O salário não é a principal fonte de insatisfação dos brasileiros dentro das empresas. Mais do que uma remuneração condizente com o que seria justo pelo seu trabalho, as pessoas querem ser reconhecidas e valorizadas dentro das organizações. Ser mais uma peça da engrenagem é um fardo nos tempos atuais, defende o filósofo Mário Sérgio Cortella. Docente, educador, palestrante e consultor de empresas, Cortella afirma que a principal causa da atual desmotivação é a ausência de reconhecimento. E ela manifesta-se de várias formas: do chefe injusto à falta de valorização em cada projeto e tarefa. Não é uma questão puramente de promover o elogio desmesurado, mas uma forma de “dar a energia vital ao funcionário para continuar fazendo e seguindo em frente”. É principalmente evitar a mensagem de que “não ser mandado embora já é um elogio” ou que “o silêncio é a melhor maneira de dizer que está tudo em ordem”.
Em seu novo livro, Mário Sérgio Cortella fala sobre reconhecimento e de outras questões que considera inerentes à insatisfação de muitas pessoas hoje em relação ao próprio emprego. Em Por Que Fazemos O Que Fazemos, publicado pela Editora Planeta, o professor reflete sobre próposito e por que as pessoas almejam empregos que conciliam uma satisfação pessoal e a certeza de não realizar um esforço “inútil” dentro da sociedade. Este tipo de aflição ganha maior evidência com a geração millennial que passou a almejar um “projeto de vida que não soe como conformado”, ou seja, do trabalho pelo trabalho. É sonhar com o trabalho grandioso, com uma rotina que não seja monótona, com um ‘projeto que faça a diferença’. Por outro lado, é uma geração também que chega – em parte – com pouca disciplina, que tem ambição e pressa, que vê seus desejos como direitos – e ignora os deveres.
Todas essas aflições corporativas têm moldado a forma de atuar das empresas e das pessoas na hora de se associarem a um emprego. Em momentos de crise econômica, elas ganham um nível de contestação ainda maior. Em entrevista à Época NEGÓCIOS, Cortella comenta esses dilemas e mudanças, os “senões” de se fazer o que se ama e por que há uma “obsessão enorme por uma ideia de felicidade que não existe”:
As pessoas não querem mais somente um salário mais alto, querem acreditar que fazem algo importante, autoral. Por que a necessidade de ter propósito ganhou maior relevância? É uma questão geracional?
Ela é mais densa e angustiante na nova geração que enxerga muitas vezes na geração anterior, que a criou, certa estafa em relação ao propósito. É muito comum que jovens e crianças enxerguem hoje nos pais algum cansaço e até tristeza naquilo que fazem. O pai e mãe dizem “eu trabalho para sustentar, esse é meu trabalho”. Há uma grande conformidade. E essa conformidade de certa forma acabou marcando uma nova geração, a millennial, que traz aí a necessidade de ter algum projeto de vida. Eles não querem repetir um modelo que, embora esforçado, dedicado e valoroso soa, de certa maneira, como conformado. Hoje há uma aflição muito grande na nova geração de maneira que se traduz numa expressão comum: “eu quero fazer alguma coisa que me torne importante e que eu goste”. A geração anterior tinha um pouco essa preocupação, mas deixou um tanto de lado por conta da necessidade.
Quando o sr. se refere à geração Y, aos millennials, está considerando um recorte ou o todo?
Claro que temos recortes. Não estou falando de quem está atrelado ao reino da necessidade, que precisa trabalhar sem discussão porque precisa sobreviver. Esta é uma questão de outra natureza. O termo millennial que eu adoto, como muitos, é aquele que cunharam para quem nasceu a partir dos anos 1990. E essa geração tem recortes mais diretos em relação à camada social. Evidentemente se você considerar aqueles que são escolarizados, têm boa condição de vida e que estão acima da classificação oficial da classe D, essa geração tem mais possibilidade de escolha à medida que a sobrevivência imediata não é uma questão. Ela pode viver até mais tempo com os pais e ser por eles sustentada. Isso vem acontecendo. Já integrantes das classes D e E têm mais dificuldade – uma parcela às vezes encontra sobrevivência na transgressão, no crime de outra natureza e outros encontram aquilo que é o trabalho suplicial que o dia a dia coloca sem escolhas.
Como o senhor diz no seu livro até para ser mochileiro, você precisa ser livre de uma série de restrições…
Sim, você precisa dominar outro idioma, saber se virar. Há uma diferença entre um filho meu, de camada média, com uma mochila nas costas andando pela rua em relação ao modo que ele se conduz, à maneira como ele se dirige às pessoas do que ele ser, por exemplo, um andarilho. Uma pessoa pode até ser mochileira, mas ela já tem condições prévias que a tornam uma mochileira com menos transtornos do que como seria de outro modo.
O senhor diz frequentemente que, para fazer o que se gosta, é preciso fazer uma série de coisas das quais não se gosta. Esse entendimento provém de uma educação na empresa, da família ou escola?
É uma questão de formação familiar. Hoje há uma nova geração que, especialmente nas classes A, B e C, cresceu com facilitações da vida. Hoje a gente até fala em “adolescência estendida” que vai até aos 30 anos e não necessariamente até os 18 anos. São as pessoas que continuam vivendo com os pais, sob sustentação. Isso acabou levando também a uma condição, que uma parcela dos jovens entende que “desejos são direitos”, que vão obter aquilo porque é desejo deles e um outro vai providenciar. Cria-se assim a perspectiva equivocada de que as coisas podem ser obtidas sem esforço. Mas sabe, eu lembro sempre, trabalhar dá trabalho. Como costumo dizer: “só mundo de poeta que não tem pernilongo”. É óbvio que isso não anula a riqueza que essa nova geração tem de criatividade, expansividade, de receptividade em relação a vários modos de ser. Uma geração mentalmente rica, mas que precisa de um disciplinamento – que não é torturante, mas pedagógico – e que começa na família e vai encontrando abrigo na empresa. Essas estruturas são importantes para que essa energia vital não se dissipe. É preciso organizar essa energia de modo que não se perca com inconstâncias, para ser algo que possa de fato gerar benefício para o indivíduo e para a comunidade dele.
As empresas ainda não sabem lidar, de forma geral, com a energia desses jovens?
Não, elas ainda estão começando a aprender. Há algumas que já possuem uma certa inteligência estratégica e estão se preparando e preparando seus gestores para que acolham essa nova geração como um patrimônio e não como um encargo. Porque quando você acolhe a nova geração como um encargo, em vez dela ser “sangue novo”, ela se torna algo que é perturbador. E é claro que não é só o jovem que tem de se preparar para essa condição. É necessário que a pessoa que a receba seja acolhedora, mas que também se coloque em uma postura de humildade pedagógica. Que ela saiba que vai aprender muito com alguém que chega com novas habilidades que a geração anterior não tem. Lidar nos dois polos de maneira que equipes multigeracionais ganhem potência em vez de entrarem em situação de digladio ou confronto.
Nesses dois polos, os profissionais mais seniores ficam inseguros com receio de que seu papel não seja mais relevante nas organizações. Como eles podem lidar com esse novo cenário?
Eu só conseguirei ter essa percepção de que estou ficando para trás se eu deixar de lançar mão daqueles que chegam com coisas que eu ainda não conheço. E aí eu não vou ter só a percepção, eu vou ficar mesmo para trás. A gente aprende muito com quem chega, mas a gente também tem o que ensinar. Tem dois princípios que precisamos implantar: 1) quem sabe, reparte 2) quem não sabe, procura. Se eu formar seniores e juniores nesses dois princípios, de um lado vai ter generosidade mental e de outro a humildade intelectual. Essas duas trilhas virtuosas serão decisivas para que a gente construa maior potência no que precisa ser feito.
Com todos esses dilemas e mudanças, a ambição é necessária? Uma pessoa ambiciosa é boa ou perigosa para a empresa?
A pessoa ambiciosa é aquela que quer ser mais e melhor. É diferente de uma pessoa gananciosa, que quer tudo só para si a qualquer custo. Uma parte do apodrecimento que nosso país vive no campo da ética hoje se deve mais à ganância do que à ambição. Eu quero um jovem ambicioso. Eu, Cortella, sou ambicioso. Quero mais e melhor. Mais e melhor conhecimento, mais e melhor saúde. Mas não quero só para mim e a qualquer custo. A ganância é a desordem da ambição. É quando você entra no distúrbio que é eticamente fraturado. Por isso, é necessário que uma parte dos jovens seja ambiciosa. Um ou outro tem sim essa marca da ganância caso ele seja criado em uma família, estrutura, comunidade, na qual a regra seja a pior de todas: “fazemos qualquer negócio”. E essa regra é deletéria, é malévola aos negócios que, embora possam ser feitos, não devem ser feitos. A ambição é necessária, mas a ganância tem que ser colocada fora do circuito.
E quando você junta ambição e pressa?
Não é algo que traz bons resultados. Uma das coisas boas da vida não é ter pressa, é ser veloz. Se você faz um trabalho apressadamente, você vai ter que fazer de novo. Quando eu vou consultar médico, eu quero velocidade para chegar à consulta, mas eu não quero pressa na consulta. Velocidade resulta de perícia, habilidade, de ser alguém que tem competência no que faz. A pressa resulta da imperícia. Por isso, o desenvolvimento da perícia, habilidade, competência permite que se faça algo velozmente. E se sou veloz, aquilo que resulta da minha ambição pode se transformar no meu êxito. Se sou apenas um apressado, vou ter que lançar mão de trilhas escusas para chegar ao mesmo objetivo – e o nome disso é Lava Jato.
Há um certo profissional que prefere hoje estabilidade e quer seguir uma carreira linear, sem grandes saltos. Mas é visto como um profissional medíocre. Ele está errado?
É um direito que ele tem. Uma pessoa tem direito de fazer essa escolha, mas ela também não pode se lamentar em relação ao resultado que isso traz. Afinal de contas, essa é uma vida morna, sem vibração. Não é uma que eu gostaria de seguir. Mas pode ser feita. Ninguém é obrigado a atuar de um outro modo. Eu acho que escolher essa vida irá beirar, em algum momento, à monotonia e isso gerará tristeza e frustrações.
Essa pessoa não projeta provavelmente as expectativas dela dentro da empresa?
Não, ela apenas vê aquilo ali como emprego. Emprego é fonte de renda e trabalho é fonte de vida. Trabalho dá vitalidade, emprego pode te dar dinheiro. Qual a diferença entre trabalho e emprego? O trabalho você faria até de graça. Há pessoas que encontram no emprego o trabalho que gostariam de ter. Há pessoas que não encontram e são infelizes e outras ficam apenas na rotina do emprego. Não seremos nós a dizer a alguém que ele não pode fazer isso, mas a mediocridade como escolha não deixa de ser mediocridade só porque foi escolhida.
Do mesmo modo, há quem projete todas as expectativas dentro da empresa…
Sim e isso tem piorado muito. Como o ambiente econômico piorou e a vida ficou mais complexa em relação à condição de sobrevivência, muita gente se encontra desmotivada. Ela até faz, mas não queria estar fazendo daquele modo e às vezes nem tem clareza do porquê está fazendo. A empresa precisa entender que necessita criar movimentos de estímulo em relação a essa atividade, promover formação continuada, reconhecimento, tudo aquilo que faz com que a pessoa ganhe energia e receba combustível. Ninguém motiva alguém, o que se pode é estimular. A motivação é movimento interno – mas uma pessoa se encontrará mais motivada se ela for estimulada a fazê-lo. Empresa inteligente faz isso, promove momentos de reconhecimento para que as pessoas se sintam autorais naquilo que fazem, nos quais as pessoas entendam que as empresas se interessam por elas e não somente as usam. Entendam que são um bem, não apenas uma propriedade no sentido maquinário do termo. E quem é cuidado por uma organização também vai querer cuidar dela.
Em uma empresa com hierarquia muito rígida, é muito difícil fazer isso caso a caso, correto?
Se a empresa não tiver isso vai ter que inventar. Se ela é capaz de inventar participações do mercado, novas tecnologias e inovação, ela terá também de buscar inovação na formação de pessoas. Isso dá trabalho, mas é garantia de futuro. Quando a empresa fala que o maior ativo é gente, isso precisa ser demonstrado. Lealdade é reciprocidade. Se eu não percebo lealdade por parte de quem me contrata quanto à minha dedicação… eu preciso ver que a empresa se dedica a mim também. E isso não é com relação ao meu salário, porque eu vou sempre querer que ele seja superior, mas que seja evidente que a empresa consegue cuidar de mim, ajudar a aumentar minha capacidade, competência, não me colocar apenas como um peão de xadrez dentro do tabuleiro. Porque aí uma hora a reciprocidade virá.
No livro, o senhor defende que as empresas devem realizar atividades que façam seus funcionários refletirem sobre o propósito do trabalho que realizam. Por que essa é uma atividade tão rara nas empresas?
Algumas empresas temem que, ao promover essa revisão, a pessoa abandone a companhia. Só que é necessário promover situações, criar ocasiões que levem a refletir sobre a razão de estar ali para que quando a pessoa resolva continuar na empresa, ela fique de modo mais legal, mais persistente e sólido. De nada adianta eu ter um grupo que nem pensa sobre a razão e no primeiro tropeço desiste, enfraquece, perde energia. É uma medida cautelar, é criar ocasiões que façam vir à tona as razões e os senões pelas quais alguém está ali. Assim é possível corrigir e dar maior densidade à razão para que ela continue de uma forma muito mais substantiva. É questão de estratégica, um caminho de perenidade que seja maior do que aquele que traz apenas uma ilusão ou uma simulação de lealdade.
Se você olhar para as organizações que não têm um produto muito mais admirado, como elas podem fazer para atrair e reter talentos em um mundo onde o propósito é mais valorizado?
Há algumas pessoas que não querem mais trabalhar em uma organização que comercializa algo que seja malévolo, menos sedutor, encantador. Isso tem levado as próprias empresas a reorientarem seu modo de atuação. Um dos produtos que hoje está no alvo é o refrigerante, sendo visto como fonte de malefício. Mas as grandes empresas do varejo vêm reordenando a sua atuação nesse campo de maneira a tornar aquele produto como algo que não seja entendido como maléfico. É difícil trabalhar hoje na indústria do tabaco, na indústria armamentista. Mas veja bem, o que é trabalhar na indústria armamentista? É trabalhar naquela que faz míssil ou naquela que faz computador que também é colocado no míssil? Essa inter-relação leva a uma revisão dessas percepções. A empresa não pode ser sedutora apenas na aparência, precisa explicitar os compromissos que tem. É muito mais difícil enganar alguém hoje do que há algumas décadas. A fonte de informação é imediata. Não sou tão iludível quanto era quando era menino. Um jovem de 20 anos tem informações sobre uma organização que não se conseguia tão facilmente antes.
O senhor aponta no livro que o maior descontentamento atual dos funcionários nas empresas não é salarial, mas a falta de reconhecimento. Por que a questão ganhou força nos últimos anos?
Hoje há um anonimato muito forte na produção. Como a gente tem uma estrutura de trabalho em equipe muito grande, o trabalho em equipe quase leva à anulação do reconhecimento do indivíduo. E isso significa que um trabalho em equipe não prescinde da atuação de cada pessoa. É necessário que não se gere anonimato. Eu insisto: reconhecimento não é só pecuniário, financeiro, é autoral. É necessário que a empresa exalte, mostre quem colaborou com aquilo. À medida que você tem reconhecimento, comemoração, celebração, isso dá energia vital para continuar fazendo. Não se entende aquilo como sendo apenas uma tarefa. O reconhecimento ultrapassa a ideia de tarefa. Não sei se seu pai fazia isso, mas chegava em casa com o boletim da escola, altas notas, e ele dizia: “não fez mais que a obrigação” – isto é altamente desestimulador. É preciso reconhecer, dizer que é bacana, comemorar. Aquilo que estimula a continuar naquela rota. Reconhecimento é a principal forma de estímulo que alguém pode ter.
No livro, o senhor também cita a obsessão por “uma tal ideia de felicidade” que acaba levando as pessoas a viverem muito mais a expectativa do que a realização. Por que isto ocorre?
A felicidade não é o lugar onde você chega. A felicidade é uma circunstância que você vivencia no seu dia a dia. Não tem “a felicidade”. Você tem circunstâncias de felicidade, ocasiões, que quando vêm à tona não devem ser deixadas de lado. Ninguém é feliz o tempo todo – isso seria uma forma de idiotia – à medida que a vida tem suas turbulências. Mas quando ela vier, admita a felicidade. Colocar a felicidade só num ponto futuro, inatingível, isso é muito mais resultante de uma dificuldade de lidar com a questão do que concretamente uma busca efetiva. Por isso, sim, a felicidade é uma desejo porque o mundo tecnológico nos colocou em contato com tantas coisas, mas nos deu uma certa marca de solitariedade, de ficar solitário com relação àquilo que se tem, a uma ausência de contato muito forte. Tudo é muito virtual e isso acaba gerando desconforto interno, angústia nas pessoas. E a felicidade é um nome que as pessoas dão para superar essa angústia.
O que é felicidade para o sr?
É a que eu tenho na minha vivência. Quando percebo uma obra feita, uma aula bem dada, um abraço sincero, afeto verdadeiro, conquista merecedora. São meus momentos de felicidade. Não são um lugar onde desejo chegar.
O Facebook e outras 27 empresas parceiras anunciaram oficialmente na última terça-feira (18) que planejam lançar uma moeda digital chamada Libra no primeiro semestre de 2020. E, se tudo der certo, a Libra poderá se tornar a moeda digital padrão em todo o mundo.

Segundo o Facebook, a Libra funciona à base do blockchain, embora não esteja claro por que a moeda vai usar essa tecnologia. Ao contrário de criptomoedas como o bitcoin, a Libra terá uma reserva de ativos reais, não pode ser minerada, não há limite para o número de Libra que pode ser produzido, e não será descentralizada no lançamento.
“Hoje estamos compartilhando os planos da Calibra, uma recém-criada subsidiária do Facebook cujo objetivo é fornecer serviços financeiros que permitirão que as pessoas acessem e participem da rede Libra”, disse o Facebook em um comunicado publicado em seu site. “O primeiro produto que a Calibra apresentará é uma carteira digital para Libra, uma nova moeda global impulsionada pela tecnologia blockchain. A carteira estará disponível no Messenger, WhatsApp e como um aplicativo independente – e esperamos lançá-la em 2020”.
A ideia da Calibra é facilitar a transferência de dinheiro para contatos e pagar itens. No futuro, o Facebook fala também em usar a carteira digital para transporte público, substituindo o cartão físico geralmente usado para a tarefa.
O Facebook, sua empresa recém-criada Calibra, e seus 27 outros parceiros estão formando um grupo em Genebra, na Suíça, chamado Associação Libra, que administrará o projeto da moeda digital. Em seu white paper, a Libra é descrita como algo que será “governado como um bem público”, apesar do fato de que o objetivo final é que o Facebook e seus parceiros ganhem dinheiro com o empreendimento.
Pensar no curtíssimo e no longo prazo: essa é a principal estratégia que John Hagel, diretor do Center for the Edge, da Deloitte, e consultor de empresas no Vale do Silício, recomenda para que as empresas sobrevivam a um mundo em constante transformação. “Hoje todos nós vivemos sob muita pressão. Em situações como essa, a reação natural dos seres humanos é não pensar a longo prazo”, afirmou ele durante o Singularity Brazil Summit 2019, evento que aconteceu este mês de junho em São Paulo. “Temos que expandir os nossos horizontes.”
Em vez de formular o tradicional plano de cinco anos, diz ele, as empresas hoje devem lidar ao mesmo tempo com duas linhas do tempo. Uma vai de seis a doze meses, e determina os objetivos imediatos, diante do cenário existente hoje. A outra se refere ao que vai acontecer em 10-20 anos, e permite às empresas formular previsões, ações e determinar os recursos que serão necessários a longo prazo. “Trabalhe no curtíssimo e no longo prazo, e esqueça tudo o que está no meio”, diz ele.

John Hagel, consultor de empresas no Vale do Silício. (Foto: Divulgação)
Outra estratégia para lidar com as mudanças é escanear o ecossistema e encontrar parcerias, seja com empresas de grande e médio porte ou startups – ação considerada fundamental para o consultor. “Ao colaborar com outros empreendedores e líderes, você conquista mais rapidamente novas habilidades e expertise que são essenciais para um mundo em revolução”, diz. “Hoje a maioria das empresas disruptivas captam os seus recursos por meio de parcerias.”
Para motivar os colaboradores nesse novo centário, diz Hagel, é preciso focar nas suas paixões. “Hoje as empresas falam em engajamento, mas poucas lembram de falar em paixão.” A paixão a que ele se refere diz respeito ao explorador, que quer enfrentar novos desafios. “A empresa deve tentar acessar essa paixão nos funcionários, e estimulá-los a enfrentar desafios motivadores. Só dessa maneira se engajarão com os projetos “Hoje, a maioria dos profissionais com quem me encontro sente medo. Queremos que eles se sintam esperançosos e motivados”, diz Hagel.
Em um mundo de contante mudança, a figura do líder tem papel fundamental. Segundo Hagel, o líder é aquele que faz as melhores perguntas e admite não ter todas as respostas. “Ele estimula as pessoas a encontrarem suas próprias soluções”, afirma. “Expor suas vulnerabilidades também desperta a confiança dos colegas.”
Nenhuma dessas soluções é simples, diz Hagel. Pesquisa feita pela sua consultoria nos Estados Unidos indicou que 13% dos trabalhadores não sentem paixão pelas suas funções no trabalho. Para o consultor, esse gap representa uma oportunidade de ação. “Precisamos entender as motivações dessas pessoas para alcançar os nossos objetivos”, afirma.
Uma juíza de Barcelona proibiu o youtuber conhecido como ReSet de utilizar essa rede social durante os próximos cinco anos. Kanghua R., de 21 anos, criador do popular canal que leva seu apelido, foi condenado por humilhar um mendigo ao lhe oferecer biscoitos Oreo recheados com pasta de dente e gravar a cena em vídeo. A titular do tribunal penal número 9 de Barcelona também impôs ao jovem uma pena de prisão de 15 meses − que ele não precisará cumprir porque não tem antecedentes − por crime contra a integridade moral.
A sentença, à qual o EL PAÍS teve acesso, é inédita: proíbe Kanghua de “ir” à cena do crime − uma cena virtual, o YouTube, a plataforma de vídeos do Google − durante cinco anos. Também ordena que apague, durante esse período, seu canal. E o proíbe de criar uma conta nova, o que significa que o negócio de ReSet acabou por um bom tempo. A juíza impôs ao jovem, além disso, o pagamento de uma indenização de 20.000 euros (88.000 reais) pelos “danos morais” causados à vítima, um sem-teto de origem romena que dorme no bairro La Marina, na Zona Franca de Barcelona.
A procuradoria de crimes de ódio promoveu a investigação contra Kanghua, que nasceu na China e foi criado na Espanha. A juíza considerou que o vídeo que ele postou foi “um ato claro e inequívoco de conteúdo vexatório” e que, além disso, a ingestão da pasta de dente provocou um “sofrimento físico” − o morador de rua vomitou e teve desconforto digestivo − e psíquico. No julgamento, o jovem alegou que o vídeo fazia parte dos “desafios” que ele encarava periodicamente em seu canal, e que foi tudo “uma brincadeira”. Graças ao vídeo do mendigo e dos biscoitos, o youtuber teve um lucro de 2.000 euros (8.800 reais). Agora, terá de pagar uma indenização dez vezes maior que essa quantia.

O youtuber ReSet diante da juíza na Cidade da Justiça de Barcelona. MASSIMILIANO MINOCRI
Os fatos remontam ao início de 2017, quando ReSet estava “entre os 200 youtubers mais importantes da Espanha e Ibero-América”, segundo um relatório que a polícia da Catalunha apresentou no julgamento. Depois de três anos com o canal aberto, Kanghua somava 1,1 milhão de assinantes e seus vídeos tinham alcançado 124 milhões de visualizações.
O jovem aceitou o desafio de um dos usuários de seu canal de rechear biscoitos Oreo com pasta de dente, mas o modificou ao decidir dá-los a um morador de rua. Fez isso, diz a sentença, “para atrair de forma efetiva a atenção mórbida de seus seguidores” e, de quebra, obter “um apetitoso aumento da receita” que recebia do Google por publicidade. Kanghua foi às ruas com seu celular e se deparou com Gheorge L., que pedia esmola na frente de um supermercado. Entregou-lhe 20 euros (88 reais) e o pacote de biscoitos. Gravou a cena e a subiu ao YouTube, onde comentou: “Talvez eu tenha ido um pouco longe, mas veja o lado positivo: isso o ajudará a limpar os dentes. Acho que ele não os limpa desde que ficou pobre”.
O vídeo provocou uma enorme polêmica. ReSet o apagou e, poucos dias depois, foi ver o sem-teto para passar a noite com ele. Também pagou 300 euros (1.320 reais) à filha do homem para evitar que o denunciasse. Um amigo de Kanghua, também youtuber, reconheceu no julgamento que o incentivou a tomar essa iniciativa. Mas não “para que refletisse sobre o quanto sua ação tinha sido degradante”, e sim para “limpar sua imagem”, assinala a sentença da juíza Rosa Aragonés.
“Não foi um ato isolado”, diz a sentença, que lembra como, em outros vídeos, ReSet mostrou “comportamentos cruéis” e sempre com “vítimas fáceis ou vulneráveis”. Algo que ele não negou no julgamento: “Se me meto com gente mais musculosa, corro o risco de que me batam, porque as pessoas têm muito mau humor”. O youtuber ofereceu, por exemplo, sanduíches com excrementos de gato a idosos e crianças em um parque.
Kanghua “humilhou uma pessoa vulnerável, sem lar, de muito mais idade, que não fala as línguas oficiais e se deteriorou devido à vida nas ruas e ao alcoolismo”, ressalta a juíza. O comportamento de ReSet foi ainda mais grave porque ele divulgou a ação no YouTube. Embora tenha sido apagado depois, o vídeo continua circulando na Internet. No julgamento, o youtuber fez uso do direito à última palavra para tentar minimizar o caso: “Faço as coisas para dar espetáculo, as pessoas gostam de coisas mórbidas”.
Em 2004, o então Juiz Sérgio Moro publicou um artigo que se tornaria um clássico. Em “Considerações sobre a operação Mani Pulite”, Moro, a pretexto de analisar a operação italiana que inspirou a Lava Jato brasileira, revelou grande parte de sua própria estratégia na condução daquela que se tornou a mais importante investigação de corrupção da história do país.
A certa altura do texto, Moro escreve que “é ingenuidade pensar que processos criminais eficazes contra figuras poderosas, como autoridades governamentais ou empresários, possam ser conduzidos normalmente, sem reações”. E acrescenta que, muito embora “um Judiciário independente, tanto de pressões externas como internas” seja “condição necessária para suportar ações judiciais da espécie”, “a opinião pública, como ilustra o exemplo italiano, é também essencial para o êxito da ação judicial”.
Sérgio Moro deixava claro que o processo penal deveria ser orientado pelo princípio da efetividade e que, para isso, o peso da opinião pública era indispensável. A visão de processo penal descrita – e defendida – no artigo tornou-se a visão prevalecente entre os membros da Lava Jato, e chegou, inclusive, ao Supremo Tribunal Federal, com a mudança de entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância. Ela pode ser descrita como a prevalência, no âmbito do processo penal, da racionalidade substantiva sobre a racionalidade formal, típica dos juristas. Para os atores da Lava Jato, os fins do processo penal – avaliados a partir de uma racionalidade substantiva – deveriam orientar e, quando necessário, superar o apego aos meios com o qual os juristas treinados na racionalidade formal estavam acostumados a operar.
Essa prevalência dos fins envolvia uma instrumentalização do processo penal, cujas regras deveriam ser interpretadas e aplicadas com vistas a atingir um determinado objetivo: a condenação e prisão, em tempo rápido, de acusados de corrupção. Em outras palavras, a máxima efetividade do sistema criminal. É somente sob essa lógica que se pode entender entender diversas decisões controversas proferidas pelo então Juiz Sérgio Moro.
O caso mais emblemático foi, sem dúvidas, a divulgação dos áudios entre Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão de divulgação, fundamentada no interesse público da conversa, foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal. É difícil que Moro não soubesse que se tratava de uma medida de exceção: mas ela se justificava na lógica da Lava Jato. Ela era um meio necessário à obtenção de um fim visto por eles como nobre e meritório.
Mas a lógica dos meios e fins que orientou toda a concepção de processo penal da Lava Jato – justificando, por exemplo, longas prisões preventivas, conduções coercitivas e regras de direito probatório pouco ortodoxas – dependia de pelo pelos menos três elementos: a nobreza dos fins, a necessidade dos meios e a excepcionalidade dos desvios. Em outras palavras: o sucesso, inclusive entre membros do Judiciário, da visão de processo penal defendida no âmbito da Lava Jato dependia de que os desvios de padrões estritos de legalidade fossem raros e fortemente justificados sob o ponto de vista de uma racionalidade substantiva.
O desvio reiterado de regras era uma estratégia autodestrutiva porque, afinal, ainda era de processo que estávamos falando. Se houve aqueles que defendessem a decisão de Sérgio Moro na divulgação do famoso “áudio do Bessias” era porque se acreditava que a medida tanto estava justificada quanto não colocava em xeque o núcleo de garantias processuais dos envolvidos. Ela era adequada justamente porque era única. O respeito ao _rule of law_, entendido a partir de uma visão substantiva, estava garantido pela excepcionalidade da medida.
Essa concepção de meios e fins colaborou para o sucesso dessa nova visão de processo penal. Muitos acreditavam que pequenos desvios da legalidade não comprometiam o núcleo duro das garantais formais dos acusados, além de favorecer certos fins importantes que deveriam ser perseguidos através do processo.
O conteúdo das mensagens divulgadas pela agência de notícias The Intercept Brasil, no entanto, põe em xeque a legitimidade da lógica de meios e fins que orientou a Lava Jato. As conversas entre Moro e Deltan Dallagnol, líder da força tarefa do MPF, revelam um Juiz diretamente engajado com o órgão acusador, orientando o Procurador da República em linhas de investigação, ordem de operações e até em situações mais prosaicas, como o desempenho de uma colega na condução de audiências.
As conversas não só não são normais, como flertam, diretamente, com as causas de suspeição previstas no Código de Processo Penal. Espera-se do Juiz – e mesmo o Juiz criminal – que seja um ator imparcial e neutro, não um parceiro do órgão acusador. Mas será que não seria mais um caso em que a finalidade nobre perseguida por Moro e pelos procuradores justificaria a existência de um heterodoxo condomínio entre acusação e Juiz?
E é aqui que a justificativa padrão para muitas decisões de Sérgio Moro encontra dificuldades. Justificar mensagens como as divulgadas sob o pretexto de que a quebra da parcialidade do juiz se justificaria pela finalidade de “prisão de corruptos” desafia tanto a necessidade dos meios quanto sua excepcionalidade. Em que medida um relacionamento tão próximo, inclusive com dicas de ordens de operação, pode ser considerado um meio imprescindível para a efetividade do processo penal? Acaso a operação enfrentava um grave risco que exigiria a quebra da parcialidade do Juiz? Mais grave ainda: se até mesmo a parcialidade do Juiz e a equidistância das partes podem ser relativizadas pelo argumento finalístico da Lava Jato, qual a limite para a flexibilização dos meios em nome dos fins?
As conversas entre Moro e Dallagnol tanto não se justificam numa lógica de meios e fins como colocam em xeque a própria lógica que justificou tantas e tão variadas decisões proferidas no âmbito da operação Lava Jato. Quando o Direito gradativamente abre mão dos meios, não se sabe quais deles restarão intactos na procura pelos fins.

Publicado originalmente em Nexo Jornal
Você já parou alguma vez para pensar como seria a Mona Lisa na vida real? Seus trejeitos, sua forma de falar? Como sacudiria os cabelos e como sorriria de verdade? Pois a inteligência artificial resolveu isso para a humanidade. O Samsung AI Center, que fica em Moscou, na Rússia, publicou um estudo que mostra como já é tecnicamente possível “dar vida” e “animar” um rosto a partir de um único frame de imagem – foto ou pintura. Adicionar voz a partir daí é moleza. Quase qualquer um pode fazer.
No experimento, La Gioconda, pintada por Leonardo Da Vinci entre 1503 e 1506, mexe de um lado para o outro. O mesmo acontece com a atriz americana Marilyn Monroe e o pintor espanhol Salvador Dalí, falecidos em 1962 e 1989, respectivamente. A partir de fotografias históricas de ambos, os especialistas animaram celebridades de todas as partes do mundo. Veja o vídeo a seguir:
Passei os últimos dias mostrando o resultado dessa experiência aos mais diversos tipos de profissionais – de checadores de fatos a professores do ensino médio, passando por artistas plásticos e arquitetos. A reação foi a mesma para todos – e na mesma ordem. Primeiro veio o encantamento. Já não restam dúvidas de que parecem infinitas as possibilidades da inteligência artificial, e todas elas são surpreendentes. Um dos indivíduos expostos a esse avanço tecnológico chegou a pensar em seus entes queridos falecidos e a exclamar “Nossa! Então meus pais e meus avós poderiam voltar a falar e se movimentar? Que coisa incrível!”
Mas, logo em seguida, a reação se associava à veracidade dos fatos. Comentários na linha “Então dá para manipular qualquer coisa agora” se tornaram frequentes. E, por estarem diante de uma fact-checker, surgia o questionamento: “Os checadores já estão preparados para verificar esse tipo de alteração?” A resposta é, provavelmente, não.
No exemplo da Mona Lisa, os especialistas mostram com clareza que é possível fazer não apenas uma versão da Gioconda, mas três – com três estilos e personalidades diferentes: uma mais risonha, mais extrovertida, e outras mais tímidas, mais acanhadas. São sutilezas que vão além da técnica e que, obviamente, adicionam camadas de dificuldade à checagem de fatos.
Extrapole essa técnica a cenários imagináveis possíveis. Pense em políticos falecidos que podem “renascer” dizendo frases que jamais disseram ou se comportando de forma que não condizem com seu estilo real. É fato que fizeram isso com Barack Obama, Donald Trump e Vladimir Putin, entre outros. Mas imagine fazer isso com Josef Stálin ou Adolph Hitler – que já não estão vivos para negar possíveis falas falsas. Será necessário avançar diversos graus na análise técnica de imagens e vídeos para poder flagrar algo assim como falso.
E é por isso que a checagem de fatos não pode ser exclusivo de jornalistas ou especialistas em dados. É urgente que profissionais formados em áreas relacionadas à tecnologia da informação, à inteligência artificial e ao uso ostensivo de vídeos se integrem à massa de checadores ao redor do mundo. Os avanços nesse tipo de manipulação também têm de acompanhar o lado do fact-checking. Caso contrário, estaremos fadados ao atraso – e ao fracasso.

O curso de administração está entre as opções mais amplas do mercado atualmente. Por conta disso, quem se forma nesta graduação consegue trabalhar em diversos setores e também tem o conhecimento necessário para montar o próprio negócio.
Afinal, as empresas precisam de um profissional com formação em administração para trabalhar não só neste ramo, mas nos setores de marketing, recursos humanos (RH), planejamento, financeiro e contabilidade.
Este curso, que normalmente tem duração de quatro anos, é um dos mais versáteis do mercado, porque traz matérias de diferentes áreas.
A grade curricular reúne marketing e comportamento do consumidor, contabilidade, micro e macroeconomia e matemática financeira. Por esse motivo, aproveite todos os conhecimentos das matérias, mesmo que algum tema não agrade tanto.
Existem diversas áreas de atuação para graduandos e graduados em Administração, no mercado de trabalho. As principais são:
– Gestão de pessoas: Envolve todos os aspectos relacionados as pessoas, como recrutamento, seleção, capacitação e acompanhamento do desenvolvimento dos funcionários ou colaboradores. É a área da administração responsável por gerar bom entrosamento e motivação entre todos os colaboradores.
– Gestão de materiais e logística: Se preocupa com as matérias primas, insumos e os produtos finais, gerenciando sua movimentação e armazenagem, desde os fornecedores até os clientes finais, garantindo que cada coisa esteja em seu local no momento adequado.
– Produção e operações: Trata do gerenciamento de matérias primas, insumos e quaisquer recursos utilizados pelas organizações para produzir produtos ou oferecer serviços. Avalia a eficiência e eficácia dos processos em busca de melhores produtos e serviços.
– Marketing: É a área que lida com os clientes. Para isso, pesquisa o que as pessoas esperam dos produtos e serviços e quais os seus desejos. Após estas pesquisas o marketing é responsável por ajudar a definir como será o produto/serviço, o preço a ser praticado, os locais de venda e os meios mais efetivos de publicidade.
– Finanças: Atua no gerenciamento dos recursos financeiros, recebimentos, pagamentos e na prestação de contas. Analisa informações e índices para identificar a viabilidade dos negócios e de investimentos.
– Gestão estratégica: Define objetivos e metas, bem como planos para se chegar até lá. Suas análises envolvem o ambiente interno da organização, mas também o externo, que são os mercados, os concorrentes, clientes, etc.
Com estes conhecimentos consolidados o administrador tem ampla área de atuação, seja para atuar em organizações já existentes ou para empreender e criar o próprio negócio.
E, aí, ficou com vontade de ingressar no curso de Administração?
No iCEV, os acadêmicos de Administração têm aulas práticas, que mesclam teoria com empreendedorismo, e ainda criam e/ou desenvolvem o próprio negócio no Laboratório de Práticas Empreendedoras.
Quer inovar junto com a gente? Pois, venha fazer iCEV!
Fontes: Konkero / administradores.com
Em mensagem para o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, lembrado neste 11 de fevereiro, a UNESCO e a ONU Mulheres alertam para obstáculos à participação feminina nos setores de tecnologia, engenharia e programação — nichos da atividade produtiva que estão entre os que mais crescem no mundo. Sem inclusão, o futuro do mercado de trabalho poderá testemunhar desigualdades de gênero ainda mais sérias, segundo as agências internacionais.
Atualmente, as Nações Unidas estimam que menos de 30% dos pesquisadores em áreas científicas e tecnológicas sejam mulheres. Habilidades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas pela sigla STEM em inglês, serão fundamentais em economias marcadas pelo avanço da automatização e pela criação de empregos em áreas que exigem alta qualificação. Pesquisas sugerem que 65% das crianças que entram no hoje ensino fundamental I terão profissões que ainda não existem.
“Estudos recentes estão mostrando que mudanças no mercado global de trabalho resultarão em 58 milhões de novos empregos líquidos, particularmente (envolvendo) analistas de dados e cientistas, especialistas em inteligência artificial e aprendizado das máquinas, desenvolvedores e analistas de softwares e aplicativos e especialistas em visualização de dados”, afirmaram as dirigentes da UNESCO, Audrey Azoulay, e ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.
“Infelizmente, há evidência de problemas correntes para as mulheres em profissões importantes como engenharia, com baixa retenção, progressão (de carreira) e reintegração após a licença-maternidade. O Relatório de Lacunas de Gênero do Fórum Econômico Mundial de 2018, por exemplo, mostra que, globalmente, apenas 22% dos profissionais de inteligência artificial são mulheres: um verdadeiro abismo de gênero que reflete questões significativas como segregação profissional e condições de trabalho desfavoráveis.”
Estimativas apontam que, para cada 20 vagas de trabalho perdidas no futuro, as mulheres ganhariam em retorno um posto na área de STEM. Entre os homens, a proporção é alarmantemente diferente — eles ganhariam uma vaga em STEM para cada quatro postos eliminados. Processos seletivos aprimorados, estratégias de retenção e de promoção da participação feminina, assim como programas de educação continuada para mulheres, poderiam ajudar a fechar essa lacuna.
“Além de enfrentar essas barreiras, a melhoria da conectividade digital e a disponibilidade de tecnologia a preços acessíveis também podem garantir maior igualdade nos campos de STEM, permitindo que mulheres e meninas se beneficiem plenamente como cientistas, estudantes e cidadãs”, acrescentaram as chefes dos organismos internacionais.
“Lutar contra as desigualdades desde cedo dentro do sistema de educação é vital, e é por isso que a UNESCO trabalha para estimular o interesse das meninas em disciplinas (da área) de STEM, combater estereótipos no currículo escolar e aumentar o acesso a orientadoras mulheres.”
A UNESCO também celebra a participação das mulheres em pesquisa e desenvolvimento por meio do prêmio e programa L’Oréal-UNESCO para as Mulheres na Ciência. A agência da ONU promove ainda a Organização para as Mulheres na Ciência para o Mundo em Desenvolvimento. Ambas as iniciativas oferecem para pesquisadoras de todo o mundo bolsas, oportunidades de mentoria e de fazer contatos.
Outra iniciativa do organismo internacional é o Projeto de Avanço de STEM e Gênero, que apoia a inclusão da igualdade de gênero em políticas, planos e legislações nacionais sobre ciência, tecnologia e inovação. Um dos focos é a produção de dados desagregados por sexo.
Já a ONU Mulheres promove os Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEP, na sigla em inglês). Eles oferecem às empresas — incluindo nos setores digitais, de tecnologia da comunicação e informação, tecnologia da ciência e inovação, STEM, arte e design — uma orientação concreta sobre como empoderar as mulheres no local de trabalho, nos mercados e na comunidade. A agência chama todas as companhias a assinar e implementar essas diretrizes.
“Por meio de todas essas iniciativas, estamos determinadas em encorajar uma nova geração de mulheres e meninas cientistas a enfrentar os principais desafios do nosso tempo”, afirmaram as chefes das duas agências da ONU.
Phumzile e Audrey lembraram o ativismo da sueca Greta Thunberg, uma jovem de apenas 15 anos que organizou no ano passado uma greve em seu país de origem, com o intuito de cobrar ações do governo contra as mudanças climáticas. A estudante deixou de frequentar a escola para passar dias na frente do Parlamento e pressionar as autoridades. Greta tornou-se uma nova voz da juventude engajada com a ação climática, comparecendo à Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP24), na Polônia, e inspirando jovens de outras partes do mundo.
“Canalizando a criatividade e a inovação de todas as mulheres e meninas na ciência e investindo adequadamente em ecossistemas inclusivos de educação de STEM, de pesquisa e desenvolvimento e ciência, de tenologia e inovação, temos uma oportunidade sem precedentes de alavancar o potencial da Quarta Revolução Industrial para beneficiar a sociedade.”
Fonte: ONU BR (Nações Unidas no Brasil)
Na idade média, a confissão era considerada a “Rainha das Provas”. Era comum que, tanto os julgamentos dos Tribunais da Santa Inquisição quanto dos tribunais laicos girassem em torno da obtenção da confissão por parte do acusado. Essa confissão era extraída, em regra, por meio de torturas e suplícios. Uma das características dessa era do suplício-espetáculo na história do processo penal (conhecida como sistema inquisitório) era o fato de não haver clara separação entre pena e processo.
Em pleno século XXI, no Brasil, estamos correndo o risco de resgatar semelhante modelo de processo penal, por meio do Projeto de Lei Anticrime proposto pelo agora Ministro da Justiça Sérgio Moro e do Projeto do Novo Código de Processo Penal (PL 8.045/2010), mormente no que tange às propostas de inserção de modelo de justiça criminal negocial baseado na confissão de culpa.
O projeto do novo código, em seus artigos 283 e 284, propõe a possibilidade de barganha entre Ministério Público e Defesa, que podem, tendo a confissão como pré-requisito, entrar em um acordo acerca da pena a ser imposta (antecipadamente), sem que seja necessário o julgamento de um terceiro isento (Juiz).
Semelhante proposta aparece no “pacote Moro”, com a sugestão de criação do art. 395-A no Código de Processo Penal. Se pretende implementar este instituto, inspirado principalmente no modelo de barganha criminal existente na common law, mormente no plea bargaining norte-americano, por razões que refletem a racionalidade punitiva de correntes vinculadas ao discurso do Eficientismo Penal.
A ideia é pular etapas processuais para substituir uma justiça criminal morosa e burocrática por outra que atinja, rapidamente, a sua finalidade. O problema crucial, no entanto, parece estar aí: qual é esta finalidade? No cenário de expansão penal atual, em que proliferam os discursos de Lei e Ordem e o fetiche da justiça criminal como solução para grande parte dos problemas sociais, o imaginário popular passa a determinar cada vez mais a forma como se conduzem as políticas criminais e mesmo as decisões judiciais.
O legislador penal e o juiz criminal, de repente, se veem instados a agradar a um grande público sedento de vingança (ou de “justiça”, como se prefere utilizar eufemisticamente). O inconsciente coletivo transborda em gozo punitivo.
Como justificar, então, a insistência em utilizar os Estados Unidos da América como modelo a ser copiado na esfera das políticas criminais? É preciso lembrar que os EUA estão entre os únicos países que, na contramão dos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos, insistem em manter a pena de morte, a prisão de caráter perpétuo, a tortura institucionalizada (veja-se Guantánamo), afora de contarem com a maior população carcerária do mundo (tanto em números absolutos quanto em termos proporcionais) e um dos sistemas penais mais seletivos e estigmatizantes de que se tem notícia.
Nos EUA, graças ao instituto do plea bargaining, pouquíssimas questões penais chegam a termo por meio de um julgamento. Em geral, é mais comum a confissão prévia de culpa, com a consequente negociação da pena com o Órgão Acusatório, que o exercício do contraditório e da ampla defesa.
No Brasil não parece ser diferente quando falamos dos chamados crimes de menor potencial ofensivo, nos quais a transação penal com o Ministério Público já é possível sem que, no entanto, se presuma existência de culpa (o “pacote Moro”, inclusive, pretende ampliar as hipóteses de aplicação deste instituto).
Temos aí, então, um primeiro risco da proposta: a do estímulo a um processo penal maquiavélico, em que os fins justificam os meios, entendido o fim como a aplicação de sofrimento (pena) ao acusado. Esse risco comporta, inclusive, a grande possibilidade de extração de falsas confissões, com consequente aplicação de pena a inocentes. Essa preocupação é tão real que não passou despercebida pelo legislador processual penal pretérito.
O segundo risco iminente do projeto é o estímulo a um excesso de acusação como mecanismo de empoderamento da posição negocial do Ministério Público. O excesso de acusação já é comum no Brasil, com denúncias que trazem quantidade desarrazoada de tipos penais, muitos sem qualquer cabimento, ou a aplicação banalizada de qualificadoras, agravantes, causas de aumento de pena (é cada vez mais raro se deparar, por exemplo, com uma denúncia por homicídio simples – o homicídio qualificado tornou-se regra).
Criou-se uma cultura na qual o bom Promotor é o Promotor duro, que pede a condenação nas penas mais severas, que denuncia pela maior quantidade de delitos e, principalmente, o que consegue mandar a maior quantidade de pessoas para as jaulas públicas. Promotor bom é Promotor que condena e quanto maior a pena, melhor o acusador.
Assim, será ainda maior o estímulo ao excesso de acusação com este modelo de justiça criminal negocial, pois quanto mais terrível for a acusação, mais espaço para barganha terá o acusador.
O terceiro grande problema em torno da questão é que, mais uma vez, tanto Ministro Sérgio Moro como legislador, na proposta do novo CPP, perderam a oportunidade de devolver o protagonismo à vítima, permitindo que ela ou seus representantes participem da negociação.
Nosso sistema penitenciário se encontra em situação de conhecida falência, com superpopulação carcerária generalizada e condições desumanas de cumprimento das penas. Para implementar essa política criminal eficientista de justiça negocial e condenação prévia, onde colocaremos essas pessoas que optarão pela barganha e pela encarceramento antecipado? Que efeitos terá a pena sobre essas pessoas? Predominarão efeitos positivos ou efeitos negativos? Por fim, quanto custará para implementar essa política criminal? Quantos novos presídios se precisará construir? Quem pagará esta conta?
Assim, nas asas do eficientismo penal, o “pacote Moro” e PL 8.045/2010 convidam o Brasil a um retrocesso que ameaça o sistema acusatório e se propõe a estimular um processo penal maquiavélico, a transformar a justiça criminal em uma máquina de produzir confissões, a perpetuar a exclusão processual da vítima e, por fim e principalmente, a promover um encarceramento massivo e inútil para o qual o país não está minimamente preparado.

No próximo sábado, 8, tem Vestibular iCEV! E, para ajudar quem tá na reta final de estudos, a gente preparou essas dicas sobre o que é cobrado na prova.
Confira o edital do Vestibular iCEV 2019.1
A boa notícia é que o exame do iCEV segue o modelo adotado pelo Enem – portanto, se você estudou para as provas do exame nacional, é provável que esteja preparado para o nosso certame.
5 diferenciais iCEV que você precisa conhecer
A instituição oferece vagas para os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito. Para participar da seleção é necessário que o candidato se inscreva através do site até o dia 7 de dezembro.
Curiosidade: Como o cérebro funciona durante o vestibular?
No iCEV a prova inicia às 14 horas – mas os portões abrem ao meio dia, não se atrase!
Ferramentas que vão te ajudar nos estudos para o vestibular
Olho nas dicas:
Prova objetiva
São 60 questões de múltipla escolha, divididas em áreas do conhecimento:
– Linguagens e suas tecnologias (incluindo língua estrangeira: Inglês)
– Matemática e suas tecnologias
– Ciências Humanas
– Ciências da Natureza
Redação
– Texto em Língua Portuguesa do tipo dissertativo-argumentativo, sobre o tema de ordem social, científica, cultural ou política
– Atenção para o raciocínio, a objetividade, a coesão, a coerência, a clareza e a correção de linguagem!
A luta pela igualdade conquistou direitos e transformou a sociedade de forma louvável e inquestionável. Até que algo mudou. A busca por um mundo melhor passou a ser a luta para que o mundo me reconhecesse. Parte da palestra proferida ao Fronteiras do Pensamento por Mark Lilla, cientista político e autor do livro “O progressista de ontem e o do amanhã: Desafios da democracia liberal no mundo póspolíticas identitárias”:
(Originalmente publicado aqui)

Você já conhece os blogs do iCEV? Toda semana tem conteúdo novo nos blogs de Direito, Negócios e Tecnologia – são artigos, notícias e conteúdos escolhidos ou elaborados especialmente para você, leitor. Além disso, nosso site tem a seção Notícias do iCEV, onde você pode ficar bem informado sobre tudo o que acontece na nossa instituição.
A nossa curadoria separou os melhores conteúdos publicados no mês de novembro – aqueles que foram mais acessados ou comentados nas redes – para você que, por alguma razão, tenha perdido. Confira a nossa lista e siga o seu blog preferido para não ficar de fora.
Melhores do mês
1 – Melhores colocados no Vestibular iCEV 2019 ganharão bolsa de até 90%
2 – 5 áreas promissoras no Direito
3 – As 8 vezes em que alunos iCEV foram longe demais
4 – Direitos Humanos é tema de aula especial com professor convidado
5 – Vestibular iCEV 2019.1 tem acolhida e alta procura por novos cursos
Atenção aprovados no Vestibular iCEV 2019: as matrículas já estão a todo vapor por aqui.
Para facilitar, reunimos aqui todas as informações que você precisa para esta etapa. Tome nota!
– As matrículas vão até o dia 28 de novembro, na Secretaria do iCEV, das 14h às 21h (segunda a sexta).
– Só pode realizar a matrícula os aprovados (maiores de 18 anos), seus responsáveis ou portadores de uma procuração.
– Você vai precisar trazer cópia dos seguintes documentos:
RG
CPF
Comprovante de residência
Certidão de Nascimento ou de Casamento
Certificado de Dispensa de Incorporação ou Reservista do Serviço Militar, para maiores de 18 anos – ou Certificado de Alistamento se o candidato tiver 18 anos (somente para candidatos do sexo masculino)
Certidão de Quitação Eleitoral, para maiores de 18 anos
Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou equivalente
Histórico Escolar do Ensino Médio
Se você for estrangeiro, traga também o Registro Nacional de Estrangeiros – RNE; passaporte e apólice de seguro (com vigência igual a duração do curso)
Se você concluiu o Ensino Médio no exterior deve trazer, além dos documentos acima, prova de equivalência de estudos, fornecida por autoridade competente no Brasil; tradução juramentada do Histórico Escolar e do Certificado de Conclusão do Ensino Médio.
Ah, traga com você os originais de todos os documentos para conferência – exceto se as suas cópias forem autenticadas, ok?
Seja bem-vindo ao iCEV!
Com investimento de 38 bilhões de dólares em Tecnologia da Informação – software, hardware e serviços – em 2017, o Brasil é o 1º entre os países da América Latina, e o 9º no ranking mundial. Entre 2016 e 2017, o crescimento foi de 4,5%, taxa maior do que a expectativa, de 4,1%, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES). Internacionalmente, os setores de tecnologia também estão em alta, com crescimento de 5,5 % no mesmo período, bem maior do que o previsto: 4,3%.
CONHEÇA O CURSO DE ENGENHARIA DE SOFTWARE DO iCEV
Ainda que o mercado esteja aumentando, a Associação para a Promoção da Excelência do Software (Softex) aponta que o país pode ter carência de mais de 400 mil profissionais de TI em 2020. Dentre as trabalhadores em falta, os engenheiros de software, área à qual 8,2 bilhões de dólares do investimento total foram destinados.
Profissão de engenheiro de software
Com cada vez mais empresas automatizando seus serviços e criando suas próprias plataformas digitais, a profissão de engenheiro de software foi considerada a 2ª melhor da área de TI em crescimento e remuneração, segundo o site especializado em carreiras de tecnologia, CareerCast.
O software consiste na “parte lógica” do computador, que inclui sistema operacional e programas. Então, basicamente, estes profissionais projetam e guiam o desenvolvimento de programas, aplicativos e sistemas, de forma que atendam aos requisitos e cumpram as funções determinadas.
Entre as principais atribuições destes profissionais, estão:
Além destas, estes engenheiros podem ter funções ligadas à administração de bancos de dados, manutenção dos sistemas e até algumas de documentação, relacionadas à gestão de projetos e à composição dos manuais de instruções.
Formação na área
Além dos cursos de Engenharia de Software, os de Ciências da Computação também capacitam profissionais para atuarem neste mercado. No entanto, há diferenças entre os dois tipos de formação.
Enquanto os engenheiros aprendem sobre os processos envolvidos em desenvolver e manter programas, os cientistas da computação têm estudos mais focados na teoria, ligados à modelos matemáticos, algoritmos e lógica dos processos.
Também não é o mesmo do que ser um engenheiro de computação, que são responsáveis, principalmente, pelo hardware – ou seja, projetar e construir computadores.
iCEV lança primeiro bacharelado em Engenharia de Software do Piauí
A duração média dos cursos de Engenharia de Software, atualmente oferecidos por universidades públicas e privadas, é de 4 anos. Entre os principais assuntos abordados estão: engenharia, matemática, arquitetura e gerenciamento de softwares e gestão de projetos.
Habilidades para exercer a profissão
Ainda que a programação não seja o foco principal da Engenharia de Software, é necessário conhecer as linguagens mais utilizadas – como JavaScript, Visual Basic, Python, C++, C# -, e seu funcionamento.
Da mesma forma, habilidades matemáticas são necessárias. Estes engenheiros, frequentemente, precisam criar algoritmos matemáticos – instruções das operações descritas “passo a passo”.
Para facilitar o trabalho com softwares, os profissionais podem empregar uma série de ferramentas. Entre elas Ambientes de Desenvolvimento Integrado (IDE, do inglês Integrated Development Environment), que agilizam o processo de escrever códigos.
Além de mexer com as IDE, precisam saber utilizar ferramentas de teste automatizadas e bibliotecas de código aberto, que oferecem as funcionalidades prontas, diminuindo o trabalho de desenvolvê-las. Por muitos sistemas de software atuais interagirem com bancos de dados, os engenheiros também precisam ser capazes de administrá-los.
Na última quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal expediu importantíssima decisão de imenso valor histórico: o fim da censura prévia que pendia já há mais de nove anos sobre o jornal “O Estado de São Paulo” quanto à Operação Boi Barrica, conduzida pela Polícia Federal em 2009. A mensagem passada pelo STF é muito clara e deve iluminar todas as instâncias do Poder Judiciário brasileiro: na democracia brasileira instituída pela Constituição da República de 1988 não cabe qualquer tipo de censura prévia à imprensa. O jornalismo investigativo, e crítico aos governantes do momento, é essencial para a defesa de uma sociedade republicana em que vigore o império da lei.
Por conta da relevância histórica do editorial do referido jornal, publicado no dia seguinte àquela decisão do Supremo, segue a sua reprodução na íntegra:
***
Fim da mordaça
Por longos 3.327 dias – mais de nove anos, portanto -, o jornal O Estado de S. Paulo chegou a seus leitores, todos os dias, sob censura. Não houve outro atentado à liberdade que tenha calado um veículo de informação por tanto tempo desde a redemocratização do País e a promulgação da Constituição de 1988.
Um dia de imprensa amordaçada já seria tempo mais do que insuportável para nações que vivem sob a égide do Estado Democrático de Direito. O que explica, então, tamanha demora até que a censura imposta ao Estado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), em 2009, fosse, enfim, derrubada por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF)?
Em 31 de julho daquele ano, o desembargador Dácio Vieira, do TJDFT, proibiu o Estado de publicar notícias sobre a Operação Boi Barrica. A ação da Polícia Federal (PF) apurou o envolvimento de Fernando Sarney, filho do então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em um esquema de contratação de parentes e afilhados políticos do ex-presidente da República por meio de atos secretos do Senado.
O desembargador Dácio Vieira, que à época mantinha relações sociais com José Sarney, acolheu recurso interposto por Fernando Sarney contra a decisão do juiz Daniel Felipe Machado, da 12.ª Vara Cível de Brasília, que havia negado a censura prévia a este jornal, e concedeu liminar proibindo a publicação de notícias sobre a Operação Boi Barrica. Poucos meses depois da decisão, o Conselho Especial do TJDFT declarou a suspeição de Dácio Vieira. Mesmo após a mudança do desembargador relator e nova análise do processo pela 5.ª Turma Cível do TJDFT, a censura foi mantida.
Após longa batalha judicial, na quinta-feira passada o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, cassou o acórdão do TJDFT que impedia o Estado de levar a seus leitores informações relevantes, apuradas com responsabilidade e elevado espírito público.
Em sua decisão, o ministro Ricardo Lewandowski lembrou que o plenário da Suprema Corte já havia garantido, em decisão de 2009 que derrubou a chamada Lei de Imprensa, “a plena liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia”.
Para o advogado do Grupo Estado, Manuel Alceu Affonso Ferreira, a decisão do STF reafirma que “o jornalismo investigativo não pode estar sujeito a censura alguma”. “Tinha muita confiança de que terminaria desta maneira”, disse o advogado, que cuidou do processo desde a primeira instância.
A Associação Nacional dos Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de ex-ministros do STF, elogiaram a decisão que interrompeu a censura ao Estado. O ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto afirmou que uma decisão que derruba censura à liberdade de imprensa “é de ser saudada como genuinamente constitucional e democrática”.
Dissipadas as nuvens trevosas da ditadura militar, há 30 anos os constituintes tiveram o cuidado de afastar qualquer ameaça de censura prévia ou restrição da liberdade de expressão no Brasil. Tanto é assim que nem a Constituição dos Estados Unidos, tida como o cânone da liberdade de imprensa, é tão explícita, a este respeito, quanto nossa Lei Maior. No item IX do artigo 5.º, a Carta assegura a livre comunicação; no item XIV, o acesso universal à informação, resguardado o sigilo da fonte; e no artigo 220 fica expressamente proibida a imposição de quaisquer restrições à livre circulação de informações.
Mais do que lutar por todo este tempo pelo direito de informar, usando todos os meios legais para tal, o Estado lutou, antes de tudo, pela liberdade e pelo direito que tem a sociedade de ser informada. Assim tem sido desde o dia 4 de janeiro de 1875 e assim continuará sendo.
Uma afronta aos valores republicanos jamais vicejará sem que O Estado de S. Paulo se insurja contra ela, usando todos os meios legais para conter toda forma de arbítrio.
O Estado de S.Paulo
10/11/2018
(Artigo originalmente publicado aqui)

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados apontam o ano de 2018 como pior para a os negócios. Mas quando o assunto é o futuro, a maioria (67%) tem expectativa positiva e acreditam que 2019 será um ano melhor. Apenas 9,9% estão pessimistas e acham que próximo ano será pior. Os empresários do Norte do país mostraram-se mais otimistas em relação ao próximo ano, se comparados aos entrevistados das demais regiões. A expectativa mais negativa partiu principalmente dos empreendedores com nível de escolaridade alta (superior ou mais), enquanto que a positiva está acentuada entre os com menos estudo (até ensino médio).
Para 29,8% dos entrevistados o problema que mais prejudicou sua empresa em 2018 foi a corrupção, enquanto 19,7% dos empresários se queixaram da taxa de juros e 18,7% apontaram os elevados níveis de desemprego como o vilão para seus negócios.
O combate à corrupção, para 39% dos 5.870 empresários entrevistados, principalmente MEI, deve ser a principal preocupação do governo em 2019. Outros 28,4% empreendedores, a maioria EPP e com maior grau de escolaridade, avaliam ser mais importante estimular o crescimento econômico. Já o combate à inflação foi citado por 14,5% dos entrevistados e o corte de gastos por 15,1%.
As eleições deste ano também trouxeram otimismo para 41,8% dos empresários dos pequenos negócios, dos segmentos do Comércio, Indústria e Serviços, que acreditam que o pleito trará grandes mudanças no país. Outros 23,9% avaliam que haverá poucas mudanças e 22,6% não creem em modificações no cenário atual. Os mais pessimistas (27%) são os MEI. O Norte lidera entre os otimistas (49%), seguido pelo Centro-Oeste (45%), Sul (43%), Nordeste (38%) e o Sudeste (37%), região também onde estão aqueles que não vislumbram mudanças relevantes (26%).
O setor de TI terá um ano exuberante em 2020. A constatação vem da pesquisa que a Advance faz trimestralmente para identificar a percepção dos empresários de TI com o momento de mercado. O setor cresceu 10.5% em 2017 comparando com 2016, e com a expectativa de terminar 2018 com 10.3% de crescimento.
A crise pegou pesado no mercado de TI em 2015 e 2016. Em 2015 houve um crescimento nominal de 3,0% e uma inflação de 10,7% gerando um resultado real de -7,7%. Em 2016 o crescimento nominal foi de 4,5% com uma inflação de 6,3% gerando um resultado real de -1,8% e configurando a recessão no setor. Surge 2017 com um crescimento de 10,5% e devemos finalizar 2018 com 10,3% deixando totalmente para trás a crise.
Muitos empresários de TI haviam feitos várias simulações de cenários para as eleições e para os resultados de 2019. Segundo os empresários, a gestão Bolsonaro terá que fazer uma série de ajustes e acomodações políticas no primeiro trimestre, fazendo com que o mercado consumidor de TI fique em compasso de espera. Então, TI terá um primeiro trimestre muito fraco. O segundo trimestre sempre foi o trimestre mais fraco do ano e não será diferente em 2019. Depois teremos um terceiro e quarto trimestres muito bons, mas sem a capacidade de gerar um crescimento, no ano, maior do que 6%, mas gerando um represamento como o que aconteceu em 2009. Isto tudo fará com que 2020 seja um ano exuberante para o setor de TI com expectativa de crescimento acima de 13%.
Nos últimos 15 anos o Brasil investiu uma média de 2,1% do PIB com tecnologia. No mesmo período os USA investiram uma média de 3,9% e os demais países desenvolvidos investiram 3,4% do PIB em tecnologia. Esta diferença de investimentos criou um grande déficit com forte impacto na infraestrutura de telecomunicações e nos segmentos de educação, varejo e saúde – que estão “sucateados”. Se o governo, em 2019, mostrar um bom caminho dando segurança para os investidores, então poderemos ter, em 2020, uma bela entrada de capital para atualização tecnológica.
Desde 2013 tínhamos um efeito de polarização, ou seja, empresas indo muito mal e empresas indo muito bem. Este efeito foi brando em 2014, médio em 2015, e drástico em 2016, fazendo com que o dinheiro mudasse, rapidamente, de mãos. A diferença entre empresas que iam bem e que iam mal estava na “maturidade empresarial”. As empresas que tiveram alta taxa de crescimento foram as que analisaram o mercado (oportunidades e ameaças), estabeleceram um plano com estratégias e ações, estruturaram as áreas de marketing e vendas, e tiveram disciplina na execução do plano.
Em 2017 e 2018 o efeito da polarização reduziu muito, mas ele voltará a ser alto em 2019, portanto, muitas empresas perderão Market Share para seus concorrentes. As empresas que terão alta taxa de crescimento são as que têm eficiência em cinco vetores: Diferencial competitivo e geração de valor para os clientes, Gestão financeira, Eficiência em vendas, Conquista e retenção de clientes, e Gestão e retenção de talentos.
De um lado temos empresas retraindo, ou seja, vendendo menos, demitindo colaboradores, reduzindo os investimentos em vendas e marketing e adotando como estratégia a venda na base ou, até mesmo, a simples preservação da base. Estas empresas têm uma grande preocupação com gestão financeira.
Do outro lado temos empresas com altas taxas de crescimento, aumentando as vendas, contratando colaboradores, investindo fortemente em marketing e vendas, e adotando como estratégia a expansão buscando novos clientes ou novos mercados. Estas empresas focam em “gestão e aumento de produtividade em vendas”.
Por mais que as empresas com baixo desempenho queiram colocar a culpa em variáveis externas, o que realmente faz a diferença são as estratégias e ações internas, ou seja, a causa do sucesso ou insucesso está nas mãos dos empresários.
Fica aqui a reflexão: de que lado você quer estar? Do lado das empresas com baixo desempenho ou das empresas com altas taxas de crescimento?
Por Dagoberto Hajjar – sócio fundador da ADVANCE, empresa de planejamento e ações para empresas que querem crescer.
Fonte: Startupi
O primeiro desafio do processo para entrar numa universidade é decidir em qual delas você gostaria de entrar. A escolha pode ser feita ao acaso, por recomendações de amigos e parentes ou pode ser o resultado de meses de pesquisa. De qualquer maneira, é importante estar feliz com as suas escolhas.
Com isso em mente, existem algumas coisas que você pode considerar na hora de escolher a faculdade que podem fazer toda a diferença. São elas:
1 – Tenha certeza de que você escolheu o curso certo
É fundamental que não exista nenhuma dúvida sobre o curso escolhido. Afinal, entrar na faculdade significa dedicar pelo menos quatro anos da sua vida com estudos e muitos anos mais trabalhando na área. Por isso, vale a pena se dedicar e pesquisar opções de trabalho, salário, além de descobrir mais sobre o curso (nessa tarefa o Google é seu amigo).
2 – Consulte rankings de universidade
Para as faculdades brasileiras existe o Ranking Universitário Folha, onde você pode conferir a colocação das faculdades por curso e localização, em categorias como qualidade de ensino, avaliação do mercado e avaliação no Enade. É importante escolher a faculdade que mais se adequa com você. Esses números podem ajudar a descobrir qual é essa instituição, mesmo que ela não seja o primeiro lugar.
3 – Descubra o conteúdo do curso
A grade de matérias costuma estar disponível no site da faculdade. Caso o site da faculdade não ofereça essa informação, sempre vale a pena ligar para o lugar ou procurar entrar em contato com alunos.
4 – Confira as atividades extracurriculares disponíveis
A vida universitária é mais do que estudar. Por isso, times esportivos, clubes de leitura e aulas extras costumam ser oferecidas por faculdades. Encontrar alguma atividade que se encaixe com você pode ser o diferencial entre as instituições que mais lhe agradam.
5 – Pense em onde você vai morar
Considere que talvez você tenha que se mudar, ou passar mais tempo ou menos tempo no transporte dependendo da faculdade escolhida. Se o caso for de encontrar uma nova casa, confira preços de alojamentos próximos à faculdade – isso ajuda a reduzir os custos. Também pode ser uma boa ideia procurar alguém com quem dividir uma casa ou apartamento.
“O mercado de Direito tá saturado, existem muitos profissionais” – você certamente já ouviu essa frase, repetida pelo senso comum. Em busca de desmistifica-la, fomos atrás de quem entende do assunto – os especialistas não acreditam em um campo saturado, mas sim na limitação de muitos bacharéis.
“Não tem mais espaço para a advocacia amadora”, disse o criminalista Lucas Villa nessa entrevista que relembramos aqui. Perguntamos para 3 renomados profissionais do Direito as áreas promissoras na advocacia e as respostas foram muito otimistas. “O Direito está criando cada vez mais novos ramos em que se pode atuar”, disse Horácio Neiva, advogado e professor da Escola de Direito Aplicado do iCEV. Ele cita alguns campos que há alguns anos eram bem pequenos e que hoje despontam em ascensão.
Confira abaixo as áreas citadas pelos advogados Lucas Villa, Horácio Neiva e Chico Lucas:
Compliance
Com origem no verbo em inglês “to comply”, que significa agir de acordo com uma regra, trata-se de estar em conformidade com leis e regulamentos. “Os advogados são contratados pelas empresas para garantir a integridade das atividades delas”, explica o professor e advogado Horácio Neiva. O profissional atua para garantir a integridade das atividades da empresa.

Horácio Neiva, professor da Escola de Direito Aplicado
Startups
Startup é uma empresa jovem em um cenário de incertezas e soluções a serem desenvolvidas. Advogados são essenciais para enfrentar a burocracia envolvida em abrir um novo negócio e fazê-lo prosperar. Os profissionais que se especializarem nisso tem a missão de definir o regime tributário e elaborar contratos para criação, financiamento e venda de startups.
Agronegócio
Outro campo é o agronegócio, em que o bacharel pode atuar com regularização fundiária, análise de contratos de financiamento rural, safra etc. Área que envolve do trabalho agropecuário à comercialização. Aspectos como gestão familiar, relações de trabalho, terra como fator de produção e impacto ambiental abrem espaço para a atuação de advogados., que no geral, cuidam da regularização fundiária e da análise de contratos de financiamento rural e safra.
A dica dos especialistas é se antecipar às tendências. “Lá atrás, quando fiz a aposta em me dedicar ao direito penal econômico, as pessoas me diziam que era besteira”, comentou. “Hoje, principalmente depois de mensalão e o boom da lava-jato, o direito penal econômico se transformou na bola da vez”.

Lucas Villa em palestra no iCEV
O advogado aponta as áreas do direito tributário, empresarial, previdenciário e agrário como as mais promissoras no Piauí e reforça sobre a necessidade de ter persistência e especializar-se. “Não tem mais espaço para a advocacia amadora, para o advogado generalista”.
Direito digital
O desenvolvimento tecnológico levará a abertura de campos relacionados à infraestrutura e energia – o Piauí tem um potencial em energias renováveis, principalmente a solar e a eólica, que abrirão cada vez mais espaço. “Não são áreas propriamente novas, mas elas vão mudando e surgem novos produtos como PPP (Parceria Público e Privado), que acabam exigindo conhecimento profissional e novas formas de arranjos econômicos que precisam de um trato jurídico e que exigem conhecimento dos profissionais da área”, explica Chico Lucas.
Previdenciário
Segundo o presidente da OAB, o previdenciário continuará forte no Piauí porque o estado está passando por um processo de envelhecimento – o Piauí vai ser o primeiro estado do Brasil a ter um decréscimo populacional e a igualar o número de idosos e jovens. “Estamos passando por um processo de envelhecimento mais rápido que os outros estados. Isso vai reforçar a importância do previdenciário”, aposta Chico Lucas.
Faltam poucos dias para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018, marcadas para os dias 4 e 11 de novembro. Uma das etapas da avaliação consiste em escrever uma redação com base em um tema proposto, contemplando algumas competências linguísticas.
Algumas dicas podem ser valiosas e ajudar a ter sucesso na prova de redação, fazendo a diferença na pontuação final.
Dicas para fazer uma boa redação
1 – Método de ensino: case method
O método ativo de aprendizagem é um dos maiores diferenciais do iCEV – Instituto de Ensino Superior. A aposta no protagonismo do aluno inspira-se no case method, adotado pelas mais renomadas escolas de negócios do mundo, como a Harvard Business School, nos EUA. O modelo é também conhecido como “sala de aula invertida”: conteúdos e textos são disponibilizados na plataforma online do aluno antecipadamente.

2 – Diálogo entre as escolas
O iCEV é organizado em três eixos temáticos, comandados pelas nossas escolas: Escola de Direito Aplicado, Escola de Negócios e Gestão e Escola de Tecnologia Aplicada. As escolas dão amplitudes maior aos cursos e discussões – e, consequentemente, a formação dos alunos. Há cursos de curta duração e experiências práticas como o Laboratório de Práticas Empreendedoras, que conectam alunos de cursos distintos e em períodos diferentes do cursos para a troca de experiência e conhecimentos.
3 – Incentivo ao segundo idioma
Para formar o líder do futuro, os cursos da Escola de Negócios e Gestão do iCEV oferecem a disciplina English for Business & Technology – são aulas práticas de inglês com foco em conversação para negócios. Investir na fluência em uma segunda língua é passo importante para formar profissionais globais, capazes de comprar e vender produtos sem fronteiras.
4 – Aulas práticas
Já reparou que é botando a mão na massa que a gente aprende? O iCEV não subestima o potencial dos alunos – desde o primeiro período as disciplinas são práticas, com foco sempre no exercício dos estudantes e simulações de casos reais – como o curso de Jurisprudência do Direito Constitucional, com professor Pedro Felipe, No curso de Administração a experiência prática ainda é complementada pelos depoimentos reais de empresários de sucesso!

5 – Laboratório de práticas empreendedoras
Os encontros com a tecnologia e inovação são frequentes na Escola de Negócios e Gestão: são momentos de testar novas ideias, no Laboratório de Práticas Empreendedoras – o The Hub. A iniciativa é uma incubadora de startups, onde jovens empreendedores e desenvolvedores trocam experiências e discutem tomadas de decisões com supervisão dos mestres Victor Hugo e Thiago Rodrigo.
6 – Dois professores em sala de aula
O iCEV conta com a prática da tutoria: todas as disciplinas possuem um tutor, estudantes de cursos ou áreas afins que auxiliam os professores na preparação das aulas, correção de provas e atividades. A presença do tutor possibilita um acompanhamento mais individualizado no aprendizado de cada aluno – os tutores organizam revisões e ajudam a tirar dúvidas sobre os conteúdos – e, de quebra, serve como experiência para os jovens que pretendem seguir carreira na docência.

7 – Resultados
No curso de Direito, a preparação para a OAB e concursos começa desde o primeiro período – o aluno é colocado em contato com as disciplinas jurídicas e com a prática jurídica desde o primeiro período da graduação. Na Administração, o reforço vem com auxílio para o planejamento de carreira e formação de empreendedores. Mais do que excelentes alunos, o iCEV forma profissionais de sucesso que serão desejados pelo mercado!
Procure conhecer bem a si mesmo e aos cursos e carreira que pretende seguir. Com certeza você já ouviu muito isso, mas de fato esse encaminhamento é a melhor forma de escolher uma profissão. E buscar referências e informações com amigos, familiares, amigos dos seus pais e outras pessoas que já estão no mercado de trabalho ou na faculdade é a melhor maneira de conseguir esse conhecimento.
Além disso, Denise Retamal, diretora-executiva da RHIO’S Recursos Humanos e responsável pelo programa de orientação de carreiras “Jobs of the Future”, defende que o estudante, antes de escolher um curso, pense na carreira que deseja para a vida. “Hoje, mais importante do que a profissão é a carreira que você constrói. O mercado pede expertise, que á soma de conhecimentos multidisciplinares com experiências múltiplas – não necessariamente de trabalho, mas de vida”, diz ela.
Isso exige dois passos. Primeiro, é preciso olhar para dentro de si e analisar suas habilidades, gostos e personalidade. Depois, deve procurar as carreiras que possam combinar com você e buscar a maior quantidade possível de informações sobre elas. Veja palestras, congressos, pesquise sobre o mercado, converse com profissionais da área. Conhecer a universidade e tentar participar de atividades por lá, incluindo até algumas aulas, também pode ajudar você a se decidir.
O intuito, nessa etapa, não é decidir por uma profissão, como geólogo ou médico. É descobrir áreas e temas de interesse com os quais você gostaria de trabalhar a longo prazo – por exemplo, exploração mineral ou cirurgia infantil. “Há carreiras, como a nanotecnologia, que podem ser aplicadas em vários segmentos. Não adianta escolher um curso de graduação sem saber o que vai fazer com ele”, completa Denise.
Como fazer a escolha certa
1 – Analise-se: liste suas habilidades, gostos e personalidade.
2 – Busque informações de fora: procure as carreiras que permitirão aplicar e desenvolver suas habilidades e gostos e junte a maior quantidade possível de informações sobre elas
A ideia é que, se você já sabe aonde quer chegar na carreira, terá mais clareza para definir os passos e ferramentas necessários para isso – como os cursos de graduação e especialização que vai fazer, os idiomas que precisa aprender, estágios e a melhor instituição para estudar (dependendo do lugar, os cursos podem ter focos diferentes), por exemplo. “Com esse preparo, ao final do curso a sua inserção no mercado de trabalho já será mais natural”, afirma Denise.
Pergunte-se:
– Em que profissões poderei usar as habilidades que já tenho?
– Eu conheço bem o curso que pretendo fazer? Já dei uma olhada na grade para ver que matérias vou estudar?
– Em que locais, empresas e cargos poderei aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade?
Em relação à profissão escolhida, reflita e escreva em um papel as respostas às seguintes questões:
Sobre a profissão que você pensa em fazer:
– Que atividades terei de fazer nessa profissão e vou gostar?
– Que atividades terei de fazer e não vou gostar?
– Que atividades não farei, mas gostaria de fazer?
– Que atividades não farei e não gostaria de fazer?
Depois de fazer isso, é preciso considerar se as vantagens e desvantagens vão compensar. Você vai se sentir realizado se não puder usar algumas de suas habilidades? E se tiver de fazer coisas que não gostaria? Se não consegue ver sangue, por exemplo, e ainda assim quer fazer Medicina, vale se perguntar por que você quer tanto essa carreira e se o saldo será positivo no fim do processo.
Fonte: Guia do Estudante
1) Quando eles se uniram para formar a Atlética.

2) Quando estiveram presentes na Feira das Profissões do CEV Colégio falando sobre seus cursos.

3) Quando fizeram uma visita solidária à Casa Presente de Deus, levando donativos arrecadados pelos alunos do 10º período de Direito.
4) Quando a Júlia decidiu criar um Instagram para compartilhar seus resumos e esquemas de estudo.

5) Quando participaram do Findinexa Brasil, o maior evento de empreendedorismo da América Latina

6) Quando a Polianna, ainda no 1º período de Direito, passou na 1ª etapa do concurso da Policia Civil
7) Quando os alunos de Administração desenvolveram o projeto “Máquina de Startup”, para estudantes do Ensino Médio.

8) Quando criaram uma campanha de arrecadação de donativos para vítimas de enchente no Piauí #iCEVemação
1 – Um chromebook por aluno
Cada aluno iCEV recebe um chromebook para uso pessoal e exclusivo. Chromebook são computadores que executam o Chrome OS, sistema operacional do Google.

A experiência iCEV alia ensino e tecnologia – o equipamento é usado para consulta de bibliografia online, textos e realização de quiz, através da plataforma iCEV.
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2 – Dois professores por disciplina
O iCEV conta com a prática da tutoria: todas as disciplinas possuem um tutor, estudantes de cursos ou áreas afins que auxiliam os professores na preparação das aulas, correção de provas e atividades. A presença do tutor possibilita um acompanhamento mais individualizado no aprendizado de cada aluno – os tutores organizam revisões e ajudam a tirar dúvidas sobre os conteúdos – e, de quebra, serve como experiência para os jovens que pretendem seguir carreira na docência.

Tutores iCEV
3 – Constitucional, Civil e Penal já no 1º período
Logo no primeiro período o aluno do curso de Direito, o estudante entra em contato com disciplinas de Direito Penal, Direito Constitucional e Direito Civil – consideradas as três grandes áreas do direito. A ideia é não subestimar a capacidade dos estudantes, fincada ainda na crença de que o conhecimento é em teia, não em escala – e quanto mais cedo o aluno inserir-se nos grandes debates jurídicos, aplicando o conhecimento em casos reais, melhor para o aprendizado.
4 – Dupla graduação em Negócios

A Escola de Negócios e Gestão conta com dois cursos de graduação: Administração e Ciências Contábeis, e está preparada para formar o gestor completo. A grande novidade é que os dois cursos possuem uma grade em comum nos cinco primeiros períodos – após esse ciclo básico, o aluno pode decidir em que área deseja concluir sua graduação e só então seguir para os períodos de disciplinas específicas. Essa sistemática oferece a possibilidade de uma dupla formação: estendendo um pouco a primeira graduação, o estudante pode sair do iCEV com dupla certificação!
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5 – Oficinas e cursos de extensão para ir além
Além das disciplinas comuns a cada curso oferecido, o iCEV não para de investir em cursos de extensão que complementam uma formação 360º. Em 2018 isso ficou marcado por iniciativas como o curso Jurisprudência do Direito Constitucional, comandado pelo juiz Pedro Felipe e o curso de argumentação e literatura “Expedições pelo mundo da cultura”, com Danny Barradas.

Curso Pedro Felipe
As mídias sociais, os influenciadores e as portas abertas para o mundo, fazem com que muitos clientes estejam muito mais críticos e antenados não só ao produto que desejam consumir, mas a tudo o que está relacionado a ele: o que o constrói, o que dá luz, brilho e rótulo a história. Sua visão o leva a patamares muito mais analíticos, mesmo sem perceber, mesmo sem ele se atentar a isso.
Muitos clientes não aceitam mais o simples produto do catálogo, o oferecido cotidianamente. Ele quer e consumirá o produto que lhe parecer superior, que comprovar excelência e personalidade, que se apresentar alinhado aos seus princípios. Aceitará a mesma “receita” de anos, mas só se nesta mesma receita ele sinta que o mesmo produto não tenha só “corpo”, tenha alma, essência e missão.
Hoje, a escolha do cliente evoluiu dos critérios básicos, conhecidos, às novas percepções. A excelência no atendimento, a apresentação impecável do produto, um bom cardápio, a agilidade, os valores justos, uma gestão inovadora e criativa, fazem parte do capítulo nomeado como imprescindível. Um novo cenário se constrói, começando por respostas básicas sobre os diferenciais que dão vida e sentido ao negócio por de traz de um rótulo.
Qual a postura da marca frente a comunidade? Quanto a marca e, consequentemente, o dono desta marca pratica o bem, não só aos seus, mas ao seu entorno, a sua equipe, à natureza, ao meio ambiente? Quanto sustentável a marca se tornou? Quem fala bem desta marca, deste negócio ou produto? Quanto a marca e o dono da marca se apresentam politicamente corretos? Quanto respeitosa ele se apresenta a diversidade, a inclusão, e de que modo se mostra partidária a essa bandeira? Quanto a marca, o produto remete a memórias afetivas, a palavras e cenas de encanto? Quanto adquiri-la se traduz em um melhor estilo de vida? E claro, mais umas dezenas de perguntas, que em milésimo de segundos se transformam em um filminho na mente, e promovem a grande resposta: de quem comprar?
Assim, compramos o sorriso, a paixão, a emoção. Compramos memórias afetivas, respeito, alianças, crença e missão. Compramos tudo de bom que toca o nosso coração em um segundo quando a vontade de comprar surge em nossa mente, seja o que for, do mais complexo ao mais simples, do mais caro ao baratinho. Compramos produtos? Ao meu ver, creio que tudo, menos produtos. Compramos o que nos encanta de verdade, muito além de um rótulo ou um nome. Compramos experiências, o que nos faz sentir melhor e mais feliz!
Então vamos lá filosofar, sentir que por trás da mecânica do ato existe muito mais alma e emoção do que possa se imaginar!
#JuntasSomosMaisFortes, criativas e imbatíveis!
*Por Valéria Vicenti, embaixadora da RME na China.
Fonte: Startupi
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