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29 ago
Pessoas criativas enxergam (literalmente) o mundo de uma forma diferente

Pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, identificaram como pessoas criativas enxergam (literalmente) o mundo de forma diferente. Segundo eles, a criatividade está associada à supressão de um fenômeno conhecido como rivalidade binocular e à habilidade de manter-se alerta aos arredores mesmo quando o olhar está focado em algum ponto específico.

O estudo, publicado no periódico Journal of Research in Personality, partiu da ideia de que pessoas criativas conseguem ver o mundo além das aparências, identificando novas possibilidades em todos os lugares e situações. Os psicólogos Luke Smillie, Anna Antinori e Olivia Carter resolveram verificar como isso poderia afetar um fenômeno cognitivo conhecido como rivalidade binocular.

Quando somos colocados para ver uma imagem diferente em cada olho de forma simultânea — como por exemplo, listras vermelhas no olho esquerdo e listras verdes no direito — geralmente nosso cérebro foca em uma das gravuras por vez. Ou seja, primeiro enxergamos o padrão vermelho, depois o verde. Essa percepção sensorial é conhecida como rivalidade binocular.

Em dado momento, porém, as pessoas tendem a enxergar a imagem sobreposta, quando ocorre uma “supressão da rivalidade”. No exemplo dado acima, ela enxergaria um xadrez vermelho e verde, em vez de cada padronagem em separado. Os indivíduos mais criativos conseguem observar esse efeito por um período maior do que o restante.

Outro fenômeno que serviu como referência para os pesquisadores é o da cegueira não intencional. Ele foi observado em um estudo de 1999, a partir de um simples experimento. Os participantes eram solicitados a assistir a uma cena de pessoas jogando basquete e a contarem quantas vezes o time vestido de branco passava a bola entre si.

Se você não enxergou o gorila passando pela cena, você está entre os 50% dos 192 participantes que também não foram capazes de vê-lo. Em uma análise mais recente do estudo, pesquisadores notaram que a capacidade de enxergar a anomalia na cena está associada à criatividade. Ou seja, pessoas criativas veêm literalmente aquilo que outras pessoas não conseguem.

Os autores do artigo alertam, porém, que a criatividade é uma habilidade que pode ser treinada e desenvolvida. Eles explicam como, por exemplo, um estudo já provou como ir estudar no exterior aumenta a habilidade criativa.

Além disso, pesquisas já mostraram que quanto mais criativo um indivíduo é, maior a probabilidade dele desenvolver doenças mentais. A principal conclusão, porém, é de que não há apenas uma maneira de enxergar e entender o mundo. Ainda bem.

Fonte: Revista Galileu

29 ago
6 rituais matinais para manter-se produtivo o dia todo

Seja por ser dono do próprio negócio ou por concentrar o foco no desenvolvimento da carreira, é fácil trabalhar dia e noite e acabar encontrando-se em um estado de constante exaustão. Nesta situação, torna-se difícil levantar da cama de manhã, e apertar o modo “soneca” repetidamente antes de sair correndo pela porta para começar um dia de 12 horas parece quase inevitável. No entanto, alguns ajustes na rotina permitem sair da cama pontualmente e ainda sentir-se energizado e produtivo.

O poder de começar cedo não é novidade: Tim Ferriss, Oprah e Tim Cook, por exemplo, iniciam seus dias antes do amanhecer. Alguns rituais matinais permitem aproveitar ao máximo essas importantes horas antes de começar, efetivamente, a trabalhar.

Programe seu despertador com precisão

Há algo psicológico em ter uma hora exata para acordar – é como se dissesse ao seu cérebro para prestar atenção. Não faça concessões: programe o alarme todos os dias para a mesma hora e uma rotina específica será enraizada em sua mente, forçando-o para fora da cama a tempo.

Anote uma intenção diária

Estabeleça sua intenção para o dia. Anotar os seus objetivos faz com que seja significativamente mais provável que você os alcance, e o que é registrado é cumprido. Sem isso, pode ser difícil manter o foco. Use uma agenda ou o bloco de notas do celular e registre um objetivo (só um!) para alcançar nas próximas 24 horas. Essas intenções devem ser sempre simples e realistas.

Dedique uma hora a você

Esta é, sem dúvida, a parte mais importante do ritual matinal. Encontre uma hora antes do trabalho para dedicar a você. Utilize-a para aperfeiçoar um idioma, fazer um pouco de exercício físico ou ler. A única coisa que você nunca pode fazer durante esse tempo é checar seu email. Abrir a caixa de entrada tão cedo permite que outras pessoas ditem as suas prioridades, tornando-o reativo em vez de proativo.

Descubra como alimentar-se adequadamente

Muita coisa pode acontecer entre 9h e 17h para estragar uma dieta saudável. Porém, escolher conscientemente a primeira refeição do dia (quando a força de vontade está em seu pico) torna mais fácil manter bons hábitos. Uma rotina saudável proporciona uma mente saudável e focada, e você não pode ser um líder confiante e enérgico se você não estiver abastecendo seu corpo da maneira certa.

Use o tempo de seu percurso eficientemente

Até mesmo um percurso de 20 minutos pode ser utilizado para trabalhar. Com a tecnologia de bluetooth dos carros, é possível programar entrevistas e conferências telefônicas para quando estiver dirigindo e disponível, e então ser produtivo em sua rota. Checar algumas coisas enquanto está em trânsito significa economizar um pouco do tempo no escritório. Também resulta em mais pensamento criativo, porque se está em movimento e em uma situação diferente.

Tenha uma boa noite de sono

O verdadeiro segredo para uma manhã produtiva, no entanto, é a noite anterior. Uma ideia para dormir com a mente tranquila é, antes de ir para a cama, listar 10 coisas pelas quais se é grato. Especialmente quando tiver tido um dia ruim ou alguma coisa der errado, é um lembrete poderoso do progresso que foi feito com a família, a saúde e os negócios. Terminar o dia com lembranças positivas significa que, quando o despertador tocar, você estará pronto para começar uma nova etapa com o pé direito.

Tenha uma boa noite de sono

O verdadeiro segredo para uma manhã produtiva, no entanto, é a noite anterior. Uma ideia para dormir com a mente tranquila é, antes de ir para a cama, listar 10 coisas pelas quais se é grato. Especialmente quando tiver tido um dia ruim ou alguma coisa der errado, é um lembrete poderoso do progresso que foi feito com a família, a saúde e os negócios. Terminar o dia com lembranças positivas significa que, quando o despertador tocar, você estará pronto para começar uma nova etapa com o pé direito.

Fontes: Forbes Brasil

29 ago
5 métodos para você cumprir sua lista de tarefas diariamente

Criar listas de tarefas diariamente é um método de organização que muitas pessoas utilizam. Porém, ao fim do dia, se metade do que foi proposto você não conseguiu realizar, o resultado pode ser um grande sentimento de frustração. Foi pensando nisso, que o site Fast Company compartilhou algumas dicas que vai ajudar a fazer listas mais inteligentes e possíveis de serem cumpridas, confira abaixo.

  1. Limite 6 coisas por dia

Este método é chamado de “Ivy Lee”, criado no século passado, a ideia é limitar a quantidade de tarefas diárias a um número. Isso fará com que você tenha que pensar sobre o que é realmente importante, deixando de lado quaisquer decisões menos urgentes ou que requerem menos atenção naquele dia.

  1. Divida por seções

Algumas tarefas são fáceis de fazer uma após a outra, enquanto há aquelas que exigem uma mudança completa de foco. Se, por exemplo, você parar para fazer um telefona quando está concentrada em um projeto, o tempo que perderá para retornar ao trabalho anterior será muito maior. Isso tem a ver com o funcionamento do nosso cérebro, por isso tente listar tarefas similares em uma ordem lógica.

  1. Separe tempo para realizar tarefas

Quem tem mais liberdade em seus horários (é o caso de quem trabalha em casa) pode tentar um método onde as tarefas são divididas por blocos de tempo. Essa ideia é muito recomendada, por exemplo, para estudantes que vão prestar vestibular e precisam estudar muitas coisas diferentes em um dia.

Assim, é preciso planejar para que em intervalos de tempo específicos você cumpra determinada tarefa. A ideia é ter hora para começar e terminar cada uma. Além, é claro de um intervalo para respiro e pequena distração -, que também é importante. Mas é preciso bastante disciplina e ordem.

  1. Mais uma vez, saiba o que é importante

Correndo o risco de ser repetitivo, mas é importante frisar: saiba quais são as coisas mais urgentes a serem realizadas. Assim, se você é o tipo de pessoa que precisa anotar tudo o que precisa fazer (independentemente da importância ou urgência), ao menos, não ficará frustado pois poderá priorizar e fazer o que é necessário naquele momento.

O treinador de negócios e autor Brian Tracy ensina a classificar cada item com A, B, C, D e E, inserindo as consequências de não realizar cada uma. Nas tarefas “A” entram aquelas imprescindíveis, ou seja, se não forem realizadas haverá “sérias consequências”. As tarefas “B” e “C” são itens que devemos fazer, mas se não fizermos a consequência será menor ou talvez nem haverá consequência alguma. Por fim, as “D” são tarefas que podemos delegar e “E” são tarefas que não são necessárias e, portanto, podem ser eliminadas da lista.

  1. Inclua itens que você sente vontade de fazer

Nem tudo são flores, é verdade. E há muitas tarefas chatas, mas que precisam ser feitas. Ainda assim, lembre-se de anotar coisas que também te dão prazer. Você ficará mais motivado se dentre as tarefas houver coisas que te empolgam verdadeiramente. “Se você se confrontar a cada dia com lembretes de apenas as partes menos agradáveis do seu trabalho, provavelmente acabará com sua motivação para ir trabalhar”, afirmou o psicólogo Art Markman ao site Fast Company. Ou seja, um café ou almoço com amigos, aprender novas habilidades e cursos, ou qualquer outra coisa que te dê prazer, deve entrar na lista sempre que possível.

Fonte: CicloVivo

29 ago
5 “truques” para desenvolver sua inteligência emocional

A inteligência emocional, caracterizada pela aptidão em identificar emoções em si mesmo e nos outros e saber como reagir em situações adversas, é uma habilidade muito importante para empreendedores.

Sem ela, é mais difícil reagir adequadamente a uma crise e pode acontecer de um funcionário, cliente ou fornecedor se magoar com algo que foi dito em um momento de estresse.

A “Inc”, por meio de uma analogia com um equipamento de som, em que cada comando do aparelho diz respeito a uma dica, listou “truques” para aprimorar sua inteligência emocional. Confira:

  1. Pause
    Esta dica é clássica, mas eficaz. Pense antes de falar ou agir. Aperte o botão “pause” da sua mente e respire fundo antes de fazer alguma coisa. Naturalmente, essa pausa não é tão simples. No entanto, com prática, a tendência é que o autocontrole aumente.
  2. Ajuste o volume
    Em uma discussão em casa ou no trabalho, é bastante comum que uma das partes eleve o tom e seja ofensivo. Antes que isso aconteça, acalme os ânimos. Fale em um tom mais baixo e torne a conversa um papo mais tranquilo novamente.
  3. Sintonize a frequência certa
    Às vezes, conversamos com pessoas que não estão realmente prestando atenção no que falamos. Mas vale dizer que é bem possível que você já tenha feito a mesma coisa com alguém. Esse tipo de comportamento não é dos mais louváveis.
  4. Fique mudo
    Mais uma vez, vale ressaltar a importância de pensar antes de agir. Ou melhor, antes de falar. É provável que, em determinadas situações, seja melhor ficar calado. Respire fundo e avalie se realmente vale a pena interceder em uma conversa ou discussão.
  5. Avance a fita mentalmente
    Em situações de estresse, tomar decisões abruptas é algo bastante comum. Pode ser que sua atitude vá de encontro a seus próprios valores e se transforme em um arrependimento. Por isso, antes de agir, “avance a fita”.

Pergunte-se como você se sentirá em relação à sua atitude no futuro. É melhor não tomar uma decisão permanente com base em uma emoção temporária.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

29 ago
Três trabalhos científicos que podem mudar o mundo

Todos os anos as revistas científicas publicam centenas de artigos. O valor deles varia entre os que tempos depois serão desmascarados como completas falsidades até aqueles que mudarão o mundo, como os quatro artigos com os quais Albert Einstein revolucionou a física em 1905, ou as duas páginas na Nature em que James Watson e Francis Crick fizeram o mesmo com a biologia. Para ajudar a escolher melhor o que ler entre tanto material, a editora Springer Nature, gigante das publicações científicas, quer propor uma seleção dos trabalhos publicados em suas revistas de modo a destacar os que têm maior potencial de transformar nosso mundo. A multinacional, que tem quase 13.000 funcionários e um faturamento equivalente a 5,2 bilhões de reais por ano, criou uma iniciativa chamada Change the World, One Article at a Time (“Mude o mundo, um artigo por vez”), com a qual seleciona os 180 trabalhos de todas as disciplinas científicas que, consideram, terão mais impacto social. Aqui fazemos referência apenas a três deles, mas na seleção, que terá livre acesso até agosto deste ano, podem ser encontrados alguns dos últimos achados em tecnologia energética, ciências sociais e investigação biomédica, entre outros campos.

1. Como nossos hábitos afetam nossos filhos e netos

Recentemente, esta ideia seria considerada uma heresia científica. O genoma se transmitia aos filhos sem refletir a vida que o pai havia levado. A fusão entre o espermatozoide e o óvulo era como um reset no qual se criava um novo indivíduo, com uma informação que refletia o acervo do pai e da mãe, mas não as mudanças acumuladas ao longo de suas vidas.

Em um artigo publicado na Nature Reviews Endocrinology, Romain Barrès e Juleen R. Zierath, pesquisadores da Universidade de Copenhague (Dinamarca), oferecem uma visão do que se sabe sobre a influência dos hábitos paternos na saúde das gerações posteriores, em especial no que se refere à diabetes tipo 2. Essa doença, que se caracteriza por altos níveis de açúcar no sangue e resistência à insulina, está crescendo na esteira da epidemia global de obesidade.

Segundo os autores, foram identificadas 100 variantes genéticas que explicam 10% da predisposição a essa doença. O resto do caráter hereditário da diabetes poderia ser explicado pela epigenética, ou seja, as modificações produzidas pelo ambiente na atividade dos genes. Observou-se, por exemplo, que uma má nutrição infantil (ou mesmo no estágio intrauterino) está associada a doenças do coração e do metabolismo muitos anos depois. Imagina-se que, quando um feto ou uma criança se vê privado de alimento nas etapas iniciais do seu desenvolvimento, o organismo se reprograma para enfrentar uma vida de fome. Se mais adiante essa pessoa tiver um acesso abundante à comida, estará mais propensa à obesidade e a doenças como a diabetes.

Estudos epidemiológicos realizados com pessoas que passam fome durante guerras permitiram observar que essas mudanças no metabolismo podem ser transmitidas aos filhos e inclusive aos netos. Em experimentos com animais, viu-se que pais que consumiam muita gordura podiam desenvolver resistência à insulina em várias gerações posteriores.

O artigo também fala dos benefícios que o exercício pode propiciar à prole. Em estudos com ratos, observou-se que se os pais fizerem exercício os filhotes machos pesam menos e têm menos gordura, enquanto as fêmeas desenvolvem mais músculos e toleram melhor a glicose.

Os autores apontam que, apesar de terem sido observados efeitos como os mencionados, sabe-se pouco sobre os mecanismos que os produzem, e por isso eles ressaltam a importância de compreendê-los melhor para poder desenhar tratamentos e políticas públicas de saúde. Para recordar a complexidade desses mecanismos, eles lembram um artigo no qual se mostra que o exercício dos pais pode ser prejudicial para os filhos. O trabalho, realizado com ratos e assinado por pesquisadores da Universidade do Leste da Carolina (EUA), mostrava que quando os pais se exercitavam de forma regular durante muito tempo as crias ficavam programadas para uma vida de pouco gasto energético. Isso fazia com que os ratos fossem mais propensos à obesidade.

2. O problema do excesso de higiene

As melhoras na higiene produziram muitos benefícios para a saúde, mas é possível que também tenham tido alguns efeitos secundários. Isto é o que tenta explicar outro dos artigos selecionados pela Springer Nature. Em um trabalho liderado por Christopher Lowry, da Universidade do Colorado em Boulder, conta-se como a falta de exposição a alguns micróbios com os quais convivemos há milênios pode ter nos deixado com um sistema imunológico “destreinado”.

No sistema de defesa do organismo contra os agentes patogênicos, a inflamação é fundamental. Entretanto, esse mecanismo também pode produzir doenças. Sabe-se que a inflamação pode causar problemas psiquiátricos, como a depressão, algo observado por exemplo em pessoas que receberam injeções de interferon-alfa, um tratamento para doenças como a hepatite B e alguns tipos de câncer. As proteínas que compõem esse medicamento produzem um efeito inflamatório, e isto por sua vez faz com que alguns pacientes se deprimam.

A prevalência de doenças causadas pela inflamação indesejada, como é o caso das alergias e da asma, cresceu nos últimos anos. Entretanto, ainda não se conhecem bem os mecanismos que provocam esses efeitos. Uma das hipóteses propostas para explicar esse fenômeno é a dos velhos amigos. Esta epidemia se deveria, em parte, a uma menor exposição a micro-organismos com os quais convivemos e que treinam os circuitos que regulam o sistema imunológico e suprimem a inflamação inapropriada. A falta de contato com nossos velhos amigos tornaria os habitantes do mundo moderno mais vulneráveis a problemas do desenvolvimento neurológico, como o autismo e a esquizofrenia, ou a questões relacionadas com o estresse e a ansiedade.

Além de propor um estudo mais aprofundado da relação entre os micro-organismos com os quais convivemos e as falhas no sistema imunológico, os pesquisadores sugerem a possibilidade de tratar estas enfermidades com probióticos. Neste sentido, recordam que já são usados saprófitos (um tipo de micróbio que se alimenta de material em decomposição) como imunoterapia em um teste clínico com doentes de câncer. Embora não sirva para prolongar a vida dos pacientes, a exposição a esses organismos melhorou sua capacidade cognitiva e sua saúde emocional.

3. Mais drogas, menos crimes

Nova York é um exemplo da redução mundial da criminalidade das últimas décadas. Entretanto, como dizem três pesquisadores da Universidade da Cidade de Nova York em outro dos artigos selecionados, não existe uma explicação satisfatória. O trabalho publicado na revista Dialectical Anthropology aponta que uma maior oferta de drogas ilegais e uma menor demanda pode estar por trás do fenômeno.

Nos EUA, 17% dos detentos estão cumprindo pena por crimes cometidos para conseguir dinheiro para drogas. O aumento da oferta e a redução da demanda estariam por trás de uma queda no preço dos entorpecentes e isso, por sua vez, reduziria a necessidade de cometer crimes para ter acesso a eles.

Entre os possíveis motivos para a diminuição da criminalidade em Nova York (e no resto do mundo, embora de uma forma menos evidente) encontra-se a ação policial, a legalização do aborto e até uma menor exposição ao chumbo. No entanto, foi difícil demonstrar uma relação de causalidade. No artigo, os autores apontam que, apesar da queda do preço da cocaína e da heroína entre 1981 e 2007, não se estudou em detalhe a relação entre isso e a diminuição dos crimes violentos e contra a propriedade que se observou no mesmo período.

Utilizando análises etnográficas e econômicas, consideram que sua hipótese é possível e que poderia ter efeitos sobre as políticas antidrogas. Segundo eles, apesar de o aumento das prisões e do número de policiais ser normalmente associado à redução da delinquência, também existem análises que mostram que essas políticas podem produzir efeitos contrários.

Na opinião dos pesquisadores, ao provocar uma queda na oferta e o consequente incremento nos preços dos entorpecentes, o combate às drogas poderia ser contraproducente porque voltaria a fazer crescer o número de crimes. Estudos posteriores para confirmar essa hipótese poderiam ajudar a elaborar políticas mais apropriadas para reduzir a criminalidade.

Fonte: El País

29 ago
Como usar o tempo livre para aumentar a sua criatividade

Você pode gostar do seu trabalho, mas provavelmente passa por fases em que não consegue ter ideias novas e sente que está só cumprindo ordens sem pensar em muita coisa, certo? E essa falta de criatividade não atinge só a vida profissional – ela pode fazer com que nos sintamos meio sem rumo de modo geral. Se você está vivendo isso, a culpa pode ser de como tem usado o seu tempo livre.

Emma Seppälä, diretora de ciências do Centro para Pesquisa e Educação em Compaixão e Altruísmo da Universidade de Stanford, defende que as melhores ideias vêm do relaxamento. E há muitas provas para isso. “A criatividade acontece quando sua mente está sem foco, sonhando acordada ou ociosa”, escreveu ela em um artigo para o site Quartz. O problema é que temos impedido nossa mente de vaguear por aí. “No trabalho, estamos intensamente analisando problemas, organizando dados, escrevendo – atividades que requerem foco. Durante o tempo de inatividade, mergulhamos em nossos telefones enquanto estamos em uma fila ou nos perdemos na Netflix por horas”, completa.

A menção à Netflix é importante: é comum associarmos esse programa caseiro a descanso, mas a verdade é que ficar vendo séries sem parar exige que nossa mente esteja constantemente processando informações, assim como ficar mexendo no celular. Nesses casos, nós nunca nos permitimos ficar ociosos. Para ajudar a resolver esse problema, Seppälä listou algumas dicas:

Faça todos os dias uma caminhada – sem levar seu celular

Além de ser bom para a saúde física, caminhar regularmente favorece a criatividade – desde que você não fique o tempo todo no celular. “Um estudo de 2014 (…) descobriu que as pessoas que faziam caminhadas diárias obtiveram maior pontuação em um teste que mede o pensamento criativo do que as pessoas que não o fizeram”, escreve a pesquisadora. E tem mais: aqueles que passeavam ao ar livre mostraram-se mais criativos do que outros que haviam caminhado em esteiras. Ou seja: tem que sair de casa, mesmo.

Saia de sua zona de conforto

Faça coisas para fugir da rotina: desenvolva uma nova habilidade, viaje para novos lugares e socialize com pessoas de fora da sua bolha social. “Estudos mostram que a diversificação de suas experiências irá ampliar seu pensamento e ajudá-lo a pensar em soluções inovadoras”, diz ela.

Dedique mais tempo para a diversão

E aqui estamos falando de diversões mais “bobinhas” mesmo, como brincar com seu cachorro, juntar amigos para algum jogo clássico tipo Twister ou mesmo jogar umas partidas de futebol amador. “Os humanos são os únicos mamíferos que não brincam mais na idade adulta. Isso é uma vergonha, porque um estudo da psicóloga Barbara Fredrickson, autora do livro Positivity [Positividade], mostra que a diversão, impulsionando o bom humor, nos faz sentir mais felizes e mais inventivos”, explica.

Legal, mas e quem está tão cheio de coisa para fazer que parece impossível parar por um minuto? Bem, primeiro, lembre-se de que só pegar o celular ou ficar lendo notícias inúteis – algo que você talvez faça vez ou outra mesmo durante o expediente – não é descanso. Faça pausas que são realmente pausas para o seu cérebro, tomando um cafezinho ou indo falar pessoalmente um oi para um colega de trabalho.

Em segundo lugar, organize suas tarefas de modo a sempre alternar entre uma mais simples, que permita à mente vaguear, e outra mais complexa. Isso já pode ser o suficiente para não deixar sua mente sobrecarregada.

Fonte: Super Interessante

 

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