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23 mar
Desconforto emocional em períodos de isolamento

Períodos de isolamento social podem ser difíceis de lidar, não é? O mal estar psicológico pode acontecer, fragilizando nossa capacidade de adaptação e reação ao estresse do confinamento, isso produz respostas fisiológicas e emocionais que podem impactar nosso sistema imunológico e o equilíbrio mental.

Existem formas de minimizar os efeitos dessa nova rotina (ou falta dela) causados pela pandemia. Veja como:

Evite excesso de informações desnecessárias

Procure assistir noticiários apenas uma vez ao dia. Não caia na armadilha da hiperinformação e no excesso angustiante de informações falsas ou exageradas.
Essas ações podem te levar a um estado mental de constante alerta, prejudicando o relaxamento e capacidade de discernimento. Lembre-se: Você tem condições de filtrar conteúdos e impor limites quanto a sua exposição a informações que alterem seu estado de humor.

Evite pensamentos vitimistas

Estar isolado não é uma punição e sim uma preservação e contribuição para o bem comum! Permanecer em casa por alguns dias é necessário, mas não é uma condição definitiva. Em breve, tudo voltará ao normal.
Lembre-se: Você tem condições de ressignificar o momento atual e dar a sua contribuição.

Evite a percepção de abandono

A solidão pode produzir tristeza em excesso, então aproveite esse tempo para transformar a solidão em solitude, a oportunidade de reflexão e a subjetivação pessoal.
Utilize a tecnologia e internet para estar conectado com as pessoas que ama. Manda uma mensagem, faz videochamada e liga para saber se está tudo bem.
Lembre-se: Você tem condições de se fazer presente, mesmo que não fisicamente.

Evite o pessimismo

O pessimismo impede a percepção de novos cenários. Quando estamos amargurados, nosso mundo interior fica embrutecido e nossas reações e comportamentos podem ser destrutivos, ferindo aqueles que estão à nossa volta e nos impedindo de enxergar soluções.
Lembre-se: Você tem condições de pensar diferente a fim de aliviar as dores produzidas pelo momento atual. Permita-se.

Evite não fazer nada

Se o ócio não for criativo, pode conduzir a um estado de letargia existencial, ou seja, quase uma inconsciência do existir. Encontre nas atividades manuais e nas atividades físicas que possam ser executadas em casa um meio para aliviar desconfortos e para preencher o tempo.

Evite uma agenda sem compromissos

Organize seu tempo, incluindo períodos voltados a sua atividade profissional. Respeite intervalos como o almoço, pausas para o café e término de expediente. Não abra mão do tempo livre! Leia, interaja com outras pessoas e descanse! Lembre-se: Gerencie sua agenda, considerando o momento atual sem perder de vista seus propósitos mais elevados.

Evite o individualismo

Possivelmente dividimos nosso espaço de confinamento com outras pessoas no núcleo familiar. Sua individualidade é importante, mas dimensão coletiva não pode ser ignorada. É importante que todos tomem consciência das dificuldades atuais, exercitando empatia, firmando acordos e regras de convívio, e buscando um elevado espírito de colaboração e apoio mútuo, a fim de tornar a vida agradável durante esse período.

Evite enxergar uma única perspectiva

Crianças, idosos e portadores de deficiências, pacientes com baixa imunidade e doenças crônicas devem ser ouvidos e priorizados, pois têm perspectivas e necessidades peculiares.
Conversar, escutar, compreender e estabelecer rotina solidária inclusiva é importante para que as limitações impostas pela pandemia possam ser assimiladas e seguidas. Adapte as restrições diminuindo a sensação de perda e impedimento.

Lembre-se: Você tem condições de explicitar os motivos das limitações e alterações de rotina, minimizando sentimentos negativos em relação ao novo contexto.

Fonte: Marcos Wagner (psicanalista) e Karoline Paiva (psicóloga)

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