“A mulher pode ser o que ela quiser”: mulheres do iCEV falam sobre a profissão

No Dia Internacional da Mulher, convidamos algumas mulheres para falar sobre profissão, igualdade e mercado de trabalho

8 de Março de 2018

Em 2018, o Dia Internacional da Mulher marca 107 anos da tragédia que motivou a criação da data: mais de 100 mulheres morreram no incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York, em março de 1911. Mais de um século nos separam do episódio – tempo onde inúmeras barreiras foram quebradas para diminuir a desigualdade entre homens e mulheres.

O preconceito contra as mulheres cria uma barreira sutil e invisível no mercado de trabalho. Elas ainda enfrentam desigualdade de renda – recebem cerca de ¾ dos homens.  Segundo dados do IBGE de 2016, as mulheres, efetivamente, dedicam 73% a mais de horas semanais que os homens aos afazeres domésticos e aos cuidados de pessoas, por exemplo.

No iCEV – Instituto de Ensino Superior, a força de trabalho feminina vem ocupando cada vez mais espaço: elas estão em cargos como financeiro, administrativo, marketing e eventos e também na sala de aula. Ouvimos algumas das mulheres iCEV cujas experiências profissionais indicam que estamos mais perto do que longe de um futuro onde homens e mulheres gozem dos mesmos direitos.

Rayana Almeida – coordenadora de marketing iCEV

“Ser coordenadora de marketing é antes de tudo uma grande realização pessoal. Depois de anos atuando em outra área – fui advogada – me descobri apaixonada pelo marketing durante o curso de MBA da PUC-Rio. A partir daí eu dediquei toda a minha energia profissional para trilhar esse caminho. A parte mais legal disso tudo, além de trabalhar com o que eu amo, é estar na área de marketing educacional. Acredito que só com a educação o mundo vai melhorar, as pessoas vão se tornar mais tolerantes. A educação é a maior ferramenta de mudança de vida que uma pessoa pode ter. E quando percebo que ajudei alguém a entender isso, penso que estou plantando uma semente de uma comunidade melhor. Nos últimos meses, trabalhar com o que amo ganhou outro significado. Estou esperando minha primeira filha e sinto que minha responsabilidade aumenta, pois ela vai se espelhar em mim. Espero que ela enxergue que a mãe dela trabalha porque gosta e gosta do que faz e que ela busque isso pra si. Vou ensinar pra ela desde cedo: estude, seja leal e honesta, trabalhe duro e dê sempre o seu melhor”.

Mirelle Santos – advogada, professora da Escola de Direito Aplicado do iCEV

“Sobre ser mulher e profissional: às vezes aparecem alguns desafios e precisamos nos impor e mostrar nossa competência de forma incisiva. Passada essa fase, o respeito vem de forma bastante sólida e o mercado fica aberto ao nosso trabalho. Ser mulher já é bastante desafiador. Alguns papéis são insubstituíveis, como o amamentar. Então, todo o apoio que a mulher puder ter é de fundamental importância para que ela consiga – caso queira – seguir a vida profissionalmente. Digo “caso queira” porque hoje a mulher é muito cobrada pra ser melhor em tudo e administrar todos os aspectos da vida e ainda ser uma profissional de sucesso – e por sucesso entende-se dinheiro. Acontece que algumas querem viver de forma mais low profile e isso não tem problema algum. A mulher pode ser o que ela quiser: de advogada estrelada a dona de casa – e todas as funções são igualmente belas e importantes”

Luana Sena – jornalista, professora da Escola de Negócios e Gestão do iCEV

“Ser feminista é algo intrínseco na minha vida, porque tem a ver com a minha condição de ser. Homens não são indagados sobre planos de ser pai numa entrevista de emprego, por exemplo. Ou precisam avaliar situações profissionais sob a ótica de correr ou não um risco de assédio. Tenho consciência das minhas limitações como profissional, mas sonho com o dia em que elas jamais sejam atreladas a questões de gênero. Assim como procuro brechas para questionar, trazer problematizações que antes eram impensáveis e o momento que vivemos hoje nos permite. Minha família é de mulheres fortes, trabalho com outras mulheres maravilhosas, e acho que talvez toda a lógica do trabalho tenha que ser reconfigurada para atender as mulheres que nos tornamos. Ser mulher é isso, pequenas lutas e vitórias diárias que nos fazem cada vez mais fortes”.

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