
A despeito das lutas que se travam na região, entendemos que, para haja uma mais justa distribuição dos resultados econômicos (e da renda) entre as varias classes que formam a sociedade dos povos latinos americanos é preciso primeiro fazer a região crescer, pelo menos próximo aos níveis dos tigres asiáticos.
Todavia, não é papel do Estado capitanear esse crescimento, embora deva incentivá-lo com todos os seus esforços. Este papel deve pertence à sociedade, aos agentes econômicos, às empresas, com a cooperação do Estado, mas sem seu embaraço burocrático.
Talvez o erro substancial na evolução dos ciclos econômicos no Brasil (e da região) como aponta Faoro, foi que o nosso capitalismo comercial não foi precedido do capitalismo industrial, este fundamental para o desenvolvimento nacional e do bloco.
Em quase todos os países desenvolvidos, onde se apresentam os melhores indicadores socioeconômicos, há sempre um setor produtivo privado forte como fonte para distribuição das riquezas para toda sociedade ou para, pelo menos, parte significativa dela, mesmo nos países nórdicos. Todavia, este tão almejado desenvolvimento não se faz da noite para o dia. É preciso ter visão (onde queremos chegar) e persistência. E rejeitar fórmulas mágicas.
The most productive countries in the world do not work 8 hours per day. Actually, the most productive countries have the shortest workdays.
Tempo de leitura: 15 minutos
The traditional 9–5 workday is poorly structured for high productivity. Perhaps when most work was physical labor, but not in the knowledge working world we now live in.
Although this may be obvious based on people’s mediocre performance, addiction to stimulants, lack of engagement, and the fact that most people hate their jobs — now there’s loads of scientific evidence you can’t ignore.
People in countries like Luxembourg are working approximately 30 hours per week (approximately 6 hours per day, 5 days per week) and making more money on average than people working longer workweeks.
This is the average person in those countries. But what about the super-productive?
Although Gary Vaynerchuck claims to work 20 hours per day, many “highly successful” people I know work between 3–6 hours per day.
It also depends on what you’re really trying to accomplish in your life. Gary Vaynerchuck wants to own the New York Jets. He’s also fine, apparently, not spending much time with his family.
And that’s completely fine. He’s clear on his priorities.
However, you must also be clear on yours. If you’re like most people, you probably want to make a great income, doing work you love, that also provides lots of flexibility in your schedule.
If that’s your goal, this post is for you.
Quality Vs. Quantity
“Wherever you are, make sure you’re there.” — Dan Sullivan
If you’re like most people, your workday is a blend of low-velocity work mixed with continual distraction (e.g., social media and email).
Most people’s “working time” is not done at peak performance levels. When most people are working, they do so in a relaxed fashion. Makes sense, they have plenty of time to get it done.
However, when you are results-oriented, rather than “being busy,” you’re 100 percent on when you’re working and 100 percent off when you’re not. Why do anything half-way? If you’re going to work, you’re going to work.
To get the best results in your fitness, research has found that shorter but more intensive exercise is more effective than longer drawn-out exercise.
The concept is simple: Intensive activity followed by high quality rest and recovery.
Most of the growth actually comes during the recovery process. However, the only way to truly recover is by actually pushing yourself to exhaustion during the workout.
The same concept applies to work. The best work happens in short intensive spurts. By short, I’m talking 1–3 hours. But this must be “Deep Work,” with no distractions, just like an intensive workout is non-stop. Interestingly, your best work — which for most people is thinking — will actually happen while you’re away from your work, “recovering.”
For best results: Spend 20% of your energy on your work and 80% of your energy on recovery and self-improvement. When you’re getting high quality recovery, you’re growing. When you’re continually honing your mental model, the quality and impact of your work continually increases. This is what psychologists call, “Deliberate Practice.” It’s not about doing more, but better training. It’s about being strategic and results-focused, not busyness-focused.
In one study, only 16 percent of respondents reported getting creative insight while at work. Ideas generally came while the person was at home, in transportation, or during recreational activity. “The most creative ideas aren’t going to come while sitting in front of your monitor,” says Scott Birnbaum, a vice president of Samsung Semiconductor.
The reason for this is simple. When you’re working directly on a task, your mind is tightly focused on the problem at hand (i.e., direct reflection).Conversely, when you’re not working, your mind loosely wanders (i.e., indirect reflection).
While driving or doing some other form of recreation, the external stimuli in your environment (like the buildings or other landscapes around you) subconsciously prompt memories and other thoughts. Because your mind is wandering both contextually (on different subjects) and temporally between past, present, and future, your brain will make distant and distinct connections related to the problem you’re trying to solve (eureka!).
Creativity, after all, is making connections between different parts of the brain. Ideation and inspiration is a process you can perfect.
Case in point: when you’re working, be at work. When you’re not working, stop working. By taking your mind off work and actually recovering, you’ll get creative breakthroughs related to your work.
Take your time
Your First Three Hours Will Make or Break You
According to psychologist Ron Friedman, the first three hours of your day are your most precious for maximized productivity.
“Typically, we have a window of about three hours where we’re really, really focused. We’re able to have some strong contributions in terms of planning, in terms of thinking, in terms of speaking well,” Friedman told Harvard Business Review.
This makes sense on several levels. Let’s start with sleep. Research confirms the brain, specifically the prefrontal cortex, is most active and readily creative immediately following sleep. Your subconscious mind has been loosely mind-wandering while you slept, making contextual and temporal connections.
So, immediately following sleep, your mind is most readily active to do thoughtful work.
So, your brain is most attuned first thing in the morning, and so are your energy levels. Consequently, the best time to do your best work is during the first three hours of your day.
I used to exercise first thing in the morning. Not anymore. I’ve found that exercising first thing in the morning actually sucks my energy, leaving me with less than I started.
Lately, I’ve been waking up at 6AM, driving to my school and walking to the library I work in. While walking from my car to the library, I drink a 250 calorie plant-based protein shake (approximately 30 grams of protein).
Donald Layman, professor emeritus of nutrition at the University of Illinois, recommends consuming at least 30 grams of protein for breakfast. Similarly, Tim Ferriss, in his book, The 4-Hour Body, also recommends 30 grams of protein 30 minutes after awaking.
Protein-rich foods keep you full longer than other foods because they take longer to leave the stomach. Also, protein keeps blood-sugar levels steady, which prevent spikes in hunger.
I get to the library and all set-up by around 6:30AM. I spend a few minutes in prayer and meditation, followed by a 5–10 minute session in my journal. The purpose of this journal session is get clarity and focus for my day.
So I write down my big picture goals and my objectives for that particular day. I then write down anything that comes to my mind. Often, it relates to people I need to contact, or ideas related to a project I’m working on. I purposefully keep this journal session short and focused.
By 6:45, I’m set to work on whatever project I’m working on, whether that’s writing a book or an article, working on a research paper for my doctoral research, creating an online course, etc.
Starting work this early may seem crazy to you, but I’ve been shocked by how easy it is to work for 2–5 hours straight without distractions. My mind is laser at this time of day. And I don’t rely on any stimulants at all.
Between 11AM–noon, my mind is ready for a break, so that’s when I do my workout. Research confirms that you workout better with food in your system. Consequently, my workouts are now a lot more productive and powerful than they were when I was exercising immediately following sleep.
After the workout, which is a great mental break, you should be fine to work a few more hours, if needed.
If your 3–5 hours before your workout were focused, you could probably be done for the day.
Protect Your Mornings
I understand that this schedule will not work for everyone. There are single-parents with kids who simply can’t do something like this.
We all need to work within the constraints of our unique contexts. However, if you work best in the morning, you gotta find a way to make it happen.This may require waking up a few extra hours earlier than you’re used to and taking a nap during the afternoon.
Or, it may require you to simply focus hardcore the moment you get to work.A common strategy for this is known as the “90–90–1” rule, where you spend the first 90 minutes of your workday on your #1 priority. I’m certain this isn’t checking your email or social media.
Whatever your situation, protect your mornings!
I’m blown away by how many people schedule things like meetings in the mornings. Nothing could be worse for peak performance and creativity.
Schedule all of your meetings for the afternoon, after lunch.
Don’t check your social media or email until after your 3 hours of deep work. Your morning time should be spent on output, not input.
If you don’t protect your mornings, a million different things will take up your time. Other people will only respect you as much as you respect yourself.
Protecting your mornings means you are literally unreachable during certain hours. Only in case of serious emergency can you be summoned from your focus-cave.
Mind-Body Connection
What you do outside work is just as significant for your work-productivity as what you do while you’re working.
A March 2016 study in the online issue of Neurology found that regular exercise can slow brain aging by as much as 10 years. Loads of other research has found that people who regularly exercise are more productive at work. Your brain is, after all, part of your body. If your body is healthier, it makes sense that your brain would operate better.
If you want to operate at your highest level, you need to take a holistic approach to life. You are a system. When you change a part of any system, you simultaneously change the whole. Improve one area of your life, all other areas improve in a virtuous cycle. This is the butterfly effect in action and the basis of the book, The Power of Habit, which shows that by integrating one “keystone habit,” like exercise or reading, that the positivity of that one habits ripples into all other areas of your life, eventually transforming your whole life.
Consequently, the types of foods you eat, and when you eat them, determine your ability to focus at work. Your ability to sleep well (by the way, it’s easy to sleep well when you get up early and work hard) is also essential to peak-performance. Rather than managing your time, then, you should really be focused on managing your energy. Your work schedule should be scheduled around when you work best, not around social norms and expectations.
“Recovery” is the process of reducing or eliminating physical and psychological strain/stress caused by work.
One particular recovery strategy that is getting lots of attention in recent research is called “psychological detachment from work.” True psychological detachment occurs when you completely refrain from work-related activities and thoughts during non-work time.
Proper detachment/recovery from work is essential for physical and psychological health, in addition to engaged and productive work. Yet, few people do it. Most people are always “available” to their email and work. Millennials are the worst, often wearing the openness to work “whenever” as a badge of honor. It’s not a badge of honor.
Research has found that people who psychologically detach from work experience:
When you’re at work, be fully absorbed. When it’s time to call it a day, completely detach yourself from work and become absorbed in the other areas of your life.
If you don’t detach, you’ll never fully be present or engaged at work or at home. You’ll be under constant strain, even if minimally. Your sleep will suffer. Your relationships will be shallow. Your life will not be happy.
Not only that, but lots of science has found play to be extremely important for productivity and creativity. Just like your body needs a reset, which you can get through fasting, you also need to reset from work in order to do your best work. Thus, you need to step away from work and dive into other beautiful areas of your life. For me, that’s goofing off with my kids.
Stuart Brown, founder of the National Institute for Play, has studied the “Play Histories” of over six thousand people and concludes playing can radically improve everything — from personal well-being to relationships to learning to an organization’s potential to innovate. As Greg McKeown explains, “Very successful people see play as essential for creativity.”
In his TED talk, Brown said, “Play leads to brain plasticity, adaptability, and creativity… Nothing fires up the brain like play.” There is a burgeoning body of literature highlighting the extensive cognitive and social benefits of play, including:
Having a balanced-life is key to peak performance. In the Tao Te Ching, it explains that being too much yin or too much yang leads to extremes and being wasteful with your resources (like time). The goal is to be in the center, balanced.
In her book, On Repeat: How Music Plays the Mind, psychologist Elizabeth Hellmuth Margulis explains why listening to music on repeat improves focus. When you’re listening to a song on repeat, you tend to dissolve into the song, which blocks out mind wandering (let your mind wander while you’re away from work!).
WordPress founder, Matt Mullenweg, listens to one single song on repeat to get into flow. So do authors Ryan Holiday and Tim Ferriss, and many others.
Give it a try.
You can use this website to listen to YouTube video’s on repeat.
I generally listen to classical music or electronic music (like video game type music). Here’s a few that have worked for me:
Ter uma visão macro do negócio é entender como o sistema pode melhorar fluxos de processos no mundo real
Tempo de leitura: 4 minutos
Há sete anos a NASA lançava o Rover Curiosity para o Planeta Marte, um veículo autônomo que objetivava explorar a superfície do planeta. Em outubro deste ano, foi divulgado uma foto do Rover Curiosity fazendo uma Selfie.
Fonte: NASA (2019)
Um questionamento extremamente preponderante do ponto de vista computacional é o que está por trás do Rover Curiosity. Ao pensar rapidamente podemos responder que é o Sistema Operacional que inicializa suas aplicações, ou a Inteligência Artificial que o faz selecionar a rocha correta sem a intervenção da NASA aqui na Terra.
O Código
A resposta é que princípio de tudo é o CÓDIGO, é ele que descreve como será o Sistema Operacional, como ocorrerá a interação deste com o hardware e a aplicação e, no exemplo do Rover Curiosity, como será a interação do Sistema Operacional com o hardware do veículo e a Inteligência Artificial.
Margaret Hamilton
Margaret Hamilton é considerada a primeira Engenheira de Software, com o código do programa de voo da Apollo 11, a primeira missão tripulada à Lua de 1969, desenvolvido em Assembly com 64.992 linhas de código.
É importante destacar que, naquela época, as premissas das metodologias tradicionais de desenvolvimento foram seguidas, como teste de software, revisão e aprovação.
Um outro exemplo de software amplamente utilizado, e que aqui é abordado para entender a evolução da complexidade de um código, é o Kernel do Linux. Presente em todos os celulares Android e Sistemas Operacionais Linux, como Ubuntu e Red Hat, atualmente possui mais de 20 milhões de linhas de código.
“Engenheirizar Software”
Todos os aspectos mostrados até agora foram para entender o quão complexo encontra-se o nível de codificação de sistemas. Em 1969, tínhamos um software de programa de voo com quase 70 mil linhas de código e hoje temos um sistema rodando em um celular com mais de 20 milhões de linhas de código.
Esta complexidade de sistemas norteou exigências do mercado e adaptabilidade dos Engenheiros de Software, principalmente no entendimento do Processo de desenvolvimento de Sistemas, cerne de um Projeto de Software. Quando Barry Boehm publicou, em um de seus artigos de 1988, o “Modelo Espiral”, foi uma grande mudança de paradigma em relação ao Modelo Cascata. O desenvolvimento de software passou a ter um ciclo, e a cada novo ciclo um incremento de entrega.
O surgimento do Manifesto Ágil
Em 2001, houve o advento do Manifesto Ágil através de uma nova abordagem de Metodologias, na qual o grande foco no ciclo de desenvolvimento seria o cliente e o atendimento de suas demandas, mesmo que estas ocorressem ao longo do ciclo de codificação. O cliente tornou-se, portanto, participante ativo deste processo. Desta forma, Metodologias Ágeis como Scrum, XP e FDD tornaram-se amplamente utilizadas por engenheiros de softwares em seus projetos, agregando celeridade e continuidade nas entregas e satisfação do cliente.
O conhecimento da linguagem de codificação, o entendimento da metodologia de desenvolvimento e das tecnologias envolvidas neste processo tornaram-se uma prerrogativa básica para o Engenheiro de Software, considerando os diversos nichos no qual sistemas são empregados.
Engenheirizar Software é ter uma visão macro do negócio, entender como o sistema pode melhorar aquela situação, definir melhorias de fluxos de processos no mundo real (antes de defini-los em sistemas), envolver todos os Stackeholders de maneira motivadora e participativa no projeto e, acima de tudo, criar uma nova perspectiva sistêmica que gere uma lucratividade para os envolvidos.
O ping é um importante comando para determinar a qualidade da transmissão de dados online
É possível usar sites especializados em medição do ping
Para quem joga online, ou é um heavy user de computadores, o termo ping, com certeza, soa familiar. O Packet Internet Network Grouper foi criado por Michael Muuss e é uma ferramenta usada para examinar o estado da rede local e de outros equipamentos conectados a ela. Saiba mais sobre o que é ping e como ele pode afetar em sua performance nos jogos online!
O que é ping e como funciona?
O ping é um comando que mede quanto tempo um pacote de informações leva para ir a um destino e voltar, em milissegundos (ms). Ou seja, ele verifica a velocidade de uma conexão e, quanto menor seu valor, mais rápida é a internet.
O nome ping, na verdade, é uma analogia ao som de um sonar, assim como seu modo de agir. O ping é um importante comando para determinar a qualidade da transmissão de dados online de redes e sistemas operacionais em todo o mundo.
Como usar o comando?
Qualquer usuário pode usar o ping para verificar a velocidade de sua conexão, independentemente de seu sistema operacional. O primeiro passo é o seguinte:
-Windows: abra o menu iniciar e digite “cmd” ou “prompt de comando” no campo de busca;
-OS X: acesse a pasta aplicativos, depois utilitários e abra o terminal;
-Linux: acesse o terminal pelo atalho Ctrl + Alt + T.
Em seguida, basta digitar ping e inserir a URL de um site ou o IP de uma máquina que esteja conectada à sua rede e na qual a conexão será testada. Serão apresentados vários dados, como o número de pacotes e se houve perdas de dados. Ao fim, aparecem as velocidades mínima, máxima e média, em milissegundos.
Também é possível usar sites especializados em medição do ping e que eliminam a necessidade de acesso ao terminal ou ao prompt de comando, como o Teste seu Ping ou o Teste sua Velocidade.
Como o ping afeta o jogo online e como estabilizá-lo?
O ideal é que o valor do ping esteja abaixo de 100 ms para que o usuário consiga jogar online. Também é importante notar se há perda de pacotes, pois caso haja, o usuário terá dificuldades para jogar, assistir vídeos etc. Caso os resultados de sua conexão não estejam dentro do esperado, o usuário pode adotar algumas medidas para minimizar o problema, como:
– usar cabos: as conexões cabeadas dão mais estabilidade e velocidade na transmissão de dados, ao contrário das conexões por Wi-fi;
– usar uma aplicação por vez: se você quer jogar seu jogo online, evite deixar o Torrent aberto, por exemplo, pois são aplicações que usam uma alta taxa de dados. Usadas ao mesmo tempo, elas causam interferências e podem atrapalhar o andamento da partida;
-evite horários de pico: horários em que muitos usuários estão conectados à rede simultaneamente podem reduzir a qualidade da conexão da internet.
-resete o modem e o roteador: às vezes é uma solução para reduzir o valor do ping. Basta desligar os aparelhos da tomada, esperar alguns segundos e religá-los;
-reclame com a operadora: por fim, vale notificar a operadora sobre os problemas com sua conexão. Em alguns casos a causa pode ser uma dificuldade da empresa ou necessidade de mudança na rota da transmissão de dados, por exemplo.
Antes que surja a dúvida, não há relação entre este texto e o jogo dos 7 erros. Apenas cataloguei os erros que cometi no início da Advocacia e, quando fiz a contagem, cheguei ao resultado de 7 erros. Na realidade, não necessariamente foram 7. Há outros que deixei de fora por não serem tão significativos ou não terem tanta importância para a maioria dos Advogados.
1. Comecei como clínico geral
Para começar, o primeiro erro (de difícil superação!) talvez seja praticado por muitos outros Advogados. Consiste em iniciar como clínico geral. Obviamente, não quero dizer que todos que atuam como clínicos gerais estão “errados”, mas sim que, para a forma de atuação que eu pretendia ter, foi um erro que cometi.
Quando comecei na Advocacia, atuei, durante alguns meses, como clínico geral. Aliás, não possuía a perspectiva de atuar somente em uma área. Talvez por falta de orientação, talvez por não acreditar quando os meus professores da faculdade falavam sobre a necessidade de ser especializado. De qualquer forma, comecei afirmando/anunciando que atuaria em várias áreas. Salvo engano, apenas deixei de fora Direito Previdenciário e Direito do Trabalho.
O resultado disso foi que eu não tinha autoridade/notoriedade e, por ser clínico geral, não possuía diferenciais. Logo, não conseguia chamar a atenção das pessoas que precisavam de um Advogado mais qualificado em determinada área.
Assim, percebi que esse caminho não daria certo, porque enfrentaria muitas dificuldades, tendo em vista que precisaria estudar todas as disciplinas ou, pelo menos, aquelas nas quais eu pretendia atuar com mais frequência, como Direito Penal, Direito Administrativo, Direito Constitucional e alguma parte específica de Direito Civil. Além disso, não conseguiria prospectar os clientes que enfrentam situações mais complexas, pois eles normalmente procuram especialistas. Então, abandonei a atuação como clínico geral e passei a focar na Advocacia Criminal.
No início, há várias dificuldades, dentre elas a preocupação de, eventualmente, procurado por um potencial cliente, responder que não atua na área relativa ao caso que ele apresenta. A resposta “não atuo nessa área”, para quem está começando, pode gerar sofrimento, por ser uma recusa a um trabalho que, em tese, seria devidamente remunerado.
No entanto, com o passar do tempo, percebi que foi a melhor coisa que fiz, haja vista que concentrei meu trabalho em apenas uma área de atuação e, consequentemente, recusei tudo que surgisse de outras áreas. Preferencialmente, essa recusa deve vir com a indicação de algum colega que atue na área desejada pelo cliente.
Portanto, o meu primeiro erro foi atuar como clínico geral. Posteriormente, fiz a devida correção, de maneira que, atualmente, atuo apenas como Advogado Criminalista e não possuo interesse (tampouco conhecimento) em atuar ou, de qualquer forma, estudar outra área a fundo, ainda que, às vezes, acabe estudando alguma coisa de outras áreas apenas para complementar.
2. Excesso de despesas iniciais
O segundo erro que cometi no início da Advocacia Criminal foi fazer muitas despesas iniciais, principalmente despesas fixas.
No início da Advocacia, não recomendo que você comece a fazer despesas sem ter certeza de que obterá algum lucro.
Também não recomendo contratar funcionário – alguém para fazer atendimento ou algo semelhante -, quando você estiver iniciando na Advocacia, tampouco constituir sociedade de Advogados, para não gerar despesas com contador, por exemplo.
No início, trabalhe como pessoa física, ainda que a parte tributária seja um pouco pior. É melhor pagar um percentual maior de impostos em relação aos honorários recebidos do que gastar com a constituição da sociedade (com o intuito de pagar menos impostos) sem saber se receberá honorários nos próximos meses.
Em outras palavras, apenas para constituir uma sociedade de Advogados, o profissional terá uma grande despesa. Sendo assim, sugiro que você tente começar como pessoa física, não como uma sociedade, porque, ao atuar como pessoa física, sua tributação é mais alta no início, mas, pelo menos, será um percentual do que é recebido a título de honorários, e não uma despesa inicial sem previsão de lucro.
Caso você opte por iniciar a carreira como pessoa jurídica – como eu acabei fazendo -, passará a ter muitas despesas iniciais, terá maior burocracia (contabilidade, OAB etc.), pagará um contador de forma mensal – e, dependendo da cidade, o valor mensal pode ser muito alto -, ou seja, comprometer-se-á com novas despesas sem ter certeza de que terá algum lucro.
Outra atitude não recomendável para o início da carreira na Advocacia é, por exemplo, abrir escritório logo nas primeiras semanas, sem ter previsão de clientes (ausência de chance de prospecção inicial).
Ainda sobre o erro quanto às despesas, evite associar-se a instituições nacionais e internacionais no início. Somando o pagamento da mensalidade para ser membro de uma câmara de comércio (mais um erro que eu cometi), por exemplo, e o pagamento de uma instituição de Advogados, chega-se a um valor altíssimo para quem está começando. Tudo isso gera uma despesa fixa que, em muitos casos, não facilitará a prospecção de clientes.
Em resumo, o meu segundo erro foi iniciar com muitas despesas.
Evidentemente, fiz as correções ao perceber que, no início, era preciso ter uma estrutura enxuta. Nos primeiros meses, é mais importante se concentrar em prestar o serviço e conseguir clientes. Deve-se começar pequeno, mas com a mentalidade de fazer crescer o seu escritório.
ortanto, a minha dica é: no início da Advocacia, não faça muitas despesas, principalmente fixas. Não se preocupe em ter escritório, caso ainda não seja necessário e, especialmente, caso você ainda não tenha clientes para atender. Preocupe-se em ter indicações, conhecer pessoas e fazer contatos, para, assim, começar a ter clientes, pois, surgindo clientes, surgirá a oportunidade de abrir um escritório e a necessidade de ter um lugar para atendimento.
Futuramente, quando houver necessidade, você poderá contratar alguém para a recepção e começar a se preocupar em fazer um networking diferenciado, inclusive se associando a algumas instituições.
Por fim, sei que é difícil deixar de gastar com coisas que dariam uma “aparência de sucesso”. Escritório com móveis planejados, máquina de café, decoração, lustres, carpetes etc. Essas coisas dariam uma ótima impressão, mas, no final, ao sair do escritório, somente você saberá se essas coisas foram adquiridas no cheque especial e se as contas estão atrasadas. No final do dia, quem chorará por não ter condições de pagar o cartão ou por precisar pedir a ajuda de parentes será você. Não fique pobre tentando fingir que é rico.
Assim, não tenha vergonha de começar sem uma aparência de sucesso. Todos precisaram começar em algum momento.
3. Pensei em desistir
O terceiro erro que eu cometi no início da Advocacia foi pensar em desistir. No início da carreira como Advogado, não conseguia vislumbrar uma mudança significativa no meu caminho. Naquele momento, comecei a pensar em desistir.
Quando isso acontece logo no início, o Advogado passa metade do tempo (ou até mais) do seu dia pensando se continua Advogando ou se faz um concurso público.
onsequentemente, com esse dilema, perde-se um tempo precioso que poderia ser utilizado para fazer a carreira como Advogado dar certo. Costumo dizer que o momento em que a minha vida começou a dar certo na Advocacia foi quando eu passei a ter certas convicções, sem questionamentos, acerca do caminho que eu queria percorrer.
Se tudo desse errado, pelo menos eu estaria fazendo aquilo de que gosto. É como se queimássemos uma ponte e não tivéssemos mais como retornar. Seguir em frente é o único caminho.
Quando ainda achamos que podemos ter um plano B, como procurar um emprego ou fazer concurso, não estamos com a mentalidade totalmente voltada para a Advocacia.
Sempre escrevo e falo em vídeos e palestras sobre o momento em que pedi exoneração do cargo de Defensor Público. Nas duas primeiras semanas, pensei em todas as possibilidades para anular aquele pedido de exoneração, se havia alguma forma para tentar voltar para o cargo etc.
Depois que comecei a advogar, deparei-me com a mesma situação, porque a Advocacia não estava indo tão bem quanto eu gostaria e, portanto, eu deveria procurar outra opção que fosse mais fácil. Assim, como sempre estudei bastante, principalmente durante a faculdade, a opção mais fácil para mim seria fazer concurso novamente. Enquanto pensei nessa alternativa, nada deu certo. Depois que descartei essa ideia, as coisas mudaram.
Portanto, se você deseja dar certo na Advocacia, uma sugestão que lhe dou, advinda da própria experiência é: não pense em desistir! Não tenha um plano B ou uma segunda opção! Não pense em advogar enquanto estuda para concurso, ou algo semelhante, apenas para ter uma opção reserva/subsidiária.
Se você estabelecer uma segunda opção, a tendência é que a Advocacia se torne a sua terceira opção. Você pensará tanto em estabelecer uma segunda opção que a primeira opção será deixada de lado e se tornará a terceira, quarta ou quinta opção. Então, não pense em desistir!
Muitos estudantes passam a graduação inteira pensando se farão concurso público ou ingressarão na Advocacia. O resultado é: não estudam para concurso nem fazem contatos para a Advocacia. Permanecem muito tempo na dúvida e, por isso, não fazem nada. Penso que é melhor fazer algo errado (e depois mudar, se for o caso) do que ficar muito tempo na dúvida, pois a falta de decisão gera a inércia e a procrastinação.
Resumidamente, o terceiro erro que cometi no início da carreira foi pensar em desistir, avaliando a hipótese de fazer concurso público novamente.
4. Esperei os clientes (que não apareceram)
O quarto erro que cometi no início foi esperar os clientes. Não estou dizendo para você sair fazendo a chamada “captação de clientes”, que é proibida e constitui infração disciplinar (art. 34, IV, do Estatuto da OAB). O que estou querendo dizer é que você não deve esperar os clientes.
Eu cometi um grave erro: chegava ao escritório e, por achar que seria suficiente ter uma carteira da OAB, um escritório e meu telefone disponível na internet, aguardava as ligações e o toque da campainha.
Pois bem. Não é tão fácil assim. É preciso ser ativo. Muitas pessoas ingressam na Advocacia e acham que, por algum motivo, os clientes ligarão e negociarão os honorários.
No entanto, a realidade não é assim. Na parte de prospecção de clientes, não muda nada depois que você recebe a habilitação da OAB. O telefone não tocará e ninguém aparecerá te procurando.
Eu corrigi esse erro fazendo novas parcerias e desenvolvendo marketing de conteúdo – que muitos acompanham -, e isso é uma forma de ser ativo na Advocacia.
Quanto à prospecção de clientes na Advocacia, no meu entendimento, talvez esse seja o ponto central. Esse quarto erro que eu cometi talvez seja o que mais gere a desistência de jovens Advogados. Muitos iniciam acreditando que é só esperar e que os clientes aparecerão de algum lugar.
Contudo, há mais de um milhão de Advogados no Brasil, muitos com escritório e telefone disponível na internet. Então, não dá para ser mais um na multidão e contar com a sorte, esperando que o cliente escolha você, pois isso não irá acontecer. O Advogado iniciante deve ter uma postura mais ativa, sempre respeitando a ética inerente à Advocacia.
Novamente, não estou dizendo para sair no centro de sua cidade distribuindo panfleto, que é uma conduta proibida, mas sim começar a fazer parcerias com outros Advogados, divulgar o seu nome, fazer conteúdo que interesse para o seu público-alvo e tomar outras atitudes que facilitem a sua exposição no mercado jurídico.
Quem espera clientes não os terá. Na Advocacia, como em qualquer outra atividade remunerada, a ausência de clientes resulta no fechamento das portas. Não há possibilidade de um escritório de Advocacia sobreviver sem clientes.
5. Procurei qualquer tipo de parceria (parcerias em grande quantidade, mas sem qualidade)
O quinto erro que eu cometi no início da Advocacia foi buscar qualquer tipo de parceria. Isso é equivocado, pois significa um ato de desespero. É normal desejar crescer profissionalmente e achar que, para isso, deve ter um grande número de parceiros. Contudo, analisando friamente, ninguém é parceiro de verdade, pois são apenas contatos sem uma relação produtiva.
Por isso, sempre digo: não busque qualquer tipo de sócio ou parceiro. É melhor não ter sócio ou parceiro do que ter um ruim, que apenas atrapalhe o desenvolvimento do grupo. É melhor não ter parceiros do que ter vários, investir (ou perder) muito tempo dando atenção a cada um e nunca gerar resultado. Em suma, é melhor se preocupar mais com qualidade do que com a quantidade de contatos.
No início da advocacia, preocupei-me muito com a quantidade de parcerias, na expectativa de que isso daria mais resultados. Apenas fazia a parceria, acreditando que seria mais um canal de prospecção.
Entretanto, dependendo do “parceiro”, você investirá muito tempo fazendo favores e nunca terá retorno.
Hoje, tenho plena convicção de que é melhor ter poucos parceiros ao seu lado, no seu escritório ou em escritórios parceiros, de indicações mútuas, do que ter vários parceiros e não gerar resultado.
Procure bons parceiros e/ou sócios, mas não se preocupe com a quantidade. Há uma frase muito interessante no empreendedorismo: “você é a média das cinco pessoas com quem mais convive”. Essa ideia vale para tudo. Se você encontrar um parceiro/sócio que atrapalhe o seu desenvolvimento, que não ajude e não queira evoluir, você assimilará essa mentalidade e será igual a ele.
6. Fiz muitos favores
O sexto erro que cometi no início da Advocacia foi fazer muitos favores, ou seja, dediquei-me diariamente a fazer coisas voluntárias.
Não me refiro a prestar serviços advocatícios de graça ou assumir um processo sem cobrar, como se fosse uma atuação “pro bono” em favor de investigados ou réus. O erro foi, no período inicial, fazer muitos favores a colegas. Ficava muitos minutos (em alguns dias, fiquei horas) no telefone prestando favores a outros Advogados, opinando sobre os processos deles.
Em que pese eu ainda não fosse tão conhecido no início, alguns colegas mais próximos, sabendo que eu já havia sido Defensor Público e lecionava em faculdades, tentavam tirar dúvidas sobre casos reais.
Algum colega narrava a situação fática e, em seguida, eu me dispunha a entender tudo que envolvia o processo dele e tentava dar algumas sugestões de estratégias, teses ou outros aspectos da atuação.
Muitas vezes, perdia de 20 a 30 minutos em uma ligação, prestando uma orientação para alguém que havia sido contratado e estava recebendo para atuar no processo. Eu parava todas as minhas atividades para dar uma sugestão de graça.
Considero isso um grande equívoco, pois eu estava, basicamente, fazendo aquilo que se chama consultoria – quando o profissional dá orientação a outro profissional – de graça. Estava deixando de trabalhar na evolução da minha carreira para ajudar outro profissional a evoluir, enquanto ele estava ganhando por isso, e eu não recebia nada. Esse erro fez com que eu perdesse muito tempo.
No início, costumada dar espaço para esse tipo de favor. O colega ligava, mandava mensagem, às vezes ficava uma hora, por vezes no final de semana ou feriado, querendo tirar dúvidas.
Aliás, eu dava espaço não apenas para tirar dúvidas, mas também para fazer outros favores, como a realização de carga de autos.
O Advogado iniciante não deve fazer esse tipo de favor, pois isso é uma prestação de serviço.
Ainda, faço uma observação: normalmente, os mesmos profissionais que pedem favores de graça aos seus colegas são aqueles que compartilham nas redes sociais imagens e textos dizendo que Advogados não fazem favores de graça, direcionado para o público leigo (quem nunca viu aquela imagem de uma tabela com valores de honorários para “favorzinho”, “só uma dúvida” e outras expressões?). No entanto, quando se trata da relação com outro Advogado, pede favores e realiza consultas sem pagar, tampouco se dispondo a isso. Inclusive, se o Advogado que recebe o pedido de um favor falar ao outro que o valor daquela diligência ou consulta seria X, o outro rapidamente se irrita ou desconversa, porque não pretendia pagar por aquele serviço.
Quando um Advogado liga para outro Advogado (salvo quando houver uma grande amizade que permita esse tipo de liberdade ou troca de gentilezas) e pede sugestões sobre teses, o que deve ser feito em determinado processo, o recurso cabível, como sair de determinada situação etc., está pedindo, indiretamente, uma consulta, normalmente sem a intenção de pagar por ela. Caso seja uma interação rápida, não há problema, mas, na maioria das vezes, é algo complexo e prolongado, o que caracterizaria uma consultoria. Portanto, o profissional que faz isso deveria contratar o outro para uma consulta formal, como ele próprio faz com o público leigo.
O mesmo caso é o da audiência feita como favor. A não ser que seja uma relação de troca – quando um faz um favor e o outro retribui com outro favor -, também é uma prestação de serviço que justificaria a cobrança. Inclusive, as tabelas de honorários de todas as seccionais da OAB preveem esse tipo de atividade: diligência, correspondência, audiência única etc.
Na minha visão, tudo isso deve ser devidamente cobrado. Tirar cópia de processo, pegar autos em carga, fazer audiência e outras coisas, apesar de serem favores “pequenos”, tomam um tempo significativo que, para o iniciante, é muito precioso, porque deveria ser dedicado ao crescimento profissional e à obtenção de honorários que lhe permitam sobreviver na Advocacia.
No primeiro ano de Advocacia, cometi esse erro e abri espaço para vários favores, esperando alguma retribuição (futura indicação de um cliente, por exemplo) que jamais ocorreu. Ficava tanto tempo envolvido com favores que o meu trabalho remunerado (direcionado aos clientes que me pagavam) era deixado para o período da noite. Em várias oportunidades, precisei terminar peças durante a madrugada, porque havia passado o dia inteiro fazendo favores e tinha “compromissos voluntários” para o dia seguinte. Curiosamente, os colegas que recebiam os favores (que, repito, estavam recebendo honorários pela atuação nos processos) não queriam saber se eu estava dando conta do meu trabalho, se precisava de alguma ajuda ou se estava conseguindo prospectar clientes.
Por fim, uma observação: não estou dizendo que não devemos ajudar outros Advogados. Eu, aliás, tento ajudar diariamente por meio de vários vídeos e artigos gratuitos postados neste site, no meu perfil do Instagram, no canal do Youtube e nas listas de transmissão do WhatsApp, assim como tiro dúvidas de colegas (sempre que possível). A questão é que não devemos transformar essa ajuda em prioridade. A ajuda deve ocorrer no tempo livre, depois de cumpridas todas as obrigações assumidas mediante remuneração e após se dedicar à família e à evolução em sua carreira (leitura, cursos, parcerias etc.).
No final de tudo, as pessoas que te pedem favores não estarão ao seu lado no momento de pagar os boletos. O maior (e talvez único) interessado no seu crescimento profissional é você. Cuide da sua carreira antes de cuidar da carreira dos outros.
7. Demorei muito para começar a minha divulgação como Advogado
Por fim, o sétimo erro que cometi no início da Advocacia talvez não seja muito interessante para a maioria das pessoas. Contudo, caso você esteja em um cargo público e pretenda advogar, é algo que precisa saber. Ademais, esse erro também pode ser adaptado para os estudantes da graduação.
Quando comecei na Advocacia, era um desconhecido. O meu erro foi pedir exoneração do cargo de Defensor Público sem antes fazer um nome, isto é, sem me preocupar com minha futura marca.
Poderia, durante o tempo em que atuei na Defensoria Pública, ter produzido mais textos, gravado vídeos, aparecido mais nas redes sociais e feito meu site pessoal para divulgar conteúdo. Também poderia ter feito mais contatos e conhecido mais Advogados que, inclusive, conseguiriam me mostrar a realidade da Advocacia.
Em outras palavras, o sétimo erro que cometi foi não ter me divulgado enquanto era Defensor Público. Não como Advogado (pois era impedido de advogar), mas sim como docente, porque já lecionava quando era Defensor. Entrementes, naquela época, minha preocupação era publicar em revistas científicas, ainda que ninguém lesse.
Se você está em um cargo público e pretende pedir exoneração para começar a Advogar, minha dica é: mantenha-se mais um pouco no cargo e, enquanto isso, comece a escrever artigos, publique em colunas de sites ou jornais, grave e publique vídeos etc. Enfim, divulgue seu trabalho intelectual. Quando você começar a ficar mais conhecido, terá mais segurança para entrar na iniciativa privada.
Não se trata de se utilizar do cargo para a Advocacia. Você não irá divulgar o cargo – como Policial, Defensor ou Promotor, por exemplo – e se valer disso para advogar. A dica é aproveitar que você ainda possui uma garantia – a estabilidade – de um cargo público, prestando o melhor serviço possível, mas aproveitando esse tempo para se qualificar, fazer uma pós-graduação, participar de cursos complementares, divulgar artigos e vídeos, ingressar em todas as redes sociais, adicionar pessoas, fazer contatos etc.
Para reduzir a dificuldade inicial, é importante começar na Advocacia tendo um nome. Não um nome decorrente do cargo, mas sim daquilo que você construiu no período em que ocupou o cargo. Assim, você já começará na Advocacia tendo um diferencial.
Da mesma forma, meu erro foi pedir exoneração e começar a advogar sem antes ter me preocupado em aprender sobre empreendedorismo, Advocacia, marketing jurídico, prospecção, networking, honorários e outros temas. Quando comecei a aprender, já estava na hora de aplicar esses conhecimentos, pois já estava na Advocacia.
O sétimo erro pode ser adaptado para estudantes de Direito. Afinal, durante a graduação, é recomendável começar a fazer contatos, divulgar conteúdo, conversar com Advogados e criar um ambiente favorável para o futuro ingresso na Advocacia.
As verdades de ontem não necessariamente são as mesmas de hoje e provavelmente não serão as de amanhã.
Mudanças e transformações são parte da nossa história
O termo “transformação digital” tem sido usado cada dia mais e sem nenhuma moderação. Cresce na carona de uma Modernidade Líquida, termo cunhado pelo polonês Zygmunt Bauman, para descrever um contexto social, cultural e econômico volátil e em constante metamorfose.
As verdades de ontem não necessariamente são as mesmas de hoje e provavelmente não serão as de amanhã. Deu nó? Não se preocupe. É parte do processo de adaptação.
E não importa sua profissão ou em que ramo de negócio você trabalha, nem sua idade ou posição econômica e social. Independe também da sua área de atuação e nível hierárquico. Acredite, o mundo sempre foi assim. Mudanças e transformações são parte de nossa história.
A grande diferença que vivemos, em nossos tempos, é o ritmo e velocidade dessas mudanças. Nossos pais viveram tempos diferentes de nossos avós. Nós, em um mundo com cada vez mais acesso a tecnologias digitais, temos avançado num ritmo nunca antes experimentado. Diferente das gerações anteriores, conseguimos perceber grandes transformações dentro de nosso próprio ciclo.
Mas não se preocupe. Sugiro substituir qualquer eventual receio, que terá efeito paralisador, pela curiosidade, que terá efeito mobilizador.
Vou usar um exemplo de como nossos hábitos se transformam e às vezes mal notamos. Pense no Uber, que surgiu como algo inusitado. Torcíamos o nariz desconfiados para adotá-lo, mas pouco a pouco, mais e mais pessoas foram usando, recomendando e hoje essa forma de mobilidade já está incorporada à nossa rotina.
Observando artigos, eventos e discussões sobre o tema transformação digital, fiquei com uma imagem de um barco sem bússola, em que cada passageiro está remando para um lado diferente. Assim, peço sua licença para propor uma reflexão sobre 4 fundamentos de uma transformação digital.
Fundamentos que derivam de uma jornada de 20 anos liderando transformações digitais em organizações multinacionais, associações, eventos, palestras, livros e em especial de um olhar sempre curioso sobre esse mundo líquido, que insiste em não parar de evoluir e ser diferente a cada novo amanhecer.
1. Precisa haver uma razão geradora
Entrar em um processo de transformação digital sem entender o porquê é muito perigoso. “Vou fazer porque preciso fazer” ou “Vou fazer porque meu concorrente fez” ou ainda “Vou fazer porque há um mandato da liderança da empresa” não são razões geradoras. Cuidado!
O risco de iniciar um processo sem uma razão geradora correta é o de entrar “mais ou menos” convencido nesse processo e ver um consumo de recursos, alinhamentos sem fim e potencial frustração.
A razão geradora, na minha opinião, deve ser externa ao negócio. Questione: Meu negócio existe para servir a quem? Quais comportamentos e dores do meu cliente? Como posso servi-lo? As organizações modernas e que tanto admiramos têm seu foco no cliente, nas pessoas, e não em seus serviços ou produtos. Se a Kodak ou Blockbuster tivessem feito essas perguntas, talvez estivessem ainda no mercado.
2. É um tema de negócios e não de tecnologia
Quem tem mais de 35 anos vai lembrar que nos anos 1980 e 1990 houve um boom do Marketing de Relacionamento, quando plataformas tecnológicas eram adquiridas com um apetite insaciável. Chegou um momento em que elas não conseguiam mover o ponteiro do negócio e tudo caiu por terra.
A tecnologia é importante, porém como meio e desde que esteja a serviço do negócio, que está a serviço das pessoas. Ser o mais avançado tecnologicamente em algo de nada vale se não se consegue extrair um valor tangível e percebido pelas pessoas.
3. Tem início, meio, mas não tem fim
Vejo empresas, consultorias e profissionais tratando a transformação digital como um projeto. Cuidado! Se vivemos em um mundo líquido, em constante evolução, como essa transformação pode ter fim?
Existe apenas porta de entrada para um processo vivo e mutante. O mundo, o mercado, os concorrentes, as tecnologias, as pessoas, enfim todo o contexto irá mudar com o tempo. Melhor investir energia e preparar sua organização para ter agilidade em adaptar-se a novas realidades versus ficar tentando prever centenas de cenários que do dia para a noite mudam completamente.
Se tivesse uma cadeia de hotéis, como poderia me preparar para algo como Airbnb? Novos concorrentes e tecnologias surgem todos os dias.
4. Se fundamenta em uma transformação cultural
Ainda dentro do tema tecnologia, acredito que não se dê a devida importância ao elemento principal e basilar para qualquer transformação digital: eu, você, nós. As pessoas.
Elas serão a principal barreira ou facilitador de qualquer processo de transformação. Juntas, elas formam a cultura de qualquer empresa. O pensamento de Peter Drucker de que “Cultura come estratégia no café da manhã” é real, acredite.
A transformação das pessoas será, portanto, fundamental para qualquer esforço de transformação digital. Mas cuidado para não cair na armadilha de que temos aqui um desafio geracional. Não é. É puro mindset. Existem profissionais de vinte e poucos anos mais conservadores que outros de quarenta e poucos.
Especialmente no começo, é preciso ser mão pra toda obra e a tecnologia não fica fora disso
Especialmente no começo, é preciso ser mão pra toda obra e a tecnologia não fica fora disso.
Se você é um empreendedor ou empreendedora, sabe que não existe descrição de trabalho nessa função. Você faz todas as tarefas que precisam ser feitas: desde o lançamento até tratar com investidores, o suporte ao cliente e trocar as lâmpadas do escritório.
Especialmente no começo, é preciso ser mão pra toda obra e a tecnologia não fica fora disso. Você pode contar a programação como uma das habilidades da sua caixa de ferramentas. Mesmo que você nunca seja um programador em tempo integral, há muito valor em saber codificar.
A maioria das empresas acaba falhando não porque fica sem dinheiro, mas porque fica sem recursos. Especialmente no mundo da tecnologia, o principal diferencial entre empresas de tecnologia bem-sucedidas e malsucedidas é seu conhecimento em tecnologia. Por essa razão, empreendedores e donos de empresas devem ter algum conhecimento de programação.
Saber disso é metade da batalha, aprender a codificar é o restante. Aqui estão algumas razões pelas quais você deve aprender a codificar.
1. Reduz custos indiretos
Contratar um desenvolvedor para um único propósito é caro. Um empreendedor que possui habilidades de codificação reduz as despesas gerais imediatamente. Embora ter um desenvolvedor interno na equipe seja fundamental durante violações de segurança e falhas de servidor, essas são todas questões que um empreendedor pode aprender a lidar e até reduz custos de contratação por entender melhor qual o trabalho que deve ser feito.
2. Desenvolvimento mais rápido de produto e serviço
Esperar que os estágios de desenvolvimento de código sejam concluídos para produto, aplicativo, software e produtos relacionados à tecnologia pode colocar em risco os cronogramas de conclusão do protótipo. Quando um empreendedor aprende a codificar, pode mover o desenvolvimento de produtos e serviços um pouco mais rápido. Isso também permite que as fases de teste do projeto ocorram mais rapidamente. Assim como torna possível a tomada de decisão sobre estratégia de produto: quais linguagens usar, como montar um time quando for a hora, quais metodologias usar no desenvolvimento, entre outras questões estratégicas.
3. Criar cronogramas apropriados do projeto
Quando você sabe quanto tempo leva cada parte do desenvolvimento do produto, incluindo o tempo alocado para a codificação, os cronogramas do projeto são mais realistas. Isso poupa muito estresse e tensão muitas vezes sentidos pelas equipes de desenvolvimento com supervisores que não entendem o processo. Ao fornecer ao desenvolvedor um prazo apropriado, as extensões, os erros e os programas incompletos são problemas menores.
4. Oportunidades adicionais de carreira
Se a aventura de empreendedorismo que você planejou não funcionar ou falhar completamente, aprender a codificar lhe dará opções de carreira para recorrer. Algumas das opções de carreira a considerar são o desenvolvimento web back-end, front-end, técnico de suporte e analista de dados, por exemplo. Empreendedores sempre precisam ter um “plano B” para o caso do caminho que você tomar acabar sendo uma estrada sem saída.
5. Análise de ideia mais rápida
Todos os empreendedores precisam ter pelo menos um gênio técnico por trás deles para ajudar a conduzir análises de produtos, construir uma equipe de desenvolvimento e realizar testes beta. Verificar estatísticas e resultados de testes com um conjunto de olhos diferente é ideal na maioria das situações. Com duas pessoas trabalhando nos dados, os resultados chegam mais rapidamente e os planos para desenvolvimento, marketing e lançamento de produtos podem começar a funcionar.
6. Capacidade de transferir aprendizagem
Aprender a codificar lhe dá um conhecimento valioso para passar para os membros da sua força de trabalho. Se você é um empreendedor de desenvolvimento de aplicativos, ensinar um método específico a um membro da equipe capacita-o a ajudar em mais fases de desenvolvimento. Você tem tempo para ensinar o membro da equipe, pois os aplicativos podem levar meses para serem desenvolvidos.
Transferir o que você, como founder, aprendeu na aula de codificação para aqueles que trabalham para você constrói uma equipe mais forte, um produto final mais completo e uma equipe intercambiável para dividir as tarefas. A transferência de aprendizado é uma parte vital de ser um empreendedor de sucesso, já que muitos o encararão diretamente como mentor.
7. Habilidades de auto-personalização
Às vezes é difícil transmitir exatamente o que você quer de um projeto. Pode ser difícil usar uma terminologia simples para explicar a uma desenvolvedora de codificação o que você imagina em sua própria mente. A capacidade de personalizar aplicativos, sites e programas garante que você esteja criando exatamente o que deseja. Além de você ser mais valioso para si mesmo por ter essas habilidades, você é mais valioso para toda a equipe.
As habilidades de auto-personalização podem levar um empreendedor de tecnologia a desenvolver novos aplicativos para ajudar os outros a aprenderem novos processos, uma nova habilidade ou resolver problemas. A mente de um empreendedor está sempre pensando na melhor maneira de fazer algo, desenvolver mais itens relacionados à tecnologia é uma demonstração disso.
Conclusão
Empreendedores, especialmente em novos empreendimentos de tecnologia, deveriam ser mais auto-suficientes. Os custos de operação e desenvolvimento serão menores e uma boa base de educação pode ser obtida. Um empreendedor bem-sucedido que entende todas as fases de seu negócio está se preparando para o sucesso.
Poder contar com o aporte financeiro de terceiros para fomentar o negócio e fazer a startup crescer é o sonho de todo empreendedor no early stage, seja para trazer escala às vendas, ganhar mercado, engordar o faturamento ou tornar-se rentável.
No Brasil, o capital de risco ainda é muito inferior ao de economias mais maduras, como a dos Estados Unidos e a do Reino Unido. Enquanto lá fora o percentual chega a 2%, aqui não alcança um décimo disso. Ainda assim, de acordo com a Lavca (Associação de Venture Capital da América Latina), em 2018, o valor investido em startups latino-americanas praticamente dobrou, se comparado a 2017.
Só o Brasil respondeu por quase 70% desse acréscimo, com US$ 1,3 bilhão em 2018 (51% maior que o ano anterior). Esse potencial precisa ser explorado e o primeiro entendimento para isso é o de que o venture capital não é um adventure capital. Alguém disposto a investir em startup vai querer certificar-se de que está colocando dinheiro em algo com boas chances de lucratividade.
Não conhecer o mercado, os concorrentes, ter o projeto ainda embrionário – no papel –, dedicar-se a outras atividades sem estar focado no desenvolvimento da startup, repelem o venture capital. Passar a ideia de que dispõe de recursos, mas prefere que outros assumam o risco também não é um atrativo para o investidor.
Para vender o negócio e chamar a atenção em meio a um ecossistema que já conta com mais de 12 mil startups, é preciso uma atitude positiva, ser hands on, reunir colaboradores que possam ajudar com soluções, adotar boas práticas. Isso é suficiente? Embora as pessoas comprem de pessoas, para fazer dinheiro não basta ter um propósito bem definido e acreditar nele. O capital de risco busca oportunidades em negócios promissores e isso significa dizer que é preciso apresentar algo concreto: um plano de negócio, um protótipo, um estudo de mercado, um produto minimamente viável. Os investidores descartam ideias se elas não forem executáveis. Tê-las bem estruturadas, formatadas e em aplicação são os atributos para o match.
Remando contra a cultura dominante e tentando mudá-la, o empreendedor deve cercar-se de informações financeiras, fiscais e trabalhistas. Ter um contador ou advogado de confiança é um elemento cada vez mais notado pelos empreendedores. Se antes este cuidado vinha apenas depois de um tempo de iniciado o empreendimento, os novos players estão combinando sua ousadia com leis, contabilidade e finanças. As chances de sobrevivência serão muito maiores.
Vem entender de forma simplificada o que mudou sobre a prisão em 2ª instância, com a decisão do STF.
Depois dos últimos acontecimentos sobre a prisão em 2ª instância, me deparei em algumas conversas com pessoas que estão acompanhando as notícias, mas que apesar das tentativas, não conseguiram entender o que aconteceu. A verdade é que muitas das notícias direcionadas para o povo, de jornais na TV, revistas e blogs regionais não são claras e precisas o suficiente para o público leigo.
Mesmo se tratando de um tema em sua maioria jurídico, saiba que a explicação pode ser simples e objetiva. Por isso senti a necessidade de escrever esse artigo, então bora lá!
Um panorama geral
Considere João como nosso exemplo:
Na justiça brasileira, quando João comete um crime e é levado à julgamento, ele pode ser julgado até 3 vezes por juízes diferentes, na tentativa de ser considerado inocente em alguma dessas vezes. No direito, chamamos essa pirâmide com 3 chances, de 3 instâncias. São elas:
1ª instância: essa é a principal porta de entrada do judiciário. É aqui onde atua o juiz de Direito, e onde será julgado pela primeira vez o crime cometido por João.
2ª instância: caso João não concorde com a sentença dada pelo juiz de 1ª instância, ele pode recorrer para que seu caso seja julgado novamente. Quando isso acontece, o processo sobe para a 2ª instância.
3ª instância: a instância superior (ou 3ª instância) é a última, e é lá onde será julgada a decisão recorrida por João, em 2ª instância.
Depois de passar pelas 3 instâncias, João não pode mais recorrer pra lugar nenhum. Ou seja, se ele for condenado em 3ª instância, irá cumprir a pena destinada na última decisão, pois já terão sido utilizados todos os seus recursos.
É possível recorrer tantas vezes porque no Direito, toda e qualquer pessoa é considerada inocente até o trânsito em julgado da decisão (até ser julgado pelas 3 instâncias, caso recorrida). Isso é chamado de “princípio da presunção de inocência”.
Como era antes e como é agora?
Até semana passada, uma pessoa poderia ir pra prisão logo após a condenação em 2ª instância. Então, se o juiz de 1ª instância condenasse o cidadão, e após recorrer na 2ª instância o juiz o condenasse novamente, a pessoa já iria presa.
O fato é que o condenado ainda poderia recorrer na 3ª instância, mas iria aguardar esse julgamento preso.
Mas ainda na semana passada, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que: a pessoa só poderá ser presa após a condenação nas 3 instâncias! Ou seja, agora uma pessoa só pode ser presa depois de esgotados todos os seus recursos. E é essa decisão que tem causado discussões por aí.
Caso Lula: acontece que o ex-presidente Lula foi condenado em 2ª instância, e por isso estava preso (lembra que antes isso era permitido?) Mas após a mudança, não é mais. Então por isso ele foi solto, ele foi e mais de 5 mil presos podem ser. A recente mudança foi colocada em prática. Então a partir de agora, vários presos serão beneficiados com essa mudança, e quando isso acontecer, você entenderá o motivo.
Quando se trata das mulheres, a tendência é que e a jornada seja (no mínimo) dupla
Ter uma rede de apoio e buscar capacitação são algumas das medidas para superar desafios
Empreender é desafiador e, em especial no começo, envolve acumular diferentes funções e estar disponível o tempo todo. Quando se trata das mulheres, a tendência é que e a jornada seja (no mínimo) dupla. Afinal, muitas ainda acumulam funções dos seus lares e não recebem o mesmo estímulo que os homens para ter seu próprio negócio.
Em entrevista, a consultora do Sebrae Maria Augusta Pimentel Miglino destacou os quatro principais desafios que afligem as empreendedoras nesse caminho. Para cada um deles, algumas práticas podem ajudar na superação e no melhor desenvolvimento do negócio. Confira:
Vida pessoal
Cuidar dos filhos, de familiares idosos e dos afazeres domésticos não são obrigações exclusivas das mulheres, mas como sabemos, ainda é comum que elas sejam mais sobrecarregadas por elas do que os homens. Não à toa, uma pesquisarealizada pela Rede Mulher Empreendedora mostrou que 70% delas abrem um negócio em busca de flexibilidade.
Porém, equilibrar os compromissos familiares com os do negócio ainda é um desafio, segundo a consultora Maria Augusta. A solução para mitigá-lo passa por vários fatores, entre eles, o diálogo. “O ideal é ter uma rede de apoio de pessoas que possam ajudá-las, tanto na família quanto na empresa. Também é preciso engajar os homens nesse debate e mostrar que os fardos devem ser divididos”, diz ela.
Quem comanda um negócio também deve levar o tema em conta no que diz respeito às suas funcionárias. Miglino destaca que empresas com mais estrutura podem investir, por exemplo, na oferta de berçários dentro do seu próprio espaço. Outras opções incluem um auxílio para o pagamento de creches, a oferta de jornadas mais flexíveis e uma licença-maternidade mais longa. “Medidas como essas criam um ambiente mais seguro para que as mulheres voltem a trabalhar depois de ter um filho.”
Acesso ao crédito
Segundo dados do Sebrae, as mulheres têm um nível de inadimplência ligeiramente mais baixo do que os homens (3,7% contra 4,2%). Apesar disso, Miglino afirma que elas tendem a ter mais dificuldade de acessar crédito para os seus negócios. Em média, também pagam taxas anuais de juros 3,5% maiores do que os homens.
De forma geral, dois fatores influenciam nesse cenário. Um deles é a postura de muitos gerentes de bancos diante de negócios comandados por mulheres. “Para muitos, elas não são a figura que deveria estar à frente da empresa ou não são capacitadas para conduzir determinadas iniciativas”, afirma.
Em muitos casos, também falta experiência ou segurança na hora de negociar empréstimos. Superar os dois pontos, segundo a consultora, envolve desde fortalecer a auto-confiança até desenvolver melhores técnicas de negociação. “Existem vários cursos sobre esse tema, mas essa competência será realmente desenvolvida ao longo da vida”, afirma a consultora. “O mais importante é ter confiança e se sentir à vontade para negociar, mesmo que alguém questione sua capacidade.”
Mortalidade dos negócios
Segundo a consultora, negócios comandados por mulheres tendem a morrer mais cedo que os comandados por homens. Embora seja difícil estabelecer uma relação de causa e efeito, ela explica que é possível ter alguns indícios das causas a partir das condições em que elas empreendem.
Dados do Sebrae mostram que 44% delas, por exemplo, empreendem por necessidade (como para superar o desemprego ou aumentar a renda). Entre os homens, o percentual é de 32%. “Grande parte delas abre um negócio não porque teve uma ideia genial ou porque sonhava com isso, mas porque precisou começar a vender doces ou fazer o cabelo da vizinha para ganhar dinheiro”, explica a consultora.
Uma média de 40% delas também empreendem sem ter uma experiência anterior no setor, contra um percentual de 27% entre os homens. Segundo a consultora, as principais causas para a mortalidade de uma empresa são dificuldades de planejamento, gestão financeira e falta de experiência para lidar com funcionários. “Para que uma empresa gerenciada por uma mulher viva mais, é importante que ela se capacite em diferentes frentes.”
Faturamento mais baixo
Embora as mulheres sejam 16% mais escolarizadas que os homens, segundo dados do Sebrae, as empresas comandadas por elas faturam, em média, 22% menos que as deles. Miglino diz que as explicações para esse fator, embora ainda sejam estudadas, são influenciadas pelos fatores anteriores e pela posição da mulher na sociedade.
“Geralmente esses negócios são menos rentáveis, têm menos valor agregado e estão em setores pouco avançados em tecnologia, até pelo fato de muitas empreenderem por necessidade”, explica. Setores como robótica, biotecnologia, tecnologia da informação e fintechs, que têm mais potencial de escalar, ainda têm baixa presença feminina.
A solução para esse ponto, segundo ela, começa já na educação primária, quando as meninas podem ser mais estimuladas a se interessar por disciplinas como matemática e robótica. Na idade adulta, elas também podem ser beneficiadas por programas de incentivo à participação em setores como o tecnológico. “Também precisamos mostrar mais exemplos de mulheres bem sucedidas, incluindo desde cientistas até empreendedoras.”
Essa, aliás, é uma das propostas da sala 1.000 Mulheres da Feira do Empreendedor 2019 Sebrae-SP. Entre as palestrantes estão algumas das empreendedoras atendidas pelo programa de mesmo nome, que foca na capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade. Após uma primeira ação, realizada em São Paulo (SP), o projeto será aberto à população de todo o estado.
O Professor Horácio Neiva, Doutorando e Mestre em Direito (USP), explica o que está em jogo nas ADCs 43, 44 e 54, e os problemas que a ala favorável à antecipação da pena irá enfrentar:
Pesquisa realizada pelo Sebrae entre maio e agosto deste ano, traçou o perfil dos empresários de micro e pequenas empresas
A conquista de clientes ainda é a principal dificuldade encontrada no dia a dia pelos donos de pequenos negócios no Brasil, assim como uma das razões mais apontadas como causa para o encerramento de suas atividades.
É o que indica a pesquisa feita pelo Sebrae envolvendo mais de 10 mil empreendedores de todo o país. A alta carga tributária também foi apontada pelos empresários como um dos obstáculos para os negócios. Segundo o levantamento, um a cada três empreendedores admitiram já ter atrasado o pagamento de algum imposto.
A pesquisa feita pelo Sebrae teve como objetivo levantar o perfil dos empresários donos de microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). O trabalho identificou que, para 24% dos empreendedores, conquistar clientes e vender mais é uma das maiores dificuldades para quem decide abrir o próprio negócio.
Outros 17% apontaram a carga tributária como obstáculo, enquanto 10% dos entrevistados afirmaram não enfrentar adversidades. Entre outras dificuldades identificadas pela pesquisa, apareceram a mão de obra, inadimplência, problemas para conseguir crédito e controlar ou gerenciar o dinheiro da empresa.
“O acesso a crédito ainda é um ponto de fragilidade para as micro e pequenas empresas, mas que começa a mudar com a criação e expansão da Empresa Simples de Crédito pelo país. Com dinheiro no caixa, o dono do pequeno negócio ganha fôlego para investir em ações de marketing para também atrair mais clientes”, pondera o presidente do Sebrae, Carlos Melles.
Eleita como a segunda maior dificuldade dos empresários, a alta carga tributária também preocupa e faz com que o empreendedor atrase o pagamento de algum tipo de imposto. Isso aconteceu, de acordo com o levantamento, com 31% dos donos de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Nesse universo, uma parcela expressiva de empresários (43%) ainda não conseguiu regularizar o pagamento dos tributos.
Mais da metade das pessoas ouvidas (52%) admitiram que necessitam de uma maior capacitação na área de controle e gestão financeira, enquanto 47% afirmam que precisam de qualificação na área de propaganda e marketing e 44% enfrentam ainda dificuldade com a gestão das redes sociais da empresa. Percentual igual ao de empresários que precisam de treinamento para melhorar a qualidade de seus produtos ou serviços. Saber atender melhor o cliente e buscar orientação para a obtenção de crédito ou empréstimo é a carência apontada por 42% dos entrevistados.
A pesquisa do Sebrae também confirmou a importância da formalização para os donos de micro e pequenas empresas. Cerca de 70% dos empreendedores têm o próprio negócio como única fonte de renda. Mesmo percentual indicado para os empresários que apontam a abertura do negócio como uma medida que possibilitou maior ganho financeiro. Já para 77% dos entrevistados, a obtenção de um CNPJ foi a ferramenta que assegurou melhores condições no momento de compra junto aos fornecedores.
Números da pesquisa
24% avaliam a dificuldade de conquistar a clientela como maior desafio
17% reclamam da carga tributária
52% desejam maior qualificação nas áreas de controle e gestão financeira
44% ainda não sabem usar as redes sociais
31% já deixaram de pagar algum tipo de imposto
31% já buscaram e conseguiram empréstimo
18% começaram a empreender por necessidade
50% estão no negócio por ter tido conhecimento ou experiência
SQL significa “Structured Query Language”, ou “Linguagem de Consulta Estruturada”, em português.
Você já ouviu falar em SQL? Essas três letrinhas são muito frequentes em vagas de emprego, e seus conhecimentos têm sido cada vez mais requisitados no mercado. Neste artigo vamos explicar o que é o SQL, para que serve e por que você deveria se preocupar em aprendê-lo o quanto antes.
O que é SQL?
SQL significa “Structured Query Language”, ou “Linguagem de Consulta Estruturada”, em português. Resumidamente, é uma linguagem de programação para lidar com banco de dados relacional (baseado em tabelas). Foi criado para que vários desenvolvedores pudessem acessar e modificar dados de uma empresa simultaneamente, de maneira descomplicada e unificada.
Para que serve?
A programação SQL pode ser usada para analisar ou executar tarefas em tabelas, principalmente através dos seguintes comandos: inserir (‘insert’), pesquisar (‘search’), atualizar (‘update’) e excluir (‘delete’). Porém, isso não significa que o SQL não possa fazer coisas mais avançadas, como escrever queries (comandos de consulta) com múltiplas informações.
(Fonte: SQL Server Tutorial/Reprodução)
Por que aprender SQL?
Segundo a Dataquest, escola referência em ciência de dados, existem três motivos primordiais pelo qual profissionais que usem dados precisam se preocupar em aprender a linguagem SQL:
1. SQL é usado em qualquer lugar;
2. Está em alta demanda, já que muitas empresas o utilizam;
3. Embora já existam outras alternativas, o SQL nunca vai deixar de ser relevante.
É uma linguagem fundamental para qualquer profissional de análise, ciência ou engenharia de dados, sendo ainda mais usada do que Python e R. Contudo, devido a sua simplicidade, não é necessário ser um programador para aprendê-la, e em cada vez mais áreas têm sido exigido o conhecimento em SQL como complementar em tarefas cotidianas.
E, basicamente, qualquer área que lide com tecnologia, e tenha seus próprio banco de dados, poderá exigir conhecimento em SQL como complemento profissional.
(Fonte: Dataquest/Reprodução)
Importância no mercado
Segundo o Guia de Profissões e Salários da Catho, a média salarial de um analista de sistemas SQL no Brasil é de R$ 3.473,19; já gerentes, coordenadores e consultores de bancos de dados podem ter salários acima de R$ 7 mil.
Com o mundo digitalizado de hoje, saber lidar com grandes quantidades de dados é fundamental. A linguagem SQL já é tida como um dos conhecimentos pilares de qualquer profissional que atua com tecnologia; além disso, com a alta competitividade do mercado, saber uma informação tão útil quanto o SQL com certeza é um ótimo diferencial.
Sem dúvida, é um grande desafio acertar a maioria das 80 questões objetivas da OAB.
A primeira fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) exige que os candidatos estejam muito bem preparados para obter um excelente desempenho. Isso porque o conteúdo abrange 17 matérias relacionadas com diversos segmentos do direito. Sem dúvida, é um grande desafio acertar a maioria das 80 questões objetivas da OAB.
O desafio é tamanho que menos de 15% dos candidatos ao exame da Ordem conseguem a sonhada carteirinha vermelha.
É praticamente impossível ter o domínio absoluto de todas as disciplinas que fazem parte do exame. Por isso, o candidato deve ter uma preparação voltada para resolver a prova de múltipla escolha de maneira simples e prática, buscando diminuir os erros cometidos por falta de atenção.
Claro, você deve investir todo o seu tempo até o exame da OAB para ampliar os seus conhecimentos em direito, sobretudo naquelas matérias que são mais recorrentes na prova. Mas existem algumas técnicas para acertar uma questão objetiva da OAB, mesmo sem ter conhecimento pleno do conteúdo abordado.
Pensando nisso, vamos apresentar neste post 10 dicas para você conseguir uma ótima performance na primeira fase da OAB, ainda que não domine todo o conteúdo. Confira!
1. Faça uma leitura atenta dos enunciados das questões objetivas da OAB
Antes de responder a uma questão, procure fazer uma leitura completa do conteúdo. Assim, você tem mais condições de compreender o que está sendo exigido, e dificilmente vai cair nas famosas pegadinhas.
O examinador não vai elaborar um teste somente com questões fáceis. Por esse motivo, para ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, a leitura dos enunciados e a capacidade de interpretá-los ajudam a encontrar a resposta certa.
A leitura do enunciado esclarece pontos como o embasamento do examinador para elaborar a questão. Como você sabe, em direito são comuns as controvérsias entre a lei, a jurisprudência — decisões reiteradas dos tribunais em um mesmo sentido — e a doutrina, os estudos acadêmicos sobre direito.
A depender da fonte utilizada pela FGV, uma mesma questão da OAB pode ter respostas diferentes. Isso pode até ensejar um recurso, mas, se a questão estiver correta de acordo com qualquer uma dessas fontes, dificilmente a FGV a anulará.
Em todo caso, o melhor é ler atentamente o enunciado para responder à prova da OAB conforme o gabarito.
2. Elimine as alternativas absurdas
Em geral, as provas da OAB são compostas por questões com quatro alternativas de resposta, e a sua leitura atenta facilita bastante identificar as proposições com conteúdo absurdo.
Se o candidato identificar itens incorretos com facilidade, ele tem mais chances de acertar as questões, o que aumenta a confiança e as possibilidades de obter a aprovação.
Pense bem, cada questão objetiva da OAB possui quatro alternativas. Se você chutar cegamente sem ao menos ler o enunciado, terá 25% de chances de acerto. Caso você leia a prova e encontre duas alternativas explicitamente inconstitucionais em desacordo com princípios básicos do direito, a sua chance de acerto sobe para 50%.
Não se engane, você encontrará algumas alternativas absurdas com informações como “no Brasil é admitida a tortura, desde que…” ou “não é admitido tribunal de exceção, exceto…”.
3. Circule o que é pedido pelo comando da questão
Por causa da ansiedade, é comum um candidato marcar o primeiro item considerado certo/verdadeiro numa questão. Em alguns casos, essa ação pode levar a um erro primário porque, dependendo do estilo do exame, pode ser pedido para escolher a alternativa errada/falsa.
Para evitar problemas, circule o que o examinador deseja como resposta. Dessa maneira, você sabe o que deve ser marcado na questão, prestando mais atenção na hora de resolvê-la.
Essa marcação vai ajudar a ganhar mais agilidade no momento de revisar as questões antes da transcrição para o gabarito, pois basta ler a palavra circulada e a alternativa assinalada.
4. Tome cuidado com as generalizações
No direito, as generalizações são muito perigosas. Normalmente, as expressões “sempre”, “todos”, “nunca” e “jamais” fazem parte de uma alternativa incorreta.
Mesmo assim, é preciso tomar cuidado com o enunciado, porque o examinador gosta de surpreender os candidatos. Não se esqueça de que errar uma questão fácil pode dificultar o caminho para a aprovação.
Uma pegadinha recorrente no mundo dos concursos é a proibição da pena de morte. Questões como “não é permitida em nenhum caso a pena de morte no Brasil” reduzem a pontuação de diversos candidatos, todos os anos. Afinal, apesar de ser uma exceção, a Constituição Federal admite a condenação à morte nos casos de guerra declarada.
5. Preste atenção à alternativa com o maior texto
Para evitar ao máximo os problemas com recursos nas questões, a banca examinadora escolhe como resposta certa aquela que apresenta um conteúdo mais extenso e completo. A medida é considerada necessária para não haver erros em relação ao gabarito.
Qualquer detalhe esquecido pode ser usado pelos candidatos para pedir a anulação de uma questão, o que é ruim para a banca examinadora. Porém, o ideal é sempre ler os itens com bastante atenção e analisar cada alternativa com muito cuidado.
Afinal, questões muito extensas costumam conter várias sentenças contidas na mesma alternativa. Se apenas uma dessas sentenças estiver incorreta, toda a alternativa estará incorreta.
6. Comece pelas questões mais fáceis
De acordo com vários professores e advogados, não é bom para o candidato perder muito tempo da prova tentando resolver as questões difíceis. Para terminar o teste com mais facilidade e em tempo menor, a recomendação é ter o foco direcionado para as assertivas mais simples.
Essa iniciativa ajuda a administrar o tempo e aumenta a confiança, principalmente quando o inscrito domina a maioria das questões. Com a mente mais descansada, é bem menor a chance de cometer um erro por falta de atenção.
Nessa mesma linha, é até melhor que você inicie a prova da OAB pelas matérias nas quais tem mais facilidade. Após acertar 90% das prova de ética, matéria na qual você sempre foi o melhor da turma, estará mais confiante para a complexidade da parte de processo civil.
7. Responda às questões complexas com tranquilidade
Se você encontrar uma questão difícil e quiser resolvê-la sem analisar o restante da prova, jamais faça esse tipo de procedimento! Além de perder tempo, poderá ficar mais nervoso e desconcentrado, o que pode afetar o seu desempenho.
As questões mais complicadas podem ser feitas no final do exame, e o candidato precisa administrar muito bem o tempo para responder a todos os itens do teste. Normalmente, os inscritos têm 3 minutos e 30 segundos para resolver cada enunciado.
Também é preciso ter muito cuidado com o cartão de resposta. O ideal é reservar 10 a 15 minutos para preenchê-lo. Com certeza, é muito frustrante para um candidato errar uma questão porque assinalou por engano outra resposta no cartão.
8. Evite deixar questões sem resposta
Com exceção das provas em que um erro anula uma resposta certa, o que não ocorre na objetiva da OAB, o candidato deve arriscar uma alternativa quando tiver dúvida em relação ao gabarito. Nos exames com quatro alternativas, a chance de acertar é de 25%.
Dependendo da situação, a possibilidade de acerto pode ser até de 50%. Por exemplo, em uma questão com quatro opções de resposta, duas delas podem ser descartadas facilmente pelo candidato devido ao conhecimento do conteúdo.
Em algumas questões, é possível que duas alternativas tenham conteúdos totalmente opostos. Nesse caso, o melhor é escolher um desses itens se estiver com dúvida em relação à resposta. Contudo, nunca deixa uma questão sem resposta!
Nessa hora, lembre-se bem do segundo título deste artigo, pois eliminar as alternativas absurdas é a melhor maneira de garantir maior probabilidade de acerto.
9. Mantenha a calma e faça pequenas pausas durante a prova da OAB
Como diz um antigo ditado popular, a pressa é inimiga da perfeição. Portanto, procure manter a tranquilidade durante o exame e não ficar nervoso ao resolver questões com alto grau de dificuldade.
Ao se sentir fatigado, peça para ir ao banheiro ou beber água. Esse pequeno intervalo ajuda a recuperar as energias e a descansar a mente. Assim, você não vai perder a concentração nem ter o risco de enfrentar os temidos “apagões” na hora do exame.
Ainda nesse ponto, toda a rotina pré-prova é fundamental para garantir a calma e a concentração durante o exame da OAB. Faça exercícios físicos, mantenha uma alimentação balanceada, cuide do seu sistema imunológico para não ficar doente próximo da prova e durma bem.
No dia do exame, procure chegar cedo ao local. O medo de perder o horário da prova da OAB não vai deixá-lo no melhor clima para solucionar as questões.
Por fim, mas muito importante para manter a calma durante o exame: você precisa simular as condições da OAB quantas vezes puder antes da prova. Faça simulados e controle o tempo. Após passar várias horas sentado resolvendo questões com esforço mental intenso, o seu corpo estará mais adaptado para as condições da prova da OAB.
10. Mantenha-se atualizado com a legislação e a jurisprudência
A prova da OAB exige que os candidatos estejam atualizados. Logo, para não errar questões por falta de conhecimento da legislação em vigor, o indicado é estudar as súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e as súmulas do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além do entendimento dos demais tribunais superiores.
A questão abaixo evidencia a importância do entendimento jurisprudencial para o exame da Ordem.
Solange é comissária de bordo em uma grande empresa de transporte aéreo e ajuizou reclamação trabalhista postulando adicional de periculosidade, alegando que permanecia em área de risco durante o abastecimento das aeronaves porque ele era feito com a tripulação a bordo. Iracema, vizinha de Solange, trabalha em uma unidade fabril recebendo adicional de insalubridade, mas, após cinco anos, sua atividade foi retirada da lista de atividades insalubres por ato da autoridade competente. Sobre as duas situações, segundo a norma de regência e o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.
A) Solange não tem direito ao adicional de periculosidade e Iracema perderá o direito ao adicional de insalubridade.
B) Solange tem direito ao adicional de periculosidade e Iracema manterá o adicional de insalubridade por ter direito adquirido.
C) Solange não tem direito ao adicional de periculosidade e Iracema manterá o direito ao adicional de insalubridade.
D) Solange tem direito ao adicional de periculosidade e Iracema perderá o direito ao adicional de insalubridade.
Ambas as personagens têm a concessão e a perda do benefício com base em súmulas do Tribunal Superior do Trabalho. Para Solange, vale o entendimento da Súmula 447, que determina: “Os tripulantes e demais empregados em serviços auxiliares de transporte aéreo que, no momento do abastecimento da aeronave, permanecem a bordo não têm direito ao adicional de periculosidade.”
Já a Iracema se aplica a Súmula 248: “A reclassificação ou a descaracterização da insalubridade, por ato da autoridade competente, repercute na satisfação do respectivo adicional, sem ofensa a direito adquirido ou ao princípio da irredutibilidade salarial.”
É recomendado, também, ficar atento às novidades das matérias exigidas no exame. Com certeza, uma boa preparação contribui bastante para acertar as questões objetivas do exame da Ordem.
Antes de encerrar o nosso artigo, vamos a uma breve checklist para ter certeza de que você entendeu o que é preciso para gabaritar a maioria das questões objetivas da OAB:
faça a leitura atenta dos enunciados de todas as questões objetivas;
elimine todas as alternativas absurdas;
circule o que é pedido no comando da questão;
tome cuidado com as generalizações — palavras como todo, qualquer e nunca são perigosas;
fique atento às alternativas com maior texto, normalmente é a correta;
comece a prova da OAB pelas questões mais fáceis;
invista o seu tempo nas questões complexas ao fim da prova;
evite questões sem resposta;
mantenha a calma durante o exame da OAB e faça pausas;
esteja atento às mudanças na lei e jurisprudências.
Um pouco de sorte sempre ajuda, mas não invista contando com ela
No começo da década de 80, minha família tinha o controle acionário da Bahema, que, na época, era uma revendedora da Caterpillar com sobras de caixa. Fizemos nesse período a primeira das muitas compras de participações em empresas de capital aberto que faríamos ao longo dos anos.
A escolha da primeira investida nos parecia óbvia porque tínhamos acabado de conseguir um sócio para o nosso projeto agropecuário que estava exigindo investimentos num nível muitíssimo maior do que tínhamos previsto.
Isso era agravado pela forma burocrática com que os recursos eram liberados. Naquela época, a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) permitia a utilização de parte do imposto de renda das pessoas jurídicas para aplicação em projetos aprovados, num múltiplo dos investimentos feitos com recursos próprios, que estavam, no seu julgamento, de acordo com o projeto aprovado.
Mas, a quase todo momento, tínhamos o desgosto de ver gastos glosados por motivos burocráticos quase intransponíveis. Assim, a relação de investimentos próprios para os incentivados (oriundos de IR), que deveria ser de 1 para 3, na prática se tornava 1 pra 1.
Nessa procura por capital, nos sensibilizamos pelo interesse de outra empresa baiana de capital aberto, a Correa Ribeiro S/A, em querer participar do projeto e assim também usar parte do seu IR.
Como a empresa estava se revelando uma boa parceira, chegamos à conclusão “lógica” de que comprar uma participação minoritária na Correa Ribeiro poderia ter enorme sucesso. Ledo engano e erro de principiante.
Entendíamos muito pouco do negócio da empresa – exportação de cacau. Além disso, a maior parte da atividade se passava em terreno nebuloso de negociação de contratos futuros (vendidos ou comprados), sobre os quais tínhamos uma visão muitíssimo limitada.
Naquela época, tive a surpresa de descobrir que as bolsas de mercadoria pelo mundo negociavam mais de 20 vezes a safra mundial de cacau. O lucro do traders dependia muito mais de acertar esses trades do que da margem física da compra e venda. E foi no desconhecimento dessas coisas que erramos.
Tentamos que a empresa fosse obrigada a nos mostrar todos os contratos que tinha em aberto em bolsas fora do Brasil (Londres e Chicago principalmente), mas, nos anos 80, a legislação considerava legítimo que isso fosse quase impossível. A visão era de que o sigilo era parte vital do sucesso do negócio.
Fazendo uma longa história curta, saímos em alguns anos, com um prejuízo ainda suportável. E com diversos pequenos atritos no relacionamento: mais de 30 anos depois, porém, ainda deu para manter um nível razoável de diálogo.
As lições que ficaram, de erros que não voltamos a repetir nos investimentos seguintes:
– Tente conhecer o negócio em que está entrando de maneira profunda e questione todas as suas premissas;
– Tente conhecer em profundidade o quadro acionário, especialmente os que dirigem a empresa. Seja ele o acionista controlador, o grupo controlador ou os principais players deste quadro;
– Aproveite ao máximo o “tempo de namoro”. Em outras palavras, para ter o conhecimento sugerido nos itens anteriores, em geral é melhor ir aumentando aos poucos a participação na investida. Tenha o cuidado de ir passo a passo e, a cada passo, dar uma parada para “meditação”;
– Entenda os fatos reguladores que envolvem o negócio em que irá investir e avalie as possibilidades de como estes fatores deverão evoluir;
– Por último: um pouco de sorte sempre ajuda, mas não invista contando com ela.
Muitas lições aprendidas! Nas próximas colunas, começarei a falar de casos de sucesso. Só o Juízo Final para esclarecer se teríamos tantos casos de sucesso se não tivéssemos começado errando.
Technology can be a powerful force for good, but its impacts are unpredictable. On the 25th anniversary of WIRED, technologists should temper their enthusiasm with proper caution.
he impacts of new technologies are unpredictable: Inventors hyperbolize a revolutionary technology when it emerges, but it’s impossible for society to anticipate its long-term effects. Because new technologies are so powerful and incomprehensible, responsible technologists must practice what the poet John Keats called negative capability: “capable of being in uncertainties, Mysteries, doubts, without any irritable reaching after fact,” simultaneously cultivating caution and enthusiasm.
I’ve been thinking about technology enthusiasm as long as WIRED has been published. Long an editor of competing magazines, I now help build life sciences companies, mostly in health and agriculture. Witness and participant, I’ve become (to my slight surprise) a person of a fixed, familiar ideology, one of those blithe bastards who think technology can solve big problems, grow wealth, and enlarge human possibilities. All I lack is the fleece vest.
I’m not an absolute fool about technology: a determinist or militant naif. I know that most technologies are contingent, neither necessary nor impossible, and that use makes a particular technology good or bad, according to circumstance and effect. I don’t forget Clay Shirky’s rueful dictum that “it’s not a revolution if nobody loses,” and I concede that the losers in any technologically wrought social transformation are often those with the least to lose. But I believe that any broadly adopted technology satisfies some profound human need. We are technology-making apes who evolve through our material culture; everywhere, people fly like birds, speed like cheetahs, and live as long as lobsters, but only because of our technologies. I’m confident that smart, generous policies can ameliorate technological unemployment and other displacements.
More religiously, while I recognize that technological solutions create new problems, I have faith those problems will find yet more solutions, in an ascending spiral of frustration and release—the greatest show on Earth that will never end, until we do.
Science, unlike technology, is an absolute good, and learning about the world is a kind of categorical imperative: an unconditional moral obligation that is its own justification. Those who expand human thought are especially heroic, because they replace obscurity with the truth, which however so shocking is always salutary.
But science is only directly useful insofar as it leads to new technologies. In my new life, I often ask myself: With the time I have left, what novel technologies should I pursue? Which should I reject? Not long ago, the partners at my firm considered a technology that might prevent disease. But we chose to let someone else commercialize it, because its expansive powers and potential liability confounded us. Was our choice admirable or cowardly?
These are not easy questions, not least because there is no consensus—and surprisingly little systematic writing—about what technology is and how it develops. The best general book on the subject, Brian Arthur’s The Nature of Technology: What It Is and How It Evolves (2009) distinguishes between the singular use of the word technology as a means to fulfill a human purpose (for instance, a speech-recognition algorithm or filtration process) and a generic assemblage of practices and components (technological “domains,” like electronics or biotechnology). Arthur, an economist at the Santa Fe Institute who refined models of increasing returns, writes, “A technology is more than a mere means. It is … an orchestration of phenomena to our use.”
If technology is functional and its value instrumental, then it follows that not all singular applications of technological domains are equal. Nuclear fission can power a plant or detonate a bomb. The Haber-Bosch process, which converts atmospheric nitrogen to ammonia by a reaction with hydrogen, was used to manufacture munitions in Germany during World War I, but half the world’s population now depends on food grown with nitrogen fertilizers. (Fritz Haber, who was awarded the 1918 Nobel Prize in Chemistry for coinventing the process, was a conflicted technologist—the father of chemical warfare in World War I. His wife, also a chemist, killed herself in protest, in 1915.) What’s more, designs possess a moral direction, even if technologies can be put to different uses. You can hammer a nail with a pistol butt, although that’s not what it’s for; a spade can kill a man, but it’s better for digging. Therefore, the first commandment for technologists is: Design technologies to swell happiness. A corollary: Do not create technologies that might increase suffering and oppression, unless you’re very sure the technology will be properly regulated.
However, the regulation of new technologies presents a special problem. The future is unknowable, and any really revolutionary technology transforms what it means to be human and may threaten our survival or the survival of the species with whom we share the planet. Haber’s fertilizers fed the world’s people, but also fed algae in the sea: Fertilizer runoffs have created algae blooms, which poison fish. The problem of unpredictable effects is especially acute with some energy and all geoengineering technologies; with biotechnologies such as gene drives that can force a genetic modification through an entire population in a few generations; with artificial eggs and sperm that might allow parents to augment their offspring with heritable traits.
One tool to regulate future technologies is the precautionary principle, which in its strongest form warns technologists to “first do no harm.” It’s an alluringly simple rule. But in an influential paper on the principle, the Harvard jurist Cass Sunstein cautions, “Taken in [its] strong form, the precautionary principle should be rejected … because it leads in no directions at all. The principle is literally paralyzing—forbidding inaction, stringent regulation, and everything in between.” A weaker version, adopted by the nations that attended the Earth Summit in Rio in 1992, stipulates, “Where there are threats of serious or irreversible damage, lack of full scientific certainty shall not be used as a reason for postponing cost-effective measures to prevent environmental degradation.” The threshold for plausible harm is left worryingly undefined in most weak versions of the principle. Nonetheless, the weaker version suggests a second commandment for technologists: In regulating new technologies, balance costs and benefits, and work with your fellow citizens, your nation’s lawmakers, and the world’s diplomats to enact reasonable laws that limit the potential damage of a new technology, as further evidence is forthcoming. It’s good that Facebook invented a global social network, but the company must now cooperate with regulators to limit how malefactors can hack our heads, maddening populations and hijacking elections.
A final commandment helps technologists choose which technologies to pursue. In a complicated fashion, new technologies are not only the “orchestration of phenomena to our use” but are tools of scientific inquiry. Brian Arthur notes, “Science not only uses technology, it builds itself from technology.” High-throughput screening speeds drug discovery, but it also provides new understanding of cancer genomics. Deep learning may one day permit driverless cars, but it will also untangle the mysteries of brain development. Thus, the third commandment for technologists: The best technologies have utility but also provide fresh scientific insights. Prioritize those.
On my desk at work, I have a replica of the skull of La Ferrassie 1, the most complete Neanderthal skeleton ever found. The original belonged to an adult male who lived 50,000 to 70,000 years ago. He walked as upright as you or me, and had you met him on a Paleolithic hillside in what is now the Vézère Valley in France, he would have seemed hauntingly strange: obviously human but stockier, broad-nosed, and beetle-browed. In ways we can only dimly guess, his manners would have been strange too. Surely, he could talk after a fashion, because he possessed the anatomy for speech and shared with us a gene, FOXP2, necessary for the development of language. But the archeological record tells us that he was also different from Homo sapiens. Around 70,000 years ago something switched on in the heads of modern humans—either a genetic mutation or a social adaptation; we don’t know what—that allowed us to design new stone tools that Neanderthals only clumsily imitated, as well as make cave art, flutes, wine, and, eventually, all the rest: the vault of King’s College Chapel, Cambridge; Darwin collecting his irrefutable facts; a cure for cancer; the mission to Mars.
Algumas conclusões são da pesquisa Paradigma Digital, uma parceria Talenses Group e Digital House Brasil
Se falar em Transformação Digital e as mudanças que ela provoca no mercado de trabalho não é um conceito propriamente novo, o que não envelhece é a preocupação quanto à velocidade que as empresas precisam se reinventar para acompanhar o surgimento de novos cenários, a cada ano.
Ponto pacífico que os profissionais digitais são o embrião necessário para provocar a mudança e as organizações que não entenderem isso deixarão de existir mais rápido do que imaginam – e desejam.
Logo, entender as novas formas de organização das empresas no Brasil, e os principais fatores que as levam a repensar o modo como conduzem seus negócios, torna-se vital.
Fruto de uma parceria entre o Talenses Group e a Digital House Brasil, a pesquisa “Paradigma Digital”, buscou compreender o comportamento das empresas em relação a um tema capital: o modo como cada organização está digitalmente estruturada e sua demanda por profissionais com competências digitais.
Participaram da coleta de dados 102 empresas com sedes mundiais no Brasil, América do Sul, Europa, Ásia e América do Norte; 84% das companhias pesquisadas ficam em São Paulo; 4% em Minas Gerais; 2% no Rio Grande do Sul; 6% no Rio de Janeiro; 2% no Paraná; 1% na Bahia; 1% no Ceará; e 1% em Santa Catarina.
33% das empresas pesquisadas pertencem à Indústria, 38% aos Serviços, 17% são de outros ramos de atividade e 12% estão no Comércio. Em termos de números de funcionários, 62% das companhias entrevistadas têm mais de 499 colaboradores, 28% entre 100 e 499 e 10% entre 50 e 99.
Inovação é o fator mais afetado pela audiência de profissionais digitais nas empresas
‘Regular ou ruim’
A primeira pergunta do estudo, “Como está o nível de organização digital da sua empresa?”, é reveladora: 48% dos entrevistados no setor de Serviços dizem que está “regular ou ruim”, contra 52% que responderam “bom”. No Comércio, 59% responderam “regular ou ruim”, contra 41% de “bom”. Na Indústria, o cenário mostra-se inquietante: 64% dizem que o nível de organização digital de suas empresas está “regular ou ruim”, contra 36% que entendem ser “bom”.
“Ainda há uma confusão por parte das empresas, de certa forma natural, sobre o que é estar organizado digitalmente ou o que é maturidade digital organizacional. Isso precisa ser levado em consideração. O primeiro passo é o esclarecimento deste conceito”, comenta o CEO do Talenses Group, Luiz Valente.
Para ele, hoje, “o desafio está em sair na frente na busca deste novo profissional digital, que passa a ser extremamente valorizado pelo mercado e, portanto, cada vez mais disputado”.
“Fica claro que o setor de serviços foi mais impactado pela questão digital, dada a sua conexão direta com o seu cliente final. Nem sempre uma indústria tem essa relação direta com o consumidor e com a sua cadeia de distribuição”, entende Carlos Alberto Júlio, CEO da Digital House Brasil.
Quando falamos em “porte” das empresas no âmbito da organização digital, tanto as grandes, quanto as pequenas e médias, sofrem: 56,7% das grandes companhias dizem que o nível de organização digital é “regular ou ruim” (43,3% entendem ser “bom”). Entre as pequenas e médias, mais de 6 em cada 10 (64%) entram na primeira cota, contra 36% das que se dizem satisfeitas.
“Muitas vezes, uma PME consegue resolver seus problemas na base do heroísmo de poucas pessoas. Conforme uma empresa cresce, ela não consegue replicar esses heróis. Ela precisa que sua performance dependa de novas metodologias, processos, dados e sistemas, por isso a diferença de nível de maturidade”, afirma o diretor Acadêmico da Digital Edney Souza.
Inovação prejudicada
O estudo, que também apresenta o senior manager da Divisão de Recrutamento de TI & Digital do Talenses Group, Leandro Bittioli, entre os seus analistas, traz os fatores mais prejudicados nas empresas devido à ausência do profissional digital.
A inovação lidera, com 21%. Depois vêm competitividade (16%), velocidade da entrega (16%), crescimento (15%), imagem da marca (9%), qualidade da marca (8%), lucratividade (6%), clima organizacional (5%), política salarial (3%) e recrutamento (2%).
O estudo completo, que abordará um levantamento relativo à demanda por profissionais digitais, a área que mais demanda a contratação deles, um ranking dos profissionais digitais mais buscados e quais são mais difíceis de recrutar, tem lançamento marcado para a próxima terça, em São Paulo.
“Não importa se é uma pequena empresa ou se é uma grande corporação. É preciso ter a consciência de que há a necessidade de implantar uma cultura digital. A cultura do agile. A cultura do erro honesto, que não pode ficar no campo do ‘errou está fora’, mas do erro que provoca a inovação”, reforça Carlos Alberto Júlio.
“Estamos progredindo, mas o caminho a trilhar é muito maior do que já foi percorrido, pois exige uma mudança de mindset extremamente complexa. É primordial investir na capacitação profissional em todos os níveis: de analista a gerente, para que eles possam ser a força que ajudará as empresas a se reinventar e a se manterem competitivas.”
Atualmente, são muitas as ofertas de produtos e serviços que seduzem os consumidores. Dentre as mais variadas formas de se comprar um produto, há aquela feita pela internet.
A grande facilidade e a comodidade na realização das compras, pela internet, chama a atenção dos consumidores. Assim, seja evitando as enormes filas em shoppings e lojas do centro da cidade, seja pelos preços mais baratos, o consumidor opta por ficar em casa ma hora de comprar os presentes de final de ano.
Com o intuito de se garantir um final de ano sem dores de cabeça, trazemos as principais informações e direitos que poucos conhecem, mas que garantem ao consumidor boas compras online de natal.
Vejamos quais são elas e boas compras!
Informação adequada
No comércio eletrônico as informações sobre os produtos, serviços devem ser claras, sendo necessário constar no site de compra todos os dados necessários para a localização do seu fornecedor, tais como o nome empresarial, CNPJ e o endereço.
As informações também devem ser claras quanto às características essenciais do produto ou do serviço, incluindo as relativas aos riscos à saúde e à segurança dos consumidores. Deve, ainda, ter informações suficientes para discriminar no preço todos os valores adicionais de encargos acessórios e despesas de remessa e, por fim, informar corretamente quais são as condições integrais da oferta, as modalidades de pagamento, disponibilidade, forma e prazo da execução do serviço ou da entrega do produto.
Preço do produto
Com relação ao preço, a informação passada ao consumidor deve, de maneira clara, dizer qual o preço à vista do produto, o preço total a prazo com o número de parcela, periodicidade e o valor das prestações, além de todos os custos adicionais da transação (seja com o seguro ou com a entrega) e com os juros e demais acréscimos e encargos financeiros da compra.
Prazo de entrega
O site devefixar o prazo para a entrega do produto ou para a execução do serviço. Assim, é um dever do fornecedor fixar data e turno para a sua entrega ou execução, não podendo cobrar frete diferenciado para as entregas que forem agendadas.
Atendimento facilitado
O fornecedor, ao ofertar um produto ou serviço pela internet deverá:
Apresentar um resumo do contrato, destacando as cláusulas principais e enfatizando aquelas que limitam os direitos do consumidor;
Oferecer ao consumidor meio para identificar e corrigir os erros ocorridos nas etapas anteriores da conclusão do contrato;
Confirmar imediatamente o recebimento da aceitação da oferta;
Por à disposição do consumidor o inteiro teor do contrato, de maneira que o consumidor possa imprimir ou salvar em seu computador;
Ter um serviço online eficaz e capacitado para esclarecer toda e qualquer dúvida do consumidor. Também, deve ser apto à atender às reclamações e pedidos de suspensão ou cancelamento do contrato. Deve confirmar imediatamente o recebimento do pedido/reclamação feito pelo consumidor e resolvê-lo no prazo de cinco (5) dias;
Utilizar mecanismos de segurança eficazes para pagamento e para tratamento de dados do consumidor.
Arrependimento:
O art. 49 do Código de Defesa do Consumidor dispõe que, quando o contrato de consumo for concluído fora do estabelecimento comercial (internet, telefone, domicilio), o consumidor tem o direito de desistir do negócio em sete (7) dias, contados a partir do recebimento do produto ou da assinatura do contrato, o que é chamado de “período de reflexão”. Para tanto, não há necessidade de justificar o arrependimento.
Exercido o direito de arrependimento, que deve ser feito mediante a formalização do pedido de cancelamento e solicitação da devolução de qualquer quantia eventualmente paga, o parágrafo único do art. 49 do CDC especifica que o consumidor terá de volta, imediatamente e monetariamente atualizados, todos os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, entendendo-se incluídos nestes valores todas as despesas com o serviço postal para a devolução do produto (STJ – REsp: 1340604 RJ).
Se o consumidor decidir cancelar a compra, mas não conseguir entrar em contato com o fornecedor do produto ou serviço, poderá solicitar diretamente à administradora do cartão o seu cancelamento, assim como o estorno do valor pago.
Devolução:
o fornecedor não pode cobrar qualquer quantia a título de frete de devolução do produto, bem como é vedado ao fornecedor exigir, como condição para aceitar o pedido de devolução, que a embalagem não esteja intacta.
Cumprimento da oferta:
Todos os meios utilizados pelo fornecedor para levar ao mercado de consumo os seus produtos e serviços, ou seja, para levar ao conhecimento do consumidor aquilo que quer vender, são tidos como ofertas.
Assim, tudo aquilo que foi ofertado ao consumidor deve ser cumprido. Caso contrário, são direitos do consumidor a opção de:
Exigir o cumprimento da oferta;
Escolher outro produto ou prestação de serviço equivalente; e
Pedir o cancelamento do contrato e a devolução daquilo que pagou, com a devida correção.
Compras coletivas:
Os sites de compras coletivas oferecem ao consumidor inúmeros produtos e serviços de outros estabelecimentos comerciais, tais como restaurantes, lojas de varejos, agências de turismo etc. Entretanto, a realização da compra do produto ou serviço pode estar condicionada a um número mínimo de compradores. Entre as formas de compras coletivas estão o “F-COMMERCE” (compras realizadas direta ou indiretamente pelo facebook), “M-COMMERCE” (compras realizadas por meio do telefone celular), “T-COMMERCE” (compras realizadas pelo controle remoto da televisão), Clubes de Compras, Leilão Virtual e “CROWDFUNDING”.
Além de todos os direitos que aqui já foram citados, existem alguns que são mais específicos para o consumidor que adere a este tipo de compra, vejamos:
No site do fornecedor deve haver destaque caso a ativação da compra esteja sujeita a alguma condição, tais como: um número mínimo de compradores, prazo determinado para utilização da oferta etc.;
Caso não se efetive a condição imposta pelo fornecedor, nenhum valor poderá ser cobrado;
Como meio de informação adequada, deve existir a identificação do fornecedor responsável pelo site, bem como do site do fornecedor do produto ou serviço, pois ambos são responsáveis por solucionar quaisquer problemas;
A utilização do cupom (ou voucher) não autoriza que o tratamento com o consumidor seja diferenciado, bem como não obriga o consumidor a pagar a gorjeta (em caso de restaurantes), pois esta continua sendo opcional;
Pode ocorrer que a utilização do serviço adquirido pelo site de compras coletivas esteja condicionada a um agendamento, contudo, lembre-se, tal condição deve estar em destaque no site do fornecedor.
Garantias
Existem, em geral, três espécies de garantias ao consumidor: Garantia Legal, Garantia Contratual e a Garantia Estendida. Saiba quais são as diferenças:
Garantia Legal: é a garantia que todo produto ou serviço têm, independentemente de existência de qualquer documento ou do “termo de garantia”. Trata-se de uma garantia que é “garantida” por lei, mais especificamente pelo Código de Defesa do Consumidor.
Além de ser uma garantia que é obrigatória por lei, ela cobre qualquer tipo de dano, imperfeição, problema ou defeito, tudo sem nenhum custo ao consumidor.
Assim, todos os produtos e serviços têm garantia concedida pela lei.
Conforme dispõe o art. 26 do Código de Defesa do Consumidor, o período de validade da garantia legal é de trinta dias para produtos e serviços não duráveis, ou seja, aqueles usados por um curto prazo ou apenas algumas vezes (ex. Flores, alimentos, produtos de limpeza, roupas, lavagem de roupas em lavanderia, jardinagem, faxina, lavagem do carro etc.).
Já para produtos duráveis, tais como um carro, um eletrodoméstico, um computador, um celular etc., o período de validade da garantia é de noventa dias.
Como se faz a contagem desse prazo?
Pois bem. Caso o vício (defeito, imperfeição, etc.) seja visível, ou seja, o vício esteja aparente, conta-se o prazo do dia da entrega do produto ou da conclusão do serviço. Ao contrário, caso seja um vício que esteja oculto, isto é, aquele que não é de fácil constatação ou que aparece somente após a utilização do produto ou serviço, o prazo começa a contar a partir do momento em que o consumidor verifica a existência do problema.
Atenção: Não exercido o direito de reclamar o vício ao fornecedor nestes prazos, o direito deixa de existir, ou seja, “caduca”.
Garantia Contratual: conforme dispõe o art. 50 do Código de Defesa do Consumidor, trata-se de uma garantia que não é obrigatória, estabelecida entre o fornecedor e o consumidor por um prazo adicional à garantia legal e, por ser convencionada entre as partes, pode conter algumas condições.
As garantias contratuais, ao contrário da garantia legal, devem constar em documento escrito. Em regra, este documento é chamado de “Termo de Garantia” e contêm as suas mais variadas especificações, tais como: no que consiste a garantia, a forma, o prazo, o lugar que deve ser exercida a garantia e se haverá alguma despesa ao consumidor.
Garantia Estendida: é uma garantia que é paga pelo consumidor. Assim, trata-se de um seguro que prorroga a garantia do produto após o vencimento da garantia legal ou da garantia contratual.
Por ser um seguro, a apólice desta garantia pode receber o nome de “Extensão da garantia original” ou “Extensão da garantia original ampliada” e prevê, em regra, uma indenização em dinheiro em caso de vício do produto ou, então, a possibilidade de substituição do produto caso não seja possível ou inviável o seu conserto.
É importante ficar alerta ao fato de que esta garantia não pode estar incluída no preço do produto, nem mesmo disfarçada de “desconto”. Assim, por ser essa garantia uma opção de compra, o consumidor também poderá pedir o cancelamento no prazo de sete dias, conforme dito anteriormente.
Dicas importantes
Compras feitas por sites do exterior (Importação de produtos): A importação de produtos do exterior faz incidir tributos específicos e tem o seu trâmite regulamentado por legislação especial. Assim, é muito importante que se tenha cuidado na hora da compra, pois o valor do tributo que incide no produto pode aumentar o eu valor final ou, até mesmo, superar o valor daquilo que está comprando.
Publicidade enganosa: a publicidade é enganosa quando transmite informações erradas, falsas ou capazes de confundir o consumidor acerca daquilo que está sendo vendido.
Promoções e Responsabilidades: existem diversos sites que oferecem ao consumidor produtos e serviços com o preço muito abaixo do valor de mercado. Fique atento e se informe sobre o fornecedor e a sua reputação antes de adquiri-los.
Os sites que reúnem as promoções de outros sites (sites de buscas de ofertas), não tem, em regra, responsabilidade em caso de problemas na compra e venda dos produtos ou serviços, pois a sua função é somente de divulgar as ofertas.
Contudo, caso o site de busca faça uma conexão ou, de qualquer forma, aproxime o consumidor com o site do fornecedor, poderá haver uma responsabilidade entre eles.
Em caso de realização da compra por intermédio de sites de compras coletivas, o consumidor pode reclamar diretamente ao site de compra coletiva ou clube de compra, bem como ao estabelecimento que ofereceu o produto ou serviço, pois ambos são responsáveis pela oferta do produto ou serviço.
Orientação ao consumidor: Aconselhamos que o consumidor busque, primeiramente, resolver o problema de forma amigável, com respeito e boa-fé com o fornecedor do produto ou serviço, utilizando-se de todas as ferramentas disponibilizadas para noticiar o problema ocorrido e para buscar uma solução.
Caso a aproximação amigável não resolva o problema, busque o órgão especializado no atendimento ao consumidor, que, no caso, é o PROCON.
Entretanto, se, ainda assim, restar infrutífera as atitudes acima tomadas, aconselhamentos a busca de um advogado para orientá-lo da melhor e mais eficaz forma de fazer valer os direitos do consumidor. Ele poderá fazer um pedido judicial para resolver o problema com o produto ou o serviço, seja na Justiça Comum, seja no Juizado Especial (também chamado de Juizado de Pequenas Causas).
*Lembre-se: Tenha sempre em mãos todos os dados da compra que fora realizada, tais como: recibos, emails, dados do (s) fornecedor (es), dados do pagamento, documento com a data de entrega, etc.
A complexidade dos video games aumentou, exigindo que os times de desenvolvimento se expandissem
Game Developer
Seja pela inovação de conceitos ou pela pura melhoria técnica, a indústria de jogos tenta se superar a cada ano, trazendo ao público não somente melhores efeitos gráficos e sonoros, mas também narrativas e tomadas mais elaboradas, que já se aproximam das grandes produções do cinema.
A complexidade dos video games também subiu, exigindo que os times de desenvolvimento se expandissem. De vinte pessoas passamos para mais de duzentas. Os times que antes davam conta de tudo agora são responsáveis apenas pela criação de um efeito na cena.
Em ambiente Windows ou Linux, tudo fica bem mais fácil!
Começando nossa jornada pelos computadores, temos logo de cara a plataforma de desenvolvimento mais barata, robusta e flexível de todas — que serve inclusive de apoio para as demais. Os interessados na criação de games se depararão rapidamente com uma série de ferramentas, algumas gratuitas e outras pagas, mas todas com o objetivo de simplificar o processo.
O conhecimento de uma linguagem de programação — como C++, C, Java, Python ou C# — é indispensável, mas o que não falta na internet é material de apoio gratuito. Uma simples busca por portais como o YouTube rendem pilhas de vídeos explicativos, com direito a exemplos práticos e sugestões.
Nos PCs, as pessoas também têm liberdade de escolha para criar jogos extremamente simples, focados em mercados web, como MSN Messenger, Orkut e sites em flash. Os que levarem tudo mais a sério podem recorrer à compra de uma licença de uso de soluções como a Unity (que possui inclusive uma versão específica para iPhones).
Existem diversos pacotes de distribuição, sendo o mais simples deles gratuito. Já aqueles mais robustos começam em US$ 649 e vão até US$ 1499.
Os caminhos fáceis do desenvolvimento independente
Entretanto, de todas as companhias que visam a criação de conteúdo nos computadores, uma das que mais merece destaque é a Microsoft. Ela não somente é detentora de uma das mais intuitivas ferramentas de criação, mas também da plataforma XNA de desenvolvimento, que serve inclusive para a construção de aplicativos no Xbox 360.
Para quem não conhece, o Kodu é uma das formas mais fáceis de criar um jogo, sendo possível que até mesmo pequenas crianças desenvolvam suas ideias e as coloquem em prática na tela. E acredite: os gráficos dos jogos produzidos geralmente são tridimensionais.
A indústria dos gigantes
Mas e os surpreendentes “Unreal”, “Doom” e “World of Warcraft”, quanto custam? São justamente títulos como esses os responsáveis por separarem — com uma folga bem larga — o desenvolvimento independente (Indie) do desenvolvimento praticamente industrial de jogos.
Empresas dedicadas à construção dos games por si só já envolvem custos muito mais altos de manutenção do que os custos totais de produção de um game independente. As maiores, a exemplo da Blizzard e da Epic Studios, são divididas em diversos estúdios e setores, passando por conceituação, trabalho de arte, escrita, revisão, programação, teste, animação, desenvolvimento dos estágios e até mesmo composição própria das trilhas sonoras.
Unreal 3Outro fator que pesa na conta é que, ao contrário do que fazem desenvolvedores independentes (que, como mostrado, quase sempre recaem sobre a utilização de ferramentas simplificadas de programação), as grandes companhias geralmente buscam desenvolver do zero suas próprias arquiteturas de código.
Desse modo, elas conseguem extrair o máximo potencial das plataformas e atingirem suas visões artísticas. São dezenas de etapas desde a conceituação até a finalização, passando por períodos de pré-produção, revisão e em casos mais raros até mesmo de reciclagem, nos quais todo o trabalho é “jogado fora” em favor de um recomeço do código fonte.
Outra preocupação que estas empresas têm é com as inúmeras configurações de hardware dos jogadores. Alguns possuem máquinas muito possantes, enquanto outros querem jogar com notebooks, o que obriga as companhias a gerarem diversas configurações de qualidade, algo que leva bastante tempo.
Logo, como resultado, é comum vermos companhias gastando mais de US$ 1 milhão, enquanto alguns casos raros extrapolam até mesmo a marca dos 30 milhões de dólares. Se o jogo virar sucesso, isso não é problema, haja vista que todo o investimento será recuperado (é comum que a desenvolvedora fique com cerca de 60% do valor de cada venda). Mas quando ninguém compra… É hora de enfrentar a crise!
Aumentando a biblioteca de aplicativos da AppStore
Desenvolvendo no iPhone. Saltando dos computadores para os telefones celulares, podemos observar que esta foi uma das áreas que mais se aqueceu na última década com relação aos jogos, indo do pobre “Snake” a produções de alto nível, completamente tridimensionais e com direito a história, como Assassins Creed.
De todos os modelos, o que mais impulsionou as vendas foi o iPhone, que conta com a AppStore, uma loja centralizada de aplicativos e diversão das mais variadas naturezas. Para criar e publicar um game para iPhone, a pessoa deve obrigatoriamente se cadastrar como desenvolvedora junto à Apple.
O custo para tal é de US$ 99 pelo programa padrão, sendo que a publicação do aplicativo na loja virtual e as ferramentas de criação (a SDK, ou Software Development Kit) já têm seus custos embutidos no pacote.
O outro programa é voltado para empresas com mais de 500 funcionários e custa US$ 299, mas oferece muitas vantagens em termos de avaliação de conteúdo e de agilidade por parte da Apple. A esta altura você deve estar pensando “A assinatura é barata, vou fazer uma agora mesmo”.
Calma! Aí vai um recado muito importante: para programar e criar aplicativos e jogos para iPhone, é obrigatório o uso de um Mac dotado de processador Intel e com sistema operacional Mac OS X Leopard, o que encarece consideravelmente o processo.
Milionários da noite para o dia
A AppStore tem fama por ter transformado a vida de milhares de desenvolvedores em questão de dias. Alguns que criaram seus aplicativos sozinhos e conseguiram entrar nas paradas de sucesso (como o empresário norte-americano responsável por iFart, um simulador de puns) tiveram suas contas invadidas por milhões de dólares.
A ngmoco, desenvolvedora independente, começou do zero, com poucas pessoas e gastos na criação de Rolando, um jogo muito similar a LocoRoco. O sucesso foi enorme graças ao visual estilizado e ao aproveitamento inteligente das capacidades do aparelho. Para a continuação, a produção ganhou um novo orçamento e um time bem maior de funcionários.
Muitas pedras no caminho
Entretanto, apesar de tantos casos de sucesso, temos também muitos problemas com a plataforma portátil da Apple. O primeiro deles é a taxa alarmante de pirataria.
Houve casos em que o criador vendeu cerca de 18 unidades de seu jogo e chegou a ver mais de mil pessoas nos rankings online durante a primeira semana (ou seja, mais de 900 pessoas piratearam).
O segundo é a enorme concorrência, afinal de contas são mais de 100 mil aplicativos disponíveis na AppStore. Muitos deles ainda recebem apoio de grandes empresas para marketing (algumas criaram polêmica por jogarem sujo, contratando terceiros para darem opiniões negativas em programas concorrentes).
Logo, os custos de produção para a plataforma de um modo geral são baixos, mas também envolvem grandes riscos em sua distribuição e a possibilidade de não haver nenhum retorno graças à pirataria.
Xbox 360
O grande foco da Microsoft
Depois de tantas ressalvas quanto ao desenvolvimento no iPhone, voltamos a falar da Microsoft e suas ferramentas. No Xbox 360 todos podem desenvolver, através da XNA, já apresentada acima. Os que optarem pela plataforma contarão com o apoio da linguagem C# (de fácil aprendizado) e de uma excelente interface visual.Exemplo de código C# através do XNA Game Studio
Vale notar também que não falta documentação e aulas virtuais. A grande diferença é que para lançar o jogo no Xbox 360 (e consequentemente poder vendê-lo pela Live Market Place) é necessária a assinatura de um plano anual, que custa US$ 99.
Kits de desenvolvimento
Além desse pacote básico para desenvolvedores de pequeno porte, os que quiserem seguir pela trilha mais avançada podem contatar a Microsoft e adquirir as unidades dedicadas de desenvolvimento, com acesso total ao processador gráfico, à memória e ao processador principal.
A arquitetura é elogiada pela maioria, justamente por ser semelhante à dos computadores. As ferramentas também agilizam a criação, minimizando ao menos os gastos operacionais. Isso é confirmado novamente pela Epic, que gastou “apenas” US$ 10 milhões para produzir Gears of War, um enorme sucesso de vendas, enquanto jogos da Sony no mesmo estilo receberam orçamento de mais de US$ 30 milhões.
Os custos na plataforma são totalmente dependentes da proposta, mas pode-se dizer que — em comparação com as demais — eles estão entre os mais baixos da indústria.
Nintendo Wii
Truques para avançar os projetos
A construção de jogos para Wii não é das mais caras (até mesmo porque a configuração dele é muito próxima à do GameCube em termos de arquitetura de processamento e memória, tendo apenas especificações melhoradas), mas o grande problema é conseguir a licença da Nintendo.
A empresa dá muita preferência às desenvolvedoras já sedimentadas no mercado, abrindo espaço para outras com um histórico sólido de desenvolvimento. A promessa de mudança começou recentemente, com o canal WiiWare, mais aberto aos iniciantes, mas ainda assim restrito em vista da quantidade de desenvolvedores interessados.
Mesmo assim, os custos pela licença de desenvolvedor certificado pela Nintendo variam de US$2 mil até mais de US$ 10 mil, de acordo com o tipo de contrato firmado. Infelizmente, esses dados não são mostrados explicitamente pela empresa.
Além do desenvolvimento oficial, aqueles com Wiis destravados estão aproveitando as capacidades do console para criar seus próprios aplicativos e jogos de forma não oficial, o que é conhecido comoHomebrew . Novamente, por se tratar de desenvolvimento independente, os custos iniciais são apenas os da compra e destrava do console para aplicativos não licenciados.
Outra alternativa muito comum — ao menos no que tange o desenvolvimento para Wii — é o aproveitamento das antigas unidades de desenvolvimento para GameCube, que compilam códigos extremamente similares ao do video game atual. Esta está sendo a escolha de muitas universidades para baratear os custos com a aquisição de material de estudo. O que falta é somente o suporte para controles por movimentos.
PlayStation 3
A mais fechada das plataformas
Chegamos finalmente à Sony e ao PlayStation 3, talvez a menos amigável de todas as plataformas atuais de desenvolvimento. O primeiro contato já não é tão simples quanto o realizado com a Microsoft através do XNA: os candidatos ao título de desenvolvedores para as plataformas Sony devem preencher formulários encontrados neste link, tendo que enviar suas propostas já encaminhadas em anexo.
Depois disso, a empresa levará um bom tempo estudando o conteúdo e suas credenciais, em um processo de avaliação individual. O custo do Dev Kit (a unidade de desenvolvimento) do PlayStation 3 baixou muito nos últimos anos, de mais de US$ 10 mil para US$ 2 mil, de acordo com relatos de 2009.
Quem for aprovado e comprar todo o pacote, ainda terá que se virar com mais um “problema”: a arquitetura de processamento do CELL, o processador especial do console, dividido em uma unidade central e outras sete auxiliares, especializadas em operações rápidas. Só o tempo de aprendizado já é suficiente para alavancar os custos com o time de programação e gerar atrasos para os despreparados.
A indústria de hoje e do futuro
Diante de todos esses números, é possível perceber como a indústria do entretenimento (principalmente a dos jogos) deixou de ser tratada como um mero hobby e hoje figura entre as que mais movimentam capital em todo o mundo. O resultado de toda a combinação é um mercado aquecido com alta tendência de crescimento que não emprega milhares, mas sim milhões de pessoas ao redor do globo.
Esta forma de entretenimento deixou de ser focada em nichos e hoje abrange as massas, dos mais novos até os mais idosos, não importando as preferências. Afinal de contas, temos jogos dos mais casuais (como Wii Fit) até os mais “Hardcore”, que exigem dedicação total por parte dos jogadores.
O melhor é que todos estão convidados a participar desta grande roda-viva. Você pode ser o próximo, desenvolvendo e colocando em prática suas próprias ideias. Os únicos requerimentos são tempo e criatividade.