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A educação como ferramenta para a construção de uma sociedade que respeita as mulheres

No Dia Internacional da Mulher, o desafio é transformar a celebração em um processo educativo contínuo que combata o machismo e promova a segurança feminina.

9 de Março de 2026

O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é frequentemente marcado por homenagens e reconhecimento. No entanto, a data nasce de uma luta política e laboral profunda. Para especialistas, a verdadeira homenagem à mulher brasileira não está no presente, mas na educação da sociedade para o respeito cotidiano. Educar para o gênero significa rever privilégios, ajustar comportamentos e garantir que o espaço público e privado seja seguro para todas.

Desconstruindo o machismo

O Brasil ainda ocupa posições alarmantes em rankings de violência. Dados do estudo “Elas Vivem: a urgência da vida”, da Rede Observatórios da Segurança, que monitorou nove estados brasileiros ao longo do ano, revelam que a cada 24 horas em 2025, aproximadamente 12 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência. A educação sobre a data precisa focar na desconstrução do comportamento machista que alimenta esse ciclo.

Educar a sociedade envolve entender que o respeito não deve ser condicionado ao comportamento da mulher, mas às atitudes e comportamentos dos agressores. Pesquisas mostram que uma parcela considerável da população ainda atribui parte da culpa da violência à vítima, o que reforça a necessidade urgente de letramento social sobre consentimento e igualdade.

O papel dos homens na educação para o respeito às mulheres

Um dos caminhos mais eficazes para o respeito às mulheres é a educação direcionada aos homens. Essa mudança exige que os homens deixem a posição de espectadores e assumam a responsabilidade por suas atitudes e pelos ambientes que frequentam. Não se trata de “colaborar”, mas de reconhecer que a construção de um espaço seguro e justo é um dever de todos. Isso envolve enfrentar o machismo onde ele se manifesta com mais força: nos círculos de convivência masculina.

Escuta ativa: validar as experiências e denúncias das mulheres sem interrupções ou tentativas de justificar comportamentos agressivos. Acreditar na palavra da mulher é o primeiro passo para o respeito.

Intervenção direta: não ser conivente com piadas, comentários ou atitudes sexistas. Romper o silêncio em grupos de amigos, no trabalho ou na família quando uma mulher é desrespeitada é fundamental para desidratar o machismo estrutural.

Reeducação constante: buscar informações sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade e no mercado de trabalho, reconhecendo privilégios e corrigindo comportamentos que impedem o crescimento e a segurança feminina.

A educação sobre o 8 de março deve ser direcionada para todos, sobretudo, para homens e deve começar em casa e na escola, desde a infância.

Dia das mulheres: um compromisso de todos

Entendendo o papel da educação para a construção de uma sociedade que respeita as mulheres, o iCEV promove a campanha “Dia das Mulheres: um compromisso de todos – Educação, respeito e mudança de atitude”, com ações que buscam ir além das homenagens para educar toda a comunidade acadêmica. Alunos, corpo docente e colaboradores, principalmente os homens, serão convidados a refletir sobre o seu papel e compromisso na construção de uma sociedade segura para mulheres.

A programação da campanha conta com palestras em sala de aula, para garantir que a mensagem chegue para todos e roda de conversa, além de comunicação visual no prédio com provocações para fazer refletir sobre como chegamos ao cenário de uma sociedade insegura para mulheres e qual será o nosso compromisso e mudança de atitude para reverter esse cenário.

Protagonismo feminino no iCEV

No iCEV, as mulheres são protagonistas em todas as frentes.  A instituição é sustentada pela competência de alunas, professoras, líderes, pesquisadoras e colaboradoras que personificam a excelência acadêmica e administrativa, abrem caminhos e inspiram toda a nossa comunidade.

Esse protagonismo é visível em conquistas individuais e coletivas, como o exemplo da aluna de Eng. de Software, Beatriz Barreto, única nordestina a apresentar um artigo em um dos maiores eventos de tecnologia do país. Além disso, a presença feminina nas turmas de Engenharia de Software só cresce, e foi justamente desse movimento que as próprias alunas criaram a Binatti, uma comunidade focada em tecnologia e apoio mútuo.

Juntas, essas mulheres não apenas integram o iCEV, mas definem a identidade e o sucesso de tudo o que a instituição representa, provando que o respeito e a valorização são os pilares para uma educação que transforma.

8 de março todo dia

A educação sobre a data ensina que o respeito deve ser uma prática de 365 dias. Quando a sociedade compreende a história de luta por trás do Dia Internacional da Mulher, a data deixa de ser apenas uma saudação e passa a ser um compromisso com a empatia e com mudanças reais, para que ser mulher não seja mais um fator de risco.

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