
O mês de abril é um convite à reflexão e, sobretudo, à responsabilidade coletiva. A campanha “Abril Azul”, que busca conscientizar a sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reforça que a inclusão não deve ser pontual ou simbólica, ela precisa ser cotidiana, prática e contínua. Mais do que “conscientizar”, é necessário transformar atitudes, práticas institucionais e formas de convivência.
No iCEV, o Núcleo SABE é responsável por garantir que o ambiente de trabalho e de ensino aconteça de forma segura e inclusiva. Para os estudantes e colaboradores com TEA, o SABE atua de forma integrada, considerando sua totalidade, não apenas no aspecto acadêmico e profissional, mas também emocional e social. O suporte envolve acolhimento individualizado, escuta qualificada e construção de estratégias que favoreçam a permanência e o desenvolvimento desse aluno ou colaborador na instituição.
As estratégias do núcleo para tornar os ambientes de aprendizagem ou de trabalho mais inclusivos e acolhedores para pessoas com TEA incluem: organização e previsibilidade nas rotinas e atividades; comunicação clara e objetiva; adaptações de estratégias de ensino quando necessário; redução de estímulos excessivos em ambientes de aprendizagem; abertura para diálogo e escuta ativa do estudante; e respeito ao tempo de processamento e participação.
Mais do que técnicas isoladas, as estratégias promovem a inclusão que reconhece que não é o estudante que precisa se adaptar sozinho ao ambiente, mas o ambiente que deve se tornar mais acessível à diversidade do TEA.
Acessibilidade e acolhimento
A acessibilidade para pessoas com TEA vai muito além de adaptações físicas, ela envolve, principalmente, acessibilidade comunicacional, pedagógica e relacional. O papel do Núcleo é ajudar a transformar o ambiente institucional em um espaço mais seguro e acolhedor.
Para a psicóloga do Núcleo SABE, Yamila Sousa, a atuação do setor foca na orientação prática e na mudança de perspectiva sobre o comportamento do estudante.
“O SABE atua promovendo orientação à comunidade acadêmica sobre práticas mais acessíveis, como a clareza nas instruções, previsibilidade de atividades, organização dos ambientes e respeito às diferenças sensoriais. Também trabalhamos na sensibilização de professores e equipes para compreender que comportamentos muitas vezes vistos como “dificuldade” são, na verdade, formas diferentes de interação com o mundo”, ressalta a Psicóloga.

Yamila Sousa – Psicóloga do Núcleo SABE
Como se tornar um aliado
Para quem deseja se tornar um aliado da inclusão, o primeiro passo é a disposição genuína para compreender antes de julgar. Isso envolve buscar informação de fontes confiáveis e não entender a pessoa com TEA como inferior ou incapaz.
“Ser aliado é, acima de tudo, assumir uma postura ética de respeito às diferenças, não como exceção, mas como parte natural da convivência. A principal mensagem que buscamos transmitir é: inclusão não é uma adaptação para tornar mais fácil, mas sim para tornar possível. Quando tornamos o espaço mais acessível para pessoas com TEA, ampliamos possibilidades para toda a comunidade.” conclui Yamila.
O aluno ou colaborador que precisar de atendimento do Núcleo SABE pode procurar o setor de forma espontânea em sua sede, ao lado do NPJ, ou realizar o agendamento padrão via fluxo do CAA.
Avenida Presidente Kennedy, 1100 - São Cristovão - 64052-335 - Teresina-PI
Telefone: (86) 9807-1976 - E-mail: contato.icev@somosicev.com
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