“Não tem mais espaço para a advocacia amadora”: Lucas Villa palestra para alunos de Direito

Com 13 anos de carreira, o advogado criminalista falou sobre as virtudes e desafios dessa profissão

27 de setembro de 2018

Quais são as dores e as delícias de ser advogado? Esse foi o tema central da palestra do professor e criminalista Lucas Villa na noite de ontem, 26, na Escola de Direito Aplicado do iCEV. O professor e doutorando em Direito falou para os alunos do segundo período sobre os desafios de uma carreira empreendedora na área jurídica.

Lucas Villa foi convidado pelo professor Gabriel Furtado, com o intuito de trazer a experiência prática e histórias de sucesso para os alunos. “Esse tipo de palestra é importante para que os estudantes possam entender com mais precisão o que é que os advogados fazem e quais são as características que alguém precisa ter se quiser seguir o caminho da advocacia”, apontou Villa, que contou alguns dos desafios do seu começo e das apostas profissionais que fez.

“Desde muito cedo eu soube que queria ser advogado”, disse o especialista em Ciências Criminais e mestre em Filosofia, que advoga há 13 anos. “O advogado é na verdade um administrador de problemas alheios – a gente vive para administrar o problema daquelas pessoas que depositam confiança em nós”, afirmou apontando o seu desafio rotineiro de gerenciar crises. “Isso deixa em nossas mãos uma responsabilidade muito grande, de falar em nome daquelas pessoas que não têm voz diante do sistema de justiça”.

O advogado, cuja bagagem armazena a resolução de casos marcantes, contou para os alunos as principais características para ser um profissional de sucesso. “Existem algumas virtudes cardeais, como eu gosto de chamar, que são a ética, a técnica, a coragem e a paciência”. Lucas falou do seu começo e da necessidade de ser perseverante.

Antídoto contra o tédio

“A advocacia é tudo, menos entediante”, disse Lucas Villa arrancando risos da plateia. “Para quem não gosta de tédio, é o melhor caminho a seguir porque a gente tem adrenalina todo dia nessa profissão”.

Tentando fazer um paralelo entre a iniciativa privada e o serviço público, Villa citou a necessidade de aventurar-se no empreendedorismo. “Um escritório de advocacia é uma empresa, que precisa ser gerida com planejamento estratégico e com noções de marketing jurídico”, defendeu. “Você precisa saber que o que o advogado constrói de mais importante é o seu nome, e o seu nome é como se fosse uma marca”.

Lucas Villa deu como exemplo a sua escolha pessoal de trabalhar com o direito penal econômico. “Lá atrás, quando fiz essa aposta, as pessoas me diziam que era besteira, que no Piauí gente rica não ia presa, etc”, comentou. “Hoje, principalmente depois de mensalão e o boom da lava-jato, o direito penal econômico se transformou na bola da vez”, disse o advogado que ocupa quase sozinho esse nicho de mercado, concorrendo com escritórios de São Paulo e Brasília.

O advogado apontou as áreas do direito tributário, empresarial, previdenciário e agrário como as mais promissoras no Piauí e reforçou sobre a necessidade de ter persistência e, é claro, especializar-se. “Não tem mais espaço para a advocacia amadora, para o advogado generalista”.

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